Birdman: como entretenimento, chato; como filme, brilhante; vá entender!

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA
“Birdman”
Um filme de Alejandro González Iñarritu.
Gênero: Drama.
País:USA

 

Um ator que um dia foi relevante e muito famoso por interpretar uma franquia de sucesso tenta fazer teatro sério. Enfrenta muitas dificuldades: com o ator que surta, a filha que sente falta de sua atenção, a decadência da carreira…

 

Porque ver:
Gente, o que falar de um filme tão bem filmado como este? Plano sequência atrás de plano sequência…Cenas muito bem construidas, câmera como personagem que observa! Nossa, que narrativa brilhante! Elenco coeso, perfeito e enebriante. Diálogos maliciosos, que mostram como a fama pode ser mais importante que a qualidade do que se é produzido. Existem muitos motivos para ver esta fita e estou com medo do que vou escrever abaixo…

 

Como ver:
Sem sono.

 

Quando não ver:
Com sono…Amei a aula de cinema que o diretor nos proporciona… Ao mesmo tempo que achei brilhante, confesso que quase dormi algumas vezes no filme… Como entretenimento (me desculpem mas é minha obrigação falar a verdade, não dá para puxar tanto o saco..rsrsrsrs) achei chato. Pronto falei…

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

Teoria e prática dos pênaltis

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

Gol 1.000 de Pelé, exceção à regra

Gol 1.000 de Pelé, exceção à regra

 

João Saldanha, jornalista, crítico esportivo, comunista e técnico de futebol, tornou célebre a frase que alguns atribuem ao roupeiro do Botafogo Neném Prancha: “O pênalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube”.

 

Na verdade atribuir o fator sorte ao pênalti, quando lhe é designado decidir um jogo eliminatório ou de título, é ignorar a essência do jogo. Quando técnica, talento e habilidade somados à psicologia e estatística se potencializam. A prova disto é dada pelos autores do “Freakonomics” e “Superfreakonomics” com resultados tão surpreendentes cujo sucesso levou-os a editar “Pense como um Freak” *, demonstrando como uma maneira de pensar inteligente pode levar a valiosas soluções.

 

A primeira lição é dada demonstrando como um batedor de pênalti deveria agir em uma série eliminatória ou de final de campeonato. A marca com a distância de 10m do gol, e o gol com 7,5 metros de largura e 2,5 de altura, tem conferido 75% de chance de sucesso ao batedor.

 

Os goleiros pulam 57% das vezes para o lado esquerdo do batedor. Para o lado direito 41%, e permanecem no meio em 2% das vezes.

 

Há uma semana, na Libertadores, com rendimento abaixo do padrão, perdendo 5 cobranças em 12, os batedores de Cruzeiro e SPFC chutaram 33% na esquerda, 50% na direita, 8% no meio e 8% fora. Na direita, 16% dos chutes foram fracos e o SPFC perdeu 2 gols. O 8% no meio foi o gol que classificou o Cruzeiro.

 

Na Copa do Brasil, Fortaleza e Coritiba, com rendimento acima do padrão, perdendo 1 cobrança em 22, 45% dos chutes foram na esquerda, 31% na direita, 18% no meio e 5% fora.

 

Diante destes dados, como um “freak” deveria raciocinar? Pensar no modo de segurança e escolher um dos cantos, ou buscar o risco chutando no meio?

 

Segundo Levitt e Dubner, os autores, “às vezes, na vida, seguir direto para o meio é a decisão mais audaciosa”.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras
.

 

*Os autores informam que as estatísticas foram extraídas de:
“Testing Mixed Strategy Equilibria When Players Are Heterogeneus: The Case of Penalty Kicks in Soccer”, Pierre Andre Chiappori, S. Levitt, Timothy Groseclose.
“The American Economic Review” 92, 4, 2002.
“How to take penalties: Freakonomics Explains”.
“The (UK) Times 12/6/2010.
“Biomechanical Characteristics and Determinants on Instep Soccer Kick” E. Kellis e A. Katis.
“Journal of Sports Science and Medicine” 6 (2007).

Avalanche Tricolor: Felipão, eternamente gremista!

 

16970728522_b726df1165_z

 

Lá se vai Felipão! É o que pensam muitos daqueles que resumem sua vivência com o futebol ao que se publica nas reportagens esportivas. Imagino que outros tantos, que costumam se ater a breves capítulos em lugar de analisar a história, também devem estar crentes dessa verdade. Leram hoje pela manhã que o técnico deixava o comando do time que assumiu no ano passado, após a perda do título Gaúcho e de dois resultados negativos no Campeonato Brasileiro. E acreditaram. Ledo engano!

 

Felipão não se irá jamais do Grêmio. Ele eternizou seu nome, deixou suas marcas e troféus. Será para sempre lembrado pela forma como forjou times vencedores, mesmo quando os títulos não foram conquistados. Transformou elencos muitas vezes mal-falados pela crítica em grupos de batalhadores, talentosos e vitoriosos jogadores. Ajudou a construir o mito da imortalidade.

 

Em suas passagens pelo comando da equipe levou o Grêmio dez vezes a finais de competições. Nos fez campeões gaúcho em 1987, 1995 e 1996; da Copa do Brasil, em 1994, da Libertadores, em 1995, da Recopa Sul-Americana e do Campeonato Brasileiro, em 1996. Até à final do Mundial Interclubes nos levou, e só não a levou por circunstâncias tortuosas que apenas quem é gremista sabe bem quais foram.

 

Como técnico do Grêmio, ganhou sete finais de dez disputadas. Ganhou de goleada: 7 x 3. Foi também uma goleada histórica, 4 x 1, em um Gre-Nal, jogado no dia de seu aniversário, seu legado nestes dez meses em que, graças a fidelidade ao ex-presidente Fábio Koff, se dedicou a treinar o time gremista. E registro esse fato, pois acabo de ler de um crítico que Felipão não fez nada pelo Grêmio nessa passagem. Memória curta!

 

Felipão fez, sim! E, mesmo agora, quando sai do cargo, segue fazendo ao escrever carta na qual alerta para os riscos que o Grêmio corre, vítima que pode ser de uma luta política que só serve aos que pensam apenas em seus interesses. Com a personalidade que agregou à imortalidade tricolor, diz que deixa o Grêmio agora para não impor nenhum ônus ao clube: “eu quero deixar o Grêmio em condições e possibilidades de até boas contratações se assim quiser. Porque aí será melhor para o Grêmio. Eu como gremista gostaria de ver muito mais. Um Grêmio muito melhor”.

 

Ao ler que Felipão foi embora do Grêmio, não acredite, não. Felipão não se irá jamais! Felipão sempre será do Grêmio! Eternamente gremista!

Avalanche Tricolor: que baita patacoada!

 

Coritiba 2 x 0 Grêmio
Brasileiro – Curitiba (PR)

 

17405098_l

 

Patacoada! Perdão, mas foi a primeira palavra que retumbou na minha cabeça. Não tenho bem certeza quando a ouvi pela primeira vez. Mas tenho a impressão de que foi meu pai, que não exige apresentações neste Blog, que a usou em algum momento qualquer. Sei lá se disse isso por alguma traquinagem que eu tenha cometido quando criança ou adolescentes, afinal muitas delas mereciam mesmo serem chamadas assim. Talvez tenha sido em referência a bobagens que os governos da época ou colegas de trabalho tenham feito no seu cotidiano. Não lembro bem. Sei, também, muito pouco da origem da palavra. Alguns até arriscam relacioná-la com pataca, moeda de cobre usada em Portugal, no período das colônias. Ao hábito daquela gente que ostentava riqueza se dava o nome de patacoada. No costume caipira, sátiras, histórias de bichos e narrativas surrealistas também são chamadas de moda-de-patacoada. De onde tenha vindo, o certo é que desde que sou pequeno, ouço a palavra relacionada aos mais diversos sentidos, sempre negativos. Confesso que não sei exatamente como empregá-la de forma mais precisa, mas foi quase por instinto que patacoada ecoou na sala de casa, nesse sábado à noite.

 

E por que patacoada me veio a cabeça? Você, caro e raro leitor deste Blog, já deve imaginar. A cena que assistimos no segundo gol da partida foi uma baita patacoada! Você talvez prefira pixotada, expressão mais próxima das nossas origens rio-grandenses? Ambas sequer são sinônimos, mas todas parecem dar a dimensão de quanto ridículo foi o papel protagonizado por nossos defensores, aos 35 minutos do primeiro tempo, ao tentarem despachar a bola da área e um marcar o outro como não havíamos marcado nenhum atacante adversário até então. Foi significativo ver a bola explodir no peito de nosso zagueiro e ser desviada para encobrir nosso pobre goleiro. Naquele momento, solidarizei-me com Marcelo Grohe e seu sorriso amarelo enquanto, sustentado pelas redes, tentava entender o que seus colegas de área haviam cometido. Teriam pedido desculpas a ele? Deveriam. É o segundo jogo pelo Campeonato Brasileiro em que Marcelo faz o que pode para impedir que a bola entre e nossos defensores são incapazes de cumprir seu papel de afastá-la de dentro da área. Contra a Ponte Preta ficaram assistindo ao atacante chegar no rebote e ontem … bem, ontem foi aquilo que você viu. O Brasil inteiro viu!

 

Sejamos justos! Fossem só os defensores a errarem, talvez a coisa não tivesse ficado tão ruim assim. Lá na frente também fizemos das nossas patacoadas. Mais uma vez, nossos atacantes estiveram livres diante do goleiro e foram incapazes de marcar. Ao fim do primeiro tempo, Maicon fez excelente lançamento, que deixou Giuliano sozinho no caminho do gol, que vacilou no primeiro momento, que decidiu oferecer a chance do gol a Mamute, que, desajeitado, consagrou o goleiro adversário. Desde o Campeonato Gaúcho tem sido assim: boas tramas de ataque permitem a chegada de alguns dos nossos cara a cara com o goleiro, mas, no momento de definir, a bola teima em não entrar (e a culpa não é dela, ok?).

 

Sei que já tem gente fazendo terra arrasada, mas não vamos exagerar. Com a cabeça no lugar, conversa no vestiário, afinco no treino e aplicação nas partidas, temos alguns talentos que ainda podem nos ajudar nesta campanha. Agora, parem de fazer patacoada em campo!

 

A foto é do portal Gremio.net e de autoria de Jason Silva/Agencia Lancepress!

De todos nós

 


Por Maria Lucia Solla

nos

 

Se você tem problemas, acredite, tem muita gente, mas muita gente mesmo passando pelo mesmo tipo de estrada: esburacada, escorregadia, íngreme, escura. Difícil! O país está perdendo as cores, escorregando nos índices e caindo no buraco.

 

Gente de toda raça, credo e de todo nível social. Do Norte e do Sul, onde o céu é mais azul, do Leste e do Oeste, onde ninguém está livre do mosquito e da peste.

 

‘Somos todos UM’ não é só afirmação de um grupo esotérico. É a mais pura verdade, tanto de um lado como do outro da moeda, porque ‘Somos todos UM’ também quer dizer que somos ÚNICOS. Ora, no meio da população planetária que já sai pela culatra, sermos únicos ser um fato? A Criação é incrível!

 

Assim, cuidado para não cair na armadilha do ‘nós’ somos melhores do que ‘eles’, ou vice-versa. É tática antiga de dominação: você se dá muito bem com os dois lados, mas atiça A contra B, tirando vantagem de todos e de cada um. O Tinhoso adora discórdia, percebe a mínima brecha, entra para ganhar e põe lenha na fogueira.

 

Problemas não nascem da diferença de cor, de nível social, intelectual ou ideológico. Isso é pega-ratão, é enganar o bobo na casca do ovo. É alimentar o fanatismo e o ódio. Hitler já fazia isso. Não é novidade. É aberração. Nasce da intolerância e da ganância.

 

Mas voltando ao ‘Somos todos UM’, nossa igualdade mostra a cara quando filhos remediados, pobres e ricos matam os pais, e vice-versa. Tem ladrão de galinha e ladrão do povo, ladrão desalmado e ladrão refinado. E tem gente fazendo o bem, também. De todas as cores, de todas as raças, de todos os credos.

 

Não se fala muito nisso, atualmente, mas é do que precisamos. Saber que o lado bom ainda existe, e sentir que todos somos iguais e merecemos respeito. Cada um no caminho que escolheu seguir.

 

Não há certo nem errado, depois que a escolha foi feita. A escolha se transforma no caminho, e é ele que trilhamos, até que nova transformação ocorra, e acordemos a tempo de curtir a paisagem, seja ela qual for. Por isso, compaixão é fundamental, pois a dor de viver é igual em todos nós.

 

E eu, confusa! me pergunto: como será que serei e onde será que estarei depois de superar este trecho esburacado e conseguir, claramente, novo caminho enxergar?

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Conte Sua História de SP: o Rei dos Cartões na 25 de Março

 

Por Luiz Silva

 

 

Para entender a Rua 25 de Março é necessário vivê-la intensamente, é necessário passar um dia inteiro circulando por lojas, entrar na galeria Pajé, subir os 12 andares de elevador e descer a pé pelas escadas, passando loja por loja, visitar o shopping 25 e observar a multidão comprando e pesquisando preços.

 

Em 1.998 comecei a vender cartões de visita na 25 de Março. Nas primeiras horas da manhã, lá estava eu com meu mostruário de cartões e uma lanterna para iluminar os pedidos, pois quando era horário de verão, ainda estava escuro.

 

Descia no metrô São Bento, atravessava a praça, benzia-me diante da Igreja São Bento, pegava um pedaçinho da Rua Florêncio da Abreu e percorria a ladeira Porto Geral. E lá estava eu no meu escritório a céu aberto.

 

Confesso que no primeiro dia fiquei um pouco assustado, mas com o passar do tempo fui acostumando com o pessoal. Pessoas maravilhosas, sofridas, que montavam suas barracas logo nas primeiras horas da madrugada e passavam lá na Rua Vinte e Cinco de Março doze e até quinze horas das suas vidas a cada dia.

 

Vendia meus cartões de visita para os camelôs da feirinha da madrugada e era muito engraçado quando existia o tal do “rapa”, que era o pessoal da prefeitura que vinha verificar os camelôs ilegais vendendo seus produtos. Aí era um corre-corre danado; e eu acompanhava meus clientes, ajudando-os a carregar pesados plásticos. cheio de brinquedinhos, perfumes e outras mercadorias que eram esparramadas pela rua. Afinal, tinha que vender meus cartões e até avisava quando o rapa estava se aproximando e os camelôs agradeciam e faziam os cartões comigo.

 

Muitos camelôs da Rua Vinte e Cinco de Março eram pessoas que vinham do nordeste do Brasil; e das experiências que tive uma delas foi o prazer de nunca ter recebido um “calote” de nenhum comerciante, eram todos honestíssimos. Quando não tinham dinheiro suficiente para pagar os cartões, o que era raro, eles pegavam emprestado de um conterrâneo e estavam sempre de bom humor, pois tudo era festa, com chuva, com sol, sempre estavam a sorrir, às vezes de alegria em ter vendido muito, outras, de tristeza, mas sempre de bom humor com todos e sempre fazendo algumas piadinhas que era para quebrar o gelo e a sisudez de alguns clientes.

 

Garanto que muitas vezes é necessário um pouco de sorte, além da nossa capacidade de persuasão e garanto que tive muita sorte, pois uma das minhas primeiras vendas foi feita para o Senhor José, um camelô que vendia alguns colares, brincos e pulseiras de pedras de todas as cores, que vinham de Minas Gerais, e estava trabalhando na Rua Vinte e Cinco de Março fazia uns trinta anos. Então ele conhecia quase todos os comerciantes e assim foi apresentando-me um a um e meus cartões eram comercializados com alguma tranquilidade e lá pelas dez horas da manhã já tinha vendido de dez a quinze mil cartões para os camelôs.

 

O tempo foi passando e eu fui conhecendo várias pessoas da Rua Vinte e Cinco de Março e até já era conhecido como o “Rei dos Cartões”.

 

A vida começava a melhorar, os negócios iam de vento em popa com as vendas dos cartões e foi quando observei dois garotos vendendo bonequinhos do Pikachu que soltavam bolinhas de sabão, não tive dúvida, larguei a venda dos cartões de visita, comprei mil bonequinhos e fui vendê-los nas praias de Ubatuba até Santos.

 

Mas a saudade ainda existia e tempos depois voltava a Rua Vinte e Cinco de Março como “comprador” e ficava imaginando como era gostoso aquele tempo que saia as quatro e meia de casa, na zona Leste de São Paulo e passava um período entre os maravilhosos camelôs da Rua 25 de Março.

 

Parabéns Rua Vinte e Cinco de Março, o maior centro comercial a céu aberto da América Latina e obrigado por permitir que eu passasse um período maravilhoso entre seus clientes e camelôs! Muitas saudades, muitas boas recordações! Obrigado!

 

Luiz Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Escreva você mais um capítulo da nossa cidade e envie para milton@cbn.com.br

Mau atendimento nas lojas põe em risco reputação de marcas de luxo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

square

 

Lojas elegantemente decoradas e em bairros nobres, produtos de alta qualidade e desejados por muitos, marcas prestigiosas graças a história e reputação de seu fundador. Tudo isso parece perfeito quando pensamos no varejo de luxo. De fato, são requisitos essenciais para as grifes. Porém, falhas no atendimento podem levar tudo a perder.

 

Em recentes visitas a pontos de venda do varejo de luxo, no Brasil, em shoppings e lojas de rua, percebi que muitos erros, principalmente com relação ao fator humano, ainda acontecem. E pior: é notável como as lojas recrutam funcionários que não têm o perfil da marca.

 

Nesse segmento, além de o profissional ter que possuir as características e o conhecimento exigidos, é essencial que esteja familiarizado com o universo da marca em que irá trabalhar. Por exemplo: um vendedor da Ralph Lauren não precisa ser jogador de pólo, mas é recomendável que entenda do esporte praticado por muitos de seus clientes. Na Lacoste, é preciso conhecer um pouco mais sobre os torneios de tênis. Na Bang & Olufsen, tem de ter informações sobre design.

 

Convenhamos que isso é importantíssimo até mesmo no mercado premium ou de varejo popular. Em uma loja de artigos esportivos, o cliente, independentemente de seu poder aquisitivo, esperará que o vendedor da loja tenha informações básicas sobre as modalidades relacionadas aos produtos que oferecem.

 

Os profissionais no ponto de venda são representantes da marca, uma espécie de embaixador. Qualquer deslize pode ser fatal, não apenas pela venda em si, mas pela mudança da imagem da marca, possivelmente abalando sua reputação e afastando o cliente. Um erro no atendimento e lá se vai o encanto.

 

Um dos principais desafios da Gestão de Pessoas nas empresas de luxo é recrutar os talentos certos, capacitá-los, motivá-los e trabalhar de maneira séria e estratégica o setor de recursos humanos para conquistar e manter os melhores profissionais. Porém, tudo isso é trabalhoso e requer investimento. E, pelo que podemos notar, algumas marcas premium e de luxo no Brasil ainda insistem em arriscar-se com mão de obra relativamente barata. Perigo à vista!

 


Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Relatos selvagens: o que te faria surtar?

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Relatos Selvagens”
Um filme de Damián Szifron.
Gênero: Suspense, Comédia, Drama.
País:Argentina, Espanha

 

Um avião, uma estrada, uma mansão,um restaurante, uma repartição pública e um casamento; nessas locações acontecem situações prosaicas mas com desfecho inesperado e muito selvagem.

 

Por que ver:
Este diretor consegue te capturar em um ritmo incrível. É um filme 6×1; seis histórias diferentes, e completas, em apenas um filme. Por vários momentos me questionei se não reagiria da maneira que os personagens reagem. Muitas vezes essa identificação com a história não é imediata, mas esse filme te faz imergir e se colocar no lugar de cada história te fazendo flertar com a babárie. As situações são tão corriqueiras e vão tomando uma proporção de loucura plausível em um ritmo perfeito entre direção, atuação e roteiro. Nesse filme, os personagens vão um pouquinho além e te levam junto… O que te faria surtar? Me conte nos comentários abaixo.

 

Como ver:
Depois de um dia duro de trabalho. Diversão na certa! Um dos melhores filmes dos últimos tempos.

 

Quando não ver:
Se você tiver raivinha de Argentinos… Vai te dar mais raiva ainda ao perceber quão talentosos este hermanos foram na execução desse filme. Não quero te ver surtar, hein! Está avisado(a)…

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Avalanche Tricolor: mais uma batalha vencida na disputa pela Copa do Brasil

 

CRB 1 x 3 Grêmio
Copa do Brasil – Estádio Rei Pelé (AL)

 

17399535

 

Importa-me pouco se a imagem da televisão não está bem definida. À distância, tive dificuldade para reconhecer até mesmo nossos jogadores. Nesses jogos, não tem essas coisas de imagem HD. Quando o diretor cortava para a câmera mais fechada, era possível perceber a irregularidade do gramado. Mas isso incomodou-me menos ainda. Afinal, nós, mais do que nenhum outro clube brasileiro, sabemos que o caminho para se chegar ao título da Copa do Brasil é árduo e exige resignação e humildade. Tem-se de disputar cada jogo como se fosse uma final, às vezes meter o bico para despachar a bola e levantar a perna para afastar o adversário. Especialmente nos confrontos das primeiras rodadas depara-se com times que jogam a vida e mais um pouco, que fazem daquela partida decisão de Copa do Mundo. E do outro lado temos de atuar à altura. Sem compaixão.

 

O Grêmio começou a partida dessa noite com a gana que se espera de um time disposto a forjar sua trajetória ao título nacional. Trocava bola com rapidez, movimentava-se com intensidade e deixava pouco espaço para o adversário se mexer. Quando teve sua força (física) desafiada, não se acovardou. Em todas as divididas saía faísca, às vezes sobrava um braço acima do pescoço, outras um pé próximo da canela. Quando encontrou oportunidades, não desperdiçou. Fez primeiro com Luan e depois com Pedro Rocha, para completar com Luan e Pedro Rocha. O centroavante do dia – sim porque a cada jogo temos um novo ataque – se saiu muito bem. E não me venham dizer que foi beneficiado pelo adversário. Foi assertivo em praticamente todas as jogadas.

 

No segundo tempo, talvez embevecidos pelas conquistas do primeiro, esquecemos o que estava em disputa e deixamos o adversário jogar. Afrouxamos atrás e aliviamos o pé na frente. Permitimos que a pressão sobre nossa defesa aumentasse e não soubemos devolver à altura nos contra-ataques. Um comportamento que poderia nos ter custado caro ou, pelo menos, um jogo a mais para chegar ao título. E como ultimamente o azar tem nos proporcionado surpresas, enquanto a partida não se encerrou não conseguimos respirar aliviado – o que, convenhamos, não é nenhuma novidade. Desde quando fomos campeões de alguma competição sem antes passar por muito sufoco? Aliás, depois de o jogo encerrado, se pensarmos bem, nem foi tão difícil assim. Já tivemos de encarar situações bem mais complicadas pela frente, não é mesmo?

 

Até a próxima batalha da Copa do Brasil!

Barulho no ouvido do vizinho é refresco

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Minha sobrinha Cláudia Tajes resolveu,na última Donna,fazer um texto sobre o barulho. E escolheu como a hora mais silenciosa do dia, a que se situa entre às 12h e 13h. A explicação que ele dá para eleger esta hora como a mais silenciosa do dia aí vai:por que,escreve ela,os operários da obra param a fim de almoçar e oferecem um breve descanso,com isso. Ela entendeu,também que uma obra esteja em construção nas proximidades da sua casa,o que aumenta o barulho.Isso ocorre porque se trata de uma obra gigante,coisa de gente rica.

 

A hora do silêncio passa ligeiro. Tudo o que é bom passa depressa,não é? O ruim é que tão pronto os operários mudam para outro setor da construção,algo pior entra em ação: o especialista começa a operar uma perfuratriz,que arrasa até mesmo os tímpanos de surdos. A Cláudia cita ainda outras fontes dos mais diversos ruídos. O coitado de um Chevette sofre,no dizer dela,produzindo,imagino, um som horroroso. Afinal,nem todos os motoristas possuem carros com alto-falantes poderosos e de som límpido. No Rio de Janeiro você pode descansar os ouvidos com música de qualidade,se é que música em carro com som altíssimo pode ser ouvido sem causar algum mal aos tímpanos.

 

A Claudia se queixa igualmente do menino que estuda guitarra,não lembro se no andar de cima ou onde o capeta busca inspiração para suas músicas. É aí que entram os eletrodomésticos de todos os tipos. Ah!Tem um cara na frente da nossa casa no comando de uma máquina de cortar grama que já viu dias melhores,tamanho é o ronco que produz. Esse desgraçado tem a mania de fazer o seu trabalho aos sábados. Nada pior do que estragarem de alguma forma o soninho que pretendíamos fazer.E chega o domingo. E o torcedor de futebol se acorda. Isso é o de menos:o nosso televisor possui som muito mais do que o dele.

 

Cláudia deve ter esquecido um dos tantos barulhos que recordou neste curto espaço de um dia,principalmente um dia de fim de semana. Esqueceu,porém,o pior:o cachorro do vizinho para quem odeia cães de qualquer raça,sejam os grandalhões,sejam os pequenos ou os diminutos. Fomos premiados com um Pastor que tem mania de latir na garagem. Quando enxerga a nossa gata,enlouquece e se transforma em um Pastor elétrico.Felizmente,entretanto,ela é bem mais esperta do que ele e nos vinga:sabe que o cão não pode atravessar a cerca de ferro e fica tirando sarro do abobado.

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)