Detector de metal pode voltar aos bancos

Não cobrem coerência da Câmara Municipal de São Paulo. Na véspera de homologar a lei que proíbe o uso de detectores de metais nas portas de bancos, na capital, um projeto que permite os equipamentos foi apresentado pelo PT. Assim, mesmo que sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab a sugestão é que as máquinas sejam guardadas no almoxarifado da agência bancária.

Quando aprovado pela Câmara, apostei neste blog (calma, foi apenas uma bala de goma) que se o prefeito aceitar a decisão que já havia sido vetada pelo parceiro José Serra, a lei seria derrubada na justiça. Caso aprovado o projeto petista vai ser difícil justificar a mudança de voto dos vereadores às vésperas de organizar a cara campanha eleitoral.

Secretário de Serra critica PSDB por não investir em trem

O metrô de São Paulo não estava preparado para receber o aumento da demanda de passageiros com a implantação do sistema de bilhete único porque, desde 1990, os governos estaduais não investiram na compra de trens. A crítica a atuação dos governadores eleitos pelo PSDB no Estado partiu do secretário estadual de Transportes, José Luis Portella, que é do atual governo do PSDB.

Ouça a explicação de Portella, feita no CBN SP, para a queda do índice de satisfação dos usuários em relação ao sistema de metrô na capital:

Em outro trecho da entrevista, Portella chamou atenção para o fato de não haver investimento do Governo Federal no metrô de São Paulo.

Nos 100 anos, Niemeyer fala do Auditório do Ibirapuera


Imagem reproduzida do site do Auditório do Ibirapuera

Uma das mais recentes obras do mestre Oscar Niemeyer, o Auditório do Ibirapuera, foi lembrada por ele durante os festejos dos 100 anos, realizados neste fim de semana. Parecendo menino que fez traquinagem – no caso com sua própria história -, o arquiteto pareceu orgulhoso ao lembrar que desrespeitou os traços suaves e sinuosos que marcaram sua carreira em busca do respeito à natureza.

O Auditório do Ibirapuera foi concebido há cerca de 50 anos e inaugurado apenas em 2005.

Ouça o que disse o mestre Oscar Niemeyer sobre a relação dele com São Paulo à CBN:

Ouvinte-internauta reclama de Batidão da Paraisópolis


Se ainda não clicou na imagem acima, pouco será visto e muito será ouvido. Foi gravada durante a madrugada a partir da janela de um prédio vizinho a comunidade de Paraisópolis, na zona Sul, dividida por muros ou ruelas de uma das mais nobres áreas de São Paulo, o Morumbi. De acordo com o ouvinte-internauta que se identificou na mensagem enviada ao CBN SP, mas pede para que seu nome não seja divulgado, quase todos os fins de semana uma casa noturna dentro da favela funciona durante a madrugada com música ao vivo e “extremamente alta, ecoando em toda favela e arredores”.

O ouvinte-internauta, além de não conseguir dormir confortavelmente, não consegue registrar queixa contra a turma do barulho. De acordo com o que está na mensagem eletrônica, no 190 pedem que deixe o nome dele registrado; no PSIU pedem o endereço da boate. No primeiro caso, teme ser reconhecido pelos prejudicados; no segundo, ainda não teve coragem – no que o apoio, plenamente – de entrar na favela de madrugada para descobrir onde está o bar barulhento, como lhe foi sugerido (“só podemos fiscalizar se soubermos o endereço correto”, disse-lhe com toda segurança o atendente da prefeitura).

O morador ainda reclama de construções feitas irregularmente usando o muro do condomínio em que mora. “A impressão que tenho é que os limites das favelas são intransponíveis para o poder público. Nelas, as leis não se aplicam como se aplicam aos cidadãos e empresas de fora delas. Parece que as favelas não têm que respeitar as mesma lei do silêncio que os bares e boates fora delas têm que respeitar”, escreve.

Li a história em voz alta para Eros, meu labrador que não deixa escapar um movimento qualquer no entorno dele. Fez cara de quem não entendeu bem por que o ouvinte-internauta escreve e registra nome e e-mail em mensagem para o CBN São Paulo, mas não deposita mesma confiança na polícia e prefeitura.

Foto-ouvinte: Estado não respeita Cidade Limpa

O desrespeito a Lei Cidade Limpa não parte apenas da prefeitura, como vimos em nota anterior. As duas placas com informações da obra do metrô, na esquina da Oscar Freire com a Rebouças, são do Governo do Estado e não seguem as normas impostas pela administração municipal. A imagem foi feita e enviada pelo celular do ouvinte-internauta Guilherme Morai.

Ao contrário das ações para fechar boates e estabelecimentos comerciais irregulares nas quais informes são antecipados para garantir a presença dos meios de comunicação no local, aguardamos ansiosos o dia e a hora em que a prefeitura vai colocar abaixo estas irregularidade e punir os culpados.

Olheiro para as calçadas


Imagem feita pelo ouvinte-internauta Newton de Assis

Os modernos equipamentos de fiscalização de trânsito e o esforço da prefeitura em coibir irregularidades nas ruas e avenidas de São Paulo inspiraram o ouvinte-internauta Marco Aurélio a sugerir rigor semelhante às condições das calçadas: “Que tal ter uma equipe circulando pelos bairros e olhando as calçadas”, escreve o cidadão incomodado com as irregularidades que encontra no meio do caminho.

Problemas que não se referem, necessariamente, a falta de calçamento, buracos ou rachaduras. Como você pode ver na imagem acima que foi enviada por outro ouvinte-internauta, Newton de Assis, a forma como foram construídas, com desníveis para facilitar a vida de quem entra e sai de carro da garagem, impede a passagem de pedestre.

Tropeço na mesma irregularidade todo dia que saiu a pé de minha casa.

Prefeitura x prefeitura

A prefeitura de São Paulo é criticada pela própria prefeitura por desrespeitar lei criada pela prefeitura. Dá pra entender?

Primeiro olhe a imagem postada seis notas abaixo na qual aparece anúncio de “Feliz 2008” pendurado em postes na Radial Leste. É da Secretaria Municipal das Subprefeituras, responsável pelo cumprimento da Lei Cidade Limpa que extinguiu os outdoors e assemelhados.

A imagem registrada por ouvinte-internauta do CBN SP Wilson Nunes motivou a crítica feita pela diretora da Emurb, Regina Monteiro, entrevistada no programa, que prometeu encaminhar pedido de esclarecimento a secretaria e informação ao prefeito Gilberto Kassab. Emurb é empresa pública responsável por muitas das questões relacionadas a organização do espaço urbano na capital paulista e Regina é a autora da idéia que resultou na lei Cidade Limpa.

Até o início da noite, a Secretaria Municipal das Subprefeituras não havia contra-argumentado. Nem tirado os anúncios irregulares.

Ouça a entrevista da diretora da Emurb Regina Monteiro:

Agora o outro lado: PT fala em incompetência

O líder do PT na Câmara Municipal, vereador Francisco Chagas, divulgou nota na qual critica duramente a administração do prefeito Gilberto Kassab (DEM) com base no resultado da pesquisa do Instituto Datafolha que mostra o aumento da desaprovação do paulistano.

Leia trechos da nota do PT que chama, no título, o governo municipal de incompetente e faz questão de falar em “administração Serra/Kassab”:

“O fato de 76% dos eleitores reprovarem o trânsito (eram 71% em agosto!) é resultado direto da falta de ação da Prefeitura de São Paulo no setor. Em uma cidade que necessita de investimento maciço em transporte público, a atual administração não construiu um quilômetro novo de corredor de ônibus …”

“Na saúde … em vez de investir no fortalecimento do sistema único de saúde, a aliança PSDB/DEM optou por terceirizar sem critério a gestão de postos e hospitais e inventou as AMAs, criticadas por sua ineficácia, para maquiar os problemas do setor”

“O prefeito não pode reclamar da falta de recursos. Em recente entrevista ele disse que a prefeitura hoje arrecada mais do que na gestão passada. Além disso, o município possui cerca de R$ 5 bilhões que repousam em aplicações financeiras, rendendo juros, no lugar de serem investidos em benefício da população”

Investimento na saúde não melhora opinião do paulistano

A pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira mostra que a área de saúde é a pior avaliada pelo paulistano. A prefeitura de São Paulo, no entanto, insiste que investimentos têm sido feitos e as melhorias devem se refletir na opinião pública nos próximos meses.

Ouça a entrevista do secretário municipal da Saúde, Januário Montoni, e deixe sua opinião em seguida: