Avalanche Tricolor: estamos na final!

 

Grêmio 2 x 1 Juventude
Campeonato Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Há um toque de bola que me agrada neste time do Grêmio. Passes vão e vem, e se for preciso voltam para a defesa para chegar ao ataque novamente. A cada passe, movimenta-se um companheiro, movimentam-se dois, às vezes três. Todos os demais com olhos atentos ao que vai acontecer. Mudam de posição e a bola corre no gramado de pé em pé até encontrarem espaço entre os marcadores. Quando estes não aparecem, os produzimos.

 

Foi assim no primeiro gol, contra um fechado e bem armado adversário.

 

Giuliano, que tem sido essencial nesta temporada, carregou a bola com seu pé direito e com o jogo do corpo desvencilhou-se do primeiro, enfrentou o segundo e tocou para seu inseparável companheiro marcar. Giuliano e Luan têm formado ótima parceria e se dão muito bem com Douglas. Os três são os principais responsáveis por este toque refinado que me agrada tanto.

 

Luan segue com seu jeito “meio sem jeito”. Parece tímido, mesmo quando bate boca com seu agressor. Tenho a impressão de que corre desengonçado, mas se corre desse jeito é para driblar quem tenta lhe roubar a bola. Gostaria de vê-lo com chutes mais decisivos, fortes, matadores. O que pode parecer uma injusta cobrança diante do fato dele ser um dos goleadores da temporada.

 

Douglas é outro “come-quieto”. Executa até carrinho se for necessário. Mas é craque mesmo em colocar os companheiros bem posicionados. Sem contar sua especial forma de cobrar escanteios (alguém sabe me explicar qual a intenção da jogada ensaiada que testamos na partida de hoje?).

 

Foi assim no segundo gol, que, convenhamos, colocou ordem nas coisas, pois, pelo que jogamos, não merecíamos outro resultado que não fosse a vitória.

 

Além da excelente cobrança, com bola colocada pouco à frente da marca do pênalti, méritos para Geromel que subiu muito mais alto do que todos e cabeceou com força e distante do goleiro. Nosso zagueiro devia estar engasgado com o cruzamento que não havia conseguido cortar, no fim do primeiro tempo e resultou no gol de empate deles. O Camisa 3 foi decisivo mais uma vez, como já havia sido nas quartas-de-final, não bastasse a maneira segura com que atua ao lado de Rhodolfo na defesa.

 

Nossa defesa bem posicionada e nossos homens de meio de campo trocando passes com precisão podem desequilibrar na decisão do Campeonato Gaúcho, independentemente de quem seja o adversário. Aproveito para deixar meu voto de confiança em Braian Rodriguez que, gosto de pensar assim, está reservando seus gols para quando mais precisarmos deles: na final. Por que nós já estamos lá!

 

PS: sem saber o que disseram os médicos após o jogo, acredito que Mamute é muito mais forte do que as previsões.

 


A foto que ilustra este post é do álbum oficial do Grêmio no Flickr

Conte Sua História de SP: a primeira menina de algum lugar

 

Por Rosangela Mascarenhas de Mendonça

 

 

Considero-me a típica paulistana que nasceu no fim dos anos 60 bem próxima da mais paulista das avenidas, no Hospital Matarazzo. Trabalho desde os 16 anos e mesmo criança já sabia o que queria. Minha história é sobre este querer: lembro de estar em uma sala imensa com um grande espelho na minha frente, eu vestia macacão rosa, sainha e sapatilhas da mesma cor, além do coque na cabeça – como toda menina que faz ballet. Do alto de meus 8 anos, chorava copiosamente: “Quero lutar, não quero dançar”,dizia aos prantos. O seriado da moda era Kung Fu, do David Carradine, e os meus desenhos animados eram Sawamu, Super Dínamo, Ultramen …

 

Minha mãe, que já faleceu, atônita, acabou desistindo de me levar para a atividade praticada por 99% das meninas. Porém, ela falava que luta era para meninos. Eu ouvia aquilo e pensava: serei uma lutadora, nem que seja a primeira menina de algum lugar.

 

Com as sincronicidades da vida, poucos anos após minha saída do ballet, estava eu descendo do ônibus azul da CMTC, Avenida Circular 508-J, feliz da vida, ao lado de meu amigo Marcinho, indo em direção a Rua Vitorino Carmilo, na Barra Funda, onde está a primeira sede da Sino Brasileira de Kung Fu. Que sensação maravilhosa e eterna me invadiu, eu estava no lugar dos meus sonhos, uma sala grande rodeada por aquelas armas que povoavam os meus filmes e desenhos preferidos.

 

Meu encontro com Chan Kowk Wai, o Mestre, que começou a treinar com 4 anos foi inesquecível. Ele me recebeu com muita gentileza e atenção, falou que eu poderia começar a treinar assim que meus pais aprovassem. Minha mãe aprovou na hora minha entrada no mundo das artes marciais, pois o Mestre enfatizou que arte marcial era para todos que quisessem levar uma vida saudável, disciplinada e pacífica. A vida deste imigrante chinês é coerente com o que ele prega: dá aulas diárias para centenas de alunos até às 11 da noite e está com mais de 80 anos.

 

Naquela época poucas meninas treinavam na Academia, eu fui muito bem acolhida por todos e alguns treinam comigo até hoje; de 1980 até 2015.Costumamos dizer que somos a família Chan.

 

Sou professora formada pelo Mestre Chan, também sou formada em Tae Kwon Do, pela Academia Liberdade. Lembra do começo desta história quando pensei que nem se fosse a primeira, pois fui a primeira mulher 2º Dan de TKD do Brasil; o dan é graduação de faixa preta.

 

Hoje, treino somente Kung Fu, apesar de ter amigos e respeitar todas as artes marciais que pregam a não violência. o controle da mente e o caminho da paz.

 

O Circular Avenidas saiu de linha; a Sino Brasileira está em outro endereço, minha mãe cuidadosa mora no meu coração e um marido amoroso me acompanha nos eventos e na vida. Continuam iguais o encantamento, o entusiasmo e a alegria. Os mesmos que povoavam o coração daquela menina que batalhou por sua vocação e por uma vida com sentido e produtiva.

 

Terminando esta história: tenho uma imensa felicidade de ter gravado entrevista que minha mãe, emocionada, deu para a TV, na época em que eu era penta campeã brasileira e conhecida como a Loira do Tae Kwon Do. Ela disse e me emociono ao lembrar: “tenho um orgulho imenso da minha filha”

 

Rosangela Mascarenhas de Mendonça é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade, envie seu texto para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: Flora Alves mostra como a gamificação ajuda na performance da empresa

 

 

Usar gamificação no contexto da educação corporativa significa se apropriar de elementos, estética e mecânica de games para que você possa promover a aprendizagem, engajar as pessoas e estimulá-las para a solução de problemas. É a partir deste olhar que Flora Alves, sócia-fundadora da SG, desenvolve projetos que incluem o uso de jogos para melhorar a performance de profissionais e empresas. Alves foi entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Nessa conversa, ela mostra que o ideal é o desenvolvimento de estratégias específicas para cada tipo de relação que está em jogo, mas também entende que é possível usar os videogames que as pessoas têm em casa para diversão como ferramentas de aprendizagem corporativa.

 

 

O Mundo Corporativo é transmitido, ao vivo, toda quarta-feira, 11 horas, pelo site da rádio CBN, com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. O Mundo Corporativo tem a participação de Leopoldo Rosa, Carlos Mesquita e Ernesto Foschi.

Participe do 7º Prêmio CBN de Jornalismo Universitário

 

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Conversar com estudantes de jornalismo tem sido um hábito nos últimos tempos. Incentivá-los na profissão, uma obrigação, especialmente partindo de alguém que se construiu nas redações de rádio, TV, jornal e internet. E nos meus bate-papos frequentes, lembro que as oportunidades hoje estão muito mais acessíveis do que na época em que estudei na PUC-RS, a despeito de toda infraestrutura que a Famecos me oferecia com professores e laboratórios qualificados.

 

Hoje, é bem mais simples tornar público o material desenvolvido: a internet está aí com todos os seus recursos e baixo custo. Naqueles tempos de faculdade, em Porto Alegre, o mais próximo era o jornal impresso: além de ter de tirar o dinheiro do bolso – que era escasso -, as chances de distribuí-lo para um número razoável de pessoas eram pequenas.

 

Podcast, videocast, canal do You Tube, Tumblr, blogs e páginas nas redes sociais abriram enorme perspectiva e permitem que possamos desenvolver aos poucos nossa carreira no jornalismo mesmo antes de estar com o diploma em mãos. Podemos testar diferentes e inovadores formatos, aventurar-se no texto, na mensagem e no desenho, enfim, arriscar, errar e arriscar novamente. Além disso, os principais veículos de comunicação oferecem curso para estudantes, que se transformam em excelente escola para quem está chegando no mercado.

 

A CBN, pelo sétimo ano consecutivo, abre mais uma bela oportunidade para você que ainda está na academia: o Prêmio CBN de Jornalismo Universitário. Neste ano, o tema escolhido para as reportagens é: “Mais tolerância, menos conflitos”. O desafio proporcionado pela rádio aos alunos de todo o Brasil é o de buscar histórias de conflitos solucionados, do entendimento alcançado.

 

Os trabalhos de rádio podem ser individuais ou em grupos e os três melhores serão premiados, sendo um considerado vencedor e, os demais, menções honrosas. O primeiro colocado terá direito a troféu, Ipad e visita supervisionada para acompanhar o nosso trabalho na rádio, em São Paulo, com as despesas de passagem e hospedagem pagas. Além disso, a reportagem vencedora, assim como as duas que receberam menção honrosa, serão reproduzidas na programação da CBN. As inscrições podem ser feitas no site cbn.com.br até o dia 31 de julho.

O luxo de Ralph Lauren está de volta a São Paulo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A grife americana Ralph Lauren, famosa por ter como um de seus principais ícones a camiseta pólo com um cavalinho estampado, inaugurou esta semana a primeira loja própria no Brasil, no Shopping Cidade Jardim, no bairro do Morumbi, em São Paulo. A inauguração contou com a presença de nomes como o jogador de pólo argentino Nacho Figueras, modelo da marca, a atriz Camilla Belle e socialites como Kika Rivetti e Ruth Malzoni. Estiveram lá, ainda, nomes ligados à moda, entre estes Costanza Pascolato. David Lauren, Vice-Presidente Executivo Global de Publicidade, Marketing e Comunicação Corporativa da grife e filho do estilista Ralph Lauren também esteve presente para recepcionar os convidados.

 

Para a tristeza de alguns, ou diria eu, de muitos consumidores, a luxuosa loja da marca não venderá suas icônicas camisetas pólo. A estratégia da marca é mostrar ao consumidor brasileiro que a grife vai muito além das pólos. Seus sofisticados 800 metros quadrados incluem diversos salões com decoração requintada e que seguem os padrões da marca ao redor do mundo, e conta com um bar onde clientes podem degustar cocktails, petiscos e doces. A marca americana disponibiliza em sua loja brasileira peças masculinas e femininas dos produtos mais sofisticados: da coleção Ralph Lauren Collection (feminina) e Purple Label (masculina), além de acessórios, artigos de couro e alguns itens para casa.

 

Ralph Lauren teve lojas no Brasil até 2001, quando foram todas fechadas, uma vez que a operação da marca por aqui era comandada por um grupo argentino e, com a crise na Argentina, a empresa não pôde dar continuidade em sua gestão. Anteriormente ao grupo argentino, a grife americana teve sua operação no país comandada pela empresa São Paulo Alpargatas.

 

Nascido Ralph Lifshitz, Ralph Lauren iniciou sua carreira vendendo gravatas e hoje é dono de uma das marcas mais importantes do mercado do luxo, criada em 1967. A grife aposta em criações de luxo acessível, como camisetas e pólos, mas aposta também na coleção de produtos de edição limitada, como podemos ver na loja brasileira. Sua sofisticação e cuidado nos detalhes está presente em todas as hierarquias do luxo onde a marca atua. Lauren representa um estilo de vida.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Avalanche Tricolor: insistente como a água, perseverante como nós!

 

Grêmio 2 x 0 Campinense
Copa do Brasil – Arena Grêmio

 

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“A água mole cava a pedra dura”, escreveu Ovídio dois milênios atrás, frase que ganhou variações conforme a cultura, mas sempre para enaltecer o perseverante, virtude dos vitoriosos. As conquistas vem desse esforço às vezes incompreensível. Esta insistência que está atrelada a paciência tende a ser premiada ao final, desde que moldada pelo talento e inteligência. Aqui no Brasil, o provérbio criado no latim transformou-se no verso “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Ou, em bom português: insiste que dá. E não é que deu!

 

Foram necessários 63 minutos, mas nossa insistência em atacar, chutar e tentar foi premiada não apenas com um, mas com dois gols na partida de ontem à noite, pela Copa do Brasil. Fazia tempo que não via a gente se esforçar tanto para chegar ao gol. Jogadas bem construídas, troca de passe relevante, chegada de nossos alas na linha de fundo e nossos meias se aproximando dos atacantes na área: este somatório nos permitiu chutar pela direita, pela esquerda, por baixo, por cima, colocada, no travessão, nas mãos do goleiro , no peito do adversário … só não conseguíamos chutar na rede.

 

O futebol que nos levava na cara do gol, não parecia capaz de nos levar a fazer o gol. E isto é um perigo neste esporte sempre cheio de frases prontas a serem executadas. “Quem não faz leva”, logo passaram a lembrar alguns. E o pior cenário apenas não se desenhava porque o adversário não tinha competência para superar nossa defesa, mais uma vez bem posicionada. Escapou uma ou duas vezes, não mais do que isso. Mesmo com baixo risco, classificar-se à próxima fase da Copa só com um empate em casa seria frustrante.

 

Justiça se fez no segundo tempo. Primeiro no gol de Douglas, que curiosamente só marcou porque dois dos nossos desperdiçaram a jogada, na sequência; e depois no de Lincoln, já nos acréscimos. Mas, principalmente, no excelente futebol de Yuri Mamute, que entrou para desequilibrar a partida, novamente. Verdade que ele também perdeu seus gols e jogadas. Mas assim como todo o time não se desesperou por causa disso, apenas continuo lutando na crença de que seria recompensado. Ao deixar o campo, consagrado mais uma vez, nosso jovem atacante ainda teve tempo de demonstrar equilíbrio: “sou titular entre os 18”.

 

Mamute deve voltar ao banco no próximo jogo. Braian Rodriguez continuará sendo escalado como titular até porque ele, Luis Felipe e toda a torcida do Grêmio sabem que “un goteo constante puede erosionar una roca”. E nossa paciência é Imortal!

Senhor Prefeito: nossos bairros são nossos Parques!

 

Por Regina Monteiro
Arquiteta e urbanista
Artigo escrito para o Blog do Mílton Jung

 

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São Paulo não tinha um Plano Diretor até 1971 e a cidade cresceu a partir dos proprietários de glebas que abriram ruas e venderam lotes sem planejamento e regras de usos para os imóveis que surgiam. A falta de critérios urbanísticos levou a Cia City e outras proprietárias de grandes áreas, que se preocupavam com a qualidade urbanística dos seus empreendimentos, a fazer projetos de BAIRROS JARDIM nos moldes das Cidades Jardim Europeias.

 

Para atrair compradores de terrenos na década de 20, distantes do burburinho do centro antigo, as companhias loteadoras investiram em projetos com padrões urbanísticos diferenciados. As ruas deveriam ser sinuosas com pouca largura, já com a preocupação de impedir o fluxo intenso de trânsito por se tratar de bairros para moradia, contrapondo o traçado ortogonal imposto então pelas leis municipais da época.

 

As calçadas deveriam ser largas com faixas verdes impermeáveis e as ruas densamente arborizadas. Para a salubridade e permeabilidade dos lotes, as loteadoras exigiram recuos dos vizinhos, altura máxima das casas, áreas que não deveriam ter nenhuma construção, não poderiam ser construídos prédios que permitissem mais de uma família no mesmo terreno e dependendo das características de cada bairro planejado era exigido um tamanho mínimo generoso para cada lote.

 

Para garantir aos compradores que os investimentos poderiam ser feitos e que as regras exigidas não seriam mudadas, as companhias aprovaram os projetos de loteamento na Prefeitura e as plantas e os memoriais descritivos com as regras exigidas foram averbadas e registradas em cartório.

 

Todas as escrituras dos compradores deveriam conter todas as regras estabelecidas e desta forma foram consolidadas, o que hoje conhecemos como “restrições contratuais”. Ou seja, ninguém seria enganado. Os compradores já sabiam de antemão que o seu terreno era diferenciado, tinha regras claras e específicas e fazia parte de projeto urbanístico e contido em um BAIRRO JARDIM.

 

Os anos passaram e o novo conceito urbanístico foi um sucesso e assim nasceram o Jardim América, Alto de Pinheiros, Jardim da Saúde, Jardim da Aclimação e muitos e muitos outros. O que mais impressiona é que até a primeira lei de zoneamento os BAIRROS JARDIM foram preservados por todos. Quando o primeiro Plano Diretor foi aprovado em 1971 e a primeira lei de zoneamento em 1972, 40 anos depois do surgimento dos consagrados BAIRROS JARDIM, os legisladores entenderam a importância histórica, urbanística e ambiental e criaram então zonas especiais para estes verdadeiros parques e chamaram de Z1. E mais, criaram um artigo na Lei só para as regras exigidas pelas loteadoras e foram registradas nos cartórios que faço questão de transcrever:

 

“Art.39 – Ficam mantidas as exigências de dimensionamento, recuos, ocupação e aproveitamento do lote, estabelecidas em documento público e devidamente transcritas em Registro de Imóveis, para arruamentos aprovados pela Prefeitura, sempre que as referidas exigências sejam maiores do que as fixadas na Lei nº 7.805, de 1º de novembro de 1972, e as da presente lei.”

 

Foi aí que tudo começou. Parece que bastou dizer que não pode, para atiçar o mercado imobiliário. São Paulo tem 1.509km², mas há 40 anos que querem comer pelas bordas os 4% de BAIRROS JARDIM. Desde então a sociedade mobilizada luta contra os especuladores que querem adensar a cidade e vender a VISTA PARA A ZONA 1.

 

Tivemos então que apelar para os órgãos de preservação do Município e do Estado e conseguimos de forma inédita o tombamento das características urbanísticas de alguns BAIRROS JARDIM. Nestes últimos 40 anos, vai governo, vem governo, grupos se mobilizam para mudar o zoneamento dos BAIRROS JARDIM e acabar com as regras registradas no cartório.

 

Os BAIRROS JARDIM são hoje, mais do que uma referencia histórica de padrões urbanísticos consolidados. São UNIDADES AMBIENTAIS fundamentais para nossa cidade.

 

A carta da temperatura da superfície do Atlas Ambiental da cidade de São Paulo demonstra as ilhas de calor e mostra claramente que os BAIRROS JARDIM possuem pelos menos 6° C a menos que as demais regiões. No mesmo Atlas Ambiental notamos que as poucas regiões da cidade com alguma cobertura vegetal são exatamente os BAIRROS JARDIM.

 

A Prefeitura esta neste momento revisando o zoneamento da cidade. Em vez de propor novos BAIRROS JARDIM para diminuir as ilhas de calor e aumentar a área permeável da cidade, espalhando qualidade de vida de forma justa para todos, adivinhem o que estão propondo? Uma tal de Zona Corredor que como uma faca corta os tecidos consolidados dos BAIRROS JARDIM.

 

Por conta da falta de uma hierarquização viária séria e “deixando” uma Companhia de Engenharia de Trafego jogar carros, caminhões circulando por dentro dos BAIRROS JARDIM, (lembrando que o viário lá na década de 20 foi feito justamente para impedir o tráfego intenso), em nome do progresso, que a cidade esta mudando e que precisamos aproximar a moradia do trabalho, a Prefeitura inventou a tal Zona Corredor que vai permitir o comércio permeando os BAIRROS JARDIM, premiando quem já esta lá irregularmente e atraindo evidentemente mais trânsito que é o grande vilão das características urbanísticas de preservação.

 

Senhor Prefeito, um apelo sincero. Não deixe que os seus técnicos, de forma dissimulada acabem com os BAIRROS JARDIM de São Paulo. Ao contrário, crie mais BAIRROS JARDIM. Faça com que os Jardins Ângela da cidade tenham as características urbanísticas e ambientais do Jardim Paulista.

 

Prefeito, atente: os BAIRROS JARDIM são os nossos Parques! Nós vamos brigar muito por eles!

 

O hoje e o amanhã do varejo

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Na posse do novo Conselho da ABRASCE os empreendedores e executivos de Shopping Centers ouviram na quarta-feira valiosas informações.

 

Alberto Serrentino, palestrante da NRF 2015 e titular da VARESE Retail & Strategy, apontou o bom momento das grandes organizações de varejo, que mesmo com as incertezas econômicas estão em expansão. O tempo em que os maiores varejistas desapareciam diante das crises está longe.

 

O número de lojas que abrirão este ano é significativo. Lojas Renner 45, Riachuelo 40, Magazine Luíza 40, C&A 29, Forever 21 21, Lojas Americanas 140, Óticas Carol 170, etc.

 

O varejo em geral teve alta de 1,8% nos últimos doze meses, embora tivesse queda de 6,4% no fluxo de pessoas nas lojas de rua e Shopping na comparação do primeiro trimestre com 2014. Apenas o setor de moda teve queda, mantendo o mesmo -1% do ano passado.

 

A incerteza gerada pelo mau humor atual do consumidor brasileiro pode ser uma ameaça ao desempenho futuro, mas há atalhos positivos. O setor de moda lidera o e-commerce com 17% do numero de pedidos num universo de 61 milhões de consumidores. E, o OMNICHANNEL, se acentua mostrando um caminho obrigatório para o varejo.

 

O OMNICHANNEL são todos os canais servindo ao consumidor, num relacionamento pleno, em que não se sabe a origem da decisão de compra. Se do e-commerce, Mobile Commerce, TV commerce, Social Commerce,loja física,catálogo,visita porta a porta, e também de quantas idas e vindas dentro destes canais.

 

A loja física precisa ser tecnológica, a loja virtual tem que apresentar customização e relacionamento, ou seja, o “editor” deve levar em conta o aproveitamento extremo das características de cada canal, para diferenciá-los.

 

É um desafio de percepção que já está sendo entendido pelas lojas. Pelos Shoppings ainda não se sabe. Na reunião não houve uma esperada manifestação, pois as lojas de Shopping vendem pela internet e não pagam por isso.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

A Vida dos Outros: para ver sem nenhum mala ao lado

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“A Vida dos Outros”
Um filme de Florian Henckel
Gênero: Suspense
País: Alemanha

 

É uma história real do sistema de espionagem existente na Alemanha durante o período da guerra fria. Nos anos 80, o Ministro da Cultura se interessa por uma atriz famosa que por sua vez é namorada de um importante dramaturgo. Com suspeitas dos dois serem infiéis às ideias comunistas, eles começam a ser espionados por um temido capitão que acaba adorando conviver com a história deles, e se envolvemdo muito mais do que deveria.

 

Por que ver:
Sabe aquele filme que simplesmente não existe a possibilidade de alguém não gostar, tipo como chocolate… Este é o caso! Sucesso total de público e critica.

 

Como ver:
Agora que começou o friozinho, você troca seu jantar por uma sopinha em frente ao sofa e aperta o play; no meu caso, que estou de regime, o filme ajudará a esquecer a fome de tão bom!

 

Quando não ver:
Se você tiver aquele amigo super mala junto! Sabe aquele que adora ser do contra? O mundo ama chocolate, ele detesta… O mundo amou este filme e ele, só para encher o saco, dirá que é ruim!!! Mala deve ficar na casa dele! A sopa será uma melhor companhia.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos.

 

Avalanche Tricolor: vitória da maturidade

 

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Campeonato Gaúcho – Caxias do Sul

 

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Caxias do Sul sempre foi uma espécie de parque de diversões. E não leia esta frase de forma invertida, não! Falo das lembranças de família e de juventude. Não me refiro ao futebol.  Foi lá que passei boa parte das férias na minha infância. Costumávamos dividir os 30 dias regulamentares de descaso do meu pai entre a praia e a serra. Também gostávamos de visitar a cidade dos Ferretti durante a Festa da Uva e assistíamos ao desfile na janela da casa de uma das tias de Caxias, na avenida principal. Na adolescência, passei a ir para lá com os amigos, pois éramos muito bem recebidos pela turma do basquete e batíamos bola na sede campestre do Recreio da Juventude. Gostávamos mesmo das festas à noite. Depois, foi a vez das namoradas caxiense que me faziam subir à serra gaúcha. Boas lembranças de uma época em que não cobravam maturidade nas minhas decisões!

 

Quando o assunto era futebol, porém, a coisa ficava mais complicada. Jogar contra o Caxias ou o Juventude, assistir aos jogos nas arquibancadas do Centenário e do Alfredo Jaconi e cobrir as partidas no gramado dos dois times da cidade costumavam provocar alguns surpresas desagradáveis. Além de torcidas aguerridas, as equipes da casa sempre foram bastante competitivas e o Grêmio, apesar de algumas vitórias históricas, enfrentou muitas dificuldades. Por tudo isso, o jogo dessa tarde de domingo trazia momentos marcantes à memória, para o bem e para o mal. Era de se esperar dificuldade maior do que a que encontramos. Digo isso não para desmerecer o adversário. Pelo contrário: enalteço aqui a maturidade do time gremista.

 

Fizemos um gol cedo, em lance que teve o mérito de Brain Rodriguez e o talento de Giuliano. Nosso gringo acreditou em bola que estava quase perdida pela lateral. Pouco antes já havia dado um carrinho e encarado os zagueiros na linha de fundo. Mesmo que siga sem marcar com a frequência que um centroavante precisa, mostrou-se muito mais participativo nesta tarde. E graças a isto, recuperou a bola e deu de bandeja para Giuliano, permitindo que este completasse o contra-ataque com bom domínio e chute preciso, no ângulo. Aliás, um dos únicos chutes que demos a gol. Nem precisava mais. A vitória simples, fora de casa, nos colocaria em excelentes condições de chegar à final do Campeonato Gaúcho.

 

No restante da partida, o Grêmio soube como poucas vezes acabar com o jogo sem correr riscos, exceção a um ou outro lance adversário. Segurou a bola, trocou passes à exaustão, não se precipitou, cavou faltas, dominou o jogo nos 90 e poucos minutos de disputa. Ao contrário de outras oportunidades, em que passamos sufoco e não conseguíamos manter a bola entre os nossos, fiquei impressionado com a personalidade de nossos jogadores. E, além do golaço de Giuliano, foi o que mais me agradou nesta tarde em que Caxias do Sul voltou a me dar alegrias.