Como (não) usar o certificado digital no seu computador Mac – II

 

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Falamos há alguns dias sobre as peripécias que enfrentei para instalar um certificado digital novo nos meus computadores Mac que rodam desde há algum tempo o sistema iOs Yosemite (10.10.3). Se você se deu o trabalho de ler o post ficou sabendo que, por recomendação do suporte técnico da Serasa, fui obrigado a mudar para um Windows, colocar uma versão ultrapassada do Internet Explorer e desativar o antivírus. Surreal!

 

Leia aqui, se for do seu interesse, o texto “Como (não) usar o certificado digital no seu computador – I”

 

A reclamação registrada no site da empresa não deu resultado, mas quatro dias após publicar o post aqui no Blog, recebi mensagem com explicações da assessoria de imprensa da Serasa. Se não resolveu nem resolverá nas próximas semanas o meu problema, ao menos o comunicado esclareceu pontos importantes.

 

O sistema Yosemite (10.10.3), como já desconfiávamos, não está entre as versões homologadas pelo fornecedor do token, o StartSign GD. A previsão é que isto vá ocorrer somente no segundo semestre, apesar de o sistema operacional estar rodando no mercado desde fevereiro. Se você é usuário Mac e atualiza seu computador, a boa notícia é que, dentro de um mês, a Serasa terá à disposição o certificado de outro fornecedor já homologado. Então, paciência!

 

Em relação as “gambiarras digitais” – downgrade do Internet Explorer e desativação do antivírus – propostas pelo suporte técnico, a Serasa esclarece que estas não fazem parte do procedimento padrão do atendimento: “o procedimento correto seria pedir para o usuário fazer o teste no browser Firefox”, explicou a assessoria. Ou seja, em vez de”rebaixar” a versão do I.E teria de ter instalado o Firefox, no Windows.

 

A nota encerra com um pedido de desculpas e a informação de que estão verificando, internamente, as falhas cometidas no atendimento.

Varejo que sai da crise

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Dois perdidos na floresta avistam um leão. Um deles amarra rapidamente o tênis. Seu companheiro pergunta por quê? Ele responde porque para se salvar precisa apenas correr mais do que ele.

 

Essa velha história reflete de alguma maneira o que os mercados exigem dos competidores, principalmente em momentos de crise. É preciso encontrar caminhos para sair da dificuldade momentânea na frente do concorrente.

 


Antonio Saramago, da On The Spot da Telefonica, em entrevista a Mílton Jung no Mundo Corporativo, apresentou alguns caminhos. Por exemplo, através de tecnologias que possibilitam humanizar e diferenciar a essencial questão do atendimento no varejo. Além de armazenar subsídios para o suporte da loja voltados a eficácia da operação, registrando números essenciais como frequência, taxas de conversão, peças por cliente, e captando emoções através de câmeras.

 

PODER

 

Sebastião Bomfim Filho, da Centauro, mostra outra solução e sai na frente de novo. Após montar o maior varejo esportivo do país, sem traumas, o que lhe valeu o título de “Um herói nada trágico” em matéria da revista Poder, assinada por Paulo Vieira, aposta no canal de vendas total. “A meta do momento é tornar a Centauro omni-channel (em que os canais de vendas off-line e on-line e seus processos são harmoniosamente integrados)”.

 

SOKS

 

Ricardo Abdo e Antonio Mesquita da SOKS tecnologia abrem um novo caminho através da internet. Estão assinando contrato com Mario Mello do Shopping Piratas de Angra dos Reis para a construção do primeiro Shopping Virtual 3D, a ser lançado em outubro deste ano. Os 100 lojistas poderão vender pela internet para Angra e todo o mundo, além de ter aplicativos de relacionamento com os clientes que chegam ao Shopping real.

 

Sem dúvida, soluções mais seguras para quem não precisa enfrentar um leão, mas poderá dar conta da recessão.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Charge do Jornal da CBN: deputados comilões gastaram mais de meio milhão em comida

 

 

Em tempos de controle das contas, o site Congresso Em Foco identifica que os deputados federais, em 100 dias de trabalho, gastaram mais de meio milhão de reais em verba de alimentação, pagos, claro, com dinheiro público. Nas contas oficiais da Câmara, após apresentação de notas fiscais pelas despesas realizadas, os 513 parlamentares foram ressarcidos em R$ 576mil no total.

 

Alguns casos são curiosos, como o deputado federal que almoçou duas vezes no mesmo dia e no mesmo restaurante. Muitas notas não especificam os gastos, que estão identificados apenas como refeição.

 

A Câmara permite a utilização do Cotão para despesas alimentares. No entanto, elas precisam “custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”, conforme determina o ato da Mesa Diretora que disciplina o uso de dinheiro público para estas despesas.

 

Com tanto gasto em alimentação, tem razão o prédio da Câmara dos Deputados se parecer com um prato de comida. A fome dos parlamentares inspirou a charge do Jornal da CBN desta segunda-feira.

 


A notícia completa você confere no Congresso em Foco.

Avalanche Tricolor: um gol decisivo, no talento e na marra!

 

Grêmio 1 x 0 Figueirense
Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Tem vezes que tem de ser na marra. Se no toque a toque e de cara para o gol a bola não entra, mete a cara e põe a bola pra dentro. Foi o que aconteceu aos 33 minutos do segundo tempo … sim, foi preciso mais de uma hora e 15 de jogo para furar a retranca do adversário .. e daí? O que importa é que a bola entrou. Finalmente entrou no gol deles e não entrou no nosso. Aliás, quase não demos chance para que isso acontecesse.

 

Para muitos foi apenas mais um gol qualquer no Campeonato Brasileiro que, pelo adiantado da hora de sábado, sequer deve ter o destaque merecido na programação esportiva de segunda-feira. Para mim, um gol especial, resultado de uma conjunção de fatores que fazem o futebol ser mais bem jogado. Não que estivéssemos jogando uma bolão. Até vínhamos tentando, pressionando, trocando bola, chutando e desperdiçando. Merecíamos mesmo a vitória nem que fosse na marra. E foi: na marra e no talento.

 

É provável que muitos não se lembrem como tudo começou. Foi no avanço de um dos nossos volantes, Maicon, que se aproximou da área, levou a bola para um lado, puxou para o outro, até encontrar um companheiro melhor colocado.

 

Era Mamute, que segue entrando no segundo tempo, quem aparecia ali na meia esquerda. Ele e o seu marcador (pobre dos marcadores de Mamute). O atacante ameaçou atropelar o adversário como gosta de fazer quando está na direção do gol, mas preferiu dar um passe de calcanhar para o lateral que descia para a linha de fundo.

 

Era Marcelo Oliveira, que já havia tentado alguns dribles interessantes, quem apareceu em disparada pela ponta esquerda. Desta vez não pensou em driblar nem avançar. De primeira, com a perna esquerda, fez o cruzamento para dentro da área, na aposta de que lá dentro haveria de surgir um centroavante com estatura suficiente para vencer os grandalhões do time catarinense.

 

Era Braian Rodríguez, que saiu do banco, do ostracismo, da insignificância, quem se jogou entre os zagueiros para deixar a bola explodir no seu rosto e ser desviada para dentro do gol. Um pouco antes havia feito algo parecido com os pés, quando aparentemente não tinha mais nem uma chance de superar o marcador. E eu fiquei pensando sobre o tamanho do desespero deste gringo para voltar a marcar com a camisa do Grêmio, algo que havia feito apenas uma vez, desde que chegou. Pois não é que, em seguida, ele marcou.

 

E Braian marcou um gol decisivo neste momento de dificuldades, porque o time e a torcida não suportariam mais uma rodada sem vitória e rondando a zona do rebaixamento. Isso é como um vírus que vai contaminando os espíritos, a alma, e provoca o desespero. De repente, tudo que se constrói, não se sustenta. O que se tenta, não se realiza. O gol de Braian despachou este risco no instante em que o Grêmio padece por suas estratégias erradas fora de campo e interesses individuais que se sobrepõem ao coletivo – fórmula perfeita para o desastre.

 


Sem perder o foco da minha conversa: disse lá no alto do texto que o gol gremista foi a conjunção de fatores que fazem o futebol ser mais bem jogado. Volante com saída de bola, atacante com passe preciso e desconcertante, lateral fazendo jogada pela linha de fundo, cruzamento na medida e centroavante oportunista.

 

Seria pedir demais repetir a dose semana que vem?

 

A foto que ilustra este post é da conta oficial do Grêmio no Flickr

De amor e dor

 

Por Maria Lucia Solla

 

Dor_Fotor

 

a vida dá mais a mim do que eu a ela
ainda assim gemo
sinaliza que tem pedra no caminho
me esforço e caminho
sentida com ela
desespero blasfemo

 

depois de cavar dia a dia
canso
entre dor e prazer esperança e desesperança
olhos e corpo cansados
descalça descanso

 

E falar de quê? Do mundo, de mim, de você. Da vida? Quem já não falou e quem é que não fala. Nunca falamos tanto e dissemos tão pouco. Mergulhamos no que não é de nossa alçada e nos frustramos. Ao menos eu me frustro.

 

ando farta
de tanta maldade
tenho fome de tranquilidade
meu coração
saudade
do que foi do que será do que teria sido
do presente
da alegria hoje ausente

 

difícil acreditar
nossa raça vira fumaça
o homem que se acha super
está mais para lobisomem

 

descartável a matéria
contamina o etéreo
descartável a relação humana
pressa de viver
pressa de morrer
faz parte do mistério

 

não é?
fala sério!

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: da Vila Mariana ao Jabaquara

 

Por Regina Amelio

 


 

 

Nasci e cresci em São Paulo; da Vila Mariana, passando pela Z.L., fixando-me no Jabaquara. Levada por minha família, dividimos com mais de 11 milhões de habitantes o pão que o padeiro amassou e a carne e o sangue do gado que repousou fria nos açougues paulistanos. Aqui respirei o aroma dos eucaliptos do ar do parque  da Água Branca, brinquei no  da Aclimação e conheci girafas, tigres, ursos, macacos, cobras e hipopótamos no Zoológico da cidade. 
 

 

Adolescente, áurea época do rock nacional, fui a todos os shows do Teatro Brigadeiro. Espremia-mo-nos à porta de vidro, colando os ouvidos nas caixas acústicas do palco para ouvir o que não tocava na rádio como o do Recordando o Vale das Maçãs, Made in Brasil e o melhor de todos os acordes do guitarrista Liminha…hello crazy people!
 

 

Na parede da memória a cena dominical insiste na epifania nada cristã: nossa missa era no Verde, assim batizado por nós o parque próximo ao palácio do Governo, no Morumbí. Eu e meu bando de moleques cabeludos, que segundo minha mãe fumava um cigarro cheirosinho, embarcávamos no coletivo, que naquela época era só um ônibus, rumo ao Parque Real, e lá, de grátis, ouvíamos todos os cobras da MPB, dos mineiros do Clube da Esquina, passando pelos paulistanos do Premê, os Novos e velhos Bahianos, até os cariocas buarquianos. Orra meu!!!!, que demais!!!!
 

 

Na PUC, Nicolau Sevcenko falava dos Beatles e, no Pátio da Cruz,  cruxificávamos a ditadura em nome da LIBERDADE E LUTA. Com os mesmos cabelos e cigarros, meu bando agora era LIBELU. Nas ruas e praças da supercap cantávamos e brincávamos de roda pelas DIRETAS JÁ, fazíamos boca de urna para o operário, mas, antes disso, já havíamos votado no Juruna…tudo gravado em K7. Tivemos aqui a nossa Luísa e a educação ganhou o melhor presente de todos: Paulo Freire.
 

 

Casei-me, tive filho, que arrastei a toda programação dos Sescs, principalmente o Pompeia (acho que agora sem acento), teatros e bibliotecas. Um belo dia, entrei na conversa da vida bucólica do interior e para lá parti. Acostumada às ruas, às manifestações, a tudo de bom e de ruim que a modernidade nos proporciona não consegui acostumar-me á vida do quintal dos fundos, regada a cerveja e churrasco com os amigos da maternidade…nem mesmo fui acolhida…busquei lá minha filha mais nova e voltei para casa.
 

 

De volta ao lar, dei-me ao luxo de dialogar dentro e fora dos muros da melhor universidade da América Latina, com Graciliano, Jorge, Bandeira, Andrades, Cecílias, Clarices…..em aulas conduzidas não por Platão, mas pelo grande e genial Alfredo Bosi.
 

 

Cá estou e, se não me casar novamente, ao menos comprarei uma bicicleta, pois aqui tem ciclovias à vontade….e prostitutas, gays, trans, homo, lésbicas, homens, mulheres…. 
 

 

E só para terminar essa declaração de amor: hoje fiquei 2h30′ no trânsito da avenida Rebouças, pura angústia. Enfim, dei-me conta de que estou em São Paulo, que, em contrapartida, tem Bienal do Livro, de Artes, Teatro Municipal, Casa Mário de Andrade, Roteiro Modernista, Pátio do Colégio, Sala São Paulo, Parque Ibirapuera, ciclovias, CBN, USP, homens lindos de terno e bolsa cruzada nas costas, Casa das Rosas, Centro Cultural Vergueiro, Praça da Sé, gente de todos os estados…enfim, o mundo é aqui. AMO DE PAIXÃO ESSA MINHA CIDADE!

 


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às 10h30 da manhã, no programa CBN SP, da rádio CBN. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participar enviando texto para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: Antonio Saramago, da On The Spot, mostra como a tecnologia muda a experiência do consumidor na loja

 

 

Equipamentos digitais já são capazes de perceber o humor do consumidor e oferecer produtos e serviços apropriados para cada situação. Nas gôndolas, câmeras captam a reação das pessoas e ajudam o gerente a adaptar seus negócios para atender às necessidades do público. Esses são alguns dos exemplos de como a tecnologia e a inovação estão transformando a experiência do consumidor no ponto de vendas. Para Antonio Saramago, diretor executivo da On The Spot no Brasil, empresa do grupo Telefonica, esse investimento beneficia o consumidor e o varejo: “o consumidor quer uma compra rápida, quer uma compra eficiente, quer ser bem atendido. No caso do varejista, quer dar o melhor serviço e conhecer o perfil dos condumidores, cada vez mais!”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, Saramago apresenta o avanço que a tecnologia tem proporcionado na relação entre clientes e lojistas.

 

O Mundo Corporativo é transmitido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN e o programa é reproduzido aos sábados, 8h10, no Jornal da CBN. Colaboram na realização do Mundo Corporativo: Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Foschi.

Luxo: o equilíbrio interno como objeto de desejo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

Ter um apartamento em Paris ou Nova York, jóias feitas sob medida, relógios, roupas, carros, helicópteros, aviões … São inúmeras as possibilidades de produtos e servicos que vem à mente quando pensamos no mercado do luxo. Como já falamos em alguns artigos, anteriormente, aqui no Blog do Mílton Jung, o conceito de luxo é muito variável de pessoa pra pessoa. Cada indivíduo tem desejos únicos.

 

Ainda é muito comum escutarmos frases tais como “é melhor chorar em Paris do que rir dentro de um ônibus lotado em São Paulo” e “dinheiro não compra felicidade, mas pode comprar momentos felizes”. Ou, quem sabe, uma ilusão de momentos felizes? É impossível viver com esse falso pensamento, pobre interiormente, de que basta o material.

 

Hoje, há uma evolução do consumidor de luxo que busca muito além do material. Busca, na verdade, independentemente de seus bens (já adquiridos ou em vias de adquirir) autoconhecimento, uma evolução como ser humano e equilíbrio interior. Busca, inclusive, sensações em suas aquisições. Uma viagem é um ótimo exemplo disso: comemorar seu aniversário com a família e amigos em uma villa privativa na Toscana poderá ser memorável a tal ponto que vai gerar um valor incomparável a qualquer bem durável como um carro ou um avião.

 

As responsabilidades social e ecológica também fazem parte das ambições desse consumidor contemporâneo, que usa parâmetros próprios para avaliar produtos ou serviços que respondam a essas preocupações. Um olhar que tem relação aos valores essenciais à “moral da marca” e se volta a integridade da origem e produção, e não apenas aos benefícios diretos oferecidos a ele.

 

O luxo imaterial é essencial para quem consome o material. Investir em seu bem estar, melhorar como pessoa, ajudar as pessoas. Fazer o que se tem vontade para sentir-se realizado pessoal e profissionalmente.

 

Afinal, de nada adianta TER, se a pessoa não investir no SER.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

A foto que ilustra este post é do álbum de Duchess Flux, no Flickr

Como (não) usar o certificado digital no seu computador Mac

 

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Você já deve ter ouvido falar em certificado digital, algo criado para facilitar o acesso do cidadão e sua empresa, e com muito mais segurança, a uma série de serviços. Essa ao menos é a ideia central. O problema é que para a coisa funcionar, você tem de se submeter às limitações das empresas que vendem os certificados.

 

Já contei aqui no Blog que sou usuário de produtos MAC: Iphone, MacBook, MacAir e iMac. Às vezes, até de um BigMac, mas este não tem nada a ver com nossa conversa de hoje. No campo da tecnologia fui conquistado pelas criações de Steve Jobs e, desde cedo, aprendi que isto me levaria a enfrentar algumas barreiras, típicas de quem está ao lado das minorias, apesar de, atualmente, este conceito não se encaixar mais no caso dos usuários da Apple.

 

E por ser usuário da Apple e ter produtos que rodam no sistema iOs, todas as vezes que preciso renovar o certificado digital me deparo com alguma restrição. Semana passada, descobri que o novo token GD, certificado pela Serasa Experian, não “conversa” com a versão do iOs Yosemite (10.10.3). Claro que ninguém nos conta isso quando compramos o certificado. Descobre-se no processo de instalação.

 

No portal da Serasa até é possível baixar programas para Mac, mas os tutoriais são todos para Windows. Coisa de esquizofrênico! A gente até insiste em fazer a instalação por intuição, mas chega um momento em que se percebe que o certificado não pode ser acessado. Faz o quê? Chama os universitários, como diria Sílvio Santos. No caso, o pessoal do suporte técnico da Serasa. Nessa última experiência, precisei conversar com três deles, desperdiçar quase duas horas e só conseguir acesso ao certificado graças a um “puxadinho digital”.

 

Em pouco tempo, o primeiro atendente já entregou os pontos e me mandou procurar um computador Windows em casa. Disse que o novo certificado ainda não foi adaptado para as versões mais recentes do iOS. Ou seja, azar seu que resolveu instalar um sistema mais seguro e preciso nos seus computadores. Na próxima vez, liga para a Serasa e pergunta se ela deixa.

 

Apesar de minha resignação, e do constrangimento de ter de tirar um dos filhos da frente de seu computador, meu comportamento não me proporcionou uma vida mais tranquila. Após uma série de “libera aqui”, “acessa ali”, “verifica acolá” e “tenta assim” fui informado da necessidade de reinstalar o Internet Explorer, usando uma versão mais antiga: “o senhor precisa fazer um downgrade”- sentenciou o moço. Eu fazer um downgrade? Adoraria. Imagina passar da versão 5.1 para uma 4.0, por exemplo. Seria excelente. Não, faça um downgrade do seu Internet Explorer. Isso mesmo. Também no Windows, estar atualizado é um problema para a Serasa.

 

Não pense, porém, que estar em um computador Windows e com uma versão antiga do I.E seriam medidas suficientes para acessar o certificado digital. Ainda assim, e mesmo com toda a paciência (com ironia) deste que lhe escreve e gentileza (sem ironia) daquele que me explicava, não havia santo capaz de fazer o token funcionar. Foi, então, que o assistente da Serasa fez a pergunta matadora: “o senhor tem antivírus?” Sim, evidentemente que tenho. Até porque estou agora em um Windows. Estivesse no meu Mac, não haveria necessidade do antivírus (eu sei, há controvérsias sobre o tema).

 

Foi desativar o antivírus e o certificado digital deu as caras. E como usar o certificado e o antivírus? “Aí o senhor tem de perguntar para um técnico” … foi a recomendação que ouvi.

 

Ou seja, quase duas horas depois de iniciado o procedimento, descobri que para usar um produto que supostamente oferece mais segurança digital sou obrigado a ficar vulnerável a hacker e vírus. Para ficar seguro tenho de ficar inseguro. Vai entender!

 

ps: há uma semana registrei esta queixa no site da Serasa e não recebi nenhuma resposta da empresa até agora. Em compensação, dia sim, dia não, aparece uma newsletter da empresa na minha caixa de correio.

Charge do Jornal da CBN: vereador recebe R$ 15mil e acha pouco

 

 

O vereador de Curitiba Chico do Uberaba (PMN) está cansado de pagar para trabalhar. Foi à tribuna da Câmara Municipal da capital paranaense reclamar do salário que recebe para representar o povo. Todo mês é depositado na conta dele R$ 15mil, insuficientes, segundo o próprio, para exercer o cargo. Quer ter direito, no mínimo, ao décimo-terceiro – afinal, a vida não está fácil para ninguém.

 

Esqueceu de dizer que, além do salário, recebe R$ 55mil para contratar até sete funcionários, tem carro à disposição e pode gastar 200 litros de combustível, todo mês. Luz, água, telefone fixo e outras despesas também ficam por conta do dinheiro da Câmara que, registre-se, tem como origem o que pagamos de impostos.

 

O “chororô” do parlamentar nos inspirou e foi destaque na charge eletrônica que encerrou a edição do Jornal da CBN, nesta quinta-feira, dia 21 de maio.

 

Tô com medo que ele venha atrás da gente pedir uma ajudinha, afinal ouviu falar que nós somos adeptos do #AdoteUmVereador.