Novo prédio “assassina” árvore com autorização da prefeitura

A derrubada de uma das poucas árvores centenárias ainda em pé na rua Mourato Coelho (veja imagem e nota mais abaixo) foi para atender aos interesses de um novo empreendimento imobiliário e com autorização da Subprefeitura de Pinheiros.

O subprefeito Nilton Nachle enviou nota ao CBN São Paulo e a este blog lamentando que a lei assegure o direito de o proprietário do imóvel derrubar a árvore.

Leia a nota:

“A remoção da árvore foi autorizada devido a uma solicitação de rebaixamento de guia, para um edifício que está sendo construído no local, aprovado pela Secretaria de Habitação, de acordo com o processo 2007/0.157.820-0. A entrada de veículos do novo empreendimento fica exatamente em frente à árvore e, infelizmente, a Lei 10.365/87 ampara o interessado, o qual tem direito a 50% de rebaixamento da frente do imóvel. Quanto à Uva Japonesa, é um crime do qual não tínhamos conhecimento. Vamos investigar e já emitimos autuação para o proprietário do imóvel em cuja calçada está a árvore.

Atenciosamente,

Nilton Nachle
Subprefeito de Pinheiros”

Subprefeito nega falta de investimento no Jardim Ângela

No último ano, a prefeitura aumentou em 54% o valor investido no bairro de Jardim Ângela, segundo o subprefeito de M’Boi Mirim, Lacir Baldusco. Além disso, dois CEUs serão entregues até a metade do ano. A falta de veículos de comunicação para publicar estas realizações é que levaria os moradores a não reconhecer este esforço da subprefeitura, disse Baldusco em entrevista ao CBN São Paulo:

Jardim Ângela vai à justiça contra a prefeitura de São Paulo

A falta de equipamento cultural, assistência social e área de lazer motivaram os moradores do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, a entrar com ação civil pública contra a prefeitura. De acordo com um dos líderes do movimento, padre Jaime Crowe a idéia surgiu após realização de um tribunal popular que contou com a presença do Ministério Público, representantes de secretarias municipais, um juiz, além da comunidade local.

O Jardim Ângela tem cerca de 354 mil moradores e por muitos anos foi considerado um dos mais violentos bairros da capital paulista:

Ouça a entrevista do padre Jaime Crowe ao CBN São Paulo e entenda a reclamação dos moradores:

Corinthians: Papel do Estádio

O boleto acima foi pago por Vô Ed, ouvinte-internauta do CBN São Paulo e torcedor do Corinthians, em 1968. Ele foi um dos muitos corintianos que caíram no conto da construção do novo estádio. Pagaram e não levaram a promessa do então presidente Wadih Helu, ex-deputado e ligado politicamente a Paulo Maluf.

Conforme reportagem do Estadão, desse domingo, que leva a curiosa manchete “Estádios de papel, rotina no Corinthians”, sete maquetes e projetos de estádios foram lançados nos últimos 50 anos. Por enquanto, o Corinthians segue sendo um Sem-Estádio.

Ouvinte-internauta x CET


Alexandre diz que mudança é apra beneficiar condomínio novo

Alexandre Ricardo Batista reclama da mudança feita pela CET que permite, agora, o trânsito em mão dupla na rua Xavier Curado, no Ipiranga. Na quadra entre a Lino Coutinho e a Silva Bueno, o trânsito é intenso com todas as faixas no mesmo sentido. Alexandre diz que a situação ficará ainda pior com a decisão da companhia de trânsito. Segundo ele, somente os moradores de um novo empreendimento imobiliário do quarteirão terão alguma vantagem.


Para Eugênia a CET só quer multar

Eugênia Tonidandel, ouvinte-internauta da CBN, por sua vez alerta para a falta de fiscalização horizontal na rua Emílio de Menezes, em Higienópolis. No ano passado, ela havia enviado mensagem para os veículos de comunicação reclamando dos acidentes que ocorriam com freqüência na esquina da Emílio de Menezes com a Doutor Gabriel dos Santos. A CET prometeu proibir estacionamento em um dos lados da rua e providenciar a faixa divisória na pista. As placas foram providenciadas, os carros que insistem em estacionar são multados, mas a pista segue sem sinalização.

Para a ouvinte-internauta Eugência, “o que interessa a CET é multar, por isso a rapidez em colocar as placas de estacionamento proibido. O principal que é a demarcação de faixas divisorias no asfalto não foi feito, afinal não gera lucros”.

Assassinato na Mourato Coelho

Pela Associação dos Moradores da Mourato Coelho



O barulho das serras em estúpida atividade vai ficar nas nossas mentes
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Neste domingo de manhã, 24/02, os moradores da rua Mourato Coelho, na altura do número 700, (entres as ruas Inácio Pereira da Rocha e Cardeal Arcoverde), assistiram chocados à um assassinato de uma das poucas árvores centenárias que restaram no bairro chamado de Pinheiros pela imensa quantidade de árvores desse tipo que antes habitavam a região.
O caminhão da Prefeitura trazia os dizeres Departamento de Conservação de áreas verdes. Conservação ou seria destruição? Nós todos aqui copiados nesse e-mail (que nunca havíamos nos visto antes) resolvemos enviar a vocês nossa grita indignada.
A árvore foi cortada por qual razão? Era uma das poucas que ainda faziam sombra para quem atravessa os filhos para ir para a escola Bialik, era também um conforto para quem anda a pé ou espera sem grandes opções a fluição do trânsito da Mourato.
Ficamos todos chocados, com vontade de chorar e pensando que se não fizermos nada, não sobrará árvore alguma. A cidade de São Paulo, que tanto amamos, já não está suficientemente embrutecida, poluída, estragada? Será que, ninguém além de nós, está pensando um pouquinho no futuro? Será que somos uns idiotas que deveríamos, isso sim, é estarmos preocupado com o novo namorado de tal celebridade?
A árvore ficava em frente a um futuro empreendimento chamado Inspiratto, e anunciado como espaço com qualidade de vida. Será que os responsáveis pelo prédio sabem disso, e os futuros moradores, estão de acordo? E pessoas como nós, que vivemos há anos na região, não temos direito de opinar?
A autorização para o assassinato partiu de Rosa Maria Castro Menegali, chefe da unidade de áreas verdes da Subprefeitura de Pinheiros. Tivemos acesso à Ordem de Serviço. Não havia uma justificativa sequer para o ato. E vamos pensar, se tivesse seria qual? A árvore está doente? Pois o departamento é de Conservação de áreas verdes e deve trabalhar para sanar e evitar doenças. É como cortar o dedo de quem pega micose….
Estamos enviando essa mensagem para Imprensa, Poder Público, Ongs, Blogs de Meio-Ambiente, amigos, formadores de opinião. Queremos uma explicação para o assassinato, uma explicação convincente, por que a árvore estava intacta. Queremos a reposição de outra árvore de mesmo porte, de mesma capacidade de sombra. A árvore quer uma retratação por ser tão mal tratada, desrespeitada por todos – da chefe da unidade de áreas verdes, passando pelo poder público como um todo, e os donos desse empreendimento.
Uva Japonesa
Também estamos preocupados com a árvore Uva Japonesa que está na calçada oposta e já foi cruelmente marcada. Fizeram um anel de malphigi na base do tronco, um anel que interrompe o fluxo de seiva e causa a morte da árvore em alguns meses. Ainda há furos na base que levantam a suspeita de que por ali pode estar sendo injetado veneno na árvore para que morra mais rápido.
Fomos informados – por um funcionário que teme represália – de que a Prefeitura estava investigando as condições da árvore? Será que nossa Uva Japonesa também corre perigo?
Somente vocês podem dar ao nosso grito algum eco.
O barulho das serras em estúpida atividade vai ficar nas nossas mentes.

Telecentro: “Pixação” em lugar de pixels

Apesar da promessa de que este telecentro, em Itaquera, estaria à disposição do público, em breve, o cenário registrado pelo ouvinte-internauta Daniel Tomazeli Aveiro
no dia 21 de fevereiro, quinta-feira, mostra que nada mudou em relação ao que havia há três meses por lá.

Justiça seja feita, houve mudanças, sim, na quantidade de pichação que aparece na parede.

A primeira reclamação foi feita dia 21 de novembro do ano passado pelo ouvinte-internauta Robson Leandro da Silva, e o secretário municipal de Participação Social, Ricardo Montoro, disse que o local estava fechado desde o roubo de equipamentos e a ONG responsável pelo telecentro ter desistido do convênio com a prefeitura. O novo acordo estava na reta final e a comunidade retomaria o espaço.

Daniel Tomazeli Aveiro, autor da imagem acima, diz que aguarda resposta do secretário Ricardo Montoro para quem enviou mensagem com a reclamação.


Agora o outro lado
(postado no dia 26/02)

“Quanto ao comentário do jornalista Milton Jung, no dia 25, temos a esclarecer o seguinte:
O Telecentro instalado na rua João Batista Conti foi assumido pelo Clube de Mães Raio de Luar, com sede em Itaquera. O convênio de parceria foi assinado no mês de dezembro. Nesta semana, a entidade irá receber um repasse financeiro de R$ 15 mil para que sejam realizadas pequenas reformas no prédio. A entidade, após o recebimento da verba, terá 45 dias para fazer os reparos que se fizerem necessários. Tão logo as obras sejam concluídas, o Telecentro será montado. A estimativa é de que no máximo em 60 dias, o Telecentro esteja funcionando, ampliando a rede de atendimento no local.

Secretaria de Participação e Parceria”

A “Carioca” da paulista Laura Stankus

A mulher brasileira é visitada pelo olhar da artista plástica e cenógrafa Laura Sankus que apresenta uma série de ilustrações e desenhos estilizados na sua primeira exposição individual. Laura é paulista e, no ano passado, fez sua estréia no exterior ao participar da Quadrienal de Praga.

“Carioca”, que aparece no alto, é uma das ilustrações que estarão de 25 a 29 de fevereiro, no Instituto Europeo di Design (IED), na rua Maranhão, 617 – Higienópolis – São Paulo

Contadora promove leitura entre jovens

Luciana Pacífico é professora de francês e português, há 22 anos. Sabe bem a importância da leitura para o desenvolvimento da criança. Por isso, decidiu dedicar um dia de sua semana para contar histórias para meninos e meninas da comunidade Ludovico Pavani, no Real Parque, zona sul de São Paulo. Desde o ano passado, reúne livros doados por amigos, conhecidos ou pessoas que souberam de seu trabalho voluntário, os leva para a turma da comunidade, senta entre eles, e começa a “contação” .

A motivação das crianças ao descobrirem o fantástico mundo da leitura fez com que Luciana decidisse sortear livros entre os participantes do grupo. “ Outras vezes coloco todos os livros expostos para as crianças levarem para casa de presente”, explica a professora, certa de que com esta atitude está multiplicando o desejo pela literatura. Pais e irmãos acabam tendo acesso ao material.

Desde o ano passado, Luciana recebeu cerca de 100 livros e vídeos de histórias infantis. Alguns foram parar na biblioteca comunitária, outros distribuídos para filhos de funcionários que trabalham com a família dela ou pelo bairro.

As pessoas interessadas em ajudá-la podem escrever para lpacífico@terra.com.br