O 'jeitinho brasileiro' é inimigo da prevenção

 

Favela-prédio

 

Somos o país do ‘jeitinho’ e nos orgulhávamos disso, pois sinalizava nossa capacidade de improvisar, encarar as situações mais complexas e oferecer soluções práticas. Nos tornamos refém desta história quando a exceção passou a ser regra e transformamos em definitivas medidas que tinham caráter provisório. Poucos duvidam que o Brasil não consiga realizar a Copa do Mundo ou os Jogos de 2016, pois sabem que na hora certa faz-se um puxadinho, pede-se emprestado, decreta-se feriado ou se oferece atendimento especial para privilegiados e pedimos compreensão aos demais, em nome da nação. Na boate Kiss não era diferente a “boa intenção” em manter a casa aberta para a gurizada se divertir, mesmo porque quando somos mais jovens basta um bom som e uma ótima companhia para a festa rolar.

 

O ‘jeitinho brasileiro’ deixa aberta a porta corta fogo do prédio para o ar circular, faz galhofa com as simulações de incêndio organizadas por solitários brigadistas (quando eles existem); entrega para o mestre de obra a função de engenheiro e substitui o projeto do arquiteto por rabiscos no papel de pão (esse não existe mais com certeza). As placas de trânsito são meramente ilustrativas: se o limite é 60km, andamos a 80Km, pois temos certeza de que não haverá problema; se o sinal é de “Pare”, lemos reduza a velocidade. Problemas de saúde, resolvemos no balcão da farmácia; exames preventivo são perda de tempo.

 

Em um resort no litoral baiano, construído com dinheiro de fundo de pensão, as normas de seguranças eram muito rígidas a ponto de me chamar atenção. Não precisei muito tempo para descobrir o motivo: o seguro de vida feito por executivos estrangeiros exige a estrutura para pagasr indenização em caso de acidente. A obscesão pela prevenção que nos causa incomoda é obrigatória em países da Europa e nos Estados Unidos. Por isso, enquanto no Brasil tanto faz como tanto fez, nos prédios americanos as portas abrem para fora. É para a rua que se vai quando há situação de risco e o acesso tem de ser facilitado.

 

Precisamos implantar a cultura da prevenção e as escolas serão importantes nesta iniciativa. Não defendo a criação de uma matéria específica para o assunto, a grade escolar já está completamente ocupada. Podemos, porém, discutir o assunto com os alunos de forma interdisciplinar, em palestras, atividades extra-curriculares e campanhas internas. Que escola realiza treinamento de fuga, preparando seus estudantes para casos de risco? Curitiba, na administração Jaime Lerner, levou o tema da reciclagem à sala de aula e mudou o comportamento das famílias.

 

Os governos – União, Estado e Municípios – devem usar as verbas publicitárias, desperdiçadas em “propaganda política” para mobilizar a sociedade. São Paulo, ano passado, incentivou o respeito à faixa de segurança e diminui os acidentes nos pontos em que a campanha se concentrou.

 

Em casa, na empresa, na Igreja, na sociedade em que atua, é sua a responsabilidade. Com seus filhos, pais, parentes, amigos e colegas insista na ideia de que o “jeitinho brasileiro” é inimigo da cultura da prevenção.

Campanha contra armas ganha força após tiroteio em Newtown

 

 

Havia uma lágrima no olho de Barack Obama logo que desembarquei nos Estados Unidos. Ainda na fila da imigração, interminável, demorada e cansativa, a televisão mostrava o discurso do presidente dos Estados Unidos com voz triste pela morte de pequenos estudantes de uma escola em Newtown, em Connecticut. Naquele momento ainda não se tinha a dimensão final do ataque cometido por Adam Lanza que, soube-se depois, havia matado 20 crianças e seis adultos, além da própria mãe e ter cometido suicídio. Tinha-se ideia, porém, da repercussão dos fatos e da comoção visível em todos os que me acompanhavam na fila a espera para entrar nos Estados Unidos.

 

Desde o acontecido, os canais de notícia na televisão dedicam parte de sua programação a debates sobre a necessidade de se restringir a venda de armas no país. No Congresso, o tiroteio já começou de todos os lados. Artistas e personaldades se engajam na campanha lembrando outros ataques semelhantes. Obama sabe que avançará pouco na discussão, pois o lobby da indústria de armamento é rico – literalmente -, intenso e sem escrúpulo, além de contar com o respaldo da constituição americana escrita em uma época na qual não havia garantias da lei para o cidadão.

 

Nas ruas percebe-se mudança de pensamento em parcela das pessoas, especialmente as que vivem próximas da região do ataque. Aqui em Ridgefield, meia hora de distância de Newtown, havia coleta de dinheiro para a construção de uma escola que substituirá Sandy Hook, cenário do ataque. As bandeiras estavam a meio mastro, sinalizando luto. Armas eram entregues em postos de polícia em troca de dinheiro – US$ 200 para pistolas e revólveres e US$ 75 para rifles – como parte de programa lançado após os assassinatos.

 

A cena mais significativa: o magazine Dick, especializado em artigos esportivos, lotado de consumidores em busca de presentes para o Natal, esvaziou por completo seu departamento de armas. A dúvida é se a medida é pontual ou definitiva. Em um estado que admira o uso de armas, imagino que, passado o impacto das mortes, a venda voltará ao normal. Espero que os muitos apelos que tenham surgido nos últimos dias tenham algum efeito e a minha descrença seja frustrada.

Acesse nossos APPs e compartilhe suas ideias na CBN

 

Duas mãos, muitas palavras e a música no ritmo da notícia que você ouve na CBN. Estas são marcas do vídeo que incentiva os ouvintes-internautas a acessar os novos aplicativos para Android, Iphone e Ipad. A campanha abre espaço para você compartilhar conosco palavras e mensagens que representam o que sente, deseja ou sonha. Escreva no seu corpo, fotografe, grave e mande para cá: milton@cbn.com.br. Vou adorar dividir estas emoções com toda a comunidade que acompanha a rádio CBN.

 

“Eu sou um cidadão …” estimula morador a cuidar da cidade

 

Oded Grajew é um provocador. Nunca está contente com as conquistas alcançadas. Quer ir além, provocar novos movimentos. Fez isto quando era empresário e percebeu que as empresas tinham responsabilidades com a sociedade. Daí surgiu o Instituto Ethos. Fez, também, quando entendeu que as pessoas teriam mais força se estivessem organizadas em instituições. E depois reuniu estas instituições em uma grande rede, a Nossa São Paulo. Conseguiu mobilizar diferentes grupos e políticos para a implantação do Plano de Metas na capital paulista. Assim que foi aprovado, levou a ideia para o Brasil. Agora, recebeu o título de Cidadão Paulistano, concedido pela Câmara Municipal, e quer que todos os moradores desta cidade também tenham este direito. Na terça-feira à noite, durante cerimônia no legislativo municipal, lançou a campanha “Eu sou um cidadão paulistano” para estimular os moradores a participarem do desenvolvimento da cidade.

 

Evidentemente que Oded não fez tudo isso sozinho, pois ele sempre confiou no poder do coletivo. É com esta força que ele acredita que poderá convencer os cidadãos, não apenas de São Paulo, mas de todas as cidades brasileiras a se credenciarem ao título. Para isto, cabe a cada um de nós respeitar o vizinho, dar preferência ao pedestre, cuidar do seu quarteirão, não desperdiçar água, reciclar os resíduos sólidos, preservar sua calçada e o meio ambiente, entre tantas ações que estão ao nosso alcance.

 

Ouça a entrevisa que fiz no Jornal da CBN com Oded Grajew sobre a campanha “Eu sou um cidadão …”

 

A seguir, reproduzo alguns dos banners e adesivos que serão sugeridos aos cidadãos:

 

Valor e preço da democracia

 

Nei Alberto Pies
Professor e ativista de direitos humanos

 

“Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado.” (Albert Einstein)

 

Se o bem maior da nossa sociedade é a democracia porque pagamos tão caro por ela? Se a liberdade de expressão e comunicação é de tão significativo valor, porque se impõem tantas dificuldades para a gente se comunicar? Por que custam tanto as campanhas políticas se as mesmas visam subsidiar nossas escolhas, tendo em vista diferentes projetos em disputa na sociedade? Por que a democracia cobra seu preço? Quando chegaremos a concluir que, para que a democracia aconteça, todos tem de pagar um preço?

 

É importante recordar que democracia, como outros tantos valores da sociedade, nasceu do grego demo=povo e cracia=governo, ou seja, governo do povo. Democracia é um sistema em que as pessoas de um país podem participar da vida política. Esta participação pode ocorrer através de eleições, plebiscitos e referendos. Numa democracia, as pessoas possuem liberdade de expressão e podem manifestar suas opiniões. Por isso mesmo, embora com sentidos distintos, política e democracia se complementam.

 

A democracia é a melhor forma de governo e de poder, mas poucas pessoas fazem da política um instrumento de cidadania. Muitos preferem, ou assim lhes foi ensinado, que política e democracia são um mero ritual de escolha, através das eleições. Neste sentido, a política distanciou-se da vida cotidiana e real; parece mais um espetáculo midiático a que nos submetemos a cada dois anos em nosso país.

 

Ouso afirmar que nossa apatia política colabora muito para elevar os custos e determinar a qualidade de nossa democracia. Como abrimos mão de participar ativa e cotidianamente das decisões tomadas pelos políticos envolvendo os destinos de nossas cidades – o que nos garantiria estar por dentro dos processos -, acabamos submetidos aos espetáculos de marketing midiático. Dá para imaginar como seria uma campanha sem o largo uso da mídia (rádios, televisão, impressos,…)? Como conheceríamos as propostas e os candidatos que se dispõem a nos representar?

 

A consequência direta da participação efetiva e permanente das pessoas nas questões que envolvem a política e a sociedade será a relativização dos espetáculos midiáticos que envolvem as campanhas políticas, uma vez que não precisaremos mais tanto deles para subsidiar nossas escolhas. A política e a democracia, com participação, serão mais autênticas e mais fidedignas com a realidade. O preço pela democracia é a nossa participação, não a nossa apatia!

 

Lançada iniciativa contra doações ocultas em campanha eleitoral

 

Juízes Eleitorais de seis estados lançam, nesta quinta-feira, iniciativa contra doações ocultas aos candidatos a prefeito e vereador.  Reproduzo a seguir a nota divulgada por estes juízes e aproveito para divulgar, também, o nome de quem está a frente desta ação que, com base na Lei de Acesso à Informação, tenta corrigir um desvio de conduta proporcionado pela lei eleitoral:

 

Na próxima quinta-feira, 30, juízes eleitorais de seis estados brasileiros atacarão as doações ocultas através de um provimento determinando que candidatos a prefeito, vice-prefeitoe vereador revelem qual a origem dos recursos transferidos para suas campanhas por partidos e Comitês Partidários. Caso a determinação não seja cumprida, o candidato ficará impedido de receber quitação eleitoral, o que impede candidaturas futuras.  Além disso,  a diplomação do candidato,  caso eleito,  pode ser questionada pelo Ministério Público.

 

O Provimento tem por base termos da Lei de Acesso à Informação, que assegura transparência e facilidade de acesso a informações de interesse público. Os juízes eleitorais entendem que, mesmo depois da determinação do Tribunal Superior Eleitoral de que candidato srevelem antecipadamente dados de doadores de campanha,  ainda há uma brecha na legislação eleitoral permitindo a ocultação de informações.

 

Mais da metade dos candidatos que concorrem ao pleito declararam ter recebido altos valores de partidos e  Comitês Partidários.  Esses,  por sua vez, não divulgam antecipadamente os doadores dos seus recursos, ocultando, assim, a verdadeira origem do financiamento.  Essa forma de transferência de recursos ficou conhecida como “doação oculta”. É justamente a reiteração dessa prática que os magistrados objetivam impedir.

 

Veja a lista dos juízes que decidiram baixar oprovimento:

 

 

Para o juiz Márlon Reis, pioneiro na aplicação da Lei de Acesso à Informação em matéria eleitoral, essa é a segunda etapa do processo que leva à transparência no que diz respeito adoações de campanhas eleitorais.  A divulgação antecipada do nome de doadores foi uma grande conquista, mas ainda há muito que ser feito.

 

“A transparência é um requisito da atividade política. Não se pode admitir uma campanha eleitoral em que a origem das finanças que a sustentam não possa ser facilmente conhecida por cada um dos eleitores. Os eleitores, por outro lado, não têm como votar sem saber quem sustenta as candidaturas”, explica o magistrado.

 

A nova medida será adotada,  simultaneamente,  nas Zonas eleitorais dos seis estados de competência dos juízes.  São eles:  Maranhão, Paraná, Tocantins, Mato Grosso, Bahia e Amazonas.

Eleitor de João Lisboa tem mais direitos do que você

Texto publicado originalmente no Blog Adote São Paulo

 

 

João Lisboa é cidade pequena do oeste do Maranhão com todas as dificuldades que uma cidade pequena do oeste do Maranhão pode ter. São pouco mais de 20 mil habitantes, tem um comércio claudicante e está longe de ser o modelo de desenvolvimento urbano como prometido aos seus moradores na época em que se emancipou de Imperatriz, nos anos de 1960. A luta eleitoral para assumir um lugar no Palácio da Gameleira – nome pomposo para o prédio simples que abriga o gabinete do prefeito e secretarias municipais -, também tem cenas que se assemelham a pobreza política deste Brasil. São quatro os candidatos à prefeitura e 96 querem uma das 11 cadeiras na Câmara Municipal, nenhum deles tem em seu plano de governo qualquer proposta que valha análise mais profunda, mesmo assim recomendo ao eleitor paulistano que fique atento com o que está acontecendo por lá e mais algumas pequenas cidades pelo interior do Brasil.

 

Ao contrário dos 8 milhões de eleitores da capital paulista, os de João Lisboa terão o direito de saber, antes de decidirem seu voto, quem são as empresas e empresários que estão financiando as campanhas de todos os candidatos. Isto só foi possível porque o juiz Márlon Reis, um dos incentivadores da Lei do Ficha Limpa, exigiu a divulgação antecipada dos doadores da campanha eleitoral com base na Lei de Acesso à Informação e em princípios de cidadania da Constituição da República, conforme me explicou em entrevista nesta semana. Além de João Lisboa, a decisão do magistrado se estende as cidades maranhenses de Buritirana e Senador La Roque.

 

Para Márlon Reis democracia reclama transparência e informações de direito público não podem ser secretas. Ele lembra que enquanto nos Estados Unidos os nomes dos doadores são revelados em tempo real, aqui se nega ao eleitor o acesso a esses dados elementares. E por que elementares? Porque não se pode mais votar às cegas sem ter noção de quem são as pessoas e grupos interessados na eleição deste ou daquele candidato. Após a iniciativa do magistrado, juízes eleitorais de vários Estados passaram a adotar o mesmo procedimento e, atualmente, a regra já vale em algumas cidades do Paraná, Tocantins, Amazonas e Mato Grosso.

 

Infelizmente, nem o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo nem mesmo algum juiz das zonas eleitorais da cidade demonstraram até agora interesse em tornar públicas as informações sobre os doadores de campanha, apesar destas estarem disponíveis no tribunal desde seis de agosto, data em que candidatos e partidos tiveram de apresentar a primeira prévia da movimentação financeira em suas contas de campanha. Os candidatos, ao menos a maioria, também preferem esconder a informação do seu eleitor, pois poderiam por iniciativa própria publicarem em seus sites o dinheiro que entra para sustentar suas campanhas.

 

Esta aí um desafio que você pode fazer ao seu candidato: ser transparente e divulgar quem financia sua campanha. E um desafio que podemos fazer ao TRE de São Paulo: obrigar a publicação antecipada dessas informações de interesse do eleitor.

Começou a "procissão" eleitoral

 

 

As cenas pelo Brasil de candidatos a prefeito no início da campanha eleitoral – uma delas das quais participei indiretamente, como você lê em post anterior – lembrou-me Procissão, de Gilberto Gil:

 

Muita gente se arvora a ser Deus
E promete tanta coisa pro sertão
Que vai dar um vestido pra Maria
E promete um roçado pro João
Entra ano, sai ano, e nada vem
Meu sertão continua ao deus-dará
Mas se existe Jesus no firmamento
Cá na terra isto tem que se acabar

 

Celulares e smartphones, as drogas contemporâneas

Por Carlos Magno Gibrail

 


Campanha de vídeo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

 

Estes engenhos eletrônicos têm propiciado aos usuários benefícios e vícios. Tais quais as drogas proibidas, sensações e emoções com sequencias de auto-dependência e interferência danosa a terceiros.

 

Como novos elementos a fazer parte da vida atual, são embalados pela utilidade e pelo prazer que fornecem. Entretanto, a certeza futura do aumento de usuários e da intensidade de uso é preocupante. É hora de estabelecer algum ordenamento jurídico e social para que possam conviver civilizadamente em nosso meio.

 

Os fabricantes preveem que até o ano 2020 não existirão mais celulares. Eles serão substituídos pelos smartphones. Portanto, desconsideremos os inofensivos efeitos dos celulares, embora produzindo irritantes incômodos em salas de espera, aeroportos, elevadores e demais locais em que somos obrigados a ouvir intimidades de toda espécie, avançando em nosso direito de pensar, ler ou mesmo de não fazer nada. Vamos aceitar até mesmo a ilegal e perigosa fala ao dirigir veículos.

 

Os smartphones, estes sim, trazem um perigo multiplicado. De acordo com matéria publicada na revista Época sobre o tema, um estudo da Universidade Tecnológica da Virginia, EUA, dirigir falando ao telefone duplica a possibilidade de acidente. Entretanto ao teclar, o potencial de risco é multiplicado por 23. Além disso, diante de um simulador para medir a reação do motorista em diversos estados de atenção, constatou que ao digitar em redes sociais no smartphone o pesquisado teve a reação reduzida em 38%, enquanto quem fumava maconha ficou mais lento em 21% e quem bebeu de 2 a 3 latas de cerveja respondeu 12% mais demoradamente ao estímulo. Portanto, o Smartphone é 100% mais perigoso que o álcool, e 40% mais danoso que a maconha. Descoberta e tanta, digna do Freakconomics quando alertou que piscina mata mais criança do que revólver em casa.

 

Se considerarmos que o Smartphone além de prazer fornece utilidade e a imagem operacional não causa reprovação, seu potencial de uso comparativo com álcool e maconha é bem maior. Principalmente no trânsito caótico que vivemos.

 

É hora de cuidarmos do Smartphone. Antes talvez que nossa ultima frase esteja digitada no próprio, como o da garota americana de 18 anos. Taylor Sauer teclou: “Não posso discutir isso agora. Dirigir e escrever no Facebook não é seguro! Haha”. Bateu no veículo à frente que andava a 25km/h.

 


Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos, e escreve às quartas-feiras, no Blog do Mílton Jung