Carros abandonados e casas irregulares na av. Hebe Camargo

 

Desmanche de carro

 

Fui conhecer a avenida Hebe Camargo, inaugurada às pressas no fim do governo passado, entre o Panamby e a Paraisópolis, na zona Sul de São Paulo. Foi aquela via que, ao ser entregue, parcialmente, descobriu-se que haviam esquecido de tirar as árvores e postes do meio do caminho. É uma aposta antiga da cidade para que se ofereça alternativa no trânsito aos motoristas que saem dos bairros mais ao Sul e tentam chegar na zona Oeste ou central. Hoje, costumam usar a Marginal Pinheiros e a Giovanni Gronchi, as duas entupidas, especialmente no horário de pico. A primeira surpresa que tive ao entrar na avenida foi perceber que ela não serve para quase nada, pois termina logo após o CEU Paraisópolis, e, não por acaso, tem pouco trânsito. Talvez tenha utilidade quando concluída, mas não há prazo confirmado. O que mais me surpreendeu foi a quantidade de carcaça de veículos abandonas ao longo da via. Fato que chamou atenção de outros motoristas, a ponto de ter recebido a imagem que ilustra este post, feita recentemente.

 

Hoje, fico sabendo que não são apenas estes carros desmanchados que estão ornando o cenário da Hebe Camargo. Moradores da região perceberam que foram levantados casebres feitos de tapumes, inclusive com instalação elétrica, e há sinais de que novas habitações, do mesmo tipo, estão a caminho. É desta forma que, historicamente, as favelas se formam na capital paulista e as pessoas são incentivadas a morar em áreas de alto risco, com a possibilidade de serem vítimas de tragédias. O Subprefeito do Campo Limpo Sérgio Roberto dos Santos teria sido alertado para a ocupação ilegal, por e-mail, que ainda não foi respondido.

Arquitetura paulistana: Pensão da Mooca

 

Casarão abandonado

Por Devanir Amâncio
ONG EducaSP

 
É impressionante a mistura de beleza arquitetônica e descaso na rua  do Hipódromo, região da Mooca,na zona leste. A rua  perto do prédio São Vito, em demolição, está longe do boom imobiliário que sacode a cidade, mas é possivel  ver na tradicional rua  armazéns, casinhas e casarões deteriorados com   placas empoeiradas de “aluga-se”.
 
Muitas dessas riquezas – esquecidas ou ignoradas pelos órgãos públicos –  não têm dono. É o  caso de um sobrado na esquina da Avenida Alcântara Machado com  a  própria Hipódromo, que salta aos olhos de quem passa pelo local.

O casarão não  está aberto para visitas : ali funciona uma ‘pensão’.

Canto da Cátia: Amor declarado e abandonado

 

Carro Abandonado Paz & Amor

“Ou eu ou o carro”. O ultimato de Gabriela, enciumada com o carinho oferecido ao veículo, foi ouvido com dor no peito pelo dono do velho Ford LTD. Teria de abandonar sua paixão, aquela que lhe acompanha desde os anos de 1970 quando ainda causava inveja nos demais motoristas que retorciam o pescoço para acompanhar sua passagem pelas ruas da Barra Funda, zona oeste de São Paulo.

A ingrata namorada não aceitou nem ouvir as lembranças que marcavam aquela relação: foram muitos os passeios com a namorada no banco da frente, de mãos dadas e encostadinhos, ombro a ombro, dessas coisas que só aquele carrão nos permitia.

A possessiva não se satisfez em saber que ele aceitaria abandonar o carro em troca de maior dedicação à relação com a namorada. Exigiu que deixasse eternizado na lataria a opção pelo amor à Gabriela. E assim o submisso o fez como nota-se na foto registrada pela Cátia Toffoletto.