Avalanche Tricolor: vitória da maturidade

 

Grêmio 3×0 Juventude
Copa do Brasil — Arena Grêmio

 

Gremio x Juventude

Vizeu marcou duas vezes, foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

O diabo sabe mais por velho do que por diabo — foi o que sempre ouvi da boca de meu pai. E não me canso de confirmar tal ditado, que nos faz pensar sobre o quanto relevante é a experiência que adquirimos na vida. O quanto a vivência diante dos desafios forja nossa personalidade. E nos oferece maturidade —- uma condição que é fundamental para se superar dificuldades, encarar crises e driblar percalços.

 

Nesta noite de Copa do Brasil, maturidade foi a marca do Grêmio.

 

Na primeira partida disputada ainda sob o impacto do mau desempenho no Campeonato Brasileiro, o time fez um jogo seguro, mas sem gols. Sabia que a classificação às quartas-de-final dependeria dos 180 minutos —- nada se resolveria nos primeiros 90, ainda mais jogando fora de casa.

 

Foi para a decisão, em plena Arena, com o time mais bem estruturado, cabeça no lugar, sabendo de sua capacidade e superioridade em relação ao adversário — e aqui não vai nenhum desdém ao adversário, apenas a constatação de que as estatísticas são amplamente favoráveis ao Grêmio. Jogou, também, mais solto, tocando a bola com a qualidade que conhecemos e movimentando-se com a velocidade que assusta os marcadores. Mas, principalmente, jogou sério, sabendo da responsabilidade que tinha.

 

Da mesma maneira, já havíamos assistido ao time recuperar-se dos maus resultados na Libertadores. Quando os momentos mais difíceis pareciam se sobrepor ao nosso talento, o Grêmio botou a bola no chão, acreditou na sua competência e disputou cada partida como se fosse uma final. Driblou o descrédito e só espera a retomada da competição, em julho, para iniciar-se na fase de mata-mata.

 

No Campeonato Brasileiro, quando já tinha gente fazendo contas devido a incomoda posição na zona de rebaixamento e enxergava uma crise no grupo, no vestiário, no gabinete e no raio que os parta, o Grêmio voltou a jogar bem e no fim de semana, venceu sua primeira partida enviando um recado aos adversários: a gente está de volta.

 

Hoje à noite, chegamos a perder um pênalti — mais um pênalti —, mas com a experiência que só o tempo e a sabedoria são capazes de nos oferecer nossos jogadores mais maduros — é o caso de Geromel, Maicon e Everton — transmitiram tranquilidade para que os jovens fizessem a sua parte. Foi assim que Felipe Vizeu apareceu duas vezes dentro da área para cabecear e marcar. Foi assim que  Junior Capixaba e Thaciano encontraram espaço para se movimentar,  driblar e dar assistência a seus companheiros. Foi assim que Pepê sacudiu a marcação adversária com muita habilidade e velocidade. Foi assim que Rodriguez ganhou aplauso do torcedor ao demonstrar seriedade e humildade na função de zagueiro. Foi, também, assim que Diego Tardelli voltou a marcar — apesar de que este já faz parte do time dos maduros pela carreira que construiu até aqui.

 

Nova fase do virtual quebra barreiras, atrai investimento e faz crescer a economia

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Enquanto a Economia brasileira mantém os problemas estruturais e operacionais há anos, eis que o setor virtual, que crescia mas era tido de alto risco e grandes prejuízos, começa a reverter o quadro original.

 

Talvez por isso, a Natura, ao anunciar a compra da Avon, ressalta que a expectativa é que haja de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões resultantes da sinergia, que serão aplicados no aumento da presença nos canais digitais, mídias sociais e expansão geográfica das marcas — embora mantendo as 6,3 milhões de vendedoras e as 3.200 lojas.

 

Ao mesmo tempo, a Netshoes está sendo disputada por Magazine Luiza, B2W (Americanas.com, Shoptime, Submarino) e Centauro.

 

A Hi Platform, um dos players emblemáticos do setor virtual, como construtora de plataformas de relacionamento com o consumidor, espelha esta nova fase. Acaba de anunciar a compra da SamChat, empresa desenvolvedora de chat online para o atendimento ao cliente. Com isso, aumenta seu quadro de clientes e o tráfego de atendimento.

 

Com a nova aquisição, a Hi Platform se reforça para atender o mercado das empresas médias que estão introduzindo o omnichannel em suas operações e compõem um segmento potencial expressivo. Propõe-se, também, em ampliar a qualificação do serviço às grandes organizações que estão se reformulando para atender as demandas atuais dos novos consumidores.

 

Pela visão do CEO, Marcelo Pugliesi, a manutenção do crescimento, que no último ano ficou em 25%, deverá ocorrer através da inclusão de novos clientes e da performance dos atuais, chegando a uma taxa de 35%. Para esse desenvolvimento, Marcelo aposta ainda na qualidade e atualidade das ferramentas que a Hi Platform, líder de mercado, oferece.

 

É o caso do *Chatbot  usado por 20% de seus clientes, cujo sucesso deve-se ao resultado operacional atual com 70% de resolução e um custo por atendimento de R$ 0,30 contra R$ 2,50 da chamada telefônica.

*Chatbot é um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas. O objetivo é responder as perguntas de tal forma que as pessoas tenham a impressão de estar conversando com outra pessoa e não com um programa de computador. CHAT conversa BOT robot.

Além da melhoria de outros canais, como *Chat e *FAQ, cuja evolução deverá levá-los para uma concentração no Chatbot. O telefone já reduziu em 50% a sua participação.

*Chat é um canal de conversação entre o cliente e o atendente da marca. CHAT conversa.

 

*FAQ reúne as respostas às perguntas mais comuns que os clientes fazem sobre os produtos, as formas de pagamento e entrega. F frequently A asked Q question. Perguntas mais frequentes

Segundo observamos, o ponto nevrálgico para o atendimento artificial surge quando, ao precisar resolver um problema, o cliente não consegue falar diretamente com alguém e tem de seguir uma trilha extensa de perguntas inócuas. Ao que Pugliesi enfatiza que é uma oportunidade para um bom Chat ou Chatbot se diferenciar dos demais.

 

Marcelo acredita também em determinados setores que podem encurtar a cadeia produtiva, colocando produtor e consumidor em linha direta. Por exemplo, seguros e imóveis.

 

Corroborando com Marcelo Pugliesi e sancionando Lavoisier no preceito de que nada se cria mas se transforma, a volta à origem do canal direto do produtor ao consumidor é no mínimo sedutora. O retorno ao passado não será um retrocesso. Talvez, um sucesso.

 

Carlos Magno Gibrail, Consultor e autor do livro “Arquitetura do Varejo”, é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

 

Avalanche Tricolor: de volta ao jogo

 

Grêmio 1×0 Atlético MG
Brasileiro — Arena Grêmio Porto Alegre/RS

 

 

Gremio x Atletico-MG

Vizeu agradece pelo gol marcado, em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

 

Foi forte, foi com raiva e foi fundamental. Foi assim o chute de Felipe Vizeu que levou o Grêmio a marcar o único e necessário gol da partida, na noite de sábado. Esqueci de dizer também que foi com o dedo de Renato — e que a turma do VAR não anule o gol após ler essa minha afirmação.

 

Neste tempo todo em que está no comando do Grêmio poucas vezes se viu nosso técnico substituir jogadores no intervalo —- a não ser por lesão. Prefere fortalecer seus comandados — e graças a essas apostas já recuperou muitas gente que andava sem norte no gramado.

 

Desta vez, não perdoou. Voltou para o segundo tempo com duas substituições. Uma por lesão: Diego Tardelli entrou no lugar de Alisson. Outra por questões técnicas: Vizeu assumiu o posto que era de André. Nosso atacante havia perdido um pênalti pouco antes de se encerrar o primeiro tempo e a impressão que ficou é que o chute fraco e para fora tirou a paciência de Renato. Soube-se depois que Renato estava apenas sendo Renato: poupou André da vaia do torcedor que prejudicaria a ele e ao time.

 

Enfim, Renato sabe o que faz. E fez certo.

 

Dois minutos depois das mudanças, em uma das muitas cobranças de escanteio que tivemos direito ao longo de toda a partida, a bola foi desviada pelo zagueiro estreante Rodriguez e parou nos pés de Vizeu que não desperdiçou sua oportunidade.

 

Dadas as circunstâncias no campeonato, imagino que a maioria de nós torcedores já estaríamos satisfeitos com os três pontos. Vencer a primeira no Brasileiro seria importante para qualquer pretensão na competição e na temporada. Um novo revés aumentaria e muito a pressão e atrapalharia o ambiente para a partida decisiva do meio de semana pela Copa do Brasil.

 

O Grêmio de Renato foi além. Venceu, sim. Voltou a marcar. E teve competência para suportar a pressão adversária, especialmente no segundo tempo. Mais do que isso: venceu fazendo uma baita partida, especialmente no primeiro tempo, quando voltou a ser o Grêmio que conhecemos, com domínio total do jogo, bola de pé em pé, passe bem apurado, jogadores se movimentando e marcando com intensidade, e chutando muito a gol.

 

Apenas não marcamos mais cedo porque o árbitro fez uma trapalhada daquelas ao sinalizar falta de ataque, quando o que havia ocorrido era um toque de mão na bola. Como errou, impediu a sequência da jogada que foi concluída no gol por Geromel. Já que não havia visto o pênalti e a falta de ataque não ocorreu, já teríamos saído na frente no primeiro tempo.

 

Vencemos e jogamos bem. Vizeu deu as caras e Tardelli, também. Rodriguez jogou sério e cumpriu as ordens do chefe. A luz de Renato brilhou mais uma vez. O Imortal voltou!

Sua Marca: qual o bairro mais famoso da sua cidade?

 

 

“Quando escolhemos um destino turístico ou quando uma empresa vai sediar os seus negócios, locais do mundo estão competindo pela nossa atenção” —- Cecília Russo

Da mesma forma que países e cidades conseguem criar identidade própria e se destacar a ponto de atraírem a atenção de turistas e empresas, os bairros também têm essa capacidade. O conceito de “place branding”, quando a marca é um território geográfico, foi tema da conversa de Mílton Jung com Jaime Troiano e Cecília Russo, em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso.
 

 

“Nem sempre (o place branding) acontece de forma planejada”, lembra Jaime Troiano, mas o importante é que esses espaços assumem determinadas características que se transformam em alavanca de negócios para comerciantes e moradores da região.
 

 

Alguns bairros que ganharam fama e exploram bem este conceito são Copacabana e Ipanema, no Rio de Janeiro, Mooca e Pinheiros, em São Paulo, Cidade Baixa e Moinhos de Vento, em Porto Alegre. As regiões históricas das mais diversas cidades brasileiras também podem se encaixar na ideia de “place branding”, desde que as prefeituras saibam explorar essa identidade. 
 

 

Brincando com as palavras, Cecília Russo diz que tudo pode ser “branded” ou transformado em marca: “as disputas nas grandes cidades abraçam os bairros que buscam a atenção de moradores, visitantes e comerciantes”.
 

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: como tornar a inovação uma realidade no seu negócio

 

 

 

“Muitas pessoas tem ideias, poucas pessoas conseguem transformar essas ideais em resultados, o que demanda resiliência, que demanda flexibilidade, que demanda capacidade de interagir com outras pessoas” —- Maximiliano Carlomagno, Innoscience

A busca pela inovação tem se acelerado nas empresas, mas a falta de estratégia e disciplina faz com que boa parte das ações desenvolvidas não alcance os resultados esperados. Para o consultor Maximiliano Carlomagno, da Innoscience, é fundamental que empresas e profissionais entendam o que é inovação e o que realmente querem inovar para, então, iniciarem de forma mais objetiva trabalhos capazes de oferecer soluções aos problemas identificados.

“Inovar na nossa visão é transformar novas ideias em resultados. Ideias que sejam novas para o mercado e que impactem o resultado econômico, financeiro e ambiental do negócio. Se não há resultado, se não não há novidade para o mercado aquilo não pode ser considerado inovação”

Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da CBN, Carlomagno explicou que as empresas que já conseguiram dar resposta às questões básicas para iniciar o processo têm se organizado em diferentes formas.

 

Algumas implantam programas de intraempreendedorismo, que é quando buscam nos próprios funcionários soluções para os seus problemas. Outras preferem criar áreas dedicadas à inovação. Há as que se conectam com ambientes empreendedores, já que existem várias startups que precisam de recursos, capital, infraestrutura e relacionamento, que as empresas dispõem. E, ainda, existe um modelo conhecido por inovação aberta quando a empresa interage com seus clientes e fornecedores em busca de soluções.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, na página da CBN no Facebook ou no Twitter (@CBNoficial). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 22 horas, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo: Rafael Furugen, Guilherme Dogo, Izabela Ares e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: minha paixão pelo bairro de Campos Elíseos

 

 

Por Nelmar Rocha

 

 

 

 

Há sete anos moro no bairro de Campos Elíseos, centro de São Paulo, ladeado pelos bairros de Santa Cecília, Santa Ifigênia, Bom Retiro e Barra Funda. Me mudei para o centro para ficar mais próxima do trabalho e das muitas opções de lazer que São Paulo oferece. Até então, morava em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, onde nasci, estudei, cresci, mas nunca trabalhei.

 

 

Desde os meus 17 anos, ia para o trabalho em São Paulo e voltava pra casa Cansada de perder uma hora e meia, duas no congestionamento, resolvi mudar.

 

 

A escolha pelo bairro não foi, inicialmente, por gostar da região. Na verdade, foi amor à primeira vista pelo meu futuro lar: um apartamento antigo, amplo, arejado, com grandes janelões, onde é possível observar as ruas e o movimento local. Da janela da sala, sabe-se quando há espetáculo na Sala São Paulo, pois suas luzes são acesas logo no início da noite — uma paisagem que não canso de olhar.

 

 

Passei a explorar o Campos Elíseos e aí não teve jeito, me apaixonei por suas ruas largas e arborizadas, por seus casarões quatrocentões cheios de histórias e por seu comércio, onde encontro supermercados, padarias, farmácias, feiras e lojinhas — que eu, aliás, adoro entrar e bisbilhotar! Tem de tudo um pouco, desde um alfinete até a própria máquina de costura.

 

 

O bairro tem também várias opções de lazer, como a Sala Funarte, o Sesc Bom Retiro e o Teatro e o Centro Cultural Porto Seguro. Além disso, vários outros negócios estão chegando: galerias de artes, espaços culturais, restaurantes, botecos temáticos .… E para todos esses lugares, vou a pé.

 

 

Ao caminhar pelo bairro, me encanto com o boteco minúsculo — com cadeiras e mesas nas calçadas, onde as pessoas conversam enquanto saciam sua sede e fome — e com as frutas coloridas expostas nas carrocinhas de madeiras, estacionadas nas esquinas.

 

 

Os moradores de hoje são bem diferentes daqueles que outrora habitaram o lugar, e as residências são bem mais modestas que as do final do século 19 e início do século 20 — isso porque Campos Elíseos foi o primeiro bairro planejado da cidade, para onde vieram os abastados Barões do Café, que saíam do interior para fixar residência na região, devido a proximidade da Estação Sorocabana, atual Estação Júlio Prestes, e da Estação da Luz. Para receber tão ilustres fazendeiros, foram construídas mansões enormes, com pé direito altíssimo. Verdadeiros palácios.

 

 

O bairro também foi sede do Governo do Estado, o Palácio dos Campos Elíseos, na antiga Alameda dos Bambus, hoje Avenida Rio Branco. Depois de sofrer um incêndio, a sede foi transferida para o Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. O Palácio dos Campos Elíseos abriga hoje uma secretaria de estado. Outros antigos casarões são agora escolas e sede de empresas, o que ajuda a revitalizar o local.

 

 

No bairro, ainda tem muito a se fazer, mas a boa vontade de seus moradores e comerciantes, por meio da associação de bairro, e o desejo de se viver num local agradável fazem dos Campos Elíseos um lugar onde é possível trabalhar por um futuro melhor, sem esquecer um passado que ajudou a construir a cidade de São Paulo.

 

 

Nelmar Rocha é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Participe da série em homenagem aos 465 anos da nossa cidade: envie seu texto agora para contesuahistoria@cbn.com.br.

Avalanche Tricolor: faltou-me inspiração, também

 

Juventude 0x0 Grêmio
Copa do Brasil — Alfredo Jaconi/Caxias do Sul-RS

 

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Alisson vai ao ataque em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

 

 

Peço desculpa ao caro e raro leitor. E na carona dessa desculpa, peço também que não me abandone pela falta de inspiração. Já são tão poucos aqueles que dedicam alguns minutos do seu dia para ler esta Avalanche ou mesmo os posts nos quais falo de gestão, carreira, cidadania e outro assunto qualquer que me der na telha. Seria triste saber que você também vai me abandonar e só porque não consegui ter um só insight — é assim que a turma mais moderna costuma chamar aquele estalo ou aquela luz que surge na nossa mente e nos ajuda a resolver alguns problemas. 

 

Se servir de consolo, registro que penso em você desde que a bola começa a rolar no gramado. É assim, pensando em você, que costumo encontrar uma pegada para escrever esta Avalanche. Foi assim também quando se iniciou a partida desta noite, em Caxias do Sul. Estava certo que ao longo do jogo surgiria uma ideia. Minha mente seria iluminada por um lance bacana, daqueles que merecem parágrafos e mais parágrafos para serem descritos. Talvez um gol — mesmo que de chiripa, daqueles que a bola bate na canela, sobra para o atacante e desvia no marcador antes de chegar às redes.

 

Os minutos se passaram no cronômetro em destaque na tela da televisão e nada de surgir uma inspiração. Nem um grande drible nem uma defesa memorável. Menos ainda um gol — que baita saudades de um, dois, três gols em uma só partida. Lembra? 

 

Cheguei a pensar nos fatos do cotidiano — se bem que ultimamente a coisa ainda dura no noticiário, também. Quem sabe uma letra de Chico Buarque, vencedor do Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa? Letrista de mão cheia, tanto quanto cantor e escritor, nem em Chico encontrei saída para esta Avalanche.

 

Sempre dá para apelar para o sentimental. Escrever aquela carta emocionada para o guri que está longe, costuma tocar o coração do leitor — e apaziguar a saudade que enxágua o meu peito. Achei que seria um pouco de mais. Por mais que queira escrever minhas cartas ao guri, pouca coisa teria a dizer para ele desta noite na Copa do Brasil.

 

O árbitro até que esticou um pouquinho mais a partida, me dando uma chance de encontrar emoção e inspiração. Mas sou obrigado a confessar: hoje, nada foi suficiente para render uma Avalanche a altura do merecimento do caro e raro leitor. Por isso, só me resta pedir desculpas, dizer que me esforcei até onde pude e garantir que se faltou talento sobrou vontade. Lutei até o fim para retribuir seu carinho. 

 

Que na próxima partida, eu esteja um pouco mais inspirado para escrever esta Avalanche — e o Grêmio, também.

 

 

 

Cidades tentam reduzir acidentes com pedestres que usam celular

 

 

 

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Photo: Matthew Brown / Hearst Connecticut Media

 

 

Que celular ao volante não é legal, você já sabe! Não é legal, sai caro e pode causar graves acidentes. Ainda sem conseguir tirar o equipamento das mãos dos motoristas — apesar da fiscalização e das multas —, algumas cidades começam uma nova cruzada: impedir que os pedestres atravessem a rua de olho no aparelhinho.

 

 

Parece impossível, não é mesmo !?!

 

 

Hoje cedo, na CBN, o doutor Luis Fernando Correia nos contou que uma lei que proíbe o uso do celular quando a pessoa estiver cruzando a rua foi encaminhada ao parlamento do estado de Nova Iorque. Se ao atravessar, o pedestre for flagrado enviando mensagem, checando e-mail ou bisbilhotando a rede social dos amigos vai ter de pagar multa de até U$ 50 — mais ou menos R$ 200.

 

 

Mais do que faturar, o que a proposta pretende é alertar às pessoas para o grande risco que corremos no dia-a-dia das cidades. Ficar de olho grudado no celular quando estamos caminhando na calçada já é um problema porque pode nos levar a bater em outras pessoas ou tropeçar nos buracos que têm no caminho. Imagine, atravessar a rua.

 

 

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Photo: Matthew Brown / Hearst Connecticut Media

 

 

Estudo de 2015 diz que pedestres que caminham olhando para o celular perdem a noção de distância, identificam os sinais de alerta com atraso e agem como se estivessem bêbados na calçada. Um perigo!

 

 

Pesquisa feita pela Universidade de Ohio mostrou crescimento de mais de 300% no número de pedestres mortos, entre 2004 e 2010, enquanto andavam e usavam o celular.

 

 

A National Safety Council, dedicada a prevenção e atendimento de acidentes, diz que tivemos 11 mil pessoas que sofreram ao menos alguma lesão porque estavam distraídas enquanto caminhavam, entre os anos de 2000 e 2011. A organização também identificou mudança no perfil da maioria das vítimas de atropelamento: se antes eram crianças de até nove anos —- lembra da clássica imagem do menino correndo atrás da bola no meio da rua? —- agora são jovens de 15 a 19 anos, nos Estados Unidos.

 

 

Quando a cidade de Stamford, em Connecticut, fez essa mesma discussão em 2017, muitos defendiam a ideia de que seriam muito mais apropriadas campanhas educativas para evitar o uso do celular enquanto se caminha pela cidade. Foram voto vencido.

 

 

Honolulu, no Havaí, e Montclair, na Califórnia, também restringiram o uso do equipamento —- mas nenhuma das duas cidades ainda publicou algum estudo para se verificar a utilidade da medida.

 

 

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Cidade chinesa cria faixa exclusiva para “sem-celular”

 

 

Em Chongqing, na China, pintou-se no piso da calçada faixa exclusiva para quem caminha sem olhar para o celular, com a intenção de chamar atenção do público para a necessidade de se ter algum tipo de controle deste vício que está espalhado no planeta.

 

 

Aqui no Brasil, desconheço qualquer iniciativa neste sentido. Por enquanto, parece que a única coisa que impõe medo aos pedestres é que roubem o celular nas suas caminhadas. Sem contar que  nosso grande desafio ainda é tirar o celular das mãos dos motoristas, hábito muito mais mortal do que andar com o aparelho nas calçadas.

Avalanche Tricolor: tempos estranhos

 

 

Ceará 2×1 Grêmio
Brasileiro — Castelão/Fortaleza-CE

 

 

EVERTON

Everton comemora (reprodução SporTV)

 

 
Campeão da Copa do Brasil, em 2016
Campeão da Libertadores e vice-Mundial, em 2017
Campeão Gaúcho e da Recopa Sul-Americana, em 2018
Campeão Gaúcho e da Recopa Gaúcha, em 2019

 

 
Comecei a fazer a lista acima pouco antes do fim da partida desta noite de domingo. Não que o jogo não estivesse interessante. Até que estava, apesar de o placar desfavorável — especialmente no segundo tempo quando jogamos o tempo todo no campo do adversário. Mas entre um cruzamento sem finalização e uma troca de passe interrompida, resolvi listar nossos títulos nos últimos anos porque muitas vezes a foto do dia esconde a beleza do álbum de fotografias.

 

 
Ao folhá-lo, relembrei os momentos lindos que vivemos juntos, o sorriso bonito no rosto do atacante que acabara de marcar seu gol e o brilho do troféu que nossos jogadores ofereceram aos torcedores no palco dos campeões. A foto mais marcante desta temporada, aliás, nem era da comemoração de nosso último título estadual, mas da classificação às oitavas-de-final da Libertadores, que —- não se perca no tempo — aconteceu agora há pouco, há dez dias para ser mais preciso.

 

 
A camisa, o técnico, o time que aparece no meu álbum de fotografias são os mesmos —- ou quase —- que estiveram em campo, neste domingo. Lá no Ceará, via-se a tentativa de trocar passe com aquela precisão que nos levou a vitórias incríveis. Esboçava-se uma movimentação triangular entre os jogadores do meio de campo e os atacantes. Arriscava-se alguns dribles para superar a marcação forte do adversário. Mas o resultado final não era o mesmo de “antigamente”.

 

 
Com um erro aqui e outro acolá, com uma falha atrás e um defeito na frente, com vacilos e tropeços, somamos erros em vez de somarmos pontos. Patinamos na grama molhada tanto quanto na classificação — a ponto de eu ter comemorado o empate do concorrente que nos acompanha no pé da tabela. E, confesso, achei isso muito estranho de minha parte. Por isso, voltei a olhar a lista de títulos recentes e a folhear na memória as imagens de nossas conquistas.

 

 
Sei que vivemos tempos estranhos e estamos muito mal acostumados com o revés, mas deixar de confiar no time e no grupo que nos fez tão felizes no futebol é desmerecer nossa capacidade de recuperação. E se tem um coisa que já aprendi há algum tempo torcendo pelo Grêmio é que aqueles que apostam pelo pior tendem a se dar muito mal com a gente.

 

 
Paciência, cabeça no lugar e bola no pé! Eis o caminho para a retomada das vitórias no Campeonato Brasileiro.

“É proibido calar!” é lançado durante bate-papo sobre jornalismo, em Araraquara

 

Reportagem publicada no portal ACidadeON/Araraquara

 

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Lançamento do livro “É proibido calar” em Araraquara (Foto: Amanda Rocha – A Cidade On)

 

“É proibido calar precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos”: este é o titulo do livro lançado pelo jornalista e âncora da CBN, Milton Jung, na última sexta-feira (17), em Araraquara.

 

O lançamento ocorreu em um happy hour junto a convidados, empresários e amigos da rede CBN e portal A Cidade On, que fazem parte do grupo EPTV. Durante o bate papo, Milton falou sobre o livro, que trata sobre educação e o relacionamento entre pais e filhos, colocando porque é ‘Proibido Calar’.

 

“Eu percebo claramente que hoje existe um silêncio na relação entre pais e filhos, pelos mais diversos motivos: falta de tempo, falta de paciência, diferença de pensamentos, medos. E nós não podemos silenciar numa relação com os nossos filhos. Temos que cultivar o diálogo, falar sobre ética, cidadania e temas que muitas vezes nós tememos. E o que fazemos ao não dialogar com os nossos filhos? Nós terceirizamos a educação deles. Nós entregamos para que os outros os eduquem e resolvam os problemas que não sei resolver dentro de casa”.

 

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Palestra falou de rádio, jornalismo e ética  (Foto: Amanda Rocha – A Cidade On)

 

O jornalista falou ainda sobre a importância do rádio e as redes sociais. “Foi uma aula sobre rádio e a interação do veículo com as mídias sociais, coisa que a gente, que não é do setor, e não está no dia-a-dia pensando sobre esses assuntos”, afirma o empresário, Pedro Tedde.

 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), Toninho Deliza Neto, diz que acorda todos os dias ouvindo a programação da rádio CBN. Ele gostou do bate papo com Milton Jung. “Eu achei apaixonante. Eu acordo ouvindo o Milton e quando a gente acorda com alguém, você passa a ter uma intimidade. Ele falou e falou com o coração. Quando a pessoa fala com o coração e fala com a verdade, passa credibilidade. Acho que esse é o grande diferencial do jornalismo sério”, afirma.

 

A questão das fake news também foi assunto levantado pelo professor da Uniara, Luis Henrique Rosim. Ele concorda com o ancora Milton Jung quando diz que o jornalismo não concorre com as noticias falsas. “Hoje temos essa situação preocupante das fake news, que parece substituir o jornalismo, o profissional que apura o fato e tal. Mas sou otimista e acho que as pessoas estão se conscientizando e que estão passando a desconfiar das notícias que não têm assinatura. Começam a buscar profissionais e veículos que tragam credibilidade para aquilo que apresenta”, afirma.

 

Milton Jung é jornalista, radialista e palestrante. Na rádio CBN ele apresenta o jornal da CBN primeira edição e aos sábados o programa ‘Mundo Corporativo’. Além do livro ‘É proibido calar’, Milton escreveu ainda ‘Jornalismo de rádio’, ‘Conte sua história de São Paulo’ e ‘Comunicar para liderar’.