
Para proteger as árvores, o condomínio da avenida Diogenes Ribeiro de Lima, em Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, construiu canteiros que tiraram espaço da calçada. Os cadeirantes tem dificuldade para andar no local e deficientes visuais perdem referência ao encostar a bengala no pequeno muro próximo do meio fio. A história foi contatada por um ouvinte-internauta que pediu para não ter seu nome publicado, mas que ficou sensibilizado com a situação.
Provocado pela mensagem enviada ao Cidade Inclusiva, o comentarista Cid Torquato trouxe, nesta segunda, a discussão sobre o calçamento na capital paulista, uma encrenca sem fim: “ Elas são esburacadas, estreitas, feitas de materiais inadequados, fora as árvores, postes, jardineiras, degraus, camelôs etc. Mesma coisa com prédios e locais públicos. É uma reclamação recorrente dos ouvintes”.
Para Cid, seria necessária intervenção mais efetiva da prefeitura nestes casos, semelhante ao que foi feito na avenida Paulista. Na ideia dele, o poder público reformaria a calçada e mandaria a conta para o proprietário dos bairros mais ricos que subsidiariam a conservação nos mais pobres.
Comentei com Cid sobre a sequência de imagens feitas por ouvintes-internautas que fazem parte do nosso álbum no Flickr e mostram o desrespeito às calçadas e ao cidadão. Reproduzo neste post algumas destas fotos:
Foi o assunto entrar em pauta no Cidade Inclusiva e as mensagens começaram a chegar no CBN SP, assinadas por ouvintes-internautas indignados com as condições do calçamento na capital e cidades vizinhas. Jesulino Alves, por exemplo, fala de Guarulhos: “Não tem coisa que agride mais o direito de ir e vir do que uma calçada ocupada, mas ninguém consegue resolver isso, é incrível !”. Ele relata que pequenos supermercados costumam usar a calçada como extensão do seu negócio. E no centro, camelôs tomam o passeio. Nada que não tenhamos visto em São Paulo.
Sérgio Gigli fez fotos na Ataliba Leonel, na zona norte da capital, para mostrar como oficinas e borracharia exploram o espaço público. A imagem que você vê no alto deste post é no início da Dr. Zuquim. Basta passar por lá e todos conseguem enxergar a irrgularidade. Até os fiscais conseguiriam fazê-lo se interesse tivessem.
Francisco Piedrahita traz sua experiência de Montevideo, Uruguai: “La há calçamento padrão nas ruas e o proprietário está obrigado a manter a calçada de sua propriedade em condições segundo as disposições legais”. Aqui também Francisco.
A diferença: “Se não o fizer (a conservação) a Prefeitura as repara e acrescenta a despesa ao valor do imposto equivalente ao IPTU. O preço do serviço feito pela Prefeitura é muito maior, porque o serviço é terceirizado”
E você, qual a sua experiência com calçadas ?