Uniforme de vereador: Câmara está fechada ao cidadão

A abertura da Câmara para o cidadão é reivindicada pela coordenadora do Movimento Voto Consciente Sônia Barboza na primeira entrevista da série que discute a mudança de comportamento dos vereadores. Sônia lembra que pedidos de informações feitos pela ONG, que existe há 20 anos, são arquivados porque o presidente da Câmara, vereador Antônio Carlos Rodriguez, diz que não quer dar “munição” contra a casa.

Dentro de um ano, teremos de escolher nosso representante na Câmara dos Vereadores e seria interessante encontrar políticos decididos a mudar o figuro em moda atualmente na casa legislativa.

Ouça a entrevista de Sônia Barboza, da ONG Voto Consciente, ao CBN SP:

Foto-ouvinte: Flores murchas da Paulista

As floreiras da Paulista estão ornamentadas com plantas murchas e mal-cuidadas. Foi o que registrou nesta imagem o ouvinte-internauta Sílvio Soledade. De 2003 a 2006, a manutenção das flores era feita pela Associação Paulista Viva. Quando prefeito, José Serra cancelou o convênio a pedido do secretário municipal das Subprefeituras Andrea Matarazzo. Agora, os cuidados (ou descuidados) estão sob a responsabilidade da SPTuris.

Marly Lemos, da Associação Paulista Viva, diz que “lamentamos muito que tais floreiras, agora, sirvam para acomodar vasos de plantas mortas”. Enquanto o ouvinte-internauta Silvio Soledade pergunta “quanto a prefeitura gasta para não cuidar das flores”

Agora o outro lado:

“Em relação ao comentário sobre as floreiras da avenida Paulista, informamos que a Subprefeitura da Sé é responsável por sua manutenção e tem realizado a rega e troca das flores três vezes por semana. Atualmente, como a Paulista encontra-se em obras, a Subprefeitura da Sé está retirando, desde a última sexta-feira (31), as floreiras. Além disso, os postes da avenida, entre eles, aqueles que sustentam as cerca de 40 estruturas, passarão por revisão.

Atenciosamente,
Andrea Matarazzo
Secretário das Subprefeituras e subprefeito da Sé”

Uniforme de vereador: por uma mudança de figurino

O uso de uniforme por vereadores, proposta apresentada por parlamentar de São José dos Campos, provocou uma série de comentários no CBN SP e neste blog. A idéia é tornar aparente o trabalho na câmara municipal e impedir que os vereadores gazeteiem as sessões. Se obrigados a se identificar através da roupa, logo seriam reconhecidos nas ruas pelo eleitor que, talvez, pudesse mandá-lo de volta para a “sala de aula” como se estivesse diante de um aluno do ensino infantil.

Tenho minha parcela de culpa no tom jocoso dos comentários e sugestões enviadas pelos ouvintes-internautas. Ao publicar a nota neste blog e reproduzi-la no programa, não me contive. Usei de ironia, sim. E provoquei ao pedir sugestões. Incrível, porém, foi a percepção de que boa parte das opiniões (é só conferir na nota que deu origem a discussão mais abaixo) convergiam na falta de credibilidade dos vereadores. Não necessariamente os de São José, os de São Paulo, os de Santos, os de São Caetano ou seja lá Deus que outra cidade.

Sugerir-lhes roupa de presidiário – os mais bem-humorados lembraram dos Irmãos Metralhas – simbolizava a falta de crença no parlamentar e a sensação de impunidade no País. O desejo de vê-los atrás das grades por crimes que tenham cometido era evidente e tenho a impressão de que não se voltava apenas a figura do vereador, mas a do político, esteja ele no parlamento municipal, no legislativo estadual ou no Congresso Nacional.

É preocupante, assim como não é nova, esta falta de confiança, mas chama atenção o fato de a crítica à qualidade dos políticos, todos eleitos por voto direto e total liberdade do cidadão, na maioria das vezes vir dissociada da responsabilidade do eleitor. Apenas uma ou duas ouvintes-internautas (no feminino, mesmo) chamaram atenção para o fato de que se o uniforme que caberia aos vereadores era listrado, os eleitores também deveriam vesti-lo, pois são responsáveis pela escolha

Dentro de um ano, o eleitor estará elegendo um novo parlamento municipal. Um deputado federal que já atuou na Câmara, com quem falei semana passada, acredita que haverá profunda renovação de nomes. Seria lamentável que, apesar do descontentamento popular, não mudássemos também o hábito.

Nesta semana, o CBN SP vai discutir este assunto com personalidades que nos ajudem a entender o caminho para a mudança. E você pode fazer a sua sugestão deixando o comentário neste blog.

Uniforme de vereador: o mais versátil

A idéia é do ouvinte-internauta Perkins que enviou o desenho acima com sugestão de uniforme para os vereadores com direito a acessórios e explicações. No sentido anti-horário: guarda-chuva para se livrar de ovos e tomates de eleitores revoltados; lâmpada para votarem projetos na calada da noite; gravata com código de identificação para caso você queira fazer reclamações pela internet; computador portátil com tarefas a cumprir e caixa de correio aberta para não ter desculpa de que não recebeu mensagem de eleitor; tornozeleira para que possa ser monitorar pelo cidadão; roupa verde e amarela para não se esconder no meio da multidão; sistema de monitoramento com caixa-preta, vídeo e gravador registrando toda e qualquer conversa suspeita que tiver.

Uniforme de vereador: o preferido do público

Avassaladora maioria dos ouvintes-internautas sugeriu o uniforme dos irmãos metralhas com algumas variações para vestir os vereadores, seguindo sugestão deste blog (veja nota abaixo).

Uns falaram em roupa listrada em preto e branco, outros preferiram a calça caqui, modelito dos presídios brasileiros, e houve os puristas que defenderam a roupa que marcou o trio da série das histórias em quadrinho da Disney.

A imagem foi enviada pelo ouvinte-internauta Pedro Eloy:

São Paulo tem 35 torcedores proibidos de ir ao estádio

As freqüentes badernas entre torcedores já afastou 35 pessoas dos estádio, segundo informa o promotor de justiça Paulo Castilho. Elas são obrigadas a realizar trabalhos comunitários em hospitais públicos durante as partidas de futebol dos times para os quais torcem.

Neste fim-de-semana, antes do clássico Corinthians e Santos, houve novo confronto com prisões efetuadas pela Polícia Militar. Apesar da repetição dos fatos, as autoridades de segurança ainda não foram capazes de desenvolver ação no sentido de monitorar o deslocamento dessas torcidas que costumam anunciar os ataques com antecedência, inclusive na internet.

Para o promotor Paulo Castilho, que falou ao CBN SP, é necessário este trabalho para que os torcedores sejam enquadrados no crime de formação de quadrilha. Ouça a explicação das ações que ele vai sugerir à polícia de São Paulo:

Promotor que matou rapaz perde mais uma

Foi cedo a comemoração do promotor de justiça Thales Ferri, que matou um rapaz no litoral paulista. O Conselho Nacional dos Ministérios Públicos obteve liminar que suspende a decisão que beneficiava Ferri, conforme informou o repórter Adamo Bazani, ao CBN SP.

O Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo havia entendido que, apesar do envolvimento dele no crime, não havia empecilho para que Talhes fosse efetivado na função de promotor. Chegou a ser nomeado para assumir cargo em Jales, interior paulista, medida abortada na sexta-feira, após pressão da opinião pública.

Agora, terá de esperar um pouco mais, pois a liminar do Conselho terá de ser julgada e Thales só volta ao trabalho com salário pago pelo contribuinte se for derrubada.

Foto-ouvinte: Entulhando a cidade

A semana começa com a imagem do uso indevido do espaço público, em São Paulo. O ouvinte-internauta Paulo Valentini passou na rua da Móoca esquina com a Avenida do Estado e registrou o entulho deixado por lá por um caminhão:

“Tirei essas fotos no sábado, dia 01/09/2007, às 14 horas. Quando chegava no semáforo, observei um caminhão saindo do terreno. Havia terminado de despejar entulho no terreno que está virando um bota-fora não tão clandestino, pois quem passa por lá vê o despejo a luz do dia e aberto a todos”.