Faltam 7,9 milhões de casas e apartamentos no Brasil

Os dados estão no estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas, divulgados nesta sexta-feira (23/11). Em São Paulo, cerca de 1,5 milhão moram em condições precárias, no momento em que a cidade assiste à explosão imobiliária com lançamentos de empreendimentos e abertura de capital das construtoras e incorporadoras.

Ouça a reportagem de Simone Queiroz, que foi ao ar no CBN SP:

Aos fãs do mestre

Foi ele quem me ensinou a respeitar o ouvinte. Portanto, não tem do que reclamar. O ouvinte-internauta Ivson Miranda jura de pés juntos que o mestre Heródoto Barbeiro foi flagrado na Marginal Pinheiros, a caminho da Praia do Boqueirão, no início do feriado prolongado. Se foi ou não foi, a montagem está ótima.

Polícia pára trânsito para combater guerra fiscal, em SP

Logo cedo a polícia de São Paulo estava na rua organizando barreiras nas principais vias da cidade e tornando ainda mais desorganizado o trânsito matinal. Na avenida Brasil, havia uns 15 homens de olhos bem abertos para os carros que passavam. Cinco ou seis motoristas haviam sido parados no momento em que cruzei por uma dessas operações. A maioria de terno e gravata com cara de quem sabia que perderia o dia de trabalho para dar explicações à autoridade militar.

Até aquele momento, não sabia qual a intenção dos policiais. Os carros e os caras parados não estavam de acordo com o perfil daqueles que costumam ser barrados. Não havia Brasília, Monza ou Chevette rebaixados com vidro completamente escuros escondendo negros de calça de cós baixo, boné de marca e tênis coloridos.

A explicação só veio mais tarde, após a reclamação de muita gente de que o trânsito em alguns pontos da cidade estava impossível. A polícia prestava serviço a Secretaria da Fazenda de São Paulo para combater a sonegação de IPVA. Foram 212 pontos de fiscalização em todo o Estado. Mais de 23.300 carros parados. E, segundo números oficiais, 1.826 motoristas foram flagrados com veículos registrados em endereços falsos, em outros estados.

Segundo a secretaria, entre 2006 e 2007, São Paulo deixou de arrecadar mais de R$ 1 bilhão por causa de licenciamentos realizados fora do Estado.

Antes de ser criticado pelos bloqueios que atravancaram a vida de muita gente na cidade de São Paulo, o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, acusou os Detrans estaduais e o Governo Federal de se negarem a passar informações sobre veículos de outras regiões que circulam em território paulista, durante entrevista concedida ao repórter Ádamo Bazani, da CBN.

O Departamento Nacional de Trânsito informou que não é obrigado a fornecer estas informações para São Paulo

As alíquotas do IPVA justificam a preferência de muitos motoristas e empresas pelos outros estados brasileiros. Enquanto em São Paulo, em média, o IPVA é de 4 por cento, Paraná cobra 2,5%, além de oferecer a possibilidade de parcelamento em seis vezes. Em Tocantis, a alíquota é zero para alguns veículos novos.

Projeto quer aumentar pena para criança infratora

Está em discussão na Câmara dos Deputados, o projeto que pretende tornar mais rígidas as punições às crianças e adolescentes que tenham cometido crimes graves. Uma das medidas é a ampliação do tempo máximo da pena para o infrator de três para oito anos.

O CBN SP promoveu debate entre o relator do projeto, deputado estadual Carlos Sampaio, do PSDB/SP, e o coordenador de relações internacionais do Movimento Nacional de Direitos Humanso, Ariel de Castro Alves.

Acompanhe a discussão e dê a sua opinião:

Fabricantes reagem na batalha do saco plástico

A primeira cidade americana a proibir uso de sacolas plásticas comuns foi São Francisco, em abril. O mesmo pode ocorrer, em breve, na Filadélfia, Boston, Baltimore, Portland e Seattle. Nova Iorque, sempre referência por aqui, impõe aos lojistas a responsabilidade de reciclar as sacolas que os clientes trazem de volta. Alguns supermercados oferecem pequenos créditos aos consumidores que reutilizarem suas sacolas plásticas.

O resultado da campanha promovida por ambientalistas está em reportagem publicada no britânico Financial Times, traduzida pelo portal UOL. Apesar de o aparente sucesso, o texto de Jonathan Birchall destaca a reação da indústria do plástico reunida no lobby do Progressive Bag Alliance que, segunda-feira, impediu que o parlamento proibisse o uso dos “saquinhos” na capital de Maryland.

O esforço é para impedir o fim de um negócio que começou com o inglês Alexander Parker que inventou o primeiro plástico, em 1862. De lá até aqui, o uso para o produto se multiplicou a ponto de se transformar em problema sério ao meio ambiente. Feito de resina sintética que tem como origem o petróleo, o plástico usado nos saquinhos de supermercado, farmácia e padaria não é biodegradável, e jogado na natureza leva séculos para se decompor.

Os fabricantes contrapõem com o argumento de que consomem menos energia para produzir e reciclar as sacolas de plásticos do que as de papel – principal concorrente neste mercado.

No Brasil, os empresários do setor, parte estabelecida na região do ABC paulista, têm demonstrado preocupação devido as campanhas lideradas por ambientalistas que aparecem na mídia. Apesar de algumas ações para atrapalhar o negócio deles, por enquanto os fabricantes tem tido sucesso. Em São Paulo, onde são produzidas 210 mil toneladas de plástico-filme por ano, tiveram o apoio do governador José Serra que impediu a aplicação de lei que previa a substituição por um tipo de plástico que, supostamente, polui menos.

Rio de Janeiro e Curitiba são duas capitais que estão envolvidas no debate e tentam barrar o aumento no número de saquinhos usados. No interior gaúcho Lajeado incentiva a troca por sacos de pano. Nada parecido com as cidades européias bem mais avançadas nas iniciativas para proteger o meio ambiente que usam, muitas delas, a cobrança de uma taxa para mudar o hábito do cidadão.

Semana passada, neste mesmo blog, chamava atenção que por aqui o movimento vai no sentido oposto, pois enquanto a sacolinha de plástico fica à disposição do cliente no caixa do supermercado, a de pano está à venda – e com direito a marketing ambiental.

A reportagem completa e em português do FT você acessa aqui se for assinante do UOL

É vitória ou vaia

O título acima está na manchete do caderno de esportes do mais popular jornal de São Paulo, o Agora. Tem a pretensão de antecipar o ânimo do público que lotará o estádio do Morumbi, na noite desta quarta-feira, para ver o Brasil enfrentar o Uruguai. Antes mesmo do mau desempenho da seleção contra o Peru, no domingo, se discutia o comportamento do torcedor paulista na partida de logo mais. Alguns comentaristas traçaram paralelos com a reação do carioca que, em determinados momentos, vaiou o Brasil na goleada sobre o Equador.

A vaia tem ganhado destaque no noticiário e no bate-papo em volta da mesa do bar desde que o presidente Lula se apresentou em público na abertura dos Jogos Panamericanos, no Maracanã. Na época, dividiu opiniões conforme a coloração política de cada um. Afoitos chegaram a dizer que era sinal da mudança que o Brasil pretendia no comando do governo, quando mais se parecia a opinião de uma parcela da sociedade brasileira.

Golpistas, lulistas e simpatizantes à parte, deve-se avaliar o que proporciona esta prevenção do público, se existe predisposição à crítica, se é desejo de jornalista que adora ver o circo pegar fogo ou se é assim mesmo em qualquer lugar do mundo – ou seja, no caso do esporte, se a seleção nacional não vai bem, a turma fica com a vaia atravessada na garganta.