Avalanche Tricolor: o prazer de assistir a Luis Suárez com a camisa do Grêmio

Grêmio 3×1 América-MG

Brasileiro – Arena do Grêmio, Porto Alegre/RS

Suárez comemora mais um gol em foto de LUCASUEBEL/GRÊMIOFBPA

Vou te contar uma coisa. Há muito tempo não tinha tanto prazer em assistir ao Grêmio em campo. Nem é porque estamos jogando o melhor futebol do Brasil. Até porque não estamos. Esboçamos um bom jogo mas ainda há a necessidade de azeitar a máquina. Vemos a tentativa de um toque de bola mais refinado — e às vezes esse toque até aparece —, mas ainda tropeçamos na finalização do passe, do movimento ou do chute. 

Defensivamente também pecamos como no gol que abriu o placar e nos colocou em risco, nesta noite de quinta-feira. A bola foi cruzada no meio da pequena área e não havia razão de deixamos o zagueiro deles cabecear daquela forma contra as nossas redes. Foi o décimo sexto gol que tomamos em 11 partidas disputadas. É gol demais. E isso não me dá prazer. 

O prazer está mesmo em assistir a Luis Suárez com a camisa do Grêmio. Vê-lo caminhando com nosso grupo de jogadores pelo túnel que leva ao gramado da Arena é algo que ainda tenho dificuldade em acreditar. 

Quando a bola começa a rolar, desejo que haja uma câmera que apenas mire os movimentos do quarto maior atacante do mundo em atividade — sim, infelizmente, neste momento em que temos um Craque (assim mesmo, com letra maiúscula) em campo, só tenho a possibilidade de ver o Grêmio pela televisão. Se morasse em Porto Alegre, não faltaria um só dia de futebol na Arena.

Em tempo: por que a Arena não estava lotada nesta retomada do Campeonato Brasileiro? 

Pela TV, fico à espreita de Suárez. Quero entender o movimento que fará a medida que o time avança. Espero seu deslocamento e torço para que nossos jogadores o enxerguem e sejam capazes de colocar a bola no espaço em que ele ocupa. Vibro quando a bola chega aos seus pés e me deleito com a tentativa de drible, com o passe rápido, com a entrega de corpo, alma e dor que o nosso atacante oferece em cada lance que protagoniza. 

Suárez conseguiu fazer do lateral — a jogada mais desperdiçada do futebol mundial —- um lance de perigo, seja porque se desloca com rapidez para receber a bola, geralmente de Reinaldo, seja porque cobra a lateral, como fez na partida de hoje, se assim for necessário para agilizar o jogo. Sim, pode me chamar de deslumbrado, mas vibro até com a cobrança de lateral.

Tu podes até achar exagero de minha parte. Não é! 

Quando tu vês um cara com a estatura de Suárez cobrando lateral é porque esse cara está realmente muito comprometido com os objetivos do seu time. Claro que não é essa a diferença dele em campo. O que o faz genial são lances como o do segundo gol em que mete a bola do outro lado do ataque no pé de Reinaldo, que cruza para Villasanti cabecear e marcar. Ou o do terceiro em que ele recebe a bola e de primeira  encontra novamente Reinaldo (esse também esta jogando muito) do lado esquerdo. Imediatamente, corre em direção a área e se coloca em posição de receber, por trás da marcação, e bater forte em direção às redes. 

Sei lá por quanto tempo Suárez conseguirá vestir a camisa do Grêmio. Tentaram nos convencer de que o tempo já havia se esgotado. E ele, em campo, provou que é capaz de superar a dor  que sente no corpo e que causa nos invejosos. A expressão do seu rosto é reveladora. Não há como negar as dificuldades físicas que enfrenta. Até aqui, porém, se mostrou muito maior do que qualquer revés que surja no seu caminho.

A despeito do tempo que possa permanecer em campo ou na ativa, Suárez já cumpriu sua missão ao aceitar o convite de vestir o manto tricolor: nos deu o prazer de assistir a um dos maiores jogadores do planeta com a nossa camisa. E isso, caro e raro leitor desta Avalanche, não tem preço. E é para poucos!

Menos de 0,5% das vagas de deficientes é para líderes

Os profissionais com deficiência ainda enfrentam grandes obstáculos quando se trata de alcançar cargos de liderança nas empresas. Segundo um levantamento realizado pela Talento Incluir, consultoria de diversidade e inclusão pioneira no Brasil, menos de 0,5% das vagas preenchidas por pessoas com deficiência oferecem oportunidades de liderança. Essa estatística revela a necessidade de avançar na promoção de uma inclusão mais profunda e verdadeira no ambiente corporativo.

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Desafios na inclusão

No ano de 2022, 82% das vagas preenchidas por profissionais com deficiência por meio da Talento Incluir eram para cargos de entrada, com salários médios de R$1.634,00. Dentre essas vagas, 17% eram para áreas operacionais, 22% para áreas comerciais e 61% para áreas administrativas. A disparidade se estende além da falta de oportunidades em cargos de liderança e reflete na qualidade das contratações. Segundo o IBGE, em 2019, a taxa de participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho era de apenas 28,3%, comparada a 66,3% das pessoas sem deficiência. Além disso, esses profissionais enfrentam uma diferença salarial significativa, recebendo cerca de R$1.000,00 a menos que o rendimento médio das pessoas sem deficiência.

Estudo revela desafios adicionais

O estudo “Pessoas com Deficiência e Empregabilidade”, liderado pela consultoria Noz Inteligência em parceria com a Talento Incluir, mostrou que mesmo as pessoas com deficiência que possuem ensino superior completo (53%) e estão há mais de 10 anos na mesma empresa (45%) têm dificuldade em serem promovidas. Esses resultados destacam o capacitismo como uma das principais barreiras ao desenvolvimento de carreira para esse grupo, mesmo quando eles estão tecnicamente preparados para assumir cargos de liderança.

Promovendo a inclusão efetiva

A CEO da Talento Incluir, Katya Hemelrijk, ressalta que as empresas verdadeiramente comprometidas com o aumento da diversidade entre seus colaboradores devem avançar em ações que ofereçam oportunidades e promovam o desenvolvimento de carreira para pessoas com deficiência, permitindo que elas alcancem cargos de liderança. Não basta apenas preencher vagas, é necessário ir além e promover uma inclusão produtiva, acolhedora e abrangente, que amplie a diversidade nas organizações.

É preciso esforço para criar um ambiente inclusivo

A inclusão de profissionais com deficiência em cargos de liderança ainda é uma realidade distante nas empresas. Os números revelam a necessidade de um esforço maior para criar um ambiente de trabalho verdadeiramente inclusivo, onde as habilidades e competências desses profissionais sejam valorizadas. A mudança real virá quando as empresas abraçarem a inclusão como uma estratégia fundamental para o sucesso organizacional.

As empresas devem adotar políticas inclusivas desde o recrutamento até o desenvolvimento profissional, garantindo que esses profissionais tenham acesso a oportunidades de crescimento e capacitação. É fundamental promover um ambiente de trabalho que valorize a diversidade, em que todos os colaboradores se sintam respeitados e acolhidos.

A mudança não se limita apenas às empresas. A sociedade como um todo deve assumir a responsabilidade de combater o preconceito e os estereótipos associados às pessoas com deficiência, reconhecendo e valorizando suas habilidades e talentos. A inclusão de profissionais com deficiência em cargos de liderança não apenas promove a equidade, mas também traz benefícios tangíveis para as organizações, como maior criatividade, inovação e desempenho.

Portanto, é imprescindível que as empresas se empenhem em superar as barreiras que impedem a ascensão de profissionais com deficiência a cargos de liderança. A inclusão efetiva desses talentos contribui para a construção de um ambiente de trabalho mais diverso, inclusivo e justo.

Felicidade é uma técnica que requer prática, segundo sociólogo

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Por Mia Codegeist 

A busca pela felicidade é um anseio comum a todos nós, e muitas vezes nos perguntamos se existe uma fórmula para alcançá-la. Em entrevista ao jornal O Globo, desse domingo (18/06), o sociólogo espanhol Luis Gallardo, presidente da Fundação Mundial da Felicidade, afirma que sim, essa fórmula já foi descoberta há muito tempo. No entanto, ele ressalta que muitas pessoas desconhecem ou não se atrevem a praticá-la. A entrevista explora as ideias de Gallardo sobre a felicidade e como podemos aplicá-las em nossa vida cotidiana — com base nas informações publicadas no jornal, destacamos aqui alguns aspectos relevantes. Ele é autor do livro “Happytalismo”, ainda não editado no Brasil, e participará do Congresso Internacional de Felicidade, em Curitiba, no mês de novembro,

A felicidade como uma técnica

Gallardo argumenta que existem diversas formas de alcançar um estado de calma, paz, esperança, perdão e compaixão, que são os ativadores da felicidade. Ele enfatiza que a felicidade é uma técnica e precisa ser praticada regularmente. Independentemente de quem somos, é crucial escolher algo que funcione para nós individualmente.

A ditadura do medo e o “happytalismo”

O sociólogo também critica a “ditadura do medo” na sociedade contemporânea. Medo de quê? Segundo ele, as pessoas têm medo de serem felizes. Gallardo destaca que a sociedade tem definido o sucesso em termos de poder, dinheiro e fama, o que leva à adoção de comportamentos prejudiciais à felicidade, como a comparação, a queixa e a competição. Ele propõe o conceito de “happytalismo”, que busca promover a felicidade como um novo sistema para um mundo mais feliz. O “happytalismo” prioriza a busca pela felicidade pessoal e coletiva, a liberdade do medo e a consciência elevada sobre o que acontece ao nosso redor.

“…as três piores ações para a felicidade: comparar-se, queixar-se e competir. Me comparo para ver quem tem mais poder, fama ou dinheiro, me queixo se não sou eu, e compito para ter isso”. 

A prática da felicidade

Para alcançar a felicidade, Gallardo ressalta a importância de diferentes ações. A mais básica e comprovada é colocar-se a serviço dos outros, pois quanto mais ajudamos, mais felizes nos tornamos. Ele também destaca a importância de sermos gentis e compassivos conosco mesmos, praticando o perdão e a autocompaixão. A consciência da respiração e a prolongação da respiração são técnicas que podem ajudar a gerenciar nossas emoções e entrar em estados de felicidade. 

“Todas são atividades que nos fazem entrar em um estado de fluidez, de admiração, de paz, que nos ajudam a conectar com a felicidade que temos. A felicidade é o óleo do motor. Todos nascemos com ela, é parte do nosso ser. Mas precisamos ativá-la”

A ciência e a felicidade

A ciência tem se dedicado ao estudo da felicidade, através de correntes como a psicologia positiva, a educação positiva e a ciência da felicidade, conta Gallardo. Pesquisas têm mostrado que elementos como a amabilidade, o perdão e a gratidão têm influência na felicidade. Universidades ao redor do mundo têm investigado os impactos do bem-estar, da meditação e da atenção plena na saúde mental e no bem-estar. A ciência comprova a conexão entre uma mente sã e a entrada em estados de fluidez e felicidade. 

Assista ao programa Dez Por Cento Mais: É possível ser feliz no trabalho

A felicidade não está na IA 

O tema não foi abordado na entrevista com Luis Gallardo, no jornal O Globo, porém sendo a Inteligência Artificial a base dos artigos publicados neste espaço, é preciso ressaltar que a felicidade não é experimentada por máquinas, robôs ou qualquer outro mecanismo tecnológico que assim possa ser identificado. A felicidade é um tema complexo e subjetivo, que varia de pessoa para pessoa. Envolve diversos fatores, como emoções, experiências, valores pessoais, relacionamentos, propósito de vida e bem-estar geral. Embora a inteligência artificial possa analisar dados e padrões, assim como fornecer insights e recomendações com base em informações prévias, a felicidade é um aspecto humano que vai além de dados e algoritmos. Ela envolve aspectos emocionais, subjetivos e até mesmo espirituais, que não podem ser completamente capturados por uma inteligência artificial.

No entanto, os recursos da IA podem desempenhar um papel auxiliar na promoção do bem-estar e da felicidade. Por exemplo, por meio da análise de dados de saúde mental, a inteligência artifical pode ajudar a identificar padrões e fornecer recomendações personalizadas para melhorar o bem-estar emocional. Além disso, essa tecnologia pode facilitar o acesso a informações, recursos e suporte que contribuem para a busca da felicidade pessoal. Lembrando sempre que as informações publicadas em IA devem ser referenciadas por diversas fontes e jamais entendidas como produto final.

Iniciativas para promover a felicidade

De volta à entrevista de Gallardo. O estudioso espanhol diz que governos, empresas e instituições de ensino têm adotado iniciativas para promover a felicidade e o bem-estar. Reconhecendo que a felicidade dos cidadãos, funcionários e alunos é fundamental para o sucesso e a harmonia dessas instituições, eles investem em condições que promovem o bem-estar, como meio ambiente saudável, espaços de convivência, programas de saúde mental e atividades que estimulem o desenvolvimento pessoal e emocional.

No entanto, é importante ressaltar que a felicidade não é um estado permanente e imutável. Ela é uma jornada que envolve altos e baixos, desafios e superações. Cada indivíduo tem sua própria definição de felicidade e suas próprias estratégias para alcançá-la.

É fundamental lembrar que a felicidade não está apenas nas conquistas materiais ou no alcance de metas externas, mas também no cultivo de um estado de espírito positivo, no cuidado com as relações interpessoais e no desenvolvimento pessoal. A busca pela felicidade deve ser pautada em valores autênticos, em alinhar nossas ações com nossos propósitos e em encontrar significado nas pequenas coisas do dia a dia.

Portanto, para ser feliz, é necessário cultivar uma mentalidade de gratidão, aceitação e resiliência. É preciso se conhecer, valorizar suas habilidades e limitações, e aprender a lidar com as adversidades. O autocuidado, o equilíbrio entre trabalho e lazer, e o investimento em relacionamentos saudáveis são essenciais para construir uma base sólida de felicidade.

Em suma, a felicidade é uma técnica que precisa ser praticada diariamente. Requer um comprometimento consigo mesmo, uma disposição para buscar o autoaperfeiçoamento e a disposição de espalhar alegria e bem-estar ao seu redor. É um caminho individual, mas também coletivo, em que cada um de nós pode contribuir para a construção de uma sociedade mais feliz e harmoniosa. Portanto, não espere que a felicidade simplesmente aconteça, mas sim, assuma o controle de sua vida e faça dela um espaço propício para a felicidade florescer. 

Mia Codegeist é autor que abusa da inteligência artificial para compartilhar conhecimento sobre temas relevantes à sociedade.

Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: o valor da marca e o cálculo do Brand Valuation 

A importância de saber o valor da sua marca

A compra da Garoto pela Nestlé foi finalmente liberada, em junho deste ano, encerrando um longo processo de análise e debate. Mas como funciona o processo de compra de marcas e como é calculado o valor desse ativo? No Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo, exploramos esse tema e discutimos a importância da consistência na construção e monitoramento do valor de uma marca ao longo do tempo.

“Marcas não adquirem valor da noite para o dia”

Cecília Russo

O processo de compra de marcas

Muitas vezes, marcas são adquiridas por competidores do mesmo mercado. Nesses casos, há um órgão regulador responsável por analisar e aprovar essas transações. No Brasil, temos o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que avalia se a junção de duas marcas pode prejudicar os consumidores ao limitar a concorrência e criar um monopólio. A análise realizada pelo CADE no caso da compra da Garoto pela Nestlé durou incríveis 20 anos, tornando-se um dos casos mais longos da história. Outro exemplo é a compra da marca Kolynos pela Colgate na década de 90, na qual o CADE determinou que a Kolynos fosse afastada do mercado por quatro anos para evitar a formação de um monopólio prejudicial aos consumidores.

Valor de marca e Brand Valuation: 

“Antes do CADE entrar para julgar, no caso de compra de marcas rivais, e no caso de qualquer compra de marca, é preciso definir seu valor”

Jaime Troiano

O cálculo do Brand Valuation, ou valor de marca, baseia-se na contribuição da marca para os resultados financeiros de uma empresa. Em outras palavras, o valor de uma marca representa o quanto a empresa gera a mais em termos de fluxo de caixa por ser proprietária dessa marca, em comparação ao que geraria sem ela. Para calcular o valor econômico da marca, primeiro é necessário estimar o volume de recursos que a marca contribuirá para a geração de fluxo de caixa no futuro. Em seguida, esse volume é trazido a valor presente usando uma taxa de desconto. Essa taxa de desconto é uma operação comum no campo das finanças e permite obter o valor econômico da marca.

A importância da consistência e monitoramento:

Como dito por Cecília Russo, a lição que podemos tirar desse tema é que marcas não ganham valor da noite para o dia. Aumentar o valor de uma marca exige consistência ao longo dos anos, paciência e monitoramento constante para garantir que sua construção esteja indo na direção desejada. Construir uma marca forte requer um trabalho contínuo de estratégia, posicionamento, comunicação e entrega de valor aos consumidores. É importante acompanhar de perto os resultados e ajustar as ações quando necessário, para garantir que a marca esteja cumprindo seu propósito e agregando valor ao negócio.

É preciso investir na construção da marca

O valor de uma marca é um ativo estratégico que pode impulsionar o sucesso de uma empresa. No caso de aquisições de marcas, é necessário considerar o impacto no mercado e obter a aprovação dos órgãos reguladores. Já o cálculo do Brand Valuation é fundamental para compreender o valor econômico da marca, levando em conta seu potencial de geração de fluxo de caixa futuro.

A lição mais importante a ser aprendida é que a construção de valor de uma marca requer tempo, esforço e consistência. É fundamental desenvolver estratégias sólidas, manter uma comunicação eficaz e entregar valor aos consumidores de forma consistente. Além disso, é essencial monitorar constantemente a marca para garantir que ela esteja cumprindo seus objetivos e gerando resultados positivos.

Portanto, investir na construção e no fortalecimento da marca é uma estratégia de negócio inteligente. Ao fazer isso, as empresas podem aumentar seu valor de mercado, conquistar a fidelidade dos clientes e se destacar da concorrência. Afinal, uma marca bem-sucedida é um ativo valioso que impulsiona o crescimento e a sustentabilidade de uma empresa a longo prazo. 

Ouça o comentário completo de Jaime Troiano e Cecília Russo, no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, que vai ao ar todos os sábados, às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN:

Semana de Quatro Dias: empresas brasileiras iniciam estudo que pode gerar uma revolução da produtividade e bem-estar no trabalho

Entenda como a semana de quatro dias está transformando a maneira como trabalhamos

Você já ouviu falar da semana de quatro dias? Essa nova abordagem do mundo corporativo está ganhando espaço no Brasil e promete trazer benefícios significativos tanto para a produtividade quanto para o bem-estar dos colaboradores. Renata Rivetti, especialista em psicologia positiva e felicidade no trabalho, diretora da  Reconnect Happiness at Work, é responsável por estudos que começam a ser realizados com empresas brasileiras para descobrir como a semana de quatro dias pode revolucionar a forma como trabalhamos. Ela foi entrevista pelo programa Dez Por Cento Mais, no YouTube, apresentado pela jornalista Abigail Costa e a psicóloga Simone Domingues, que colaboram com este blog.

A busca por eficiência e produtividade tem sido uma constante nas empresas, mas muitas vezes estamos presos em um ciclo de interrupções, reuniões improdutivas e falhas na comunicação. Essa sobrecarga geralmente está relacionada à ineficiência e falta de planejamento, ao invés de uma verdadeira busca por maior produtividade. Renata Rivetti destaca que é essencial repensar nossos métodos de trabalho e adotar uma abordagem mais inteligente e focada.

O fenômeno do burnout tem se tornado mais comum em diversas partes do mundo. No Brasil, as denúncias contra empregadores têm aumentado consideravelmente. No Japão, o índice é alarmante — 70% da população economicamente ativa diz ter tido burnout (conforme informação publicada em edição da revista Exame, em 2020).  Renata, que esteve recentemente na capital japonesa, compartilha sua experiência ao observar as pessoas exaustas e até dormindo no transporte público ao longo de todo o percurso. Para ela, essa obsessão pela produtividade e apegada ao trabalho está fazendo com que seja necessário repensar nossas prioridades. A mudança se faz urgente!

A Microsoft do Japão foi uma das pioneiras a adotar a semana de quatro dias e obteve resultados surpreendentes. Através da implementação de regras que restringiam a quantidade e duração de reuniões, a empresa conseguiu aumentar a eficiência e produtividade dos colaboradores. Mudanças simples no dia a dia podem fazer toda a diferença, e a ideia de trabalhar menos e melhor está se tornando uma realidade.

Empresas brasileiras aderem a estudo da semana de quatro dias

No Brasil, a aceitação do projeto da semana de quatro dias tem sido positiva. Com o objetivo de aumentar a produtividade e promover um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, a proposta é que profissionais se comprometam a trabalhar durante quatro dias, mantendo a mesma produtividade de cinco dias, e sejam recompensados com um dia extra de folga. A repercussão do projeto tem sido significativa com mais de 350 empresas tendo revelado interesse em participar dos estudos no país. Desde microempresas até multinacionais de grande porte, diversos setores da economia estão se engajando nessa iniciativa. A Four Day Week Global, em parceria com a Reconnect, está liderando esse movimento, promovendo sessões informativas para as empresas. Segundo Renata, o engajamento tem sido surpreendente, refletindo a demanda crescente por uma abordagem mais equilibrada e saudável em relação ao trabalho.

É importante ressaltar que a semana de quatro dias não implica em redução salarial. O objetivo é que as empresas possam alcançar o mesmo resultado em um tempo menor, proporcionando aos colaboradores um dia extra de descanso e lazer. Renata Rivetti destaca que muitos participantes dos pilotos relataram uma mudança significativa em suas rotinas, comprometendo-se a abandonar hábitos improdutivos e reorganizar sua jornada de trabalho. O resultado foi um aumento da eficiência e um maior sentimento de realização.

Semana de quatro dias é uma tendência global

A tendência da semana de quatro dias está alinhada com um movimento global em busca de uma nova concepção de trabalho, onde o bem-estar e a qualidade de vida dos colaboradores são valorizados. Afinal, trabalhar menos horas não significa necessariamente uma diminuição da produtividade. Pelo contrário, ao reduzir o tempo gasto em atividades ineficientes e promover uma maior concentração nas tarefas essenciais, é possível obter resultados ainda melhores.

As empresas interessadas em participar desse movimento devem se cadastrar no site da  Reconnect Happiness at Work e participar das sessões informativas para entender os detalhes e requisitos do piloto, . O projeto terá a duração de seis meses, a partir de novembro, e proporcionará uma experiência única de experimentar uma nova forma de trabalho.

Com a semana de quatro dias, o Brasil se une a outros países que estão adotando essa abordagem e colhendo os benefícios tanto para os negócios quanto para os colaboradores. É uma oportunidade de repensar a forma como encaramos o trabalho, valorizando não apenas a quantidade de horas dedicadas, mas também a eficiência, a qualidade de vida e a busca por um equilíbrio saudável.

Em um mundo em constante transformação, é essencial abraçar iniciativas que promovam a felicidade e o bem-estar no ambiente de trabalho. A semana de quatro dias surge como uma alternativa promissora, trazendo consigo a possibilidade de trabalhar menos e trabalhar melhor. É hora de repensar nossos métodos e adotar uma abordagem mais inteligente, que valorize tanto a produtividade quanto o bem-estar dos colaboradores. 

Assista à entrevista completa de Renata Rivetti ao Dez Por Cento Mais na qual fala também sobre estratégias para se alcançar a felicidade no trabalho e cuidados que as pessoas devem ter para não transformarem a busca pela felicidade em uma obsessão que poderá trazer resultados frustrantes:

Leia também o texto a seguir sobre a semana de quatro dias publicado neste blog

Mundo Corporativo: Luiz Fernando Lucas destaca que a integridade é responsabilidade do indivíduo

No estúdio do Mundo Corporativo com Luiz Fernando Lucas Foto: Priscila Gubiotti

“Esse é o ponto em que as empresas vão começar a se destacar contratando seres humanos mais íntegros no sentido da palavra de mais completos, de mais clareza de quem são”

Luiz Fernando Lucas, advogado

Os dilemas éticos que enfrentamos no cotidiano são nossos e devem ser solucionados por nós. Cabe a cada um fazer suas escolhas diante das diversas situações que enfrenta na sua vida pessoal e profissional. Portanto, você é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. Tem de ser pautado por essa premissa, sob o risco de perder o protagonismo e a liberdade. Nada disso, tira a responsabilidade de a empresa construir um ambiente eticamente saudável, mas é preciso entender que na “hora do vamos ver” a decisão é sua. Conversei sobre estes temas com Luiz Fernando Lucas, advogado por formação, especializado no tema da ética por convicção e autor do livro “A Era da Integridade” (Editora Gente). 

“Acredito mesmo que não as empresas, mas nós como seres humanos precisamos cada vez mais voltar aos princípios, as virtudes, aos valores”.

No programa Mundo Corporativo, Luiz Fernando explicou que a integridade é a busca pela plenitude e completude, sendo congruente entre o que se fala, pensa e faz. Essa sintonia é que diferenciará cada vez mais o profissional de seus colegas e concorrentes. De verdade, já diferencia, porque, como dito na epígrafe deste texto, às empresas  estão em busca desses talentos, que deixou de ser apenas a referência para aquele que é inovador, colaborativo ou excepcional na execução da sua tarefa:  

“Estamos indo para um momento no qual mais importante do que os hard ou soft skills são as inner skills, aquelas competências que vêm de dentro,  a sua essência”.  

RHs têm de investir em indicadores de integridade

A despeito da valorização que ética, responsabilidade e integridade têm tido, Luiz Fernando diz que os departamentos de recursos humanos ainda não usam métodos capazes de identificar esses valores nos profissionais que se apresentam como candidatos. Segundo o advogado, há vários instrumentos de avaliação de perfil psicológico e de personalidade, há indicadores financeiros e de resultados, assim como sociais e ambientais, porém ainda são incipientes do de governança corporativa. 

“A proposta é quais indicadores de valores de impacto na sociedade, por exemplo, de saúde do grupo de pessoas que estão não apenas dentro da empresa, mas como que elas estão levando bons exemplos para a sociedade”.  

O autor ressalta que vivemos na “era da integridade”, e estamos vivendo um momento de ampliação da consciência humana e que é possível escolher evoluir como espécie através da integridade e consciência. Destaca a relação entre confiança, valores e felicidade, e a importância de se fazer escolhas éticas e responsáveis diante das novas tecnologias. Além disso, chama atenção para a influência que os ambientes profissionais e pessoais que vivenciamos têm na construção desses relacionamentos éticos e responsáveis:

“Se eu tenho uma conduta ética na minha vida pessoal, eu vou contribuir com aquilo no meu grupo de trabalho e se na minha empresa valoriza-se a cultura de integridade, a ética, os valores de alguma forma, eu vou levar aquilo pro meu seio familiar, para o meu pro meu convívio social. E aqueles aprendizados vão fazer refletir sobre o impacto da minhas ações e das minhas omissões como ser humano na vida”. 

Para uma reflexão mais completa sobre integridade, assista à entrevista com Luiz Fernando Lucas, ao Mundo Corporativo, programa que teve as colaborações de Renato Barcellos, Bruno Teixeira,  Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.

“Escute, expresse e fale!” é destaque na estreia de programa cultural na TV Alesp

Chamada da estreia de “Cultura e Saber”

Estreia nesta sexta-feira, o programa “Cultura e Saber”, produzido pela TV Alesp, apresentado pela jornalista Melissa Araújo. Com o objetivo de abrir espaço a autores de livros, tive o privilégio de ser o convidado a participar do primeiro episódio quando falei de meus cinco livros, desde “Jornalismo de Rádio” (Editora Contexto), lançado em 2004, a “Escute, Expresse e Fale!” (Editora Rocco), de 2023. Foi uma conversa descontraída na qual a apresentadora me provocou a destacar aspectos importantes do trabalho jornalístico assim como os desafios que temos quando decidimos escrever um livro. Deixo o convite para que assistam ao programa que pdoe ser acessado pelos canais eletrônicos da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Confirmado: “Escute, expresse e fale” será lançado em três cidade de Portugal

A Escolar Editora anuncia o lançamento do livro “Escute, expresse e fale!”, que explora o poder da comunicação para construir relacionamentos sustentáveis e promover mudanças positivas. Os autores são o português António Sacavém, o franco-brasileiro Thomas Brieu, e os brasileiros Leny Kyrillos e Mílton Jung. O livro se iniciou em uma conversa deles na vila portuguesa de Sintra, atravessou o Atlântico, se transformou em um sucesso no primeiro mês de lançamento no Brasil e agora retorna a Portugal. 

Publicado originalmente no Brasil pela editora Rocco, “Escute, expresse e fale” chega a Portugal através da Escolar Editora, grupo editorial que ao longo de seus 70 anos conquistou relevante presença no meio universitário e acadêmico, e tem valorizado os pesquisadores e autores de países de língua oficial portuguesa. Os lançamentos estão confirmados para as cidades de Lisboa, Porto e Cascais, na última semana do mês de junho,e serão abertos com um bate-papo dos autores com seus leitores, seguido de sessão de autógrafo. 

De acordo com os autores, a comunicação efetiva e afetiva desempenha um papel fundamental na redução de diferenças, na aproximação entre as pessoas e no fortalecimento dos laços humanos

Em um mundo marcado por intolerância e conflitos, a habilidade comunicativa se torna ainda mais relevante. “Escute, expresse e fale!” reúne reflexões aprofundadas sobre o tema, fornecendo dicas práticas para aprimorar a capacidade de diálogo em diversas situações, desde conversas informais até reuniões de negócios. 

“Temos a convicção de que a comunicação efetiva e afetiva é o melhor antídoto à intolerância” Mílton Jung. 

Os autores, apaixonados pelo ato de conversar, são profissionais experientes em suas respectivas áreas. Mílton Jung, jornalista e âncora da rádio CBN, António Sacavém, doutor em gestão e especialista em comunicação não verbal, Leny Kyrillos, doutora em voz, fonoaudióloga e comunicadora, e Thomas Brieu, palestrante e professor de escutatória e padrões de linguagem colaborativos, uniram seus conhecimentos para fornecer uma visão abrangente sobre o poder da comunicação. 

“A obra pretende ajudar você a se comunicar de forma eficiente e poderosa nas relações pessoais e profissionais, incluindo a maneira de lidar com aqueles que têm pensamentos e ações diferentes dos nossos. Nosso objetivo é fazer da comunicação a competência que nos capacite a sermos humanos melhores em um mundo melhor”, escrevem os autores na abertura do livro. 

“Escute, expresse e fale!” aborda a importância de alinhar os recursos verbais, não verbais e vocais para garantir clareza na mensagem e engajamento dos interlocutores. A obra oferece uma variedade de ferramentas e ensinamentos, incluindo técnicas para líderes empresariais atuarem de forma assertiva, empática e inclusiva. 

EVENTOS DE LANÇAMENTO

Os autores estarão presentes em três eventos de lançamento para compartilhar suas ideias e interagir com o público. 

Confira as datas, horários e locais: 

24 de junho, às 17h na livraria Ler Devagar, no LX Factory, em Lisboa. 

25 de junho, às 16h na Fnac de Santa Catarina, cidade do Porto.

27 de junho, às 19h na Fnac do Cascaisshoppig, em Cascais

Esses eventos oferecerão uma oportunidade única para os leitores se aproximarem dos autores e discutirem os princípios e técnicas abordados no livro. 

OS AUTORES

ANTÓNIO SACAVÉM: Doutor em gestão, com tese na área de comunicação em liderança, especialista em comunicação não verbal, é professor na Universidade Europeia e no IPAM. Professor convidado no Career Lab da Universidade Católica. Dá aulas e cursos de Comportamento Organizacional, Liderança e Gestão de Equipes, Negociação, e Competências de Comunicação. Ensina inteligência não verbal e emocional a líderes empresariais e governamentais. 

LENY KYRILLOS: Fonoaudióloga da TV Globo-SP e da rádio CBN e especialista em voz, é mestre e doutora pela UNIFESP. Realiza palestras e orienta CEOs, executivos, gestores e diversos outros profissionais que veem na comunicação uma ferramenta essencial para liderar empresas, grupos de trabalho e a própria carreira. Apresenta o quadro Comunicação e Liderança, na CBN, e é coautora de vários livros. 

MÍLTON JUNG: Jornalista por formação, comunicador por convicção e escritor por insistência. Desde que concluiu a Faculdade de Comunicação Social da PUC-RS, migrou do rádio para o jornal, e então para a televisão, trabalhou em revistas e na internet, usufruiu do potencial das redes sociais e se estabeleceu no rádio novamente. É âncora da rádio CBN, palestrante na área de comunicação e já escreveu quatro livros. 

THOMAS BRIEU: Especialista em escutatória, comunicação verbal e padrões de linguagem colaborativos, Thomas realiza treinamentos de líderes para algumas das mais importantes organizações que atuam no Brasil. Criou um centro de encontros e estudos no interior de São Paulo, no qual o ser humano interage com a mais pura natureza de modo a aprender que ele é o seu próprio meio ambiente. 

Conte Sua História de São Paulo: a política estudantil me apresentou à cidade

Janice Paulo

Ouvinte da CBN

Igreja na praça da Sé, foto de Claudinéia Regina/Flickr CBNSP

Era o ano de 1983. Eu havia ingressado no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp, em São José do Rio Preto. Bacharelado de Letras-Tradução. Com 18 anos, nascida e criada em uma pequena cidade do interior paulista, sentia-me um peixe fora d’água naquele ambiente tão politizado, com colegas super descolados. 

Nem imaginava que, em breve e, justamente, com eles, pisaria em São Paulo, pela primeira vez. A abertura política se fazia lenta, mas progressivamente. Nesse contexto, a comunidade universitária da UNESP, em sintonia com o movimento Diretas-já, propunha um processo de eleição para a indicação do candidato ao cargo de reitor da universidade. 

No início de 1984, realizou-se a consulta à comunidade, num ato democrático extraordinário, para a época. Mas o Conselho Universitário e o governador Franco Montoro não acataram a nossa vontade expressa pelo voto. Isso gerou profunda revolta, motivando uma prolongada greve e a ocupação da reitoria e das diretorias de várias unidades. 

Naqueles dias, embarcou no trem RioPreto-São Paulo um grupo de destemidos, do qual eu fazia parte. Uma noite inteira, não só de café com pão, café com pão… mas, também, de pão com mortadela, mortadela com pão. Na manhã seguinte, chegamos em São Paulo para revezar com os colegas que estavam ocupando a reitoria há vários dias. 

Eu fingia naturalidade no metrô, fingia saber onde estávamos ou para onde íamos. A ninguém eu havia dito que jamais estivera na capital. Imagina! Na Praça da Sé, olhei deslumbrada a Catedral, os prédios do Tribunal de Justiça e da própria reitoria. Notei que faltavam árvores e sobrava gente. 

Dado o risco de estarmos sendo vigiados, entramos rapidamente na reitoria, de onde só saí oito dias mais tarde com todos os companheiros, expulsos por Michel Temer, então Secretário de Segurança Pública de São Paulo. 

Seguidos à distância pela força policial, fomos em passeata pelo entorno, gritando palavras de ordem, cantando o hino da época: ”para não dizer que não falei das flores”. Ouvia aplausos de alguns, palavras de apoio de outros, e chuva de papel picado a nos receber.

Lá se vão 38 anos de muitas outras histórias de manifestações, comícios, protestos, passeatas, quase sempre em São Paulo. Mas é essa passagem que divido com você, na Praça da Sé, o marco zero da minha história de lutas e paixão por essa cidade.

Janice de Paulo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também um personagem de São Paulo. Escreva seu texto e envie para o email contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Trabalho de quatro dias na semana: uma nova abordagem pós-pandemia

Por Mia Codegeist

A pandemia da Covid-19 transformou a maneira como vivemos e trabalhamos, acelerando a adoção de novos modelos de trabalho remoto e flexível. Uma tendência que tem ganhado destaque é o trabalho de quatro dias na semana, uma abordagem inovadora que busca equilibrar a produtividade e o bem-estar dos funcionários.

O trabalho remoto e a necessidade de flexibilidade pós-pandemia

Após o impacto da pandemia, muitas empresas adotaram o trabalho remoto como medida de segurança. Essa transição evidenciou os benefícios de flexibilidade e autonomia oferecidos aos colaboradores. Com menos tempo gasto em deslocamentos e uma melhor integração entre vida pessoal e profissional, as pessoas buscaram uma nova maneira de trabalhar, que possibilitasse um melhor equilíbrio entre trabalho e qualidade de vida.

O modelo de trabalho de quatro dias na semana

O trabalho de quatro dias na semana é uma resposta a essa busca por equilíbrio. Ao reduzir a carga horária para quatro dias, os funcionários têm mais tempo para descansar, cuidar de si mesmos, passar tempo com a família e se engajar em atividades pessoais. Esse modelo promove a recuperação de energia e aumenta a motivação e a produtividade durante os dias de trabalho.

Benefícios para os funcionários e para as empresas

Ao implementar o trabalho de quatro dias na semana, as empresas podem observar uma série de benefícios. Funcionários mais satisfeitos tendem a ter uma melhor saúde mental, menor índice de burnout e maior retenção de talentos. Além disso, a redução do tempo de trabalho pode levar a um aumento na eficiência e na criatividade, resultando em maior produtividade durante os dias de trabalho.

Avaliação e resultados iniciais

Após a pandemia, várias empresas ao redor do mundo começaram a avaliar o modelo de trabalho de quatro dias na semana como uma alternativa viável. Pesquisas preliminares indicam resultados positivos, com funcionários relatando maior satisfação, bem-estar e equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Além disso, empresas que implementaram essa abordagem observaram redução no absenteísmo e aumento da motivação dos funcionários.

Uma solução inovadora

O trabalho de quatro dias na semana surgiu como uma resposta ao desafio de equilibrar a produtividade e o bem-estar dos funcionários no ambiente de trabalho pós-pandemia. Essa abordagem oferece benefícios tanto para os colaboradores quanto para as empresas, promovendo uma melhor qualidade de vida, maior motivação e aumento da eficiência. À medida que mais empresas avaliam e adotam esse modelo, é importante reconhecer seu potencial de transformar a forma como trabalhamos, construindo um futuro mais flexível e saudável.

No entanto, é importante destacar que a implementação do trabalho de quatro dias na semana requer planejamento e adaptação. Cada empresa deve analisar cuidadosamente sua estrutura e necessidades operacionais, buscando encontrar o equilíbrio certo para sua equipe. Além disso, é fundamental estabelecer uma comunicação clara e eficaz entre os membros da equipe, definindo expectativas e metas realistas.

À medida que avançamos em direção a um novo normal no mundo do trabalho, é encorajador ver a evolução e a experimentação de novos modelos. O trabalho de quatro dias na semana é um exemplo disso, proporcionando uma oportunidade para repensarmos a maneira como abordamos o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Portanto, diante dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19, o trabalho de quatro dias na semana emerge como uma solução inovadora, permitindo que os funcionários se sintam mais engajados, produtivos e realizados. À medida que avançamos para o futuro do trabalho, é essencial considerar abordagens flexíveis e adaptáveis, que priorizem o bem-estar e a saúde mental dos colaboradores. O trabalho de quatro dias na semana é uma opção promissora que merece ser explorada e considerada pelas empresas que buscam uma transformação positiva em sua cultura corporativa.

Juntos, podemos moldar um ambiente de trabalho mais equilibrado, onde o tempo e a qualidade de vida sejam valorizados tanto quanto a produtividade. O trabalho de quatro dias na semana é apenas o começo dessa jornada rumo a uma nova maneira de trabalhar e viver.

Mia Codegeist é autor que abusa da inteligência artificial para compartilhar conhecimento sobre temas relevantes à sociedade.