É Proibido Proibir?

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O recrudescimento de ações radicais e extremas é uma preocupante realidade atual. Mundial e local.

 

Entre nós, precedidas recentemente por intolerâncias religiosas, vieram as manifestações sobre obras de arte, que abriram ataques de flancos liberais e conservadores.

 

O fechamento da exposição em Porto Alegre do “Queermuseu” e as manifestações em São Paulo contra a performance de Wagner Schwartz, no MAM, protagonizaram a atenção de ampla faixa da sociedade.

 

Estas ocorrências dominaram a mídia nos últimos dias. Fato é que em uma única edição na FOLHA encontramos Nabil Bonduki, Pablo Ortellado e Mônica Bergamo tratando deste mesmo tema.

 

Bonduki, em seu artigo intitulado como “Atacar a arte é uma tradição totalitária” lembra que o nazismo, antes mesmo de ocupar o poder, já desqualificava a arte que não seguisse os moldes clássicos. O preconceito na arte, que parecia distante daqui, chega com intensidade, levando o Santander a encerrar a exposição do Queermuseu, em Porto Alegre, um juiz interromper a exibição de uma peça teatral, em Jundiaí, uma pintura ser retirada de um museu, em Campo Grande, e um grupo de conservadores atacarem o MAM, em São Paulo.

 

Ortellado em seu texto “Polêmica no MAM não é sobre arte e não é sobre pedofilia”, afirma que é sobre política, pois os principais promotores da campanha foram o MBL, o Instituto Liberal de São Paulo, João Doria, senador Magno Malta, a família Bolsonaro e o senador Ronaldo Caiado.

 

 
Bergamo intitulou sua página “Vídeo sobre exposição gera tensão entre Doria e o MAM” para informar que o MAM esperava de Doria posição favorável ao museu, mesmo porque o fato que mais se destacou tem aspecto legal, que foi a menor acompanhada pela mãe tocar no corpo do homem exposto.

 

A estes relatos é importante destacar que na exibição de Wagner Schwartz o artista interpreta uma obra de Lygia Clark chamada “Bicho”, que é uma escultura de metal articulada que pode ser manuseada pelo público. Durante sua apresentação, ele convidou uma coreógrafa que assistia à exposição a participar, que junto com a filha que a acompanhava aceitou o convite.

 

Um aspecto significativo foi a posição de Milú Villela, presidente do MAM, que aos primeiros ruídos reuniu seu pessoal e decidiu que manteria a exposição.Bem diferente do Santander, que aos primeiros acordes dissonantes decidiu fechar a exposição do Queermuseu. Aliás, como já tinha feito antes, quando uma de suas diretoras publicou previsões econômicas desfavoráveis e foi demitida por pressão do governo Dilma.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras. 

Casa Cor 2017 aposta no essencial e no crescimento

 

Por Carlos Magno Gibrail 

 

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Com 31 anos, a “Casa Cor 2017”, o maior evento de decoração da América, reflete a maturidade e confiança da própria idade. Crescimento e “Foco no Essencial”, que é o tema desta edição, podem ser sentidos na visitação da mostra instalada no Jockey paulistano.

 

A área de 10 mil metros quadrados passou para 15 mil; os 45 dias foram estendidos para 60 dias de visitação; e o público deverá ser aumentado para 110 mil visitantes.

 

Para sustentar esta contra-mão da atualidade econômica nacional, a Mostra, além dos 70 módulos de exposição de arquitetos e decoradores consagrados, traz novidades para preencher os espaços e os dias aumentados.

 

A tradicional escola italiana, o IED Istituto Europeo di Design oferecerá cursos de design com enfoque na universalidade e acessibilidade.

 

A “Casa do Chef” por Duratex patrocinará aulas com chefs renomados, jantares exclusivos e degustações.

 

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A “Loja Casa Cor” por “Armazém do Marton”, instalada como última etapa da visita, como se fora uma loja de museu, abriga surpresas em produtos pela variação e pelo design das peças expostas. São centenas de artigos com assinatura de designers.

 

Sergio Rodrigues, Jean Gillon e Joaquim Tenreiro, imortais, bem como Heloisa Galvão e Ruy Otake, fazem presença marcante ao lado de empresas como Seletti, De Longhi, Kenwood e St. James. Todos com produtos que se destinam ao uso pessoal ou à casa.

 

E o mais interessante, além do catálogo, que a maioria dos visitantes compra, haverá a possibilidade de sair com uma peça de design na medida do bolso de cada um. Os preços variam de R$ 29  a R$ 29 mil.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

Noel Rosa sabia mesmo das coisas

 

 

Os 80 anos da morte de Noel Rosa, lembrados em reportagem especial no Jornal da CBN, produzida pelo colega Gabriel Sabóia, desta quinta-feira (4/5), trouxeram à memória algumas das mais belas músicas produzidas pelo ‘Poeta da Vila’, que fez muito e fez bem, apesar de ter vivido pouco. Foram mais de 200 letras compostas com tom de poesia, em um dos maiores legados do samba brasileiro. A boemia e seus excessos, porém, deixaram-lhe doente, e de tuberculose Noel morreu aos 27 anos, no auge da carreira.

 

Gosto de uma música em especial, talvez sem a mesma fama de “Conversa de Botequim”, “Fita Amarela” e “Com Que Roupa?”, que levaram o samba para o rádio e até hoje tocam nas emissoras que dão preferência à qualidade. Gosto de “Seja Breve”, que teria sido gravada em 1932 e me foi apresentada por um ouvinte da CBN há cerca de cinco ou seis anos.

 

O ouvinte acabara de acompanhar uma entrevista que tentei fazer com um médico. Era coisa importante. O doutor havia publicado pesquisa em revista científica no exterior. Mestre da ciência, porém, exagerou nas explicações e em seis minutos de entrevista foi incapaz de descrever para mim e para o público o significado de seu trabalho. Era craque na saúde. Não tinha o mesmo desempenho na oratória.

 

Perdemos a oportunidade de esclarecer o assunto, mas ganhei um ‘causo’ para minhas palestras. Pelo Twitter, o caro ouvinte – lamentavelmente não guardei o nome dele – me sugeriu Noel Rosa e a letra a seguir:

 

Seja breve, seja breve
Não percebi porque você se atreve
A prolongar sua conversa mole
(E não adianta)
Seja breve (conversa de teso)
Não amole
Senão acabo perdendo o controle
E vou cobrar o tempo que você me deve

 

A letra reforça a genialidade de Noel. Lá nos anos de 1930, ele já nos ensinava como nos comunicarmos de maneira eficiente nos tempos de agora em que o excesso de mensagem deixa tudo nebuloso e sem relevância.

Mais uma tarde nos museus

 

 

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“ComCiência” de Piccinini, no CCBB/RJ

 

 

Ainda inspirado em  “Uma tarde no museu” do meu colega e colaborador de blog, Carlos Magno Gibrail, me deparei com a reportagem publicada pelo site de O Globo, na qual estão listadas as dez exposições mais populares de 2016. Curiosamente, quatro estão aqui no Brasil, três no Rio de Janeiro e apenas uma delas em São Paulo. Os dados são do site The Art Newspaper e o ranking leva em consideração o número médio de visitantes por dia.

 

 

Foi o Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio, que ocupou o topo da lista ao receber as três exposições mais populares do ano, segundo critérios do ranking: “O triunfo da cor: o pós-impressionismo”, teve 9,7 mil visitantes por dia; “ComCiência”, de Patricia Piccinini, 8,34 mil; e “Castelo Rá-Tim-Bum”, 8,28 mil. Todas as mostras são de graça no CCBB.

 

 

São Paulo aparece em sexto lugar com a exposição “Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México”, montada no Instituto Tomie Ohtake, com média de 6,5 mil espectadores por dia.

 

 

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Tabela reproduzida do The Art Newspaper

 

 

Os números chamam atenção e devem ser comemorados, mesmo que se tenha de levar em consideração o fato de outras mostras pelo mundo terem levado muito mais pessoas às suas dependências , porém como ficaram abertas por mais tempo tiveram a média diária empurrada para baixo.

 

 

Exemplo: “Picasso Sculpture”, no Museu de Arte Moderna de Nova York, foi a exposição que, conforme o próprio ranking, recebeu o maior número total de visitantes, com 851 mil pessoas, apesar de aparecer apenas em nono lugar no ranking com 5,8 mil visitantes por dia.

 

 

Outro exemplo:  a mostra do “Castelo Rá-Tim-Bum” teve 410 mil espectadores durante os seis meses no MIS, em São Paulo, e 38,2 mil, no CCBB no Rio. Só os números do museu carioca aparecem com destaque na lista.

 

 

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Frida Kahlo foi destaque positivo em SP (foto divulgação)

 

A presença de turistas para os Jogos Olímpicos e o fato de ser a mais conhecida cidade brasileira no exterior colaboraram para que o Rio de Janeiro se destacasse no ranking. O protagonismo do CCBB,  sua localização privilegiada e ingressos de graça, também.  De qualquer forma, é importante pensar sobre os motivos que deixam São Paulo mais atrás nessa classificação, mesmo tendo um número relevante de museus e rico acervo artístico.

 

 

O esvaziamento do MAC SP, citado por Gibrail em seu texto aqui no Blog, é perceptível em outros espaços.  O MASP, mesmo diante da riqueza de suas obras, tornou-se irrelevante.

 

 

Para meu colega de rádio José Godoy, a quem pedi ajuda para refletir sobre o tema, “São Paulo passa por uma crise importante em seus principais museus”.

 

 

As salas vazias possivelmente ecoam o abandono da gestão e a falência do Estado. O mal do MASP pode ser visto também no Museu de Arte Moderna e na OCA, que tiveram passado glorioso  na cidade, mas estão cambaleando. Assim como a Pinacoteca que após conquistar o coração do paulistano tornou-se secundária.

 

 

A acessibilidade desses espaços, seja pelo transporte seja pelo preço, é fundamental para que se redescubra a riqueza das obras nos acervos à disposição. São Paulo ganha na cultura, na educação e na renda se investir no setor.

 

 

O turismo cultural é importante para o desenvolvimento econômico e não pode ser negligenciado. Explorar todo e o seu melhor potencial é preciso.

Uma tarde no museu

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Na tarde dessa terça feira, decidi experimentar um roteiro cultural como visitante da cidade de São Paulo. Afinal, é a maior receptora de turistas no Brasil. São mais de 11 milhões por ano, número equivalente a sua população, e tem o mais qualificado acervo artístico com inúmeros museus e um poderoso calendário de espetáculos teatrais e musicais do país.

 

O MAC Museu de Arte Contemporânea foi o destino escolhido, pois apresentava uma nova exposição, “Os desígnios da arte contemporânea no Brasil”, reunindo a obra de nove artistas de diferentes regiões do Brasil.

 

Datado de 1963, o MAC na sua origem tem tudo a ver com a cidade, pois surgiu da doação de Ciccillo Matarazzo e esposa, mecenas cuja fortuna veio da atividade empresarial da família oriunda da Itália, e efetivada em São Paulo.

 

Hoje, sua sede está em frente ao Parque do Ibirapuera, criada por Niemayer, onde guarda parte das obras como as de Modgliani, Picasso, Kandinsky, Chagall, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, etc.

 

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“Os desígnios da arte contemporânea do Brasil”  com a curadoria de José Antonio Marton se presta bem para desmistificar o entendimento da arte, pois, assim como para apreciar um bom prato não é necessário que sejamos um “chef”, para usufruir da beleza e do significado de uma obra de arte, basta vê-la e senti-la. Visão e emoção são suficientes.

 

O MAC ainda apresenta outras exposições como atração para um ótimo passeio, além da beleza do edifício e da vista panorâmica da cobertura. A entrada é gratuita, assim como o estacionamento, com destaque ao bom atendimento de todos os funcionários do museu.

 

É de se estranhar a pouca visitação constatada, o que não condiz com o que ocorre em outras cidades estrangeiras do porte de São Paulo. Apenas nos fins de semana, talvez como subproduto da visitação do Parque Ibirapuera a frequência é diferente.

 

O MAC pode e deve ser mais usado pela cidade. Visitantes e moradores.

 

Exposição: Os Desígnios da Arte Contemporânea no Brasil
Curadoria: José Antônio Marton
Abertura: 25 de março de 2017, a partir das 11 horas
Encerramento: 30 de julho de 2017
Funcionamento: Terça das 10h às 21h, quarta a domingo das 10h às 18h
Local: MAC USP Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Telefone : 11 2648.0254 (recepção) – 11 2648.0258 (educativo)
Entrada gratuita

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

Legado da Rio2016 nas artes e na moda

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A abertura das Olimpíadas do Rio, espetáculo de apurada criatividade, entrará definitivamente para a nossa história de grandes eventos. Tema, cenografia, música, roteiro e vestuário foram impecáveis. Santos Dumont no ar tecnológico e Gisele Bündchen na passarela de Ipanema foram destaques à altura do show.

 

Gisele foi ainda agraciada com notas sobre a velocidade que imprimiu no desfile e o processo de criação do seu vestido. Se o andar foi mais lento, segundo Fernando Meirelles, o talento de moda foi superior.

 

“Gisele sabe exatamente o que fica bom nela, o que facilitou muito meu trabalho …”

 

“Ela esteve presente em todo o processo e me deu dicas importantes. Pensamos juntos. Ela fez alterações importantes. Parte do meu processo criativo foi escutar e ajustar o vestido para que ela ficasse satisfeita”.

 

Alexandre Herchcovitch ao site americano da revista VOGUE.

 

 

Maria Prata, jornalista de moda corporativa da CBN, entusiasmada pelo clima olímpico, saiu do escritório e entrou nos campos e nas quadras. Na sexta-feira, informou que para o futebol foram lançadas chuteiras cujo material repele a água que forma a lama. Na ginástica foi desenvolvido  tecido que estica pelos quatro lados, permitindo os movimentos sem limitações. Para o atletismo, surgiu um tecido com o frescor dos chicletes, com a função de diminuir a temperatura do corpo.

 

No restrito mundo da alta moda, a seleção brasileira de equitação na modalidade de saltos foi brindada pela aristocrática Hermès (centenária empresa que se iniciou como selaria), com a criação exclusiva de seus uniformes. Ralph Lauren e Lacoste fizeram o mesmo para americanos e franceses. Na natação, vários competidores estão usando enormes casacos de inverno.

 

 

A Nike, fornecedora de uniformes aos atletas brasileiros e mais 13 delegações, apresentou o tecido chamado de Aeroswift, fabricado em poliéster reciclado, com a função de diminuir o peso, e o processo Aeroblade aplicado em áreas especificas, reduzindo o atrito gerado nas roupas e, consequentemente, aumentando a velocidade – com isto a performance dos atletas poderá melhorar.

 

Segundo a empresa há quatro anos esta vantagem era obtida para tempos mais curtos, mas agora é possível manter o rendimento por distâncias mais longas.

 

Outra novidade da Nike é um sistema que impede o contato do suor com a pele.

 

Como vimos, as artes e a moda já têm legado da Rio 2016. Resta saber se o Rio terá o seu. Esperamos que tenha.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

São Paulo, centro da arte sul-americana

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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A SP Arte 2015 realizada de 9 a 12, deu a São Paulo a condição que Londres, Paris e Nova York dispõem como centros econômicos da arte.

 

O jornal de economia e negócios italiano “Il Sole” considera a SP Arte como o centro do colecionismo latino-americano. Destacando a presença de galerias internacionais e nacionais de expressão, além de mencionar o mecanismo de redução de impostos.

 

“O jornalista Kolja Reichert do alemão “Die Welt” a define como a maior Feira do Hemisfério Sul pela qualidade e quantidade crescente de galerias, além de referir a cidade, como “a nova Miami” e o Brasil, como Stefan Zweig “o país do futuro”.

 

“El País” da Espanha através do jornalista Manuel Morales destaca a mostra como “a principal Feira latino-americana de arte” visitada em sua maioria por médicos, advogados, arquitetos na faixa etária de 25 a 43 anos.

 

O fato é que os três andares do prédio da Bienal expuseram mais de 4500 peças de 97 galerias nacionais e 57 estrangeiras. Receberam 22000 visitantes, dos quais se estima 5% de compradores efetuando venda de R$ 280 milhões. Estimulados pela isenção de ICMS para galeristas paulistas e internacionais, deixando R$17milhões de impostos mais R$ 15 milhões pelos produtos não isentos.

 

A mostra também deixa doações para museus, prêmios e residências para jovens artistas, oficinas profissionalizantes além de se transformar em programa cultural para a população em geral.

 

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Estimula eventos e ações correlatas como o lançamento do Instituto José Marton de Arte Contemporânea, que terá como objetivo a pesquisa, o ensino, a profissionalização e a divulgação de arte, moda, arquitetura, cenografia e design. Renata Paula, colecionadora e apoiadora do autor comemorou em sua residência-galeria com poucos (160 colados em arte). A essência e a excelência da arte se despedindo do SP Arte e saudando o Instituto José Marton.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Meu irmão é filho único, o filme

 

Por Biba Mello

 

Olá, quero começar minha vida nesta coluna me apresentando…Meu nome é Gabriela Moreira Mello, mas gostaria que me chamassem de Biba Mello, pois é assim que meus amigos se referem a mim. Sou paulistana, diretora de cinema, mãe de um pequeno de três anos e casada há cinco. Tenho 37 anos recém completados, sendo destes anos, vinte e um dedicados ao cinema publicitário. Vou dirigir meu primeiro longa metragem em breve, uma comédia escrita por mim intitulada “Celulite”. Falarei sobre cinema e assuntos femininos, minhas duas grandes paixões. Com o tempo, perceberão que meus textos serão balizados principalmente pelo humor. Mesmo na tragédia, busco a comédia…E para começar nossa história, indico um filme perfeito para nosso momento político atual, acredito que ele ilustra minha personalidade e coloca em discussão o fanatismo político.

 

FILME DA SEMANA:
“Meu irmão é filho único”
Um filme de Daniele Luchetti.
Gênero: comédia dramática.
País:Itália/França

 

 

Accio, o condutor dos conflitos deste filme, é o irmão mais novo de uma família sulista. Ele estuda e mora em um seminário, questiona abertamente os dogmas da igreja e acaba sendo expulso, tendo que voltar a conviver com os “seus”. Sua ideologia é Facista, o que acaba gerando sérios problemas com seus familiares, comunistas fervorosos. Seu irmão Manrico é seu oposto. Operário comunista, galanteador nato, e namorado da que vem a ser o seu grande amor, a bela Francesca. O filme é um baile virtuoso! A direção é imperceptível, de tão perfeita, e a atuação genial!

 

Por que ver: é um filme italiano delicioso e que mostra o absurdo de qualquer fanatismo e o perigo da intolerância(qualquer semelhança com a realidade não é coincidência). Perfeito para nosso momento político atual… A despeito disso, se você assim como eu, tiver uma família italiana totalmente louca como a minha(desculpe tias, tios e primos, mas é a realidade), a identificação será imediata, e o fará comprar o DVD( lembrem de mim “no tapa na nuca” …Impagável!). E por último, mas não menos importante, é a trilha sonora, ah que delícia de trilha!!! (clica no vídeo abaixo, enquanto lê o restante do texto)

 

 

Como ver: Dopo il pranzo della domenica! Depois do almoço de domingo! Sim…Depois daquela vitela com macarrão que vai te empanzinar maravilhosamente, te convido a assistir a esta obra de arte do cinema italiano. Mais perfeito impossível.

 

Quando não ver: com o seu filho aborrecente! Nesta fase sabemos que esses “seres” adoram nos irritar e portanto ele/a talvez achem linda a rebeldia do Accio ou Manrico, e provavelmente tentarão imitá-lo para a sua desgraça! Ou, então, com aquele seu amigo que só gosta dos blockbusters americanos e se sente incomodado quando algo menos raso venha à baila( não que eu não goste…adoro filmes água com açúcar e “homens aranhas”da vida, mas não só isto).

 

Até semana que vem querido leitor!
Um tapa na nuca para você!

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Escreve no Blog do Mílton Jung, a partir de hoje, a qualquer momento em sessão de cinema extraordinária. (na verdade, eu iria definir um dia da semana melhor, mas estava muito ansioso para publicá-la)

Rede de hotéis de luxo oferece roteiro de arte em avião exclusivo

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

 

A rede de hotéis de luxo Four Seasons, conhecida por seus hotéis em destinos como Paris, Londres, Maldivas, Seychelles e muitos outros, criou edição especial de seu produto “Volta ao mundo a bordo de um avião privativo”. O programa, que ocorre em edições limitadas, oferece viagem para destinos diversos a bordo de avião exclusivo para grupos reduzidos de pessoas, com hospedagem em hotéis da rede e serviços customizados, tanto a bordo como durante todo o roteiro da viagem.

 

Esta edição terá foco em artes com acesso exclusivo, por exemplo, à icônica Duomo de Milão e à apresentação no Estates Theatre em Praga. A intenção da rede Four Seasons é oferecer a seus clientes experiência única com imersão nas artes e cultura de diversos países.

 

Com previsão de saída em 20 de abril de 2015, os viajantes irão desfrutar de 16 dias de acesso privilegiado a experiências excitantes da Europa, em parceria com a La Fugue, de Paris, famosa por projetar itinerários sob medida nos setores de arte, música clássica e ópera. O roteiro inclui hospedagem em Lisboa, Milão, Istambul, São Petersburgo, Praga e Paris, além de todo o trajeto aéreo. Tudo isso a bordo de um private jet para até 52 passageiros. O preço? A partir de USD 69.000 por pessoa, baseado em ocupação dupla.

 

 

Acesso especial a coleções de arte, apresentações de musicais exclusivos, jantares privativos em restaurantes com estrela Michelin e apreciar – com um olhar muito apurado – algumas das preciosidades culturais da Europa, são algumas das experiências que os apaixonados por artes mais exigentes poderão vivenciar nesse roteiro.

 

Diferentemente do luxo no passado, o consumidor contemporâneo não busca torneiras de ouro ou lustres e decoração requintados. Para ele, o luxo está nas experiências de bem-estar que o hotel e o destino oferecem, adquirir conhecimento e, principalmente, o sentimento de sentir-se único ao receber tratamento personalizado, ter seus desejos realizados, e a sensação de encantamento.

 

Ricardo Ojeda Marins é Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em Marketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.

Para respirar no primeiro fim de semana de inverno, em São Paulo

 

Por Dora Estevam

 

O fim de semana merece atenção especial e pensando nisso fiz uma curadoria das programações para você levar as crianças e se divertir, seja no cinema, no teatro ou parque.

 

Começando com o cinema: particularmente, tenho preferência pelo filme Universidade Monstros, sequência de Monstros S.A, aqui a visão do relacionamento entre Mike e Sulley no período em que estavam na Universidade do Terror.

 

Para quem gosta de passeios a céu aberto a sugestão é passear no Memorial da América Latina, sábado ou domingo, e participar das diversas oficinas que eles estão propondo nos dois dias: recreações infantis, parquinho, circuito de caminhada e de ginástica.

 

Nos dois dias: na parte da manhã exibição de filmes divertidos no espaço Vídeo do Pavilhão da Criatividade. À tarde, 13h30, Charanga Bombeiro, com o grupo CapadoCia.

 

Sábado: às 15h30, apresentação Folias de São Pedro, São João e Santo Antonio, na frente do auditório.

 

Domingo: no mesmo horário e local a animação ficará por conta do show Trio Som Tropical.

 

Para quem curte música erudita a opção é a Sala São Paulo para conferir a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, domingo às 11h, que une dois coros para a série Concertos Matinais. A regência do coro infantil ficará no comando do regente japonês Teruo Yoshida, o juvenil tem à frente o maestro brasileiro Paulo Cesar Moura. A pianista romena Dana Radu irá teclar obras dos austríacos Franz Peter Shubert (1797-1828) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), além do americano Leonard Bersntein (1918-1990), entre outras maravilhas.

 

Também na linha infantil, domingo às 15h, na Casa das Rosas, a Infinita Companhia narra o conto mexicano Mi abuela ya no esta (Minha avó já não está). Rutilda, sábia e misteriosa mulher, conta a história de Alfredo, um garoto mexicano que perdeu a avó. Com isso, o jovem descobre que as pessoas queridas continuam sempre fazendo parte de nossas vidas. Um verdadeiro mergulho no imaginário e nos costumes do Dia dos Mortos, tudo com as técnicas de animação do grupo.

 

 

Para quem gosta de espetáculos de dança é bom correr, neste fim de semana a Cia de Dança vai apresentar as três últimas obras do repertório da temporada. Pela primeira vez na América Latina será exibida uma peça do coreógrafo americano William Forsythe In The Middle, somewhat elevated (No oriente, um pouco elevada), criada em 1987 por Sylvie Guillem e outras estrelas do Paris Opera Ballet, com música de Thom Willems. Em Supernova (2009), coreografia de contrastes, na qual morte e vida, escuro e claro estão ligados pela energia de cada corpo. O jovem coreógrafo alemão Marco Goeke utiliza recursos elementares como água, sal e fogo. Também tem a estreia da obra ainda sem nome para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros 2013 do bailarino, coreógrafo, diretor e professor Luiz Fernando Bongiovanni.

 

Um pouco mais de música: da eletrônica para o rock indie, o repertório faz parte da programação de música eletrónica Green Sunset deste mês que muda o foco e conta com a parceria do Cultura Inglesa Festival para realizar os festivais. Quem se apresenta é o ex-vocalista e ex-guitarrista das extintas bandas The Libertines e Dirty Pretty Things. O inglês vai discotecar uma festa com sucessos mais tocados de seus principais álbuns. A edição conta ainda com o residente DJ Tahira, Handys Klaus e intervenções do grupo Grite Poesias. Não perca, sábado às 16h00.

 

Fique com o som do single “Victory Gun” de Carl Barat. Um bom final de semana!

 

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