John Kerry vem aí! E a sua empresa, está preparada?

Por Carlos Magno Gibrail

 

“Não há mal que nunca se acabe e nem bem que sempre dure” –Provérbio popular

O pesadelo Trump está passando, principalmente na esfera de Sustentabilidade. O planeta agradece. Será substituído por gente que acredita, tem crédito e conhecimento para cuidar do meio ambiente e das relações sociais. John Biden ao nomear John Kerry como enviado especial para o meio ambiente sinaliza a importância que atribuirá à Sustentabilidade. 

As metas da ONU para 2030, consubstanciadas nas 169 Metas dos ODS — Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que estavam com poucas perspectivas de serem alcançadas, tomam novas esperanças.

Oportunamente, a reportagem do jornalista Renato Krausz, diretor da Loures Consultoria, publicada na revista Exame, é explícita para entender a mudança de cenário que o mundo civilizado espera vivenciar.  

Há um ano, o PGNU — Pacto Global das Nações Unidas realizou pesquisa em 99 países com 1.000 CEOs e extraiu que 92% deles consideravam a Sustentabilidade importante para os seus negócios, mas apenas 48% afirmaram que ela estava sendo implantada em suas empresas. Desses, apenas 21% sentem que a empresa tem papel fundamental para alcançar os ODS — Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

Krausz lembra que o papel das empresas para o alcance dos ODS é fundamental, e por isso o início da década de 2020 já sinalizava que o mundo não estava caminhando na rota certa, e que em dez  anos as metas não seriam alcançadas.

Por isso, ao constatar a epidemia da Covid-19, que evidenciava a necessidade de ações diretas, foi lançado pelo PGNU o “Leadership for the Decade of Action” —  Liderança para a Década de Ação. Um documento para acertar a rota das organizações através da ação de seus CEOs.   

O PGNU fez um extenso e profundo estudo para mapear os atributos, a origem e a tipologia  dos líderes das corporações que estavam aplicando com sucesso as práticas ambientais, sociais e de governança para transformar a realidade de seus negócios. 

Foram buscar em todos os continentes, e elencaram 55 CEOs e membros de Conselhos, considerados pioneiros na ação com o meio ambiente, com as práticas sociais e de governança — ESG Environment Social Governance.   

A pesquisa detectou 4 atributos destes CEOs:

– Pensamento multinível

Inclusão de stakeholders nas decisões

Ativação de longo prazo

Inovação disruptiva

O estudo encontrou as origens destes CEOs

Born believers — desde a infância com paixão por aspectos ambientais e sociais

Convinced — desenvolveram durante a carreira o interesse pela sustentabilidade

Awoken — passaram a ter interesse na sustentabilidade devido a algum fato marcante, ou experiência significativa

E quanto são esses CEOs?

Born believers  45%

Convinced”      43%

Awoken           12%    

Evidentemente para nós brasileiros essa nova perspectiva é uma esperança na mudança de atitude com relação à Sustentabilidade que a política atual do país tomou. Precisamos retomar a valorização daquilo acima definido como ESG Environment, Social, Governance, e voltar a liderar as posições que nos cabe como reserva ecológica do planeta.

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.     

Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção são as armas para a Covid-19

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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No momento em que alguns especialistas em motivação e autoajuda focam a crise como se fosse algo em que alguns mais competentes estão indo bem enquanto outros estão fechando seus negócios, é conveniente não se precipitar no julgamento.

 

É preciso entender que há segmentos da economia com real problema. Por exemplo, os serviços de cuidados pessoais foram paralisados totalmente, e o renascimento independe de vontade própria.

 

Evidentemente que o varejo que vende produtos semiduráveis e duráveis e não se digitalizou está pagando o preço da miopia de marketing.

 

Entretanto, vale agora, agir racionalmente.

 

Dentro deste prisma vemos um caminho a seguir através dos elementos que compõem o Pacto Global da ONU, que propõe atuação nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção — o que equivale dizer que as corporações precisam assimilar o Homem e dar a ele a centralidade.

 

São 10 Princípios Universais:

  • Princípio 1 e 2, RESPEITAR e ASSEGURAR os Direitos Humanos
  • Princípio 3, APOIAR a Liberdade de Associação e o Direito a Negociação Coletiva
  • Princípio 4 e 5, ELIMINAR e ERRADICAR todas as formas de Trabalho Forçado e Infantil
  • Princípio 6, ESTIMULAR práticas que eliminem discriminação no emprego
  • Princípio 7, 8 e 9, ASSUMIR, DESENVOLVER e INCENTIVAR práticas proativas para os desafios ambientais
  • Princípio 10, COMBATER a Corrupção em todas as suas formas

São Princípios criados em 2.000 por Kofi Annan e hoje presentes em 160 países, incluindo o Brasil, mas, como se constata, a sua aplicação ainda é restrita a uma pequena parcela de empresas. O que se destaca é que essas corporações têm colhido os frutos da observância do Pacto Global. Não pela preferência dos consumidores, pois ainda não há conscientização universal suficiente, mas pela efetividade dos resultados operacionais. Afinal, a aplicação dos Princípios gera a sustentabilidade ampla, além da flora, da fauna e de todos os recursos naturais, centraliza o ser humano onde sempre deveria estar.

 

O cenário agora vivenciado pela ação do corona vírus está acelerando mudanças que viriam em ritmo mais lento, como a digitalização, hoje obrigatória para o varejo.

 

No âmbito das relações humanas e ambientais a aplicação do Pacto Global é indubitavelmente uma oportunidade para o significado das empresas e suas marcas. O ritmo lento imprimido até então para a inclusão das corporações na ação sustentável deverá se modificar, ganhando impulso. Embora poucos, já temos bons exemplos, além dos primeiros ícones como Natura, e dentro de setor dos mais problemáticos, que é o segmento do vestuário.

 

A Malwee através de seu CEO Guilherme Weege informa que a sua empresa está entre as 20 melhores do mundo em Sustentabilidade, possuindo até linha de montagem em presídios. A Marisol, segundo Fernando Lucena, Diretor, mudou o tratamento “consumidor” para “usuário” tendo em vista a economia circular.

O tema tende a se alastrar positivamente. Por isso estaremos em LIVE a convite da bióloga Angela Garcia da Manancial Sustentabilidade, hoje às 21 hs no @angelapegarcia

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: é hora de refletir nosso conceito de sucesso, diz Dario Neto do Capitalismo Consciente

 

“A gente está vivendo um momento da história onde é importante ser mais, fazer melhor e ter menos” — Dario Neto

A Covid-19 é a pior crise já vivida neste século e levou empresas a acelerarem transformações que estavam em curso, não apenas da digitalização dos canais de venda, mas também das agendas de consciência dos negócios. A opinião é de Dario Neto, diretor geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, que falou sobre os impactos que as crises humanitária, sanitária e econômica, vividas a partir do aparecimento do novo coronavírus, terão na forma de se liderar organizações e se pensar as empresas.

“A melhor maneira de fazer o bem é fazendo o bem. Então, nesse momento, compaixão e empatia, por mais que pareçam um contraponto às necessidades e à escassez que nos ronda, é aquilo que vai diferenciar os negócios, que vai prosperar mais ou menos depois desse momento”

Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Dario Neto explicou que o conceito do capitalismo consciente surge a partir da indignação do professor indiano Raj Sisodia que assistia a empresas americanas investirem mais em publicidade e marketing do que o PIB da Índia.

 

Sisodia se juntou a Jaf Shereth e David Wolf — e mais tarde recebeu o apoio de John Mackey, CEO da Whole Foods —- em estudo acadêmico que identificou que era possível manter alta reputação e fidelidade dos clientes investindo menos em marketing e lucrando a partir de quatro pilares: propósito maior, cultura consciente, liderança consciente e orientação para stakeholders.

 

O Instituto faz o mapeamento de boas práticas que estão sendo desenvolvidas pelas empresas e analisa projetos para a retomada das atividades e a recuperação econômica após a pandemia. Há organizações, por exemplo, que decidiram proteger seus fornecedores e toda a cadeia produtiva estendendo os prazos de pagamento. Com o mesmo objetivo, manter empresas e empregos, o próprio Instituto tem procurado investidores e empresários para ajudarem na sustentabilidade de uma linha de crédito — CoVida-20 — que facilita o financiamento de empresas, especialmente àquelas que não têm as garantias exigidas pelo sistema bancário, com juros de até 0,5% ao mês.

“Criamos um fundo de socorro, já ligado aos pilares do capitalismo consciente e a demanda foi de quase R$ 30 milhões … O desafio é muito grande … O protagonismo através da economia solidária pode ajudar muita gente”

A despeito da sensação de medo e escassez que impera, Dario Neto lembra que estudos mostram que empresas que revelavam “amor e cuidado em toda sua cadeia de valor, decolaram”, após a crise de 2008. Segundo ele, das 500 maiores empresas, listadas pela Fortune, 57% nasceram em períodos de exceção.

“É um processo que vai levar anos. É uma oportunidade muito especial que nós estamos tendo para refletir o que é sucesso para a gente e para a sociedade. Com um PIB projetado que vai retrair talvez 5, 7 pontos, a gente tem um caminho que é talvez pensar de como é que a gente volta a como é que as coisas eram antes o mais rápido possível — e isso vai deixar a gente angustiado — ou a gente tem um caminho que é o de ter a clareza de que o jeito que a gente viveu e consumia, estava levando o planeta para o fim … se sucesso para a gente continuar sendo consumir então a gente não vai mudar esse jogo, né”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados no Jornal da CBN e tem a colaboração de Juliana Prado, Guilherme Dogo, Natacha Mazzaro, Priscila Gubioti e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Daniel Castanho fala das vantagens para as empresas que se comprometeram a não demitir

 

“A empresa está tomando conta do que há de mais nobre, que é o trabalho do seu funcionário” — Daniel Castanho, empresário

Um manifesto apresentado a 40 empresários brasileiros transformou-se em um movimento com adesão de mais de 4.500 empresas que se comprometeram a não demitir nenhum funcionário até o dia 1º de junho, apesar das dificuldades econômicas provocadas pelo novo coronavírus. O empresário Daniel Castanho, um dos criadores do “Não demita”, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN, calcula que 2 milhões de empregos foram garantidos neste período.

 

Esta edição do Mundo Corporativo foi gravada de casa — seguindo as recomendações de isolamento social — com vídeo captado por uma câmera de Iphone e áudio por um aparelho TieLine.

 

Castanho é o presidente do conselho de administração e um dos fundadores do grupo Ânima Educação, que reúne 12 instituições educacionais, mais de 118 mil alunos e cerca de 8 mil educadores. Ele conta que assim como muitas pessoas, assustadas com os riscos que a pandemia poderia gerar, correram aos supermercados para fazer estoques de uma grande variedade de produtos, donos de empresas e executivos imaginaram que seria necessário demitir profissionais para manter suas empresas saudáveis, em um primeiro momento. Porém, foi possível mostrar que a manutenção dos empregos, era um compromisso ético e moral que as empresas deveriam assumir:

“… se você demitir alguém agora, a pessoa não vai ter nem a possibilidade de mandar o seu currículo, nem de sair de casa, então é o momento do empresário não demitir”

No início do movimento, alguns empresário alegaram que não teriam condições de assumir o compromisso de não demitir, porém, mudaram de ideia a partir do instante em que perceberam que seus concorrentes estavam dispostos a manter seus profissionais. Em seguida, viram o impacto positivo que a medida gerava entre seus colaboradores e clientes:

“O movimento gera comprometimento dos funcionários e valorização por parte dos consumidores”

Com base em experiência desenvolvida no comando da Ânima Educação, empresa da qual foi um dos fundadores, Castanho recomenda que os empresários sejam muito transparentes com seus colaboradores. Em 2009 e 2013, por exemplo, o grupo adquiriu instituições de educação que estavam com os salários atrasados e dificuldades financeiras, e decidiu chamar todos os professores e funcionários e abrir os números, o faturamento, a dívida, o tamanho da folha de pagamento:

“Você tem de entender todo mundo como empreendedor, são todos seus sócios naquele momento, são empreendedores arriscando com o CNPJ do outro; então olhe para todo mundo que trabalha na sua empresa como seu sócio e fale com eles como nós vamos reinventar essa empresa com um novo formato e tudo mais … “

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. O programa tem a colaboração de Juliana Prado, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Conarec 2019: da expansão no engajamento empresa-cliente

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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O CONAREC — Congresso Nacional das Relações Empresas Clientes –, que será realizado nos próximos dias 10 e 11, no Hotel Transamérica, em São Paulo, traz expectativas de novidades, moldadas no tema “Expandindo as fronteiras do engajamento”. Serão 250 expositores e painelistas representando 100 marcas aproximadamente.

 

No intuito de obter um trailer, conversamos com uma das participantes do evento, Stella Kochen Susskind, master da pesquisa de mercado, que comanda a startup SKS CX Customer Experience, recentemente entrevistada no programa Mundo Corporativo, da CBN.

 

Stella, fundadora, pioneira e CEO da maior empresa de cliente oculto da América Latina durante 30 anos, manteve atenção total na região de Israel onde surgiram empresas disruptivas que criaram o Waze, o Pendrive, o WeWork, o Wix e até o tomate cereja, entre outros tantos produtos que trouxeram benefícios e melhorias.

 

Estava atenta também às informações que o próprio mercado em que atuava sinalizava:

“Com tantas mudanças nas experiências dos clientes, com omnichannel — convergência de todos os canais utilizados por uma empresa — me perguntava a todo momento: como o mercado de pesquisa não se moderniza no mesmo ritmo? Como apresentar um resultado de pesquisa quase 20 dias após a experiência do cliente? Por quanto tempo os clientes compradores de pesquisa investirão muito em diversas metodologias, de empresas distintas, sem inovação e sem conseguir enxergar os resultados de maneira integrada?”

A presença com o ecosistema das startups israelenses e o desempenho da SKS, reconhecido internacionalmente, originaram um convite da Checker Software Systems, de Hadera, Israel, para trazer a nova tecnologia para o Brasil.

“Além do avanço das startups israelenses me chamando, a decisão de aceitar o desafio veio com uma frase de um cliente durante uma reunião: Stella, você é a pessoa que vai colocar fim nas apresentações de 80 slides só com números e key points sem sentido.”

Com esse estímulo, Stella assumiu a missão de absorver a nova tecnologia, depois de reuniões em Split (Croácia), Roma (Itália) e Hadera (Israel):

“O que mais parecia uma missão para a Mossad se tornou um caso de sucesso. Além de adotar uma metodologia de mensuração mais integrada — assim como a integração da jornada do cliente no universo físico e digital — e inovadora, a inovação é também na maneira de apresentar descobertas às empresas, modernizando de uma apresentação monótona e ultrapassada, que exigia a presença de um pesquisador para uma apresentação de dados. O modelo ‘pesquisa’ mudou. O empresário quer ele próprio acessar em tempo real o que o consumidor está falando de sua marca nos mais variados canais e poder agir baseado no estudo”.

Stella estará, portanto, apresentando as mudanças efetivadas nas pesquisas de satisfação dos clientes, embasada na nova tecnologia assimilada e já experimentada em seu trabalho atual. E, convida:

“Afinal, se com o Waze chegamos sem erro e pelo melhor caminho ao destino, com o que mostrarei no painel a jornada do meu cliente será assim também! Simples, potente e integrada”.

O painel de Stella Kochen Susskind em que mostrará alguns dos temas que foram antecipados para nós nesta conversa será o “Customer Experience a moda de Israel: inovadora, potente e segura”, dia 10 de setembro, às 12h50, na Conarec.

 

Carlos Magno Gibrail é consultor, autor do livro “Arquitetura do Varejo”, mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Mundo Corporativo: mude você antes que a sua empresa mude, sugere Wanderlei Passarella

 

 

 

 

 

“Não espere sua empresa mudar para você mudar. É uma das coisas que eu coloco para os executivos que ajudo a repensar a carreira. Você tem de começar agora pensando que daqui cinco ou dez anos a empresa que você está hoje, tão sólida, pode estar mudando” — Wanderlei Passarella, mentor de executivo

 

 

As mudanças na forma de encarar o mundo e a nós mesmos exigem forte poder de adaptação das empresas e dos seus profissionais. Para entender como é possível enfrentar essa transformação sem estresse e de maneira planejada, o jornalista Mílton Jung, apresentador do programa Mundo Corporativo da CBN, entrevistou Wanderlei Passarella que é conselheiro de empresas, mentor de executivos e coautor do livro “A reinvenção da empresa — projeto Omega”, escrito com Paulo Monteiro e publicado pela editora Évora.

 

 

Para que essa reinvenção ocorra, Passarella recomenda que os profissionais prestem atenção em três aspectos:

 

 

1. Incorporar a tecnologia —- as novidades tecnológicas estão aí para facilitar a sua vida, use-as com equilíbrio sem se transformar em escravo delas.
2. Amplie a base de conhecimento —— saiba que para aprofundar o conhecimento em uma determinada área é preciso expandir a base de conhecimento; os especialistas hoje precisam fazer sinapses, buscar uma relação multidisciplinar.
3. Desenvolva o autoconhecimento —- você vê o mundo lá fora se transformando, mas você pode mudar também e só vai conseguir se trabalhar mais centrado e olhando para si mesmo, em como você encara as coisas e quais são os seus valores.

 

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, na página da CBN no Facebook e no perfil @CBNOficial do Instagram. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 22h30, em horário alternativo.

Sua Marca: comunicar é dar vida para a sua presença

 

 

“Comunicar é dar vida para a sua presença; é fazer com que ela seja percebida” — Jaime Troiano

 

Ao lembrar o Dia Mundial da Propaganda, comemorado em quatro de dezembro, o programa Sua Marca Vai Ser Um Sucesso retoma e renova uma máxima que definiu a propaganda ao longo de sua história: é a alma do negócio. Jaime Troiano diz que se entendermos a propaganda como todas as formas de contato que estabelecemos com os clientes, essa ideia “continua valendo e valendo muito”. Cecília Russo concorda e acrescenta: “o que se ampliou de forma exponencial foram os canais”.

 

Como o assunto é propaganda, eles chamam atenção para duas mentiras que muitas vezes atrapalham a estratégia de empresas e marcas. A primeira, é que propaganda resolve tudo, ou seja, uma boa comunicação seria suficiente, independentemente da qualidade do produto e serviço ou da forma como se relaciona com os clientes. A segunda, vai no sentido oposto: propaganda não resolve nada. Diante de “marcas silenciosas”, as pessoas acabam atribuindo conteúdos que nem sempre são os desejados.

 

Não abra mão dessa ferramenta de comunicação, “as ideias seguem precisando ser contadas e bem contadas”, conclui Cecília Russo.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Invertendo a ordem: a pessoa contrata a empresa

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

  

 

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A startup 99jobs.com chega aos cinco anos de vida com 100 clientes top atendidos em projetos customizados e 2 mil providos com produtos e plataformas tech customizadas ou genéricas. Essas informações, obtidas na elaboração do post anterior sobre as Girls Boss, um braço da 99jobs, me levaram ao tema de hoje, afinal havia duas lições: como empreender com sucesso e como fazer o que ama.
 

 

 

Eduardo Migliano, 25, publicitário, e Diego Ximenes, 24, administrador, gostavam quando criança de perguntar aos colegas e amigos em que iriam trabalhar. Continuaram perguntando e constataram que as pessoas não estavam gostando do que faziam — por elas, pelo trabalho, pelas empresas ou por tudo isso.

  

 

Resolveram mudar o mundo ajudando as pessoas fazer o que amam. Com o princípio de que amanhã pode ser tarde demais, começaram a desenvolver um sistema de informações para saber como é trabalhar nas empresas. Montaram um algoritmo que, segundo eles, sinaliza até 99% das compatibilidades entre pessoa e empresa — daí o nome da startup. Dentre essas compatibilidades destacam-se como a pessoa realmente é, com seus valores, e como é trabalhar nas empresas com seus valores.

  

 

O banco de dados criado possibilitou ordenar expectativas, desejos e valores das pessoas e das empresas, invertendo a busca do trabalho: a pessoa contrata a empresa. O foco nas pessoas energizou o sistema e as motivou, transformando o processo numa comunidade e a mensagem em um movimento a favor do fazer o que ama. As empresas provaram e aprovaram.

 

 

Hoje são atendidas 100 empresas nacionais e internacionais no topo do ranking corporativo, para as quais a  99jobs.com oferece serviços customizados. Ao mesmo tempo fornece produtos de software e aplicativos customizados e genéricos para 200 companhias.

 

 

Para atender esse universo altamente qualificado de  clientes, a 99jobs.com utiliza 35 pessoas que fazem o que amam e ensinam as pessoas a encontrar o trabalho que irão amar. E aconselham: descubra seus valores no trabalho e veja quais empresas tem tudo a ver com você.

  

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

Com tudo, é melhor apostar no Facebook

 


Por Carlos Magno Gibrail

 

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Mark Zuckerberg, presidente e principal acionista do Facebook, empresa que congrega o maior grupo mundial de mídia social, composto do Facebook Messenger, do Whatsapp e do Instagram, teve que se apresentar no dia 10 aos comitês de Comércio e Judiciário, do Senado e no dia 11 ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes, nos Estados Unidos.

 

A acusação central era a influência exercida na votação do Brexit e na eleição de Trump, através da utilização ilegal de dados retirados do Facebook.

 

Concluiu-se que o caso da Cambridge Analytica não foi o único, ao mesmo tempo em que Mark não demonstrou abertura para a regulação. De outro lado se comprometeu a barrar as notícias falsas, embora duvide do sucesso no caso da influência estrangeira.

 

Hoje, na Folha, Helio Schwartsman lembra o aparecimento do “deep fake” graças ao avanço da tecnologia, ao possibilitar reproduções tão perfeitas que irão quase impedir aos técnicos de distinguir o falso do verdadeiro. Ao mesmo tempo ressalta que a linguagem que foi criada para facilitar o entendimento sempre teve que se precaver do falso.

 

Provavelmente o extremo a que se chegou ao aperfeiçoamento para extrair informações e deduções, junto com a falsificação esmerada, equipara-se à grandiosidade do universo alcançado pelas mídias sociais. Em particular ao Facebook, com dois bilhões de usuários no mundo. No Brasil, 80 milhões, correspondente a 40% do total da população, acessam diariamente a rede. Mensalmente, 55% ou 110 milhões de pessoas participam da rede social, das quais 90% usam celulares.

 

A relevância é que essa disponibilidade de plataforma e de acessos tem chamado a atenção de empresas que estão usando o Facebook através de suas fanpages e alternativas comerciais de divulgação.

 

Desde pessoas se conectando e vendendo serviços e produtos entre si até a divulgação paga a partir de R$ 1,00. Antecipando um futuro próximo da criação de um Market Place como já está sendo feito nos Estados Unidos, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia.

 

Entre acreditar na obsolescência e descrença do Facebook, é melhor apostar no potencial de oportunidades que ora se oferece.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung

#ComunicarParaLiderar : comunicação agrega muito valor às marcas

 

 

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Comunicar bem faz bem — é uma das lições que se aprende ao analisar o desempenho das marcas mais valiosas no Brasil, segundo ranking anual BrandZ Brasil, divulgado pela WPP e Kantar Millward Brown.

 

 

Os bancos brasileiros que o digam.

 

 

O Bradesco, segundo na classificação, valorizou 58% de um ano para o outro, enquanto o Itaú, que pulou do quarto para o terceiro lugar, cresceu 42%. As duas marcas estão o tempo inteiro expostas ao público através de campanhas de comunicação em seus mais diversos formatos.

 

 

De acordo com os especialistas da Kantar, a comunicação agrega muito valor às marcas e quem mais se destacou neste quesito foi o Itaú.

 

 

Aliás, os bancos bombaram este ano — foi o segmento que teve o maior crescimento em relação a 2017, com 44% de valorização e representa agora quase 26% do total das marcas mais valiosas do Brasil.

 

 

A alta foi tão expressiva que Bradesco e Itaú se aproximaram do líder da classificação, a Skol, que hoje vale US$ 8,2 bilhões e se mantém no topo por mais um ano.

 

No total, 60 marcas foram avaliadas e juntas representam US$ 65 bilhões:

 

 

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Além da análise de dados financeiros, avaliações de mercado e outras informações objetivas que ajudam na elaboração do ranking, os organizadores também levam em consideração o que as pessoas pensam sobre as marcas que compram — e aqui a comunicação ajuda muito, pois projetos bem elaborados mexem com a percepção do consumidor o que é considerado chave na determinação do valor da marca.

 

 

O pessoal da Kantar mostra que as marcas são uma combinação de desempenho de negócios, entrega de produtos, clareza de posicionamento, e liderança. E põe a comunicação entre os cinco princípios considerados vitais para o crescimento e sucesso delas no Brasil:

 

 

1.propósito muito claro
2.cultura de inovação
3.boa comunicação
4.experiência com a marca
5.amabilidade (atributos emocionais)

 

 

Sou fã de carteirinha deste assunto pois acredito na ideia que marcas, assim como pessoas, que investirem na melhoria da comunicação tendem a ter resultados melhores nos mercados em que atuam. Mais do que isso: ajudam a própria sociedade pois tornam as informações mais acessíveis e transparentes — e boa informação é essencial em meio a confusão de mensagens que vivemos. Ajuda a fazermos melhores escolhas.

 

 

Falamos sobre isto no livro Comunicar para liderar, que escrevi ao lado da Leny Kyrillos, onde apresentamos uma série de estratégias que podem ser realizadas para que empresas e profissionais desenvolvam essa competência.

 

 

Mais um destaque do ranking das marcas mais valiosas:

 

 

O setor de varejo cresceu de um ano para o outro especialmente pelo desempenho de Havaianas — que teve a maior valorização entre todas as marcas avaliadas (+ 156%) —, Magazine Luiza (+ 133%) e Arezzo (+ 101%).

 

 

Reproduzo aqui a explicação de Eduardo Tomiya — CEO da Kantar sobre o desempenho do Magazine Luiza.

 

 

“… o Magazine Luiza vem junto com o movimento forte do varejo omnichannel, apostam no e-commerce, com a vantagem de possuir loja física. A união do e-commerce com o varejo físico demonstrou resultados concretos”.

 

 

E se faço essa referência é para lembrar que a tese há muito é discutida no blog pelo meu colega Carlos Magno Gibrail, basta conferir as participações dele sobre o tema.