GRU Airport: estão tirando o bode

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

A piada da sala caótica que recebe um bode para manipular piora e melhora, pode não ser engraçada, mas convenhamos, é explicativa e aplicativa. Se não, vejamos.

 

Um dos temas mais em evidência, desde que fomos escolhidos para sediar a Copa 14, é sobre nossos aeroportos. Principalmente porque episódios desagradáveis já tinham sido registrados inúmeras vezes, gerando brigas e confusões com passageiros. Inesquecíveis por sinal. Marta Suplicy que o diga. E tais fatos não geraram medidas para evitá-los, ao contrário. Os voos foram aumentados devido ao crescimento da demanda.

 

Sábado, a nova empresa criada em função da mudança na legislação, para dirigir o aeroporto de Cumbica, informou através da imprensa que já estão sendo executadas medidas para melhoria do atendimento. A GRU Airport que é constituída pela Invepar, conglomerado que tem a participação da Previ, Petros, Funcef, OAS, e da sul africana ACSA, possui 51% do capital, e assume a direção neste mês, entregue pela Infraero, dona de 49%, deste que é o maior aeroporto brasileiro.

 

Com ouvidos atentos, pois a FOLHA trouxe matéria sobre inovações no sistema de som, na segunda feira fui embarcar para Teresina no recém-batizado GRU Airport. A casa estava cheia, gente apressada, gente calma, gente que não desgruda do celular, gente que carrega volumes enormes como bagagem de mão. Cenário habitual para o maior aeroporto do país, que detém mais de 60% do movimento aeroportuário. A novidade, conforme a matéria dizia, era o som. Despoluição. De fato o que a cidade de São Paulo conseguiu fazer na despoluição visual, a GRU Airport fez no som. Permaneci mais de uma hora no saguão principal e o som não se manifestou. O fantástico é que o efeito é impressionante. O caos da circulação e dos espaços fica bem mais ameno com o silêncio dos alto falantes. Restrito aos portões de embarque. Melhorando ainda quando se entra nos novos sanitários. Limpos e sem chamadas irritantes.

 

Esta pequena medida, bem que poderia incentivar as companhias aéreas e a ANAC, a reduzir a fala dentro dos aviões. Ou, ao menos em inglês, se é que é inglês aquilo que muitas vezes se ouve.

 

Se ainda não dá para tirar o bode totalmente, pelo menos o berro já resolve.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras

Bode do Heródoto faz escola em Los Angeles

 

Ouvinte-internauta da CBN já foi apresentado ao bode Mané, criado nas terras de Heródoto Barbeiro na Grande Taiaçupeba – maldosamente confundida com Mogi das Cruzes. O caprino seguidamente é chamado pela repórter Cátia Toffoletto a resolver problemas na conservação de praças e parques de São Paulo. Há quem jure tê-lo visto em pleno trabalho voluntário neste verão em que as subprefeituras não dão conta do gramado.

Sei que Mané ficou famoso e costuma ser requisitado pelos passantes paulistanos, tenho dúvidas porém se foi ele quem inspirou a Agência de Desenvolvimento de Los Angeles, nos EUA, a contratar 100 cabras para “cortar” a grama em uma área de cerca de 10mil m2. Foram pagos US$ 3 mil para um trabalho de 10 dias que teria custado mais do que o dobro se fosse empregada mão de obra humana, diz a agência.

George Gonzales que exerce a inédita função de Guarda-Cabra conta que os animais da raça Boer se transformaram em atração turística com motoristas parando seus carros para fotografar o rebanho que contrasta com os arranha-céus de L.A.

A reportagem publicada pelo LA Times, sugerida ao Blog pelo Sérgio Mendes – que entre outros trabalhos participa da rede Adote um Vereador – relata que por estar tão próximo de Hollywood, muitos espectadores acreditaram que as cabras eram parte de algum filme em produção ou uma instalação de arte.

Com todo este cartaz das cabras de Los Angeles, periga o bode Mané do Heródoto ficar com ciúmes. Ele é muito sensível.

Deu bode no aniversário de São Paulo

 

Deu bode em São Paulo

Calma lá … nenhum problema para a festa de 456 anos de São Paulo. Os bodes estavam na avenida Elísio Teixeita Leite, em Paradas de Taipas, zona norte da capital, quando a repórter da CBN Michelle Trombelli foi se encontrar com a Dona Ana, Poetisa de Taipas, personagem da primeira reportagem da série “Viver melhor em São Paulo, que vai ao ar, hoje, no CBN SP.

Os animais atravessavam a avenida de um lado para o outro em busca de comida. “De acordo com um rapaz que os observava de cima de um muro, os bodes são de uma chácara da região”, contou Michelle.