Avalanche Tricolor: a melhor defesa do Campeonato Brasileiro

 

Grêmio 1 x 0 Chapecoense
Campeonato Brasileiro – Arena Grêmio

 

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Desde antes de a partida se iniciar, ouvi os comentaristas fazendo projeções para o Grêmio. Somavam os três pontos possíveis, nos colocavam entre os cinco primeiros e na disputa pela vaga na Libertadores. Ficará a apenas três pontos do vice-líder, ressaltavam. Ledo engano. A vitória nos colocaria, como nos colocou, a dez pontos do líder, pois esta tem de ser nossa meta por mais complexa que pareça diante dos compromissos que temos e da vantagem do adversário que ponteia a competição há uma sequência invejável de rodadas.

 

Claro que para sonhar tão mais alto como proponho seria interessante aumentarmos nossa produtividade no ataque. Menos mal que na partida de hoje marcamos cedo, aos sete minutos, e diante de uma belíssima jogada. Geromel, que nos dá segurança lá atrás, em lugar de dar um chutão lá pra frente, preferiu lançar Barcos. Nosso goleador teve categoria para matar a bola e entregá-la para seu companheiro de ataque, Luan, que perdeu o drible diante do goleiro mas proporcionou a sobra para Dudu fazer o gol que procurava incessantemente. Desde abril não fazia o seu, apesar da participação intensa em quase todas as partidas que disputou. A corrida em direção a Felipão e o abraço que deu no treinador foi o agradecimento à confiança do técnico que reconhece a utilidade do baixinho da camisa 7 tanto no ataque quanto na defesa.

 

O gol logo cedo apenas inverteu o sofrimento das partidas anteriores quando deixávamos para marcar nos minutos finais. Ficamos os demais 88 minutos, incluindo nesta conta os acréscimos, desperdiçando contra-ataques e nos defendendo. Verdade que nos defendemos muito bem. Estamos a sete jogos sem perder, completamos cinco seguidos sem tomar gol e temos a defesa menos vazada do campeonato com apenas 14 gols. Têm méritos Marcelo Grohe, que chegou a marca de 626 minutos sem gols, Rhodolfo, que atua como um xerife lá atrás, e Geromel, que ganhou a posição com personalidade (fará falta no meio da semana). Mas sejamos justos, se o time funciona é porque o sistema defensivo (não apenas a defesa), do qual fazem parte todos os jogadores em campo, é um sucesso. E este sucesso se deve a tomada de espaços, a movimentação constante e a entrega de cada um dos jogadores, fatores que devem ser creditados a Felipão.

 

Para que meu sonho (quase uma ilusão) se realize, apenas a eficiência na defesa talvez não seja suficiente. Mas enquanto o ataque não marca mais, melhor que a defesa continue marcando muito.
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A foto deste post é do site Gremio.net

Livre-se dessa laia, Koff

 

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Por Milton Ferretti Jung

 

Quinta coluna: as gerações brasileiras que nasceram durante a Segunda Guerra Mundial talvez,dando tratos à memória,se lembrem dessas duas palavras. Se algum leitor deste blog se der ao trabalho de abrir o Google,com certeza,ficará sabendo o significado delas. Os sites especializados nos mais diversos tipos de pesquisa,comuns na internet e,diga-se de passagem,muito úteis para esclarecer dúvidas ou desconhecimentos,foram bondosos ao definir a expressão “quinta coluna”. Explicam que ela teve origem na Guerra Civil Espanhola. Nessa, o General (o Google,pelo menos,não esclareceu o nome do dito cujo)referia-se a sua tropa que ía para Madri,como quinta coluna. A expressão foi mais uma vez usada durante a Segunda Guerra Mundial para chamar os soldados que apoiavam a política dos nazistas e de seus aliados.

 

Nasci em 1935 e me criei ouvindo notícias e,mais do que isso,tomando conhecimento da ida daqueles que eram chamados,carinhosamente, de “pracinhas”,para combater os alemães e quem quer que estivesse ao lado dele. Muitos não voltaram aos seus lares. Durante boa parte da minha infância ouvi pessoas chamarem os seus desafetos ou,o que é mais grave,de quintas colunas quem fosse contrário a ida dos nossos soldados para a Europa e coisas do tipo. Alguém – se é que tenho quem me leia nas quintas-feiras – está intrigado com o motivo de eu ter ressuscitado o termo quinta coluna,inusitado nesta época de tantas palavras novas – e mal usadas – por parte das mídia,pode se espantar. E já explico o por quê.

 

O jogo entre Grêmio e Santos,no decorrer do qual “torcedores gremistas”,postados atrás do gol defendido pelas teias construídas por Aranha,ofenderam o goleiro santista com termos racistas,deixou o Imortal Tricolor em maus lençóis,o que era de se esperar,especialmente porque o STJD não gosta dos nossos representes. E não é de hoje. Escrevo este texto numa terça-feira.Como não sou adivinho,não posso saber o que o Tribunal, que não simpatiza historicamente conosco, decidiu.

 

Gostaria, mais ainda de saber,porém,que tipo de penalidades o Grêmio aplicará nos torcedores bem identificados,que contra a grande maioria dos gremistas,não só cometeu racismo na partida contra o Santos como fez de conta que não viu as faixas que os bons torcedores levaram para a Arena em Grêmio x Bahia. Pessoas desse nível têm de ser banidas do clube,especialmente aqueles que conseguiram,por interesses de ordem política,se transformarem – pasmem – em “conselheiros” do Grêmio. Chega de maus elementos,Dr.Koff! Ou isso ou os bons vão acabar sumindo da Arena.É evidente que o Grêmio tem os seus quintas colunas e ainda vai se dar mal caso não se livres desta laia.

 

Em tempo: na quarta-feira, o STJD decidiu excluir o Grêmio da Copa do Brasil.

 

Milton Ferretti Jung é jornalista, radialista e meu pai. Às quintas-feiras, escreve no Blog do Mílton Jung (o filho dele)

Avalanche Tricolor: vitória em meio a chuva e o granizo

 

Grêmio 1 x 0 Fluminense
Brasileiro – Arena Grêmio

 

 

As dificuldades que a cidade de São Paulo tem enfrentado com a falta de água já são conhecidas nacionalmente. Choveu pouco durante os últimos meses e o governo do Estado não soube administrar a crise que provoca cortes no abastecimento – apesar de as autoridades jurarem de pés juntos que não existe racionamento -, deixa as torneiras secas e as pessoas preocupadas. Pois não é que depois de 32 dias sem chover com intensidade, alguns bairros da capital foram surpreendidos com um temporal, neste domingo? Não era apenas água e vento forte. Era granizo em quantidade suficiente para assustar a turma aqui de casa, de filhos a bichos de estimação. O asfalto foi tomado pelo branco, pedras enormes de gelo cobriram as ruas e o pátio das casas. Bastaram alguns minutos de chuva para perceber que os pedaços que despencavam do céu deixariam prejuízos aqui embaixo. Pelo que vi na vizinhança: vidraças quebradas, árvores e folhagens depenadas e placas de coletor solar destruídas. Aqui em casa espero que a perda se restrinja a uma pequena janela e muita sujeira, pois só amanhã pela manhã poderei conferir se houve estragos no telhado.

 

A energia elétrica despencou a medida que o granizo caía e, enquanto o Grêmio se esforçava para chegar ao gol adversário lá em Porto Alegre, houve pelo menos três cortes seguidos de luz, derrubando o sinal da TV a cabo, aqui em São Paulo. Não cheguei a perder nada muito significativo. Da mesma forma que Marcelo Grohe segurava tudo lá atrás, os dois aparelhos de no-break mantiveram alguns equipamentos firmes e fortes para a alegria dos meninos que preferem os jogos de computador aos da televisão. Estava preocupado com a preservação do patrimônio, mas não abri mão de assistir às trocas de passe sem muito sucesso do nosso time. A defesa deles parecia bem postada e conseguia congestionar o caminho até a área. Fazíamos o mesmo quando éramos atacado. E se nossa marcação vacilava, Marcelo era Grande para calar as bocas tortas que insistem em tê-lo como responsável pelas derrotas no início da temporada. Em meio ao mau tempo, um raio de luz surgiu no gramado com o passe preciso do zagueiro Werley e a velocidade de Rodriguinho que chegou à frente do zagueiro e desviou para dentro do gol. Fizemos pouco mais do que isso durante toda a partida, mesmo diante de um adversário que teve seu principal jogador expulso, mas fizemos o suficiente para novamente estarmos entre os grandes do Campeonato Brasileiro.

 

Que venham mais vitórias e mais chuva, mas com menos transtornos.