Avalanche Tricolor: entusiasmo de Endres superou o da torcida, na Arena

 

Gremio 1×1 Ceará
Primeira Liga – Arena Grêmio

 

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O entusiasmo de Felipe Endres no comando do Grêmio, em foto de LUCASUEBEL/GremioFBPA

 

Tinha gente com nome estranho: Rex e Ty, por exemplo. Tinha jogador com nome de outros jogadores: Rondinelly e Jeferson Negueba. Tinham alguns que já havíamos assistido: Wallace Oliveira e Lucas Coelho. A maioria, porém, eu jamais havia ouvido falar – e perdão por esta minha ignorância.

 

O time que o Grêmio levou a campo sequer era o reserva. Nem de alternativo foi chamado pelos jornalistas. Era mesmo o time de transição, pois, soube por eles, costuma representar o clube na copa que a Federação Gaúcha de Futebol inventou para manter as equipes do interior em atividade depois do Campeonato Gaúcho.

 

Com muitos jogadores que provavelmente serão emprestados o mais breve possível, era de se esperar pouco daquela equipe que tinha pela frente um adversário com pretensões na Primeira Liga, coisa que não temos desde que começamos a disputar esta competição. Por isso, as falhas que nos fizeram tomar o gol no primeiro tempo não me surpreenderam. Nem a apatia e dificuldade para trocar bola no campo de ataque.

 

Contagiante para mim foi a presença do técnico Felipe Endres e sua barba que impõe respeito, no banco de reservas. Apesar de interino e no comando de uma equipe sem muita expectativa, mostrou-se disposto a acertar o passo e ajustar o time da forma que podia: gritava, sinalizava e esbraveja a todo momento. Tenho quase certeza que foi esta sua agitação e entusiasmo que mexeram com o time no intervalo, pois na volta para o segundo tempo havia um outro ânimo a empurrar o Grêmio.

 

Jogamos melhor do que o adversário, apesar de seguirmos colocando em risco nosso goleiro Bruno – o Grassi, esse sim velho conhecido e de bons trabalhos prestados. Estivemos mais tempo com a bola no pé, mesmo que em alguns momentos isto fosse motivo de trapalhadas. E mais próximo da vitória. Mas ficamos mesmo foi no empate com uma bola lançada dentro da área e cabeceada ao gol por Lucas Rex, um zagueiro grandalhão que promete muito.

 

Ao fim e ao cabo, o resultado foi bom e mantém o time a uma vitória da próxima fase da Primeira Liga que, pelo que entendi, será apenas no segundo semestre do ano.

 

Os menos de 3 mil torcedores que foram a Arena davam a dimensão do interesse do Grêmio na partida de ontem à noite. Até porque, convenhamos, na Semana Gre-nal o que mais pode nos interessar além do próprio Gre-nal? 

 

Em tempo: agora à noite, leio no ClicRBS que Felipe Endres é filho do doutor Alarico Endres, que salvou muita gente do tricolor nos anos dedicados ao departamento médico do Grêmio. Tá explicado tanto empenho ao lado do campo: tem pedigree. Parabéns a família Endres!

Não aborde seu chefe no banheiro!

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Com a folga liberada pelo Carnaval resolvi dar uma olhada geral em meus livros. Eis que, o passado de quinze anos surgiu através de Max Gehringer com o título “Não aborde seu chefe no banheiro!”. No livro, Gehringer enfatiza que é preciso evitar a qualquer custo:

 

  • Falar com o chefe se ocasionalmente encontrá-lo no banheiro
  • Interromper o chefe por gestos com ele ao telefone
  • Explicar a fala do chefe quando ele terminar de falar
  • Tratar o chefe como “intimo” na frente de terceiros
  • Interromper o chefe

 

Antes de prosseguir na leitura de tópicos que me levaram ao passado de forma divertida e inteligente, não pude deixar de recordar uma experiência similar que tive.

 

Foi em 1975 no CDI Conselho de Desenvolvimento Industrial do Ministério da Indústria e Comércio, ainda sediado no Rio de Janeiro. Estava acompanhando o processo que tinha encaminhado para obtenção de isenção de tributos sobre equipamentos têxteis no expressivo valor de US$ 500 mil, correspondendo a 100% do preço.

 

Os equipamentos estavam no porto e a empresa precisava da isenção porque os impostos não tinham sido previstos. A fábrica já estava pronta aguardando os teares.

 

Não havia tempo a perder, tomei um avião e me dirigi à sala do Secretário Geral Dr. Bello, homem forte do setor predominante naquela fase de crescimento do país. Na espera do atendimento a ser feito, vi quando o Secretário se dirigiu ao banheiro. Fui atrás e posicionado ao lado dele, cumprimentei-o declinando meu nome e o da minha empresa.

 

Sem aperto de mão, claro!

 

Dias depois recebi o telefonema do Assessor, informando que o meu pedido fora aprovado, e  a cena do banheiro foi citada pelo Dr. Bello como prova do árduo trabalho que desenvolvia no ministério.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

“O Contador”: aproveite que ainda é Carnaval e assista a este ótimo filme

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“O Contador”
Um filme de Gavin OConnor
Gênero: Ação/Suspense
País:USA

 

Christian é autista e desde criança sofre as agruras desta condição. Essa mesma condição o faz ter uma habilidade incomum com números, e em seu escritório de contabilidade acaba ajudando organizações criminosas. Em determinado momento, é contratado para checar os livros contábeis de uma empresa de próteses, pois uma contadora jr. descobre que há algo de errado… Chris revela uma fraude que coloca em risco sua vida, mas vocês verão, que, além de contador, ele é uma máquina de guerra…

 

Por que ver:

 

Esse tipo de filme acaba colocando em cheque nosso julgamento moral, pois o Crhis é aquele personagem que você não consegue definir se é bom ou mal… te faz perceber que nem tudo é assim tão preto no branco…

 

Se segura na cadeira pois as cenas de luta e ação são fantásticas e violentas.

 

Roteiro instigante, que é revelado aos poucos, e bastante coerente apesar da estranheza que o personagem, que parece um nerd, é capaz de causar. A história explica como ele virou aquela super máquina de combate, mas, mesmo assim, se a gente pensar bem, é estranho.

 

Um filme que vale a pena ser visto!

 

Como ver:

 

Amigos, família… Mas lembre-se: tem muita violência e mortes.

 

Quando não ver:

 

Com os menorzinhos…. Vai roalr muitos pesadelos…

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: sem exagero!

 

Cruzeiro 0x2 Grêmio
Gaúcho – Vieirão – Gravataí

 

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Miller e Ramiro marcaram os gols, foto de LUCASUEBEL/GrêmioFBPA

 

 

 

É exagerado este futebol, não?

 

O acanhado estádio da cidade de Gravataí, com direito a estacionamento logo atrás do gol e arquibancadas expostas ao sol intenso do verão gaúcho, tem, oficialmente, oito mil lugares. Dizem os registros que foi inaugurado em 2008 e batizado Antonio Vieira Ramos, um dos fundadores do Cerâmica, que alugou o local para o Cruzeiro, ex-Porto Alegre, levar suas partidas enquanto  espera a entrega do seu estádio próprio.

 

O fato de o estádio ser enxuto e ter dependências simples não impede de o pessoal da cidade chamá-lo de Vieirão. Soa quase como uma brincadeira entre amigos. Aliás, como fazíamos nos tempos de guri quando convidávamos os colegas para uma pelada no “Areião” ou no “Aterrão”, que nada mais era do que um pedaço de terra pura, com uma sequência de buracos a serem driblados a cada ataque e goleiras sinalizadas com pedaços de pau que, em todos os jogos, tínhamos de cravar novamente, porque um espírito de porco fazia questão de arrancá-los nos dias sem jogos.

 

O uso do aumentativo se disseminou com narradores esportivos que exageram na dose para compensar a baixa qualidade do espetáculo que transmitem pelo rádio e TV. Por exemplo, em toda minha vida vivida no Rio Grande do Sul e isso significa até 1990, só lembro de a competição estadual que disputávamos ser chamada por seu nome próprio: Campeonato Gaúcho. Hoje, quando sua importância é restrita, tem menos clubes e tempo de duração menor, é Gauchão.

 

Nada mais contraditório, porém, do que o apelido dado aos goleiros de futebol. Independentemente do tamanho do frango que engolem ou das falhas que cometem, todos invariavelmente são chamados de “goleirão”. Às vezes com ironia, mas na maior parte das vezes por mania.

 

Não vou entrar aqui em outro dos exageros comuns que cometemos ao falarmos de futebol que é o de transformar em craque qualquer um capaz de dar um drible a mais no adversário. Pode ser um passe de letra, uma pedalada sem sequência ou uma assistência que permita que o colega bote a bola para dentro, tudo isso já é suficiente para cutucarmos o amigo sentado ao lado na arquibancada: “bom de bola esse guri, bate um bolão que só vendo, heim!”.

 

Dito isso e colocando de lado os exageros, vamos a partida deste Sábado de Carnaval.

 

A vitória de 2 a 0, mesmo que não tenha tido desempenho capaz de agradar Renato, e é bom que seja assim mesmo, me marcou pelo desempenho de alguns de nossos jogadores:

 

Marcelo Grohe e suas defesas no primeiro tempo, especialmente a do pênalti, que convertido causaria um estrago tremendo, mais uma vez mostrou que é uma baita goleiro.

 

Miller com sua movimentação no meio de campo, distribuição de jogo e um golaço de fora da área quando o time não estava jogando lá essas coisas, deixou mais uma vez claro que é um baita jogador.

 

Ramiro com mais um gol na estatística, batendo de primeira a bola cruzada por Lincoln, tem se revelado um baita cara.

 

Tudo bem, não foi um jogão, mas podemos dizer que Grohe foi um goleirão, Ramiro bateu um bolão e Miller merece o título de o craque do jogo disputado no Vierão. Sem exagero!

Conte Sua História de SP: meu primeiro Carnaval de rua, na Vila Esperança

 

Por Wagner Nobrega Gimenez

 

 

Imagine a época em que ainda existia Carnaval de rua em São Paulo. Hoje, essa tradição está voltando. Eram cordões, bandinhas com instrumentos rudimentares, confete, serpentina, gente fantasiada e muita alegria. Tudo o que se tinha direito a um bom desfile popular. Nunca eu havia assistido nada parecido e ainda era ao vivo e em cores, como se dizia naquele tempo.

 

Para nós, o Carnaval eram aqueles fatídicos banhos de espuma ou de água das guerrinhas que os moleques faziam entre si e que também jogavam nos poucos carros que passavam pelas ruas do Brás, onde eu morava na minha infância.

 

Meu cunhado tinha uma “parenta” na Vila Esperança, na zona Leste, onde lá sim desfilava um tradicional bloco carnavalesco. Todo ano, ele tentava me carregar para lá, mas a minha mãe não deixava: “Carnaval é confusão, dá briga, tem homem vestido de mulher, uma coisa absurda, não é bom para o menino”.

 

Mas, naquele Carnaval, já com 10 anos, consegui uma deixa para que fosse com ele e com a minha irmã: “Ele já está grandinho, não há problema, mamãe, nós vamos olhá-lo bem”, dizia ela.

 

Imediatamente, fui contar a novidade para todo mundo na rua: “pessoal, eu vou no Carnaval, vou sair fantasiado, vou até aparecer na televisão”. É claro, tudo mentira, e os garotos não acreditaram, mesmo assim ficaram com a maior inveja. Eles também não saiam muito longe, para nada além de ir à Igreja ou à escola, uma ou outra quermesse. Filmes também eram na Paróquia Santa Rita de Cássia, sabe, igual ao Cine Paradiso; só uns anos depois abriu na Avenida Celso Garcia, o Cine Universo. Agora é um prédio da Igreja Universal (combina um pouco com o nome antigo, não?).

 

Na verdade, a questão é que o tal do desfile era na terça-feira, chamada Gorda. Sinceramente não sei o porquê deste apelido.

 

Neste dia a rua da minha casa, devido ao feriado, parecia uma cidade abandonada: ninguém, nenhuma viva alma, nada para fazer, toda a garotada aproveitando para dormir até tarde. Nas casas preparavam-se almoços que seriam regados à cerveja ou vinho e depois o pessoal iria roncar nas poltronas das salas ou nos quartos, como preferissem.

 

Tudo muito calmo, menos eu. É que na noite passada não consegui dormir direito …

 

e havia acordado de mau humor. Imaginem um molequinho de mau humor, nada mais engraçado, não é?

 

“Meu filho, quer mais manteiginha no pão?”
“Nada não.”
“Porque isso benzinho, você sempre come bem de manhãzinha”
“Não enche mãe, estou esquisito hoje”
“Olhe, não responda assim que o papai do céu castiga, hem!”
“Chega disso, só quero café preto e pronto, estou muito nervoso”.

 

Então saí pela rua deserta. Bati na casa dos coleguinhas. Que nada, muitos tinham saído, outros ainda estavam dormindo, nenhum movimento a não ser os visitantes que chegavam com as suas roupas de domingo. Meus outros dois irmãos haviam viajado para o interior, para uma chácara de meu tio. Arre, meus pais, o que eu iria ficar fazendo com eles até a chegada da hora do desfile?

 

Naquela época não gostava de ler. Na TV não tinha programa bom e nem tampouco havia transmissão de desfiles de carnaval. O rádio era exclusividade do meu pai quando estava em casa.

 

“Vai comprar uma meia dúzia de ovos para eu fazer uma omelete.”

 

Lá fui eu na venda, comprei o que minha mãe pediu, voltei para casa. Daí que olhei para o relógio e parecia que ele estava parado, petrificado. A bendita hora não passava.

 

“Mãe, que horas é o desfile lá na Vila Esperança?.”
“Às 3 da tarde, ainda falta muito, são 10 horas ainda”

 

Ficava cada vez mais ansioso, sentia o coração acelerado. Não conseguia me controlar. Não podia imaginar nada, só ficava martelando na minha cabeça aquele Carnaval que não chegava nunca.

 

Saí no quintal e resolvi jogar bola. Pô, que coisa mais chata. E brincar sozinho, poderia? Sim, mas não naquele dia. Minha imaginação parecia bloqueada, branca, opaca, sei lá. Outra vez conferi o horário: 10 e quinze. Súbito pensei que ia enlouquecer. Nunca havia tido isso antes e fiquei com muito medo e afastei rapidamente aquela onda de energia malévola.

 

Bom, podia sair na rua e andar. Fiz isto. Estava com muita ansiedade. Porém ia até o fim da rua e voltava. Nem para isso eu estava criativo. Fiquei assim até a hora do almoço. Então resolvi comer bastante para passar mais o tempo.

 

“Nossa você comeu tanto hem, vai fazer mal, cuidado.”
“Não se preocupe, estou com fome mesmo.”

 

Depois de almoçar, escovei os dentes, tomei banho, me troquei e fiquei prontinho esperando o casal chegar para me levar ao tão esperado evento. Fiz tudo isso devagar, ganhando tempo, e aí com muito receio verifiquei: era 1 e meia  da tarde, faltavam 60 minutos, 1 hora inteirinha para nós sairmos do meu bairro até o local do grande encontro.

 

Passei o período restante contando minuto por minuto até deixar minha casa.

 

Para chegarmos lá, também a hora não passava. Pior. Foi um congestionamento, tudo por causa do excesso de carros e de pessoas nas ruas, o que atrasou bastante a nossa chegada.

 

Ainda mais essa!

 

Chegamos bem depois das 3, nem sei que horas eram, e o desfile já estava no fim, tinha só um carro; e uns músicos; e umas poucas pessoas fantasiadas.

 

Mesmo assim adorei aquele espetáculo: maravilhoso, lindo, deslumbrante. Sabe o que eles cantavam: “O trem das Onze” do Adoniran Barbosa, era a marchinha final do dia.

 

Valha-me Deus, a minha alegria era tanta que até chorei. E ria também.

 

Sinceramente sentia vontade de entrar no meio deles e sair sambando e cantando, mas não podia, porque tinha um cordão de isolamento.

 

Todavia a minha satisfação foi enorme, pena que acabou rápido demais, o meu primeiro Carnaval de verdade.

 

Wagner Nobrega Gimenez é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você mais um capítulo da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br .

Mundo Corporativo: Murilo Gun sugere mudanças que podem deixar sua empresa e funcionários mais criativos

 

 

“Esse modelo escolar de prova, de gabarito, fez a gente acreditar nunca coisa horrível que é se contentar com a primeira resposta certa das coisas. Todo problema tem mais de uma resposta”. A lição é de Murilo Gun, humorista e professor de criatividade, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Gun é formado em administração, mas sua especialidade é provocar gestores e executivos a desenvolverem ambientes propícios à criação, pois entende que o sistema que funciona dentro das empresas restringe a forma de pensar dos funcionários.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Debora Gonçalves.

“Amor a toda prova”: agrada muito, sem exageros nem canalhice

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Amor a Toda Prova”
Um filme de John Requa,Glenn Ficarra
Gênero: Comédia Romântica
País:USA

 

Um cara casado e muito bacana, após o pedido de divórcio de sua esposa se vê forçado a voltar ao mundo dos solteiros, arruma um amigo que vai ensiná-lo a conquistar mulheres e é claro que ele está fora de forma neste jogo…

 

Por que ver:

 

Uma comédia romântica mais que perfeita e com reviravoltas inesperadas e muito engraçadas…

 

Ele pode ser considerado uma comédia romântica? Hummm, sim! Um drama? Também… Steve Carell surpreende em sua atuação leve e dramática…

 

A falta de exageros e canalhices, comuns em comédias do tipo, agrada bastante e faz com que este filme mereça ser assistido mais de uma vez!

 

Como ver:

 

Acompanhado com seu parceiro(a), com amigos… Um filme bacana que não te fará passar vergonha!

 

Quando não ver:

 

Muito difícil esta…Hum, não tenho resposta! O filme é demais!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

 

 

Registro geral: mal na foto

 

 

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Há três anos fui surpreendido pela atendente que me recebeu em um dos postos do Poupatempo, em São Paulo, para renovar minha carteira de identidade. Soube por ela que em lugar de renovar, eu iria emitir nova carteira, o que significava ter um novo número de Registro Geral.

 

 

A carteira que portava comigo havia sido expedida em 1981, no Rio Grande do Sul. Aliás, aquele número já me acompanhava muito antes disso, pois o primeiro RG devo ter tirado ainda na adolescência. Todos os cadastros que fiz lá no Sul e aqui em São Paulo para entrar em prédios, abrir conta em banco, fazer compras em lojas, participar de concurso, inscrever-me em programas de todo tipo sempre contaram com o meu RG original.

 

 

Registre-se, um número que dava o que falar, pois era composto por dez dígitos e sempre causava espanto na pessoa que me atendia por aqui: “de onde você veio?”. Era a chance para encher a boca: “lá do Rio Grande do Sul”. Pintava sempre uma ponta de orgulho. E um início de conversa. O RG em São Paulo pelo que conto tem apenas nove dígitos.

 

 

Mais importante do que o bairrismo, porém, era o fato de mesmo sendo um RG extenso, dado o tempo de uso, eu já havia decorado dígito após dígito e os repetia de maneira sonora e ritmada. Além de CPF e todas as centenas de senhas para acessar contas e internet, ainda teria de memorizar os novos números? Haja memória.

 

 

No Poupatempo, brinquei com a atendente ao dizer que naquele momento estava tendo meu título de “gaúcho” cassado. E ela, meticulosamente, explicou-me que o “RG Gaúcho”” seria mantido; porém, a partir daquele momento, como estava fazendo um registro em São Paulo, teria o direito a um “RG Paulista”. Foi, então, que tive outra surpresa: ela me contou que qualquer cidadão brasileiro pode ter um RG em cada Estado e com validade em todo o território nacional. Ou seja, aquilo que burocratas batizaram de Registro Geral não é geral. É estadual.

 

 

Mente suja essa minha: logo imaginei aquele fraudador contumaz fazendo compras em São Paulo com RG do Rio Grande do Sul e depois viajando para Belo Horizonte onde faria compras com o RG do Rio de Janeiro e assim sucessivamente passando golpe Brasil a fora. Nem precisamos pesquisar muito na internet para ler notícias que descrevem a ação desses golpistas que se aproveitam do fato de não haver conexão entre os bancos de dados da maioria dos estados brasileiros.

 

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Na terça-feira passada, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a criação de um Documento de Identificação Nacional, que terá um chip e vai concentrar dados biométricos, RG, carteira de habilitação e título de eleitor. O documento será impresso pela Casa da Moeda e o CPF será usado como base para a identificação do cidadão, dispensando a apresentação dos demais documentos.

 

 

Confesso que após ler e reler notícias sobre o assunto não entendi se ficaríamos dispensados de emitir RGs e se a prática de ter um registro em cada Estado seria eliminada. Mas com certeza a medida seria bem-vinda e ficaríamos para todo e sempre com um único e original documento.

 

 

Por via das dúvidas, na última viagem a Porto Alegre agendei visita ao TudoFacil, o Poupatempo do Rio Grande do Sul, e renovei meu RG gaúcho. Após tantos anos longe do Estado, tendo construído casa, família e trabalho por aqui, não gostaria de ter mais este vínculo desfeito.

 

 

Apesar de estar com RG novo em São Paulo e renovado no Rio Grande do Sul, o que ninguém deu solução ainda foi para a qualidade da foto no documento: segue sendo um desastre. Bem, aí a culpa é minha!

Adoção de área para preservação pode definir uma nova gestão para São Paulo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O MTST quando invadiu, em setembro de 2014, uma área do Parque Municipal Sérgio Vieira de Mello, região sudoeste de São Paulo, com a intenção de se promover, obteve um enorme retorno da mídia e uma imagem fraudulenta. A escaramuça de barracas vazias deu visibilidade e desgaste ao MTST.

 

A área vitimada pela ocupação, um terreno de 30.000 m2, com desmatamento e prejuízo de nascentes dos córregos ali existentes, aliado a possibilidade de novas invasões, não passou despercebida pelas pessoas que a habitavam e foi por elas “adotadas”. Esta vizinhança, composta pela SAMOVIS Sociedade de Amigos do Morumbi e Vila Suzana, a Mitra Diocesana de Campo Limpo (Cemitério Gethsêmani), e mais uma dezena de Condomínios de Edifícios Residenciais, pretendiam oficializar a adoção.

 

Definiram os objetivos e normas que propunham estabelecer no Parque e Praça Sérgio Vieira de Mello onde deveriam caber as funções, obrigações e direitos das entidades e seus relacionamentos com a Administração Pública.

 

Houve uma série de entraves com a SVMA Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, e com a SMDU/DGPI Secretaria Municipal do Desenvolvimento Urbano/ Departamento de Gestão do Patrimônio Imobiliário. Enfim, na gestão Haddad não ocorreu a adoção.

 

Com a mudança de governo as entidades procuraram o Prefeito Regional do Butantã, Paulo Sapienza, e foram atendidos para uma reunião preparatória, ocorrida na sede do Grupo 1 de Jornais. Naquela oportunidade foi marcada uma reunião oficial para tratar da Adoção efetiva, a ser realizada às 11hs do dia 23, amanhã, no Gethsêmani, com o Prefeito Regional Paulo Sapienza, monsenhor Agnaldo, o presidente da SAMOVIS, os síndicos dos Condomínios, e todos que tenham interesse na pauta.

 

Pela rapidez e intensidade de Sapienza, as entidades proponentes estão com boas perspectivas na adoção efetiva da Praça, garantindo à região qualidade de vida e blindagem aos potenciais invasores.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Adote um Vereador: mande perguntas ao seu vereador e teste o interesse dele em atender ao cidadão

 

 

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Começamos com dois, fomos a cinco e agora dobramos a marca: atualmente, dez pessoas se comprometeram a acompanhar e fiscalizar o trabalho de vereadores em São Paulo. Outros tem enviado mensagens em busca de informações sobre como podem adotar um vereador e ajudar a controlar a ação no legislativo. Em texto recente, falamos sobre este tema. O interessante é perceber que a lista de “padrinhos” está aumentando gradativamente.

 

Veja aqui a lista completa de vereadores adotados em São Paulo: ainda faltam 45.

 

Hoje, queremos ajudar você a organizar melhor a sua atuação e vamos sugerir uma série de perguntas que devem ser enviadas aos vereadores para que eles exponham o que realmente pensam. Aproveite o e-mail do vereador, que está publicado no site da Câmara Municipal, e encaminhe esse questionário. Dessa maneira, além de conhecer melhor o parlamentar, você também poderá perceber qual o interesse que ele tem em manter uma relação transparente e respeitosa com o cidadão.

 

Nossa lista tem 10 perguntas, sendo a última aberta a temas do seu interesse. Tenha essa relação como um guia: o ideal é enviar todas as perguntas pois isto ajudará inclusive a comparar o perfil de um e outro vereador, mas sinta-se à vontade para incluir ou retirar questões. Aliás, se você perceber que falta mais alguma pergunta, compartilhe com a gente para colaborar com outros “padrinhos”.

 

Vamos as perguntas:

 

  1. Conte sua trajetória até se transformar em vereador.
  2. Quais serão as principais pautas para o ano de 2017?
  3. Qual o projeto de lei prioritário para o/a senhor/a?
  4. Como o/a senhor/a pensa em compor o gabinete? Qual o critério para a escolha dos funcionários? Eles estão relacionados a área em que você pretende atuar. Tem algum tipo de política de diversidade na escolha dos funcionários do gabinete?
  5. Qual o critério que o/a senhor/a vai usar para decidir como serão os gastos do seu gabinete?
  6. O/A senhor/a assinou alguma carta compromisso ou plano durante a campanha?
    Qual sua relação ou como pretende se relacionar com a prefeitura?
  7. Como o/a senhor/a pretende fiscalizar o trabalho da prefeitura?
  8. O/A senhor/a vai criar algum instrumento que facilite o acesso do cidadão as ações do seu mandato?
  9. Qual a sua opinião sobre (escolha um ou mais temas do seu interesse para saber o que o/a vereador/a pensa)

 

Se o vereador demorar para responder não deixe de informar no blog ou página do Facebook onde você atualiza as informações do seu trabalho. Assim que as respostas chegarem, coloque tudo lá na sua página e depois exercite o seu poder de análise: comente quais respostas que atenderam sua expectativa, diga quais você discorda do vereador e dê sugestões.

 

Seja cidadão! Adote um vereador – controle os políticos antes que os políticos controlem você.