Kassab x Maroni: empresário ganha uma

Após sucessivas derrotas, o empresário Oscar Maroni Filho consegue marcar um ponto a seu favor na briga com o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. De acordo com mensagem encaminhada pelo advogado dele, Daniel Majzoub, o juíz Venício Salles entendeu ser ilegal o ato da prefeitura de interditar o Oscar’s Hotel. Para o relator do caso, a tutela antecipada está mantida e impede a interdição do local.

Está na decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que “o posicionamento da Prefeitura de São Paulo, em princípio, se mostra equivocado, pois não poderia desrespeitar a ordem judicial”. O relator afirmou, ainda, que “com um mínimo de prudência deveria o Sr. Prefeito, por sua Procuradoria, ter informado em juízo sobre sua intenção de lacrar o imóvel após a concessão da tutela judicial”. E mais a frente, esclarece: “Sendo assim, fica mantida a tutela, que deverá ser acatada e respeitada até a conclusão do feito, sendo vedado à Prefeitura interditar, e muito menos colocar bloquetes de concreto, para impedir a entrada e utilização do hotel”.

Puxando o traço e fazendo as contas, o juíz pede para que seja desbloqueada a entrada do Oscar’s Hotel. Quanto ao Bahamas, nada se comentou.

Obs: logo na abertura do texto da decisão, o relator dá uma estocada na turma da redação ao afirmar que ” questão travada nos autos, em que pese alguns equívocos cometidos pelas partes e pelos meios de comunicação, envolve uma questão técnica, que deve ser enfrentada objetivamente”.

Amigos para sempre

Tucanos ficaram sem entender se era provocação, sugestão ou pura coincidência. Enquanto Geraldo Alckmin e José Serra disputavam cada movimento dentro do encontro estadual do PSDB, em Praia Grande, neste fim de semana, o grupo musical contratado para alegrar a festa abriu a apresentação com “Bandeira Branca” e engataram um “Amigos Para Sempre”.

Câmara Municipal pode receber visita de garotas de programa

O empresário Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, pensa em visitar a Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira, acompanhado de suas amigas mais fiéis: garotas que costumam dar expediente no bar que mantém e foi interditado semana passada pelo subprefeito do bairro de Vila Mariana Flávio Lepique.

O passeio pelos corredores do legislativo, segundo apurou este blog, teria a intenção de constranger alguns vereadores que seriam “velhos conhecidos” do empresário e iniciar reação após sucessivas derrotas sofridas por ele.

Além das meninas, Maroni ameaça levar uma pasta com os documentos obtidos nas diferentes instâncias que teriam legalizado seus negócios.

O dono do Bahamas tem sido o alvo preferido na cidade de São Paulo. Desde que o Oscar’s Hotel apareceu no Fantástico, da TV Globo, como um dos prédios que prejudicam os pousos em Congonhas, não param de bater na porta da boate dele. Mas não são mais os clientes tradicionais em busca de boa companhia. Do prefeito Gilberto Kassab aos promotores do Ministério Público, todos tem tirado uma casquinha das irregularidades encontradas por lá.

O advogado Wladmir Oliveira da Silveira, que defende Maroni, disse hoje para o repórter Adamo Bazani, da CBN, que o cliente dele já havia sido alvo dessas denúncias, mas que nunca provaram nada contra ele. Além disso, adiantou, que a gravação que mostra possíveis práticas de prostituição na boate é uma montagem.

Lei antidoping é desrespeito ao cidadão

A opinião é do presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falconi e comentarista do Justiça e Cidadania da CBN, Walter Maierovitch. Ele falou no CBN SP sobre a polêmica provocada pela condenção e posterior absolvição do atacante Dodô, do Botafogo.

Para Maierovitch, o atleta não pode ser punido publicamente pelo uso de substância proibida, sob o risco de ser condenado a pena perpétua.

A idéia é que o processo siga em segredo de justiça como ocorre, por exemplo, em uma ação de divórcio, onde apesar da interferência judicial não se divulga o motivo da separação:

Para conhecer outras opiniões de Walter Maierovitch vá até os favoritos do blog e acesse o link para a página dele. Depois, não esqueça de voltar para cá.

Metroviários multados por má-fé em R$ 1,7 milhão

Metroviários multados por má-fé em R$ 1,7 milhão

A Justiça do Trabalho tomou decisão inédita ao multar o Sindicato dos Metroviários de São Paulo por ter agido de má-fé ao decretar a greve que durou dois dias, semana passada. A multa foi de R$ 100 mil para cada dia parado e mais 5% do total da folha de pagamento do metrô paulista. O valor chegará a R$ 1,7 milhão.

O procurador do Ministério do Trabalho Sidnei Alves Teixeira explicou ao CBN SP os motivos que levaram a esta decisão:

PF vai permitir agendamento para passaporte

Para reduzir os problemas para a confecção do novo passaporte, a Polícia Federal anunciou que o cidadão poderá agendar o atendimento pela internet, em São Paulo. A informação é do superintendente da Polícia Federal Jaber Saad ao responder reclamações de ouvintes-internautas do CBN SP (leia nota abaixo).

A intenção é iniciar este procedimentos pelos postos de menor movimento nos shoppings até chegar a sede da superintendência, no bairro da Lapa, em São Paulo.

Jaber Saad afirmou que a Polícia Federal tem punido algumas pessoas que vendem lugares nas filas para a confecção do passaporte e alerta para que o cidadão denuncie quando for assediado.

Ele explicou como será o novo procedimento adotado pela Polícia Federal:

Ouvinte-internauta conta drama do passaporte

Retirar passaporte na Polícia Federal, em São Paulo, segue sendo um drama para os brasileiros. O ouvinte-internauta do CBN SP Alexandre Valeretto enfrentou o que considera “uma situação ridícula”. Após pagar cerca de R$ 156,00 e providenciar a documentação pela internet, foi ao posto no Shopping Eldorado. Chegou às 6 horas da manhã e se deparou com uma fila enorme, na qual as pessoas tinham em mãos o que chamavam de pré-senha. Lá conversou com algumas pessoas e ouviu muitas histórias. Uma senhora contou que a pré-senha dela era de número 40. Havia chegado às três e meia da manhã. Era o segundo dia perdido dela. Um para saber que precisava chegar muito mais cedo do que esperava. E naquele dia, quando que retirou a pré-senha. Alexandre desistiu de esperar no shopping. Pegou o carro e foi até a Lapa, onde está o imponente prédio da Polícia Federal. Diante da sede, parou o carro e logo foi abordado:

– Você vai pegar a senha para o passaporte? – perguntou um rapaz.

Assim que recebeu resposta afirmativa já fez a oferta:

– Estou em quarto lugar na fila, se pegar meu lugar vai esperar umas cinco horas.

– Quanto custa ?

– R$ 90,00, vai querer ?

Voltou para casa. Alexandre pede para que a Polícia Federal organize novo modelo de atendimento para que o cidadão brasileiro não seja desrespeitado. Poderia, por exemplo, copiar o sistema do Consulado dos Estados Unidos, no qual o agendamento para retirada do visto é feito pela internet.

Como o assunto é passaporte, mais uma para você não ser surpreendido: no modelo atual, com recursos tecnológicos para impedir fraudes, não consta a filiação. Se você for viajar com seus filhos recomenda-se levar carteira de identidade ou certidão de nascimento dele, sob o risco de enfrentar constrangimento ao embarcar para o exterior.

Daniel Piza: da esquerda e da direita

Daniel Piza conheci quando editava o Leitura Dinâmica, programa dominical da Rede TV ! – isto foi na época em que o lema da televisão era “uma TV de qualidade para você”. O papel dele era comentar a cobertura das revistas jornalísticas, publicadas no fim de semana, o que, certamente, lhe provocou alguns adversário na Veja, Isto É e Época. Só não os ganhou na Carta porque esta ainda circulava a cada 15 dias. A juventude não lhe impediu de cumprir com perfeição esta tarefa que poucos se atreveriam realizar. No programa, fazia, também, comentário sobre o fato marcante da semana.

Já conhecia os textos e opiniões de Daniel Piza na Gazeta Mercantil, onde ensinou muita gente grande a editar caderno de cultura. A televisão, porém, me deu oportunidade de descobrir as qualidades dele no futebol, tema por muitos considerado mundano para ser tratado por gente letrada. A saída dele do Leitura Dinâmica, já na época em que a “qualidade” havia sido deixada de lado no lema da emissora, sinalizava para mim as mudanças que o programa sofreria mais a frente.

Tê-lo no círculo de amigos foi dos maiores legados daquela época. Sem contar que, desde aquele tempo, passei a explorar o conhecimento esportivo do Daniel no CBN SP como convidado. Anos depois, sempre em busca de comentaristas esportivos diferenciados, a CBN o contratou para integrar a nossa equipe. O resto da história você, ouvinte-internauta, se não conhece ainda, basta sintonizar as jornadas esportivas da rádio.

Não vou falar sobre o conhecimento apurado do Piza, a qualidade da crítica cultural que faz, a facilidade com que analisa leituras complexas e outros quetais. Quero apenas convidá-lo a ler a Sinopse de hoje, coluna dominical que Daniel Piza mantém no Estadão. Em uma país no qual a maioria das pessoas é incapaz de fazer comentários isentos de coloração partidária, em que ou você é azul e amarelo ou você é vermelho, Daniel soube expressar o pensamento daqueles que não se contentam com esta limitada aquarela política em que vivemos.

O primeiro parágrafo do texto batizado “Meu país à esquerda ou à direita” está aí em baixo, o restante você encontra no Estadão” http://www.estadao.com.br

Um jovem leitor me fez a pergunta clássica, se me considero de direita ou de esquerda. Bem, se ser de esquerda é ser marxista, socialista ou de algum modo anticapitalista, e simpatizar com figuras como Hugo Chávez e Fidel Castro, seguramente não sou. E se ser de direita é pregar o Estado “mínimo”, o mercado 100% livre, e apoiar a guerra de Bush no Iraque e defender uma moral religiosa como a se viu no debate sobre a ortotanásia de Terri Schiavo, também estou longe de ser. Da mesma forma, acho que ser de centro não é ser direita envergonhada (como diz a esquerda) ou esquerda disfarçada (como diz a direita); não é ficar em cima do muro, coisa de oportunistas ou medrosos. É justamente ter consciência de que a realidade exige mais. Só quem tem um mundo muito pequeno pode reduzi-lo a Bush x Chávez.

Passageiros americanos temem descontrole aéreo

Dias antes do avião da TAM se espatifar e pegar fogo ao tentar aterrissar no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, bem distante dali duas aeronaves estiveram a beira de protagonizar uma tragédia. No Aeroporto de La Guardia, em Nova Iorque, um Delta 737 que chegava de Cincinati tocou a pista 22, mesmo espaço que seria ocupado pelo Comair Delta, proveniente de Greensboro. O comando para os pilotos havia partido da torre de controle do aeroporto, em um dos postos ocupados por um recém-chegado e inexperiente funcionário.

A catástrofe não se concretizou pela habilidade do comandante do 737 que enxergou a aproximação do outro avião. Uma freada brusca na pista, que esmagou os 52 passageiros no cinto de segurança e jogou três tripulantes de volta para as poltronas, impediu a colisão fatídica. A proximidade entre os aviões chegou a alguns segundos, foi o que mostraram as imagens gravadas pelo radar.

Existem várias quase-colisões todo ano nos aeroportos americanos. Algumas resultado de enganos dos controladores, algumas por erro dos pilotos. Apenas as mais sérias são investigadas pelo escritório nacional de segurança de transportes. Incursões na pista – casos no qual um avião, um veículo ou mesmo uma pessoa entra em uma pista, criando o risco de colisão – aumentaram em torno de 13% em relação ao ano passado.

Lá como aqui, debate-se o preparo dos controladores de vôo. Estagiários tem sido treinados e funcionários sem experiência transferidos de pequenos para movimentados aeroportos como o La Guardia. A estratégia é para suprir as vagas que surgiram com a aposentadoria dos controladores contratados nos anos de 1980. Além disso, a revisão de contrato do último ano teria levado a FAA, órgão que coordena o tráfego aéreo nos Estados Unidos, reduzir as equipes das torres de controle.

Associações ligadas aos pilotos tem aumentado as reclamações contra a falta de controle e risco a segurança no momento em que cresce o tráfego de aviões nos Estados Unidos.

O cenário americano, descrito em várias reportagens publicadas nos jornais nativos, nos lembra o Brasil, apenas com dois acidentes aéreos e cerca de 500 mortos a menos.