Mundo Corporativo: Márcia Lourenço revela como a Allianz Seguros transforma sua cultura organizacional

Márcia Lourenço foi entrevista no Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti CBN

“A cultura é a alma do negócio. Se você não entende a cultura, você não entende o negócio.”

Márcia Lourenço, Allianz Seguros

A transformação cultural em uma empresa vai muito além do escopo do RH. Ela se infiltra em todos os setores e precisa estar alinhada aos valores e à missão organizacional. Para Márcia Lourenço, diretora executiva de Recursos Humanos, Comunicação e Sustentabilidade da Allianz Seguros, o processo é como “colocar o RH dentro do negócio e o negócio dentro do RH.” Segundo ela, essa transformação exige “escutar mais, estar com as pessoas para ouvir e entender as necessidades reais.” O tema foi discutido em sua participação no programa Mundo Corporativo, onde Lourenço compartilhou as iniciativas da Allianz para reformular sua cultura organizacional.

Uma liderança ativa e comprometida

Na visão de Márcia Lourenço, a transformação cultural só acontece quando a liderança acredita e promove a mudança diariamente. “Transformação cultural não é um programa de RH. É da empresa. RH é um instrumento, mas o ‘start’ vem da liderança. Não tem jeito.” A executiva acredita que a cultura empresarial precisa ser um reflexo genuíno dos valores da companhia, algo que inspire os colaboradores e promova um senso de pertencimento. Esse envolvimento da liderança é crucial para que o processo não se resuma a palavras “bonitas na parede,” mas se torne uma prática cotidiana e vivenciada por todos.

Esse compromisso tem norteado a Allianz a adotar uma estratégia de proximidade com seus colaboradores e clientes. Lourenço descreve como, no esforço de descentralizar e democratizar a comunicação, a empresa promoveu encontros regulares e coletou feedbacks diretos das equipes. “Eu viajo muito e faço mini comitês, onde os colaboradores podem trazer suas dúvidas, crenças e até críticas, porque a cultura também é feita desse diálogo franco.”

O papel da escuta ativa e da proximidade

Para Lourenço, um dos pilares dessa transição é a prática da escuta ativa e a presença junto aos colaboradores. “RH tem que estar com ouvido no trilho, estar lá no negócio para ouvir de verdade.” Segundo ela, esse movimento cria uma conexão mais profunda com as necessidades e expectativas dos colaboradores, impactando diretamente o compromisso deles com a transformação proposta.

Outro ponto importante é a adaptação da cultura da Allianz ao contexto global e ao mesmo tempo local. Apesar de ser parte de um grupo internacional, a Allianz no Brasil tem liberdade para moldar sua cultura de acordo com as particularidades do mercado e dos colaboradores brasileiros. “Nós asseguramos o futuro de nossos clientes e colaboradores. Esse propósito permeia todas as operações, mas com uma identidade que respeita as realidades locais.”

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Joana Zylbersztajn e Mayra Cotta falam sobre assédio e discriminação no trabalho

Mayra e Joana em entrevista ao Mundo Corporativo. Foto: Pricila Gubiotti/CBN

“Quando a gente critica o punitivismo, a gente não tá falando sobre desresponsabilização.”

Mayra Cotta

Casos de assédio moral e sexual nas empresas têm sido tratados de forma superficial, focando mais na punição dos envolvidos do que na transformação do ambiente que os permitiu. A responsabilidade vai além do desligamento, é preciso reparar a vítima e reconstruir o ambiente, explicam Joana Zylbersztajn e Mayra Cotta, sócias da Veredas Estratégias em Direitos Humanos. Este foi o tema do programa Mundo Corporativo, onde as especialistas compartilharam uma visão menos simplista sobre o enfrentamento do assédio e da discriminação nas organizações.

Escuta ativa e prevenção: uma abordagem integrada

Para Zylbersztajn e Cotta, uma política eficaz contra assédio e discriminação deve ser fundamentada na escuta ativa e no acolhimento. “O canal tem que estar preparado para receber desconfortos menores e lidar com problemas antes que se tornem grandes”, explica Joana Zylbersztajn. A abordagem puramente punitiva não só intimida colaboradores a reportar incidentes menos graves, mas também deixa a verdadeira causa do problema intocada. “Desligar alguém sem entender o que no ambiente permitiu o comportamento é combater o sintoma, não a causa.”

As fundadoras da Veredas DH alertam que o enfrentamento de assédio e discriminação precisa de treinamentos contínuos que tratem o problema em sua estrutura mais ampla. Esses treinamentos envolvem não apenas a exposição das condutas inaceitáveis, mas também a exploração das dimensões culturais que sustentam essas práticas. “É fundamental que gestores entendam a complexidade do assédio e se sintam equipados para agir com empatia e precisão. As empresas precisam desenvolver uma governança robusta para lidar com esses casos, indo além do simples cumprimento legal.”, comenta Mayra Cotta.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Fernando Pantaleão, da Visa, revela como IA e PIX revolucionam a segurança e a velocidade dos pagamentos no Brasil

Fernando Pantaleão no estúdio no Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti CBN

“No final é usar o máximo de dados possível, com maior possibilidade de aproximação de hipóteses, para poder gerar um resultado melhor.”

Fernando Pantaleão, Visa

No mundo dos pagamentos digitais, a evolução vai muito além das maquininhas de cartão. Cada vez mais, tecnologias de ponta como inteligência artificial e machine learning redefinem o modo como consumimos, protegemos dados e aprimoramos a experiência de compra. Segundo Fernando Pantaleão, Vice-Presidente de Vendas e Soluções para Comércios da Visa do Brasil, esse avanço acelerado, impulsionado pela digitalização e por soluções como o PIX, está exigindo do setor uma adaptação rápida e constante. Ele compartilhou essas reflexões em entrevista ao programa Mundo Corporativo, ressaltando a importância de compreender e responder às novas demandas de segurança e conveniência para o consumidor.

IA e Machine Learning: Segurança e Eficiência no Combate às Fraudes

Para a Visa, a inteligência artificial e o machine learning não são apenas tecnologias de ponta, mas ferramentas essenciais para criar um ambiente de pagamento seguro. “A inteligência artificial e a história do machine learning… no final é usar o máximo de dados possível, com maior possibilidade de aproximação de hipóteses, para poder gerar um resultado melhor,” afirmou Pantaleão. Ele destacou que esses sistemas analisam volumes massivos de dados, permitindo uma resposta ágil e precisa na prevenção de fraudes. A Visa investe significativamente em inteligência artificial generativa, que, segundo Pantaleão, é uma das estratégias mais eficazes para antecipar e bloquear transações suspeitas antes mesmo que ocorram, garantindo que os consumidores possam contar com uma segurança robusta e invisível a cada compra.

Inovação e Velocidade: O Novo Desafio no Setor de Pagamentos

Pantaleão destacou a necessidade de investir na velocidade e empoderamento das equipes para implementação de tecnologias de pagamento seguras e eficientes. “A velocidade é fundamental, ou o poder de decisão é fundamental. E precisa disso. Senão você não tem velocidade de implantação de coisa nova,” afirmou ele, acrescentando que a Visa tem investido fortemente em soluções de segurança para minimizar fraudes e maximizar o índice de conversão nas vendas.

Outro ponto abordado foi o impacto da chegada do PIX, que ele classificou como um divisor de águas para o comércio eletrônico no Brasil. “A gente vê a chegada do PIX como muito importante para o Brasil, muito desafiadora,” mencionou Pantaleão, reforçando que a competição aumentou e a conveniência para o consumidor nunca foi tão grande. A digitalização promovida por essas novas formas de pagamento ampliou as oportunidades para empreendedores de diferentes portes, especialmente com a introdução de tecnologias como o “Tap to Phone”, que transforma o smartphone em uma máquina de pagamento.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Priscila Gubiotti e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Walter Longo nos ajuda a pensar sobre a IA e o futuro das relações humanas

Walter Longo no estúdio da CBN Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Nós achamos que estamos livres em opinião, mas na verdade estamos cada vez mais fechados em nós mesmos.”

Walter Longo, especialista em inovação

Presente no seu WhatsApp, embarcada no celular novo e em diversos serviços do cotidiano, a inteligência artificial já nos transformou — embora muitos ainda não compreendam o impacto. Desde 30 de novembro de 2022, quando a OpenAI lançou sua IA generativa, essa tecnologia vem sendo explorada e multiplicada em ritmo acelerado. 

Para entender como essa mudança molda nossa interação com as pessoas, as empresas e as máquinas, o Mundo Corporativo foi em busca de alguém que tem feito profundas reflexões sobre este cenário: Walter Longo, especialista em inovação e transformação digital. Na entrevista, Longo nos convida a olhar além do potencial técnico da IA e nos desafia a utilizar essa tecnologia para resgatar uma parte essencial da humanidade.

Exteligência: a nova habilidade essencial

Walter Longo observa que, em um cenário de transformação digital acelerada, a capacidade de se integrar em rede, ou exteligência, tornou-se mais importante que a inteligência individual. “A grande missão de um líder é analisar não a inteligência do meu comandado, mas a exteligência dele”, explica. Para ele, a metáfora do “cinto de utilidades” do Batman captura bem essa nova realidade: a tecnologia, por meio de algoritmos e ferramentas digitais, oferece a cada profissional recursos para maximizar suas capacidades.

A tecnologia, segundo Longo, tanto substitui atividades repetitivas como nos devolve o recurso mais precioso: o tempo. Ele ressalta, no entanto, que essa liberdade implica uma nova responsabilidade: “O que você vai fazer com este tempo é uma decisão individual”. Com isso, Longo sugere que essa liberdade conquistada deve ser usada com propósito, equilibrando produtividade e tempo para atividades que nos enriquecem.

O vocabulário como ponte para interagir com a IA

Para Walter Longo, interagir de forma eficaz com a IA depende de um vocabulário rico e preciso. A qualidade das respostas, explica ele, depende da clareza e profundidade com que formulamos nossas perguntas. “A IA só nos devolve o que pedimos. Ter um vocabulário vasto e variado é fundamental para obter dela o melhor suporte.” Longo exemplifica essa precisão com a diferença entre “enfrentar”, “afrontar” e “confrontar” — palavras tratadas como sinônimos, mas com nuances distintas. Outros exemplos incluem “obsessão”, “compulsão” e “possessão”, três estados muitas vezes confundidos. “Esses detalhes do vocabulário melhoram a interação com a IA, garantindo que ela compreenda exatamente o que queremos, sem ambiguidades”, destaca.

Ele recomenda a leitura diária como exercício essencial para aprimorar o vocabulário e expandir o repertório linguístico. “Leia ao menos uma hora por dia; é um hábito que amplia seu vocabulário e treina a mente para reconhecer variações e significados.” Esse hábito, segundo Longo, permite que as pessoas aprimorem a comunicação com máquinas e também enriqueçam o diálogo com outros seres humanos. Ele argumenta que a leitura é uma prática necessária para a evolução da inteligência humana, especialmente em uma época em que a tecnologia avança rapidamente e nos exige adaptação.

A armadilha dos algoritmos

Longo alerta também para o risco de isolamento imposto pelas recomendações de algoritmos. Ele observa que esses sistemas limitam a pluralidade de opiniões ao exibir conteúdos com os quais já concordamos, reduzindo nosso contato com o contraditório e enfraquecendo o senso crítico. “Achamos que estamos livres em opinião, mas estamos cada vez mais fechados em nós mesmos.” Segundo ele, essa ilusão de “liberdade” reforça uma bolha de conveniência que nos afasta de desafios intelectuais.

Além disso, Longo ressalta o impacto da “gratificação instantânea” que caracteriza a era digital, transformando consumidores e colaboradores. Essa busca por recompensas imediatas revela uma aversão ao compromisso de longo prazo. Ele exemplifica com a moda do fast fashion e outras tendências passageiras, como o fenômeno dos food trucks, que explodem e desaparecem rapidamente. “Essa visão efêmera gera uma gratificação instantânea, mas nos deixa com a sensação de que tudo é passageiro”, comenta.

Assista ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves, Letícia Valente e Priscila Gubiotti.

Mundo Corporativo: Katia Regina, da Nestlé, revela como a personalização de benefícios transforma o engajamento nas empresas.

Kátia Regina nos bastidores do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Se você não muda essa consciência de que, para ganhar o engajamento da pessoa, você tem que ir muito além do financeiro, coloca em risco a sustentabilidade da sua organização.”

Katia Regina

A transformação nas empresas não depende apenas de salários competitivos, mas da capacidade de oferecer bem-estar e reconhecimento que vão além do valor financeiro. Esse é o foco da entrevista com Katia Regina, Diretora Regional de Total Rewards da Nestlé para América Latina, que destaca a importância de uma gestão que valoriza o colaborador de maneira holística. Segundo ela, “as pessoas não buscam apenas o reconhecimento financeiro, mas também benefícios que impactem sua vida como um todo”. Esse movimento tem ganhado força, especialmente em meio às novas gerações.

No programa Mundo Corporativo, Katia compartilhou sua visão sobre como a valorização dos profissionais é essencial para a sustentabilidade das empresas. Ela destaca que o reconhecimento deve ser personalizado, levando em consideração as necessidades individuais de cada colaborador e suas famílias. “É uma transformação gigante da organização”, afirmou, ao explicar como a Nestlé tem desenvolvido estratégias voltadas para a saúde, bem-estar e qualidade de vida dos seus funcionários.

Personalização e a nova realidade do mercado

O desafio de atender a milhares de colaboradores com programas personalizados é grande, mas Katia Regina acredita que é possível. Na Nestlé, um exemplo disso são as avaliações de saúde realizadas anualmente, que geram dados importantes para a criação de programas focados nas necessidades específicas de cada grupo. “Nós temos uma população que está precisando melhorar o sono, e outra que precisa de suporte na saúde mental”, explicou. A personalização é essencial para garantir o engajamento, e a tecnologia tem sido uma aliada nesse processo.

Outro ponto levantado por Katia é a mudança de consciência que deve partir dos líderes. “Nós só vamos conseguir fazer essa transformação cultural se o líder entender que isso é importante para ele e para suas pessoas”, disse, enfatizando a necessidade de uma liderança comprometida com o bem-estar de seus times.  

Uma trajetória marcada pela inclusão e liderança transformadora

Katia Regina construiu uma carreira sólida na Nestlé, onde começou como estagiária e, ao longo de mais de 20 anos, passou por diversos cargos, como assistente, analista e trainee, até assumir a posição de Diretora Regional de Total Rewards para a América Latina. Hoje, lidera iniciativas que impactam mais de 56 mil vidas, entre colaboradores e seus dependentes, com foco na personalização de benefícios e na equidade salarial, especialmente em relação à diversidade de gênero e raça.

Como mulher negra e cadeirante, Katia traz uma perspectiva única para a inclusão dentro da empresa, sendo uma defensora da importância de reconhecer as necessidades individuais de cada funcionário. Refletindo sobre sua trajetória, Katia destaca: “Eu acho que essas minhas qualidades me ajudaram a estar no cargo onde eu estou, porque as empresas hoje são muito mais diversas e só consegue falar com propriedade quem realmente entende do tema.” Agora, ela se prepara para mais um desafio, assumindo novas responsabilidades com sua transferência para o México, reforçando seu compromisso com a valorização e o bem-estar dos colaboradores.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Lucia Mees, da IPM, fala de cuidados no uso da IA e a inovação no setor público

Lucia Mees nos bastidores do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Pensa e analise muito bem a situação atual do seu mercado. Entenda profundamente o presente para que, então, você consiga criar soluções para o futuro.”

Lucia Mees, IPM

A transformação digital já deixou de ser uma tendência e passou a ser uma exigência no ambiente corporativo. Mas será que estamos aplicando as ferramentas certas para isso? Segundo Lucia Mees, vice-presidente da IPM Sistemas, há um perigo em tratar a inteligência artificial como a solução para todos os problemas. “Talvez a IA não seja a grande ideia”, alerta. Essa reflexão sobre o uso exagerado da IA, sem entender seu real valor para o negócio, foi o ponto central de sua participação no programa *Mundo Corporativo*, da CBN.

Lucia, que atualmente está cursando um MBA em Stanford, compartilhou sua experiência à frente da IPM, empresa que desenvolve soluções tecnológicas para o setor público. Ela destacou que, apesar do potencial da inteligência artificial, “não dá para simplesmente adotar a tecnologia sem entender profundamente o seu modelo de negócio e o que o cliente realmente precisa”.

O erro comum ao implementar IA nas empresas

Durante a entrevista, Lucia trouxe um dado revelador: apenas 50% dos projetos que utilizam IA conseguem sair do protótipo para o lançamento. “Isso significa que ainda tem muito dinheiro sendo perdido, e muitas vezes nem percebido”, explicou. O problema, segundo ela, não é a tecnologia em si, mas a falta de preparação das empresas e dos líderes para entenderem como aplicá-la corretamente.

Lucia também apontou que um dos maiores erros das companhias é tratar a IA como uma solução universal. “Muitas vezes, as empresas usam a inteligência artificial como um martelo procurando pregos, mas não é assim que funciona. Precisamos analisar o que realmente pode ser resolvido com IA e o que pode ser feito com soluções mais simples e já conhecidas”, afirmou.

Ela sugere que, antes de investir pesado em novas tecnologias, as empresas precisam entender se possuem os dados e a estrutura necessária para isso. “Será que é isso que o meu cliente quer, ou será que ele só queria uma interface mais amigável?”, questiona.

Inovação no setor público e a importância do erro

Lucia também abordou o impacto da inovação no setor público, onde a IPM Sistemas atua, criando soluções que melhoram a eficiência e a gestão dos serviços públicos. “O desafio maior é como criar um ambiente que estimule a inovação sem medo de errar”, disse. Segundo ela, a inovação verdadeira só acontece quando as empresas permitem que os funcionários errem e aprendam com os erros.

Ela destacou que as empresas devem criar um espaço seguro para a discussão e o questionamento, onde seja possível discordar e explorar diferentes perspectivas. “Errar faz parte do processo de inovação. Se os líderes não entenderem isso, vão continuar tendo equipes com medo de propor ideias novas”, ressaltou.  

A IA que torna mais fácil a vida do cidadão

A IPM desenvolveu um serviço de inteligência artificial chamado Dara, voltado para simplificar a interação do cidadão com o setor público. Utilizando uma interface amigável via WhatsApp, Dara permite que o cidadão resolva questões como o agendamento de consultas médicas de forma automatizada e eficiente, sem a necessidade de navegar por menus complexos ou acessar diversos sites. “Com o Dara, estamos oferecendo uma experiência simplificada e mais prática para o cidadão, que pode resolver suas demandas diretamente do celular, como se estivesse conversando com um amigo”, destacou Lucia Mees. Segundo ela, essa inovação já está proporcionando uma economia significativa no setor público, além de melhorar a experiência do usuário.

De acordo com Lucia, existem outras soluções inovadoras que já impactam positivamente a gestão pública, como o sistema ERP em nuvem que integra todas as áreas da administração municipal, permitindo acessibilidade e agilidade no processamento de dados. Um exemplo prático é o uso da inteligência artificial preditiva para identificar potenciais problemas de saúde pública, como prever o risco de infartos e diabetes em determinados grupos da população, com 18 meses de antecedência, a partir de dados rotineiros. “Nossa tecnologia permitiu, por exemplo, reduzir filas no SUS e melhorar a alocação de recursos de forma mais eficiente, gerando uma economia de até R$ 6 bilhões anuais”, explicou Lucia.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no *Jornal da CBN*, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast.

Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Priscila Gubiotti, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Antonella Satyro fala sobre autoconhecimento e o papel do líder que cura

Entrevista on-line com Antonella Satyro Foto: Priscila Gubiottiu/CBN

“Tudo começa no autoconhecimento. Eu só faço uma transformação na minha própria vida quando sei quem sou, o que trago à mesa e quais são meus talentos únicos.”

Antonella Satyro, consultora e escritora

O ambiente corporativo vive uma era em que o papel do líder vai além da gestão de tarefas. Antonella Satyro, CEO da Universidade Líderes que Curam e autora do livro que leva o mesmo nome, defende que a transformação dentro das empresas deve começar pela autoconsciência dos líderes. Em um cenário de alta pressão e produtividade, muitos líderes se esquecem de algo crucial: reservar tempo para o planejamento estratégico.  “O líder está tão focado no operacional que, muitas vezes, esquece de se preparar com perguntas profundas antes de uma reunião. É esse planejamento que traz resultados exponenciais lá na frente”, afirma Antonella.

No programa Mundo Corporativo, Antonella discutiu como o autoconhecimento e a escuta ativa são pilares fundamentais para uma liderança eficaz e humanizada.

A cura do ambiente organizacional começa pelo líder

Antonella destaca que a liderança não é apenas sobre cargo ou título, mas sim uma habilidade que pode ser desenvolvida independentemente da posição ocupada. “Nós, como líderes, precisamos investir no autoconhecimento para nos autoliderarmos. A liderança não é título, não é crachá. É uma habilidade”, diz ela.

Na entrevista, a CEO também abordou o impacto que a saúde mental tem nos ambientes corporativos. Segundo Antonella, cerca de 30% da força de trabalho no Brasil apresentou sinais de burnout em 2022, o que torna o tema mais urgente do que nunca. Ela sugere que as empresas realizem um diagnóstico para entender a saúde mental dos colaboradores e líderes, destacando que “um líder consciente e saudável cria um ambiente de trabalho mais engajado e produtivo”.

Antonella reforçou que, ao transformar a si mesmo, o líder pode transformar o ambiente ao seu redor. “Eu curo meus liderados quando me curo primeiro. A clareza que ganho sobre mim mesmo reverbera na minha equipe.”

A importância da escuta ativa

Um dos pontos centrais discutidos por Antonella foi a escuta ativa, que ela considera essencial para uma liderança eficaz. “O líder deve ouvir mais do que falar”, afirma. Para ela, saber fazer boas perguntas é a chave para extrair respostas mais profundas e promover uma verdadeira conexão com a equipe. “Quando dedicamos tempo para ouvir genuinamente, empoderamos as pessoas ao nosso redor. Um líder que escuta, antes de tudo, cria um ambiente mais aberto e colaborativo”, completa. Antonella defende que a escuta ativa é uma das ferramentas mais poderosas para fortalecer os laços entre líder e equipe, ampliando o engajamento e a inovação no ambiente de trabalho.

O trabalho da Universidade Líderes que Curam

A Universidade Líderes que Curam, fundada por Antonella, é uma escola de educação corporativa focada no desenvolvimento de lideranças humanizadas. Oferecendo programas de treinamento, workshops e mentorias, a universidade capacita líderes de todos os níveis a promoverem ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos. “Nosso objetivo é ajudar líderes a se tornarem agentes de transformação, impactando não apenas suas equipes, mas também a cultura organizacional como um todo”, explica Antonella.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Ana Bavon fala sobre liderança e direitos humanos empresariais

Ana Bavon no estúdio do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“A sociedade mudou e a mentalidade das pessoas não pode ficar estagnada no modelo de negócios de 1990.”

Ana Bavon, B4People

Com a crescente pressão por transparência e responsabilidade social, as empresas enfrentam desafios novos e complexos. Ana Bavon, fundadora e CEO da B4People, acredita que os líderes empresariais precisam de uma transformação profunda, abandonando práticas antigas e adotando uma gestão baseada em valores éticos e novos critérios. “Não é mais sobre o CNPJ, estamos falando do CPF, das pessoas que estão por trás das empresas”, afirma Ana, defendendo que a liderança de hoje, se não estiver atenta a esses princípios, corre o risco de se tornar obsoleta.

Esses temas foram discutidos em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo, no qual Ana abordou como o futuro exige decisões pautadas por novos valores éticos e um compromisso sólido com os direitos humanos.

Liderança e direitos humanos

Durante a entrevista, Ana Bavon reforçou a importância de uma liderança que compreenda e incorpore os princípios de direitos humanos no ambiente corporativo. Segundo ela, “quanto mais transparente e detalhados forem os relatórios de informações das empresas, e quanto maior for a tranquilidade da liderança em falar sobre suas ações, maior será a sua reputação”. A líder da B4People explica que, sem esse compromisso com a transparência, a confiança do público e a credibilidade da empresa podem ser facilmente abaladas.

Ana destaca que a construção de um ambiente de trabalho que respeite os direitos humanos e a ética é fundamental para evitar o que ela chama de “lavagem social” — quando as empresas fingem ter políticas de responsabilidade social sem, de fato, implementá-las. “As empresas precisam projetar e executar metas claras, caso contrário, correm o risco de cair nessa armadilha de reputação”, adverte.

Pequenas empresas também podem atuar no ESG

Outro ponto levantado por Ana foi a percepção equivocada de que apenas grandes empresas podem implementar ações ligadas ao ESG (governança ambiental, social e corporativa). Ela enfatiza que pequenas empresas, ao olhar de forma estratégica para seus colaboradores e insumos, também podem contribuir para um impacto social positivo. “Muitas vezes, o empresário pequeno não sabe por onde começar. Mas isso não significa que ele não pode fazer escolhas voltadas para o bem-estar socioambiental”, afirmou.

Ana também ressalta que, no contexto global, as exigências de ESG estão cada vez mais rigorosas e, para os fornecedores de grandes empresas, o cumprimento dessas normas pode ser decisivo. “O critério de exclusão será cada vez mais comum para quem não atender a esses princípios”, alerta. 

Os passivos trabalhistas que inspiraram a B4People

Ana Bavon criou a B4People em 2018 após anos atuando no cenário corporativo, onde percebeu a necessidade urgente de ajudar empresas a se alinharem com compromissos éticos e sociais. Sua experiência com gestão estratégica de passivo trabalhista, lidando com empresas que enfrentavam grandes problemas jurídicos e reputacionais, a levou a refletir sobre a importância de prevenir essas situações. Ana decidiu que, em vez de mitigar crises após elas ocorrerem, queria atuar na construção de ambientes corporativos que evitassem esses problemas, promovendo uma cultura empresarial voltada para os direitos humanos e o desenvolvimento social. Foi essa visão transformadora que a motivou a fundar a B4People, com o objetivo de unir propósito e lucro em estratégias que gerem impacto positivo na sociedade

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Roberto Lee, da Avenue, fala o que existe no mercado financeiro além dos números

Entrevista de Roberto Lee no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN

“Confiança não é automatizada, pelo menos ainda não.”

Roberto Lee, Avenue

O mercado financeiro, frequentemente associado a números e algoritmos, está cada vez mais digital. Porém, a verdadeira base de uma relação de longo prazo com os clientes ainda reside no fator humano. Roberto Lee, fundador da Avenue, plataforma de investimentos que conecta brasileiros ao mercado internacional, trouxe uma reflexão provocadora em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo: “Automação melhora nossos preços, dá escala, mas é na ponta final que ganhamos confiança”. Para ele, a chave para conquistar e manter clientes vai além da tecnologia e está no entendimento profundo de suas necessidades.

Automação versus relacionamento humano

A automação desempenha um papel central nas operações da Avenue, proporcionando eficiência e escala. No entanto, Lee destaca que, apesar de suas vantagens, “trust” — confiança — não pode ser obtida apenas por meio de máquinas e algoritmos. “A automação coloca o ‘price point’ do serviço no lugar correto, mas é o ser humano que faz a diferença”, afirmou ele. A Avenue, que já reduziu o tempo de abertura de contas para cinco minutos, notou que, em certos momentos, essa facilidade gerou desconfiança em alguns clientes, levando a empresa a rever suas estratégias de comunicação e transparência.

Segundo Lee, empresas que pretendem se destacar no mercado precisam entender que “o comportamento da marca é o que realmente cria relações duradouras”. Ele enfatiza que não se trata apenas de oferecer um serviço, mas de guiar o cliente em sua jornada, ajustando o atendimento às expectativas e medos que ele carrega.

Alianças estratégicas e o valor da colaboração

Outro ponto destacado por Roberto Lee foi a importância das alianças no mercado financeiro. Para ele, o cenário atual exige parcerias até mesmo entre concorrentes. “Aprendi muito a trabalhar em conjunto, inclusive com meus concorrentes”, disse ele. Lee acredita que os maiores problemas só são resolvidos quando diferentes visões se unem para enfrentá-los. Essa abordagem colaborativa é, segundo ele, uma das razões que fazem empresas crescerem e se fortalecerem ao longo do tempo.

Lee também ressaltou a necessidade de adaptação rápida às mudanças no comportamento dos clientes. “Nós precisamos entender não apenas o produto, mas o cliente, colocando-nos no lugar dele e entendendo suas angústias”, afirmou.

Assista  ao Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.

Mundo Corporativo: Tatiana Aloia e a integração entre tecnologia e cultura no mercado aeroespacial

Os bastidores da gravação do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti

  “Nós temos diferentes culturas ao redor do mundo, mas o ser humano é o mesmo em todos os lugares.”

Tatiana Aloia, Aloia Aerospace

A liderança de uma empresa global exige mais do que estratégias de mercado, requer uma compreensão profunda das nuances culturais e a habilidade de integrar essas diferenças em um ambiente coeso. Essa foi uma das principais reflexões de Tatiana Aloia, cofundadora e CEO da Aloia Aerospace, em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo, da CBN. À frente de uma empresa que atua no setor de reposição de peças aeronáuticas em diversos países, Tatiana destacou a importância de equilibrar a agilidade nos negócios com o respeito às particularidades de cada cultura, sem perder de vista o que é comum a todos: a natureza humana. “Nós passamos muitas horas da nossa vida, praticamente um terço do nosso tempo, trabalhando. Então, tem que ser prazeroso, tem que trazer alegria e bem-estar para todos”, afirmou. 

O aprendizado no início de carreira

Tatiana Aloia iniciou sua trajetória profissional aos 15 anos, movida pela vontade de trabalhar e aprender. Atuando inicialmente no setor automobilístico, ela se especializou em engenharia mecânica e gestão empresarial, o que a preparou para os desafios futuros. Após anos de experiência e aprendizados, tanto com colegas quanto clientes, surgiu a oportunidade de realizar um sonho antigo: fundar sua própria empresa. Em 2015, junto com seu irmão Tobias, Tatiana criou a Aloia Aerospace, levando sua expertise em gestão e atendimento ao cliente, enquanto Tobias contribuía com sua vasta experiência na aviação. “Unimos nossas forças e experiências para construir uma empresa que tem o cliente como foco desde o início”, relembra.

O foco no cliente como diferencial competitivo

A Aloia Aerospace tem se destacado no mercado global de peças de reposição aeronáuticas, não apenas pela eficiência logística, mas também pelo foco no atendimento ao cliente, de acordo com sua fundadora. Tatiana enfatizou que o cliente deve ser a prioridade em qualquer circunstância. “Muitas vezes o fornecedor pode ter falhado, mas nossa missão é resolver o problema do cliente, sem importar o que aconteceu nos bastidores.” 

Esse compromisso, segundo Tatiana, vem se consolidando como um dos pilares da empresa, que tem operações em diversos continentes e atende clientes de diferentes culturas. Calcula-se que existam 600 empresas que integram esse mercado competitivo. Para ela, respeitar as diferenças culturais e, ao mesmo tempo, manter o foco em elementos universais do relacionamento humano — como respeito e feedback constante — é o segredo para garantir um atendimento de excelência. “Temos que respeitar as culturas, mas em todo lugar, resposta rápida e educação são fundamentais.”

Investimento em IA 

A Aloia Aerospace já está implementando o uso de inteligência artificial (IA) em seus processos para otimizar o atendimento ao cliente e melhorar a eficiência na busca por peças aeronáuticas. Tatiana explicou que a IA está sendo utilizada para rastrear, em tempo real, a disponibilidade de peças em todo o mundo, facilitando o trabalho da equipe e agilizando as entregas. “Nosso objetivo com a IA não é substituir pessoas, mas fornecer ferramentas que aumentem a capacidade de resposta e precisão no atendimento. A tecnologia permite que nossa equipe tenha acesso a informações detalhadas e rápidas, o que faz toda a diferença em um setor onde o tempo é crucial”, ressaltou.

Ouça o Mundo Corporativo

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.