Educação digital e diálogo evitam dependência de videogame e tecnologia

 

 

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Usuário de videogame. Foto: CC0 Creative Commons

 

 

A decisão da OMS – Organização Mundial de Saúde de identificar o vício por videogame como distúrbio mental, tema que tratei em post publicado nessa terça-feira, aqui no Blog,  sinaliza o tamanho do problema que algumas pessoas estão enfrentando dentro de casa. Se até há alguns anos, os pacientes que apresentavam sinais de dependência aos jogos eletrônicos, especialmente online, tinham mais de 18 anos, hoje os consultórios de psicologia já recebem meninos e meninas de 11 e 12 anos. Fiquei surpreso e assustado com a informação da psicóloga  Anna Lucia King, que entrevistei no Jornal da CBN, na manhã desta quarta-feira.

 

 

Ela entende do assunto. É doutora em saúde mental e uma das fundadoras do Instituto Delete que surgiu dentro do Instituo de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2008. Logo que começa a conversar sobre o assunto faz questão de ressaltar: “somos a favor das tecnologias porque são muito importantes, elas desenvolvem o mundo”. Mesmo que defenda um detox digital, não prescreve abstinência no acesso a computadores e celulares ao contrário do que se faz com dependentes de álcool e drogas.

 

 

Chama atenção para a necessidade de se diferenciar os que usam de forma abusiva a tecnologia, por lazer ou trabalho, daqueles usuários abusivos que tenham um transtorno associado. Geralmente são pessoas inseguras, dependentes emocionalmente de outras, têm baixa auto-estima, dificuldade de se relacionar, mantém alguma fobia social e usam o computador como um escudo.

 

 

 

 

Existem exames específicos e profissionais preparados para identificar a dependência de videogames – e este é um dos trabalhos do Instituto Delete. Porém, é possível ligar o sinal de alerta no caso de a pessoa, seja mais jovem ou mais velha, ter privação de sono, baixo rendimento escolar e profissional, prejuízos na  vida pessoal, social e familiar. Geralmente, a identificação desses sinais é feita por alguém da família porque a pessoa mesmo não reconhece o uso abusivo com transtorno associado.

 

 

Para Anna Lucia, educação digital e diálogo são os caminhos a serem percorridos por pais e filhos com o objetivo de evitar o uso abusivo das tecnologias: “o importante é o pai entender que ele é o responsável pelo uso da tecnologia do filho … como transmitir educação digital se ele mesmo dá exemplo errado?”.  Portanto, antes de cobrar do seu filho um comportamento que considere mais apropriado, lembre-se de prestar atenção nos seus hábitos.

 

 

Gostei de ouvir na entrevista uma sugestão que já aplico desde que me conheço por pai – e isso lá se vão 20 e poucos anos.

 

 

Anna Lucia comentou que os pais costumam reclamar dos excessos cometidos pelos filhos, mas fazem questão  de montar o quarto das crianças com sinal de wi-fi e equipamentos de última geração: “aquilo (o videogame) é muito sedutor, com luzes, imagens e personagens que são fortes e bem sucedidos”. A sugestão dela é que  o computador esteja na sala para que as crianças não fiquem isoladas e o acesso seja em um ambiente coletivo.

 

 

Por vivência já compartilhada com você, caro e raro leitor deste Blog, quando todos usam a internet em um mesmo ambiente a troca de experiência é muito maior, o relacionamento se torna saudável e educativo. E educativo para ambos os lados. Aprendi muito assistindo a meus filhos e descobri, por exemplo, que eles não vivem na frente do computador jogando videogame. Eles vivem na frente do computador assistindo a documentários e séries, pesquisando para trabalhos escolares e profissionais, conversando com amigos nos mais diferentes cantos do planeta, lendo artigos e textos disponíveis na internet, trocando todo tipo de arquivo de áudio, video, texto e foto, e, claro, jogando videogame.

 

 

“Os pais precisam ver que não é porque o filho joga o dia inteiro que ele é um doente ou tem um transtorno associado, ele às vezes tem uma falta de orientação de como usar adequadamente a tecnologia; e todo jovem que usa muito tempo não quer dizer que ele é um viciado ou dependente, ele só tem um mau uso que precisa ser corrigido e orientado”, comentou.

 

 

Você está preparado para orientar o seu filho?

 

 

Leia mais sobre o assunto:

 

 

O que aprendi com os meninos que não saem da frente do computador

 

 

Um manual para os pais da geração gamer

Com Segunda Sem Carne, deputado desafina ao plagiar beatle

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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foto Pixabay

 

Há uma semana, o deputado Feliciano Filho (PEN) obteve aprovação ao projeto de lei que institui a SEGUNDA SEM CARNE, que apresentou na Assembleia Legislativa de São Paulo. Pela proposta, com exceção dos hospitais, todos os estabelecimentos estaduais ficarão proibidos de fornecer alimentos com carne e derivados às segundas-feiras, ao mesmo tempo em que deverão ter cardápio vegetariano nos demais dias da semana.

 

 
A justificativa do deputado Feliciano:

 

“Chamar a atenção da sociedade sobre as consequências do consumo de carne e de seus derivados”

 

Ele complementa, dizendo:

 

“A produção industrial de carnes é uma das maiores fontes de poluição do meio ambiente, consome um enorme volume de recursos naturais e energéticos, além de gerar bilhões de toneladas de resíduos tóxicos sólidos, líquidos e gasosos”.

 

As entidades representativas dos produtores e exportadores de carne, já “vacinadas” com ataques ao setor, como as recentes e precipitadas denúncias da Policia Federal, se manifestaram. Apontaram, inclusive, desconhecimento de recentes progressos científicos usados através de pesquisas da EMBRAPA para amenizar danos ao meio ambiente.

 

Ao mesmo tempo, o fato da intromissão do Estado na vida das pessoas foi retratado na expressão da ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias das Exportadoras de Carne:

 

“Numa democracia não cabe ao Estado ditar o que o cidadão deve consumir, nem interferir na ordem legal da economia por meio de artificialidade nas leis de mercado”.

 

A verdade é que, embora com o mesmo título – SEGUNDA SEM CARNE – o deputado destoa do cantor Paul McCartney, vegetariano, ativista da causa animal, que prega da forma mais democrática possível a sua crença, com a campanha #MeatFreeMonday.

 

Feliciano Filho, deputado estadual, usa seu cargo para impor a sua bandeira, enquanto há problemas ambientais em demasia no Estado de São Paulo, e que precisam exclusivamente do poder público, como o rio Tietê. Este sim um problema e uma vergonha a céu aberto.

 

Esperamos que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) cumpra com o que disse nessa terça-feira e não sancione o Projeto; e o episódio não passe de uma saída para a aprovação do Orçamento do Estado.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 

 

Seu filho não é um viciado, está apenas empolgado com o videogame

 

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Imagem Pixabay

 

 

Minha experiência com eSport e videogame é caseira. Verdade que fui jogador eventual, mas sem pretensão nem talento. O que mais aprendi foi na convivência com meus guris. Eles se dedicam ao tema (e aos jogos). Divertem-se, estudam, testam estratégias, praticam à exaustão e um deles até se profissionalizou. De minha parte, hoje, leio o que posso, mesmo porque preciso entender o mundo em que eles vivem.

 

Nesta semana mesmo, conheci Will Partin, PHD em comunicação da Universidade da Carolina do Norte, através de artigo no qual explica o que chama de “árdua” e “intransigente” relação entre esportes tradicionais e eletrônicos. É um bem referendado texto que trata do tema na medida certa e se baseia no histórico prazer que a humanidade tem de competir.

 

Leia aqui o artigo “Esports is Dead! Long live  Esposrts!”

 

Essa discussão eterna se eSport pode ser considerado esporte é muitas vezes contaminada pelo preconceito que tem na origem a falta de conhecimento e, pior, de interesse em conhecer. Algo do tipo: não conheço, não quero conhecer e tenho raiva de quem conhece. Colabora com a divergência a distância que existe entre gerações: pais que nasceram na era pré-internet ou nos tempos da internet à carvão tentam reproduzir com os filhos a educação que lhes foi oferecida. E claro que a coisa não pode dar certo!

 

Sempre que comento sobre as atividades digitais de meus filhos e o tempo que eles destinam ao uso do computador, pais me olham desconfiados. Alguns confessam que já entraram em confronto com seus filhos na tentativa de limitar o uso dessas máquinas, outros questionam os riscos deles se transformarem em pessoas anti-sociais e os mais assustados trazem argumentos jamais comprovados de que as crianças ao jogarem jogos violentos tendem a ficar violentas. Coisa de louco!

 

Como sei que essa briga vai longe e o risco de a desinformação só piorar o embate dentro de casa – e nas minhas conversas com amigos -, aproveito o Blog para chamar atenção para a reportagem publicada pela BBC Brasil, nesta terça-feira, que, aliás, já está entre as 10 mais lidas de seu site.

 

“Pela primeira vez, vício em games é considerado distúrbio mental pela OMS”

 

Essa é a manchete da reportagem assinada por Jane Wakefield que nos informa que a 11a. Classificação Internacional de Doenças (CID), que será publicada neste ano, identificará esse vício como “distúrbio de games”. O problema é descrito como padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em videogames, tão grave que leva “a preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida”.

 

As pessoas diagnosticadas com essa doença não têm controle de frequência, intensidade e duração com que jogam videogame; e continuam ou aumentam ainda mais essa frequência, mesmo após ter tido consequências negativas desse hábito, relata a BBC.

 

Viu só, Mílton? Eu avisei!

 

Caro e raro amigo, antes de você me condenar e espalhar a informação rasa e incompleta nos seus grupos de WhatsApp, Facebook e afins, vamos aos detalhes da notícia.

 

Médicos ouvidos pela BBC, que entendem a importância de a OMS reconhecer o vício em videogame, pedem precaução aos pais.

 

“As pessoas acreditam que as crianças estão viciadas em tecnologia e nessas telas 24 horas por dia a ponto de abdicarem de outras atividades. Mas sabemos que não é o caso (…) Nossas descobertas mostram que a tecnologia tem sido usada em alguns casos para apoiar outras atividades, como tarefas de casa, por exemplo, e não excluindo essas atividades das vidas das crianças (…) Assim como nós, adultos, fazemos, as criança espalham o uso da tecnologia digital ao longo do dia, enquanto fazem outras coisas.

 

Killian Mullan, da Universidade de Oxford

 

 

 

“(A decisão da OMS) pode levar pais confusos a pensarem que seus filhos têm problemas, quando eles são apenas “empolgados” jogadores de videogame (…)”

 

Richard Graham, do Hospital Nightingale, de Londres

 

Anotou o recado?

 

Então, vamos combinar o seguinte: esteja atento aos hábitos de seus filhos, acompanhe suas atividades e faça suas recomendações. É papel dos pais. Mas, por favor, não seja intolerante e não use argumentos falsos para justificar suas ideias. Como disse Dr Grahan, seu filho muito provavelmente não é um viciado, está apenas empolgado! E saiba, por experiência própria, esta empolgação  pode ser o caminho para uma carreira, para novos negócios ou, pelo menos, para uma grande diversão da qual você pode participar.

Conte a sua história de São Paulo

 

 

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Escrevi sobre escrever cartas, recentemente. O texto está logo aí embaixo no Blog e me rendeu boa conversa com os ouvintes no Jornal. E o foco era escrever cartas à mão, tema que também inspirou reportagem em O Estadão nesse primeiro do ano na qual soube que há pessoas caprichando na letra para fazer arte em diversos espaços. Volto ao assunto para convidar você a escrever, não necessariamente uma carta, mas uma história.

  

 

O mês de Janeiro é marcado pelo aniversário da cidade de São Paulo e, desde 2006, tenho tido oportunidade de comemorar a data lendo histórias contadas pelos ouvintes da CBN. Foi quando criamos o quadro Conte Sua História de São Paulo, que nasceu diário, virou livro e se transformou em semanal. Hoje, vai ao ar aos sábados, logo após às 10 e meia da manhã, no programa CBN SP.

  

 

As experiências vivenciadas na capital paulista são as mais variadas, começam na maternidade, vão parar dentro da casa dos seus autores, seguem passeando pela infância e adolescência, se encaminham para a vida adulta, o trabalho, os amores, os temores … Tem histórias reais e ficcionais. Que chegam não por carta mas por e-mail e são armazenadas de forma carinhosa a espera de um espaço para serem compartilhadas com os ouvintes.

  

 

Quando vão ao ar, são resultado da emoção de quem protagonizou as cenas descritas, da interpretação de quem tenta se projetar naquele momento – e este é o meu maior desafio – e da sonorização que está sob responsabilidade do colega Cláudio Antonio. Ele é mágico ao dar vida sonora ao texto escrito. E você pode testemunhar o que digo visitando os arquivos que estão disponíveis aqui no Blog.

  

 

Como ocorre tradicionalmente – algo que se iniciou há 12 anos e se mantém no ar pode ser considerado tradição, certo? -, em Janeiro o programa ganha versão especial. Neste ano, a partir do dia 15, segunda-feira, até a data do aniversário, 25, vamos levar ao ar o “Conte Sua História de São Paulo – 464 anos”, todos os dias, dentro do Jornal da CBN. E para isso, convido você, caro e raro leitor, a escrever a sua história vivida em São Paulo.

  

 

Os textos devem ser enviados ao e-mail milton@cbn.com.br. E a medida que forem selecionados, o autor será avisado antecipadamente para curtir sua história no ar, na CBN. Aquelas histórias que não forem ao ar, nesta edição especial, podem ser escolhidas para ilustrar o quadro ao longo do ano. Portanto, aproveite o momento, exercite a memória, lembre-se de situações emocionantes, interessantes, cotidianas, divertidas … e coloque no papel. Perdão, é a força do hábito.
 

 

 
Vamos juntos contar a história de São Paulo!

Conte Sua História de São Paulo: o orgulho de entregar cartas com o quepe e o uniforme dos Correios

 

Por Paulo Queiroz Neto
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Nasci em uma vila na Avenida Celso Garcia, bem próximo da esquina com a Avenida Antônio de Barros, na zona Leste. Era uma noite de setembro de 1942. O mundo estava em plena guerra e São Paulo estava no escuro. Era um blecaute de guerra, daqueles muitos simulados que ocorriam. Talvez por isso, sempre gostei e valorizei as luzes das noites de São Paulo.

 

Em pleno racionamento de petróleo, os veículos circulavam com gasogênio da queima de carvão, mas a economia retomava o crescimento, uma daquelas idas e vindas econômicas brasileira. Eu também crescia e com 15 anos, comecei a trabalhar entregando mensagens como funcionário dos Correios, saía do centro , dentro do garboso uniforme e com o respeitável quepe com o símbolo da República, do Ministério da Viação e Obras Públicas. Me sentia tão grande quanto São Paulo.

 

Usava os bondes para percorrer os diversos bairros da nossa cidade, que aos poucos conhecia como o quintal da minha vila. Mas era o Penha-Lapa da CMTC (208) o meu caminho da Roça e o Anhangabaú, meu destino principal. Meu coração sempre pulsa mais forte quando chego naquele lugar

 

Foi no Estadual da Penha (E.E. Nossa Senhora da Penha) que conheci minha cara metade; alunos regular daquele amado colégio, logo constituímos família e nos casamos na Igreja da Penha, em 1962.

 

Para suportar as novas necessidades, consegui um segundo trabalho, na administração e cobrança do nosso glorioso Sport Club Corinthians Paulista. Foi um tempo maravilhoso, meus sonhos cresciam verticalmente, como crescia a nossa São Paulo.

 

Nasceram meus dois filhos, e terminavam os anos de 1960. Começava a galgar cargos dentro dos Correios.  Naquela época, dizíamos entre os colegas que tínhamos contraído “ECTITE”, uma paixão pelo trabalho nos Correios. Até hoje não sarei.

 

São Paulo se transformava. Já nos anos 1970, nascia o Elevado Costa e Silva, o Minhocão e vimos uma década de transformações na paisagem, culminando, para nós, com a mudança da sede de nossos Correios do charmoso Palácio dos Correios, no Anhangabaú, para o avançado e tecnológico prédio na Vila Leopoldina.

 

Hoje, aposentado, perdi uma vista por causa de um câncer de pele, não tinha o costume de usar protetor solar nas andanças pela cidade; mas com um olho bom, ainda sinto alegria em olhar pela varanda do meu apartamento as luzes da amada São Paulo, com uma janela voltada para a querida zona Leste.

 

Paulo Queiroz Filho é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: envie seu texto para milton@cbn.com.br.

O marketing e a canetada que mudou as marcas e os marcos no futebol brasileiro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

Há sete anos, na sede da CBF, com homenagem a Pelé, medalhista por decreto em conjunto com outros jogadores, e a entrega de miniaturas de taças de campeão brasileiro a cinco clubes recém-titulados, a história do futebol brasileiro estava adulterada.

 

No tapete. E, no topete de seu artífice, Ricardo Teixeira:

 

“Todas essa glórias foram conquistadas dentro do campo, nas quatro linhas, com gols, jogadas maravilhosas e muito talento. O reconhecimento teria que vir da nossa parte e acreditamos que a hora chegou. Por isso, como presidente, tenho orgulho de parabenizar os jogadores e os presidentes de Botafogo, Cruzeiro, Santos, Palmeiras e Fluminense como legítimos campeões brasileiros.”

 

O visível objetivo de manipulação e  poder, que já passaram por tantas grandes corporações, não surpreende. O que espanta é que os clubes, donos do produto e das marcas, não enxerguem como essas medidas afetam negativamente o mercado do qual dependem, pois interferem no campo onde as marcas atuam – e que para se fortalecerem precisam ter credibilidade,  história, feitos e marcos de conquistas disputados igualitariamente.

 

A perda é de todos, quando regras estabelecidas podem ser ditatorialmente alteradas. Acreditamos, entretanto, que o mais incongruente é o fato dos clubes não enxergarem que neste processo de valorização de marca, imagem e história, o título do passado com o nome mudado é esvaziado. Perde o valor original. E muitas vezes a hegemonia.

 

Por exemplo, o de ter sido o campeão da Taça Rio, primeiro campeonato mundial reconhecido pelo mercado. E, digamos, pela FIFA. Entretanto, incompreensivelmente, o Palmeiras, dono da façanha pleiteia a troca do título.

 

Outro caso é a Taça INTERCONTINENTAL, cujo título deve ser mantido, por respeito histórico e também porque é valioso, pois ninguém mais poderá ter.

 

Aqui, é preciso registrar, como subproduto do estrago feito há sete anos, os aspectos estatísticos que se alteraram automaticamente com as mudanças manipuladas por Ricardo Teixeira e seu grupo.

 

A esperança para dias mais promissores fica na eterna expectativa da profissionalização dos clubes brasileiros. Um olhar ao futebol europeu e ao basquete americano será essencial para um futuro melhor e condigno com o rico manancial de mão de obra nacional. Ou uma atenção ao mundo do tênis, onde quem manda são os tenistas.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

A experiência de escrever uma carta à mão

 

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O Natal se vai e as férias se encerram. Está na hora de voltar ao trabalho com a vantagem de a volta ser em uma semana que tende a ser tranquila, marcada pelo olhar para o ano que se inicia em instantes. Escrevo que “tende a ser tranquila” pois se sabe muito bem que não há como prever o que acontecerá amanhã, daqui a pouco ou no segundo seguinte.

 

Neste texto de volta as férias, porém, não quero falar de previsões para o futuro. Melhor deixá-las para os próximos dias – se é que me atreverei em fazê-las. Tenho mesmo é pensado em algo do passado: escrever cartas. Sim, esta forma rudimentar de comunicação que por anos nos permitiu atualizar informações de parentes, amigos e desconhecidos.

 

Escrevo sobre cartas porque me chamou atenção nesses últimos dias a cena de crianças depositando suas esperanças em uma caixa de correio em um desse grandes magazines americanos que frequentei durante as férias. Todas estavam acompanhadas pelos pais que, como eu, nasceram em uma época em que e-mail, SMS, WhatsApp e outros quetais só existiam em filmes de ficção científica.

 

Assim como aqueles gringos que visitavam a loja para deixar seu pedido ao Papai Noel, milhares de guris e gurias escreviam a sua cartinha aqui no Brasil. Leio no site dos Correios que foram mais de 20 mil cartas com os mais diversos pedidos. De brinquedos mágicos a prato de comida.

 

Curioso como a ideia de escrever uma carta ao Papai Noel persista diante das inúmeras possibilidades que a Era Digital nos proporciona. Hoje em dia, o “bom velhinho” bem que poderia ter uma conta no WhatsApp ou, no mínimo, um e-mail para receber mensagens de todo o mundo.

 

Você, que não é mais criança, lembra quando foi a última vez que escreveu uma carta? Não refiro-me a uma carta ao Papai Noel. Mas uma carta normal, contando detalhes da sua vida, momentos que você vivenciou, história que experimentou ou futilidades do cotidiano. Faz muito tempo não é mesmo?

 

Eu resolvi exercitar este hábito recentemente. Após receber uma mensagem de voz de uma amiga, com a qual não me encontrava pessoalmente há quase um ano, tive a intenção de surpreendê-la. Em lugar de uma resposta no mesmo tom e pelo mesmo meio, escrevi uma carta para ela. Foi interessante.

 

Durante muito tempo na minha adolescência e pós-adolescência mantive relacionamentos apaixonados com gurias que conheci em viagens pelo Brasil. Escrevia com detalhes meus sentimentos e descrevia minhas intenções que eram correspondidas também por carta. Todas devidamente guardadas em uma caixa de papelão no meu quarto. Em lugar de platônico, nosso amor era postal. Nosso carinho nunca ultrapassava a linha do papel (e dos bons costumes).

 

A última carta que havia escrito à mão, antes desta experiência recente, foi quando cheguei a São Paulo, em 1991. Foi para meu tio, Tito Tajes, meu padrinho e mais um dos jornalistas que tivemos na família. Eu estava intranquilo diante do desafio que enfrentava naquele ano ao aceitar o convite para ser repórter da TV Globo. Colocava em dúvida minha capacidade de me manter no emprego por aqui e revelava medo de ter de voltar ao Rio Grande do Sul assumindo o fracasso na minha aventura paulistana. Como sempre, o Tio foi preciso: por carta, me respondeu que confiava na minha capacidade profissional e, se eu tivesse de retornar para Porto Alegre, não devia explicação para ninguém. Ao fim, ainda me tranquilizou: se voltar, estarei aqui de braços abertos para recebê-lo. Sigo em São Paulo até hoje, o Tio, infelizmente, morreu algum tempo depois daquela troca de cartas, mas tenho certeza que teria todo o carinho se tivesse de, precocemente, desembarcar em Porto Alegre.

 

Tantos anos depois, escrever uma carta é quase uma aventura. Tem de encontrar o papel ideal, um envelope que faça aquela carta se parecer com uma carta e não uma mensagem comercial, procurar o endereço correto do destinatário, selar e postar no Correio ( e pagar por isso). Sem contar que entre escrever a carta e colocá-la no Correio, por total falta de hábito, demorei quase um mês. Uma eternidade frente a instantaneidade dos tempos atuais. Convenhamos, enviar um e-mail ou um WhatsApp é bem mais simples e rápido.

 

A carta, porém, tem identidade própria. Ao contrário das mensagens digitais, não existe uma fonte pré-definida. Sua letra tem a sua cara. A escrita leva o peso da sua mão, parte da sua personalidade. Você é obrigado a refletir mais cada palavra, cada frase, cada mensagem que pretende transmitir.

 

Verdade que exige alguns cuidados: é preciso capricho na letra sob o risco de o leitor não entender a mensagem do escrevinhador. Tem de se pensar bem no que vai escrever, pois se errar ou rabiscar – e eu odeio sujeira no texto – não tem tecla para deletar: tem de começar tudo de novo. Tem de separar sílabas, coisa que não faço há um bom tempo. Não tem corretor ortográfico: que perigo! Sem contar que a falta de prática faz a mão doer.

 

Até hoje não sei se minha carta chegou a minha destinatária e qual foi a reação dela ao abrir o envelope, se é que ela se deu ao trabalho de abri-lo. Mas deixo aqui o convite para você fazer este mesmo exercício: escrever uma carta à mão para um amigo. Se ele vai gostar, não sei. Mas tenho certeza que você vai curtir essa experiência.

 

Eu adorei!

Conte Sua História de São Paulo: a boneca de Natal que mamãe nos deu de presente

 


Por Edithe Martha Peukert
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Em 1927, minha mãe Melida, com 14 anos, veio com a família dela da cidade de Lodz, na Polônia, a bordo do navio Belle Isle. Desceram em Santos e vieram para capital. Meu avô tinha a carta do filho mais velho, Edmundo, que havia chegado há algum tempo. O endereço na carta era do jornal Alemão, na Liberto Badaró. Como era domingo, chegaram lá e encontraram tudo fechado. Meu avô e minha avó conversavam em alemão sem saber o que fazer quando um homem, que também falava alemão, parou, perguntou o que acontecia e disse que os ajudaria : levaria todos para uma casa, no bairro do Cambuci, e depois sairia para descobrir onde encontrar Edmundo, o filho do meu avô que trabalhava em um restaurante da cidade.

 

Incrível, mas após alguma andança pela cidade, encontraram Edmundo. Lógico que todos ficaram muito felizes. Meu tio arrumou um emprego de babá para a minha mãe, na avenida Paulista, e para minha tia, na Alameda Casa Branca, de onde só podiam sair duas vezes por semana.

 

Meu avô, minha avó e meu outro tio, Paulo, foram para Cananéia tentar a vida. Acabaram todos voltando para a capital, onde meu avô comprou um terreno na Vicente Leporace, antiga rua Santa Rita, no Campo Belo. O quartinho de tijolo assentado em barro que construíram, conta minha mãe, tinham paredes que balançavam com o vento. Meus avós rezavam e seguravam as paredes para não caírem. Naquela época o bairro pertencia a Santo Amaro que era um município independente e depois foi anexado a Capital que praticamente terminava na Vila Mariana. E o terreno do meu avó, pela distância, era considerado fim do mundo.

 

Minha mãe se casou, em 1939 com meu pai Alfred Uebele.

 

Meu pai era lustrador de móveis finos e trabalhou na Fábrica de Móveis Foltas, na Oscar Freire, que depois mudou para o bairro do Morumbi. Ao se aposentar continuou trabalhando para um vizinho que também tinha uma pequena fábrica de móveis.

 

Minha mãe trabalhou como costureira na Rua Prates, próximo a Praça da Luz, até a gravidez da minha irmã. Quando éramos pequenos trabalhou em casa como costureira, costurando 36 camisas sociais para homens, por dia, em uma máquina Singer que ela comprou em prestações quando tinha 18 anos. Depois trabalhou com grampos de cabelo, costurando blusas de lã, sempre ajudando meu pai que lhe entregava todo o dinheiro, pois ele sempre dizia que ela sabia como administrá-lo bem.

 

Hoje tenho ótimas lembranças da vida que passamos juntos.

 

Os Natais foram inesquecíveis, sempre com árvores em cipreste natural, mais ou menos dois metros e meio de altura, cheia de bolinhas de cristal coloridas, que na época eram importadas da Alemanha. Tinham velinhas acesas. Tudo muito lindo e festivo. Não havia presentes caros e todos eram recebidos com muita alegria.

 

Houve uma época que eu e minha irmã pedimos uma “noiva”, um tipo de boneca, mas eles não tinham como comprar. Então, minha mãe, pegou as nossa bonecas de pano com cabeça de bebê de “biscuit” e as escondeu. Quando perguntávamos onde estavam nossas bonecas, ela respondia que a culpa era nossa, pois não sabíamos guardar nossos brinquedos: “não sabem onde colocam suas bonecas, depois ficam aí procurando, perdidas!”.

 

Naquele Natal, para nossa surpresa, veio o Papai Noel e ganhamos as nossas bonecas noivas. Minha mãe que era uma ótima costureira fez vestidos lindos para as nossas bonecas, aquelas com cabeça de bebê que ela havia escondido.

 

Ainda éramos crianças, quando meu tio Paulo deu de presente uma só bicicleta para mim e para minha irmã. Não tinha dinheiro para duas bicicletas. Aí decidimos: uma anda de manhã, a outra de tarde. Até minha mãe pedalou naquela bicicleta.

 

Meus pais sempre gostaram de viver no Brasil e em especial em São Paulo, sempre disseram que esta terra é abençoada. Se fizéssemos alguma crítica, eles lembravam a dificuldade que passaram durante e depois da 1ª guerra na Europa. Nunca falaram em voltar para a Polônia.

 


Edithe Martha Peukert é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Conte mais uma capítulo da nossa cidade, escreva para milton@cbn.com.br.

Consumidor 2017 valoriza Qualidade e Variedade mais do que Atendimento

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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mobilidade está entre as demandas atuais do consumidor

 

 

Depois de 14 anos encabeçando a lista dos atributos que as marcas precisam para serem consideradas de respeito pelos consumidores, o Atendimento cai para terceiro lugar. Essa informação é da pesquisa CIP Centro de Inteligência Padrão* realizada pela CA Ponte Estratégia com a Stella Kochen Susskind Consulting. Divulgada e apoiada pela Revista Consumidor Moderno.

 

 

A perda da liderança após 14 anos evidencia uma ruptura significativa, ampliada pelo fato de que o comparativo com o ano passado dá uma queda de 57% para 27% na avaliação da importância do Atendimento para o consumidor.

 

 

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Ao estar ranqueado atrás de “Qualidade e Variedade de produtos”, com 29% em primeiro lugar, e de “Preços atrativos, promoções, ofertas vantajosas e facilidade de pagamento”, com 28% em segundo lugar, o “Atendimento” aparece em terceiro lugar com 27% de importância. Fato que a primeira vista pode ser lido como uma tendência do brasileiro passar a ser um consumista à busca de ofertas, sem considerar a relação com as marcas que aprecia.

 

 

Para quem milita há anos com a relação consumidor/compras esta nova posição do Atendimento é um susto, que na verdade é revertido ao ouvir a Stella Susskind, executora desta e das pesquisas anteriores:

 

 

“O Atendimento no Brasil virou commoditie, a maioria das empresas atende da mesma maneira:

 

 

– Bom dia, meu nome é Anne, qual é o seu?
– Qual é o nome do seu cachorrinho?
– Muito obrigado por pisar na nossa loja!

 

 

Isto quando não vira inquérito policial, com uma infinidade de perguntas, sem, é claro, um cumprimento amável, um olhar simpático, bom humor, etc.”

 

 

Stella complementa afirmando que existe uma grande oportunidade de reverter favoravelmente o valor do Atendimento ao colocar naturalidade e criatividade neste processo. A seguir elenca as demandas atuais:

 

 

– Mobilidade: quero tudo fácil, de preferência em um lugar só ou próximo;
no caminho de casa.

 

 

– Trânsito infernal, queremos rodar menos

 

 

– Violência, queremos segurança

 

 

– Atendimento diferenciado respeitando o aspiracional de personalidade de cada consumidor

 

 

– Várias gerações consumindo: Baby Boomers, X, Milenials. Cada uma com suas demandas e hábitos

 

 

– O brasileiro viaja, algo que não acontecia com frequência no século passado
E mais…

 

 

– UNIQUENESS ! “Eu sou único, o atendimento também tem que se diferenciar”
CHEGA DO MESMO !

 

 

Estamos, portanto, diante de uma grande oportunidade de diferenciação. As marcas que assumirem uma postura de atendimento dentro das novas demandas, certamente serão identificadas como aquelas que respeitam o consumidor, oferecendo produtos e serviços numa relação de empatia, naturalidade e individualidade.

 

 

Marcas de respeito

 

 

Os entrevistados na pesquisa escolheram as categorias de produtos que tiveram experiências de compra nos últimos seis meses e avaliaram o grau de respeito que as empresas envolvidas tem com o consumidor. Numa escala de 0 a 10.

 

 

Destaques:

 

 

Quadro 1

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

 
* A Pesquisa: foram pesquisadas 1490 pessoas, de 25 de outubro a 3 de novembro pela WEB através do aplicativo Mindminers, do Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Considerando um Universo de homens e mulheres com acesso a internet, das classes A,B,C,D no critério Brasil e maiores de 18 anos.

Conte Sua História de São Paulo: a “Cinderela” da Vila Madalena

 

Por Samuel de Leonardo

 

 

Um dos primeiros empregos da minha vida foi numa loja de calçados na Rua Teodoro Sampaio dentro da Galeria Cidade de Pinheiros. Era apenas um menino, adolescente ainda. Além de eventualmente bancar o vendedor, fazia de tudo um pouco, serviços de banco, cobranças, entregas. Lembro-me de ter atendido um casal de cliente o qual deduzira ser namorado ou noivo, tal era a forma de carinhos trocados durante todo o tempo que permaneceram na loja:

 

“Querido daqui, benzinho e amor dali”.

 

Uma melação que só vendo. O apaixonado presenteou a moça com três pares de calçados, cada um mais caro que o outro. Como de praxe, solicitei os dados para cadastro de cliente que prontamente foi preenchido. O homem pagou a despesa à vista, sem pechinchar. Venda normal e corriqueira, sem maiores detalhes, não fosse o fato de que no dia seguinte a bela mulher voltou sozinha para devolver um dos pares para a troca, pois apresentava um pequeno defeito.

 

Como não tinha nem a numeração nem o modelo em estoque combinamos que ela retornasse em dois dias que a troca seria efetuada. Passaram-se semanas e não apareceu ninguém para retirar o calçado. Como manda o bom senso, busquei os dados na ficha cadastral do cliente para comunicar a substituição. Na ficha constava somente o nome e o endereço, não tinha o número do telefone. No mesmo dia segui em direção ao local mencionado para entregar a encomenda, lá pelos lados da Vila Madalena.

 

Com os calçados em mãos, sentia-me como o príncipe consorte em busca da Cinderela. Após longa caminhada encontrei a rua e o número da residência, um local agradável, casa padrão classe média, muros com pintura nova, portões automáticos.

 

Acionei o interfone:

 

– Bom dia, é aqui que mora o Senhor Paulo? Trouxe os sapatos que a mulher dele pediu para trocar.

 

Fui atendido por uma jovem senhora que abriu o portão, uma aparência meio que escangalhada que pensara ser a empregada, tava mais para Gata Borralheira do que para uma princesa.

 

– Ele é o seu patrão?

 

De forma ríspida ela responde:

 

-Patrão coisa nenhuma, sou a esposa dele.

 

Sem saber mais o que falar permaneci em silêncio por alguns instantes. Percebi o constrangimento que causara àquela mulher. Respirei fundo e tentando consertar a situação soltei:

 

– Acho que errei o endereço, peço-lhe desculpas.

 

Antes que pudesse desvencilhar-me daquela situação, ela bruscamente tomou o pacote das minhas mãos:

 

– Deixe-me ver esses calçados – abriu o embrulho, arrancou suas sandálias e tentou calçá-los, mas não lhes serviram, ficaram pequenos.

 

Ironicamente ela me diz:

 

– Olhe aqui garoto, vou ficar com eles para mostrar ao meu marido.

 

Sem ao menos pedir licença e sem cerimônias, ela fecha o portão na minha cara. Poucos dias depois ela apareceu na loja muito bem vestida e com os sapatos na sacola. Sem muita conversa pediu para trocá-los por uma numeração maior. Experimentou-os, pegou o pacote e foi embora sem nada dizer. Ainda hoje pergunto a mim mesmo, teria sido um conto de fadas ou do vigário. Seria mesmo ela a esposa do cliente ou a empregada aplicando um golpe. Seria a esposa do cliente que foi a loja pela primeira vez ou …

 

Samuel de Leonardo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br.