Batalha dos Livros: CBN SP faz debate sobre bibliotecas

A informação de que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) determinou o fechamento de quatro bibliotecas em São Paulo tem causado polêmica nas comunidades que se sentem atingidas pela decisão. O secretário municipal de Cultura Carlos Augusto Calil, em tom indignado, afirmou ao CBN São Paulo que tudo não passa de um “mal-entendido” e “política”. A presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia Regina Celi de Souza ironizou ao dizer que o problema é falta de política para a cultura.

Os prédios das bibliotecas Cecília Meireles, Alto da Lapa, e Zalina Rolim, na Vila Mariana, serão transformados em centros de convivência. A biblioteca Arnaldo de Magalhães Giácomo, no Tatuapé, será usada pela EMEI Mary Buarque e a Chácara do Castelo, também na Vila Mariana, vai virar um Centro de Conservação de Acervo.

Ouça o debate e deixe a sua opinião:

Batalha do Livro: Biblioteca no metrô atrai público

A cidade de São Paulo discute o fechamento (que a prefeitura diz que não é fechamento) de quatro bibliotecas municipais, enquanto em estações do Metrô os espaços destinados ao empréstimo de livros tem se transformado em sucesso.

A coordenador do Instituto Brasil Leitor e responsável pelas bibliotecas “Embarque na Leitura” Graça Garcia falou ao CBN São Paulo como fazer atrativos ao público estes espaços:

Batalha do Livro: Material vai para ferro-velho

Livros do Centro de Formação de Professores Clarice Lispector, da
Prefeitura de Santo André, são vendidos para um ferro-velho que
destina o material para reciclagem. As publicações, que poderiam ser
doadas para bibliotecas, escolas, cursinhos comunitários e outras
entidades são vendidas a R$ 0,15 o quilo. A Prefeitura afirmou em nota
que não tinha conhecimento e que vai apurar o fato. A reportagem do jornal Grande ABC encontrou no local, aproximadamente, 500 kg de livros, o que corresponde a centenas de unidades.

No município existem 14 bibliotecas públicas. Na sede da Prefeitura e do Centro de Formação, atendentes disseram que “doações são bem aceitas” e as publicações são destinadas para “bibliotecas e outras entidades”.

Quem nos informa sobre este absurdo é o ouvinte-internauta Luciano Cavenagui.

Vídeo-poema: Porém, por Sérgio Vaz

O poeta Sérgio Vaz, fundador da Cooperifa, entidade que tem como bandeira a divulgação da arte entre jovens e crianças carentes, na zona Sul de São Paulo, explora recursos da Internet para divulgar sua poesia.

Veja e ouça “Porém”, poesia que está no livro “Colecionador de Pedras”, que faz parte da coleção Literarura Periférica da Global Editora.

Plano de metas vira lei, em São Paulo

Cinqüenta e quatro vereadores, personalidades da arte e esporte, além de simpatizantes do Movimento Nosso São Paulo dividiram os espaços na Câmara Municipal, nessa terça-feira. A mobilização surtiu resultado com a aprovação da lei orgânica que obriga os novos prefeitos a apresentarem projetos e propostas definidas por áreas em até 90 dias da posse. O administrador será obrigado a participar de prestação de contas públicas a cada seis meses.

Aproveito a oportunidade para reproduzir texto da ouvinte-internaura Silvana Silva sobre o tema:

“O Movimento Nossa São Paulo propôs mudanças na Lei Orgânica do Município e a Câmara aprovou projeto que obriga o prefeito eleito ou reeleito a apresentar um “plano de metas”, no prazo de 90 dias após a posse. Isso, em tese, acaba com aquilo que chamamos “plano de campanha, “plano de governo” e “realidade”.

O primeiro é um chamariz para eleitores incautos, que escolhem seus candidatos pela propaganda, pela aparência. Serve para atrair o “voto emocional”. Os planos e as idéias importam pouco. O segundo pode até ser anunciado na esteira do primeiro, talvez sem as mesmas cores. Se o antecessor for da oposição haverá sempre a possibilidade do eleito dizer que, antes, será necessário “arrumar a casa”, corrigir os erros, etc. A realidade vai se moldando ao longo do mandato de acordo, com a conjuntura, acordos políticos e até interesses pessoais.

Na iniciativa privada, o “Plano de Metas” defendido pelo Movimento Nossa São Paulo é adotado por empresas minimamente organizadas. Chama-se “planejamento”. Velha também é a fábula cuja moral reforça a importância da meta: “para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve”. O livro /filme de auto-ajuda “O Segredo”, detaque editorial em 2007 é todo baseado nisso. Na política, entretanto, as coisas não funcionam da mesma forma. O próprio orçamento amplamente discutido, divulgado, etc. não passa de uma “peça de ficção”.

É preciso ainda lembrar o papel da Câmara nesse processo. Sem uma perfeita “harmonia” entre executivo e legislativo, a máquina pública não se movimenta de forma eficiente, mas não percamos o otimismo.

Que a proposta vingue, o povo participe e São Paulo se desenvolva!”.

Foto-ouvinte 2: Não basta ter calçada

Um calçamento ambientalmente irresponsável foi feito em ruas da Vila Olímpia, em São Paulo, conforme registra o ouvinte-internauta Everton. As ruas Ramos Batista, Olimpíadas, Elvira Ferraz e outras da redondeza ganharam calçadas impermeáveis, sem árvores e desrespeitando as normas do bom-senso.

Everton diz que defendia a colocação de piso ecológico e de fácil acesso para os pedestres que poderia reter parte da água da chuva reduzindo o alagamento comum naquela região. Não levou. E, hoje, ainda tem de assistir ao cenário construído com o respaldo da prefeitura. “A cidade, algumas vezes, parece que anda para trás”.

Olho de Repórter: Sem nível


Clique na foto para ver todas as imagens de Cátia Toffolleto

A prefeitura de São Paulo anuncia em seu site, todo o dia, o recapeamento de ruas e avenidas com o intuito de tapar os buracos que atravancam o caminho do cidadão. Tem muita coisa a ser feita na cidade, sem dúvida. Mas o que foi feito tem de ser preservado, pela administração pública, pelo cidadão e pelas empresas concessionárias. A repórter digital Cátia Toffoletto com seu celular registrou imagens de tampas de ferro que dão acesso aos equipamentos dessas empresas. O desnível causa transtorno, principalmente, para os carros que passam por estes lugares.

Personalidades vão à Câmara por lei de metas

Esportistas e artistas vão se unir ao Movimento Nossa São Paulo e comparecer na Câmara Municipal, nesta terça-feira, às três da tarde. A intenção é mostrar aos vereadores o interesse da sociedade na aprovação da lei de metas que obriga o prefeito a apresentar em até 90 dias após a posse seu plano de governo e os índices a serem cumpridos durante os quatros anos de gestão.

Para se transformar em lei, basta os vereadores repetirem o desempenho da semana passada quando a Câmara votou em peso em favor do projeto: 42 votos a favor, nenhum contra, e nenhuma abstenção.

O representante do Movimento Nossa São Paulo Oded Grajew falou ao CBN São Paulo sobre a importância desta mudança na lei orgânica da cidade: