Foto-ouvinte: Povo Paulistano

Estudante de jornalismo , Maicon Roberto é fissurado em fotografia e aproveitou uma das cenas registradas em São Paulo para enviar ao blog. A intenção dele é que você observe a imagem e tire suas conclusões.

Ele já tem a dele: “Isto é a realidade que nosso povo vive … a pobreza esta na frente de nossos olhos e não queremos ver”.

Ouvinte-fala: Críticas ao âncora e à prefeitura

Devido a polêmica entrevista com o secretário das Subprefeituras de São Paulo, Andréa Matarazzo, no programa CBN SP, resolvi publicar neste espaço, trechos de mensagens de ouvintes-internautas enviadas para o correio eletrônico do programa.

No ar, falamos sobre a divisão do dinheiro investido nas subprefeituras considerada injusta pela ONG Nossa São Paulo (para entender melhor leia post abaixo neste blog) Aproveite e deixe seu comentário, também.

“Sou daqueles cidadãos comuns, não filiado a nenhum partido, que felizmente posso acessar sites e blogs, porém não entendi o quê realmente vc desejava saber em nome de todos nos (incluindo todos que não têm aquela possibilidade), porque vc ficava repetindo a mesma coisa até com uma certa agressividade. O Sr. Andrea educadamente e (na minha opinião) com muita paciência tentava responder seguidamente suas intervenções, o que vc não permitia. Aliás, não é a primeira vez que isso acontece em menor ou maior grau”. (João L. Grandisoli)

“Ouvi a entrevista do Andrea Matarazzo e ficou muito clara a falta de argumentos para justificar a disparidade. … Várias matérias já saíram na mídia sobre a diferença no tratamento das praças nos bairros ricos e pobres. Será que só os moradores de Pinheiros podem ter o bairro mais bem cuidado?” (Clara)

“Na discussão sobre os gastos da prefeitura nas várias regiões do município de São Paulo, um problema relevante e importante, você (Milton) acabou sendo agressivo com os dois entrevistados, tanto o Sr. Matarazzo quanto o membro daquela ONG. Mais com o Matarazzo do que com o outro fulano. Acho que o problema ficou escondido por trás da agressividade”. (J. Norberto W. Dachs)

“Entendo que atender as formalidades jurídica-contábil é apenas resgate de uma dívida com o contribuinte. Embasado nos princípios contidos no art. 81 da LOM de SP, o Governo Municipal deve decodificar a informação e torná-la compatível com o homem médio” (Mário Leal)

“Estava ouvindo o secretário Matarazzo e resolvi pesquisar a subprefeitura de meu bairro (lapa). No site encontrei o orçamento da subprefeitura só que referente ao 1º bimestre de 2005, só!! (Marcus Betioli)

“Me causou PESAR a maneira bruta e grosseira com que o apresentador Milton Jung entrevistou o Secretário Andrea no final desta manhã de quarta feira. Ouço com frequência a rádio neste horário e sempr tive simpatia pelo apresentador. Mas tive a nítida impressão de má vontade e desejo de constranger o secretário. Por que?” (Celso Iazzetti)

“Para eles o cidadão é comum até as eleições,pois neste período ele é especial pois vota” (José Roberto)

Matarazzo perde a pose e acusa ONG de “petista”

A informação de que apenas sete das 31 subprefeituras de São Paulo cumprem lei que obriga a divulgação da movimentação financeira causou constrangimento nas relações entre a prefeitura e o movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade.

O secretário municipal das Subprefeituras, Andréa Matarazzo, alegou que a ONG está a serviço de partidos de oposição e identificou o empresário Oded Grajew como colaborador do presidente Lula e Odilon Guedes, coordenador do estudo, de integrante do PSOL. Matarazzo, que participou de entrevista conturbada no CBN SP, disse que os dados estão disponíveis aos moradores da cidade nas subprefeituras: “basta procurar”.

Odilon Guedes, entrevistado antes de Matarazzo, reforçou a informação de que o orçamento das subprefeituras não leva em consideração as dificuldades financeiras de cada região, conforme já havia sido divulgado, há duas semanas, pelo CBN SP.

Não é a primeira vez que integrantes da prefeitura se incomodam com a atuação do Nossa São Paulo. Durante a campanha para o Dia Mundial Sem Carro, as críticas em relação a CET foram respondidas de maneira agressiva por um diretor da companhia.

Oded Grajew, que na tarde desta quarta-feira esteve com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), diz entender a reação e lembra que durante a organização do Dia Mundial Sem Carro a ONG ouviu críticas de que estava a serviço do PSDB e do DEM.

Tem muita gente ainda incapaz de enxergar nas críticas, colaboração. Um dia aprendem.

Ouvinte-fala: Nepotismo e concurso público

“Milton, tenho acompanhado esta luta de seu programa contra o nepotismo na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores de São Paulo e acredito que a grande maioria da população está aplaudindo esta iniciativa. Só que o problema é mais complexo do que simplesmente eliminar a nomeação de parentes, senão vejamos. Se continuar havendo a possibilidade de nomeação sem concurso público, sem comprovação de competência para o exercício do cargo ou da função, por que um politico deixaria de nomear a sua esposa para nomear a esposa de outra pessoa que, talvez, ele mal conheça? Ou deixaria de nomear um filho, um sobrinho para nomear outras pessoas que não são de sua intimidade? Não vejo muito sentido nisto. Então, sabiamente o serviço público exige Concurso Público, que depois da Constituição cidadã de 1988 passou a ser exigência que não se cumpre e quando é feito o concurso para cumprimento da lei os candidatos não são chamados dentro do prazo. Outros aspepctos importantes é que o Concurso Público deve ser feito por entidade idônea como a Fuvest ou Vunesp e, também, uma vez admitidos os melhores profissionais concursados haja uma estrutura que realmente funcione dentro do serviço público, caso contrário até os bons acabam se perdendo em meio de tanta politicagem que hoje impera no órgãos públicos. O problema é realmente complexo, mas tenho certeza de que tratado adequadamente e com persistência certamente pode ser resolvido se não a curto prazo, pelo menos a médio prazo. Um abraço.”

Luiz Antonio/São Paulo

Preso delegado suspeito de extorquir dinheiro de Abadia

Foi parar na cadeia o delegado Pedro Luís Porrio que atuou no Denarc, departamento responsável pelo combate ao narcotráfico, e acusado de extorquir dinheiro do colombiano Juan Carlos Abadia, no ano passado.

Abadia foi preso em operação recente da polícia pelo crime de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Era considerado uma dos mais perigosos e influentes traficantes a atuar na América do Sul. Não havia caído antes nas mãos da polícia pois teria “comprado” a liberdade através de agentes da segurança pública.

Porrio seria um dos que teriam participado do esquema de extorsão mediante seqüestro contra membros da qaudrilha do traficante.

De acordo com o que levantou o repórter Adamo Bazani, da CBN, a prisão de Porrio foi determinada pela Terceira Vara Criminal de Campinas, no interior de São Paulo, não pela extorção, mas por outras irregularidades cometidas.

Nepotismo: Falácia e falência parlamentar

 

Foram dez dias de entrevistas, ligações para gabinetes de deputados, assessores de imprensa bravos e ameaçadores, e uma centena de mensagens eletrônicas de ouvintes-internautas falando sobre os projetos de lei que pretendem acabar com o nepotismo na Assembléia Legislativa de São Paulo.

 

Durante este período, ouvimos boa parte dos lideres do partidos políticos que têm o poder de decidir qual proposta será votada em plenário.

 

O PT disse que queria votar; o PSDB, discutir, apesar de o PSOL garantir que o Serra não deixaria; o PSB falou que pretendia esperar, enquanto o PTB fez de conta que o assunto não era com ele. O PMDB e o PSC posicionaram-se a favor dos textos que têm como objetivo proibir a contratação de parentes na Assembléia. O DEM foi ainda mais longe: seu líder, o deputado Estevam Galvão, prometeu que levaria o tema para discussão na reunião que haveria na semana seguinte. Verdade que, antes de desligar o telefone, deixou-se ouvir pela produção do programa quando reclamava para um funcionário mais próximo: “que saia justa eu me meti”.

 

Ouça o que disseram os líderes dos partidos ao CBN SP.

 

Os líderes se reuniram uma, duas, três vezes desde que a série de entrevistas foi ao ar no CBN SP. Apenas na primeira alguém tocou no assunto, sem que tivesse havido um avanço sequer.

 

Não que eu esperasse comportamento diferente dos deputados que cada vez mais demonstram dar de ombros aos interesses do cidadão e às regras de boa conduta no parlamento. Poderiam ao menos levar em consideração a palavra que empenharam durante as entrevistas. Mas não têm nenhum tipo de constrangimento em assumir compromisso diante do público e após negá-lo quando protegidos pelas paredes dos gabinetes.

 

.

Falácia parlamentar. É assim que os deputados agem para manter no emprego seus filhos, irmãos, sobrinhos, sogros e simpatizantes.

Alteração em plano diretor é inoportuna, diz arquiteta

Comentarista-fundadora do quadro Mais São Paulo, do CBN SP, a arquiteta e urbanista Raquel Rolnik é um dos nomes mais respeitados no país na área de planejamento e gestão das cidades. Foi secretária nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades e atua na implementação e desenvolvimento de políticas habitacionais e urbanas.

Raquel Rolnik escreveu para este blog o comentário que você lê a seguir, no qual critica a pressa da prefeitura de São Paulo em encaminhar o texto que revisa o Plano Diretor Estratégico:

“Acaba de chegar à Câmara Municipal projeto de lei de revisão do Plano Diretor de São Paulo, apesar do legislativo municipal – e do próprio Ministério Público – terem concordado que mesmo previsto em lei, não havia sentido e nem fundamentação em promover uma revisão SEM QUE QUALQUER AVALIAÇÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO, condição prevista pelo Estatuto das Cidades para que a revisão deva acontecer , tivesse sido feita pela prefeitura.

Mas, aparentemente, a prefeitura ( e parte dos vereadores também?) tem pressa! Há uma “urgência”, por exemplo, em ampliar o potencial construtivo de pedaços da cidade, assim como aumentar a área das operações urbanas. Áreas em que as regras gerais de uso e ocupação do solo não valerão em função de um plano específico, que, evidentemente, também poderá aumentar a capacidade da área de receber novos metros quadrados de área construída.

O argumento “vamos aumentar o potencial construtivo de áreas em volta dos metrôs e trens para que mais gente possa utilizar estes serviços”, é uma das maiores falácias urbanísticas da nossa cidade. POTENCIAIS CONSTRUTIVOS MAIORES EM NOSSAS CIDADES SÃO, EM GERAL, MUITO MAIS METROS QUADRADOS DE ÁREA CONSTRUÍDA, MUITOS CARROS E POUCA GENTE.

Pois, basta estudar nossas cidades para perceber que as maiores densidades demográficas NÃO ESTÃO AONDE SE CONCENTRAM OS PRÉDIOS ALTOS e, sim, nas periferias e nos bairros populares, horizontais – aonde temos muita gente em pouca área construÍda… Desde quando o modelo da verticalização , destinado para classes médias e altas, gerou adensamento populacional? Nunca…

Por que então a pressa? Ora, QUANTO VALE UM AUMENTO DE POTENCIAL CONSTRUTiVO ? E QUEM SERÁ BENEFICIADO POR ELE?

No contexto de crédito abundante e boom imobiliário não é difícil encontrar a resposta! É evidente a pressão enorme das incorporadoras e construtoras, que, aliás, estão exercendo o seu papel procurando ampliar seu mercado, aproveitando todos os metros quadrados disponíveis.

O problema é que o interesse das incorporadoras e construtoras é apenas UM DOS INTERESSES QUE COMPÕEM A CIDADE. E a função da Prefeitura e da Câmara Municipal é encontrar justamente o ponto de equiíbrio ENTRE OS DISTINTOS INTERESSES, GARANTINDO UM INTERESSE PÚBLICO COLETIVO!

Existem muitas possibilidades de intervenção construtiva na cidade, sob o marco do Plano Diretor em vigor. Por exemplo, porque não enfrentamos de uma vez o desafio de implementar as ZEIS , aumentando a oferta de moradia popular, onde reside o verdadeiro déficit de habitabilidade nesta cidade, já que também neste momento temos crédito subsidiado para o população de menor renda? Por que não reabilitamos edifícios inteiros e bairros inteiros vazios e subutilizados em plena cidade consolidada, fazendo de toda a cidade em espaço bom de se viver?

Ora, São Paulo não carece de oportunidades imobiliárias dentro do Plano Diretor em vigor, o que padece, sim, é de um mal que os cidadãos não suportam mais : um vale tudo pelo lucro fácil, imediato e para poucos!!!!!!

Raquel Rolnik”

Ônibus a etanol vai rodar em São Paulo

Com combustível mais limpo, consumo até 70% maior e custo cerca de 3% superior ao do modelo a diesel, o ônibus movido a etanol começa a rodar na região metropolitana de São Paulo e põe à prova o interesse do País em tecnologia ambientalmente amigável.

O modelo que você vê na foto vai circular no corredor Jabaquara-São Matheus da EMTU e em linhas da SPTrans, durante um ano, em um período de teste. O ônibus a etanol vai passar por São Paulo, Diadema, São Bernardo e Santo André, e será apresentado nesta terça-feira, na USP.

A iniciativa faz parte de projeto internacional desenvolvido no Brasil que pretende mostrar ao mundo a importância do etanol no transporte público. O uso do combustível reduz em até 90% a emissão de material particulado lançado na atmosfera. Se o Brasil já mantivesse frota de ônibus a etanol, o impacto dos corredores na qualidade de vida do cidadão – tema que tem sido debatido desde que a prefeitura anunciou a construção de mais cinco vias rápidas e exclusivas – seria bem menor.

Em Estocolmo, na Suécia, o combustível renovável já abastece 20% da frota de 2 mil veículos e pode chegar a 100% até 2020. Por lá, os modelos a etanol circulam desde 1989.

Fortaleza já usou biodiesel em ônibus

A prefeitura de Fortaleza, no Ceará, anunciou ter firmado convênio com o governo alemão para implantar a Linha Verde, uma frota composta por dez ônibus movidos a biodiesel. A cidade usou o modelo para transportar empresários durante o 23o. Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em julho.