Campanha ataca o uso da carne na ceia de Natal

“Quanta incoerência! Comemorar uma data de celebração da vida com a morte na mesa. Bilhões de animais estão sendo barbaramente assassinados para satisfazer o insaciável paladar humano. Tudo é motivo para que um animal seja abatido, moído, fatiado, empacotado e servido.
Festa Cristã? Santa ceia? Noite Feliz? Tudo é festa, tudo é comemoração, e mais uma vez, o desprezo à vida. Mais uma vez, os animais irão se reunir na mesma mesa. Os vivos em volta e os mortos no centro. Mais de 2000 anos se passaram e ainda não aprendemos nada.

Feliz Natal
para quem puder”

Esta é a mensagem distribuída por grupos que atacam a indústria da carne e a exploração dos animais (na mesa, no circo, nos rodeios, etc …). Eles assinam: Vegetariana – por amor aos animais!

Crianças vêem o mar pela primeira vez

A nota abaixo está no blog Picardia do nosso colega de redação e mineiro Bruno Azevedo:

“Copia, Aécio!

Acabo de receber este release da Secretaria de Educação de São Paulo: “Cerca de 8 mil crianças paulistas vão conhecer o mar pela primeira vez. Será neste mês de janeiro, em projeto organizado pela Secretaria de Estado da Educação. Treze cidades do litoral paulista receberão estudantes da rede estadual com idade entre 9 e 11 anos, no Programa Caravanas do Conhecimento – Interior na Praia”

Geeeeeeeeente, isso precisa chegar a Minas! Se o Aécio copiar a idéia, será reeeeleito com 99% dos votos. Até eu vou votar nele… Todo mineiro é louco pelo mar e muitos ainda não viram o “corgão de água salgada”.

E você sabe o que o mineiro diz ao ver o mar pela primeira vez? “Imagina se isso tudo fosse leite…”.

Ouvinte-internauta quer ciclovia em troca de nome

A mudança no nome da avenida Robert Kennedy para Atlântica – como era chamada originalmente -, proposta em lei aprovada na Câmara dos Vereadores, provocou indignação naqueles que lutam, há anos, pela implantação de ciclovia na região.

O ouvinte-internauta André Laranjo escreveu para reclamar que “os ciclistas vivem solicitando uma ciclovia nesta avenida para a Subprefeitura da Capela do Socorro, pois ela é uma importante ligação entre o Largo do Rio Bonito, a Marginal Pinheiros e a região de Santo Amaro”. Segundo ele, o vereador Antônio Goulart, autor do projeto, perde tempo e gasta dinheiro da cidade para propor a troca de nome, quando poderia assumir postura em favor desta via de acesso aos moradores que usam bicicletas. “Se fizessem uma ciclovia nela, poderiam até deixá-la sem nome que eu ficaria feliz!”, concluiu.

“Calçadas livres” ganham apoio de dois vereadores

“Lei aprovada obriga calçadas transitáveis”. Confesso que ao ler o título acima que estava em mensagem eletrônica enviada pelo vereador Chico Macena (PT) quase deletei. Afinal, lei para garantir calçadas livres já existe há muito tempo, falta quem ponha ordem na casa. Depois de ler o texto, entendi que o projeto aprovado na Câmara Municipal vai além do óbvio ululante. Se somado a outro da vereador Mara Gabrilli (PSDB) talvez surja um futuro com menos tropeções no passeio.

A lei de Chico Macena que precisa ser sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) regulamenta um decreto federal de 2004 que obriga todos os municípios a adaptarem sua rede viária e de transporte para assegurar o trânsito das pessoas portadoras de deficiência ou de mobilidade reduzida, até 2012. A partir da sanção do projeto de lei toda obra realizada em vias públicas também terá de garantir o livre trafego das pessoas, incluindo as que apresentarem sua mobilidade reduzida.

A vereadora Mara Gabrilli conseguiu aprovar lei que pretende implantar na cidade o Programa Emergencial de Calçadas. Hoje em dia, o morador é o responsável pela sua calçada e, caso não faça a adequação, pode ser multado. Mas, para incentivar as reformas, é a Prefeitura quem vai arcar com os custos das novas calçadas que estiverem dentro das rotas estratégicas determinadas pela Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida. O morador será obrigado a fazer a manutenção do espaço.

São Paulo tem 30 milhões de metros lineares de calçadas e a prefeitura aplicou mais de 8 mil multas aos cidadãos que não conservaram o MPL (muro, passeio e limpeza), explica em nota a vereador Gabrilli. A multa será elevada de R$ 200 para R$ 1 mil por metro linear de calçada.

Projeto negado por vereadores era da sociedade civil

Os vereadores de São Paulo que aprovaram uma série de leis inúteis não tiveram sensibilidade para apoiar o único projeto de lei enviado à Câmara por representantes da sociedade civil. O projeto que pedia a divulgação do nome, cargo, local de trabalho e e-mail de todos os funcionários públicos do município foi apresentado pela ONG Voto Consciente à comissão que analisa as propostas enviadas por cidadãos. Mesmo após a organização aceitar que fosse tirado do texto a obrigação dos órgãos municipais divulgarem o salário dos funcionários, os vereadores rejeitaram o projeto de lei.

Blog de vereador tropeça na lei e na língua

Para melhorar a comunicação com os eleitores, o vereador Edivaldo Estima mantém um blog no qual publica ações e propostas que realiza. De bom visual e mais simples para ser acessado pelo cidadão, Estima usa o espaço para explorar seu lado pessoal e familiar. Mantém fotos da festa de amigo secreto da empresa em que atua, divulga cartão de boas festas ao lado do que parece ser o filho dele (aliás, está em boa parte das fotos o rapaz, o que nos leva a crer que trabalha no gabinete) e convida os internautas a tomarem um cafezinho nos escritórios politicos para receberem o calendário Estima 2008.

O primeiro texto postado nessa terça-feira, e mantido nesta quarta, fala do projeto que acabou sendo aprovado pela Câmara e que será reprovado pelo prefeito Gilberto Kassab, se tiver coerência, ou pela Justiça, se insistirem levar em frente: a isenção de pagamento do estacionamento em shoppings. Para o vereador Estima, com o projeto “todo mundo saí (sic) ganhando, tanto o consumidor como o logista (sic)”.

Saia justa na prefeitura de São Paulo

A cada 15 dias, técnicos da SPTrans e CET se reúnem para discutir ações integradas para que o transporte de ônibus seja mais tranqüilo na cidade, e o trânsito, também. As declarações de um dos diretores da empresa responsável pelo controle do transporte público na capital, Stanislav Feriancic, de que a fiscalização eletrônica da Companhia de Engenharia de Tráfego nos corredores é falha causou saia justa na prefeitura.

Nesta terça-feira, o presidente da CET, Roberto Scaringela, falou no CBN SP que o trabalho é integrado e 55 mil multas por condução irregular nos corredores de ônibus foram expedidas este ano. Das quais, 22 mil, mais ou menos, seriam resultado das máquinas que registram os veículos particulares que invadem a pista exclusiva (?) dos ônibus. Anunciou ainda que fiscais estarão nos pontos em que ocorre o maior número dessas irregularidades (na periferia de São Paulo) e até o ano que vem radares serão implantados para coibir a ação dos motoristas.

O tom manso e apaziguador da fala de Scaringella não reproduzia a reação dele e assessores da CET ao lerem no jornal Diário de São Paulo a opinião da SPTrans. Nas conversas por telefone, a crítica mais amena às palavras de Stanislav Feriancic foi que de que ele havia feito uma bobagem. Adjetivos mais pesados puderam ser ouvidos, também.

Vereadores não querem transparência no serviço público

Projeto de lei, levado ao plenário com a assinatura de sete vereadores que obriga a divulgação dos dados de todos os servidores públicos municipais na internet foi rejeitado pelos vereadores da capital paulista. Apesar de terem votado projetos de lei de baciada – tem um que proíbe fogos explosivos na capital e outro que obriga restaurantes a terem câmeras de vídeo na cozinha – este que defende a transparência,também na Câmara, foi deixado de lado.

De acordo com projeto de lei 617/2006, a administração pública direta e indireta, além das fundações municipais, teriam de publicar o nome, cargo, unidade e endereço eletrônico de todos os funcionários. Assinavam a idéia Soninha (PPS), Cláudio Prado (PDT), Ricardo Montoro (PSDB), Jorge Tadeu (PFL), Farah (PTB), Goulart (PMDB) e Abou Anni (PV).

Montoro não é mais vereador, é secretário do município; Soninha não estava em plenário; e o vereador Farah se absteve de votar. E nós ficaremos sem saber que trabalha aonde e quem contrata quem com o nosso dinheiro

Detector de metal pode voltar aos bancos

Não cobrem coerência da Câmara Municipal de São Paulo. Na véspera de homologar a lei que proíbe o uso de detectores de metais nas portas de bancos, na capital, um projeto que permite os equipamentos foi apresentado pelo PT. Assim, mesmo que sancionado pelo prefeito Gilberto Kassab a sugestão é que as máquinas sejam guardadas no almoxarifado da agência bancária.

Quando aprovado pela Câmara, apostei neste blog (calma, foi apenas uma bala de goma) que se o prefeito aceitar a decisão que já havia sido vetada pelo parceiro José Serra, a lei seria derrubada na justiça. Caso aprovado o projeto petista vai ser difícil justificar a mudança de voto dos vereadores às vésperas de organizar a cara campanha eleitoral.