A nova oligarquia do futebol brasileiro

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A partir de 2011 um novo ciclo financeiro foi estabelecido para os times brasileiros em decorrência de mudanças nas cotas de TV, principal receita da maioria dos clubes. Visando a hegemonia existente da TV GLOBO, o CADE determinou, em nome da livre concorrência, uma licitação entre as empresas interessadas no direito de transmissão do campeonato brasileiro. O Clube dos treze, que negociava todos os contratos, lançou então um edital no valor de R$ 516 milhões que sucedia o anterior de R$ 269 milhões.

 

Por influência da CBF e da TV GLOBO, e assediados pelo presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, os clubes aceitaram tratar diretamente com a televisão. Negociados individualmente os contratos chegaram em torno de R$ 1 bilhão. O Clube dos treze que representava os clubes mais influentes e intimidava a CBF e a TV GLOBO foi extinto. E, a partir de 2012, o Brasil passou a ter a quinta maior cota de TV do mundo. Atrás apenas da Inglaterra, Itália, França e Espanha. Tamanho salto deixou a maioria dos times exultantes. Não perceberam que a negociação individual, embora trazendo aumento significativo naquele momento, iria fortalecer os mais fortes e enfraquecer os mais fracos.

 

Até então, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco e Palmeiras recebiam R$ 25 milhões. Santos, 16 milhões. Cruzeiro, Atlético MG, Grêmio, Inter, Fluminense e Botafogo, 16 milhões. Sport, Bahia, Vitória BA, Coritiba, Atlético PR, Guarani, Portuguesa e Goiás, 13 milhões. Pela nova negociação Flamengo e Corinthians tiveram aumento de 340%, o São Paulo de 220%, Vasco e Palmeiras 180%, e os times da última faixa apenas 107%.

 

Essa tabela, válida até 2015, deverá alimentar a desigualdade ainda não visível entre as equipes. A competitividade estará seriamente ameaçada se as novas cotas de TV recém-divulgada na mídia se concretizar. Flamengo e Corinthians terão aumento de 50% enquanto as faixas abaixo receberão reajustes menores, tendo a ultima segmentação apenas 10%.

 

Ou seja, o “gap” entre a receita dos clubes será acentuado. Exatamente o oposto daquilo que tornou o torneio da NBA um sucesso, onde os ganhos são equivalentes. E onde habita o campeonato espanhol de dois times, quando a exceção é um terceiro time chegar à final.

 

Vamos gravar os últimos seis anos de campeonato brasileiro com seis campeões diferentes. Pode ser que nunca mais aconteça.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Avalanche Tricolor: carta de um ouvinte gremista

 

Uma Avalanche, escrita ainda durante o Campeonato Gaúcho, motivou a carta/e-mail do ouvinte Danier Boucinha Viana, gremista como nós que costumamos ler este espaço no Blog. A mensagem chega em semana decisiva para o Grêmio, seja por estarmos diante da fase final da Libertadores seja pelos últimos acontecimentos do time. Por isso, torno pública as palavras e a esperança de Danier para que nos inspirem na partida dessa quarta-feira, contra o San Lorenzo:

 

Prezado Mílton,

 

Faz muito tempo que estou para lhe escrever e aproveito o feriadão para fazê-lo. Espero não incomodá-lo com a extensão do texto mas necessário por misturar vários assuntos represados. A ocasião é propicia face o que temos vivido nesses últimos dias com o nosso Grêmio bem como os dias que antecedem ao jogo de quarta-feira próxima na Argentina.

 

Sou Gaúcho, Gremista de “Quatro Costados”, nascido na fronteira (Dom Pedrito) em 1958. Seu fã incondicional de todos os dias na rádio CBN mas mais ainda do seu querido pai. Coincidentemente no ano em que nasci o seu pai, A Voz do Rádio, iniciou as transmissões na antiga Rádio Guaíba. Atualmente estou com 55 anos. Saí da minha querida Dom Pedrito aos 17. Trabalho no BB e moro em Campinas-SP há 15 anos. Mais Gremista do que nunca!

 

Menino cresci escutando a Guaíba lá no interior, juntamente com meus irmãos mais velhos todos Gremistas, naqueles tempos áureos do nosso Heptacampeonato. No meu imaginário infantil somente existiam Alberto, Airton Pavilhão , Sérgio Lopes , Everaldo, Joãozinho, Flecha , Alcindo, Volmir Massaroca, entre tantos outros. O Meu Grêmio era Imbatível! Adolescente cresci e sofri com o esplendor do tradicional adversário na década de 70 (campanha do octa e bi-brasileiro). Ironicamente naquela época forjei-me como verdadeiro Gremista vindo a entender mais tarde que foi necessário todo aquele crescimento do Inter para impulsionar e tornar-nos a potencia futebolística mais tarde. Meus heróis, embora não vencedores, já eram outros. Mas eram igualmente heróis! Ao ler a sua crônica de 26/03/2014 na CBN intitulada “Pelo Direito de ser Aquele Guri mais uma vez” a emoção foi muito grande. Ali estavam exatamente meus heróis daquela época: Loivo (minha mãe hoje com 95 anos chama-se Loiva) e o maior de todos e que deve ser pronunciado em toda a sua extensão: Atílio Genaro ANCHETA Weigel. Sim o maior de todos os tempos pois tenho uma teoria: Ele foi infinitamente superior ao Figueroa. Por quê? O Figueroa jogou em uma timaço tendo a sua frente nada menos do que Falcão, Carpeggiani, Batista, Caçapava, etc… e o Ancheta ? Bom é melhor não lembrar. E mesmo assim havia a comparação de quem era o melhor. Não há dúvidas. Tivesse o Ancheta jogado no outro lado (sacrilégio) não haveria termos de comparação! Pois bem você teve o privilégio de estar ao lado deles, algo que eu ficava imaginando a minha vida toda poder ter tido a oportunidade naqueles tempos de guri lá no Sul.

 

Essa crônica sua me fez lembrar de tudo o que já vivemos com o Imortal tricolor e que somente quem é Gremista sabe da emoção que é ser Gremista! Da nossa redenção em 77 com a raça Gremista dos inesquecíveis Iura, Ancheta, Tarciso, passando pela categoria de Tadeu Ricci , Éder e culminando lá na frente com o nosso Redentor André Catimba, comandados pelo saudoso Mestre Telê Santana. Como não lembrar do primeiro Brasileiro em 03/05/81 em cima do poderoso São Paulo em pleno Morumbi lotado? E da noite fria de 28/08/83 com o cruzamento mágico do Renato e o gol de peixinho do César em cima do não menos poderoso Penharol? Adentramos ali madrugada adentro comemorando na certeza de que com a conquista da América pela primeira vez no Sul nada poderia ser maior. Mas poderia sim: vieram o Mundial, outra Libertadores, as incontáveis Copas do Brasil, novamente o Brasileirão.

 

Como é bom ser Gremista! Poderia escrever um livro para descrever todo o meu sentimento e emoção ao falar do Grêmio mas em consideração ao seu tempo vou terminar por aqui mas não sem antes fazer uma referência toda especial ao seu pai, o grande Milton Ferretti Jung. Do seu inicio na antiga Guaíba em 58 até abandonar as narrações em 88, voltando a narrar em 98 desde que fosse somente em jogos do Grêmio (isso é demais Cara!). Acompanhar então sua preparação para narrar o último Gre-Nal do Olímpico em 02/12/2012 foi emocionante. Você é um privilegiado por ter um pai como esse. Parabéns!

 

Apesar dos últimos acontecimentos e mesmo lendo a coluna de hoje do Wianey Carlet na Zero Hora “O Grêmio não vai longe” que apontam exatamente ao contrário, continuo acreditando que o Tri virá com o espírito e a garra de sempre do Imortal Tricolor.

 

Grande abraço e ótimo trabalho.

 

Danier Boucinha Viana

Conte Sua História de SP: os pirilampos da Mooca

 

Por Cleide Cais
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Era 1954. Eu tinha sete anos. Morávamos na Mooca, bairro de preferência dos descendentes de italianos que haviam imigrado em busca de terras férteis. Minha avó, que viera de Mantova, tinha sua chácara naquele mesmo bairro, onde cultivou por muitos anos verduras que vendia e com cujo produto criou seus quatro filhos.

 

A Mooca era mágica para mim. Naquela época eu já revelava a semente de leitora contumaz, que sou. Aprendera a ler com seis anos e sempre estava procurando leitura, me recordo de que minha diversão era ler o que quer que fosse que estivesse em placas de ruas do bairro.
Meus horizontes eram a Mooca. A Rua Florianópolis onde estava nossa casa no número 629 não tinha asfalto, muito menos calçadas. Era um lamaçal quando chovia; um lamaçal lindo, onde eu afundava minhas alpargatas para horror da minha mãe.

 

Adorava a chuva, que continua até hoje a ser alvo de minha extrema paixão. Tinha uma ligação mágica com um limoeiro que estava plantado no terreno daquela modesta casa: seus frutos eram alaranjados e sua polpa também. Mas a magia vinha dos pirilampos que nele tinham sua morada.
À noite, além das estrelas e da lua, quando presente, eu tinha as luzes multi-coloridas dos pirilampos.

 

Porém uma noite foi especial: a noite do 25 de janeiro de 1954: a Cidade de São Paulo fazia 400 anos. Uma grande festa foi programada a ser realizada em um parque muito distante do Bairro da Mooca.

 

Minha mãe colocou em mim e na minha irmã, então com cinco anos, nossos melhores vestidos, meias brancas e o par de sapatos brancos de dias de festas. Fomos nós quatro: minha mãe, linda, brilhando em sua modéstia, meu pai, belo e magnífico, elegante em seu único terno.
Fizemos uma longa viagem em duas linhas de ônibus, até chegarmos ao local da festa do quarto centenário da Cidade.

 

São Paulo era, na ocasião, a maior cidade da América Latina com 2,5 milhões de habitantes. Os preparativos para as comemorações tiveram início três anos antes da data, culminando com a entrega aos paulistanos do Parque do Ibirapuera espaço com cerca de um milhão e meio de metros quadrados, cujo projeto arquitetônico foi feito por Oscar Niemeyer e o paisagismo por Roberto Burle Marx.

 

O parque foi o presente para a Cidade destinado a ser um símbolo do patrimônio coletivo e ponto de referência obrigatório da Cidade de São Paulo como constou do “Boletim Informativo da Comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo, n. 02 – São Paulo – Brasil – Junho 1953, Arquivo Edgard Leuenroth”.

 

Chegando ao local, após a longa viagem, eu estava encantada com tudo o que via, automóveis, muita gente alegre, luzes, fogos, porém, o clímax de repente me atingiu: de um aviãozinho chovia do céu milhares e milhares de estrelas de papel prateado sobre todos nós! Eram estrelas comemorando o IV Centenário da minha Cidade! Quanta emoção ao notar todas as crianças correndo para tentar pegar aqueles lindos pedaços de papel prateado, aquelas magníficas estrelas que brilhavam como a luz dos pirilampos do meu limoeiro.

 

Por muitos anos guardei a minha estrela de papel laminado dentro de um livro. Porém, o tempo passou, para chegar aos meus 67 anos fui perdendo coisas, perdendo pessoas, perdendo bichos, perdendo amigos, perdendo até a mim mesma, e, com essas perdas se foi a estrela do quarto centenário da minha Cidade.

 

Mas a emoção eu não perdi , hoje, lembro de tudo, como se a festa estivesse se repetindo e todas as pessoas amadas estivessem ao meu lado, correndo para catar as estrelas de papel prateado que o aviãozinho derramava.

 


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, no CBN SP. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participar enviando seu texto para milton@cbn.com.br ou agendando entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa (contesuahistoria@museudapessoa.net).

Câmara de SP não divulga presença de vereador em comissão

 

 

A vigilância do cidadão já se provou efetiva para melhorar a produtividade dos vereadores. Costumam estar mais presentes no plenário e nas reuniões das comissões permanentes a medida que são cobrados pelos eleitores ou monitorados pelas entidades que acompanham o trabalho no Legislativo. A obrigatoriedade de divulgação da presença deles na Casa, nos compromissos que assumem quando são eleitos, é uma das formas de se monitorar o vereador. A Câmara Municipal de São Paulo, porém, não está cumprindo com esta obrigação e há quatro meses, portanto desde o início do ano legislativo, não publica no site http://www.camara.sp.gov.br a presença dos vereadores nas comissões. A reclamação é de Sonia Barboza, coordenadora na Câmara do Movimento Voto Consciente que encaminhou e-mail à Ouvidora da Casa mas ainda não recebeu retorno. Ela lembra que os vereadores “não só tiveram tempo suficiente como têm funcionários altamente capacitados para esta função”.

 

Sem as informações públicas “publicadas” fica a impressão de que os vereadores não estão trabalhando como deveriam e correm o risco de assistirem, em São Paulo, ao lançamento da versão municipal da campanha #vaitrabalhardeputado, organizada pelo jornal Correio Brasiliense, para melhorar a produtividade da Câmara Distrital. É só divulgarem bem o que estão fazendo que a gente deixa em banho maria a hashtag #vaitrabalharvereador.

Avalanche Tricolor: bote o disco a rodar

 

Atlético PR 1 x 0 Grêmio
Brasileiro – Orlando Scarpelli (SC)

 

 

“Quando estiver desanimado e a ponto de desistir da luta, rode este disco, reviva através dele as emoções que sentiu com o seu time durante o campeonato nacional de 81 e aproveite-o como uma lição de vida, persevere, seja humilde, trabalhe e vença. Como o Grêmio”. Essas linhas fazem parte do texto que está na contracapa do disco que conta a história do primeiro título brasileiro conquistado pelo Grêmio, produzido pela rádio Guaíba de Porto Alegre, e assinado por Milton Ferretti Jung (o pai), que você, caro e raro leitor deste blog, conhece muito bem. Ele também faz a locução dessa vitória memorável. Hoje cedo, rodei o disco na minha eletrola recém recuperada, como já lhe contei dia desses em post neste mesmo blog, muito mais para ouvir essas preciosidades que estavam guardadas na casa do meu irmão, Christian, a quem visitei no feriado de Páscoa, do que para buscar ânimo para os próximos desafios. Trouxe comigo, além desse long play, nome que dávamos ao que hoje você conhece por vinil, os que contam as glórias do Campeonato Gaúcho de 1979 e a Libertadores de 1981. O Mundial Interclubes está registrado em um compacto que também botei na mala e, em breve, vai ecoar na sala que reservei para ouvir meus velhos discos de coleção.

 

Como escrevi no parágrafo anterior, escutar o disco de 1981 e ler o texto que está na contracapa têm muito pouco a ver com o momento pelo qual estamos passando. As duas derrotas seguidas e em competições diferentes, a perda do título regional de maneira catastrófica, a lesão dos jogadores de melhor desempenho da defesa, Rhodolfo e Wendel, além da precariedade física de Marcelo Grohe e Luan, no momento em que entramos na etapa decisiva da Libertadores e para enfrentar o forte San Lorenzo, no estádio em que tem se consagrado imbatível, talvez fossem justificativas suficientes para começarmos a pensar na evocação da Imortalidade. Não podemos esquecer, contudo, que bem depois desses vinis, já na era dos discos de acrílico, CDs e DVDs, tivemos instantes imortalizados na história do futebol e aprendemos que não desistimos nem desanimamos facilmente diante dos mais complicados desafios. Sendo assim, que venham os novos percalços, os chutes desperdiçados, as falhas na defesa, os erros de escalação e as lesões previsíveis, pois estaremos aqui prontos e dispostos a acreditar sempre. Como gremistas que somos.

 

Vou ali trocar o disco e volto já!

Páscoa

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

A data é festiva. Hora de desejar saúde, sucesso, bons amigos, dinheiro, amor, paz, renascimento.

 

Quanto mais gente estiver bem, melhor nossa micro sociedade fica. A tua e a minha. E junta uma micro na outra, que dá tudo certo, e a sociedade maior fica melhor também. É a única receita que conheço.

 

Família, parentes, agregados e vizinhos são a sociedade de cada um. Amigos também. Professores, ‘Personal’ de todo tipo, manicure, cardiologista, pneumologista, podólogo, dentista e ortodontista, cabeleireiro, farmacêutico, vizinhos, o gerente da padaria, – já que o padeiro hoje fica escondido, orquestrando auxiliares. O segurança da agência bancária, o feirante, o casal da barraquinha do milho e do carrinho do coco verde. Zelador, porteiro, faxineira, colegas de escola e de trabalho formam o naco da sociedade de cada um. A colcha de retalhos com a qual você se cobre, e sobre a qual você se deita.

 

Então hoje desejo que cada um de nós possa olhar para a sua micro sociedade com carinho e atenção, e medir-lhe a temperatura para diagnosticar sua saúde. Desejo ainda que cada um de nós possa avaliar-se sem pudor, medir a temperatura e decidir o que precisa de retoque para que cada colcha de retalhos seja harmônica.

 

Desejo para mim e para você um upgrade na consciência, na amorosidade e na generosidade. e que sorriamos muito. É só começar a treinar, que o sorriso se solta e traz para perto o riso dobrado, Lembra?

 

Mais simplicidade e menos complicação. É assim que salvaremos o mundo, ou não.
Boa Páscoa e Feliz Renascimento.

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: oportunidades profissionais de eventos na Copa do Mundo

 

 

Organizadores, fornecedores e profissionais do setor de feiras e eventos tiveram de se profissionalizar, se reformular e buscar novas tecnologias para atender as demandas da Copa do Mundo, mudanças e conhecimento que podem impactar positivamente este mercado. A opinião é de Marcello Baranowsky, diretor do Grupo EventoFacil, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. De acordo com o executivo, o segmento movimenta R$ 20 bilhões por ano, boa parte na cidade de São Paulo, mas tende a se espalhar por outras cidades, do Sul e Nordeste, que têm investido em infraestrutura para receber grandes eventos e feiras.

 

Você pode participar do Mundo Corporativo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da rádio CBN, e enviar perguntar para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br ou pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). Aos sábados, o programa é reproduzido no Jornal da CBN.

Conte Sua História de SP: prefácio da minha vida que estava para começar

 


Por Sônia Santos
Ouvinte-internauta da CBN

 

 

Lá pelos anos 60, numa pequena cidade do interior de Minas…

 

Quando eu era jovem havia muita gente à minha volta, muitos com quem conversar, família, as amigas do colégio, os vizinhos da minha rua.

 

Suzana e Margareth moravam na esquina, duas casas planas, cheias de luz, cercadas por um magnífico jardim e toda a nobreza de um quintal de amoras e pitangas. Cresceram ali, na companhia de numerosos irmãos mais uma dezena de primos, todos aos cuidados da avó enquanto os pais e os tios trabalhavam na fazenda.

 

A casa da Ercília e Tomas guardava certo mistério, creio, por estar quase sempre, toda fechada. Os móveis escuros, austeros, as paredes forradas de sisudas fotografias, a penumbra, o silêncio … Era o cenário perfeito aos segredos da nossa efervescente juventude.

 

Contava também com a cumplicidade da minha avó Vicentina, com quem passava eternas tardes, ela falando do seu passado de tantos risos e lágrimas como só o passado das avós sabem ser e eu, do meu insignificante presente. Foram uns poucos anos, mas duraram toda uma vida! Nada, não havia nada que fizesse despertar em alguém, qualquer curiosidade. Vida leve de adolescente sem outra preocupação que a própria felicidade.

 

Assim seguia o tempo, mudando de vez em quando alguns nomes, poucos lugares e, quase sem pensar, lá estava eu mudando o rumo dos acontecimentos. Certo dia, com o solene apoio da minha avó e o olhar espantado do meu irmão, decidimos, minha irmã e eu, ir morar em São Paulo. Era fim de ano e havia um justo propósito: Ano Novo – Vida Nova! O futuro sorria-nos maravilhoso e a cidade grande nos fascinava!
Poucos dias depois, com todos os nossos pertences numa pequena mala, partimos sem medo. Nossa vida acabara de começar…

 

Sônia Santos foi personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar aos sábados, após às 10 e meia da manhã, no programa CBN São Paulo. Você pode contar mais capítulos da nossa cidade enviando textos para milton@cbn.com.br ou agendando entrevista no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapesso.net.

Harrods e Fabergé celebram Páscoa com história, arte e cultura

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A Páscoa londrina chega com uma surpresa mais do que brilhante – literalmente! A Harrods, tradicional loja de departamentos da capital inglesa fez uma parceria especial com a grife Fabergé, durante este mês de abril, para celebrar a arte de presentear. Desde o início do mês, as vitrines da loja estão decoradas com peças da tradicional e prestigiosa joalheria, indo desde seus históricos Ovos Imperiais, que no passado eram adquiridos pelos czares russos, até suas coleções de joias contemporâneas comercializadas atualmente em diversos países.

Um dos grandes destaques do showcase é o Ovo The Apple Blossom Egg, criado em 1901, que será exibido pela primeira vez no Reino Unido e fora de um museu. Há um espaço especial, com o nome de Fabergé Egg Bar, onde os clientes poderão conhecer e adquirir uma edição limitada de um pingente em formato de seu icônico ovo. Os clientes poderão customizar seus pendentes com uma mensagem especial de sua escolha.

 

 

Além de criativa, a parceria da Fabergé com a Harrods valoriza a rica herança da marca, sua história, seu prestigio e sua visão artística, valores importantíssimos para marcas no segmento do luxo. A escolha do local foi mais do que perfeita, afinal a Harrods é uma das lojas de varejo de luxo mais tradicionais do mundo, e oferece a seus clientes experiências no ponto de venda, e neste caso, a uma viagem fascinante de descoberta através da história de uma das casas de joias mais prestigiosas do mundo.

 

O show case estará aberto até o dia 21 de abril de 2014.

 


Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Cuidado:motorista flagrado três vezes bêbado está livre

 

Por Milton Ferretti Jung

 

Já faz algum tempo que não escrevo neste blog sobre um assunto que abordei inúmeras vezes neste espaço,ou seja,trânsito. Há 60 anos possuo carteira nacional de habilitação,já dirigi automóveis no exterior,jamais tive o documento habilitador apreendido,raríssimas vez fui multado e há muito,sempre que chega a hora de pagar o IPVA,ganho o desconto de bom motorista. Sou fanático por direção defensiva,algo cada vez mais fundamental se levarmos em conta que o número de veículos que circulam, tanto nas cidades quanto nas rodovias, é cada vez maior,isso graças aos financiamentos tentadores oferecidos pelas revendas. Lembro-me com saudade dos tempos em que eu me sentia feliz conduzindo um automóvel em Porto Alegre,minha cidade e,também,viajando pelo interior do Rio Grande do Sul e até por outros estados do Brasil a serviço da rádio em que então trabalhava cobrindo futebol. Hoje,confesso lisamente,tenho um certo medo de dirigir aqui ou ir,pela freeway, além de Tramandaí, balneário gaúcho onde temos casa de veraneio. Aliás,é a propósito do que ocorreu nessa rodovia que vou manifestar a minha opinião e a minha revolta.

 

“Motorista é preso ao dirigir bêbado e pela contramão”

 

A manchete é do jornal Zero Hora. Ao me deparar com ela na 27ª página do periódico,imaginei que não havia razão para sequer divulgar informação do tipo dessa,eis que motoristas dirigindo sob efeitos de álcool não têm nada de incomum. Bem pelo contrário:trata-se,hoje em dia, de fato corriqueiro. Ah,mas Zero Hora tinha sobradas razões para dar destaque à notícia. Se já se tornou um tanto comum para as polícias rodoviárias estaduais e federais pegar em flagrante caras que dirigem embriagados,prender o mesmo sujeito,na mesma rodovia – a freeway – conduzindo,etilizado, o seu automóvel,na contramão, no mínimo,chega a espantar. Lucio Mario Borba – relata a repórter Letícia Costa – foi flagrado pela terceira vez,na freeway, com “sinais de embriaguês ao volante. Antes disso,na mesma rodovia,Borba,agora com 41 anos,havia sido flagrado,em condições semelhantes. Os episódios etílicos de Borba aconteceram em 2012,2013 e culminaram com o do dia 13 de abril de 2014. Neste,dirigindo um Ônix por cerca de seis quilômetros,acabou colidindo com um Gol,que capotou.

 

Perguntem-me agora o que aconteceu com este contumaz infrator? Ah,já esteve no Presídio Central de Porto Alegre. E daí?O sujeito segue soltinho da silva.Não duvidem que voltará não apenas a dirigir,mas novamente na contramão e pondo em perigo a vida de motoristas bem comportados que se arriscam a vê-lo guiando impunemente,quando deveria ter a carteira de habilitação rasgada em pedacinhos. Justiça leniente não é justiça,mas quase perdão. Esta é a minha opinião.

 


Milton Ferretti Jung é radialista, jornalista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)