Entenda um pouco mais sobre as oportunidades nos esports e pare de proibir seu filho de jogar videogame

 

 

Meu olhar atento ao que acontece com os esportes eletrônicos está diretamente ligado ao que aprendi com meus filhos — foram eles que me apresentaram as oportunidades que surgiram neste mercado. Já falei sobre esse assunto com você neste blog e trato do tema, também, em “É proibido calar!”.

 

No vídeo acima, Bel Pesce entrevistou um dos meus filhos — o que atua profissionalmente no setor como strategic coach. Ele explicou como funciona esse mercado em que atua e algumas carreiras que podem ser exploradas no segmento. Falou, também, da importância de os pais conhecerem essa realidade e das responsabilidades que os jovens têm de assumir para seguirem nesse caminho, especialmente com os estudos.

 

Se você quiser entender um pouco mais sobre como funciona tudo isso, confira o vídeo. E pare de de proibir seu filho de jogar vídeogame.

Anote aí: registrar metas, ideias e ações ajuda a organizar o pensamento e alcançar resultados

 

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Minha mesa de trabalho no estúdio da CBN

 

Texto escrito originalmente na minha conta no Medium com colaboração dos ouvintes da CBN

 

O hábito é antigo, vem do tempo da escola. Para prestar atenção no que o professor ensinava, a caneta na mão era essencial. Anotava algumas palavras, também citações. Preenchia meu caderno de expressões e frases soltas, que costumavam não fazer sentido ao fim da aula e nunca mais seriam consultadas por mim. Porém, ao grafá-las no papel marcava na mente, memorizava.

 

Hoje, nas entrevistas que faço no rádio, sigo anotando. Às vezes é algo que o entrevistado responde, outras, o que pretendo perguntar a seguir. Risco o papel também quando estou pensando no que dizer assim que a reportagem se encerrar ou o microfone for aberto. Ao fim de três horas e meia de programa, tenho rascunhos espalhados pela mesa do estúdio. Pra não pensar que gasto papel à toa, costumo usar o verso das laudas e sobras da impressora.

 

Esses rabiscos todos me ajudam a enxergar melhor a informação e organizar o pensamento.

 

Trato aqui desse assunto, provocado pela participação de ouvintes após meu bate-papo na terça-feira com Bel Pesce, empreendedora que apresenta o quadro Caderninho da Bel, duas vezes por semana, às 6h45, no Jornal da CBN. Ela listou sete pontos para justificar o uso do seu caderninho. Sim, ela usa mesmo um caderninho, não é apenas o nome do programa (ou do livro que deu origem ao programa).

 

No topo da lista está o fato de que, ao escrever, nos permitimos pensar além de “o que fazemos”; pensamos nas ações e consequências, ou seja, em o “como” e o “por que fazemos”. E responder, principalmente, “por que fazemos” é o que diferenciou os grandes líderes e as empresas revolucionárias dos demais, conforme aprendemos com Simon Sinek, autor de Start With Why: How Great Leaders Inspire Everyone to Take Action, que cito em meu livro “Comunicar para liderar”.
Para conhecer a lista completa da Bel Pesce, veja o comentário dela no site da rádio CBN:

 

 

Nestes últimos anos, tenho me surpreendido ao entrevistar diferentes autores sobre as vantagens que temos ao registrarmos nossas ações e suas consequências. A maioria deles, usando diferentes estratégias, defende que devemos realizar esse exercício com o objetivo de organizarmos nossa mente na busca de maior eficiência nos projetos que desenvolvemos.

 

Após o comentário da Bel ir ao ar na CBN, muitos ouvintes compartilharam por e-mail experiências no registros de seus atos. A maioria prefere usar as ferramentas digitais que estão à disposição. Everton Tobar escreveu que costuma fazer suas anotações no Word, programa de texto da Microsoft: “isso facilita a pesquisa e concentra os dados (não preciso ter vários cadernos nem saber onde está o que procuro).

 

O Emerson W. Dias me apresentou o Keep, do Google, programa que foi lançado em 2013: “vou anotando tarefas, metas, ideias, reflexões, lembretes .. e programo a data que quero ser lembrado disso, pode ser amanhã ou daqui a dois anos”. É um concorrente direto do nosso velho conhecido Evernote, no qual podemos fazer anotações e incluir fotos, áudio e link. Há poucas semanas ganhou novas opções. Lembretes, compartilhamentos e listas são acessíveis através do menu de navegação do aplicativo, em seu celular.

 

Da colaboração dos ouvintes, destaco ainda a ideia defendida por Pedro Luiz: “quando pensamos em algo, isso geralmente fica na esfera do mental e do emocional; quando anotamos, distribuímos o pensamento nos três centros de força do ser humano: cabeça, coração e mão (ou ação)”. Pelo que entendi, para ele, ao registramos uma meta ou uma tarefa, a tendência é que se saia do campo das intenções para o das ações.

 

Encerro, fazendo outro registro de ouvinte: Eduardo Barbosa enviou-me sua própria lista de razões para anotar experiências e reflexões sobre a vida. Reproduzo algumas abaixo:

 

1. Ajuda a organizar os pensamentos na mente, proporcionando ampliação do espaço e tempo mental

 

2. Os registros escritos ajudam no planejamento do que queremos fazer

 

3. Quem escreve pensa melhor; e quem pensa melhor se expressa melhor

 

4. Leva ao cultivo da síntese

 

5. Permite unir o presente ao passado e ao futuro, ou seja, traz a consciência da própria vida

Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Ontem, ao ouvir a Bel Pesce falando em gatilho para mudança de hábito, em seu comentário no Jornal da CBN. que no caso era a motivação necessária para sair de um estilo de vida sedentária para melhorar a produtividade, fixei-me nas considerações finais do Caderninho quando se referiu a empresas e produtos que também podem descobrir gatilhos para incrementar clientes e inovar produtos.

 

Eterno inconformado com a escassez de bons atendimentos lembrei-me do histórico gatilho, propalado pela Sears, quando usava as trocas e devoluções para vender seus produtos. A Sears, fundada nos Estados Unidos em 1893 esteve no Brasil, saindo em 1983, quando foi vendida ao grupo holandês Vendex.

 

“Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta” era tão verdadeiro quanto fácil, simples e sem burocracia. O que certamente contribuiu para que fosse por mais de 70 anos a maior do mundo do varejo.

 

Quando analisamos o mercado é constrangedor verificar que já no momento da compra são poucas as marcas que podem se orgulhar do serviço que oferecem. Fato que se agrava em muito quando o momento é de troca, ou pior, de devolução.

 

É verdade que o código do consumidor moralizou este aspecto, mas as exigências para devolução são burocráticas. Se a Sears pode manter esta facilidade numa época em que não dispunha da atual tecnologia, onde se pode identificar produtos e consumidores pelos sistemas inteligentes, por que cobrar do comprador o ônus destas provas? E, que tal dentro desta mesma tecnologia verificar quanto custa simplesmente atender o consumidor?

 

Se os clientes fossem aos setores de trocas e devoluções e lessem as condições exigidas antes de comprar, provavelmente desistiriam de fazê-lo.

 

A maturidade e a busca da produtividade que originou o gatilho da Bel é o mesmo fator que levou empresas a adotar a satisfação do cliente, sem complicar. Vale a pena identificá-las.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Rebobinar, cair a ficha e virar o disco: expressões que ficaram no tempo

 

A Bel Pesce, com seu papo serelepe, logo pela manhã, no Jornal da CBN, propôs que você aproveitasse o fim do expediente para rebobinar a fita e refletir sobre as coisas que aprendeu e sentiu durante o dia. É uma maneira muito legal de reviver tudo o que passou, não esquecer bons momentos e, se algum assunto estiver pendente, quem sabe tentar uma solução ou enviar um e-mail. O desafio proposto por ela acabou provocando outras memórias, a medida que lembrei, no nosso bate-papo, que a expressão rebobinar, apesar de apropriada, não fizesse mais parte da vida de muitas pessoas. Comum na época em que alugávamos fitas de vídeo e éramos obrigados a rebobiná-la sob o risco de sermos multados pela locadora, a expressão surgiu muito antes: está relacionada às fitas de rolo que eram usadas em estúdios de gravação e emissoras de rádio, como, aliás, citaram alguns ouvintes em mensagens enviadas ao programa.

 

Pelo e-mail, Twitter e WhatsApp surgiram muitas outras expressões datadas, algumas que persistem apesar de parecerem sem sentido para novas gerações, outras que ficaram para trás. Aproveito a participação dos ouvintes-intenautas para fazer uma relação destes termos:

 

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Caiu a ficha, usado quando você entendeu ou percebeu algo, e tem relação ao fato de os telefones públicos, no passado, usarem fichas que caíam quando a ligação era completada. Com o sucesso dos celulares, em breve, talvez nem tenhamos mais telefones públicos ou orelhões.

 

Disca pra mim era um convite para que a pessoa telefonasse para você, em uma época na qual os aparelhos telefônicos (que eram fixos) em lugar de teclas tinham um disco. O telefone discado enviava pulsos elétricos através do giro do número correspondente em um painel em formato de disco. Hoje, apesar de muitos apostarem na aposentadoria dos telefones fixos ainda tem serviço de entrega que usa o termo “disque” ou “disk” (pra ficar mais chic), mesmo que os pedidos cheguem pela internet.

 

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Tá tudo Magiclick significa que está tudo ótimo, deu tudo certo; e nasceu de jargão publicitário de um tipo de acendedor automático de forno e fogão que substituía com maestria (esta palavra é mais antiga ainda) os fósforos. O acendedor da marca Magiclick, foi criado pelo argentino Hugo Kogan, em 1963, e facilitava a vida das donas de casa – sim, naquela época só elas tinham o direito de atuar na cozinha – pois acendia o fogo apenas com um clique no equipamento. Alguns tinham chama própria e outros apenas geravam uma faísca que, em contato com o gás, produzia a chama. Nos anúncios, o fabricante garantia que o Magiclik tinha capacidade de funcionar de forma autônoma por até 104 anos. Ou seja, ainda tem muito tempo pela frente.

 

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Deu tilt entrega a idade, também; principalmente se você usar o termo para dizer que alguma coisa deu errado. A expressão se popularizou com as máquinas de fliperama ou pinball que nasceram na pré-história dos jogos eletrônicos. Para a bola de metal correr na mesa por mais tempo, somando pontos na partida, usávamos duas palhetas e, às vezes, em jogadas mais bruscas, sacudíamos a máquina a ponto de incliná-la. Quando isso ocorria éramos punidos e a palavra tilt surgia na tela. Tilt é palavra em inglês que pode ser usada como verbo ou substantivo e significa, em português, inclinar ou inclinação.

 

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Pegar o bonde andando acontece sempre que você entra em uma reunião de trabalho sem saber quais os assuntos que foram discutidos antes ou quando pega uma conversa no meio do caminho. Tinha a ver com os passageiros que subiam no bonde quando ainda estava em movimento, o que, apesar de perigoso, era possível pela velocidade com que andava pelas ruas. Vai me dizer que nunca ouviu falar em bonde? Era um tipo de transporte público comum que começou a rodar entre nós no século 19. Circulava sobre trilhos e era movido à eletricidade (chegou a ter tração animal e por meio de vapor), ou seja muito mais amigável do meio ambiente do que os ônibus à diesel que os substituíram. Algumas cidades ainda mantém este tipo de transporte. Eu só andei em um, aqui no Brasil, quando minha mãe me levou para fazer a última viagem de um bonde, em Porto Alegre.

 

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Vira o disco é o que costumávamos pedir para aquele colega que insistia em falar do mesmo assunto e, claro, a expressão está ligada aos tempos do vinil que tinha faixas musicais dos dois lados. Como ouvir disco em eletrola virou cult, a expressão vai perdurar – até porque gente chata que não troca de assunto está cheia nestes tempos de rede social. E como não quero estar nesta lista, termino a conversa por aqui lembrando apenas mais algumas expressões que me foram enviadas: chato de galocha, fazer a caveira da pessoa, tirar o chapéu, tirar o cavalo da chuva, beber na fonte, dar nó em pingo d’água, a casa caiu e tomei um pifão.

 

Fiquem à vontade para colaborar com esta lista.

Um e-mail para Bel Pesce

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Poucos minutos antes das sete horas, ao menos três manhãs por semana, levo meu filho Rodolfo, de 11 anos, ao Pueri Domus. Um trajeto de quinze a vinte minutos. Do Morumbi à Verbo Divino. Tempo precioso para um diálogo com o meu filho. O que me motiva para a jornada que se inicia. Por isso mesmo, para não interferir, ligo o rádio somente depois que o deixo na escola. A não ser naqueles dias em que estou só. E, não faz muito tempo, comecei a ouvir nestas ocasiões a interessante conversação entre o Milton Jung e a Bel Pesce. Quando logo apostei em que a forma jovem do contexto poderia facilitar o entendimento do conteúdo para o meu filho.

 

A primeira confirmação veio de cara. Liguei o rádio e assim que se iniciou o programa não veio nenhum repúdio da parte dele. Fato que me animou a repetir a experiência. Até que na semana passada atrasei a ligar o rádio e ele perguntou: “Não está na hora do caderninho da Bel?”. Contente com o resultado resolvi então comprovar a aposta inicial. E, na segunda feira, entrei no carro faltando dois minutos para as sete horas e não liguei o rádio. Ele sentou e perguntou: ”Você não vai ligar no programa da Bel?” Justamente neste dia o tema se referia ao amor e ódio aos e-mails, terminando na abordagem dos aspectos positivos de parte deles. Sugerindo então que se enviassem e-mails.

 

Motivado pelo resultado da introdução do Rodolfo ao noticiário do rádio, via Bel e Milton, resolvi colocar neste espaço, que ocupo todas as quartas, o agradecimento à contribuição de ambos. E, informar que a CBN ganha um novo ouvinte novo. Rodolfo, 11 anos, e fã do CADERNINHO DA BEL.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.