Avalanche Tricolor: com a tranquilidade que só as vitórias oferecem

 

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Campeonato Gaúcho – Arena Grêmio

 

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Foi Marcelo Oliveira quem disse, ao fim do jogo desta noite, que a vitória traz tranquilidade para a semana que se segue. Tranquilidade que, aliás, o time mostrou em campo antes mesmo de conquistar a vitória. Pois teve calma para trocar bola na busca do espaço que lhe permitiria chegar ao gol. E o fez com a bola de pé em pé, especialmente pelos pés do próprio Marcelo, que aproveitou muito bem as descidas pelo lado esquerdo, como tem feito sempre que é escalado na lateral. Maior aproveitamento ainda teve Giuliano que marcou os dois gols da vitória gremista. Nosso camisa 11 tem se destacado a cada partida, movimentando-se à frente da área e decidindo sempre que entra nela. Queria apenas que alguém mais entendido no assunto me explicasse o que significa aquela comemoração com o dedo indicador movimentando-se como se dissesse “não”… para depois apontar ao céu em mensagem que, aí sim, consigo entender plenamente. Coadjuvante nos dois gols, o primeiro ao se antecipar ao goleiro e o segundo ao fazer o passe de cabeça, Braian Rodríguez cavou mais um pênalti e recebeu várias faltas. Mesmo que eu prefira vê-lo fazendo os gols, deve-se levar em consideração que ainda é um recém-chegado e precisa acertar o tempo da bola com seus colegas. Está de bom tamanho, por enquanto.

 

A tranquilidade das vitórias (assim como a da liderança do Campeonato) também me permite falar um pouco mais sobre assunto que tem me chamado atenção no time desde o início deste ano, mas que os resultados ruins das primeiras rodadas não nos davam espaço para tratar. Ao contrário de temporadas anteriores, é evidente a orientação de Luis Felipe Scolari para se eliminar os chutões para o ataque, ligações diretas que me irritavam profundamente e tornavam nossos atacantes em espécies de pescadores solitários de bola. Barcos foi um dos que mais sofreram com aquele tipo de jogo. Hoje, poucas vezes se vê alguém despachando a bola para frente. Prefere-se o passe para o companheiro mais bem colocado ou até mesmo o recuo, se mais seguro, privilegiando-se o controle da bola. Bem verdade que ainda tem gente errando passes de mais, fato que precisa ser consertado em tempo, mas isso também é fruto desta tentativa de trocar a bola em vez de apenas rifá-la.

 

Para nos deixar ainda mais tranquilos, temos um defesa segura, que levou apenas um gol nas últimas sete partidas, outra mudança considerável depois da fragilidade dos primeiros jogos. Resultado do sistema defensivo que se contrói a partir da pressão dos atacantes e dos jogadores mais avançados que atrapalham a saída de bola e dificultam as jogadas ofensivas do adversário. Ver Douglas dando carrinho para impedir o contra-ataque inimigo é símbolo deste compromisso do time. Registre-se: mais um mérito de Luis Felipe Scolari.

 

Diante de tantos fatos tranquilizadores, quem sabe dá tempo até para aprimorar as cobranças de falta? Aliás, de falta e de pênalti, também! Perder dois seguidos como aconteceu nas últimas rodadas deve servir de alerta, pois estamos nos aproximando das fases decisivas e da Copa do Brasil, e o preço por estes desperdícios pode ser muito alto.

 

Que a semana continue tranquila para todos nós!

 


A foto que ilustra este post é da página oficial do Grêmio no Flickr

Mundo Corporativo entrevista Guilherme de Almeida Prado sobre empreendedorismo social

 

 

Negócios sociais reúnem a intencionalidade de fazer o bem das ONGs com a meritocracia e a busca pelo lucro da empresa privada. De acordo com o administrador de empresas Guilherme de Almeida Prado este é um novo modelo que tem se apresentado com forte potencial nos últimos anos. Sobre as estratégias e oportunidades neste segmento, Prado foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Ele é diretor da Konkero, um portal de finanças pessoais que trabalha dentro dos parâmetros de empresas sociais.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas,no site da rádio CBN: CBN.com.br. Os ouvintes podem participar com e-mails para mundocorporativo@cbn.com.br e para os Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Paulo Rodolfo, Carlos Mesquita e Ernesto Foschi.

Maus hábitos: um filme perturbador e ousado

 

Por Biba Mello

 

FILME DA SEMANA
“Maus Hábitos”
Um filme de Simon Bross
Gênero: Drama
País:espanha

 

 

Conta a história de uma família unida por uma variedade de distúrbios alimentares. Sua fé, seu amor, sua vaidade são postas à prova. Uma feira, uma socialite, um homem insatisfeito com sua vida conjugal contam esta história perturbadora e ousada.

 

Por que ver: estamos em uma época em que se coloca a vaidade acima de tudo e para nos encaixarmos em um modelo estético “aceitável” cometemos algumas loucuras; este filme levanta a questão e nos faz refletir se realmente vale a pena nos submeter a certos sacrifícios desmedidos. Estudei este roteiro quando estava escrevendo o meu longa e simplesmente não consigo tirá-lo da cabeça.

 

Como ver: sua mãe ou marido o perturbam por seus quilinhos a mais? Pegue estes dois chatos e os coloque para assistir! Será um tapa na cara da sociedade! Kkkkkkkk

 

Quando não ver: no início de uma dieta… Vai pirar a cabeça! Melhor não arriscar!

 


Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos

Luxo pode ser para poucos, mas honestidade é para todos

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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“O jeitinho brasileiro” é um dos principais slogans que acompanham o Brasil. Pode ser interpretado de várias formas: boas e ruins, claro. Se por um lado, o brasileiro tem garra e luta por seus objetivos – o que é incontestável -, infelizmente, essa expressão também nos remete a algo que ocorre comumente por aqui: “dar um jeito” carrega consigo a ideia de burlar leis, furar filas, encontrar atalhos, ser favorecido, ter atendimento privilegiado em prejuízo a outros cidadãos.

 

Observando os protestos realizados no último domingo, 15 de março, bem como as manifestações que marcaram 2013 – e, diziam, ironicamente, terem se iniciado pelos famosos 20 centavos na passagem do ônibus -, noto que as pessoas tem comportamentos contraditórios, algumas chegam a assustar tamanho o desconhecimento. É fundamental que nosso povo seja politizado (quem sabe um dia) e lute por seus direitos, mas é lamentável ver que se cobre do governo o que muitos de nós não exercemos: a honestidade. Pouco adianta pedir mudanças no comportamento das autoridades, se no dia a dia agimos com desonestidade. Um dinheiro para o guarda de trânsito nos livrar da punição, propina para liberar a carteira de habilitação cancelada por excesso de multas, estacionar em vagas para pessoas com deficiência, gorjeta para agilizar o atendimento na delegacia ou repartições públicas são apenas alguns exemplos de atos ilegais que ocorrem no cotidiano.

 

O problema é que para desenvolvermos uma consciência cidadã é preciso muita educação. E com o governo que temos atualmente, inclua-se nesta crítica todos os que vieram antes, investir nesta área não é prioridade. Por isso, difícil ter alguma previsão de que um dia nos tornaremos politizados. Também acho incrível a quantidade enorme de brasileiros que postam artigos em seus perfis nas redes sociais muitas vezes sem saber exatamente o que estão falando ou sem conhecer nossa história. Deixo claro que sou a favor dos protestos e, obviamente, não estou satisfeito com a situação atual do país e da forma como vem sendo governado (ou seria, roubado?). Porém, penso que devemos fazer nossa parte, mudar essa mentalidade de querer levar vantagem em tudo. Não apenas pregar e cobrar honestidade, mas agir com honestidade, ensinar às próximas gerações de que este valor não é um luxo, coisa para poucos. É uma obrigação de todos!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

São Paulo: energia nova no Conselho de Política Urbana

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O Conselho Municipal de Política Urbana, que na forma de órgão consultivo recebe tudo que se relaciona com as questões urbanas da cidade de São Paulo, em eleição realizada domingo para o segmento de Associações de Bairro, elegeu quatro novos representantes. A chapa CIDADE VIVA encabeçada pelo músico Sergio Reze ficou com duas cadeiras, e a CIRANDA representada pela arquiteta Regina Monteiro com uma. Coube a SÃO BENEDITO LEGAL completar com uma vaga o segmento.

 

O currículo dos líderes envolvidos na CIDADE VIVA e CIRANDA é exemplar. Sergio Reze tem contribuído em muito pela preservação da cidade. Diretor do Defenda e da AMAPAR Associação do Parque Previdência, aglutinou em sua chapa representantes expressivos de bairros de distintas condições econômicas, mas com invejável qualidade de vida. E esta experiência o habilita a cumprir o propósito de defender as melhores condições para todas as espécies de zoneamento da cidade. Revitalizando as que deterioraram e mantendo as que estão preservadas.

 

Regina Monteiro, a urbanista ilustre do CIDADE LIMPA, idealizadora e executora deste revolucionário projeto quando diretora da EMURB, fundadora e Presidente do Defenda, volta agora ao embate urbano de São Paulo representando um punhado significativo de entidades de bairro que necessitam da força do conhecimento técnico e político que ela possui.

 

A chapa SÃO BENEDITO LEGAL deverá fazer um contraponto ao abrigar proprietários de imóveis que buscam a legalização comercial. Por constatar situações de fato criadas pela falta de controle, ou por, simplesmente, desacreditar em recuperação de áreas degradas ou repudiar modelos seletivos.

 

De qualquer forma a preservação será mantida, com os votos da Cidade Viva e Ciranda. E daí os nossos votos que todas as Chapas atuem exemplarmente a favor da qualidade de vida da cidade.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Adote um Vereador: cidadão atento reduz espaço para corrupção

 

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A agenda cidadã no fim de semana foi agitada, especialmente no domingo quando milhões de brasileiros deixaram suas casas para protestar contra o Governo de Dilma Roussef. Cada um apresentando a sua causa e todos indignados com a corrupção. Viúvas do Governo Militar estiveram nas ruas, também, mas foram minoria. Ainda bem! Em São Paulo, foi onde houve a maior concentração como era de se esperar. Coincidentemente, na mesma data em que completávamos 30 anos da posse do primeiro presidente civil eleito no Brasil, após 21 anos sob a ditadura militar. Dois dias antes, grupos menores e barulhentos atenderam ao chamado de centrais sindicais e outros movimentos sociais que apóiam o Governo Federal, apesar de serem contrários ao ajuste fiscal proposto pela presidente. Ou seja, o fim de semana começou e terminou com gente gritando, direito que aliás só temos em democracias.

 

Em meio as duas atividade de expressão, e sem nenhuma comparação, é lógico, tivemos no sábado o encontro do Adote um Vereador, em São Paulo. Para nós poucos que insistimos em acompanhar o trabalho do legislativo municipal já faz parte da nossa agenda cidadã o bate-papo em torno da mesa do café do Pateo do Collegio, todo segundo sábado do mês. Reservamos de duas a três horas para falarmos de nossas atividades, angústias e decepções. O legal é que a conversa sempre renova minha animação, principalmente quando aparece gente nova no pedaço. Desta vez foram dois novos adeptos: o Artur Monteiro, do centro, que defende a bandeira pelo desmonte do Minhocão, e o Rogério dos Santos Raimundo, da zona leste, que tentava entender como poderia fazer parte do Adote. Além disso, havia velhos combatentes de guerra como Alecir, Cláudio, Rafael, Vitor, Lucia, Chico, Silma, entre outros.

 

A Câmara de São Paulo também tem gente nova. A começar pelo presidente que mudou: em lugar de José Américo, do PT, assumiu Antonio Donato, também do PT. Novo no cargo apenas. Afinal, Donato já está na política há muito tempo, foi até secretário do prefeito Fernando Haddad, a quem, por constituição, terá de fiscalizar. Sim, essa é uma das funções dos vereadores, aliás bem pouco exercida. A maior parte dos governistas faz vistas grossas para o que ocorre na prefeitura e a maior parte dos adesista aceita qualquer coisa, venha de onde vier, desde que em troca da aprovação de um projeto de lei, da liberação de verba para o reduto eleitor, indicação para cargos ou sei lá mais o que costumam negociar. Na oposição mesmo, são poucos. Nem eles, porém, são muito adeptos à fiscalização. Saiba, porém, que, se tem uma coisa que você pode cobrar do seu vereador, é o que ele está fazendo para fiscalizar à prefeitura e empresas municipais.

 

Vereadores têm outra função importante, também: apresentação, discussão e aprovação de projetos de lei. Sabe aquela lei que permitiu, sob algumas restrições, que cachorro também ande de ônibus em São Paulo? Foi proposta por vereadores, discutida e aprovada. Depois de aprovada é que vai à sanção do prefeito que pode aceitá-la, e daí vira lei, ou vetá-la, e daí volta para o parlamento analisar o veto. Acompanhar os projetos de lei propostos pelo seu vereador é uma boa forma de ver se ele está conectado com os problemas da cidade. A lista dos projetos você encontra no próprio site da Câmara ou se preferir pode pedir para o vereador lhe enviar por e-mail. Eles tem funcionários nos gabinetes, pagos com nosso dinheiro, para fazer este trabalho: atender o cidadão. Pede, olha, analisa e depois dá um “feedback” para o vereador. Feedback – gostou da palavra? – é o que os gestores costumam fazer quando chamam os empregados e dizem o que pensam e esperam sobre o trabalho deles. Além do feedback você também pode compartilhar sua opinião com outras pessoas, provocando-as a falar sobre o tema nas redes sociais, por exemplo.

 

Quanto a avaliação de projeto, na conversa deste sábado, o Rafael trouxe um ótima sugestão. Muitas vezes a gente fica na dúvida sobre o que devemos avaliar para saber se o projeto é bom ou ruim para cidade. A análise é sempre muito subjetiva. Após discussão com a turma do EuVoto.Org, sobre quem já falamos aqui no Blog, eles chegaram a cinco critérios, com notas que variam de 1 a 5:

 

  1.  Importância para a cidade
  2.  Impacto no dia-a-dia do cidadão
  3. Importância pedagógica
  4. Impacto para a resolução do problema
  5. Viabilidade de aplicação

 

Gostei da ideia. E você? Teria outros itens que considera importantes e podem fazer parte desta avaliação? Então, faça a sua própria lista de critérios, escolha um vereador e passe a olhar com mais atenção para o trabalho que ele realiza. Talvez com o legislativo sob o olhar do cidadão, falcatruas como as que nos incomodam nesse momento no País não se repitam com tanta frequência. Está evidente que quanto mais distantes nós estivermos do parlamento, mais distantes dos nossos interesses serão as decisões tomadas por eles.

Avalanche Tricolor: no passo certo

 

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Campeonato Gaúcho – Arena Grêmio

 

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A troca de passe tem se tornado nos últimos tempos quase uma obsessão para mim. Poucas jogadas em uma partida têm me chamado mais atenção. Fico prestando atenção na movimentação do jogador que entrega a bola para o companheiro e se desloca para receber mais à frente. Gosto quando é tocada de uma só vez de pé em pé, às vezes em triangulação e outras em profundidade. Incomoda-me quando o ‘passador’ prefere jogar para trás em lugar de entregar a bola para um companheiro que esteja mais avançado. Temos de ganhar terreno, por que, então, decidiu recuar? Futebol exige dos jogadores um poder incrível de tomada de decisão. Toca para lá? Toca para cá? Arrisca o drible? Quem sabe lança para dentro da área? Tudo tem de ser decidido com muita rapidez. Não há tempo a perder. O adversário marca firme. Tenta fechar todos os espaços. Para roubar a bola, usa de todos os recursos. Legais ou não. Quando a decisão é certa e o passe preciso, desmancha-se a marcação e a possibilidade de gol aumenta.

 

Em meio a forte defesa enfrentada no jogo de sábado à noite, ver Douglas puxar a bola para a esquerda e, com alguns leves toques, conseguir espaço para fazê-la correr pela grama entre cinco adversários e alcançar Marcelo Olivera, já dentro da área, como aconteceu no segundo tempo, me faz vibrar. Melhor se fosse gol, mas não foi daquela vez. Bem antes desse passe, ainda no primeiro tempo, gostei também da jogada em que Giuliano, pela direita, tocou a bola à frente, em profundidade, para Matias Rodríguez surgir por trás da defesa, chegar a linha de fundo e cruzar. Braian Rodríguez se esticou todo. Foi quase, mas não seria ainda daquela vez. Tivemos outras chances de chegar ao gol que resultaram de passes certos ou de chutes à distância.

 

Mesmo sem entrosamento, Cristian Rodríguez, o estreante, mostrou que além de passar bem, não tem medo de driblar. Quando precisou, também arriscou de fora da área. Pode fazer muita diferença em campo. Para não esquecer a outra estreia: Maicon também foi forte em campo, distribuiu a bola, desarmou e chutou quando possível. Luis Felipe fez mudanças, trocou jogadores de lado e de posição, mas apesar de todo esforço, não conseguíamos furar a defesa. Até que drible e passe combinados fizeram a diferença. A começar por Everton que costuma entrar no segundo tempo mais endiabrado do que quando sai jogando. Teve personalidade ao carregar a bola da lateral em direção à intermediária, e precisão ao enxergar Giuliano se deslocando para a área. Nosso outro meio-campo, Giuliano, também. Foi preciso no drible e solidário no passe. Escapou da marcação e deixou Braian Rodríguez livre para fazer o gol que nos daria a vitória e a liderança do Campeonato Gaúcho. Braian fez o que se espera: seja com presença na área, seja ao provocar o pênalti, seja no momento de decidir. É só isso que precisamos de um centroavante (como se fosse pouca coisa!).

 

Com paciência para esperar o momento certo, a confiança que os novos reforços trazem e a melhora de desempenho de alguns que já estavam no grupo, como é o caso do Giuliano, estamos construindo a caminhada para o título. Já somos líderes!

Conte Sua História de SP: licença para ser paulistano

 

Por Silvio Afonso Almeida

 

 

Minha paixão pela cidade de São Paulo começou bem cedo e cada vez aumenta mais. Cheguei de Minas Gerais aos três anos de idade e minha família foi morar em Diadema e depois em São Bernardo do Campo no ABC paulista.

 

Na minha adolescência tinha o sonho de ir a São Paulo para comprar roupas, pois era comum ouvir as pessoas contarem o quanto era legal fazer compras na “cidade”. Na primeira vez me assustei, mas a sensação foi inesquecível: subir a General Carneiro entupida de gente foi uma visão incrível. No entanto, era difícil fazer aquilo sempre. Aos 19 anos vim morar na zona Leste de São Paulo sem ter outra opção, já que minha família encontrava-se numa tremenda crise e eu já era seu arrimo. O bairro não era exatamente o panorama de meus sonhos dessa maravilhosa cidade e foi difícil me acostumar. Mas com o tempo meu coração foi encontrando seu lugar aqui. Me recordo do dia em que passando em frente a Bolsa de Valores, vi um homem muito bem vestido falando em um aparelho móvel colado ao ouvido eu não acreditei no que via, era um celular, embora não tivesse noção exata disso. Tudo ao meu redor me provocava encantamento e fui me apaixonando.

 

O apogeu dessa minha paixão foi no dia em que tive a oportunidade de fazer um voo panorâmico pela cidade. Era uma promoção de um fornecedor da empresa em que eu trabalhava. Foi arrebatador! Decolamos do Campo de Marte e logo o horizonte infinito de São Paulo foi se desdobrando diante de minha vista. Como era imensa! Linda! Todas aquelas sensações iam como que consolidando dentro mim a minha ligação com essa cidade. O medo do aparelho voador ficou em último plano. Sobrevoamos o Ibirapuera, depois tive a impressão de estarmos sendo engolidos pelos telhados até pararmos bem encima da maravilhosa Avenida Paulista. Ciente do quanto eu gostava da cidade, o comandante fez questão de girar a aeronave em 360° e eu quase perdi o fôlego diante daquele espetáculo. Em seguida, nos dirigimos ao edifício Itália para onde iríamos mais tarde para um jantar. Dalí, fomos para Perdizes e pairamos sobre o Parque Antártica onde eu costumava assistir o verdão jogar. Infelizmente era um dezembro escuro do ano de 2001 e estávamos em plena crise de energia elétrica e o racionamento apagou as luzes do natal.

 

Do alto do Terraço Itália, saboreando uma trança de salmão com um legítimo vinho italiano, contemplávamos a cidade e eu tinha uma certeza: São Paulo é realmente a minha cidade e tive licença de me considerar um paulistano.

 

Silvio Afonso Almeida é personagem co Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você participar com história enviadas, em texto, para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo entrevista Mário Sérgio Cortella sobre trabalho, liderança e ética

 

 

A busca por um propósito é o melhor caminho para você enfrentar os desafios do ambiente de trabalho, com mais prazer e menos estresse. Essa é uma das recomendações do filosofo Mário Sérgio Cortella, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. “Todo esforço intenso gera cansaço, o que causa estresse é o esforço sem sentido”, diz Cortella, que também é comentarista do quadro Academia CBN, que vai ao ar no Jornal da CBN, de segunda à sexta”. Além de trabalho, Cortella fala, também, sobre liderança e ética.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas,no site da rádio CBN: CBN.com.br. Os ouvintes podem participar com e-mails para mundocorporativo@cbn.com.br e para os Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a participação de Paulo Rodolfo, Carlos Mesquita e Ernesto Foschi.

Páscoa em Londres: Harrods oferece experiência única com Ovos Fabergé

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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A Páscoa está logo ali e, enquanto muitas marcas e empresas atraem seus clientes pelo chocolate em si, a loja britânica Harrods, ícone do luxo inglês no mundo, surpreende seus clientes com seu bom gosto e sofisticação. Em sua vitrine, o destaque são os Ovos Fabergé em sua vitrine, sobre os quais já conversamos neste espaço.

 

Puro luxo digital. A marca de jóias finas é destaque de uma vitrine interativa da Harrods (com vista da Brompton Road), tendo como destaque um ovo 3D interativo. Os visitantes escolhem o seu Fabergé favorito em um iPad, dentro da loja, e conferem como ele fica a partir de projeção na vitrine, em 3D, provocando um efeito incrível.

 

Fabergé+Egg+Charm+Cluster

 

A Harrods será ainda palco de uma caça ao ovo de Páscoa com uma pequena diferença: o prêmio será um pingente de ovo Fabergé. Para entrar, os visitantes devem caçar os seis ovos Fabergé gigantes que foram escondidos em diferentes andares da loja, e registrar suas descobertas através de um aplicativo de celular.

 

Pura experiência no ponto de venda. Experiência que, neste caso, foi muito além da interatividade e tecnologia. Com a brincadeira tradicional da caça aos ovos, proporciona sensação memorável para as crianças e, não tenho dúvida, para marmanjos e senhoras.

 

A excelência em produtos e serviços tornou-se “commodity” no segmento do luxo, portanto cabe às empresas agirem, como age a Harrods, de forma a encantar o cliente através de experiências sensoriais.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.