Canto da Cátia: Lapa, suja e esquecida

Os moradores da Lapa, na zona Oeste de São Paulo, reclamam da falta de limpeza nas ruas do bairro. A repórter Cátia Toffoletto voltou à região um mês após ter registrado os problemas das ruas e avenidas do bairro paulistano hoje dividido informalmente em Alto da Lapa e Lapa de Baixo.

Além do lixo, sem-teto e drogados passaram a ocupar viadutos o que teria aumentado a violência no bairro. Ouça a entrevista da Cátia:

A subprefeita da Lapa, Luiza Eluf, conversár com a repórter Cátia Toffoleto para responder às críticas feitas pelos moradores do bairro da Lapa.

Mara Gabrilli explica projetos em ‘Adote um Vereador’

Ao ser informada de que a ouvinte-internauta Vera Helena havia aberto blog para acompanhar o trabalho dela na Câmara Municipal de São Paulo, como parte da campanha “Adote um Vereador”, Mara Gabrilli, reeleita para a próxima legislatura pelo PSDB, respondeu às críticas que recebeu e explicou projetos apresentados por ela:

“Prezada Vera Helena, tomei conhecimento do seu BLOG por meio do Milton Jung, em notícia na CBN. Obrigada por me ‘adotar’. Percebo na iniciativa do Milton a vontade sincera de estimular a participação cidadã, algo muito importante para a democracia. Espero que o BLOG estimule o diálogo franco, as críticas e, sobretudo, as sugestões para construirmos uma sociedade mais justa, igualitária e livre de preconceitos.

No blog, a senhora me convida a dar explicações sobre meus projetos, gentilmente oferecendo seu espaço. Pois é o que faço, abaixo. No entanto, aproveito para perguntar também: qual sua intenção ao adotar como nome do blog – EU SEI O QUE VOCÊ FEZ NO MANDATO PASSADO – uma alusão a um filme de terror, cujos personagens tentam esconder um crime? Não consegui ainda compreender a relação com o exercício da cidadania – que imagino ser o objetivo de seu blog. Por favor, me ajude a compreender.

Bem, aproveito também para contribuir com mais informações que não constam em seu BLOG. Em 2008, foco de sua pesquisa, foram aprovadas 2 Leis minhas: a Lei 14.671 de 14/01/08, em autoria conjunta com o vereador Donato (PT), que cria o Programa Municipal de Reabilitação da Pessoa com Deficiência Física e Auditiva, e a Lei 14.675 de 28/01/08, instituindo o programa emergencial de calçadas, que permite (antes não podia por causa de uma Lei do Jânio Quadros) e obriga a Prefeitura a reformar calçadas em vias estratégicas que concentram ofertas de serviços como hospitais, escolas, mercados, etc, e portanto pedestres, em sinergia com o transporte público.

Ambas foram protocoladas em 2007, entre 17 projetos de lei de minha autoria. Além destas, em 2007, também tornei Lei Municipal a criação da Central de intérpretes da Libras e guias-intérpretes para surdocegos (14.441 de 20/06/07).

Considero importante esclarecer que os PLs protocolados em 2007 ainda tramitam na Câmara Municipal e é importante acompanhá-los também. Além de me ajudar a fiscalizar o cumprimento das leis aprovadas que apresentei”

Para ler a explicação completa de Mara Gabrilli acesse o blog feito pela ouvinte-internauta Vera Helena que participa da campanha “Adote um Vereador”

Trabalhar no apartamento dá um trabalho !



Por Márcio Rachkorsky

Em tempos de trânsito caótico e violência urbana, trabalhar em casa significa viver com extrema qualidade. A cada dia, mais pessoas optam pelo home-office, sobretudo profissionais liberais.

Tal fenômeno está gerando uma discussão calorosa no mercado imobiliário, verdadeira queda de braço entre a natureza do empreendimento e a evolução do mercado de trabalho. De um lado, os que defendem a proibição do trabalho habitual em casa, em razão da natureza estritamente residencial dos condomínios edilícios residenciais. Do outro lado, os que defendem o uso irrestrito da unidade autônoma, inclusive para exercício profissional.

O tema parece simples, mas os excessos e abusos cometidos por muitos condôminos que trabalham em casa, acabam por desvirtuar a natureza residencial dos condomínios, além de onerar os demais vizinhos e comprometer a segurança do empreendimento. Trabalhar em casa não pode ser sinônimo de possuir uma verdadeira empresa funcionando no apartamento !

Para elucidar o tema, vale descrever quatro situações reais que acompanhei nos últimos meses, que muito bem demonstram a especificidade do assunto e suas interessantes nuances:

– Moradora de um condomínio popular, cozinheira de mão cheia, Dona Maria resolveu vender refeições, as famosas “quentinhas” para seus vizinhos. Após alguns meses e diante de seu tempero inigualável, estava vendendo mais de cinqüenta refeições por dia. Seu apartamento se transformou em verdadeira cozinha industrial. Além de alterar a natureza residencial do seu apartamento, Dona Maria passou a consumir enorme quantidade de água, onerando seus vizinhos. Alem do mais, no horário do almoço, o interfone do condomínio virou seu call-center. Acertadamente, o síndico notificou a moradora, determinando a imediata paralisação das atividades, sob pena das medidas judiciais cabíveis.

– Conceituado contador, Sr. Jorge fechou seu escritório e montou um confortável e equipado escritório no quarto de TV do seu apartamento. Atende seus clientes somente por telefone e por meio eletrônico. Quando precisa prestar algum atendimento pessoal, dirige-se ao seu cliente. Seu cartão de apresentação menciona telefone e e-mail, sem qualquer menção ao apartamento onde mora e trabalha. Não emite nota fiscal, mas sim recibo de autônomo. Esporadicamente recebe algum cliente em sua casa, oportunidade em que pré-avisa a portaria. Eis um exemplo maravilhoso de home-office, em que o profissional labora em casa, sem onerar ou atrapalhar seus vizinhos.

– Ronaldo, representante comercial, montou um escritório de representação em seu apartamento. Sabendo das restrições contidas na convenção de condomínio, não recebe clientes, não faz barulho excessivo com suas impressoras e não distribui cartões de vista com seu endereço. Recentemente, passou a representar comercialmente uma empresa de cosméticos e diariamente, recebe encomendas de grande porte no condomínio. Sua atividade passou a interferir na rotina do condomínio, pois passou a utilizar em demasia o elevador de serviço, precisando de ajuda dos funcionários, fragilizando inclusive a segurança do condomínio. Passou também a estocar grandes quantidades de material inflamável em seu apartamento. Diante dos fatos, não restou outra alternativa ao síndico, senão proibir o exercício da atividade comercial no condomínio. Para evitar litígio, o Sr. Ronaldo continuou trabalhando em casa, mas alugou uma pequena sala comercial no bairro, para receber e estocar os produtos.

– Consultor de Informática, Marcelo trabalha em casa e atende seus clientes “in company”, ou seja, se desloca aos clientes quando acionado via rádio. Não onera seus vizinhos, tampouco incomoda. Todavia, seus clientes exigem que ele tenha uma empresa constituída e emita nota fiscal. Marcelo então conseguiu constituir, no seu apartamento, uma pessoa jurídica, com domicílio fiscal, talão de notas, inscrição no CNPJ e na Prefeitura. Parte dos moradores não se incomoda com a situação, ao passo que alguns membros do corpo diretivo não admitem que no condomínio residencial funcione uma empresa, contrariando a finalidade estritamente residencial do empreendimento, mesmo não havendo qualquer ônus ou incômodo aos demais moradores. Provavelmente a questão acabará no Judiciário…

Da análise dos casos práticos, conclui-se que a situação fática e concreta é que vai definir se o trabalho exercido na unidade autônoma fere o disposto na convenção de condomínio, descaracterizando sua natureza residencial.

Márcio Rachkorsky é advogado e comentarista do quadro Condomínio Legal, da CBN, que vai ao ar quartas e sextas, logo após às 11 da manhã. Às segundas está aqui no blog com textos inéditos.

Procon considera abusiva taxa de cadastro de bancos

A cobrança de taxa de renovação de cadastro feita pelos bancos tem provocado reclamações dos clientes. Vários ouvintes-internautas enviaram mensagens ao CBN SP criticando a utilidade e o custo deste serviço. Levantamento da Febraban mostra que se há insituições que não cobram nada há aquelas que chegam aos R$ 150,00.

O Procon de São Paulo entende que a cobrança é irregular pois a renoção de cadastro não se caracterizaria como prestação de serviços. Ouça a entrevista da técnica de proteção e direito do consumidor Renata Reis:

Agora o outro lado

A Febraban alega que a cobrança é prevista pelo Banco Central e diz que o custo dos serviços bancários não aumentou para os correntistas. Ouça a entrevista do assessor técnico da Febraban Ademiro Vian:

Laura Finocchiaro lança CD Lauras, em São Paulo

São 26 anos de carreira e Laura Finocchiaro se orgulha em dizer que se mantém independente. E plural, como o nome do CD que será lançado logo mais à noite. Na entrevista que fiz com ela no CBN São Paulo esta gaúcha erradicada em São Paulo e vira-casaca (como ela própria anunciou) fala da apresentação no teatro da Faculdade Santa Marcelina, na Doutor Emílio Ribas, 89, às oito da noite:

Daniel Piza lança aforismos, em São Paulo

Colega de outras paradas, reencontrei Daniel Piza na CBN como comentarista de futebol, há dois anos. Inteligente e diverso, sabe tratar de cultura e política com a mesma categoria. No Estadão, todos os domingos, escreve no caderno de Cultura e encerra sua meia página com aforismos que, segundo ele, são feitos sem juízo. “São maus mas são meus”, explica aos leitores que o procuram para saber de onde tira aquelas frases curtas e contundentes.

Nesta segunda, lança o livro “Aforismos sem juízo”, editado pela Bertrand Brasil, na Livraria da Vila, na Alameda Lorena, 1.731, nos Jardins, às sete da noite. Na conversa que tivemos no blog de esporte do CBN São Paulo apresentou uma de suas frases na qual explica a diferença do jogador de futebol e do craque.

Ouça clicando no link abaixo:

Ambiente Urbano: São Paulo discute mudança climática

O debate de logo mais à tarde sobre mudanças climáticas será o tema da minha conversa com com o Osvaldo Stella, no Ambiente Urbano, comentário que vai ao ar, segundas, logo apos às 11 da manhã:

“O Movimento Nossa São Paulo promove hoje, 10 de novembro, encontro para apresentação e esclarecimentos sobre o Plano Municipal de Mudanças Climáticas. O evento terá a participação do Secretário do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Eduardo Jorge, que conversará com os participantes sobre os principais pontos da proposta. O projeto foi enviado pelo prefeito Gilberto Kassab à Câmara Municipal em agosto. Se for aprovado, São Paulo se tornará a primeira cidade brasileira a ter um plano criado especificamente para lidar com as mudanças climáticas.

Algumas das propostas apresentadas no Plano:

• Redução de 30% das emissões de gases-estufa até 2012;
• Condomínios, shoppings e outros conglomerados deverão instalar coleta seletiva;
• Licenças ambientais serão concedidas a empreendimentos com significativa emissão de gases mediante medidas de compensação;
• A Prefeitura vai reduzir o custo da construção acima do limite para empreendimentos que usarem energias renováveis;
• A partir de 2009, motos terão de passar por inspeção veicular;
• O transporte público deverá reduzir o uso de combustíveis fósseis em 10% por ano a partir de 2008; em 2017, a utilização de combustível não fóssil será em toda a frota.

Serviço:

Apresentação do Plano Municipal de Mudanças Climáticas
10 de novembro, 17h30
Auditório do Sindicato dos Engenheiros – Rua Genebra, 25 – Bela Vista”

Foto-ouvinte: Cachorro quente, cidade suja

A seqüência de fotos mostra funcionários de uma casa da rede de lanches Black Dog pendurando um banner para chamar atenção do público que passa pela avenida Braz Leme, no bairro de Santana. A propaganda é irregular, fere a lei Cidade Limpa e causou indignação ao ouvinte-internauta Luiz Franco.

O banner está na esquina da Braz Leme com a rua Doutor César, onde fica a lanchonete.

Foto-ouvinte: Um gerúndio no meio do caminho

“Em sete dias nós vamos estar verificando”. Foi a resposta que o ouvinte-internauta Sérgio Falque ouviu do funcionário da Subprefeitura de Vila Mariana ao registrar a reclamação deste buraco no encontro das ruas Arapanés e Jacutinga, no bairro de Moema. É local movimentado, rota de fuga da avenida Ibirapuera, tem hospital e um centro que atende pessoas com deficiência de deslocamento.

Sete dias para verificar e mas alguns tantos para arrumar. Sérgio, neste tempo todo, “vai estar imaginando” o transtorno que será provocado.