Sua Marca Vai Ser Um Sucesso: 10 dicas para começar bem o seu ano

 

 

Aproveitando o início do ano, os especialistas em gestão de marcas, do Jornal da CBN, relembram 10 regras que ajudarão você a se posicionar melhor no mercado em que atua, seja oferecendo produtos ou serviços.

 

As dicas são de Jaime Troiano e Cecília Russo:

     

  1.  Olhe para o ano, principalmente, como uma continuidade. Não faça aventuras que neguem a história da marca.

  2. Dê um prêmio para os colaboradores que te ajudaram ao longo do ano.

  3.  E também para os clientes que te prestigiaram em 2017.

  4.  Faça uma análise honesta sobre onde os seus concorrentes foram melhores do que você.

  5. Pense em planos para ficar ainda mais forte junto a esses clientes, antes mesmo de abordar novos clientes.

  6. Não crie novos produtos ou serviços com sua marca que não estejam em sintonia com o que ela significa, com sua essência.

  7. Faça uma verificação humilde e honesta sobre o que andam dizendo de sua marca nas redes sociais.

  8. Encoste o umbigo no balcão!

  9. Comece antes do Carnaval. Deixe de lado o mito de que durante as férias de janeiro e antes do Carnaval o mercado não se mexe.

  10. Evite, como sempre dissemos, a vaidade corporativa.

     

    O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

E você, o que espera de 2016?

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

Fireworks in Miami

Fireworks in Miami

 

Estamos quase em 2016. Ouvimos de todos ao nosso redor promessas, pedidos, agradecimentos, sonhos, metas… inevitável nessa época de festas de fim de ano, não praticarmos ainda mais a reflexão e o auto-conhecimento. E por que não sonhar?

 

Apesar do cenário econômico-político-social desastroso no Brasil, em 2015, entendo que, particularmente, meu ano foi muito bom. Sempre temos o que sonhar ou “pedir” para o novo ano, mas o mais justo, penso eu, é ser grato por tudo de maravilhoso que eu pude viver nesse 2015. Grato inclusive, evidentemente, pela atenção de vocês leitores aqui do Blog do Milton Jung.

 

O que eu desejo para 2016?

 

Melhorar (sempre!) como ser humano, como profissional, evoluir… tudo que é material, independentemente de ser algo de luxo ou não, pode ser conquistado. Basta a gente se propor, se empenhar, buscar efetivamente. Mas o maior luxo, de verdade, é quando percebemos que, a cada ano, o que mais tem valor, o que mais me encanta e o que é o meu maior luxo é o privilégio de estar bem comigo mesmo. Estar em paz. É estar com as pessoas que gostamos e amamos. É ter tempo para si próprio e para os que merecem a nossa presença e dedicação.

 

O maior luxo é aquele que não pode ser comprado. O resto é resto. E como já disse Clarice Lispector, ninguém nunca precisou de restos para ser feliz, não é mesmo?

 

Sonhe. Planeje. Permita-se. Ouse. Seja feliz. Faça alguém feliz. Viaje. Conheça lugares, culturas, experiências. Faça o bem.

 

Que o seu 2016 seja repleto de Saúde, Amor, Paz, Sucesso e Sonhos realizados!

 

Ricardo Ojeda Marins é Coach de Vida e Carreira, especialista em Gestão do Luxo pela FAAP, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. É também autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Aproveite que o ano começa agora e encontre seus objetivos!

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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É incrível! A frase pronta “O Brasil só começa depois do Carnaval” é cada vez mais levada a sério em nosso país. Ainda que este ano o Carnaval aconteceu no meio de fevereiro, o que nos leva a começar o ano antes de março. O feriado do Carnaval, assim como os de fim de ano, são os mais desejados pelos brasileiros, tanto que as diárias de hotéis e bilhetes aéreos têm seus preços multiplicados, tornando-se até abusivos. Ir para o Rio de Janeiro, por exemplo, fica mais caro do que passar alguns dias (em alto estilo) em Paris. Lei de oferta e procura? Sim! Também não podemos negar que o Brasil é um país que encanta e não apenas aos brasileiros. Vêm estrangeiros de diversas partes do Mundo.E isso tem seu preço!

 

Fora essa questão, há um aspecto moral bem interessante: após o Carnaval, as pessoas começam a (tentar) por em prática suas promessas, aquelas feitas durante o Ano Novo: fazer dieta, encontrar o amor da vida, trocar de emprego…enfim, inúmeros desejos que somente poderão ser almejados com muito esforço da própria pessoa. Profissionalmente, como coach, ou apenas pela curiosidade que tenho no ser humano, faço muitas análises e observações. E aproveito o texto de hoje para comentar algo que tem me feito pensar nestes últimos dias.

 

Estamos cada vez mais apegados a modismos e, por exemplo, adoramos as soluções propostas por sucos detox (que eu tomo, frequentemente). Não percebemos ainda que o necessário é um “detox” interno. Autorreflexão, autoconhecimento, análise do valores de vida e o questionamento desses valores, a busca por se tornar uma pessoa melhor … e, principalmente, se convencer de que não bastam reclamar e prometer mudanças. É necessário ser coerente consigo mesmo. Tantas pessoas se dizem tão abertas para o que buscam, mas não basta buscar. É essencial identificar suas qualidades e, também, seus pontos de melhoria. É necessário agir como seus pensamentos, ir ao encontro de seus objetivos e, se não souber quais são eles, procurar a ajuda de um profissional. Dependendo do nível da questão, pode ser um terapeuta, um coach, um profissional de consultoria ou mentoring. Pessoas que vão ajudá-lo nessa caminhada, agora que o ano começou no Brasil!

 

O luxo no mundo contemporâneo é cuidar do SER, com muito mais valor que o TER.

 

Agora sim: Feliz 2015!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Que sem graça seria se os calendários não existissem!

 

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Lembro das folhinhas dos calendários pendurados na parede de casa, geralmente na parede da cozinha, ao menos até os imãs de geladeira aparecerem. Arrancava-se as folhas a medida que os dias passavam e com elas iam-se as homenagens que, imagino, seus criadores procuravam a dedo nos livros das bibliotecas – como deve ter ficado desinteressante a tarefa deste pessoal depois que a internet chegou!?. Ficava-se sabendo que o 8 de outubro era Dia da Santa Pelágia Penitente, enquanto o 25 de julho, o Dia da Abóbora. Havia as folhinhas com mensagens que pareciam tiradas de cadernos baratos de poesia: “a beleza das pessoas está na capacidade de amar e encontrar no próximo a continuidade de seu ser”, dizia uma que sei lá bem porque guardei na memória. Nada que fosse mudar nossas vidas, mas as folhinhas nos ofereciam a cada dia uma curiosidade por mais inútil que fosse.

 

Hoje, ainda recebo alguns calendários de mesa, de plástico e feios. As folhinhas são raras e chegam com tanta propaganda que mal têm espaço para as mensagens e homenagens. Para não jogá-las fora, passo à frente, muitos para minha sogra que insiste em pendurá-las na parede da cozinha. Os dias se passam agora no computador, em agendas virtuais, nas quais há lugar apenas para as atividades do cotidiano: reunião, palestra, conta para pagar, consulta no médico. Mesmo assim, ainda servem para marcar o nosso tempo e nos oferecer a oportunidade da renovação de esperanças sempre que o ano se encerra. E esta é uma sensação curiosa, porque, pense comigo, amanhã será apenas a sequência de hoje; vamos acordar e nos deparar com a mesma casa, a mesma cidade, a mesma família (neste caso, ainda bem); os compromissos que não atendemos continuarão pendentes e as coisas mal resolvidas permanecerão assim até que encontremos uma solução. Nada de novo, a não ser o dia, e, graças ao calendário, o ano.

 


Que sem graça seria se os calendários não existissem!

 

Feliz 2015!

Qual é o seu luxo?

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Natal e Réveillon. Esse período de fim de ano deixa as pessoas numa correria maluca. Seja para quem tem viagem planejada ou para anfitriões de ceias de Natal e  grandes festas de Ano Novo. Muitos aproveitam o momento e fazem promessas  e  planos para o novo ano. Os que se permitem preferem a auto-reflexão – e eu, particularmente, estou entre estes  porque acredito que o autoconhecimento é capaz de nos fazer evoluir de forma incrível.

 

Durante o ano, falamos bastante de diversos segmentos do mercado do luxo ao redor do mundo. Produtos, serviços, experiências, conquistas e frustrações…e na minha reflexão fui levado a pensar no significado do luxo para mim,  independentemente dos conceitos com os quais trabalhamos quando falamos de negócios e comportamento.

 

Pra mim, cada vez tem mais valor o tempo. Ou melhor, ter tempo para estar com as pessoas que gosto, amo e admiro. Tempo para viajar, descansar ou, simplesmente, refletir como faço agora! Conhecer novos destinos, mas também aproveitar o tempo para redescobrir, sob novos olhares, aqueles que já tvisitei. Tempo para dedicar ao meu bem estar.

 

Gostaria de aproveitar e convidar você, leitor do Blog do Mílton Jung, para compartilhar conosco o que é luxo para você! Uma viagem? Um bem material? Uma sensação?

 

Qual é o seu luxo?

 

Enquanto você pensar sobre isto, desejo a todos um 2015 maravilhoso e repleto de conhecimento, sabedoria, paz, amor e sucesso!

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung

Aproveito para desejar-lhe um feliz Ano Novo

 

Por Mílton Jung

 

 

Estou de volta à casa onde escrevi meu primeiro livro, na cidade americana de Ridgefield, em Connecticut, e, por coincidência, sentado, enquanto redijo este post, praticamente no mesmo espaço que ocupei naquelas férias de meio de ano, em 2004. Algumas coisas mudaram desde lá, a começar pela própria casa, ainda mais confortável, com ambientes ampliados e a cozinha deslocada mais para o fundo em uma peça redesenhada em estilo toscano. O tempo, porém, não foi suficiente para quebrar o silêncio que toma conta da vizinhança. À noite, mal se ouvem o aquecedor central estalando a madeira, o som dos pneus de carro roçando o asfalto e o murmurinho das crianças que brincam até tarde no quarto. A sensação de paz é impressionante, às vezes, assustadora para quem se acostumou com a barulheira urbana de São Paulo.

 

‘Jornalismo de Rádio’, lançado naquele mesmo ano pela Contexto, estava bem planejado quando cheguei aqui, praticamente todo material de pesquisa havia sido separado, mas era preciso acelerar a escrita para entregar no prazo da editora. Plano quase frustrado, pois o único computador da casa estava quebrado e sem previsão de conserto. Fui salvo por um palmtop que havia trazido comigo do Brasil e tinha como principal função servir de agenda eletrônica. Talvez você nem se lembre mais dessas pequenas máquinas de recursos limitados se comparados aos equipamentos eletrônicos atuais. O modelo do meu, se não me falha a memória, era o Zire 21, talvez o 31, dos primeiros da série fabricada pela PalmOne, que comprei acompanhado de um teclado dobrável, frágil e de ergonomia sofrível, mesmo porque deveria servir apenas para facilitar o registro de algumas informações, jamais foi pensado para escrever um livro. O processador de texto também não era grande coisa, mas tinha as funções básicas. O cartão de memória acoplado no palmtop foi quem me salvou de um desastre quase uma semana depois de o trabalho ter se iniciado. A máquina travou e tive de esperar a bateria descarregar para ligá-lo novamente e descobrir que apenas os textos escritos naquele dia estavam perdidos. O aparelhinho foi heróico e merecia ter sido bem guardado, mas, infelizmente, devo tê-lo passado à frente.

 

Calculo que, hoje, nesta casa, tenhamos ao menos 10 computadores, notebooks, netbooks e tablets, sem contar os telefones celulares que substituem com maestria as funções do palmtop. Vou deixar fora dessa conta, ainda, os consoles de videogame que também oferecem acesso à internet. Escrever mais um livro, tarefa que incluí nas resoluções de ano novo, não seria empecilho, se para isso eu dependesse apenas dessas traquitanas. É uma quantidade impressionante de máquinas à disposição das duas famílias que se encontram por aqui, gerando inúmeras possibilidades e acesso ilimitado às informações. Graças a esses equipamentos, o Mundo também ficou bem menor e nos permitimos estar conectados com o restante da família e amigos que ficaram no Brasil, nesta virada do ano.

 

Feliz 2014!

Conte Sua História de SP: Que bela cidade preguiçosa

 

Por Marcel Crespin
Ouvinte-internauta

 

Ouça este texto que foi sonorizado pelo Cláudio Antonio

 

Hoje a cidade acordou preguiçosa

 

Hoje, dois de janeiro de dois mil e treze, a cidade acordou preguiçosa. Nem o sol ousou levantar. O céu cinzento, desde cedo, anunciava um dia lento em São Paulo. Acostumada ao trânsito que consome horas do cotidiano paulistano, a cidade estava lenta, o trânsito não. Quase não havia carros na rua. O trajeto que levo, em média, mais de uma hora para percorrer, não levou sequer 20 minutos para ser percorrido.

 

Quem dera fosse esse o ritmo da cidade. Não o da produção das indústrias ou o da intelectual, não o dos espetáculos culturais, nem o do comércio pungente, não o da educação ou o das feiras livres, nem tampouco o dos anunciantes ou o das agências de propaganda, mas da vida, que muitas vezes deixamos de saborear como deveria ser feito, por conta da correria insana do dia a dia.

 

A lassidão do primeiro dia útil do ano podia ser notada em tudo o que se via por aí. As poucas pessoas que andavam a passos lentos pelas ruas, bocejavam preguiçosamente e se espreguiçavam como quem acaba de levantar da cama. As faixas de pedestres surpreendentemente vazias das ruas e avenidas mais movimentadas da cidade, ilustravam que de útil o dia só tinha o nome. Ou quase isso.

 

Ao entrar na garagem, as inúmeras vagas disponíveis antecipavam o movimento praticamente inexistente de pessoas no luxuoso edifício da marginal Pinheiros. Subi sozinho no elevador que me conduziu ao térreo, onde fiz a baldeação para o outro elevador que me levaria até meu destino final.

 

Normalmente coalhado de pessoas indo e vindo, o andar térreo do edifício dessa vez estava completamente vazio. Nem mesmo o balcão da recepção tinha todas as moças que tradicionalmente atendem as intermináveis filas de visitantes. Ao invés de várias, apenas uma estava lá, lixando entediada e cuidadosamente as unhas. Passei pela catraca estranhamente sem fazer fila e lá estavam todos os elevadores me esperando para um confortável passeio até o décimo segundo andar.

 

Ao ter as portas do elevador fechadas, notei que uma televisão dava notícias exclusivamente para mim. Aquela televisão, presença cada vez mais comum nos elevadores, que via de regra traz as últimas notícias e anuncia de forma masoquista a quilometragem caótica do trânsito paulistano, hoje trazia as primeiras notícias do ano e anunciava os inacreditáveis oito quilômetros de congestionamento em toda a cidade.

 

Ao ver as portas do elevador se abrindo novamente, sem fazer sequer uma escala em outro andar, pude ver muito pouco. O corredor do décimo segundo andar era todo meu. Nem uma pessoa dividia aquele espaço comigo. Pude ouvir meus passos me conduzindo, apenas intercalados pelo som da minha própria respiração. Pelo caminho, as luzes apagadas dos escritórios vizinhos, tradicionalmente acesas até tarde da noite, manchavam de escuro o piso claro do corredor que iluminava nada, nem ninguém.

 

Ao chegar, me senti aliviado por encontrar vida alheia. Poucas, bem poucas, mas lá estavam alguns heróis da resistência.

 

Como sempre faço ao chegar de manhã, fui à minha sala, me ajeitei na cadeira e abri meu computador para checar meus emails. Apenas para desencargo de consciência, uma vez que já havia checado inúmeras vezes antes de sair de casa e pelo caminho, dessa vez percorrido muito rapidamente, se comparado a um dia normal.

 

Com a preguiça de um domingo de manhã, minha caixa de entrada me ajudou a perceber logo que a letargia das ruas não havia invadido apenas esse edifício da marginal Pinheiros, mas muito provavelmente tantos outros dessa cidade, que em plena quarta-feira nos dava a nítida certeza de que o mundo não havia acabado, conforme anunciado, mas que também o ano ainda não havia começado.

 

Participe do Conte Sua História de São Paulo, envie seu texto para milton@cbn.com.br ou marque uma entrevista em áudio e vídeo no Museu da Pessoa pelo e-mail contesuahistoria@museudapessoa.net

De mais um dia

 

Por Maria Lucia Solla

Ouça “De mais um dia” na voz e sonorizado pela autora

A gente só se dá conta de que a vida é finita quando faz tlim-tlim, a cada dezena de anos, a caixa registradora da idade; e só se liga que o ano termina quando dezembro chega afobado e se despede num zás, sem dó nem piedade.

Na verdade verdadeira a vida começa a acabar no começo, e continua a cada inspiração. De expiração em expiação. E não há o que reclamar da sua finitude, da nossa inconsciência teimosa, ou da realidade de cada um. Tudo isso faz parte, da velhice à juventude.

um dia depois do outro
num chove no outro faz sol
se não vem a mim o cravo que eu tanto queria
procuro me alegrar com o girassol

Não sei você, mas só me dou conta da idade quando me olho no espelho. Tem vezes que olho e digo: epa, espera aí, para tudo! Quem é essa mulher? Mas é só me virar que esqueço da imagem intrusa que acabo de ver, e me apego à vida com fome e sede, porque tenho mesmo é sede e fome de viver.

Nasci velha e triste. Cheguei muito cedo numa festa que recém começava, onde tentavam se entrosar, meu pai e minha mãe, que ainda tinham na idade o primeiro dígito um. E para coroar a falta de jeito, vim com selo de Saturno.

o saturnino nasce velho
e vai no sentido contrário
envelhece na contramão
assim que quando o espelho não está por perto
me sinto menina
com perdão do comum lugar
me sinto rosa em botão
até que joelhos ou costas
sem nem mesmo avisar
dão sinal de exaustão

e assim vai a vida
há anos que lá se vão
e quero ver se consigo
na lida da minha vida
comemorar cada dia
como se fosse Reveillon

e desejo desta vez
feliz segundo minuto hora
dia semana mês

que é o que precisa enfim
para compor um Ano Novo Feliz
especial pra você
e especial pra mim

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Aos domingos escreve no Blog do Mílton Jung

Fashion show da virada

 

Por Dora Estevam

Chegamos a mais um fim de ano e lá se vão as emoções amargas e as alegrias, também. Na memória, as lembranças de todas as modas faladas nesta coluna. E como quero que você acabe o ano e entre no novo muito bem, listei algumas músicas divertidas para alegrar os seus próximos dias. Elas fizeram parte dos shows da moda 2011 mostrados aqui no blog. São atrações como Jay Z com Byonce na platéia da Victoria Secret, incluindo Marrom5 também na Victoria Secret, e músicas que nunca saíram de moda, pelo menos no meu playlist: Michael Jackson, George Michael, Robert Palmer e David Bowie. Aperte o play e divirta-se!

Marrom5

George Michael

Robert Palmer

Nick Kamen



David Bowie

Michael Jackson

Entre contratos, modas, publicidade e campanhas estaremos juntos em 2012.

Boa virada e até lá!!

Dora Estevam é jornalista e escreve sobre moda e estilo de vida aos sábados, no Blog do Mílton Jung

Seremos chamados a Cumprir Nossa Verdadeira Missão

 

Daniel Lescano
Em comentário neste Blog

Começou a contagem regressiva para o final de mais um ano. E por sinal, a contagem começa praticamente em outubro quando as primeiras árvores de Natal começam a dar as caras na cidade. Culpa do comércio talvez, mas não precisamos entrar nessa onda. Como vivemos numa correria, ultimamente estamos nos adiantando nas nossas comemorações. Se pudéssemos, o ano acabaria em outubro. Afinal, sempre nos apegamos com essa idéia de que com a virada de ano nossos problemas também acabariam junto com o ano que está indo embora. Como se nossa Missão terminasse a cada final de ano e recebêssemos o Certificado de Missão Cumprida. Quando chega a meia noite respiramos fundo e comentamos: Vou começar outra Missão.

Mas será que a nossa Missão termina quando acaba um ano e começa quando se inicia um novo ano? Que Missão é essa que fazemos tudo na correria sem prestar atenção em quem está ao nosso redor? Olhando só para nós mesmos?

Mal começa o ano e já nos programamos: vou estudar inglês, batalhar um novo cargo, comprar um carro novo, casar, ter filhos, educar os filhos, fazer a tão sonhada plástica, viajar, passar o Carnaval na Bahia, a Páscoa na Argentina, as férias nos EUA, e o próximo Ano Novo na praia. Ufa ! Que Missão que fiz para mim. Mas Deus vai me ajudar nessa minha Missão. Missão ou plano pessoal? Nossa Missão neste planeta é muito maior do que esses planos pessoais do dia-a-dia.

E por falar em Missão me lembro de um texto belíssimo de Clarice Lispector que resume bem o que significa a palavra Missão:

Cada ser humano recebe a anunciação e, grávido de alma, leva a mão à garganta em susto e angústia. Como se houvesse para cada um, em algum momento da vida, a anunciação de que há uma Missão a cumprir. A Missão não é leve. Cada homem é responsável pelo mundo inteiro”

Neste lindo texto, o que me chama atenção é que a nossa Missão não se resume em satisfazer nossos planos pessoais apenas, somos responsáveis pelo mundo inteiro e por isso nossa Missão não é leve. Deus não nos daria sabedoria e inteligência para cumprirmos apenas aquilo que fazem parte do nosso mundinho material. Mas como vivemos num mundo apressado e veloz não nos damos conta da nossa importância nesse Mundo. E por sermos tão importante nesse Planeta é que devemos encontrar a nossa verdadeira Missão para darmos sentido à nossa vida. Desejo que em 2012 você receba sua anunciação de que há uma Missão a cumprir. E “Grávido de Alma” faça mais pelo próximo do que suprir suas necessidades imediatas desse mundo moderno e apressado onde o “Ter” está cada vez mais forte do que o “Ser”. A lição Jesus Cristo nos ensinou há tempos quando fez da sua Missão que recebeu de Deus um exemplo de vida para todos nós.

Feliz natal e um 2012 repleto de paz !