Você é o melhor antídoto para o mau humor corporativo

 

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Uma das colunas do TweetDeck, aplicativo que uso para administrar minhas contas do Twitter, reúne todos as publicações que incluem a expressão “mundo corporativo”. É uma maneira simples de saber o que comentam sobre programa que apresento na rádio CBN e leva este nome, e ao mesmo tempo uma forma de identificar como as pessoas encaram o cenário corporativo.

 

Sei que indignados escrevem mais e mais alto, mas é surpreendente a quantidade de pessoas que reclamam do que fazem e onde fazem. “Nojento”, “mafiosos”, “decepções”e “não é o meu mundo” foram apenas algumas das palavras que encontrei em uma rápido olhar na coluna antes de escrever este texto.

 

Se este não é o meu mundo, qual será? Para viver temos de ter algum dinheiro no bolso, por menos que seja. E para ter esse dinheiro, é preciso produzir. E para produzir, trabalhar. Pode ser em casa, na garagem, na oficina, no consultório ou na casa de máquinas. Trabalhar é preciso. E cada vez mais e por mais tempo. Portanto, cabe a nós mudarmos este ambiente.

 

Lembrei-me deste assunto porque nesta última semana entrevistei dois caras que me ajudaram muito a pensar como é possível transformar este cenário, mesmo que não sejamos os donos da empresa ou um líder de departamento.

 

O primeiro deles foi do Dr. Esdras Guerreiro Vasconcellos, psicólogo que recebi no Mundo Corporativo e trouxe algumas ideias sobre como conviver com o estresse. Ele fala em convívio porque não há como nem se deve eliminá-lo. Sem o estresse não se produz nada; já a perda do controle dele, pode destruir tudo. Foi um dos alertas que fez.

 

Quanto as dificuldades que levam tantos funcionários a reclamar do seu trabalho e da sua empresa, uma frase de Vasconcellos que nos ajuda a pensar como somos fundamentais nesta transformação:

 

“Se você sabe que na segunda-feira vai enfrentar tais e tais problemas na empresa, e você ainda não tem uma solução para eles, pare um instante e cuide pelo menos de você”

 

(leia mais e assista a entrevista completa com Dr. Esdras Vasconcellos)

 

Outra entrevista que me ajudou a refletir sobre essa relação de ódio com o mundo corporativo foi a gravada, nesta terça-feira pela manhã, com João Paulo Pacífico, do Grupo Gaia, convidado da série de podcast CBN Professional. Ele é adepto da psicologia positiva e trouxe vários rituais que os 60 funcionários do grupo são incentivados a realizar.

 

A identificação de momentos de gratidão no seu cotidiano, a importância de trocas de sorrisos, o convite para que se espalhe gentileza e a necessidade de se celebrar cada passo à frente são movimentos marcados pela simplicidade, mas capazes de mexer com algo muitas vezes doloroso: a falta de motivação para fazer o que fazemos.

 

Pode parecer ingênuo diante da crueza com que as relações de trabalho são mantidas, mas no caso da Gaia a coisa está funcionando, convenceu-me Pacífico.

 

Com você, vai depender do seu desejo genuíno de mudar.

 

Nem sempre haverá condições de trocar de empresa ou cargo, mas sempre será possível trocar a sua disposição. Independentemente do chefe mala, do colega marrento, do salário pífio e do cliente que não olha no seu olho, comece essa transformação na sua atitude diante das tarefas marcadas e das pessoas com as quais se relaciona.

 

Afinal, o problema já está posto e não vai mudar porque você reclama dele.

 

Mude você!

 

PS: a entrevista com o João Paulo Pacífico estará disponível, em breve, na lista de podcast da CBN

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o que pensam e fazem as garotas equilibristas

 


 


As jovens querem uma vida com mais oxigênio, não querem ficar presas ou em uma vida profissional intensa ou em uma vida familiar única: elas querem flexibilidade. A constatação é de Cecília Russo após pesquisar meninas entre 20 e 24 anos com a intenção de entender como as universitárias brasileiras estão guiando suas futuras escolhas e expectativas em relação à carreira e vida pessoal. No programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, na rádio CBN, Cecília e Jaime Troiano apresentam alguns dos resultados deste trabalho que está publicado no livro “Garotas equilibristas, o projeto de felicidade das mulheres que estão chegando ao mercado de trabalho” (Pólen Livros).

 


Às marcas, Troiano recomenda que se conectem com essas jovens compreendendo que elas como equilibristas em suas múltiplas funções. Um dos aspectos que se percebe é o fato delas terem o interesse em trabalhar em empresas e marcas que tenham algo de bom a oferecer à sociedade, tenham uma função social.

O impacto da tecnologia e do populismo na produção jornalística

 

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Dia desses, convocado pela CBN para ancorar programa que comemorava os 26 anos da emissora, tive a oportunidade de conversar com algumas figuras que admiro muito no jornalismo. Reunimos no estúdio em São Paulo e Rio de Janeiro, e colocamos por telefone, comentaristas da rádio além de convidados. Sejam os da casa, sejam os de fora, todos foram motivados a falar sobre o rádio e o jornalismo, momento em que tratamos do impacto que a tecnologia e o populismo têm provocado no desenvolvimento do nosso trabalho.

 

Se você visitar os links que ofereço ao fim deste texto, terá a chance de ouvir o bate-papo com Arthur Xexeo, Renata Loprete, Luis Gustavo Medina, Pedro Doria, Zuenir Ventura, Eugênio Bucci e Thiago Barbosa. Cada um a seu tipo contou histórias relacionadas ao rádio, tenha este a forma do radinho de pilha, que acompanha o Xexeo em suas tarefas caseiras, tenha o desenho das caixas de sons mais modernas com capacidade de conectar todos os equipamentos, usadas pelo Doria.

 

Quero, porém, dedicar esta nossa conversa, caro e raro leitor deste blog, para tema que tem preocupado jornalistas e deveria estar na pauta de todo o cidadão interessado no fortalecimento da democracia: a profusão de notícias falsas, estas que correm mais rápido do que rastilho de pólvora, como dizíamos antigamente. Consta que muito mais rápido do que notícia verdadeira, como nos explicou Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP.

 

Embrulhado em nome novo – fake news -, a velha prática de inventar histórias para prejudicar desafeto ou promover amigo se potencializa nas redes sociais pela agilidade que esta nos proporciona, permitindo sua multiplicação apenas com um clique no botão de compartilhar ou com o acionamento de robôs que espalham o fato para computadores e celulares em todo o mundo – ou para regiões previamente estabelecidas, onde se pretende impactar a opinião pública.

 

Para dar o nome certo a esse fenômeno, Bucci recorre a outro mestre da comunicação e, tanto quanto ele, preocupado com a ética nas relações humanas: o professor Carlos Eduardo Lins da Silva. Para que ninguém tenha dúvida do que estamos falando, eles preferem transgredir a tradução natural do temo em inglês fake news. Em lugar de notícia falsa, usam notícia fraudulenta. E isso faz uma baita diferença.

 

 

A notícia errada é como uma peça estragada na linha de produção que surge de uma falha na sua execução. Pode ocorrer pela qualidade do material usado, pela manufatura, pelo descuido ou irresponsabilidade do profissional que realiza o trabalho. Causa prejuízos a quem consome e a quem fabrica.

 

A notícia fraudulenta é a peça que foi estragada com a intenção de boicotar alguém. É ato proposital. Erro baseado na má-fé de quem o executa. Que surge de autor desconhecido, escondido por mecanismos automáticos e uso de tecnologia e, por isso, prejudica apenas seu alvo.

 

Como jornalista, e jornalista de rádio, veículo que pressupõe a agilidade e velocidade na informação, o risco de publicarmos uma informação errada é imenso. Já aconteceu e, infelizmente, acontecerá outras vezes. Está lá no meu livro “Jornalismo de Rádio” (Editora Contexto), publicado em 2004, que nosso desafio é equilibrar agilidade e precisão na apuração dos fatos. Todas as vezes que abrimos mão da precisão em nome da agilidade, pagamos com o que há de mais caro na carreira do jornalista (e do jornalismo): a credibilidade. Por longo tempo, o rádio, pressionado pela ascensão da televisão, trabalhava com a ideia que o ouvinte queria a notícia em primeira mão. Demorou para perceber que o desejo dele era ter a notícia certa em primeira mão.

 

Reduzir os riscos de erro na cobertura jornalística é o desafio que se impõe e para tal é preciso respeitar a hierarquia do saber – conceito trabalhado por Zuenir Ventura em conversa que já havíamos tido há cerca de um ano na CBN. O jornalista é aquele que procura ouvir quem sabe mais do que ele, que sabe usar o saber do outro para esclarecer os fatos e apurar a verdade. Nossa busca constante é pela verdade possível, a verdade que somos capazes de construir naquele instante em que o caso é relatado. A verdade absoluta apenas o tempo nos oferecerá.

 

Se não vejamos: quando o primeiro avião se chocou no prédio do WTC em Nova Iorque, em 2001, noticiamos um acidente aéreo. Estávamos mentindo? Não. Contávamos a verdade daquele momento. Assim que um segundo avião se chocou na torre, um terceiro despencou sob o pentágono e um quarto caiu na Pensilvânia, outras verdades passaram a se revelar ao longo do dia.

 

 

Em meio a pressão oferecida pela revolução tecnológica que mudou comportamentos e quintuplicou o número de mensagens recebidas por uma cidadão, nos últimos 30 anos, e os interesses de grupos políticos dispostos a distorcer a verdade em busca do poder, o jornalismo tem obrigação de resistir e seguir o seu curso. Intensificar a checagem dos fatos, aprofundar a apuração e proporcionar o contato de posições divergentes, promovendo o diálogo entre os diversos atores de uma mesma cena.

 

 

Encerro essa nossa conversa lembrando frase dita por Eugênio Bucci no início de sua participação no programa da CBN:

 

“O jornalismo não pode faltar na sociedade democrática … e a maior ameaça para o jornalismo é o populismo”

………………………………………

 

Ouça a seguir, o Jornal da CBN especial, em comemoração aos 26 anos da rádio CBN:

 

 

 

 

#CBN26anos – A minha história do rádio

 

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Sou do rádio desde muito pequeno. Aventurei-me no jornal, escrevi em revista, editei, reportei e ancorei em televisão, e atuei na internet. Mas aí já era profissional do jornalismo. E como tal somos de todas as mídias. Temos de ser de todas as mídias para sobreviver. Foi o rádio, porém, que influenciou minha vida desde criança.


 

Lá em casa, em Porto Alegre, o aparelho ficava sobre o balcão, na sala de jantar. A mãe costumava levantar o som sempre que o pai fosse falar. Sim, meu pai é radialista e jornalista, também – como o caro e raro leitor deste blog deve saber. Ao menos o foi até que a falta de sensibilidade dos gestores de rádio o fez ir para casa e aposentar seu talento. Além de narrador de futebol, Milton Ferretti Jung, o pai, foi locutor de notícias. Mais do que isso: foi o melhor locutor de notícias do Rio Grande do Sul. Apresentou por anos o Correspondente Renner, síntese noticiosa da rádio Guaíba, na época uma potência.

 

Sempre que o noticiário estava para começar, era a oportunidade de a mãe por ordem na casa. Para calar a bagunça dos filhos e a “brigalhada” dos irmãos, ela levantava o som do rádio e alertava a todos: “se continuarem gritando, o pai vai ouvir e quando chegar em casa vocês vão se ver com ele!”.

 

Silêncio total na sala. Vai que o pai ouve.

 

Crescemos imaginando que o ouvinte podia ser ouvido pelo radialista. Houve um momento, não sei quando, em que percebemos que aquela interação não era possível, mas entendemos também que tudo que a mãe precisava era de alguns minutos de paz para ouvir o pai falando. Nós também queríamos saber o que o pai tinha pra contar: ele sempre trazia as notícias mais importantes do Brasil e do Mundo. Dava um baita orgulho saber que era o nosso pai que estava ali contando todas aquelas coisas importantes para o Mundo e para o Brasil. Sem exagero. Não tinha internet, mas nas ondas médias e curtas, a Guaíba às vezes era ouvida das partes mais distantes do planeta.

 

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Nem havia crescido muito quando conheci o estúdio de uma emissora de rádio. O pai fazia questão de nos levar à Guaíba, especialmente nos fins de semana. Acho que era para dar uma folga para mãe. Às vezes, enquanto ele lia o noticiário, os colegas nos distraíam proporcionando jogos de futebol no corredor da rádio, onde a bola era feita de papel das laudas de notícias embrulhadas aos montes por durex.

 

Demorou pouco para o pai cometer um sacrilégio: abrir a porta do estúdio da rádio e me permitir sentar ao lado dele, durante a locução do Correspondente Renner. Naquela época, o estúdio era lugar sagrado. Só os Deuses da Voz tinham o direito de permanecer lá dentro. Eu sequer para anjo servia. Mas fazia enorme esforço para não decepcioná-lo. Ficava ao lado dele em silêncio, total silêncio. Mal respirava durante os 10 minutos de duração do Correspondente. Ver o pai com os cotovelos sobre a mesa do estúdio e as mãos colocadas em formato de concha, enquanto pronunciava com precisão e expressividade cada palavra, me emocionava.

 

Havia dias em que o pai me deixava visitar a redação do jornal Correio do Povo, que ficava no andar de baixo, do mesmo prédio da rádio, onde meu tio trabalhava com editor-fechador da edição de domingo. Era ele quem tinha de atualizar as últimas informações e acompanhar o jornal rodando nas esteiras antes de começar a ser distribuído por todo o estado do Rio Grande do Sul. Tio Tito Tajes me deixava dedilhar nas máquinas de datilografia, pedia para recolher as notícias que chegavam na sala de teletipos – espécies de computadores da Idade da Pedra – e me levava a passear entre as rotativas do jornal. Foi lá naquela redação que conheci Mário Quintana, o poeta.

 

Era lindo, mas era o rádio que me fascinava.

 

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Meu primeiro estágio em jornalismo foi na Guaíba, por obra do meu pai, claro. De lá sai para trabalhar em outras mídias e retornei ao rádio quando já havia desembarcado, em São Paulo, há algum tempo. Vim para trabalhar em TV e foi na redação da TV que conheci Heródoto Barbeiro que, ao saber de meu passado e desejo, me convidou para apresentar programa na CBN, onde permanecerei até segunda ordem.

 

Tantos anos depois, descobri que minha mãe tinha razão quando nos mandava calar porque o pai podia ouvir. Era como se ela estivesse prevendo o que viria a acontecer. Hoje, os jornalistas de rádio trabalham com os ouvidos (e os olhos) bem abertos porque o ouvinte fala o tempo todo. Fala no e-mail, fala no WhatsApp, fala no Facebook e fala no Twitter. Ainda fala por carta. Fala quando encontra você na rua, no shopping, na Igreja, onde quer que você esteja.

 

Ai de você que não ouça o que ele pensa. Pode se livrar de algumas chateações, mas, tenha certeza, estará desperdiçando ótimas oportunidades de se desenvolver na carreira e realizar jornalismo qualificado, que atenda as demandas do cidadão. Sem contar que esses ouvintes que “falam” são, atualmente, fontes importantes de informação, que não podem ser desdenhadas.

 

Quanto ao pai, segue em Porto Alegre. Respeitado por aqueles que conheceram seu trabalho. Na memória dos que cresceram ouvindo os jogos de futebol e as notícias do dia. E na história dos que se preocupam em estudar a trajetória do rádio brasileiro.

 

Como disse lá no início, sou do rádio desde pequeno. E o pai tem tudo a ver com isso. Obrigado, pai!

Jornal diz que número de motoristas que usam o celular ao volante aumenta 20% no DF

 

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O número de autuações por uso de celular ao volante no Distrito Federal aumentou 20% no primeiro semestre de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), cerca de 186 condutores são flagrados diariamente cometendo a infração.

 

Ao todo, neste ano, mais de 45 mil pessoas foram flagradas no celular enquanto dirigiam. No mesmo período de 2016, ocorreram cerca de 37 mil infrações desta natureza. Os dados foram contabilizados por conta das ações de fiscalização feitas pelo órgão.

 


Leia a reportagem completa no jornal Correio Brasiliense, edição dessa quinta-feira, dia 28 de setembro.

Generosidade multiplica minha satisfação pelo Comunique-se em “empreendedorismo”

 

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Felipe Andreoli (apresentador), Natalia Viana (Agência Pública), Peter Fernandez (99), eu e Serginho Groisman (apresentador)

 

Há quem apresente o Prêmio Comunique-se como o Oscar do Jornalismo. Foi assim que os organizadores o auto-intitularam lá no início, há 15 anos. É assim que muitos dos meus colegas de profissão se referem a ele. Hoje cedo, no Jornal da CBN, ouvi Arnaldo Jabor fazer esta referência quando enalteceu o prêmio pelo fato dele celebrar uma das maiores conquistas da democracia: o jornalismo livre. Esse jornalismo que incomoda da direita à esquerda. Que não é poupado pelos que estão no poder, os que querem assumi-lo e, às vezes, até mesmo pelos que se sentem subjugados por ele (pelo poder, lógico).

 

Exageros à parte, o Comunique-se transformou-se em um prêmio relevante para os profissionais da comunicação tendo seus vencedores superado três etapas de votação. Neste ano, foram mais de 600 mil eleitores no total, a maior parte jornalistas, estudantes e gente ligada ao segmento.

 

 

Ao longo do tempo, estive no palco como finalista por inúmeras vezes e conquistei o troféu de Melhor Âncora de Rádio, em 2009 e 2014. Na noite de terça-feira, ao lado das repórteres Maria Desidério (Exame) e Vivian Codogno (Estadão) fomos finalistas da categoria jornalismo de empreendedorismo, criada nesta edição para destacar os profissionais que fazem a cobertura do tema através de reportagens, entrevista e edição em TV, rádio, jornal, revista ou internet. A diretora da Agência Pública, Natalia Viana, venceu a categoria “jornalista empreendedora”.

 

Muito em função do trabalho que realizo no programa Mundo Corporativo, e pela própria popularidade que a rádio CBN nos oferece, venci a recém-criada categoria, o que me fez, aos mais de 50 anos, sentir-me como um pioneiro. Fiquei especialmente feliz porque há algum tempo tenho me dedicado a olhar o campo do empreendedorismo de forma especial. Lá mesmo na rádio, estive à frente do CBN Young Professional e agora sou parceiro de Thiago Barbosa no CBN Professional, produzido exclusivamente em podcast, em parceira com a HSM Educação Corporativa.

 

Faz parte deste trabalho voltado ao empreendedorismo, o livro “Comunicar para liderar”, escrito em co-autoria com a fonoaudióloga Leny Kyrillos, e lançado pela editora Contexto, em 2015. Nele falamos da importância em se desenvolver a capacidade da comunicação quando se pretende comandar uma empresa, um grupo de trabalho ou a sua própria carreira. Parte do sucesso dos empreendedores está relacionada a forma como interagem com seus diferentes públicos, desde sócios, parceiros de negócios até clientes e a própria mídia.

 

Cobrir o tema do empreendedorismo e das corporações também nos oferece um tremendo desafio pois caminhamos por uma linha tênue que jamais pode ser ultrapassada. Temos de tratar de empresas, de negócios e de profissionais, sempre com o viés jornalístico sem permitir que interesses comerciais influenciem a cobertura.

 

Nessa área, costumamos ter na mídia impressa profissionais especializados fazendo trabalho de excelência e com muito apuro, e tive ao meu lado como finalista dois belos exemplos – a Mariana e a Vivian. Na mídia eletrônica, por muito tempo surgiram programas com tendência comercial que deixavam de lado os critérios jornalísticos. O Mundo Corporativo, criado há 15 anos, tem a intenção de apresentar o conhecimento e a experiência de líderes empresariais e do empreendedorismo, de gestores, consultores e coachs com atuação nas mais diversas áreas da economia. Uma cobertura pautada pelo interesse público e com foco no desenvolvimento profissional.

 

No caso específico do empreendedorismo, o Brasil sempre foi um campo fértil, na maioria das vezes, porém, proveniente de uma ação voluntariosa de pessoas que, sem encontrar espaço no mercado de trabalho, partiam para negócios próprios. Gente que, por falta de conhecimento e dificuldades estruturais, abrem empresas e lançam negócios insustentáveis. Esse cenário tem sido alterado com o surgimento de personagens e casos de sucesso que empreendem com profissionalismo, investem na inovação e transformam a sociedade.

 

Minha colega Miriam Leitão, na conversa que tivemos logo cedo no Jornal da CBN, lembrou que o empreendedorismo “libera a criatividade do povo brasileiro, ocupa um espaço importante e privatiza a economia brasileira”. Ela salientou que a prática resulta em empresas que nascem por conta própria, se financiam com fundos na maior parte das vezes privados, disponíveis no mercado: “isso é que atualiza e moderniza a economia brasileira”.

 

 

Usar o jornalismo para incentivar o empreendedorismo é uma boa forma de fazer parte deste processo de desenvolvimento no país, sem jamais perder a independência, o equilíbrio e o olhar crítico sobre os fatos.

 

Minha satisfação em receber o Comunique-se na categoria “cobertura em empreendedorismo” se multiplicou a partir das várias mensagens recebidas, nesta quarta-feira, de ouvintes pelo Twitter, Facebook, WhatsApp e e-mail. É o maior incentivo que eu poderia ter. E sou muito grato pela generosidade de todos.

Celular ao volante não é legal: apoio do ministro e tecnologia que identifica motoristas com sono

 

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A campanha “Celular ao volante não é legal!” ganhou o apoio informal do ministro da Defesa Raul Jungmann. Ele foi entrevistado sobre o uso das Forças Armadas no combate à violência no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, no Jornal da CBN. Perguntei sobre o fato de um dos principais traficantes do país estar em prisão de segurança máxima mas, mesmo assim, ser capaz de comandar as ações de seu bando, na Rocinha. Jungmann defendeu medida que impeça o uso de celular dentro das prisões. Ao tratar do assunto, abriu um parênteses e comentou que apoiava a ideia que acabara de ouvir na CBN quando, em bate-papo com Cássia Godoy, eu chamava atenção para a necessidade de abandonarmos o celular enquanto estivermos dirigindo. Foi informal, foi voluntário, mas é sempre importante saber que o recado que transmitimos na rádio chega aos ouvidos de autoridades. Que alcance os motoristas, também.

 

Desde a semana passada temos recebido várias colaborações sobre medidas adotadas para mudar o hábito de motoristas e amenizar o impacto dessa distração. O Guilherme Muniz, da revista AutoEsporte, falou da função Driving Mode, que passa a fazer parte do iPhone com o novo sistema operacional iOs11. Quando a função está acionada, o celular não recebe notificações na tela, diminuindo os estímulos de distração do motorista. Têm ainda as tecnologias que clonam no painel digital do carro aplicativos dos celular, reduzindo a necessidade de o motorista tirar os olhos da pista.

 

 

Soube ainda que a Ford também tem apostado na tecnologia para manter os motoristas mais atentos, especialmente aqueles que dirigem com sono. O cansaço é causa de um em cada cinco acidentes de trânsito. Os modelos Fusion e Edge têm câmeras que avaliam o nível de atenção e fadiga do motorista. Se o carro começou a balançar de mais dentro da faixa de rolamento, sinal de alerta. Não por acaso, além de um alarme, aparece no painel o símbolo de uma xícara de café. Trocou de faixa com freqüência sem dar a seta, o volante treme e se não houver reação do motorista, o equipamento mesmo trata de corrigir a direção.

 

 

Mais uma colher de chá – ou de café – para os motoristas cansados. Nos modelos Fusion e Focus, pelo comando de voz do sistema de conectividade SYNC 3, basta o motorista pedir: “quero um café”. O carro automaticamente identifica cafeterias próximas e guia o motorista até o local. Se disser “quero parar”, também receberá o caminho mais curto onde possa descansar.

 

 

Caso você conheça outras experiências que ajudem os motoristas a reduzirem o nível de distração, conte para a gente. Vai ser bem legal!

Carros estarão mais atentos em motoristas distraídos

 

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Celular ao volante é ilegal, perigoso e pode matar. Distrai o motorista e motoristas distraídos são responsáveis por 80% dos acidentes de trânsito e 17% dos acidentes fatais, nos Estados Unidos. Nada disso, porém, tem sido suficiente para convencer os motoristas a abandonarem o hábito de enviar texto, consultar informações e conversar com outras pessoas pelo smartphone enquanto dirigem. Sem muita esperança de mudar o comportamento do ser humano, cientistas investem na mudança do comportamento dos carros.

 

Reportagem da Wired, sugerida pelo Thássius Veloso, comentarista de tecnologia da CBN, editor do TechTudo, da globo.com (além de ouvinte do Jornal da CBN), mostra que a aposta agora é no uso da inteligência artificial. Pesquisadores desenvolvem software que emitirá alerta sempre que identificar que o motorista está distraído. Poderá chegar ao ponto de assumir a condução do próprio veículo.

 

Os sistemas testados detectam movimentos da cabeça e das mãos, podem fazer rastreamento ocular e “enxergar” quando o motorista desvia a visão da estrada, e combinam todas essas informações com a velocidade, localização e forma de condução do carro. O uso de algoritmo e a troca de informações do próprio sistema, em redes automatizadas e inteligentes, tornarão a identificação cada vez mais precisa sabendo diferenciar quando ele apenas consultou uma informação no painel ou está realmente desatento.

 

Os cientistas entrevistados pela Wired dizem que se o carro cada vez mais entende o que está em seu entorno – a partir do desenvolvimento de veículos autônomos que ainda estão em estágio inicial – passará a entender, também, do que acontece dentro dele.

 

Leia aqui a reportagem completa da Wired:

 

WANNA STOP DISTRACTED DRIVING? MAKE CARS THAT WATCH THEIR HUMANS

Celular ao volante não é legal!

 

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Você e eu já participamos de inúmeras campanhas com pedidos de basta a questões que se tornam insuportáveis. Abaixo a Ditadura, Diretas Já, a campanha da fome, contra a corrupção ou pelo fim da impunidade: uma ou outra, certamente, mereceram um mínimo de atenção de nossa parte. No passado vestíamos a camisa, saíamos em passeata, erguíamos bandeiras e colávamos adesivo no vidro do carro. Hoje a tecnologia facilitou nosso engajamento: pode ser um post replicado na rede social preferida ou uma hashtag que nos acompanhe durante todo o dia no Twitter. Um simples “like” costuma já ser suficiente para apaziguar nosso ímpeto revolucionário. Clicou no botão, compartilhou, fez um selfie. Fiz minha parte. Alívio na consciência.

 

Desta vez, sou eu que quero convidá-lo a “levantar uma bandeira” ou, simplesmente, dar um “joinha”, já vai me deixar feliz. Caro e raro leitor deste blog, quero propor a você que abra mão de um vício que se espalhou pela sociedade moderna e tende a se agravar: o uso do telefone celular.

 

Calma lá. Não será preciso jogar o seu fora. Vai que nem tenha terminado de pagar as prestações! Nem seria louco de pedir que você desligasse o telefone durante um dia inteiro. Imagine o trauma? Por 24 horas, você não saber o que seus amigos estão fazendo nas redes sociais (sim, porque boa parte daquelas coisas legais que eles mostram, só fazem na rede) ? Ou, eliminar sua interação com aqueles grupinhos legais do WhatsApp? A humanidade se desintegraria. Nossas famílias, com certeza.

 

Meu pedido é apenas que você deixe de acessar o celular enquanto estiver dirigindo.

 

(Opa, você não tem carro e só anda de transporte público ou usa táxi e serviços de compartilhamento? Então, fique tranquilo. Você não precisa entrar nesta campanha, mas antes de desistir do texto “dá um joinha”, coloca entre seus favoritos e compartilha para os seus amigos nas redes sociais.)

 

A ideia surgiu há algum tempo após perceber que parte das mensagens que recebemos no WhatsApp da CBN é enviada por motoristas que se deslocam pela cidade e resolvem contar o que encontram no seu caminho. Um baita perigo!

 

Fácil de entender que se estão escrevendo enquanto conduzem um carro (ônibus, moto, bicicleta e caminhão, também), correm risco; sem contar que cometem irregularidade de trânsito: o código brasileiro impede que sua atenção, ao volante, seja desviada para outras atividades tais como assistir a vídeo, consultar informações na tela do celular, falar ao telefone ou fumar (sim porque o código exige que você use as duas mãos para dirigir e somente solte o volante para a troca de marcha).

 

Nos Estados Unidos, após décadas de recuo nos acidentes de trânsito, o aumento no número de casos tem chamado atenção de autoridades, nos últimos dois anos. Pesquisas não são suficientes ainda para identificar a verdadeira causa deste fenômeno, mas levando em consideração que a fiscalização é a mesma, o processo de educação dos motoristas, também, o sistema viário apenas avançou e a segurança dos carros aumentou, desconfia-se que a resposta esteja no uso do celular que mudou o comportamento dos motoristas ao volante. Foi o que me contou nesta segunda-feira, o secretário municipal de Transportes, em São Paulo, Sérgio Aveleda, bastante preocupado com este fenômeno na segurança de trânsito.

 

A solução para este drama, é bem provável, será encontrada na própria tecnologia que conectará o seu aparelho automaticamente ao sistema do carro, o impedirá de acessar o telefone, limitando-o ao comando de voz. Mais à frente, a interferência humana também será reduzida com a maior participação de carros “sem motorista” na frota urbana, carros que “não bebem”, “não falam ao celular”, “identificam pedestres com precisão”, “não trocam de faixa sem sinalizar” e “se distanciam de bicicletas” – estas coisas que a maioria de nós esquece de fazer quando está ao volante.

 

Como ainda dependemos do avanço da tecnologia, façamos o que está ao nosso alcance, reforçando a fiscalização e realizando campanhas permanentes de conscientização no trânsito.

 

No Jornal da CBN, nosso convite para que o ouvinte fale conosco pelo WhatsApp, Twitter ou e-mail virá sempre acompanhado do alerta para que não leiam nem postem mensagem enquanto estiverem dirigindo. Deixem para opinar, sugerir ou reclamar quando chegarem ao destino ou peçam para quem estiver ao lado que envie a mensagem.

 

Taí a nossa campanha: diga não ao celular, enquanto estiver dirigindo! Celular ao volante, não é legal!