Trabalhar no apartamento dá um trabalho !



Por Márcio Rachkorsky

Em tempos de trânsito caótico e violência urbana, trabalhar em casa significa viver com extrema qualidade. A cada dia, mais pessoas optam pelo home-office, sobretudo profissionais liberais.

Tal fenômeno está gerando uma discussão calorosa no mercado imobiliário, verdadeira queda de braço entre a natureza do empreendimento e a evolução do mercado de trabalho. De um lado, os que defendem a proibição do trabalho habitual em casa, em razão da natureza estritamente residencial dos condomínios edilícios residenciais. Do outro lado, os que defendem o uso irrestrito da unidade autônoma, inclusive para exercício profissional.

O tema parece simples, mas os excessos e abusos cometidos por muitos condôminos que trabalham em casa, acabam por desvirtuar a natureza residencial dos condomínios, além de onerar os demais vizinhos e comprometer a segurança do empreendimento. Trabalhar em casa não pode ser sinônimo de possuir uma verdadeira empresa funcionando no apartamento !

Para elucidar o tema, vale descrever quatro situações reais que acompanhei nos últimos meses, que muito bem demonstram a especificidade do assunto e suas interessantes nuances:

– Moradora de um condomínio popular, cozinheira de mão cheia, Dona Maria resolveu vender refeições, as famosas “quentinhas” para seus vizinhos. Após alguns meses e diante de seu tempero inigualável, estava vendendo mais de cinqüenta refeições por dia. Seu apartamento se transformou em verdadeira cozinha industrial. Além de alterar a natureza residencial do seu apartamento, Dona Maria passou a consumir enorme quantidade de água, onerando seus vizinhos. Alem do mais, no horário do almoço, o interfone do condomínio virou seu call-center. Acertadamente, o síndico notificou a moradora, determinando a imediata paralisação das atividades, sob pena das medidas judiciais cabíveis.

– Conceituado contador, Sr. Jorge fechou seu escritório e montou um confortável e equipado escritório no quarto de TV do seu apartamento. Atende seus clientes somente por telefone e por meio eletrônico. Quando precisa prestar algum atendimento pessoal, dirige-se ao seu cliente. Seu cartão de apresentação menciona telefone e e-mail, sem qualquer menção ao apartamento onde mora e trabalha. Não emite nota fiscal, mas sim recibo de autônomo. Esporadicamente recebe algum cliente em sua casa, oportunidade em que pré-avisa a portaria. Eis um exemplo maravilhoso de home-office, em que o profissional labora em casa, sem onerar ou atrapalhar seus vizinhos.

– Ronaldo, representante comercial, montou um escritório de representação em seu apartamento. Sabendo das restrições contidas na convenção de condomínio, não recebe clientes, não faz barulho excessivo com suas impressoras e não distribui cartões de vista com seu endereço. Recentemente, passou a representar comercialmente uma empresa de cosméticos e diariamente, recebe encomendas de grande porte no condomínio. Sua atividade passou a interferir na rotina do condomínio, pois passou a utilizar em demasia o elevador de serviço, precisando de ajuda dos funcionários, fragilizando inclusive a segurança do condomínio. Passou também a estocar grandes quantidades de material inflamável em seu apartamento. Diante dos fatos, não restou outra alternativa ao síndico, senão proibir o exercício da atividade comercial no condomínio. Para evitar litígio, o Sr. Ronaldo continuou trabalhando em casa, mas alugou uma pequena sala comercial no bairro, para receber e estocar os produtos.

– Consultor de Informática, Marcelo trabalha em casa e atende seus clientes “in company”, ou seja, se desloca aos clientes quando acionado via rádio. Não onera seus vizinhos, tampouco incomoda. Todavia, seus clientes exigem que ele tenha uma empresa constituída e emita nota fiscal. Marcelo então conseguiu constituir, no seu apartamento, uma pessoa jurídica, com domicílio fiscal, talão de notas, inscrição no CNPJ e na Prefeitura. Parte dos moradores não se incomoda com a situação, ao passo que alguns membros do corpo diretivo não admitem que no condomínio residencial funcione uma empresa, contrariando a finalidade estritamente residencial do empreendimento, mesmo não havendo qualquer ônus ou incômodo aos demais moradores. Provavelmente a questão acabará no Judiciário…

Da análise dos casos práticos, conclui-se que a situação fática e concreta é que vai definir se o trabalho exercido na unidade autônoma fere o disposto na convenção de condomínio, descaracterizando sua natureza residencial.

Márcio Rachkorsky é advogado e comentarista do quadro Condomínio Legal, da CBN, que vai ao ar quartas e sextas, logo após às 11 da manhã. Às segundas está aqui no blog com textos inéditos.

Procon considera abusiva taxa de cadastro de bancos

A cobrança de taxa de renovação de cadastro feita pelos bancos tem provocado reclamações dos clientes. Vários ouvintes-internautas enviaram mensagens ao CBN SP criticando a utilidade e o custo deste serviço. Levantamento da Febraban mostra que se há insituições que não cobram nada há aquelas que chegam aos R$ 150,00.

O Procon de São Paulo entende que a cobrança é irregular pois a renoção de cadastro não se caracterizaria como prestação de serviços. Ouça a entrevista da técnica de proteção e direito do consumidor Renata Reis:

Agora o outro lado

A Febraban alega que a cobrança é prevista pelo Banco Central e diz que o custo dos serviços bancários não aumentou para os correntistas. Ouça a entrevista do assessor técnico da Febraban Ademiro Vian:

Laura Finocchiaro lança CD Lauras, em São Paulo

São 26 anos de carreira e Laura Finocchiaro se orgulha em dizer que se mantém independente. E plural, como o nome do CD que será lançado logo mais à noite. Na entrevista que fiz com ela no CBN São Paulo esta gaúcha erradicada em São Paulo e vira-casaca (como ela própria anunciou) fala da apresentação no teatro da Faculdade Santa Marcelina, na Doutor Emílio Ribas, 89, às oito da noite:

Daniel Piza lança aforismos, em São Paulo

Colega de outras paradas, reencontrei Daniel Piza na CBN como comentarista de futebol, há dois anos. Inteligente e diverso, sabe tratar de cultura e política com a mesma categoria. No Estadão, todos os domingos, escreve no caderno de Cultura e encerra sua meia página com aforismos que, segundo ele, são feitos sem juízo. “São maus mas são meus”, explica aos leitores que o procuram para saber de onde tira aquelas frases curtas e contundentes.

Nesta segunda, lança o livro “Aforismos sem juízo”, editado pela Bertrand Brasil, na Livraria da Vila, na Alameda Lorena, 1.731, nos Jardins, às sete da noite. Na conversa que tivemos no blog de esporte do CBN São Paulo apresentou uma de suas frases na qual explica a diferença do jogador de futebol e do craque.

Ouça clicando no link abaixo:

Ambiente Urbano: São Paulo discute mudança climática

O debate de logo mais à tarde sobre mudanças climáticas será o tema da minha conversa com com o Osvaldo Stella, no Ambiente Urbano, comentário que vai ao ar, segundas, logo apos às 11 da manhã:

“O Movimento Nossa São Paulo promove hoje, 10 de novembro, encontro para apresentação e esclarecimentos sobre o Plano Municipal de Mudanças Climáticas. O evento terá a participação do Secretário do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Eduardo Jorge, que conversará com os participantes sobre os principais pontos da proposta. O projeto foi enviado pelo prefeito Gilberto Kassab à Câmara Municipal em agosto. Se for aprovado, São Paulo se tornará a primeira cidade brasileira a ter um plano criado especificamente para lidar com as mudanças climáticas.

Algumas das propostas apresentadas no Plano:

• Redução de 30% das emissões de gases-estufa até 2012;
• Condomínios, shoppings e outros conglomerados deverão instalar coleta seletiva;
• Licenças ambientais serão concedidas a empreendimentos com significativa emissão de gases mediante medidas de compensação;
• A Prefeitura vai reduzir o custo da construção acima do limite para empreendimentos que usarem energias renováveis;
• A partir de 2009, motos terão de passar por inspeção veicular;
• O transporte público deverá reduzir o uso de combustíveis fósseis em 10% por ano a partir de 2008; em 2017, a utilização de combustível não fóssil será em toda a frota.

Serviço:

Apresentação do Plano Municipal de Mudanças Climáticas
10 de novembro, 17h30
Auditório do Sindicato dos Engenheiros – Rua Genebra, 25 – Bela Vista”

Foto-ouvinte: Cachorro quente, cidade suja

A seqüência de fotos mostra funcionários de uma casa da rede de lanches Black Dog pendurando um banner para chamar atenção do público que passa pela avenida Braz Leme, no bairro de Santana. A propaganda é irregular, fere a lei Cidade Limpa e causou indignação ao ouvinte-internauta Luiz Franco.

O banner está na esquina da Braz Leme com a rua Doutor César, onde fica a lanchonete.

Foto-ouvinte: Um gerúndio no meio do caminho

“Em sete dias nós vamos estar verificando”. Foi a resposta que o ouvinte-internauta Sérgio Falque ouviu do funcionário da Subprefeitura de Vila Mariana ao registrar a reclamação deste buraco no encontro das ruas Arapanés e Jacutinga, no bairro de Moema. É local movimentado, rota de fuga da avenida Ibirapuera, tem hospital e um centro que atende pessoas com deficiência de deslocamento.

Sete dias para verificar e mas alguns tantos para arrumar. Sérgio, neste tempo todo, “vai estar imaginando” o transtorno que será provocado.

De repente o marido chegou



Capa do livro Memórias de Brasileiros que reúne histórias contadas pelo País

Certa vez, em 1953, quando fui subprefeito e subdelegado do 5o. Subdistrito, passava pela porteira de uma pequena propriedade e, de repente, vi um guri correndo e gritando. Parei, ele chegou à beira da cerca e deu o seguinte recado: “Meu pai pede para o senhor ir lá que a minha mãe está doente”. Respondi: “Eu não sou doutor, menino, mas vou lá”. Cheguei na propriedade, o cidadão me recebeu e disse: “Eu estava há oito dias conduzindo uma tropa e quando cheguei aqui encontro minha mulher nesse desespero, só chora, não fala, não responde nada. Não sei o que ela tem. Lembrei de pedir socorro, para ver o que se pode fazer”. “Eu não sou médico, mas valos lá no quarto ver…” Ele me levou. Procurei conversar com a mulher, mas nada, ela só chorava. Passei a imaginar situações, pois já tinha ouvido alguém falar sobre o procedimento dela. Resolvi pedir um banquinho baixo. Me trouxeram e sentei. Comecei observando por baixo da cama. E enxerguei o pé de um cidadão, vi que ele estava embaixo da cama da mulher. Naturalmente, ele estava fazendo uma “visita” quando chegou o dono da casa e ele resolveu se esconder. Raciocinei que eu devia fazer alguma coisa.

O que seu Waldemar Brandão Calovi, de Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, fez você fica sabendo no livro “Memórias de Brasileiros – Uma história em todo o canto”, produzido pelo Museu da Pessoa e lançado pela editora Petrópolis.

Na semana passada conversei com o diretor do Museu da Pessoa, José Santos, sobre o livro:

Felipão quer a vitória do Grêmio

Luis Felipe Scolari é, indiscutivelmente, o melhor técnico brasileiro em atividade. Aí de você que discordar. Campeão do Mundo pelo Brasil, precisou superar preconceito e desconfiança ao seu trabalho para alcançar este reconhecimento. Em entrevista a ESPN Brasil que você acessa clicando aqui deixou muito claro que torce para o Grêmio, mesmo que do outro lado esteja o Palmeiras, time que treinou também com sucesso no Brasil.

Ele acredita no Grêmio, assim como sempre acreditei. Eu por acreditar, estarei no estúdio da rádio CBN, neste domingo, a partir das quatro da tarde, acompanhando a jornada esportiva.
Ao meu lado estará o colega e palmeirense Roberto Nonato. Entre nós, outro palmeirense, Paulo Massini. A narração é do Deva Pascovicci, que desde pequeninho chama o Grêmio de cavalo paraguaio. O comentário é do Daniel Piza, a quem passei o campeonato inteiro tendo que lembrar que o Grêmio era o líder da competição.

Veja que minha tarefa dominical será das mais difíceis. Mas se Felipão é por nós; se Mano Menezes torce por nós – e disse isso com todas as letras no CBN São Paulo; não há o que temer. Como canta nossa torcida: “Grêmio, nada pode ser maior”.

Foto-ouvinte 2: Lá se foi mais uma

É a terceira vez que isso acontece desde que o novo mastro da Praça da Bandeira foi instalado em uma reforma que durou R$ 800 mil, em fevereiro. O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias que está sempre de olho no símbolo nacional flagrou mais um buraco na bandeira brasileira. A prefeitura constatou que o problema está no mastro que em contato com a bandeira provoca os rasgos