Diesel sujo: Culpa no cartório

Reproduzo aqui coluna Alta Roda, assinada pelo jornalista Fernando Calmon, que li no site Coisas de Agora na qual avalia a polêmica sobre o adiamento da produção de diesel mais limpo no Brasil. Assim, trago mais um olhar sobre o tema que tem mobilizado diferentes setores da sociedade preocupados – ou não – com a qualidade de vida do cidadão.

“É reconhecido e faz parte da cultura brasileira deixar para depois decisões relevantes ou que mudem de forma importante uma situação errada. Um dos melhores exemplos está no imbróglio na especificação do diesel para atender à sexta fase do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), prevista para vigorar a partir de 1 de janeiro próximo. Previsivelmente, mudanças profundas em combustíveis são complicadas. Mais ainda nesse caso porque os motores modificados só aceitam o combustível especificado para preservar o bom funcionamento do catalisador responsável por manter as emissões dentro do preconizado pelo Proconve.

A origem do problema, sem dúvida, centrou-se na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Seus técnicos discordavam da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 2002, e a ANP só especificou o combustível com um ano de atraso, comprometendo todo o cronograma de testes de motores e produção do diesel. Aliás, além do teor de enxofre limitado a 50 partes por milhão (ppm), outras características do diesel precisavam ser melhoradas. Sem contar o plano de abastecimento que envolveria as distribuidoras de combustível para garantir pelo menos uma bomba com o novo diesel inicialmente nos postos dos principais corredores de tráfego e também em pontos estratégicos, a fim de garantir a capilaridade do transporte rodoviário.

Na realidade essa é a fase mais difícil na história de 22 anos do Proconve porque, pela primeira vez, não apenas os motores precisam ser modificados. Sem mudanças no combustível, nada feito. Mesmo na Europa, a introdução dos redutores catalíticos seletivos em motores diesel foi estressante. Significou um grande esforço de coordenação e, ainda maior, de logística de distribuição do novo diesel e da mandatória solução aquosa de uréia.

Aqui, todos têm sua dose de culpa. A Petrobrás, porque achava ruim a relação custo-benefício do investimento. A indústria, pois só se limitou a cobrar a regulamentação da ANP em fóruns técnicos, sem nenhum poder de pressão política. E o atual Governo Federal, porque adora pressionar (erradamente) as agências reguladoras quando lhe convém e, dessa vez, se omitiu.

Os ambientalistas orquestraram o alarido de sempre, na hora errada, com enfoque demagógico e sem premissas técnicas. As pressões deveriam ter começado bem antes do prazo fatal para a regulamentação, ou seja, no segundo semestre de 2005. Agora se insurgem contra o adiamento da sexta fase do Proconve. Porém, pouco se mobilizaram para que os programas de manutenção e inspeção de motores diesel saíssem do papel. Trariam reflexos na qualidade do ar mais importantes do que apenas mudar a limitada frota zero-quilômetro de picapes, utilitários, caminhões e ônibus.

Só se salvou, em toda essa confusão, o pragmatismo do Ministério Público Federal. A procuradora Ana Cristina Lins coordenou um Termo de Ajuste de Conduta de todos os envolvidos a fim de que em 2012 a especificação do diesel seja ainda melhor, tanto para a frota rodante como a nova. E promete continuar investigando quem tem “culpa no cartório”. Esses tratem de conseguir bons advogados”

Fernando Calmon é jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna Alta Roda começou em 1999. É publicada no WebMotors, na Gazeta Mercantil e também em uma rede nacional de 52 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente para a América do Sul do site Just-auto (Inglaterra).

Adote um Vereador: Na cola do Timóteo

O novo blog a aderir a campanha Adote um Vereador é assinado pela ouvinte-internauta Carol Goy que decidiu acompanhar de perto o mandato de Agnaldo Timóteo. Ela não votou nele, conforme explica por e-mail, mas quer mostrar o desempenho do vereador reeleito pelo PR após avaliar o trabalho realizado nos primeiros quatro anos em que esteve na Câmara Municipal de São Paulo.

No Blog Na Cola do Timóteo, Carol justifica a decisão de adotá-lo:

“A intenção de acompanhar o vereador se deve ao fato de grande parte dos seus projetos não serem de relevância para a cidade. Timóteo tem 32 Projetos de Decretos de Leis Ordinárias, destes, 21 tem relevância baixa, 9 relevância mediana e apenas dois com um nível de relevância que pode ser considerado como o que seria o ideal para um vereador da cidade. O vereador cantor Agnaldo Timóteo ainda tem 6 Decretos de Resoluções. O Decreto de Resolução não modifica em nada a vida da cidade assim como os Decretos Legislativo. Estes apenas servem para conceder comendas, títulos de cidadão e afins.

Baseada neste histórico, que resolvi colocar na internet este acompanhamento parlamentar individual, pois não acho correto que um vereador tenha seu mandato endossado sem ter uma atuação séria e comprometida com a cidade.”

Pesquisa reforça desigualdade nas subprefeituras de São Paulo

Água encanada(28%), hospital público (25%) acessibilidade para portadores de deficiência (21%), áreas verdes (20%) e coleta de lixo (19%). Estas são as maiores necessidades dos bairros de São Paulo na opinião das seis mil consultoras da Natura ouvidas pelo Ibope.

“O número de entrevistadas é maior do que ocorre normalmente nas pesquisas de opinião, o que permite obter dados mais consistentes por subprefeitura”, explicou a diretora executiva do Ibope, Márcia Cavallari. A pesquisa revelou que os bairros da periferia da cidade dispõem menos de serviços públicos e privados. “O resultado mostra um pouco o mapa da desigualdade na cidade de São Paulo”, ressaltou Márcia, no evento.

As regiões de subprefeituras mais carentes de serviços são Perus, Campo Limpo, M´Boi Mirim, Capela do Socorro, Parelheiros, Ermelino Matarazzo, São Miguel e Itaim Paulista.

Na visão das entrevistadas, os itens mais importantes para melhorar a qualidade de vida no bairro e no município são, nesta ordem, segurança, saúde e educação. Quando se trata de serviços ou equipamentos privados considerados essenciais, lideram a lista as agências bancárias, as farmácias e os supermercados.

Acesse a entrevista completa no site do Movimento Nossa São Paulo.

Kassab recebe 95% das doações em verbas ocultas

Durante toda a campanha eleitoral perguntei aos candidatos a prefeito quem doava dinheiro para eles. Com exceção da Soninha e de Ivan Valente, nenhum aceitou o desafio de divulgar os dados antes das eleições. Votamos às cegas, sem saber quem tinha interesse na eleição do candidato.

Parece que pouco mudou agora que os candidatos entregaram seus dados ao Tribunal Regional Eleitoral, se levarmos em consideração a prestação de contas dos dois nomes que foram para o segundo turno.

Do total arrecadado por Gilberto Kassab (R$ 29 milhões e alguns quebrados), 95% vieram de doadores ocultos. Digo isso, porque a grana saiu do comitê financeiro do partido, artifício permitido por lei que dificulta o rastreamento das doações. Do dinheiro diretamente investido na campanha à reeleição, apenas 5%, a maior parte saiu das empresas que têm contrato com a prefeitura.

Na candidatura de Marta Suplicy, 50% do dinheiro doado vieram do comitê financeiro ou do partido.

Na entrevista feita com o promotor de justiça eleitoral Eduardo Rheingantz a impressão que tive foi de que nem o Tribunal Regional Eleitoral nem o Ministério Público Eleitoral estão se importando com a falta de transparência. Posso ter me enganado. E minha percepção estar errada. Mas, por exemplo, se você eleitor quiser saber quem doou para o seu candidato terá de sair da sua casa, ir até o 1º cartório eleitoral na capital paulista e solicitar os dados. Nada está divulgado na internet, este meio de informação que já existe há um bom tempo e que poderia ser usado pelos partidos, pelos candidatos, pela justiça e pelos promotores para mostrar ao eleitor como o dinheiro circula nas campanhas.

Ouça a entrevista com o promotor de justiça eleitoral Eduardo Rheingantz:

Barueri e Alphaville terão pedágio para chegar em São Paulo

Vem aí mais uma batalha dos moradores de Barueri, onde fica também Alphaville, contra a cobrança de pedágio. O governador José Serra decidiu que haverá cobrança para aqueles que usam a pista expressa da Castello Branco em direção a capital paulista. Desde o governo Mário Covas o pedágio só existe para quem pega a pista marginal. Em contrapartida, o governo pretende reduzir o valor cobrado até hoje.

Lembro da série de manifestações realizadas pelos moradores que não aceitavam pagar para andar na pista mais nova e sem congestionamento. Houve carreata atrapalhando o tráfego; promoveu-se um moedaço com os motoristas usando moedas para prejudicar a passagem na praça de pedágio; muita saliva foi gasta, também, em entrevistas no rádio e na TV. Nada foi suficiente para impedir a cobrança considerada abusiva na época. Mário Covas, com sua voz de barítono, costuma dizer: quem não quiser pagar, não paga. E a saída era andar um pouco mais e pegar a pista antiga, quase sempre congestionada.

Com a decisão do Governo Serra acabou-se o que já não era doce. Não haverá mais saída. E se alguém insistir em deixar Barueri para trabalhar na capital paulista terá de pagar pedágio de qualquer jeito.

Ouça os motivos da cobrança na entrevista com o secretário dos Transportes do Estado de São Paulo, Mauro Arce:

Falta sabão no Hospital das Clínicas

Essa foi uma das constatações feitas pela equipe que investiga regularmente focos de contaminação no principal hospital do Estado de São Paulo. O relatório foi divulgado, nesta quarta-feira, pelo Estadão e mostra que há 20 pontos que devem ser atacados para reduzir os riscos de contaminação nos pacientes.

O diretor-executivo do Instituto Central do Hospital das Clínicas Carlos Suslik disse ao CBN São Paulo que a falta de sabão que permite a higienização dos médicos e demais funcionários no hospital se deu por um problema pontual no fornecimento do produto. Existem outras recomendações no relatório que obrigarão a instituição a investir em reformas do pronto-socorro.

A falta de sabão é um erro aparentemente banal, mas que chama atenção para um descuido que não carece de estrutura muito elaborada. Basta organização. Esta descoberta por parte da comissão de controle do HC, porém, é bem vista pela ouvinte-internauta Rita Kaluf que se manifestou por e-mail. Ela lembra que apenas as instituições que permitem investigação tão apurada conseguem enxergar estes detalhes: “Desconfie do hospital que diz ter um índice baixo de infecção, é mais provável que não haja um controle adequado”.

Ouça a entrevista com o diretor-executivo Carlos Suslik:

Cidade de Mauá é obrigada a ter Carnaval, decidem vereadores

A informação chega pelo Blog Mauá News, mantido por Irineu Evangelista:

“Agora é Lei, o Carnaval em Mauá é obrigatório e a Prefeitura deverá arcar com todas as despesas e subvenções das Escolas de Samba da cidade. Dinheiro que seria aplicado em áreas mais prioritárias na cidade. O prefeito eleito Oswaldo Dias (PT) publicou que é contra a subvenção do Carnaval em Mauá. Quando foi prefeito em 8 anos não realizou a festa com recursos municipais. O atual prefeito, ao contrário, realizou a festa com recursos municipais. Vereadores que votaram A FAVOR do Carnaval em Mauá: ÁTILA JACOMUSSI (PSB), DINIZ LOPES (Sem Partido), CARLINHOS POLISEL (PSDB), CÁSSIA RUBINELLI (PPS), DR. CINCINATO (PSDC), EUGÊNIO RUFINO (PTB), LOLÔ FARGIANI (PDT), SIMÃO (PSB), MANOEL LOPES (DEM), EDGARD GRECCO (PDT), DR. SILVAR (PV) Votaram CONTRA: ALTINO MOREIRA (PRB), JOSÉ LUIZ CASSIMIRO, (PT) IRMÃO OZELITO (PSB), PAULO EUGÊNIO (PT) E ROGÉRIO SANTANA (PT).”

Gays vão parar dia 10, nos Estados Unidos

No Brasil, a idéia é inimaginável. Neste país que se diz libertário, moderno e avançado, assumir a homossexualidade ainda é tarefa das mais difíceis. Um simples beijo de dois homens em telenovela é capaz de gerar debate nacional. E acaba reprimido, no último capítulo.

Nos Estados Unidos, que muitos enxergam como país conservador, os gays já obtiveram importantes avanços. Nos seriados de TV pessoas do mesmo sexo viverem como um casal feliz e possível não é mais novidade faz bastante tempo. Recentemente, assisti a episódio de Brothers and Sisters no qual um dos filhos da família Walker se uniu a outro rapaz em uma festa de “casamento”. Cenas explícitas de amor – não de sexo – são freqüentes.

Nesta última eleição americana, contudo, a união de afro-decendentes com mormons e católicos levou a rejeição de uma série de medidas a favor dos gays. Na Califórnia, Flórida e Arizona, a maioria dos eleitores foi contrária à união formal de casais gays. No Arkansas, pelo referendo, venceu a corrente que não aceita a adoção de crianças por gays.

No Justiça e Cidadania, Walter Maierovitch chamou atenção, hoje, para o protesto que gays, de todos os sexos, promovem no dia 10 de dezembro, para chamar atenção para o retrocesso da sociedade americana. Será o Day Without a Gay ou o Dia Sem Gay, no qual todos são convidados a deixar de consumir durante um dia e deixar de produzir, também. Não comparecer ao local do trabalho, por exemplo.

A economia sofrida dos Estados Unidos provavelmente vai se ressentir nesta data pela importância dos homossexuais na produção do país. Se você quiser aderir ao movimento, basta clicar na imagem lá de cima ou acessar o Blog do Maierovitch.

Cai máscara verde da Petrobrás, diz Greenpeace

Por e-mail, a diretoria do Greenpeace no Brasil destaca a decisão contrária a Petrobrás. Reproduzo aqui parte do texto assinado pela ONG:

“Essa decisão mostra que não basta que as empresas sejam viáveis economicamente, elas precisam de uma licença junto à sociedade para operar com responsabilidade socioambiental”, diz Marcelo Furtado,
diretor-executivo do Greenpeace.

O principal argumento contra a Petrobras citado no documento das Ongs foi o descumprimento da resolução 315 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que em 2002 determinou que a partir de janeiro de 2009, a quantidade de enxofre no diesel baixasse de 2.000 ppm -quando vendido nas áreas não urbanas (70% do total)- e de 500 ppm -vendido nas áreas
metropolitanas- para 50 ppm. Apesar de ter quase sete anos para se preparar, a Petrobras, assim como a Anfavea (representando a indústria automobilística), declarou que não cumprirá a resolução. A Petrobras conseguiu, ainda, um acordo muito menos rigoroso que a resolução do
Conama, junto ao Ministério Público Federal, o que foi considerado pelas ONGs lesivo ao meio ambiente e a saúde pública.

A artimanha da Petrobras contrariou o compromisso que a empresa havia assumido anteriormente com o próprio ISE. “Uma empresa como a Petrobras que não cumpre nem a legislação não pode ser considerada um modelo de responsabilidade”, afirma Furtado.

O documento também cita o episódio em que o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) decidiu suspender dois anúncios da empresa petrolífera por divulgar uma idéia falsa de que a estatal tem contribuído para a qualidade ambiental e o desenvolvimento sustentável
do país.”

Petrobrás é excluída de índice de sustentabilidade

Por persistir com a idéia de produzir diesel mais sujo para os carros brasileiros, a Petrobrás sofre o primeiro duro golpe em sua imagem de empresa socialmente responsável. Hoje, foi excluída do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa.

Leia o texto enviado por Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo:

“A Petrobras acaba de ser excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), índice que reúne empresas que se destacam por seu compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade. O motivo da exclusão é o não cumprimento por parte da empresa da resolução 315/2002 do Conama, que determina a redução do teor do enxofre no diesel comercializado no Brasil a partir de janeiro de 2009.

A decisão foi tomada pelo Conselho do ISE, composto por Bovespa, International Finance Corporation (IFC), Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC), Associação Nacional de Bancos de Investimentos (ANBID), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Instituto Brasil PNUMA). Visto que o Governo Federal é sócio majoritário da Petrobras, o MMA se absteve da votação. Todos os outros membros votaram pela exclusão da Petrobras.

Em seis de novembro foi encaminhada ao Conselho do ISE uma carta assinada por onze entidades: Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais, Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Movimento Nossa São Paulo, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, SOS Mata Atlântica, Greenpeace-Brasil, Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e Instituto Brasileiro de Advocacia Pública (a íntegra da carta poderá ser acessada pelo site http://www.nossasaopaulo.org.br). O documento relata a postura da Petrobrás em relação à resolução do Conama.

Infelizmente, tal postura resultou no não cumprimento da resolução e na postergação por vários anos do início de uso de diesel mais limpo em nosso país. A grande quantidade de partículas de enxofre no diesel brasileiro é responsável por graves doenças respiratórias na população (especialmente crianças e idosos) e pela morte prematura de aproximadamente 10 mil pessoas por ano.

Esta notícia não nos alegra. Muito pelo contrário. Lamentamos que a postura arrogante e prepotente da atual direção da Petrobras, menosprezando o diálogo com a sociedade e insensível a um problema tão grave de saúde pública, manche de forma tão profunda a história de uma empresa brasileira que já deu tanto orgulho a todos nós por sua excelência tecnológica (mas que atualmente distribui combustíveis que se situam qualitativamente entre os piores do mundo) e seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país.

Oded Grajew
Movimento Nossa São Paulo”