Rádio na Era do Blog, na Futurecom

 

Das pessoas com acesso a internet, 42% ouvem rádio no computador, e apesar deste índice ser maior na classe A, com 57% de participação na audiência digital, as classe D/E já tem forte presença, também, com 44%, segundo dados levantados pelo Ibope, em 2008. Estes números apenas comprovam a ideia que defendo há alguns anos de que a internet rejuvenesce o rádio.

É a partir deste pensamento que pretendo construir minha palestra desta sexta, 16.10, às 13h30, durante a Futurecom um dos principais eventos do setor de Telecomunicações e Tecnologia da Informação da América Latina, que se realiza no Transamérica Expocenter, zona sul de São Paulo. “Rádio na Era do Blog” fala, ainda, do uso das redes sociais como forma de construir comunidades em torno da emissora ou de programas, como o CBN São Paulo. Vou apresentar e comentar alguns dados de pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Profissionais do Rádio, sobre a qual tratei em post aqui no Blog (leia aqui, se for do seu interesse).

Todas as palestras e talk-shows promovidos pela rádio CBN durante a Futurecom serão transmitidas, em tempo real, pela internet.

Rádio na Era do Blog: Frases vencedoras

 

A jornalista Rosana Hermann e Mauro Gold vão receber um exemplar do livro “Jornalismo de Rádio”, lançado pela Editora Contexto, por terem participado do concurso lançado para comemorar o resgate do meu perfil no Twitter. A proposta era que os ouvintes-internautas-tuiteiros enviassem pelo Twitter uma frase relacionando rádio, blog e microblog.

Rádio na Era do Blog: Conversa ao pé do computador

 

O radinho de pilha ainda está sobre o balcão, mas no escritório foi abduzido pelo computador. O ouvinte-internauta navega nas novas mídias, mas ainda ouve no rádio o mesmo que ‘antigamente’ e nas mesmas emissoras que no passado (entenda por antigo e passado qualquer coisa que tenha acontecido mais de um ano atrás). São algumas das informações que podemos encontrar na pesquisa realizada pelo Grupo de Profissionais do Rádio, com a participação de 2.580 pessoas convidadas a entrar na internet e a responder ao questionário, em setembro.

Dos que responderam, 79% disseram que ouvem rádio em casa, 64% no carro e 46% no trabalho. Antes que você me cobre, a somatória ultrapassa os 100% porque as pessoas ouvem rádio de diferentes maneiras, dependendo a necessidade e a possibilidade. E a pesquisa permitia em algumas questões múltiplas respostas.

Para constatar a mudança de hábito na mesa de trabalho, onde provavelmente está o seu computador, tomei como base a questão “você costuma ouvir rádio através de …”. Apesar do aparelho de rádio ter sido citado por 74%, ouvir rádio na internet pelo computador alcançou a marca de 63%, superando, inclusive, o rádio do carro, 61%. Destaco ainda aqueles acostumados a sintonizar o rádio no celular (37%) ou no Ipod (21%).

É curioso ver que apesar da enorme quantidade de ouvintes-internautas, a maioria ainda busca as emissoras que estava acostumada no off-line. Somando as respostas, 88% ouvem na internet, emissoras que estão no AM e/ou FM. E o que ouvem ou buscam nos canais de rádio na internet ? O mesmo que ouviam no aparelho de rádio: a programação que está no ar, disseram 83% dos entrevistados, com destaque para o binômio música (66%) e notícia (60%)

Isto não quer dizer que o novo ouvinte não dá valor para os demais serviços oferecidos pelas emissoras que estão rede. Cresce o interesse a medida que ele passa a navegar no site da rádio. Mais da metade (51%), por exemplo, vai atrás dos blogs dos comentaristas/locutores (de minha parte, obrigado); e parte do público (28%) ouve podcast.

Por enquanto, a maioria dos ouvintes-internautas apenas trocou a forma de propagação do som, das ondas criadas pelo alemão Heinrich Rudolf Hertz pelas do britânico Tim Berners Lee. Não se engane, porém: estamos trabalhando com uma audiência de ‘migrantes digitais’ que aprende como boa parte de nós a navegar neste novo mundo, mas a audiência que dará vida ao rádio está nos ‘nativos digitais’ que nasceram na década de 80 e aprendem que tem o poder de controlar o consumo de mídia, ouvindo o que querem, na hora que podem ou quando precisam.