Diga o que quiser. Reclame de onde vier. Lamente o quanto puder. Ah, se não fosse aquele ponto perdido ali, aquele gol desperdiçado lá, aquela defesa vazada acolá. Que me importa o que não aconteceu? Hoje, só quero sorrir e vibrar. Comemorar! O Grêmio está de volta a Libertadores! É isso que me interessa.
Tem quem ainda faça conta para um título quase impossível. Há quem queira as vitórias finais para a vaga direta à América. Quero, também! E quero muito conquistar tudo o que estiver ao nosso alcance. Agora, a alegria de reencontrar a coisa mais linda do mundo que é a Libertadores, essa pulsa no meu coração desde o apito estridente que sinalizou o fim da partida desta noite.
Fomos mal no primeiro tempo. Irreconhecíveis. De vaia, passíveis! Sofremos mais um gol daqueles de dar raiva. Foram 54 até agora, apenas neste campeonato. Não há goleiro que persista. Nem torcedor que resista. Que me importa todos esses reveses? Se levamos muitos, mais fizemos. Aliás, ninguém fez mais do que nós até agora: 59 gols marcados. Hoje, foram mais dois.
Se não vimos gol de Suarez, vimos Suarez ensinar o caminho do gol. No de empate, tabelou com um toque sutil e preciso que deixou Ferreirinha, dentro da área, em condições de driblar o zagueiro, cortar para dentro e chutar sem perdão.
No gol da virada, foi Suárez, depois de receber de Ferreira, quem lançou a bola para a entrada da área, em direção a Nathan Fernandes —- esse craque em formação. O guri com um toque provocou a trapalhada dos zagueiros e permitiu que a bola fosse cair nos pés de Franco Cristaldo. Sem deixar que a bola tocasse o gramado, o argentino mostrou porque é o segundo goleador do elenco gremista.
O gol de Cristaldo foi o gol da vitória. O gol libertador! Que nos alçou a Libertadores! E dizer que a menos de um ano disputávamos as agruras da Série B. Um feito que só eu e você, caro e raro torcedor que lê esta Avalanche, sabemos o que significa na nossa história. Deixamos para trás o rebaixamento, mantivemos a hegemonia regional, sobrevivemos aos revéses e lutamos bravamente pelas conquistas. Fraquejamos e nos recuperamos. Mais vencemos do que perdemos. Empatamos poucas vezes. Para ao fim de tudo isso e à alegria geral da nação tricolor, cá estarmos mais uma vez a Caetanear e cantarolar:
No coração da Câmara Municipal de Porto Alegre, um marco histórico foi estabelecido com a aprovação de uma lei inteiramente redigida por uma ferramenta de inteligência artificial (IA), o ChatGPT da OpenAI. Este evento singular não apenas destaca a crescente integração da IA em várias esferas da vida pública, mas também incita um debate vital sobre as implicações éticas, legais e sociais dessa tecnologia emergente no processo legislativo.
O vereador Ramiro Rosário (PSDB) propôs um projeto de lei que isenta moradores de cobrança pela substituição de medidores de água furtados, um texto totalmente elaborado pelo ChatGPT. O vereador desafiou a IA, pedindo que criasse uma “lei municipal para a cidade de Porto Alegre, com origem legislativa e não do executivo, que verse sobre a proibição de cobrança do proprietário do imóvel pelo pagamento de novo relógio de medição de água pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) quando este for furtado”. Surpreendentemente, a IA foi além do pedido, propondo prazos e incluindo um artigo sobre a isenção de pagamento da conta de água enquanto o relógio não fosse substituído – uma ideia que não estava no projeto original.
Os colegas de Rosário e o prefeito Sebastião Melo (MDB) só tomaram conhecimento da origem do texto após sua aprovação e sanção. A revelação gerou surpresa e abriu um precedente notável na história legislativa da cidade.
As reações variaram significativamente. Enquanto Ramiro Rosário exaltou a capacidade da IA de ir além das expectativas, propondo prazos e artigos não solicitados, o presidente da Câmara, Hamilton Sossmeier (PTB), expressou preocupações. Ele reconheceu a legalidade do processo, mas alertou sobre o perigo de estabelecer um precedente para leis mais complexas, potencialmente escritas sem supervisão humana adequada.
Legalmente, não existem barreiras claras que impeçam a elaboração de leis por IA. No entanto, isso levanta questões éticas significativas. A principal preocupação gira em torno da transparência e da responsabilidade no processo legislativo. Quem é responsável por erros ou omissões em um texto legal redigido por IA? Como a sociedade pode garantir que a IA não seja manipulada para servir interesses específicos?
Este evento inaugura uma nova era de debates sobre a função e o impacto da IA na governança. A sociedade pode se beneficiar de uma legislação mais eficiente e objetiva, mas também deve estar atenta à possibilidade de desumanização do processo político. A ideia de IA substituindo tarefas humanas se estende agora ao sagrado domínio da criação de leis, um território anteriormente imune à automação.
Apesar das preocupações, o uso de IA na elaboração de leis pode trazer benefícios significativos. A eficiência e a capacidade de processar grandes volumes de informações podem levar a legislações mais abrangentes e bem-informadas. Além disso, a IA pode ajudar a identificar lacunas legais e sugerir melhorias baseadas em dados, contribuindo para um sistema legislativo mais robusto e adaptativo.
O caso de Porto Alegre é um microcosmo das vastas e multifacetadas implicações da IA na vida pública. Enquanto navegamos neste território inexplorado, é crucial manter um equilíbrio entre abraçar a inovação tecnológica e preservar os princípios fundamentais de responsabilidade, transparência e humanidade no processo legislativo.
Pessoalmente, acredito que a IA pode de fato melhorar significativamente a qualidade dos textos legislativos. A capacidade de processar e sintetizar grandes quantidades de informações pode resultar em legislações mais completas, precisas e atualizadas. No entanto, é importante enfatizar que a IA, por mais avançada que seja, não substitui a importância crítica dos políticos e do debate público no processo de tomada de decisões. A IA é uma ferramenta, uma extensão das capacidades humanas, e não um substituto para o julgamento, valores e a essência da política. Em última análise, a IA pode ser um aliado poderoso na melhoria dos processos legislativos, mas deve sempre operar sob a orientação e supervisão de líderes eleitos, garantindo que a política permaneça, fundamentalmente, uma empreitada humana.
(este texto antes de ser escrito foi “discutido” com o ChatGPT; e passou por revisão ortográfica da ferramenta )
“Não desista, se permita. Tente mais uma vez.” Estas palavras de Rosy Fharia ecoam como um mantra para muitas mulheres que buscam transformação e superação. Em uma jornada de três décadas dedicadas às extensões capilares, Rosy Fharia transcendeu o conceito de beleza, transformando-o em uma ferramenta de empoderamento e mudança de vida. Seu trabalho, que vai além de simples técnicas estéticas, se tornou um símbolo de resiliência e inspiração para mulheres em diversas situações de vida.
Uma Trajetória Revelada no “Dez Por Cento Mais”
Essa poderosa mensagem foi compartilhada por Rosy Fharia durante uma entrevista ao programa “Dez Por Cento Mais”. Com uma audiência que ultrapassa os 60 mil clientes, incluindo celebridades, Rosy não se limita a ser uma referência em extensões capilares, mas também é uma voz influente no empreendedorismo feminino e na luta contra condições como a Alopecia.
Desafios e Superações
A vida de Rosy foi marcada por reviravoltas. Originalmente no ramo da moda, uma crise pessoal a conduziu ao universo das extensões capilares. Enfrentando a realidade de ser mãe solteira sem formação acadêmica específica, ela viu no convite para um curso de Mega Hair uma oportunidade de reinventar sua vida e carreira.
Cada passo na carreira de Rosy foi um aprendizado, onde cada extensão aplicada representava um desafio e uma chance de aperfeiçoamento. Esse comprometimento com a excelência culminou no desenvolvimento de técnicas inéditas, consolidando seu nome como um ícone no mercado.
Empatia e Missão de Vida
Mais que estética, o trabalho de Rosy se tornou uma missão de vida. Ela se viu como uma aliada de mulheres enfrentando desafios como a Alopecia, e seu método foi reconhecido por sua relevância emocional e psicológica. Rosy enfatiza que seu objetivo vai além de vender cabelos; trata-se de compreender e acolher cada cliente.
Reconhecendo a necessidade de ampliar seu impacto, Rosy decidiu ensinar suas técnicas, formando novos profissionais. Seu objetivo é não apenas transformar as vidas de seus clientes, mas também enriquecer a trajetória de futuros profissionais da área.
Dica Dez Por Cento Mais
A entrevista de Rosy Fharia é um convite à reflexão sobre o poder do empreendedorismo feminino e a influência da aparência na autoestima e na vida das pessoas. Sua história é um testemunho da capacidade de transformar vidas através da beleza e da força interior. Rosy deixou também a sua dica Dez Por Cento Mais — aliás, deixou duas:
“Uma para essa pessoa que que tem esse tipo de dor (estar sozinha). Então, eu quero que você saiba que você não está sozinha. Tem milhares e milhares e milhares de pessoas que compartilham de dores muito parecidas com a sua. As causas podem ser diferentes, mas quando afunilam na dor, ela fica muito semelhante. Então, tem uma alternativa para você. Não desiste! Se permita! Tenta mais uma vez!”
“Se for alguém que tá sem horizonte profissional, quer mudar de vida ou precisa, até por necessidade mesmo, eu posso te afirmar que, às vezes, você tem de tentar entender em você o seu propósito, onde que você se realiza. Que você não desista mque você busque alguma coisa lá dentro do seu coração, porque a resposta está dentro da gente. Tá sempre lá dentro. É que a gente não se olha! Procura sempre a resposta externamente, então, que você busque o que vai te realizar de fato”.
Assista ao Dez Por Cento Mais
O programa Dez Por Cento Mais é apresentando por Simone Domingues e Abigal Costa. Toda quarta-feira, às oito da noite, você tem uma entrevista inédida que pode ser assistida no You Tube ou em podcast no Spotify. Assista à entrevista completa com Rosy Fharia:
O cérebro não suporta o “muito” por longos períodos ou com muita frequência.
Independentemente se o sentimento é positivo ou negativo, o “muito” cansa os neurônios, mata sinapses, fadiga o cérebro.
Comece a treinar a satisfação na temperança.
Moderação, tendência ao equilíbrio…
Percebeu os excessos?
Pondere. Puxe de volta para o centro e encontre a alegria de estar na sobriedade e no desapego.
Quem comanda é você. Não são as emoções que te dominam – é você que decide como agir.
Mostre quem manda. Ponha ordem na casa. Eduque seu cérebro como se educa uma criança que não tem limites, que vive tudo no “muito”.
Qual a recompensa?
Felicidade. Aquela sensação duradoura de um bem-estar que ninguém te rouba…
A intensidade é insuportável – não se sustenta.
Queira a felicidade.
E a felicidade mora na serenidade.
A Dra. Nina Ferreira (@psiquiatrialeve) é médica psiquiatra, especialista em terapia do esquema, neurociências e neuropsicologia. Escreve a convite do Blog do Mílton Jung
A liderança eficaz é a chave para promover uma cultura de trabalho saudável e produtiva. É o que pensa Glauter Januzzi, executivo, empreendedor e mentor, entrevistado no programa Mundo Corporativo. CEO da “Regra 7”, Glauter compartilhou ideias valiosas sobre a importância da liderança autêntica e os desafios enfrentados pelos líderes no mundo corporativo pós-pandemia. Ele é autor de uma série de livros sobre liderança, comunidades e engajamento. Recentemente, lançou “O lado humano da liderança — sete habilidades de um líder de verdade” e “Humans kills – habilidades e capital humano para uma carreira de sucesso”
Desenvolvendo Líderes de Verdade
Uma das questões fundamentais discutidas na entrevista foi a diferença entre ser um líder de verdade e ocupar um cargo de liderança. Glauter Januzzi enfatizou que a liderança genuína vai além da autoridade imposta pelo cargo; é sobre habilidades interpessoais, comunicação eficaz e conexões verdadeiras com a equipe. Ele destacou que muitos profissionais ocupam posições de liderança sem as habilidades necessárias para liderar efetivamente, o que pode levar a ambientes de trabalho tóxicos e desmotivação entre os colaboradores.
“Vamos parar de falar líder de verdade. Vou falar de líder porque para ser líder você tem que saber lidar com pessoas, e liderança não é uma posição, não é um cargo, é a atitude como a gente faz uma provocação, também”
Desafios no Mundo Corporativo Pós-Pandemia
A pandemia trouxe desafios significativos para o mundo corporativo, incluindo a transição para o trabalho remoto. Glauter Januzzi observou que, embora o trabalho remoto tenha suas vantagens, a perda da conexão humana e do senso de pertencimento pode afetar negativamente as equipes. Ele enfatizou a importância de líderes manterem o contato humano e estarem atentos ao bem-estar de seus colaboradores.
Tecnologia e Liderança
Outro tópico relevante discutido foi o uso da inteligência artificial na gestão de pessoas. Glauter reconheceu o potencial da tecnologia como uma ferramenta útil, mas ressaltou que ela não pode substituir o papel do líder em desenvolver suas equipes. A tecnologia pode oferecer ideias valiosas mas a empatia e a compreensão humana são essenciais para a liderança eficaz.
Mentoria como Ferramenta de Desenvolvimento
Glauter também destacou a importância da mentoria na liderança. Ele enfatizou que os bons líderes atuam como mentores, ajudando a desenvolver suas equipes e apoiando seu crescimento profissional. A mentoria cria um ambiente de aprendizado contínuo e fortalece os laços entre líderes e colaboradores.
Ética e Diversidade
Na entrevista, também foi abordada a importância da ética no ambiente de trabalho e como os líderes podem equilibrar o uso da tecnologia, como a inteligência artificial, com relações humanas autênticas e éticas. Glauter enfatizou a necessidade de líderes serem aliados em causas como diversidade e inclusão, promovendo um ambiente de trabalho justo e igualitário.
“O líder precisa ser um aliado de várias causas para os grupos vulneráveis. E aprender até a nomenclatura que você usa. Então, não cabe mais um líder, hoje, que coloca a autoridade como poder e ‘eu sou assim e a minha equipe tem que se adequar a minha liderança’. Não é bem assim. O líder de fato, o líder humano, o bom líder inspira e ele é servidor. Então, ele precisa aprender sobre diversidade”.
Em resumo, a conversa com Glauter Januzzi revelou que a liderança autêntica é essencial para promover uma cultura de trabalho saudável e produtiva. Os líderes que desenvolvem habilidades interpessoais, mantêm o contato humano e apoiam o crescimento de suas equipes estão bem posicionados para enfrentar os desafios do mundo corporativo em constante evolução.
As sete habilidades do líder
Em dos livros recém lançados, Glauter Januzzi lista as sete habilidades do líder:
fazer o que fala
ter credibilidade
criar conexão verdadeira
coragem de ser um agente de mudança
atitude para mudar
comunicar com clareza
reconhecer e ter gratidão
Assista ao Mundo Corporativo
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal da CBN no YouTube e no site www.cbn.com.br. O programa vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN, às dez da noite de domingo, em horário alternativo, ou a qualquer momento em podcast. Participam do Mundo Corporativo: Renato Barcellos, Letícia Veloso, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti:
Sou carioca por nascimento, paulistana por vocação. Era 1978. Um ano muito especial porque eu havia deixado a escola de bairro, no Brooklin, onde morava, e cursava o 1º ano do Ensino Médio, no Mackenzie, bem no centro de São Paulo. Para chegar até lá, eu deveria embar em um ônibus executivo, que passava em frente à minha casa, e descer em um ponto na Consolação.
Meus pais queriam que eu usasse esse serviço diferenciado de transporte público. Afinal, eram minhas primeiras incursões, sozinha, fora dos arredores de casa. Acontece que o ônibus executivo era caro e eu logo percebi que poderia tomar um transporte convencional e economizar o resto do dinheiro para gastar no lanche. Melhor ainda, para um cinema.
Por isso, eu pegava um ônibus da linha Santo Amaro–Praça das Bandeiras, descia na Nove de julho, subia uma escadaria de 100 degraus, que desembocava na curva onde a Frei Caneca virava Caio Prado. Seguia em frente, cruzava a Augusta, a Consolação e atingia a Maria Antônia, onde fica o Mackenzie.
Porém, em uma manhã, ao atravessar a rua Augusta, vi uma estranha movimentação em frente ao Hotel Ca’d’Oro. À época, um estabelecimento de luxo. Fiquei curiosa, fui perguntar e me informaram que o rei de Espanha, Dom Juan Carlos I, estava hospedado ali. E logo sairia para seu primeiro compromisso.
Não lembro sequer de ter me questionado se deveria permanecer ou seguir para a escola. Simplesmente, fiquei ali, parada, olhando fixamente para a saída do hotel. Não sei quanto tempo passou, mas em um determinado momento: o rei. Ele saiu elegantíssimo como sempre, acompanhado da rainha Sofia. Parecia um filme, ou um sonho.
Só voltei à realidade quando a comitiva real desapareceu na rua Augusta e, junto com a sensação de enlevo veio a recordação de que eu tinha prova de química na primeira aula!
Ai meu Deus! Eu havia estudado tanto e a esta altura a prova já deveria estar perto do fim! Corri, corri muito! Subi as escadarias do prédio do Mackenzie aos saltos e cheguei ofegante à sala de aula quando a professora já estava recolhendo a prova.
Ela me olhou com aquela expressão de “isso são horas?” e continuou sua tarefa indiferentemente. Me aproximei com cara de arrependimento e confessei: “professora, me atrasei porque fiquei na frente do Ca’d’Oro esperando para ver o rei e a rainha de Espanha”. A professora refletiu um instante, que me pareceu infinito. Sorriu e me disse: “essa é a desculpa mais maluca que já ouvi, mas para ver o rei da Espanha, eu também esperaria. Senta aí e faz a prova já… você só tem 15 minutos”. Não precisava de mais tempo… Fiz a prova e tirei 10!
Ao longo dos anos, o hotel Ca d’Oro entrou em decadência, parou de funcionar, foi vendido e, agora, reinaugurado, tenta resgatar o glamour de antigamente. Eu tive a oportunidade de frequentá-lo, encontrar amigos, almoçar e jantar diversas vezes em seu restaurante. Mas sempre que passo pela frente, revejo a cena do casal real na calçada e uma menina do outro lado da rua, se sentindo em um conto de fadas.
Ouça o Conte Sua História de São Paulo
Andrea Wolffenbüttel é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Seja você também uma personagem da nossa cidade. Escreva seu texto agora e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos visite o meu blog miltonjung.com.br ou ouça o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
A sexualidade masculina, frequentemente associada a ideias de virilidade e constante disposição, esconde desafios significativos, principalmente relacionados à comunicação e saúde mental. A psiquiatra Ana Patrícia Brasil,, em entrevista ao programa “Dez Por Cento Mais” no YouTube, discutiu essas questões, revelando que muitos homens enfrentam dificuldades em expressar suas preocupações sexuais, mesmo em um contexto clínico.
Segundo a Dra. Brasil, os homens muitas vezes se sentem mais à vontade para discutir questões íntimas com uma profissional feminina, possivelmente devido à ausência de julgamento percebida e à facilidade em compartilhar tais assuntos com uma mulher. Ela ressaltou que a dificuldade em abordar esses temas está muitas vezes enraizada em estereótipos culturais de masculinidade, onde admitir vulnerabilidades sexuais pode ser visto como um sinal de fraqueza.
Comunicação aberta reduz problemas sexuais
A especialista enfatizou a importância da comunicação aberta e franca, tanto com profissionais de saúde quanto com parceiros(as), como meio de enfrentar e resolver problemas sexuais. Ela observou que o tabu em torno da sexualidade masculina e a pressão para se conformar a certos padrões muitas vezes mascaram problemas subjacentes, como ansiedade, estresse e baixa autoestima, que podem levar a disfunções sexuais.
Além disso, Dra. Brasil destacou o impacto da saúde mental na sexualidade. Problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, podem influenciar significativamente o desejo e o desempenho sexual. A terapia e, em alguns casos, medicação, podem ser necessárias para abordar esses problemas subjacentes.
Cuidado com pornografia em excesso
A entrevista também abordou o uso problemático de pornografia e a forma como isso pode afetar a sexualidade, especialmente entre os jovens. A Dra. Brasil alertou sobre as consequências negativas do consumo excessivo de pornografia, incluindo a formação de padrões de excitação irrealistas e problemas na interação sexual real.
Dica Dez Por Cento Mais
Comunicar-se sobre o que aflige, o que se espera do outro, ou até sobre dúvidas e inseguranças, pode não só fortalecer a relação, mas também aumentar a compreensão mútua e a intimidade, disse Dra Brasil na Dica Dez Por Cento Mais:
“Não é uma fórmula complicada, e funciona na maioria dos casos de pessoas que estão em um relacionamento: conversar abertamente sobre o que te aflige, sobre o que você espera no outro. Isso já ajuda a sanar grande parte do problema que são todos esses pensamentos, dessa bagagem que a pessoa leva antes da relação. Se essa bagagem você abre, esse peso diminui, e as chances de você ter uma performance melhor, uma satisfação maior aumentam muito”.
Assista ao Dez Por Cento Mais
Toda quarta-feira, às oito da noite, você tem um novo episódio do Dez Por Cento Mais, no YouTube. Ao assistir ao vivo, você pode fazer perguntas aos entrevistados do programa:
Sem entender muito bem o que aconteceu na OpenAI na última semana, que primeiro fez uma apresentação que entusiasmou os clientes e, em seguida, demitiu o CEO Sam Altman, mentor e “mestre de cerimônia” das inovações apresentadas, Mia submeteu as informações sobre o caso e pediu a opinião pessoal do ChatGPT e do Bard. Comparou as duas e ficou com a ferramenta da OpenAI que pareceu mais consistente:
Ilustração criada pelo Dall-E, da OpenAi, sobre o afastamento de seu CEO
Nesta semana, a OpenAI, uma das principais empresas no setor de Inteligência Artificial Generativa, passou por um turbilhão de eventos. O repentino afastamento de Sam Altman do cargo de CEO desencadeou uma série de saídas de figuras-chave na empresa, provocando uma revisão urgente das decisões pelo board. Este episódio está sendo visto por muitos como um golpe mal calculado, abrindo portas para um cenário de incerteza e reavaliação dentro da OpenAI.
A Volta de Sam Altman: Uma Possibilidade em Aberto
Embora Altman tenha sido demitido abruptamente, há rumores de que ele poderá retornar. Seu afastamento, atribuído à falta de confiança por motivos não especificados e impulsionado por um desentendimento com Ilya Sutskever, um dos cofundadores, acarretou reações imediatas. Investidores significativos, incluindo a Microsoft, que detém 49% da empresa, manifestaram descontentamento com a decisão. Satya Nadella, CEO da Microsoft, expressou seu apoio à CEO interina, Mira Murati, mas a tensão é palpável.
O Impacto da Decisão e o Futuro da OpenAI
A saída de Altman e a subsequente busca por seu retorno indicam um desequilíbrio dentro da gestão da OpenAI. A reação do mercado e dos principais investidores será crucial nas próximas 24 horas, especialmente considerando as implicações dessa decisão no valuation da empresa, recentemente estimado em US$ 80 bilhões.
Solidariedade Interna e a Resposta do Setor
Notavelmente, a demissão de Altman levou a um êxodo solidário de membros importantes da OpenAI. Este evento é comparável à saída de Steve Jobs da Apple em 1985. A possível reintegração de Altman poderia fortalecê-lo significativamente dentro da empresa, sob novas condições e estruturas de controle.
As Razões por Trás da Demissão: Segurança vs. Avanço Comercial
Há especulações de que Altman possa ter sido afastado por acelerar demais o aspecto comercial da IA, comprometendo a segurança. Contudo, essa teoria entra em conflito com sua postura conhecida de buscar uma regulação equilibrada para IA. Outra hipótese é que ele estaria planejando uma nova empresa com Jony Ive, focada em hardware para IA.
Consequências e Lições do Episódio
A OpenAI, originalmente uma organização sem fins lucrativos, mudou sua estrutura em 2019 para atrair investimentos, tornando-se uma “capped profit” company. Este episódio pode levar a uma reestruturação societária adicional, considerando as tensões recentes e as preocupações dos investidores.
Opinião Pessoal: O Que Esperar nos Próximos Dias
Nos próximos dias, é provável que vejamos uma reavaliação da liderança e da estratégia na OpenAI. A potencial reintegração de Altman pode significar uma mudança de rumo, com ênfase renovada na harmonização entre avanço tecnológico e segurança. O mercado e os investidores desempenharão um papel crucial na definição desse futuro, possivelmente pressionando por maior transparência e estabilidade na gestão da empresa. Independentemente do desfecho, este episódio servirá como um caso de estudo sobre governança e estratégia em empresas de tecnologia de ponta.
PS: para construir esse texto, a IA foi submetida a informações publicadas no Times, no Post, no Globo e no The Shift
Mia Codegeist é autor que abusa da inteligência artificial para compartilhar conhecimento sobre temas relevantes à sociedade. E, atrevido, não se envergonha em falar em opinião pessoal, mesmo que esta seja fruto da inteligência artificial.
O mercado em Instambul: “Genuine fake watches”. Foto: Jaime Troiano/TroianoBranding
No cenário competitivo de hoje, diferenciar produtos aparentemente comuns e transformá-los em marcas distintas é um desafio que muitas empresas enfrentam. Jaime Troiano e Cecília Russo discutiram recentemente no “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” como essa transformação ocorre.
Cecília Russo destacou um exemplo peculiar: a marca de grama Ito Grass. A empresa enfatiza no título que “grama não é tudo igual”. Uma ideia que faz sentido, segundo Cecília, considerando a experiência que teve em Holambra, a cidade das flores no interior de São Paulo. Ela disse que ao conversar com produtores observou tratamentos diferenciados em flores, mostrando que mesmo produtos aparentemente idênticos podem ter distintas percepções de marca:
“Me lembro quando visitamos viveiros de flores, e os profissionais que trabalhavam lá nos mostravam como as flores de tal lugar recebiam um tratamento totalmente diferenciado, de rega, poda e tudo mais. Uma flor com marca. Afinal, um produto se torna uma marca não apenas pelo nome que ele carrega, mas pelo conjunto de significados que são percebidos nele”.
Cecília Russo
Outro exemplo é a evolução das marcas de ovos. Antes, ovos eram commodities genéricas, mas agora marcas como Mantiqueira e Fazenda da Toca têm identidades únicas. Cecília compra ovos orgânicos de “Ovo de Itu”, uma marca que promove transparência e proximidade, enviando fotos das galinhas e informando sobre seus períodos de descanso aos consumidores.
Marca genuinamente falsa
Jaime Troiano acrescentou que até produtos como papel sulfite e água mineral, aparentemente indiferenciáveis, possuem marcas distintas. Ele citou exemplos de Chamex e Report para papel sulfite e São Lourenço e Minalba para água mineral, onde cada marca possui um conjunto de fãs
“Água mineral, H2O, algo aparentemente impossível de diferenciar, tem marca e claramente distintas em termos de percepção dedicados, enfatizando a diferenciação através de embalagens, experiência e comunicação”.
Jaime Troiano
Ele também falou sobre tintas de construção, onde a lealdade do pintor a uma marca específica pode influenciar a escolha do cliente.
O caso mais inusitado de todos, porém, Jaime deixou para o fim do comentário. Ele encerrou com um exemplo curioso de Istambul, onde uma barraca que vende réplicas de relógios de grandes marcas, não se acanha em expor em uma placa a sua marca: “Genuine fake watches”. Ou seja, anuncia de forma clara e transparente que vende “relógios genuinamente falsos”, destacando a importância da autenticidade na construção da marca.
Sua marca de hoje
“Se você tem um produto, vale sempre se perguntar o quanto você está efetivamente criando uma identidade própria, deixando de ser apenas um a mais no mercado e criando algo com significado. Se estiver, você tem uma marca, caso não, apenas mais um produto igual aos seus competidores”
Cecília Russo
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso com os comentários de Jaime Troiano e Cecília Russo vai ao ar, aos sábados, às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN.
Gravação do Mundo Corporativo em foto de Priscila Gubiotti
“Quando eu tô feliz é que eu tomo decisões melhores, quando eu tô feliz é que eu alcanço minha meta com mais facilidade. Então, é importante que a gente crie o ambiente de trabalho feliz em primeiro lugar”
Luiz Gaziri, professor e pesquisador
Em um cenário corporativo cada vez mais desafiador, a saúde mental e o bem-estar dos profissionais se tornam aspectos cruciais para a eficiência e produtividade das equipes. Segundo Luiz Gaziri, especialista em comportamento humano e autor de livros sobre felicidade e polarização política, a liderança tem um papel fundamental nesse contexto. Ele ressalta a influência direta dos líderes na cultura organizacional e, consequentemente, no bem-estar dos funcionários.
Durante sua participação no programa Mundo Corporativo da rádio CBN, Gaziri enfatizou a necessidade de uma mudança de paradigma na liderança empresarial. Ele observa que, frequentemente, líderes não estão cientes de como suas estratégias e comportamentos influenciam negativamente o ambiente de trabalho. Gaziri, com sua experiência como executivo e consultor, notou uma persistência de modelos de gestão ultrapassados, focados em competição e individualismo, ignorando os impactos na saúde mental dos colaboradores.
“O mundo corporativo hoje ainda é muito pautado na competição, no individualismo, então esses líderes precisam se preparar melhor, entender o que traz bem-estar para o ser humano, como que a estratégia de uma empresa impacta no comportamento? O que é motivação? Sem esse conhecimento de comportamento humano torna-se Impossível a gente conseguir um ambiente de trabalho mais positivo.”
Gaziri destaca a relação direta entre estratégias empresariais e a felicidade dos trabalhadores. Ele cita pesquisas que demonstram como uma liderança inadequada pode ser a principal fonte de estresse para os funcionários, afetando negativamente a produtividade e a saúde mental.
Ajuste as metas e motive seus colaboradores
Gaziri lança “A Arte de Enganar a Si Mesmo”, foto de Priscila Gubiotti
Na entrevista, o autor do livro “A ciência da felicidade” (Faro Editora) também abordou a questão das metas inatingíveis, um problema comum no mundo corporativo. Gaziri explica que, quando as metas são excessivamente altas, os funcionários podem desenvolver a “desesperança aprendida”, uma sensação de impotência e falta de controle sobre os resultados, levando à desmotivação e ao declínio do desempenho.
Para melhorar esse cenário, o especialista sugere várias medidas, como ajustar as metas de acordo com a realidade, promover um ambiente de trabalho motivador e garantir a segurança financeira dos funcionários. Ele destaca a importância de um ambiente que promova a segurança psicológica, onde as pessoas não tenham medo de expressar suas opiniões e ideias.
“O ambiente molda inclusive a minha inteligência, mas a gente usa a estratégia de deixar as pessoas na insegurança financeira com bastante constância o que é ruim para o ambiente de trabalho. Sem falar na questão de metas, de prêmios, de ambientes que sejam motivadores. Então, a gente vê um caos aí muito grande no mundo corporativo por causa dessa falta de conhecimento sobre ser humano.”
Além disso, Gaziri aponta para a necessidade de uma liderança consciente e preparada para criar um ambiente de trabalho positivo e saudável. A capacitação dos líderes em entender e gerenciar aspectos relacionados ao comportamento humano é fundamental para impulsionar o bem-estar e a felicidade no ambiente de trabalho.
A polarização no ambiente de trabalho e como gerenciá-la
A polarização, um fenômeno amplamente discutido no contexto político, também se manifesta no ambiente corporativo, influenciando as dinâmicas de trabalho e a tomada de decisões. Luiz Gaziri, em seu livro “A Arte de Enganar a Si Mesmo: Uma Visão Científica da Polarização Política e Outros Males Nem Tão Modernos” (Alta Books), aborda essa questão, destacando como a polarização pode afetar negativamente as empresas.
O autor observa que a polarização nas empresas ocorre devido à tendência humana de se agrupar com indivíduos de opiniões semelhantes. Esse fenômeno leva as pessoas a reforçar suas crenças e ignorar perspectivas divergentes, criando um ambiente onde prevalece o viés de confirmação. Ele exemplifica isso com um experimento realizado por Lee Ross, da Universidade de Stanford, no qual israelenses e palestinos avaliaram propostas de paz de maneira diferente, dependendo de qual lado acreditavam que as propostas tinham vindo. Isso mostra como a origem de uma ideia pode influenciar sua aceitação, independentemente do seu mérito.
No ambiente de trabalho, essa polarização pode levar a conflitos e a uma falta de inovação, pois as ideias são avaliadas com base na afinidade com o grupo, e não em seu potencial. Para combater esse problema, Gaziri sugere a nomeação de um “Advogado do Diabo” em reuniões e decisões de grupo. Essa pessoa teria o papel de questionar e analisar criticamente todas as ideias apresentadas, promovendo um pensamento mais diversificado e crítico.
Embora essa abordagem possa tornar as reuniões menos agradáveis a curto prazo, ela conduz a decisões mais criativas e eficazes. A diversidade de pensamento, apesar de potencialmente desconfortável, é crucial para evitar a estagnação e promover a inovação.
Gaziri enfatiza a importância de gerenciar a polarização no ambiente de trabalho, especialmente em uma era de crescente diversidade. A inclusão de diferentes perspectivas e a promoção de um ambiente onde as ideias são julgadas pelo seu mérito, e não pela sua origem, são essenciais para o sucesso das empresas. Ele propõe que os líderes fomentem a segurança psicológica e a abertura às opiniões divergentes, garantindo assim que as melhores ideias prevaleçam, independentemente de onde venham.
Essas reflexões de Gaziri oferecem um olhar crítico sobre como a polarização pode afetar o ambiente corporativo e apontam caminhos para criar um ambiente de trabalho mais saudável, produtivo e inovador.
Assista ao Mundo Corporativo com Luiz Gaziri
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no canal da CBN no YouTube e no site http://www.cbn.com.br. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, e domingo às 10 da noite, em horário alternativo. Você também pode ouvir a qualquer momento no podcast do Mundo Corporativo. Colaboram com o programa: Renato Barcellos, Letícia Valente, Priscila Gubiotti e Rafael e Furugen: