Heródoto recebe os mestres da música paulistana

Inezita Barroso, Osvaldinho da Cuíca, Wandi Dorattioto e a turma da Orquestra Paulista de Viola Caipira estarão juntos para comemorar o lançamento do livro “Meu Velho Centro – Histórias do Coração de São Paulo”, do mestre Heródoto Barbeiro. A festa, aberta ao público, será neste sábado, dia 27, a partir das 11 horas, no Sesc da Avenida Paulista.

Heródoto conta, de maneira descontraída e inteligente, capítulos do centro da capital paulista, onde nasceu, ressuscitou e viveu. Por lá, brincou, estudou, se divertiu, fez suas “baladas” (naquele tempo conhecidas por sarau), começou a trabalhar e se transformou em personagem desta cidade.

Tive o privilégio de ser convidado para escrever o prefácio de “Meu Velho Centro” e, amanhã (sábado), adiantarei aqui no blog as palavras em homenagem ao “Meu Velho Amigo”. Além disso, estarei no palco comandando a festa para Heródoto Barbeiro.

Passageiro de ônibus pode ter juizado especial

Nas últimas semanas, a técnica de enfermagem Francisca Torquato chega ao ponto de ônibus às 6 horas da manhã. A intenção dela é pegar a linha Terminal Capelinha-Praça da Bandeira. Objetivo alcançado apenas após 40 minutos de espera. Assim como ela, dezenas de pessoas estão na mesma situação, e quando o ônibus chega tentam entrar ao mesmo tempo. Francisca é praticamente jogada para dentro do ônibus onde fará toda a viagem em pé.

O quadro foi traçado pela jornalista Fabiana Gonçalves em mensagem enviada ao CBN SP na qual descreve a saga da mãe dela, mais uma vítima da falta de organização no sistema de transporte na zona sul da cidade, desde que a Cooperativa Cooperalton foi desativada. A prefeitura não demonstrou capacidade de resolver o problema até este momento, apesar da promessa de que tudo estaria solucionado em dez dias.

O Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu, nessa quarta-feira, um pedido que poderá reforçar a luta dos passageiros por melhor atendimento. Em nome do movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade, o empresário Oded Grajew entregou documento formalizando o pedido para que sejam criados juizados especiais nos terminais de ônibus da capital paulista, semelhantes aos instalados nos aeroportos, após a crise aérea.

Grajew informou que o pedido foi bem aceito e, possivelmente, o Tribunal de Justiça iniciará estudo para que os juizados funcionem de forma itinerante, abrindo espaço para que os passageiros registrem queixa contra as empresas responsáveis pelo transporte público na cidade e a prefeitura.

Foto-ouvinte: Povo Paulistano

Estudante de jornalismo , Maicon Roberto é fissurado em fotografia e aproveitou uma das cenas registradas em São Paulo para enviar ao blog. A intenção dele é que você observe a imagem e tire suas conclusões.

Ele já tem a dele: “Isto é a realidade que nosso povo vive … a pobreza esta na frente de nossos olhos e não queremos ver”.

Ouvinte-fala: Críticas ao âncora e à prefeitura

Devido a polêmica entrevista com o secretário das Subprefeituras de São Paulo, Andréa Matarazzo, no programa CBN SP, resolvi publicar neste espaço, trechos de mensagens de ouvintes-internautas enviadas para o correio eletrônico do programa.

No ar, falamos sobre a divisão do dinheiro investido nas subprefeituras considerada injusta pela ONG Nossa São Paulo (para entender melhor leia post abaixo neste blog) Aproveite e deixe seu comentário, também.

“Sou daqueles cidadãos comuns, não filiado a nenhum partido, que felizmente posso acessar sites e blogs, porém não entendi o quê realmente vc desejava saber em nome de todos nos (incluindo todos que não têm aquela possibilidade), porque vc ficava repetindo a mesma coisa até com uma certa agressividade. O Sr. Andrea educadamente e (na minha opinião) com muita paciência tentava responder seguidamente suas intervenções, o que vc não permitia. Aliás, não é a primeira vez que isso acontece em menor ou maior grau”. (João L. Grandisoli)

“Ouvi a entrevista do Andrea Matarazzo e ficou muito clara a falta de argumentos para justificar a disparidade. … Várias matérias já saíram na mídia sobre a diferença no tratamento das praças nos bairros ricos e pobres. Será que só os moradores de Pinheiros podem ter o bairro mais bem cuidado?” (Clara)

“Na discussão sobre os gastos da prefeitura nas várias regiões do município de São Paulo, um problema relevante e importante, você (Milton) acabou sendo agressivo com os dois entrevistados, tanto o Sr. Matarazzo quanto o membro daquela ONG. Mais com o Matarazzo do que com o outro fulano. Acho que o problema ficou escondido por trás da agressividade”. (J. Norberto W. Dachs)

“Entendo que atender as formalidades jurídica-contábil é apenas resgate de uma dívida com o contribuinte. Embasado nos princípios contidos no art. 81 da LOM de SP, o Governo Municipal deve decodificar a informação e torná-la compatível com o homem médio” (Mário Leal)

“Estava ouvindo o secretário Matarazzo e resolvi pesquisar a subprefeitura de meu bairro (lapa). No site encontrei o orçamento da subprefeitura só que referente ao 1º bimestre de 2005, só!! (Marcus Betioli)

“Me causou PESAR a maneira bruta e grosseira com que o apresentador Milton Jung entrevistou o Secretário Andrea no final desta manhã de quarta feira. Ouço com frequência a rádio neste horário e sempr tive simpatia pelo apresentador. Mas tive a nítida impressão de má vontade e desejo de constranger o secretário. Por que?” (Celso Iazzetti)

“Para eles o cidadão é comum até as eleições,pois neste período ele é especial pois vota” (José Roberto)

Matarazzo perde a pose e acusa ONG de “petista”

A informação de que apenas sete das 31 subprefeituras de São Paulo cumprem lei que obriga a divulgação da movimentação financeira causou constrangimento nas relações entre a prefeitura e o movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade.

O secretário municipal das Subprefeituras, Andréa Matarazzo, alegou que a ONG está a serviço de partidos de oposição e identificou o empresário Oded Grajew como colaborador do presidente Lula e Odilon Guedes, coordenador do estudo, de integrante do PSOL. Matarazzo, que participou de entrevista conturbada no CBN SP, disse que os dados estão disponíveis aos moradores da cidade nas subprefeituras: “basta procurar”.

Odilon Guedes, entrevistado antes de Matarazzo, reforçou a informação de que o orçamento das subprefeituras não leva em consideração as dificuldades financeiras de cada região, conforme já havia sido divulgado, há duas semanas, pelo CBN SP.

Não é a primeira vez que integrantes da prefeitura se incomodam com a atuação do Nossa São Paulo. Durante a campanha para o Dia Mundial Sem Carro, as críticas em relação a CET foram respondidas de maneira agressiva por um diretor da companhia.

Oded Grajew, que na tarde desta quarta-feira esteve com o prefeito Gilberto Kassab (DEM), diz entender a reação e lembra que durante a organização do Dia Mundial Sem Carro a ONG ouviu críticas de que estava a serviço do PSDB e do DEM.

Tem muita gente ainda incapaz de enxergar nas críticas, colaboração. Um dia aprendem.

Ouvinte-fala: Nepotismo e concurso público

“Milton, tenho acompanhado esta luta de seu programa contra o nepotismo na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores de São Paulo e acredito que a grande maioria da população está aplaudindo esta iniciativa. Só que o problema é mais complexo do que simplesmente eliminar a nomeação de parentes, senão vejamos. Se continuar havendo a possibilidade de nomeação sem concurso público, sem comprovação de competência para o exercício do cargo ou da função, por que um politico deixaria de nomear a sua esposa para nomear a esposa de outra pessoa que, talvez, ele mal conheça? Ou deixaria de nomear um filho, um sobrinho para nomear outras pessoas que não são de sua intimidade? Não vejo muito sentido nisto. Então, sabiamente o serviço público exige Concurso Público, que depois da Constituição cidadã de 1988 passou a ser exigência que não se cumpre e quando é feito o concurso para cumprimento da lei os candidatos não são chamados dentro do prazo. Outros aspepctos importantes é que o Concurso Público deve ser feito por entidade idônea como a Fuvest ou Vunesp e, também, uma vez admitidos os melhores profissionais concursados haja uma estrutura que realmente funcione dentro do serviço público, caso contrário até os bons acabam se perdendo em meio de tanta politicagem que hoje impera no órgãos públicos. O problema é realmente complexo, mas tenho certeza de que tratado adequadamente e com persistência certamente pode ser resolvido se não a curto prazo, pelo menos a médio prazo. Um abraço.”

Luiz Antonio/São Paulo

Preso delegado suspeito de extorquir dinheiro de Abadia

Foi parar na cadeia o delegado Pedro Luís Porrio que atuou no Denarc, departamento responsável pelo combate ao narcotráfico, e acusado de extorquir dinheiro do colombiano Juan Carlos Abadia, no ano passado.

Abadia foi preso em operação recente da polícia pelo crime de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Era considerado uma dos mais perigosos e influentes traficantes a atuar na América do Sul. Não havia caído antes nas mãos da polícia pois teria “comprado” a liberdade através de agentes da segurança pública.

Porrio seria um dos que teriam participado do esquema de extorsão mediante seqüestro contra membros da qaudrilha do traficante.

De acordo com o que levantou o repórter Adamo Bazani, da CBN, a prisão de Porrio foi determinada pela Terceira Vara Criminal de Campinas, no interior de São Paulo, não pela extorção, mas por outras irregularidades cometidas.

Nepotismo: Falácia e falência parlamentar

 

Foram dez dias de entrevistas, ligações para gabinetes de deputados, assessores de imprensa bravos e ameaçadores, e uma centena de mensagens eletrônicas de ouvintes-internautas falando sobre os projetos de lei que pretendem acabar com o nepotismo na Assembléia Legislativa de São Paulo.

 

Durante este período, ouvimos boa parte dos lideres do partidos políticos que têm o poder de decidir qual proposta será votada em plenário.

 

O PT disse que queria votar; o PSDB, discutir, apesar de o PSOL garantir que o Serra não deixaria; o PSB falou que pretendia esperar, enquanto o PTB fez de conta que o assunto não era com ele. O PMDB e o PSC posicionaram-se a favor dos textos que têm como objetivo proibir a contratação de parentes na Assembléia. O DEM foi ainda mais longe: seu líder, o deputado Estevam Galvão, prometeu que levaria o tema para discussão na reunião que haveria na semana seguinte. Verdade que, antes de desligar o telefone, deixou-se ouvir pela produção do programa quando reclamava para um funcionário mais próximo: “que saia justa eu me meti”.

 

Ouça o que disseram os líderes dos partidos ao CBN SP.

 

Os líderes se reuniram uma, duas, três vezes desde que a série de entrevistas foi ao ar no CBN SP. Apenas na primeira alguém tocou no assunto, sem que tivesse havido um avanço sequer.

 

Não que eu esperasse comportamento diferente dos deputados que cada vez mais demonstram dar de ombros aos interesses do cidadão e às regras de boa conduta no parlamento. Poderiam ao menos levar em consideração a palavra que empenharam durante as entrevistas. Mas não têm nenhum tipo de constrangimento em assumir compromisso diante do público e após negá-lo quando protegidos pelas paredes dos gabinetes.

 

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Falácia parlamentar. É assim que os deputados agem para manter no emprego seus filhos, irmãos, sobrinhos, sogros e simpatizantes.