Avalanche Tricolor: emoções que forjam minha paixão Imortal

 

Grêmio 1 (2) x (4) 0 San Lorenzo
Libertadores – Arena Grêmio

 

 

Somos todos sofredores desde o momento em que nos permitimos nos apaixonarmos por uma causa. No futebol, a minha é o Grêmio. Não escondo isso. Nunca tentei fazê-lo, mesmo na época em que, repórter esportivo, cobria o tradicional adversário em Porto Alegre. Por lá, sabiam todos da minha preferência e respeitavam minha escolha tanto quanto eu me esforçava para impedir que a paixão influenciasse a postura profissional. Acredito que tenha conseguido separar as coisas. Hoje, atuando em área e cidade distantes posso tratar do tema com muito mais tranquilidade a ponto de escrachar minha paixão sempre que escrevo esta Avalanche. É aqui que compartilho com você, caro e raro leitor, as emoções que o futebol gremista me proporciona. E quando falo de emoções não estou me atendo apenas as alegrias da conquista. Refiro-me ao coração apertado diante da bola que bate no travessão, do grito rouco no gol anulado e, principalmente, da angústia em perceber que nossa crença vai além das forças do próprio time. As mãos esfregam o rosto repetidas vezes, os dedos se entrelaçam enquanto recebem mordidas que deixam marcas, os braços se abraçam sobre a cabeça, com os pés chuto bolas imaginárias e, às vezes, me envergonho de tanto murmurar palavras impronunciáveis como se estivesse sozinho diante da televisão. Nesta noite que ainda será longa, vivi muitos desses momentos. Acreditei sempre que seríamos premiados com ao menos um gol, mesmo que atropelássemos a lógica do futebol para chegar até lá. Haveríamos de marcar se não pela técnica, pela insistência; se não pela tática, pelo canto da torcida. Eu reivindicava o direito a esta alegria e fui atendido na bola que explodiu no rosto de Dudu e se esparramou na rede. Eu explodi junto com aquela bola disparada por Rodriguinho, arranquei os óculos, cerrei os punhos, soquei o ar e as almofadas próximas de mim. Comemorei como se fosse o último gol que comemoraria em minha vida, mesmo sabendo que ainda não seria o suficiente para alcançarmos a vitória que precisávamos. Azar! Decidi que merecia aquele prazer fugaz, pois em todos os demais minutos da partida a mim só haveria de ser oferecido o sofrimento. Independentemente do que tenha havido e do que haverá de acontecer daqui pra frente, das línguas afiadas dispostas a encontrar um culpado, como se apenas um houvesse, das bocas tortas que vão babar de prazer enquanto atacam nossos ídolos, das mudanças e confirmações, estou aqui para agradecer ao Grêmio (e ao futebol, também) por me proporcionar todos estes sentimentos. Um turbilhão de emoções que forja minha paixão Imortal.

Poluição sonora. Conscientização Já!

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

A concentração urbana intensificada tem tornado as áreas de silêncio na cidade de São Paulo como algo raro. Artigo de luxo. O que, convenhamos, é um absurdo. Entretanto, graças a movimentos contemporâneos a cidade deverá contar com novidades nesta área. Mílton Jung entrevistou na segunda feira o presidente da Comissão de Política Urbana da Câmara, Andrea Matarazzo, que anunciou a instalação da I Conferência Municipal sobre Ruído e Perturbação Sonora. Há muito por fazer (ouça a entrevista ao fim deste texto). É essencial a conceituação, a atualização da legislação, a estratégia de planejamento e controle. Além do Mapeamento Sonoro, como já existe em Almada, Valência e Fortaleza.

 

A comemoração hoje, do Dia Internacional da Conscientização do Ruído, dá uma forte conotação simbólica ao tema. E há urgência, pois os 50 decibéis recomendados pela OMS Organização Mundial da Saúde não são encontrados nem nas áreas mais silenciosas. O Psiu, entidade de controle para pessoas jurídicas, atende poucos e resolve pouco. As 30.000 chamadas em 2013, correspondentes a reclamações contra bares (59%), Igrejas (11% ) e obras ( 9% ), resultaram em 2% de autuações apenas. A PM, a quem cabe o atendimento a residências, dificilmente corresponde ao chamado. Quando está disponível, falta legislação para coibir e punir. E os ruídos do lazer, bem diferente do que disse Matarazzo, podem levar a loucuras. A negação do direito de dormir pode acarretar atitudes como vender o imóvel, dormir no carro, dar tiros ao ar, ou até no vizinho.

 

O alento vem de entidades como a “ProAcústica” , “Ouvido no Ruído” e de ações como este evento coordenado por Matarazzo e que se encerra hoje.

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Digital ou analógico, o livro sempre será essencial

 

 

Para a produção de sua monografia, a estudante de comunicação Carmen Barreto, da ECA/USP, está coletando opiniões sobre novas tecnologias e o uso do livro digital. Tem consultado profissionais ligados as áreas de cultura, educação e comunicação (na qual me encontro). Por e-mail, enviou-me algumas perguntas que respondi na medida do possível e do meu conhecimento. Pedi licença a ela para reproduzir a entrevista aqui no Blog, antes da conclusão do trabalho, mesmo porque este será muito mais profundo e rico. Portanto, a seguir, publico um pouco do que penso sobre o assunto com a esperança de que você, caro e raro leitor deste Blog, compartilhe sua opinião, também:

 

1-Qual é a sua opinião sobre a chegada das novas tecnologias? Como você se sente em relação a isso?

 

No caso específico do rádio, meio para o qual tenho me dedicado nos últimos anos, a internet e todas as possibilidades que surgiram a partir dela serviram como oxigênio, renovando o veículo, oferecendo novas dimensões para o trabalho desenvolvido. Para o jornalismo de uma forma geral, um horizonte incrível surge, pois todas as inovações digitais dependem de conteúdo, produto no qual os profissionais da nossa área são especialistas.

 

2-Como você se adaptou à transição das tecnologias e como essas transformações impactaram sua vida e sua forma de pensar?  [como, por exemplo, sistema analógico/digital, carta impressa/mensagem eletrônica, máquina de escrever/computador, telefone fixo/celular, celular/smartphones (com internet e novos recursos), livro impresso/e-book, antigos sistemas e as revolucionárias plataformas, readers, tablets, Ipad,Ipod] ?

 

Nasci no jornalismo analógico, cresci nas redações sem computador e com mesas tomadas por máquinas de datilografia, conversas por telefone fixo e de pouco alcance, contato com o público por carta e notícias chegando na sala de teletipo. A chegada das novas tecnologias não me intimidou, ao contrário, me motivou. Abriram-se novas possibilidades e o acesso às fontes foi facilitado, assim como estas se diversificaram. Hoje, qualquer cidadão, com um gadget em mãos, pode emitir informação importante e ser alcançado pelo jornalista.

 

3-Hoje, o que o livro ou a leitura representam para você?

 

O mesmo de sempre: fonte inesgotável de inspiração e informação.

 

4-Você já leu algum livro digital (e-book)? Qual? Quando foi? Você gostou?

 

O primeiro livro digital que li foi a biografia de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson. Comprei a versão original em inglês e aproveitei todos seus recursos, provocado pela minha professora de língua estrangeira, Maria Lucia Solla (nossa colega de todos os domingos). Não abri mão, porém, de adquirir o livro impresso (já em português) para guardar na minha biblioteca – talvez resultado desta mania de colecionador que ainda mantenho. Lembro que apesar de ter assistido à toda série House na televisão e baixado vídeos no computador, assim que a coleção chegou às lojas, comprei todos os DVDs e, creio, que sequer os abri. De volta à leitura, apesar das facilidades que o livro digital me oferece no acesso e na navegação, principalmente para pesquisa de temas relacionados, ainda tenho preferido os livros impressos. Força do hábito. Mas não tenho nada contra a digitalização (desde que meu leitor eletrônico esteja com bateria).

 

5-Como você compara a leitura de um livro impresso e um livro digital (e-book)? Considere os itens que parecerem relevantes para você, como, por exemplo, preço, tempo de leitura, praticidade, recursos de formatação de letras e luminosidade.

 

Parece-me que a diferença de preço é mínima, salvo engano. O digital é mais prático de comprar e o impresso, de ler. Digo isso, muito mais pelo hábito de folhear e rabiscar frases e trechos relevantes. Costumo cansar mais rapidamente ao fazer a leitura no tablet. É incomparável a facilidade que o digital nos oferece em termos de pesquisa.

 

Curiosamente, trocaria qualquer jornal impresso pela edição digital. Hoje, logo que acordo baixo a versão de O Globo em meu tablet e sequer dou tempo para a entrega do Estadão pelo jornaleiro. Prefiro o digital. Uma das facilidades é o compartilhamento de informações nas redes sociais ou com os amigos e colegas. Algo inimaginável na versão impressa.

 

6-Você acredita que o livro impresso irá desaparecer? O que você pensa a respeito disso?

 

É uma tendência, a medida que as gerações que viveram a era do livro impresso forem desaparecendo. Uma questão de tempo, mas de muito tempo, pois por anos a fio ainda iremos conviver com os dois formatos. O importante é termos consciência de que o livro e a leitura serão essenciais para o nosso desenvolvimento como sempre foram, apenas estarão em um outro ambiente, o digital.

 

Conte Sua História de SP: poema da cidade

 


Por Dryca Lys
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

Eu nasci e cresci nesta cidade maravilhosa chamada São Paulo. E com seus mistérios e sua fantástica frieza aconchegante. São Paulo é uma experiência de vida, é uma chance única de encontrar vários países em um único lugar.

 

Você pode conhecer a cultura alemã, entrar em contato com a cultura indígena, se sentir no Japão, conhecer a cultura coreana, judaica entre várias e várias culturas sem sair de São Paulo. Graças a magia que existe aqui, você pode se inspirar e difundir arte. Para o aniversário da minha São Paulo, envio este poema. É o que sinto e o que vejo nesta metrópole que chamo de lar

 


Este poema é parte integrante do livro Clube de Autores

 

São Paulo

 

Existem lugares que te fazem sonhar
outros fazem você se sentir mal
mas existe um lugar que te enfeitiça
um lugar que acende seus desejos, atiça
sua vontade de estar ali presente
um lugar único que te faz voar…

 

Mesmo caminhando nos becos escuros
as ruas brilhando como diamante
a música se espalhando e de repente
as estrelas caem e você anda pela poeira sideral
todos os cantos desse lugar parecem seguros
nem sempre… Mas um tapete brilhante

 

se estende aos seus pés, você chora
sozinho, canta em meio a multidão
nos dias de chuva, a brisa aquece
seus anseios, a noite vem, incandesce
seus desejos, a noite se esconde, vai embora
nos dias de sol você vê a sua solidão…

 

Você pode estar em vários lugares, sem sair
de dentro dela, mas não há nada
melhor do que estar lá, faça
o que for, corra, vá e volte, você pode ir
mas ela esta dentro de você, a saudade
te queimará inteiro, você sempre volta para esta cidade.

 


O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, logo após às dez e meia da manhã, no programa CBN SP. A sonorização é do Cláudio Antonio. Você pode participar deste quadro enviando seu texto para milton@cbn.com.br ou agendando entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@cbn.com.br.

Avalanche Tricolor: esta gurizada é espaçosa mesmo

 

Grêmio 2 x 1 Atlético MG
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

As cores na camisa nova são mais fortes e o tricolor das faixas verticais é mais equilibrado em suas dimensões. A primeira impressão que tive ao ver o time entrar na Arena no fim da tarde deste domingo era de que a camisa parecia mais intensa do que o time escalado com apenas três jogadores considerados titulares ao lado de muitos jovens. A cabeça, a minha, a sua e da própria equipe, está mais concentrada, com toda razão, na partida de quarta-feira quando decidiremos vaga à próxima fase da Libertadores e precisaremos vencer de qualquer maneira. Ao mesmo tempo sabíamos que vencer hoje seria importante para dar tranquilidade ao técnico e seus comandados, além de impedir uma escapada dos líderes desta maratona de pontos corrridos que é o Campeonato Brasileiro.

 

Bastou a bola rolar para percebermos que algo mais além da camisa tinha intensidade no gramado da Arena. A gurizada não permitia que o adversário respirasse e, atrevida, partia para o ataque driblando o marcador, passando com velocidade e precisão, se deslocando com rapidez, pedindo a bola e chutando sempre que um espaço aparecia. Às vezes, como na falta que resultou no primeiro gol, se não havia espaço, a força do chute e a velocidade abriam este espaço. E se você prestou atenção na cobrança de Alan Ruiz, a bola buscou o seu próprio espaço com um movimento rápido momentos antes de se aproximar do goleiro desviando-se para as redes. No segundo gol, apesar de os críticos destacarem a falha na defesa, foi o Grêmio quem fechou os espaços, obrigou o recuo da bola e permitiu que Lucas Coelho chegasse tão rapidamente para driblar o goleiro e encontrar o gol livre para marcar.

 

Fomos muito superiores aos titulares que formavam o time adversário que, por sinal, também quer ter espaço na próxima fase da Libertadores. No segundo tempo, não conseguimos ser tão intenso, mas fomos seguros e proporcionamos alguns belos dribles que deixaram os veteranos do lado de lá de boca aberta (alguns pareciam incomodados por não conseguirem espaço para jogar). Até mesmo o não-jogo necessário dos minutos finais para impedir a injustiça de um empate refletiu uma maturidade que estava acima da idade dos nossos jovens.

 

Os titulares que voltam a campo na quarta-feira decisiva têm muito a agradecer a esta gurizada que ajudou a aumentar a autoestima do time, trouxe um pouco de paz para o vestiário e, certamente, motivou o torcedor. Aliás, torcedor, faça sua parte: vamos tomar todos os espaços da Arena.

Degradê

 

Por Maria Lucia Solla

 

 

Ainda é politicamente correto confessar fragilidade, insegurança e dúvida? Ou a pauta é sempre – e só – maldade e falsidade.

 

E chorar, pode?
‘Nós’ choram também, ou só ‘eles’ choramos?

 

Na Era da certeza que mata a liberdade, da unificação sem noção, ou você é, ou você não é, seja lá o que for, que eu nunca entendi o que é ou o que deixa de ser. Quero saber onde é que foi parar a flexibilidade. Está na lista negra? Ooops, não pode, mas agora já foi. E falando em foi, onde foi que a aprisionaram? E cadê o degradê? O gato comeu? A moda exigiu, e ele, puff, se extinguiu? A preguiça venceu, ou o eu-sou-o máximo-e-tudo-o-que-não-for-eu-é-pior-do-que-eu tomou conta do pedaço?

 

A flexibilidade, o meio-termo e o degradê foram todos deportados, ou também foram viver em Miami? Tolinha! não havia mais espaço para eles: ou você é magro, ou é gordo, é rico ou pobre. Se é rico, ferrou, porque de ladrão e de inimigo alguém já rotulou. Ou a gente pula e grita na euforia, ou, imobilizado, chora embalada pela depressão.

 

O cenário é blindado contra oração, mas se dobra aos oradores e a seus templos.

 

É tempo de energético de dia e calmante de noite, para aguentar os tropeços em palanques ruindo, sob o peso de foras-da-lei, do preconceito exacerbado da camarilha desatinada.

 

Cadê o ‘tudo bem’, de verdade, cadê o riso solto na sala de visita, num papo alto astral, cheio de coragem e de moral? Virou coisa de burguês? É pecado?

 

eu
no canto
encharcada
de espanto

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Mundo Corporativo: Roberto Colacioppo diz o que os números fazem por você

 

 

Foi ao ler os números e entender as estatísticas que uma seguradora conseguiu melhorar seu desempenho, reduzir custos e qualificar o atendimento aos seus clientes. Com base nos dados obtidos na empresa, identificou-se que o envio de equipe de socorrista seria muito mais produtivo do que um guincho para resolver o problema dos seguradoras. Este é um dos exemplos apresentados pelo estatístico Roberto Colacioppo em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, para mostrar com os gráficos podem ser um aliado do empreendedor. Colacioppo é dono da Anova Consultoria e Treinamento e autor do blog Atirei o Pau no Gráfico, no qual busca desmistificar dados e números que muitas vezes estão à disposição dos gestores mas que não são interpretados da maneira correta. Na entrevista, ele também dá sugestões a quem precisa fazer apresentações com base em estatísticas e gráficos.

 

Você pode participar do Mundo Corporativo às quartas-feiras, a partir das 11 horas da manhã, no site da rádio CBN, e enviar perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorporCCBN). O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN.

Ferrari: velocidade e luxo esportivo unidos na hotelaria da Espanha

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A italiana Ferrari, ícone do alto luxo automotivo, anunciou planos de abrir seu primeiro parque temático, na Europa, levando seu nome e prestígio para o resort PortAventura, a apenas uma hora de Barcelona. Com inauguração prevista para 2016, serão nada menos que 75 mil metros quadrados abrigando o acelerador mais rápido, vertical e horizontalmente, e hotel de 250 quartos, reproduzindo o desenho da asa dianteira de um fórmula 1. Será o primeiro hotel cinco estrelas da marca. O projeto terá investimento global de 100 milhões de euros e será construído pelas empresas de private equity Investindustrial e KKR com a licença da marca Ferrari, A promessa é de oferecer experiências dentro e fora do parque aos entusiastas da Ferrari.

 

 

De acordo com Andrea Perrone , CEO da divisão de marca da Ferrari, após a abertura do Ferrari World, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em 2010, a marca italiana de automóveis esportivos de luxo tinha recebido muitos pedidos para a construção de novos parques ao redor do mundo. Afinal, luxo e esportividade casam muito bem nessa parceria.

 

Essa não é a primeira expansão de marca da grife italiana. Um ícone inegável do segmento de automóveis esportivos de luxo, a Ferrari é considerada um estilo de vida e toda sua comunicação e marketing foram focados em manter este estilo. Peças de vestuário que levam seu nome podem ser encontradas em suas lojas próprias em diversas cidades dos Estados Unidos, Europa, Ásia, em lojas multimarcas ao redor do mundo e também em sua loja virtual. O mesmo cuidado em sua gestão de expansão da marca está sendo adotado na estratégia do parque temático e hotel de luxo na Espanha.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

Pot-pourri II: da pena de morte aos carros em alta velocidade

 

Por Mílton Ferretti Jung

 

Volto a cumprir o meu compromisso das quintas-feiras com o Mílton usando expediente que utilizei não faz muito:o pot-pourri. Ocorre que três notícias presentes na mídia nos últimos dias prenderam,especialmente,minha atenção.

 

O assassinato do menino Bernardo

 

Confesso que não sabia o que pensar da pena de morte para punir quem comete crimes hediondos. Trata-se de uma questão que divide as opiniões do povo brasileiro. A gota de água que me fez descer do muro foi o assassinato de Bernardo Boldrini,um menino de 11 anos,que morava em Três Passos-RS. Jamais imaginei que pessoas de classe alta,supostamente por ganância – pai cirurgião e dono de um mini-hospital,madrasta enfermeira,mancomunada com uma assistente social – tenham cometido crime tão torpe e cruel quanto esse. Espero que a polícia faça a sua parte,mas o jornal Zero Hora publicou nessa terça-feira,dia em que entrego o meu texto, que o exame da substância capaz de produzir a morte do garoto ou facilitar a decomposição do seu corpo,estava parado. Seja lá como for,passei a ser defensor da pena de morte,pelo menos, quando a vítima for menor de idade e fique comprovado, sem sombra de dúvida,a torpeza e crueldade do crime. Não acredito,entretanto,que esse tipo de penalização venha a ser adotado no Brasil.

 

Os malefícios da Copa do Mundo

 

Li com algum espanto que,aqui no Rio Grande do Sul,dois mil PMs (ou brigadianos,como são chamados em meu estado natal),vindos do Interior,vão reforçar a segurança,em Porto Alegre,durante a realização da Copa. A Famurs – Federação das Associações de Municípios – convocou reunião para esta quarta-feira (não sei o que ficou decidido porque entrego na terça-feira o meu texto para o blog). Não faz muito tempo,pequenos e até médios municípios gaúchos,viviam sendo assaltados por ladrões de bancos. Muitas dessas cidades se ressentiam da falta de policiamento capaz de impedir os constantes roubos. As cidadezinha nem sequer contam com guarda municipal. A diminuição da segurança é notada inclusive quando PMs trabalham como salva-vidas,na chamada Operação Golfinho,que dura o verão inteiro.A Famurs tem razão para reclamar. Afinal,estão despindo um santo para vestir outro. Ah,esta Copa do Mundo!

 

O trânsito e os seus crimes

 

Não tinha previsto escrever novamente sobre trânsito. Aliás,o que costuma acontecer nas rodovias que cortam o Rio Grande nos feriados prolongados,como o da Páscoa,por exemplo,lamentavelmente,é coisa que se repete. Refiro-me aos acidentes fatais. Na quinta-feira passada,escrevi sobre um sujeito que,pela terceira vez,foi flagrado dirigindo contramão na Freeway,sendo que na última que cometeu a irregularidade colidiu com outro veículo. Passou-se uma semana desse evento e já se tem notícia do carro de um deputado que,dirigido pelo próprio ou por um subalterno,corria a 164 km/h na BR-386,velocidade registrada pelo radar,cuja foto está na Zero Hora.A caminhonete,uma Ranger,tem quatro multas,todas por excesso de velocidade. Edson Brum,esse o nome do deputado,diz que o veículo possui multas,mas é um carro do seu gabinete e que pode ser dirigido por um motorista. Pois, que seja.O interessante é que a PRF,no caso desse feriado,não teve como saber quem era o condutor da Ranger porque o movimento na rodovia era intenso e questões de segurança precisavam ser respeitadas. E não seria desrespeito à segurança dos outros veículos correr a 164km/h?

 


Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: alguém aí não acredita? vai …

 

San Lorenzo 1 x 0 Grêmio
Libertadores – Buenos Aires (ARG)

 

 

Era apenas uma brincadeira o comentário de Juca Kfouri, na manhã de quarta-feira, quando conversamos no Momento do Esporte, no Jornal da CBN. Ele disse que estava ali, ao vivo, quando normalmente grava o quadro, preocupado com meu comportamento diante dos últimos resultados gremistas. Chegou a dizer que soube nos bastidores de um mau humor que estaria influenciando meu relacionamento com os colegas de trabalho. Claro que não gosto de derrotas, mas o futebol não chega a me influenciar a ponto de estragar a boa relação com os amigos (ao menos é o que eu imagino). Sou adepto da tese de que rir de si mesmo nos aproxima mais daquilo que somos e, baseado nisso, achei engraçada a “pegadinha” dos colegas de Jornal que, hoje cedo, reproduziram o gol do San Lorenzo na narração de um histérico locutor argentino. Adoraria ouvi-lo na semana que vem no jogo de volta. O que não gostei muito foi de ler minha timeline no Twitter, durante a partida de ontem à noite, pela qual sigo vários torcedores do Grêmio. Entendo que algumas coisas que vemos são de tirar do sério: chutar a bandeirinha em lugar da bola ou despachá-la por cima do travessão na cobrança de falta técnica dentro da pequena área chega a ser bizarro. Mas tive a impressão de que o pessimismo do pessoal não estava a altura do jogo jogado e do resultado final. Mais incômodo do que isso: a descrença não condiz com nossa história. Sempre defendi a ideia, e falei isso para o Juca na conversa de ontem, que até 3 gols contra viramos em casa. Sou otimista, com certeza. Mas meu otimismo está pautado por nossas conquistas. O placar de ontem à noite, em Buenos Aires, está dentro do roteiro, especialmente porque percebemos que somos capazes de superar a marcação argentina, teremos o retorno de Wendell e Luan, e estaremos jogando ao lado de nossa torcida. E espero que estejam na Arena apenas os torcedores que, como eu, acreditam na nossa força. Aqueles que invadem hotel para ameaçar em lugar de incentivar jogadores, aqueles que duvidam do poder do Grêmio, aqueles que antes mesmo de iniciada a fase final apostavam na nossa desclassificação … estes todos tirem suas camisas e fiquem em casa vendo novela.

 

Eu acredito! Sempre!