Floriano Pesaro: Quer ser adotado pelo eleitor

O ex-secretário de Assistência Social do prefeito Gilberto Kassab, DEM, Floriano Pesaro, foi eleito a vereador pelo PSDB com 31.733 votos e se colocou à disposição dos eleitores que estejam interessados em acompanhar o trabalho dele na Câmara Municipal. “Tem eleitor que não sabe sequer onde fica o legislativo” falou Pesaro ao CBN SP.

Ouça a entrevista de Floriano Pesaro e analise se ele é um dos nomes que você poderia adotar nos próximos quatro anos:

Mauá: Chiquinho vai declarar; Osvaldo, não

O candidato do PSB, Chiquinho do Zaíra, que disputa o segundo turno na cidade de Mauá, afirmou que vai divulgar para a CBN a lista dos financiadores da campanha eleitoral dele. Seu adversário, Osvaldo Dias do PT, negou esta oportunidade ao eleitor: “Vou cumprir o que diz a lei”.

Os dois falaram no CBN SP sobre medidas para a área da saúde que foi citada por 82% dos entrevistados como a mais crítica na cidade, segundo pesquisa do Instituto Ibope.

Ouça a entrevista do candidato Osvaldo Dias, do PT:

Ouça a entrevista do candidato Chiquinho do Zaíra, do PSB:

Juliana Cardoso: De mãe para filha

Chamá-la de senhora durante a entrevista ainda causa descoforto, apesar de que o cargo que ocupará exige este comportamento. Com apenas 28 anos e voz de menina, a vereadora eleita Juliana Cardoso, do PT, conquistou 30.607 votos, bem mais do que velhos colegas de partido, nesta eleição para a Câmara Municipal de São Paulo.

Foi da atuação da mãe e do pai e com o apoio do deputado estadual Adriano Diogo que Juliana buscou inspiração para se lançar candidata pela primeira vez.

Ouça a entrevista de Juliana Cardoso ao CBN SP:

Procon diz ter capacidade para bloquear televenda

A regra ainda não é clara. Apesar de aprovada na Assembléia Legislativa de São Paulo, sancionada com vetos pelo Governo do Estado, a Lei Não Perturbe ainda precisa ser regulamentada. Apesar disso, já se sabe que caberá ao Procon a tarefa de criar o cadastrado que será usado pelos cidadãos que não quiserem receber ligações telefônica dos serviços de televendas.

O assessor-chefe do Procon de São Paulo, Carlos Coscarelli, diz que o órgão tem capacidade de realizar este serviço, mesmo com a desconfiança dos empresários do setor.

Ouça a entrevista na qual Coscarelli tira algumas dúvidas e deixa outras no ar:

Adote um Vereador ganha adesão de ouvintes-internautas

Acompanhar o trabalho de um dos 55 vereadores da cidade de São Paulo é a proposta que o Blog do Milton Jung faz para você morador da capital. O ouvinte-internauta Adílson Rodrigues escolheu Wadih Mutrah do PPS e pretende acompanhar o trabalho dele e contar todos seus passos no blog “Confissões de um ignorante” de sua autoria. “Tudo que for relevante e irrelevante sobre o ‘meu vereador’ adotado, mas não votado por mim, vou registrar lá”, explicou por e-mail.

O Fábio Alexandre vai adotar Marcelo Aguiar por ser da mesma igreja que ele freqüenta: “Vai ficar mais fácil acompanhá-lo de perto”. Enquanto, o Gabriel Alexandre anuncia a adoção do vereador eleito Eliseu Gabriel em quem votou. Outro ouvinte-internauta que decidiu aceitar nosso convite, foi Ivan Nilton que votou e adotou o vereador Alfredinho: “É sindicalista e um dos fundadores do PT na Capela do Socorro, onde tive oportunidade de conhecer sua atuação quando foi chefe de gabinete da subprefeitura, no governo Marta”.

Para ajudar os ouvintes-internautas a adotar um vereador, Joelma Renata de Souza sugere ( e aceitamos a sugestão) que divulguemos o endereço eletrônico da Câmara dos Vereadores de São Paulo.

www.camara.sp.gov.br

Ela aproveita para mandar, também, outros dois endereços interessantes para que a gente fique de olho nos deputados estaduais e federais e senadores:

Assembléia Legislativa de São Paulo www.al.sp.gov.br

Câmara dos Deputados www.camara.gov.br

Senado Federal www.senado.gov.br

Foto-ouvinte: Reforma ortográfica



A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente faz um esforço enorme para preservar as árvores na cidade de São Paulo. O mesmo cuidado não tem com a língua portuguesa. Algum prestador de serviço descuidado grafou nas placas que protegem as árvores recém-plantadas a palavra “município” como se esta fosse proparoxítona.

Quem chamou atenção para o erro foi o ouvinte-internauta Fábio Davidson que publicou a curiosidade no Blog DoxaBrasil

Combate à corrupção não é prioridade

Por Transparência Brasil

A propaganda dos candidatos a prefeituras no pleito cujo primeiro turno acaba de encerrar-se percorreu uma grande variedade de assuntos. Um tema, porém, foi ignorado, tanto pelos candidatos quanto pela imprensa: o combate à corrupção.

Mas a prevenção e combate à corrupção deveria ser assunto estratégico para qualquer administração. Quando não se presta atenção ao problema, é inevitável que a corrupção se instale em todos as áreas da administração. Nos municípios brasileiros esse problema é notoriamente grave. É impossível avaliar numericamente o montante que se perde com a roubalheira que corre nas municipalidades brasileiras, mas dada a virtual inexistência de controles nessa esfera, sabe-se que é enorme.

Dados da Controladoria-Geral da União dão conta de que, quando se fazem auditorias nos programas federais conduzidos em municípios ao redor do país, detectam-se problemas graves em mais de 90% dos casos.

Com a intenção de induzir os prefeitos recém-eleitos e os candidatos que atingiram o segundo turno nas capitais dos estados, a Transparência Brasil está cobrando de cada um deles, pessoalmente, a incorporação, em suas plataformas eleitorais e programas de governo, de um conjunto de medidas objetivas para realizar a prevenção e o combate à corrupção na administração municipal.

A corrupção não é um problema moral, que se resolva pela transformação das pessoas, mas resulta de causas objetivas residentes no arcabouço institucional e (o que é freqüentemente esquecido) nas práticas administrativas.

Por isso, não se confronta o problema da corrupção com discrusos e lamentações, mas com medidas concretas.

Para estabelecer as bases do combate à corrupção nas capitais, a Transparência Brasil convida os eleitos e os que passaram ao segundo turno a adotarem as seguintes providências como passo inicial:

1. Centralização das ações. Qualquer área estratégica da ação governamental conta com uma secretaria específica que responde diretamente ao prefeito. É o que deve acontecer com o combate à corrupção. A designação de um secretário com autoridade sobre todos os demais no que diz respeito à adoção de políticas e à implementação de ações relacionadas ao combate à corrupção é uma necessidade administrativa premente.
2. Diagnóstico. O risco de corrupção existe em qualquer área de atividade do Estado. Como não é possível abranger todas as áreas ao mesmo tempo e como é sempre necessário aquilatar a relação custo/benefício de uma ação governamental, um primeiro passo é diagnosticar o problema. Existem metodologias desenvolvidas para isso, que permitem identificar as áreas de maior vulnerabilidade econômica e política na administração de um município e que, portanto, devem ser alvo da ação prioritária do governo.
3. Informação. A prestação de informações objetivas a respeito da ação administrativa é não apenas um dever constitucional como condição básica para que tal ação possa ser aquilatada por aqueles que, na sociedade, têm o dever de interpretar e disseminar a informação – a imprensa em primeiro lugar, seguindo-se entidades acadêmicas, associações de todos os tipos e organizações não-governamentais. Um aspecto muitas vezes esquecido é que a própria ação governamental resulta prejudicada se os fluxos de informação não são desenvolvidos. Quanto pior, menos extensa e menos criticada é a informação, pior é a qualidade da decisão do gestor.

A adoção de uma política de coleta, tratamento e disseminação de informação objetiva, não apenas quanto aos resultados da ação governamental mas também sobre os seus processos decisórios, é condição necessária para incrementar a eficiência administrativa.

Um programa desse tipo pode ser conduzido em qualquer prefeitura. Os custos de adoção de tal programa já se encontram previstos na maioria dos orçamentos municipais, a saber, nas suas áreas de comunicação, bastando redirecioná-los.
4. Programas em São Paulo. No caso de São Paulo, um diagnóstico já foi realizado entre 2002 e 2003, na forma de uma parceria entre a Transparência Brasil, o Instituto do Banco Mundial e a administração municipal. O relatório a respeito pode ser encontrado AQUI. Infelizmente, não se deu seqüência a esse esforço inicial, mas nunca é tarde para retomá-lo.

Um programa de anticorrupção nas Subprefeituras de São Paulo, também descontinuado, foi iniciado em 2005 no âmbito de uma parceria entre a Transparência Brasil e a administração municipal. Seus elementos incluíam:
* Criação de um sistema de Disque-Corrupção de atendimento a reclamações e denúncias nas Subprefeituras.
* Criação e estruturação de um sistema de Ouvidorias nas Subprefeituras.
* Desenvolvimento e manutenção de instrumentos gerenciais e de informação à coletividade pela Internet, empregando informações recolhidas no âmbito do Disque-Corrupção e das Ouvidorias.
* Levantamento do mapa de riscos de corrupção e outras ineficiências nas diferentes atividades e processos conduzidos nas Subprefeituras.
* Realização de pesquisas periódicas junto a usuários e fornecedores das Subprefeituras, tendo em vista aquilatar seu grau de satisfação e sua experiência com corrupção.
* A partir da obrigatoriedade de uso de sistemas informatizados de compras por parte das Subprefeituras, o planejamento de sistemas de informação que permitam o gerenciamento e a divulgação das informações decorrentes.
* Desenvolvimento de mecanismos de ampliação da participação de empresas e da crítica de licitações realizadas no âmbito das Subprefeituras, com envolvimento de entidades comunitárias.
* Implementação de instrumentos de informação detalhada sobre a execução orçamentária das Subprefeituras.
* Implantação de sistema de informações sobre a gestão e o controle das Subprefeituras, disponibilizado na Internet.
* Contratação de auditoria externa para auditar continuamente os processos de fiscalização da Prefeitura.

Lei Não Perturbe preocupa empresas de televenda

O anúncio de que a lei que bloqueia ligações de empresas de televenda está em vigor está incomodando a vida dos empresários que atuam no setor. O vice-presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Telesserviços Topázio Neto diz que o segmento teme prejuízos, a lei é exagerada e ainda há muitas dúvidas sobre como funcionará.

A lei que ganhou o nome de Não Perturbe prevê que o cidadão cadastre seus telefones para que as empresas de televenda fiquem proibidas de fazer ligações oferecendo serviços e produtos. Apesar de estar em vigor, nem o Procon de São Paulo sabe ainda como será feito o cadastro, pois depende da regulamentação da lei sancionada pelo Governo do Estado de São Paulo

Ouça a entrevista do representante do setor de telesserviço ao CBN SP: