Pandemia acelera burocracia que libera vacinas, no Brasil

Imagem:Pixabay

 

Se muita gente estagnou diante da pandemia, também é verdade que a situação de emergência e a necessidade de superar as restrições impostas pela Covid-19 acelerou inúmeros processos. Você deve ter percebido isso na sua dinâmica de trabalho, na relação com seus parceiros de negócio e mesmo no seu cotidiano em casa. Quanta gente que jamais havia se encorajado em comprar pela internet agora até esqueceu o caminho do shoppping? 

No Mundo Corporativo, tenho entrevistado gestores e consultores dos diversos setores da economia que identificaram, por exemplo, que a transformação digital avançou “em cinco dias 50 semanas” — foi a expressão usada por Luiza Trajano, do Grupo Magazine Luiza. Hoje, no Jornal da CBN, percebi que o mesmo ocorre com a burocracia. 

Por favor, ao ler a palavra burocracia não a receba de mal-grado: a burocracia é necessária para administração de empresas e realização de determinados trabalhos — sem essa, muitos dos processos se perderiam no tempo e no espaço. 

De volta à minha percepção. Deu-se a partir da entrevista que a Marcella Lourenzetto e eu fizemos com o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes. A Anvisa é a agência de vigilância sanitária responsável por uma série de procedimentos que permitem a produção e a venda de remédios e afins, no Brasil. Sem o certificado da agência talvez você não tenha acesso àquela droga que pode salvar sua vida, que já está à venda lá nos Estados Unidos, por exemplo.

Diante da pressa que estamos —- necessária, diga-se —- por uma vacina que nos proteja do Sars-Cov-2, a Anvisa já havia publicado resolução, no inicio da pandemia, na qual a meta para análise de medicamentos que pudessem ser usados na defesa da saúde da população fosse de no máximo 60 dias. O procedimento legal em vigor dá a agência até um ano para que a resposta seja apresentada. 

Agora, com o avanço das pesquisas em torno de uma vacina anti-Covid-19 e a urgência por uma solução, a Anvisa decidiu aceitar que a documentação científica, que comprove a eficiência de um medicamento, seja enviada mesmo que os testes não tenham sido concluídos. A ideia não é atropelar etapas; é aumentar a velocidade da análise, explicou o dirigente. 

Antes a agência só recebia o pedido de análise dos laboratórios ao fim de todos os testes; agora, aceita receber os documentos preliminares para avaliar as informações e ter agilidade no instante em que a pesquisa estiver concluída. Decidiu abrir o guichê mais cedo para que os laboratórios entreguem seus trabalhos antes de concluídos. 

Dois dias após o anúncio, o primeiro pedido foi protocolado pela AstraZeneca que trabalha em parceria com a Universidade de Oxford no desenvolvimento de uma das vacinas —- neste caso, testada aqui no Brasil sob os cuidados da Fiocruz. A Sinovac, que desenvolve a Coronavac, testada em São Paulo pelo Instituto Butantan, ainda não fez o pedido, mas já demonstrou interesse em encaminhar a documentação disponível.

“A gente colocou na  resolução que foi publicada depois da situação de pandemia  uma meta para nós de 60 dias; então já reduziu-se significativamente considerando um ano que é o prazo legal. Mas a gente acredita que com esse procedimento específico de submissão contÍnua a gente pode reduzir ainda mais esse tempo” — Gustavo Mendes, Anvisa

Isso significa que a vacina, seja ela qual for, já estará disponível no dia 15 de dezembro, como chegou a afirmar o governador de São Paulo, João Doria, entusiasmado em ganhar a corrida contra o Governo Federal? Não. Nenhuma garantia existe para que esse calendário político seja cumprido. Aliás, a maior aposta é de que não se terá a vacina para aplicar nos agentes de saúde antes de janeiro. A ver (e torcer para que os apostadores estejam enganados).

O importante e o que quero destacar aqui é a necessidade de aprendermos com o momento em que estamos vivendo. A Anvisa e sua burocracia se mobilizaram para acelerar processos sem abrir mão da segurança técnica e sanitária que necessitamos ter —- é o que diz. Segurança, qualidade e eficácia ainda são necessários se realmente queremos uma droga que salve vidas e não nos cause mais desafios. O mesmo ocorre em  processos de outros aspectos da nossa vida. A velocidade não pode prejudicar o resultado.

Passada a pandemia, deve-se avaliar se aprendemos a fazer este trabalho com maior rapidez ou se só é possível fazê-lo em casos isolados. Há o risco de com o ritmo acelerado, estressarmos o sistema de análise e provocarmos falhas de avaliação em outras drogas. Por outro lado, podemos descobrir que não é necessário usar o prazo de um ano, previsto em lei, nos demais casos, certificando remédios e vacinas que podem salvar vidas de pessoas que, muitas vezes, têm de importar o produto ou trazê-lo como “contrabando” para o país porque a nossa burocracia —- aí sim com sua conotação negativa —- emperra o desenvolvimento.

 

Mundo Corporativo: Artur Bezerra, do Berlitz, ensina que para aprender línguas é preciso entender o contexto

 

 

“( …) antigamente o conteúdo era rei. Hoje, se diz que se o conteúdo é rei, o contexto é Deus. Você tem de entender o contexto onde o aluno está inserido, a corporação está inserida. Então, ele precisa do inglês porque é um executivo? Qual a área funcional dele – a área comercial? Como é que ele vai executar as funções do dia a dia? Negociar com quais culturas?”

 

A afirmação é de Artur Bezerra, presidente do Berlitz Brasil, ao defender a ideia de que para falar outras línguas, não basta conhecer o idioma. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Bezerra tratou das estratégias na preparação de executivos e lideranças, além de apontar as principais barreiras para o aprendizado de línguas estrangeiras.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. Os ouvintes-internautas participam com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Colaboraram com este quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Artur Bezerra, do Berlitz Brasil, fale de cultura e aprendizado de línguas estrangeiras

“( ….) antigamente o conteúdo era rei. Hoje, se diz que se o conteúdo é rei, o contexto é Deus. Você tem de entender o contexto onde o aluno está inserido, a corporação está inserida. Então, ele precisa do inglês porque é um executivo? Qual a área funcional dele – a área comercial? Como é que ele vai executar as funções do dia a dia? Negociar com quais culturas?”. A afirmação é de Artur Bezerra, presidente do Berlitz Brasil, ao defender a ideia de que para falar outras línguas, não basta conhecer o idioma. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Bezerra tratou das estratégias na preparação de executivos e lideranças, atém de apontar as principais barreiras para o aprendizado de línguas estrangeiras.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. Os ouvintes-internautas participam com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Colaboraram com este quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Eduardo Pacheco, da Park Idiomas, fala da vontade de fazer e do ensino de idiomas

 

 

“Hoje apenas de 2 a 2,5% da população brasileira estuda idiomas, enquanto em mercados mais avançados, como a Alemanha e o Japão, o ensino de línguas chega a cerca de 5 a 7%”.Esses números mostram o potencial de crescimento que existe no setor, segundo avaliação de Eduardo Pacheco,presidente da Park Idiomas, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. A Park funciona no sistema de franquia e tem cerca de 40 unidades no Brasil. Além das oportunidades de negócio e carreira no mercado de idiomas, Pacheco defende a ideia da necessidade dos profissionais desenvolverem a inteligência volitiva, que está relacionada ao poder de realizar e seria uma das marcas dos grandes empreendedores.

 

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br e o programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo: Paulo Rodolfo, Douglas Mattos e Ernesto Fosci.

Mundo Corporativo: Rogério Boeira fala de aprendizado contínuo e desenvolvimento profissional

 

 

O aprendizado contínuo é a chave para o desenvolvimento profissional mas é preciso ter disponibilidade para aprender, não só de tempo; emocional e moral, também. Quem ensina é o professor Rogério Lodero Boeira, da Escola de Aprendizagem Contínua Cultman, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Para se criar estas condições, explica Lodero, é necessário “saber que você não sabe tudo e partir do princípio de que eu tenho de aprender sempre”.

 

O programa Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br Os ouvintes participam enviando e-mails para mundocorporativo@cbn.com.br ou para os Twitters @jornaldacbn e @miltonjung. O Mundo Corporativo é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Fernando Jucá fala de educação corporativa e o processo de aprendizado

 

 

“Um grande perigo é o executivo assumir que está pronto porque ele fez determinado curso ou faculdade e a partir de agora vai apenas fornecer respostas e parar de perguntar, e parar de aprender”. Quem ensina é o consultor Fernando Jucá que fala sobre educação corporativa em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Jucá destaca que na maior parte das vezes, profissionais desperdiçam oportunidades para crescer na carreira ao não incluírem em suas atribuições o aprendizado constante. Sócio-diretor da Atingire – consultoria de educação corporativa, Jucá escreveu o livro “Expertise em Aprender – conheça o segredo dos melhores profissionais”, lançado pelo editora Papirus-Sete Mares.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido, ao vivo, no site http://www.cbn.com.br . As perguntas podem ser enviadas para o e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelos Twitters @jornaldacbn e @miltonjung (#MundoCorpCBN). O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN. Participaram desta edição o Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Ernesto Foschi.​