Buracos da Cidade: Trivial variado

 

No Viaduto Colassuono na Vila Prudente, que liga a avenida Salim Maluf com a Avenida Luis Ignácio de Anhaia Mello, sentido bairro, tem uma fenda capaz de cortar o pneu dos carros que se atrevem passar por ali. A reclamação é do ouvinte-internauta Laércio Teodoro.

O Paulo José chama atenção para a “péssima qualidade do piso” da Ponte Estaiada, sob o rio Pinheiros, inaugurada não faz muito tempo. “Custava fazer um piso tipo o da Rodovia dos Imigrantes ?”, pergunta o ouvinte-internauta.
A denúncia de Oduvaldo Donnini é em relação aos buracos e “costelas de vacas”da Avenida Brigadeiro Faria Lima, do Shopping Iguatemi até a entrada do túnel da Cidade Jardim. “O corredor de ônibus diante do Clube Pinheiros está esburacado”, escreve.

Rene Piccolo, por sua vez, reclama de buracos na avenida Presidente Wilson e na rua Auri Verde, no Ipiranga, usado como opção de desvio do trânsito. Além de ter obras do metrô e o enorme movimento dos caminhões.

Se você tiver fotos de buracos na cidade, envie para milton@cbn.com.br que publicaremos no álbum Buracos da Cidade, no Flickr

Foto-ouvinte: Calçada insegura

Calçada insegura

A obra na cobertura que há na entrada do prédio da Secretaria Estadual de Segurança, na rua Libero Badaró, centro de São Paulo, interrompeu a calçada. E para tornar a situação ainda mais prejudicial ao pedestre, este carro que aparece na foto feita pelo ouvinte-internauta Mário Bonfá está estacionado em local proibido. Na calçada do órgão responsáveis por manter a ordem no Estado, respeitar a lei não é uma regra.

Foto-ouvinte: Mais Paulista

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O acesso deste prédio quase na esquina da avenida Paulista com a Joaquim Eugênio de Lima foi reformado recentemente. A obra não teve o cuidado de preservar o piso da Paulista que ganha, assim, mais uma cicatriz. O ouvinte-internauta André Medeiros sugere que os fiscais da cidade façam uma visita ao local e multem a empresa responsável pelo estrago.

Nota da Secretaria das Subprefeituras (publicado 26.06 – 11h44)

“Com relação à reclamação do ouvinte Rodrigo Meira, o desnível do edifício Paulicéia, localizado no número 960 da Avenida Paulista, não é resultado de má execução de obra, mas da adequação às normas vigentes da legislação de acessibilidade, que determinam que a inclinação constante máxima do passeio deve ser de 2% e 3%. Antes da reforma, a calçada da avenida apresentava inclinações entre 4% e 6%. As legislações precisam ser respeitadas tanto pelos órgãos públicos quanto pelos cidadãos ou entidades particulares. A Prefeitura realizou as adequações, atendendo à legislação, na área pública, mas nas áreas privadas como neste caso, cabe ao próprio condomínio fazer a regularização do acesso para ficar em conformidade com a lei. O representante do Edifício Paulicéia foi orientado pela Prefeitura a procurar um profissional para que elabore a solução técnica de adequação do edifício.

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Santander da Paulista não tem acesso e culpa prefeitura

“A Prefeitura que venha multar”. Foi a frase  que Julie Nakayama ouviu de funcionária da agência do Banco Santander, na avenida Paulista, 453, ao reclamar da falta de acesso ao prédio. Julie é fiscal de acessibilidade da Paulista, circula de cadeira de roda em toda a extensão em busca de desrespeitos ao cidadão. Encontrou na porta do Santander duas rampas com degrau que impedem, por exemplo, a entrada de cadeirante. A funcionária que a atendeu, identificada apenas por Cláudia, colocou a culpa na prefeitura que ao reformar a calçada deixou a entrada fora do nível. A vereadora Mara Gabrilli (PSDB) comenta: “Imagine se todas as calçadas da cidade tivessem de se adaptar a entrada dos prédios ?”

Reproduzo aqui, comentário publicado pela Julie no Blog:

Julie Nakayama:

Milton Jung,

Muito obrigada por ajudar a divulgar os grandes problemas da avenida.
Apesar da falta de consideração com o próximo da coordenadora Cláudia, hoje já tivemos uma boa notícia: a vereadora Mara Gabrilli acaba de falar com Fernando Martins, diretor da Ouvidoria do Banco Santander e Gislaine, responsável pelo banco também acaba de me ligar. Segundo ela, o Banco Santander irá notificar a coordenadora Cláudia, e as adaptações serão feitas no local. Assim que pronta,já fui convidada para conferir se está aprovada ou não.
Vamos esperar e assim que tiver notícias, te informo.

 

Canto da Cátia: Calçada de areia

Calçada de areia

Cena comum na cidade de São Paulo esta registrada pela repórter Cátia Toffoletto agora cedo, na avenida Santo Amaro, próximo do número 2600, na zona sul. O espaço público é transformado em depósito de material de construção ou usado para preparar cimento, atitude que causa transtorno e pode gerar entupimento das bocas de lobo. A reclamação chegou até a Cátia pela mensagem enviada pelo ouvinte-internauta Aristides Mendonça.

Foto-ouvinte: O “Placa Azul” invade a calçada

O Placa Azul invade a calçada

Desta vez, os “Placa Azul” foram flagrados sobre a calçada da avenida Morumbi, 635, conforme vemos nas duas imagens feitas pelo ouvinte-internauta Luciano Oliveira. A foto de cima foi feita segunda 25.05 e a de baixo sexta 29.05. De acordo com a informação passada pelo Luciano, os carros que cometem irregularidade se revezam. O que está na segunda sobre a calçada surge estacionando regularmente na sexta para dar espaço para o colega dele. O Luciano convida alguém da CET a dar uma passada por lá e registrar o fato. Não em foto, mas em multa.

Calçadas são barreiras urbanas em São Paulo

Dr Zuquim Dez 16

Para proteger as árvores, o condomínio da avenida Diogenes Ribeiro de Lima, em Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, construiu canteiros que tiraram espaço da calçada. Os cadeirantes tem dificuldade para andar no local e deficientes visuais perdem referência ao encostar a bengala no pequeno muro próximo do meio fio. A história foi contatada por um ouvinte-internauta que pediu para não ter seu nome publicado, mas que ficou sensibilizado com a situação.

Provocado pela mensagem enviada ao Cidade Inclusiva, o comentarista Cid Torquato trouxe, nesta segunda,  a discussão sobre o calçamento na capital paulista, uma encrenca sem fim: “ Elas são esburacadas, estreitas, feitas de materiais inadequados, fora as árvores, postes, jardineiras, degraus, camelôs etc. Mesma coisa com prédios e locais públicos. É uma reclamação recorrente dos ouvintes”.

Para Cid, seria necessária intervenção mais efetiva da prefeitura nestes casos, semelhante ao que foi feito na avenida Paulista. Na ideia dele, o poder público reformaria a calçada e mandaria a conta para o proprietário dos bairros mais ricos que subsidiariam a conservação nos mais pobres.

Comentei com Cid  sobre a sequência de imagens feitas por ouvintes-internautas que fazem parte do nosso álbum no Flickr e mostram o desrespeito às calçadas e ao cidadão. Reproduzo neste post algumas destas fotos:

Foi o assunto entrar em pauta no Cidade Inclusiva e as mensagens começaram a chegar no CBN SP, assinadas por ouvintes-internautas indignados com as condições do calçamento na capital e cidades vizinhas. Jesulino Alves, por exemplo, fala de Guarulhos: “Não tem coisa que agride mais o direito de ir e vir do que uma calçada ocupada, mas ninguém consegue resolver isso, é incrível !”. Ele relata que pequenos supermercados costumam usar a calçada como extensão do seu negócio. E no centro, camelôs tomam o passeio. Nada que não tenhamos visto em São Paulo.

Sérgio Gigli fez fotos na Ataliba Leonel, na zona norte da capital, para mostrar como oficinas e borracharia exploram o espaço público. A imagem que você vê no alto deste post é no início da Dr. Zuquim. Basta passar por lá e todos conseguem enxergar a irrgularidade. Até os fiscais conseguiriam fazê-lo se interesse tivessem.

Francisco Piedrahita traz sua experiência de Montevideo, Uruguai:  “La há calçamento padrão nas ruas e o proprietário está obrigado a manter a calçada de sua propriedade em condições segundo as disposições legais”. Aqui também Francisco.

A diferença: “Se não o fizer (a conservação) a Prefeitura as repara e acrescenta a despesa ao valor do imposto equivalente ao IPTU. O preço do serviço feito pela Prefeitura é muito maior, porque o serviço é terceirizado”

E você, qual a sua experiência com calçadas ?

Canto da Cátia: Gente sem canto

Sem-teto2

Povo da rua improvisa abrigo para dormir no centro de São Paulo, ao mesmo tempo em que a prefeitura faz mudanças na política de assistência social com fechamento de abrigos e cancelamento de contratos com ONGs que prestam atendimento aos sem-teto. A imagem foi feita pela Cátia Toffoletto que, no início da manhã, mirou seu celular para o tema.

Foto-ouvinte: Vai encarar !

Cadeirante na rua

A calçada destruída e a falta de respeito impõem aos cadeirantes uma só opção se quiserem passar por este trecho na avenida Anhaia Mello, na Vila Prudente, zona leste da capital paulista: disputar espaços com os carros. É o que conta e mostra nesta foto o ouvinte-internauta Henrique Boney.

Paulista terá fiscal de acessibilidade

Barreira urbana

Uma cadeirante vai cumprir a função de fiscal de acessibilidade na Paulista para garantir o conforto dos pedestres, alvo da reforma pela qual passaram as calçadas da avenida  no último ano. Julie Nakayama, jovem e bem articulada, terá o trabalho de circular por toda a via durante o dia e identificar barreiras urbanas como buracos no piso – semelhantes a estes encontrados pelo ouvinte-internauta João Pinheiro Rocha -, área de rebaixamento interrompida e equipamentos que costumam prejudicar a mobilidade – inclui-se aí os malfadados carros estacionados sobre a calçada.  Julie se aproveitará da experiência obtida em viagens ao exterior onde conheceu iniciativas favoráveis a acessibilidade ao mesmo tempo que se deparou com caminhos interrompidos. Ela já conheceu os Estados Unidos, México, Itália, Inglaterra, França, Canadá, Grécia, Turquia, Argentina e Uruguai, além de várias cidades no Brasil. Com este trabalho, não apenas pessoas que se deslocam em cadeira de roda e muletas serão beneficiadas. A ideia da Cidade Inclusiva oferece vantagens para todos os cidadãos.