Foto-ouvinte: Arte no rio morto

 

Arte no Rio Tietê

Por Marcos Paulo Dias

Passando pela Marginal Tietê, no bairro da Penha, zona leste da capital, me chamou atenção este grafite às margens do rio. A primeira vez foi há cerca de um mês, e o trabalho ainda não estava pronto. Não conseguia, porém, parar no local para fotografar devido ao trânsito. A espera foi rentável, a arte foi ganhando forma, contorno, cor e dimensão, contribuindo para a revitalização do local onde o rio “corre morto”, sem oxigênio e com mal cheiro. Não posso dizer o nome do artista nem do personagem, pois das diversas vezes que passei por lá não tive a sorte de encontrá-lo. Mas aqui fica o registro, para compartilhar com vocês a coragem e determinação dele (ou deles), que no meu ponto de vista acredita em uma cidade melhor.

Quem souber o autor deste trabalho, não deixe de nos informar.

1 ano em 90 segundos

 

Feriado de Tiradentes no meio da semana, sem ponte pra lá nem pra cá. O melhor é descansar, relaxar. Deixar o dia se ir. O tempo passar. E pra ajudar nesta árdua tarefa, deixo, hoje, um vídeo extraído do Blog Mirá, de Julián Gallo, que admiro pela valorização da imagem. No destaque, o trabalho do sueco Eirik Solheim que vive em Oslo e nos oferece, desde o balcão de sua casa, edição de imagens de um ano inteiro em apenas 90 segundos.

Buracos viram arte no Canadá

 

Montagem de fotos de buraco

Um buraco pode ser muito mais do que um simples buraco quando a criatividade é explorada ao máximo. E o bom humor, também. É o que fazem os artistas canadenses Claudia Ficca e Davide Luciano ao forjarem situações inusitadas pelas ruas da cidade. Em uma foto, a moça lava roupa, na outra o rapaz se prepara para o mergulho, enquanto na terceira as meninas parecem estar em um spa.

Como criatividade e buraco não faltam na vida do paulistano, veja a galeria de imagens com o trabalho dos artistas no Canadá e coloque a sua cabeça a funcionar.

“A vaca precisava do touro”, diz Eduardo Srur

 

touro bandidoO Touro Bandido transando com as vaquinhas da Cow Parade, por obra do artista Eduardo Srur, causou discussão na cidade e aqui no Blog (dê uma olhada nos comentários ao post “Touro protesta contra Cow Parade“). Provocado e sempre disposto a discussão saudável, Srur aceitou escrever para o Blog mensagem que reproduzo a seguir:

Senhores, o Touro foi esculpido durante sete dias, é bem colorido e proporcional a vaca. Trata-se de uma representação da lei da natureza, algo que acontece no campo todos os dias. Quem não costuma ir ao campo, recomendo que vá mais. Sobre a intervenção em obra alheia devo dizer que eu mesmo tive alguns trabalhos modificados pela cidade e seus habitantes e resulta sempre surpreendente as mudanças. Acho que é uma condição de quem desafia o espaço público como plataforma de trabalho. Não são as mesmas regras do espaço institucional de museus e galerias. Posso citar, como exemplo, a transformação dos “Caiaques_2004” no rio Pinheiros quando toneladas de lixo se juntaram a composição do trabalho. Ou a “Âncora_2004”, instalada no Monumento as Bandeiras sem autorização e que a polícia ameaçou prender quem a tocasse. Com a obra “Sobrevivência_2008”, dos coletes salva-vidas nas estátuas, vi um garoto nadando na praça Ramos de Azevedo com a bóia instalada no cavalo. Ora, na história da arte, é recorrente a apropriação por artistas para criar um novo significado. No caso do touro, não houve nenhum dano físico na vaca pois não era esta a intenção. O touro precisava da vaca (e tinha que ser da Cow Parade) para existir. E a vaca também precisava do touro para deixar de ser estéril. A questão do trabalho tenta ir além do objeto.

‘Touro’ protesta contra Cow Parade

 

Touro_Bandido_Paulista

As vaquinhas coloridas do Cow Parade foram surpreendidas nesta madrugada com a “ inseminação artística” que teve o Touro Bandido como protagonista. A manifestação é de autoria do artista Eduardo Srur que não curte as vacas espalhadas pela cidade: “Não vejo nenhuma relação entre uma vaca, um símbolo de outro país, e a nossa cidade e sua história. Eu queria resgatar o imaginário brasileiro com o Touro Bandido, um animal que nunca foi domado em rodeios, foi personagem de novela e virou lenda nacional.”, explica Srur. Para ver mais imagens e explicações do Eduardo Srur visite o site do artista: www.eduardosrur.com.br

Foto-ouvinte: Releitura de Abelardo da Hora

 

Obras de Abelardo da Hora

As caixas de madeira ainda estavam sendo abertas e as esculturas de Abelardo da Hora já atraiam os olhares no vão livre do Masp. Ao chegar lá no momento em que a instalação não havia sido concluída, o colaborador do blog Marcos Paulo Dias registrou imagens curiosas a medida que as fitas protetoras e a própria madeira dos caixotes se transformavam em uma intervenção capaz de mudar a mensagem original de cada peça.

Ele também conversou com o filho do escultor que acompanhava o desembalar das 25 toneladas de obras. Abelardo da Hora Filho contou que a retrospectiva celebra os 60 anos da primeira exposição do artista com trabalhos feitos em concreto polido e bronze que trazem para o coração paulistano a realidade do sertão, a cultura pernambucana e o apelo social que sempre inspirou o pai dele. O nu feminino que demonstra a admiração de Abelardo pelas mulheres completa a mostra “Amor e Solidariedade” que ficará na capital paulista até fevereiro de 2010.

Um beijo contra o preconceito

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Cerca de 1.200 pessoas reuniram-se no dia 20 de setembro de 2009 para lutar contra o preconceito e o estigma de quem tem aids. O fotógrafo e artista plástico de renome internacional Vik Muniz fotografou seis mosaicos formados cada um por cerca de 600 soropositivos e solidários à causa. Uma nova imagem surgiu a partir de várias outras pequenas. Essa é a maior característica do trabalho do paulista radicado em Nova York. A ação faz parte da campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2009, organizada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, pelo Centro de Referência e Treinamento de São Paulo e pelo Programa Municipal de DST e Aids de Guarulhos e com o apoio de várias organizações locais.

Os voluntários seguraram cartões coloridos para formar imagens de beijos, símbolo universal do amor e da solidariedade. Essa será a primeira obra de Vik Muniz sobre o tema HIV/Aids. O resultado ficará exposto no MASP, Museu de arte de São Paulo. As fotos dos mosaicos foram tiradas no Ginásio Pascoal Thomeu (Guarulhos/SP).

Do site Dia Mundial de Luta Contra a Aids 2009

Foto-ouvinte 1: Arte no tapume

 

Os tapumes falam nas ruas de São Paulo. Alguns parecem gritar em desespero. Outros debocham da nossa cara. A maioria nos ajuda a entender que o espaço aberto para a arte dos grafiteiro, os torna peças admiráveis em vez de meros muros improvisados com data de validade. O ouvinte-internauta Marcos Paulo Dias, bom de olho, preparou uma “exposição” para o Blog do Mílton Jung com as imagens que registrou na região central de São Paulo.

A mostra de arte no tapume da obra é aberta, assim se você quiser compartilhar com a gente suas imagens sobre o tema envie para milton@cbn.com.br.

Foto-ouvinte: O Centro respira arte

 

Um centro vivo, tomado pelas cores do espetáculo “Os Estrangeiros” e pela criatividade dos brasileiros Os Gêmeos e dos franceses do Plasticiens Volans. Estas imagens, feitas nos dias 13 e 14 de novembro, no Vale do Anhangabau, em São Paulo, animaram os ouvintes-internautas Marcos Paulo Dias e Luis Fernando Gallo. Satisfeitos e acreditando em um dia ver o coração paulistano renovado, compartilham com os leitores do Blog do Mílton Jung alguns dos momentos que gostariam fossem permanentes.

A cultura da periferia em alta

 

Cooperifa no CEU Campo Limpo
“O povo só consome coisa ruim porque é servido coisa ruim, mas que fique bem claro que ele gosta é de coisa boa”, escreveu Sérgio Vaz, entusiasmado com o resultado da Mostra Cooperifa, na zona sul de São Paulo. No CEU Campo Limpo e CEU Casablanca, atividades artísticas e culturais marcaram estes últimos dias de festa e reflexão,

No Casablanca, mais de 500 crianças assistiram ao espetáculo da Cia Babalina da Espanha e a intepretação mágica de bonecos. “Cada riso, cada grito, cada olhinho brilhando era a prova que todo o trabalho e luta para levar arte e cultura para a periferia, está valendo à pena”, disse Sérgio.

No Campo Limpo, atividade em dois tempos. De dia, houve debate sobre cultura e ativismo na periferia: “Foi puro alimento para a alma”, descreveu. À noite, as pessoas lotaram o teatro para assistirem às apresentações de dança dos grupos Cia Sansacroma (Rascunho de Solano) e o Balé Capão Cidadão. “A platéia foi ao delírio e o teatro quase veio a baixo. Muitos aplausos, sorriso e lágrimas de alegria. Catarse !”