Bruno Alves comemora o primeiro gol da vitória gremista
Foram três gols e poderiam ter sido muitos outros. O volume de jogo foi intenso do início ao fim da partida com sequências de jogadas de ataque, trocas de passes rápidas, deslocamento de jogadores e chegadas fortes na área. Uma partida gostosa de assistir na noite desta quinta-feira pela segunda fase da Copa do Brasil. Só não foi mais agradável porque desperdiçou-se muitas finalizações — inclusive um pênalti — e oportunidades demais foram oferecidas ao adversário.
Das muitas boas noticias, começo por Cristaldo, meia que se destaca pelas assistências que colocam seus companheiros em condições de gol. Já nos acréscimos do primeiro tempo, foi dele a cobrança de falta, sutil e bem colocada, que permitiu Bruno Alves marcar de cabeça. Dos pés do argentino também partiu o chute forte que fez o goleiro oferecer rebote para Ferreirinha estufar a rede, no segundo tempo.
Pepê, Vina e Bitello completaram o meio de campo com vitalidade e qualidade no passe — um fundamento que vem sendo aprimorado pelo time desde o início desta temporada. A própria movimentação com Luis Suárez está mais bem sintonizada. É evidente a evolução no entrosamento dele com os demais colegas de equipe.
Hoje, Luisito sofreu seu primeiro revés, desde que chegou ao Grêmio, ao ter sua cobrança de pênalti defendida pelo goleiro adversário. Como experiência e resiliência não faltam ao nosso atacante, insistiu de um lado, tabelou pelo outro e chutou a gol o quanto pode. Seu esforço foi premiado no segundo tempo quando aproveitou o vacilo de um dos defensores, driblou seu marcador e colocou a bola distante do goleiro.
A partida que nos levou à terceira fase da Copa do Brasil foi importante, também, porque sinalizou que temos a cada jogo um time mais bem entrosado e demonstrando características que nos permitem sonhar com um desempenho ainda melhor a medida que a temporada coloque no nosso caminho equipes mais fortes. Até aqui, o Grêmio foi superior a todos os seus adversários e se mantém invicto no ano.
Aqui perto de casa, onde moro desde 1993, começará daqui a pouco mais uma das seis apresentações que a banda britânica de rock Coldplay programou para São Paulo. A turma comandada pelo vocalista e pianista Chris Martin, depois do espetáculo que fez no Rock In Rio 2022, volta ao Brasil para repetir a fórmula que a transformou em um fenômeno de público por onde passa. Acabaram-se os ingressos para os shows no estádio do Morumbi assim como para Curitiba e Rio, onde encerrará a turnê brasileira. Um sucesso!
Após ter sido conquistado pelo desempenho de Chris no palco e pela performance digital que a produção preparou para “Music of the Spheres” — nome que marca o giro que a banda está dando no mundo —, assisti à apresentação que fizeram no Chile, em vídeo disponível no YouTube, na tarde deste sábado, à espera da partida do Grêmio, pelo Campeonato Gaúcho.
Os caras são incríveis — os do Coldplay, é claro! Ao lado de Chris, Jonny Buckland, Guy Berryman e Will Champion criam uma conexão com o público absurda. Exploram as possibilidades que a tecnologia oferece para engajar o público, tornando-o parte do espetáculo. Dá gosto de assisti-los. E eu já estou arrependido de não ter feito o mínimo de esforço para comprar ingresso para um dia que seja das apresentações aqui na cidade. Vou ter de me contentar com o”Ooh, ooh, ooh, ooh” de Viva La Vida ecoando na janela de casa.
Sem o prazer que o Coldplay poderia me proporcionar, restou-me assistir ao Grêmio, neste sábado. Fomos com o time reserva para uma partida que nada mais valia para a competição, a não ser manter a invencibilidade no campeonato, o que, convenhamos, só valerá mesmo se conquistarmos o título. Campeão invicto é título que soa bem.
O futebol jogado foi a altura da importância da partida – se é que você me entende. Pouco acima apenas da qualidade do gramado do Colosso da Lagoa, o terceiro maior estádio do Rio Grande do Sul, construído sob o patrocínio do ditador gaúcho Emílio Garrastazu Médici e inaugurado em 1970.
De tão maltratada, a bola negou-se a estufar a rede e serviu apenas para destacar as qualidades do goleiro gremista Brenno que perdeu, recentemente, a posição de titular para Andrey. Por curioso que pareça, Breno — com um ene só — era o nome do goleiro do Grêmio que enfrentou e foi derrotado pelo Santos de Pelé, no festival de abertura do estádio.
Outro nome que chamou atenção em meio a mediocridade da partida foi Zinho, um guri da base que entrou no segundo tempo para jogar pelo lado esquerdo. Foi atrevido, arriscou dribles, enfrentou os marcadores e foi autor do único, isso mesmo que você leu, o único chute no gol do adversário.
Nem dá para dizer que o time frustrou as expectativas a medida que estas estavam ausentes diante da proposta gremista de apenas cumprir a tabela, já que a classificação em primeiro lugar havia sido garantida há algumas rodadas. Porém, é preciso que os “donos”do futebol pensem um pouco mais sobre o que têm a oferecer para o seu cliente, os torcedores. Quem foi ao Colosso neste sábado deve ter voltado para a casa com a certeza de que perdeu dinheiro. Pagou por um espetáculo que não foi entregue.
O futebol brasileiro ainda tem muito a aprender com os espetáculos que se realizam pelo mundo, seja nas atividades esportivas seja nas musicais. Precisa entregar ao torcedor um mínimo de qualidade nem que seja do palco em que o espetáculo vai ser apresentado. Manter um estádio para mais de 20 mil pessoas e com um gramado em péssimo estado é um desperdício e um desrespeito ao torcedor e aos profissionais que se apresentarão.
“Para você exercer influência como o objetivo do desenvolvimento humano e social, você tem que ser um ser humano exemplar, você tem que ser uma pessoa altruísta. Entender e atender as necessidades legítimas das pessoas com que você se relaciona”.
Celso de Souza e Souza, consultor
Os líderes são formados para alcançar metas econômicas, porque a cultura organizacional tem como prioridade os resultados financeiros. O problema é que se a prioridade são os números, as pessoas ficam em segundo plano. Logo elas que são as responsáveis por atingirem os objetivos tão almejados. No fim das contas, em muitos casos, até se consegue atender as exigências que estão nas planilhas, o problema é que a maior parte dos gestores não percebe o custo a ser pago. Esse cenário é draconiano e um dos maiores desafios para a implantação do conceito da liderança diferenciada, promovida pelo consultor Celso de Souza e Souza, entrevistado pelo programa Mundo Corporativo:
“O resultado econômico financeiro é legítimo; é uma necessidade do acionista: mas uma organização diferenciada está comprometida com seus stakeholders. Obviamente esses stakeholders estarão comprometidos com ela e o resultado econômico financeiro acontecerá como consequência”
Autor do livro “Como ser líder diferenciado”, Celso diz ter se inspirado na ideia que surgiu no Fórum de Liderança da Unesco, de 2006, que propôs aos gestores o compromisso de implantarem nas suas empresas processos para o desenvolvimento humano e social. Naquele mesmo momento, um alerta foi disparado às organizações: o líder diferenciado era um artigo de luxo nas empresas. Mais de uma década depois, o cenário mudou pouco de acordo com Celso de Souza e Souza:
“O avanço foi muito pequeno. A toda hora nós estamos recebendo pesquisas denunciando que alguns stakeholders estão insatisfeitos no atendimento de suas necessidades legítimas. Notadamente colaboradores”.
O líder diferenciado está comprometido com o funcionário, com o cliente, com o fornecedor, com o parceiro de negócios, com a sociedade e com o meio ambiente. Seu olhar vai muito além do resultado financeiro. Deve entender e atender às necessidades dos stakeholders ou seja todos aqueles que são impactados pelas ações da empresa. Por isso, se diz que o líder diferenciado é um líder servidor. Que serve não apenas seus funcionários, mas a sociedade:
“O adjetivo diferenciado traz no seu bojo uma amplitude de atuação. O líder transcende as organizações, entra na sociedade, entra na família. O líder diferenciado que foi formado na organização, quando vai atuar como pai ou como mãe, vai exercer influência para os seus filhos, para os seus netos de uma forma extremamente diferente da tradicional, para melhor. Então, nós estamos falando uma metodologia capaz de fazer com que o mundo seja um mundo melhor:.
Para que esse método seja interiorizado na empresa, Celso não titubeia ao afirmar que depende muito do CEO ou daquele que ocupa o cargo mais alto na empresa: a chuva vem de cima para baixo, lembra o consultor. É preciso que o gestor assine um contrato psicológico no qual assume a responsabilidade de ser um agente de mudança, de ser o exemplo a ser seguido. E isso passa por adotar um manual de conduta que não apenas define o comportamento a ser realizado como as punições àqueles que não seguirem essas regras.
“Essa política deixa muito claro quais são as responsabilidades da liderança e deixa muito claro que haverá tolerância zero para indisciplina. Quem foi treinado para seguir o manual de liderança da empresa e não cumprir o manual sofrerá consequências”.
Usar comunicação apropriada é fundamental para uma liderança diferenciada se realizar na empresa. Mais do que isso. O carisma e a inspiração do líder têm de estar a serviço do desenvolvimento humano e social. Se não houver uma intenção altruísta, a comunicação terá efeito contrário.
“Existem métodos e técnicas científicos para que você se comunique de uma forma adequada. Tudo isso existe. Métodos são os críticos. Você tem que descobrir onde estão esses escritos. Têm de ser científicos. E você tem que exercitá-los com frequência, tem que pratica-los. Aí você vai se transformar em um comunicador diferenciado. Então, a partir de uma comunicação eficaz, uma comunicação não violenta você consegue influenciar, você consegue fazer com que ele tenha o desempenho que você gostaria que ele tivesse”.
Para entender mais como funciona a metodologia do líder diferenciado, desenvolvida por Celso de Souza e Souza, assista à entrevista completa do Mundo Corporativo:
O Mundo Corporativo tem as participações de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Priscila Gubiotti e Rafael Furugen.
Cacheoria de Marsilac em foto publicada em SelvaSP.com.br
Não! É difícil acreditar!
Saí de Campinas com mochila e barraca nas costas pra dois dias em delicioso modo acampamento: livre prazer na natureza! Tudo parecia muito certo e planejado, menos o destino que se lia no bilhete da passagem: São Paulo!
Como assim?!
Certo, já conhecia há muito os seus metrôs e quanto concreto na megalópole, mas o incrível: era verdade! Soube que por uma linha de busão, atrás de um tal Engenheiro Marsilac, e mais uma pequena caminhada, chegaria a um lindo lugar às bordas da cidade.
Mochila, barraca e namorada. Lá estava eu. As libélulas faziam as honras da casa. Com o entardecer, fogueirinha para o café à lenha e, com o friozinho da noite, o romântico estrelado Manto Sideral.
Quem diria? Acordar em meio ao verde em plena cidade de São Paulo
Glauber Júlio é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Daniel Mesquita. Escreva o seu texto e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite agora o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo
“Num mundo em que as coisas, sentimentos, relações, significados são líquidos, como dizia o filósofo Sygmunt Bauman, a busca por um porto seguro, com estabilidade e consistência é um antídoto importante”
Jaime Troiano
A gestão de empresas familiares tem muito a ensinar sobre a preservação de valores e imagem das marcas. Especialmente aquelas que superaram a segunda e até a terceira geração tendem a ter um cuidado quase religioso com a sua razão de ser na sociedade e transformam sua marca em uma espécie de brasão familiar.
Ao recomendarem que os gestores de marcas observem como esse trabalho é realizado nas empresas em que a família se sucede na direção e na propriedade da organização, Jaime Troiano e Cecília Russo demonstram a preocupação que têm com o costume de alguns gestores de esquecerem o passado da empresa em nome de oferecer ao público uma visão inovadora.
“(Nas empresas familiares) a marca e seus significados são muito menos expostos ao risco de mudanças que eliminem seu passado. E isso é o pior que pode ocorrer: matar a galinha dos ovos de ouro!”
Jaime Troiano
Em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Cecília lembrou que um dos motivos para empresas familiares alcançarem a longevidade é fazer uma passagem cuidadosa de uma geração para outra, sem pressa, quase cientificamente e com muita objetividade. Para ela, não é por ser filha ou filho que a transição pode ser automática:
“Em certo sentido, é um processo mais complexo do que contratar um profissional do mercado. Como eleger o sucessor da família que tem mais preparo, pendor e vontade sem ser discriminatório com os demais?”
Cecília Russo
Dentre as empresas que conseguiram fazer essa passagem de uma geração a outra com sucesso está a Algar, pautada por um propósito: gente servindo gente. Um tema que liga todas as preocupação e comportamentos ano após anos. A Aços Cearenses foi outro exemplo citado no Sua Marca Vai Ser Um Sucesso. Pelas mãos do seu fundador, Vilmar, sua irmã e suas filhas Aline e Marie, conseguiram construir um caminho de êxito, mantendo a essência do negócio ao longo do tempo: uma forma de produzir e vender aço não apenas para grandes compradores, mas também para atender necessidades de pequenos e médios clientes.
Conheça outras empresas familiares brasileiras que foram capazes de superar o período de sucessão mantendo sua essência e se tornando exemplo para quem trabalha com gestão de marcas, ouvindo o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso:
Vina comemora o primeiro gol em foto de Lucas Uebel/GrêmioFBPA
Quiseram saber o que eu fazia domingo à noite. Neste domingo à noite. Respondi que assistia ao Gre-Nal. Tá valendo título? Foi a pergunta seguinte. Tá valendo Gre-Nal, meu amigo! E se você não sabe o que isso significa, talvez nunca saberá, porque você nunca viveu as emoções que me marcaram desde o começo da vida — ao menos desde que me conheço por gente na vida, que se iniciou lá no Rio Grande do Sul, na vizinhança do velho Olímpico Monumental.
O Grêmio entrou em campo com seis pontos à frente do seu adversário, e o primeiro lugar e a classificação à semifinal garantidos. Houve até quem acreditasse na escalação de um time reserva. Jamais me passou pela cabeça essa possibilidade. Esse seria o primeiro Gre-Nal desde a volta à primeira divisão, disputado com a Arena praticamente lotada, tendo Luis Suárez no comando do ataque e jogado praticamente um ano após o último clássico. Ninguém queria perder! Porque estava em jogo um Gre-Nal.
Vencer o clássico arruma a casa, salva emprego de técnico e dá novos rumos à temporada — não que o Grêmio estivesse precisando disso, após a excelente campanha invicta que faz até aqui no Campeonato Gaúcho. Mas seu efeito no destino de um time e de seus jogadores pode ser devastador. Você já pensou o que aconteceria com Thiago Santos e Thaciano que mal tinham entrado em campo quando o Grêmio levou o gol de empate? Tem ideia do que será a semana para Mano Menezes e seus comandados?
Mais do que os efeitos sobre o time, a vitória no Gre-Nal tem um poder extraordinário no ânimo do torcedor. Só você, amigo que queria saber o que estava em jogo na partida deste domingo à noite, não tem ideia do que significará a segunda-feira na vida dos gremistas. E o terror que será sair da cama para os colorados. A gente acorda feliz e, obrigatoriamente, veste a Tricolor. Amanhã seremos muitos também vestindo a Celeste que ganhou destaque na nossa coleção desde a chegada de Luisito.
A camiseta do time é roupa de gala no dia seguinte à vitória no Gre-Nal. Desfila-se pelas ruas de Porto Alegre com o peito cheio. Olhar confiante. Passada firme. E aquele sorrisinho maroto de quem espera o amigo que torce para o adversário chegar na padaria. O amigo costuma não aparecer nesses dias. Inventa uma desculpa. Diz que vai chegar atrasado. Se estiver a seu alcance providencia um atestado. Diagnóstico: Gre-Nal 438 – sim o clássico gaúcho é tão importante que nós numeramos um por um desde o primeiro, aquele que ganhamos por 10 a 0. Vai dizer que você não sabe disso, amigo?!?
O Gre-Nal deste domingo começou com o Grêmio jogando um bolão. Tava bonito de ver a troca de passes. A movimentação de seus jogadores. Nem mesmo a saída de Villasanti por lesão ainda no primeiro tempo, impediu o bom futebol que nos colocou na cara do gol ao menos duas vezes. Ambas desperdiçadas por Bitello. Logo ele que tem se consagrado em gols neste campeonato.
Foi em uma dessas trocas de passes com qualidade que Vina — já nos acréscimos do primeiro tempo — bateu firme e bateu forte para às redes fazendo justiça a quem era superior em campo. O empate veio no pior momento da partida, pois acabávamos de fazer aquelas substituições para deixar o time mais consistente — o que no nosso caso era sinal de um time menos talentoso.
Foi novamente nos acréscimos, do segundo tempo, que o Grêmio arrancou a vitória, após boa jogada de João Pedro, que entrara no lugar de Fabio, na lateral direita, que passou para Carballo completar nas redes. O uruguaio — ainda jovem — havia substituído Villasanti lá no primeiro tempo e fez uma excelente partida que culminou com o gol no Gre-Nal.
Luisito ao fim do jogo foi perguntado pela jornalista sobre o fato dele não ter marcado gol no clássico. Nosso atacante respondeu quase do mesmo jeito que respondi ao meu amigo que conversava comigo assim que a partida tinha começado: ‘importante era ganhar. Não importa quem fez os gols. Clássico se vence, não importa como’. Luis Suárez está há pouco tempo no Rio Grande do Sul mas sabe muito bem o que vale vencer um clássico. Vale muito! Nesse caso, vale um Gre-Nal! E nós vencemos.
Kelly Carvalho entrevistada no Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti
“O empresário que não se adaptar a essa nova tecnologia, não acompanhar essas tendências do mercado com certeza vai ter os seus dias contados porque a concorrência vai fazer”
Kelly Carvalho, FecomercioSP
Era fim de novembro de 2022 quando a empresa americana de tecnologia OpenAI lançou o ChatGPT, um chatbot com inteligência artificial especializado em conversação. Em cinco dias, havia mais de um milhão de usuários explorando as múltiplas possibilidade do serviço que pode ser usado gratuitamente, apesar de já ter versões pagas com mais funcionalidade. Hoje, não há qualquer risco em afirmar que o ChatGPT virou sinônimo de inteligência artificial (e se houver, assumo esse risco).
Se nós, meros usuários da tecnologia, ainda aproveitamos a ferramenta da OpenAI para perguntas banais e até algumas brincadeiras típicas da 5a série ( -“ChatGPT, você conhece o Mário?”; -“Que Mário”), profissionais, empresas e organizações têm investido tempo e dinheiro para entender como tirar o maior proveito da inteligência artificial que se tornou muito mais acessível. A Fecomercio de São Paulo foi uma dessas instituições. Fez um relatório para orientar pequenos e médios comerciantes, neste momento em que os riscos e as oportunidades do ChatGPT ainda estão sendo mais bem avaliados.
No programa Mundo Corporativo da CBN, Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP, antecipou o resultado deste trabalho e elencou uma série de utilidades que o investimento no ChatGPT e seus assemelhados pode levar aos negócios do comércio. Ela participou, do Web Summit Lisboa 2022, considerada a maior conferência da Europa em tecnologia, quando uma das tendências apontadas tratava da inteligência artificial, principalmente no que diz respeito a se ter uma ferramenta digital cada vez mais intuitiva e conversacional.
“Hoje, nós temos o WhatsApp, temos alguns chats em alguns canais de comércio eletrônico e esses chats tradicionais funcionam de uma forma muito robotizada de fato … O ChatGPT consegue ter acesso e proporcionar todas as informações possíveis para esse consumidor de uma forma muito mais otimizada e muito mais rápida”
Para aproveitar os benefícios da inteligência artificial, os comerciantes terão de fazer investimento em tecnologia. Aqueles que mantém equipes próprias conseguirão desenvolver melhor o serviço e com custos menores. Por outro lado, quem ainda não se preocupou com o tema da digitalização do seu negócio, terá de recorrer a consultorias tecnológicas para se adaptar a essas mudanças. É importante fazer pesquisa de mercado para se evitar desperdício em relação ao dinheiro investido e às suas necessidades.
Kelly disse que ainda não é posssível precisar quanto custará para os pequenos e médios comerciantes usufruirem as funcionalidades do ChatGPT e afins. A versão paga do chatbot da OpenAi é de US$ 20 mensais, pouco mais de R$ 100 por mês, e permite que se use o ChatGPT mesmo com alta demanda e se tenha respostas mais rápidas, além de receber acesso prioritário para novos recursos e atualizações. Porém, a ideia é que o empreendedor aproveite a inteligência artificial de forma muito mais profunda:
“Muito importante é que essa plataforma pode até mesmo colaborar na redução de custos. Porque a partir do momento que você faz uma automação das atividades, principalmente atividades rotineiras, como emissão de relatórios ou a questão do perfil do consumidor, você pode realocar aqueles profissionais para outras áreas da empresa e aumentar a própria produtividade”.
No relatório da FecomercioSP, foram identificadas algumas utilidades para o ChatGPT e a inteligência artificial:
Usar como assistente virtual para atendimento ao cliente, fornecendo informações rápidas e precisas, sem a necessidade de contratar ou treinar funcionários.
Ajudar na automação de tarefas repetitivas, como lidar com solicitações e consultas de clientes, produzir relatórios e realizar promoções sem mídias sociais, criando materiais de marketing.
Processar grande quantidade de dados, permitindo que a empresa tome melhores decisões baseadas em “insights” gerados por meio desses dados.
Para o consumidor, o ChatGPT oferece a conveniência de obter informações e soluções de forma rápida e eficiente, sem ter de aguardar por uma resposta humana ou navegar por menus complicados de atendimento telefônico. Podendo ainda fornecer informações personalizadas com base nas interações anteriores desse consumidor
“Então, a gente tem aqui um bom momento para adaptar as operações na empresa, melhorando toda a jornada de compra do consumidor e conseguindo fidelizar esse consumidor”.
Como toda a tecnologia, é preciso que se tenha cuidados essenciais como a atualização das informações disponíveis ao consumidor, a veracidade dessas informações, o acesso simplificado à ferramenta na plataforma digital da empresa e a preservação dos dados desse cliente — as inteligências artificiais que conversam com humanos podem coletar e armazenar informações pessoais, um perigo se caírem em mãos erradas.
O ChatGPT também tem limitações de compreensão, como destaca o relatório da FecomercioSP. Embora tenha conhecimento amplo, a ferramenta ainda tem limitações na interpretação de contexto e nuances humanas; pode não ter julgamento moral e ético, respondendo a perguntas impróprias, ofensivas e discriminatórias; e por ter sido treinado com base em dados da internet pode reproduzir informações incorretas e desatualizadas.
Para os comerciantes e demais empreendedores interessados no uso da inteligência artificial no seu negócio, Kelly Carvalho recomenda que se preste atenção nas discussões sobre a regulamentação dessa tecnologia no Brasil, procure saber quais são as empresas capacitadas a fazer a integração dos diversos sistemas do empreendimento e avalie o investimento necessário, planejando melhor seu orçamento:
“… porque como eu mencionei, o concorrente vai fazer e você pode perder espaço”.
Assista à entrevista completa com Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP, ao programa Mundo Corporativo:
O Mundo Corporativo tem a participação de Renato Barcellos, Bruno Teixeira, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti.
Vila Nova Sílvia, zona leste de São Paulo, CEP 03820-020.
Embora poucos de nossos moradores ou frequentadores saibam o seu nome, a pequenina praça se chama Natal Antônio da Cunha; tem o formato de um triângulo escaleno e foi criada 1981 com a construção de um conjunto habitacional do BNH, o Banco Nacional de Habitação — já extinto — do INOCOOP e da Caixa Econômica Federal.
Contam os antigos moradores de nossa vizinhança que aqui era um descampado, para onde traziam animais para pastar. Havia algumas árvores aleatórias e muito capim e carrapicho.
Com a nossa chegada, no início dos anos 1980, e os 500 sobrados que foram construídos era necessário no mínimo uma praça, por menor que fosse.
O local passou a ser cuidado pelos próprios moradores. Que além de preservar a praça ainda cobrava melhorias da subprefeitura da Penha. Foi assim que a nossa praça, mais de 40 anos depois, tornou-se ostentosa e bonita. Há períodos em que os órgão públicos de conservação de afastam, mas os moradores resistem. É por isso que nos orgulhamos de ter aqui plantadas árvores de décadas: um eucalipto, três pau-brasil, cinco paineiras, um jacarandá e três Ipês (um roxo, um amarelo e um branco). As mais apreciadas são as frutíferas: tem pés de manda, jambo, pitanga, ameixa, de limão e, em fase de crescimento, um pé de romã e outro de acerola.
Há espaço, também para um pequena academia ao ar livre, bancos planos e uma recente mesa para jogar dominó, o que faz da nossa praça um mini-ponto de atração para muitos moradores, atraindo até vizinhos mais distantes, o que nos leva a enfatizar que esta é a melhor praça de São Paulo
O Conte Sua História de São Paulo tem sonorização de Cláudio Antonio. Participe enviando seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br.
Ferreirinha ajeita o copo para marcar o segundo gol, em foto de Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Um gol no primeiro tempo, um no segundo e a classificação à próxima fase da Copa do Brasil foi conquistada com a tranquilidade que esperávamos, considerando o adversário e os devidos cuidados a serem adotados para a sequência da temporada. De minha parte não havia nenhuma expectativa de goleada, como imaginavam os mais deslumbrados torcedores. Diante do que sofremos no ano passado, me bastava a passagem à segunda fase.
De verdade, para meus desejos se completarem faltou apenas o gol de Luis Suárez. Sim, porque hoje, para mim e imagino para um número considerável de gremistas, vamos a campo sempre a espera da vitória do Grêmio e do gol de nosso atacante. Queremos a alegria de vê-lo balançar as redes.
Nesta noite de quarta, Suárez não marcou, mas se fez necessário no gramado do Mané Garrincha. Sem contar a forma como se entrega e luta insistentemente para alcançar o gol, naturalmente ele chama atenção dos zagueiros, o que abre espaço para os companheiros que se aproximam da área.
Bom exemplo da importância da presença dele foi como abrimos o placar com quase meia hora de jogo. Suárez recebeu a bola de Cristaldo, foi seguido por dois marcadores e de calcanhar devolveu para o argentino, que estava livre para marcar. Poderia ter tentando o gol por conta própria, afinal é o centroavante de ofício. Mas atua com inteligência e tem uma capacidade acima da média para enxergar as jogadas.
O segundo gol veio quando a partida estava chegando ao fim e foi mérito de Ferreirinha. Nosso atacante pela esquerda se deslocou para receber na entrada da área, dominou a bola, driblou o marcador e colocou no canto do goleiro adversário. Um gol para dar confiança ao ponteiro que está retornando ao time após uma lesão no início deste ano.
O Grêmio fez o necessário e o que se esperava dele nesta etapa da competição. Que siga cumprindo o seu papel até alcançar os hexas que têm para conquistar neste ano: o da Copa do Brasil e o do Campeonato Gaúcho.
“Marca é aquilo que você não precisa, compra com o dinheiro que você não tem, para mostrar para as pessoas de quem você não gosta”
(o profeta do fim das marcas)
As profecias apocalípticas não poupam ninguém. Atue na área em que atuar, você deve ter ouvido alguém em algum momento prevendo o fim de alguma coisa: é assim com a profissão que você exerce, com o mercado em que sua empresa está posicionada ou com o produto que sustenta o seu negócio. Não seria diferente com as marcas.
Jaime Troiano e Cecília Russo, que apresentam o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, vasculharam o “livro do Apocalipse” do branding para entender melhor os argumentos usados por aqueles que preveem um mundo sem marcas. O primeiro deles é que as marcas servem somente para atrair o consumidor, gerar uma necessidade que eles não têm e fazê-los usar algo com a intenção apenas de se mostrar para os outros:
“É uma ingenuidade pensar assim, porque não existem marcas apenas para produtos de auto-expressão e projeção social. Existem marcas para produtos básicos de cuidado com a casa, por exemplo. Ninguém chama o amigo para mostrar o sabão no tanque”.
Cecília Russo
Outro argumento que sustenta a tese daqueles que veem o fim das marcas para breve é que as pessoas perceberão que, a medida que os produtos estão cada vez mais parecidos, as marcas se tornarão supérfluas. Convenhamos, essa não se sustenta de jeito nenhum, porque se realmente existe essa semelhança eis aí uma boa razão para as marcas existirem. Somente com elas, o consumidor saberá o que está comprando. Nesses casos, as marcas são a assinatura de alguém que se responsabiliza pela qualidade do que entrega.
Há os saudosistas que lembram que há uns 150 ou 200 anos quase não havia marcas no mundo e as coisas funcionavam muito bem. Se você está entre os que pretendem defender o tal mundo sem marcas pense duas vezes antes de sacar esse argumento da cachola. Corre o risco de deparar com uma realidade bem diferente: naqueles tempos também não havia vacinas, automóveis mais seguros, serviços médicos acessíveis, comunicação rápida e expectativa de vida longa.
“.. e mais uma coisa: as marcas tiram o caráter meramente mecânico das escolhas em nossa vida como consumidores. As marcas preenchem de significado as escolhas que fazemos. Ou seja, elas traduzem um pouco mais do que eu quero ser e como quero ser identificado”.
Jaime Troiano
Concorde ou não com as ideias dos nossos comentaristas de branding, aproveite para ouvir o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso e leve depois essa discussão para os seus grupos de amigos. Será que eles acreditam que um dia viveremos em um mundo sem marcas? Eu não!