Atue onde você tem a capacidade de influenciar

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

 

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Atuar onde você tem a capacidade de influenciar é de certa forma uma ampliação do princípio que está dentro do tema que abordamos há uma semana: “o momento, a pessoa e a tarefa mais importante”.

 

 

Nizan Guanaes, na Folha de ontem, lembrava que no início da crise brasileira dizia que o remédio era focar dentro da empresa onde o empresário tinha o poder e esquecer o que ocorria fora dela.

 

 

Agora, aos primeiros sintomas de melhoria econômica, a sugestão é reforçar a questão do propósito. Se para o vendedor o propósito é encantar o cliente, para o empresário é obter lucro servindo as pessoas e o meio ambiente que participam nesta tarefa.

 

 

A inspiração de Guanaes veio do discurso de Zuckerberg ao voltar recentemente à Harvard, de onde saiu sem diploma, para receber homenagem e o título honorífico.

 

 

O tema foi o Propósito. E consistiu em atribuir à vida de cada um o Propósito individual e o de ajudar os outros a atingirem seus Propósitos.

 

 

Para exemplificar, Zuckerberg recorreu a um episódio de Kennedy em visita a NASA. O Presidente perguntou a um faxineiro que andava com uma vassoura na mão o que ele fazia na agência espacial:

 

 

“Sr. Presidente, estou ajudando a levar o homem à Lua”

 

 

Nizan também ilustrou sua tese com o caso de uma freira americana cuidando de leprosos e um milionário, que ao vê-la ali naquela situação afirmou:

 

 

“Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo”.
Ao que ela respondeu:
“Eu também não”.

 

 

De nossa parte, enquanto os políticos e o poder público, em sua maioria, cunham seus propósitos em interesses pessoais e de ataques aos adversários, sugiro que concentremos nos propósitos sugeridos por Guanaes e Zuckerberg.

 

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: boa governança evita problemas éticos na empresa, ensina Sandra Guerra

 

 

Cada vez mais empresas médias e familiares têm adotado conselhos de administração como uma boa prática para diminuir conflitos de interesse e reduzir riscos que surgem diante de atitudes equivocadas. Para entender como essas experiências podem ajudar inclusive quem tem um pequeno negócio, mas uma grande preocupação com sua reputação, o jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN, entrevistou Sandra Guerra, fundadora do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. Autora do livro “A caixa preta da governança – para todos aqueles que precisam entender como o comportamento impacta a sala dos conselhos” (Best Business), Guerra diz que “uma empresa bem governada tem mecanismos claros e precisos de evitar que qualquer atividade da empresa seja feita a revelia, ao arrepio de uma conduta ética”.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

CBN Professional: é possível uma empresa sem chefe e decisões só por consenso?

 

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Mário Kaphan em entrevista foi CBN Professional

 

A busca pelo consenso, inalcançável para a maioria de nós, seja na vida privada seja na profissional, é a razão de ser da Vagas.com desde sua fundação em 1999. Chega a ser difícil entender como isso funciona, especialmente em mercado competitivo no qual reina a meritocracia ou qualquer outra coisa que se pareça com isso. E não pense que ao conversar com um dos fundadores da empresa, Mario Kaphan, ficará mais fácil saber como o consenso pode dar certo: “não temos nenhuma decisão muito relevante que não esteja dentro do consenso, mas já sabemos que o consenso não funciona”.

 

Entrevistei Kaphan por mais de uma hora para o CBN Professional – série de podcast produzida pela rádio CBN em parceria com a HSM Educação Executiva – que já está no ar. Já havia falado com ele um ano antes para outro quadro do Jornal da CBN quando fui apresentado ao sistema horizontal de gestão que impera na vagas.com. Lá não tem chefe, sub-chefe, supervisor de chefe. Todos tem o mesmo poder. Todos, não. Os que conseguem convencer mais, acabam tendo mais poder do que os outros. Porque se as decisões são na base do consenso, quem tiver melhor argumento, leva vantagem. Não é?

 

Antes de começar a ouvir a entrevista com Mário Kaphan, tento explicar como o consenso funciona: eu e você entendemos que é preciso mais um funcionário no nosso departamento; anunciamos a decisão na intranet da empresa; se alguém tiver dúvida sobre esta necessidade, abre uma controvérsia; eu, você e o controverso discutimos o tema; se ninguém sair convencido, ampliamos o grupo de debate; se não houver consenso nada acontece; se nossos argumentos forem fortes o suficientes, o novo colega é contratado.

 

Deu pra entender?

 

Sim ou não, vale a pena ouvir a entrevista completa com o Kaphan, refletir sobre os conceitos e conhecimentos construídos ao longo desses 17 anos e pensar se alguns deles podemos incluir no nosso negócio; na nossa vida. Se ainda está em dúvida, saiba que os resultados da Vagas.com até agora têm sido muito bons, mesmo diante da crise econômica que passa o Brasil, este país no qual a busca pelo consenso está impossível.

 

Mundo Corporativo: “educação é o grande desafio da nossa geração”, diz Antonio Batista, da Fundação Dom Cabral

 

 


 

 

As empresas e os negócios precisam estar atentos as mudanças que o mundo sofre em seus diferentes campos: seja no enfrentamento de crises éticas, como aqui no Brasil; seja diante da questão do terrorismo em outros países; seja pela própria tecnologia que impacta emprego, trabalho e riquezas. Para o presidente executivo da Fundação Dom Cabral, Antonio Batista da Silva Jr, é imprescindível que se entenda que “a educação é o grande desafio da nossa geração”. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Batista nos ajuda a pensar sobre como as empresas devem agir frente aos desafios que surgem e a necessidade destas construirem legados sociais.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, a partir das 11 horas da manhã, pelo site e pela página da Rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 11 horas, em horário alternativo. Colaboram com o Mundo Corporativo Débora Gonçalves, Juliana Causin e Luiza Silvestrini.

A fórmula de Galló

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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fachada de unidade da Lojas Renner, em foto do site verazaffari.com.br

 

Um executivo que comanda há mais de 20 anos uma empresa centenária, líder do mercado de varejo, que na crise aumenta o número de lojas, o quadro de funcionários e o lucro, certamente tem muito a dizer.

 

Foi o que Mílton Jung foi buscar na recente entrevista realizada no Jornal da CBN, quando conversou com José Galló, o presidente da RENNER.

 

 

Entre receitas, análises e sugestões, destaco aqui alguns pontos:

 

As 120 horas de treinamento ano por pessoa, a agilidade em acompanhar as tendências da moda, oferecendo oito coleções por ano entremeadas de minicoleções, e a atenção nos processos e despesas, são a receita para o sucesso alcançado.

 

Sem demissões e com foco na crise de um mercado oligopolizado entre cinco grandes cadeias, que correspondem a 13% do total da demanda, era preciso buscar a diferenciação dentro do Marketing Mix – Produto, Processo, Pessoas – para usufruir de forma positiva daquele momento. E isso foi feito com categoria, atestada pelo resultado obtido.

 

Agora, diante do “milagre” da economia, quando a inflação de quase 12% chega perto de 4%, o trabalhador que obteve 7 a 8% no dissídio terá um ganho real, que deverá impulsionar o mercado.

 

Resta apenas acompanhar o desenrolar político nacional. A operação Lava Jato precisará acelerar.

 

Adiante, será preciso remover a “medieval” legislação trabalhista que gera 2,5 milhões de reclamações, enquanto nos Estados Unidos são 75 mil e no Japão sete mil ao ano. Ao mesmo tempo em que o varejo tem picos de demanda, que poderá ser atendido pelo trabalho temporário. Esse iria reduzir os preços finais. Além de dar emprego a jovens e aposentados.

 

E, para quem não ouviu a entrevista, também é uma boa acessá-la.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

Mundo Corporativo: “resistência num momento de perdas é muito importante” aconselha Pierre Moreau

 

 

“Você ser uma pessoa organizada e você eleger de forma adequada a sua despesa, é muito importante porque essas pequenas medidas que você toma na sua vida pessoal, acabam interferindo quando você vai investir”. A afirmação é de Pierre Moreau, professor do Insper e sócio da Casa do Saber, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Moreau é um dos organizadores do livro “Fora da Curva – o segredo dos grandes investidores do Brasil e o que você pode aprender com eles”.

 

Diante de desafios profissionais que temos de enfrentar e de crises que venham a ocorrer, Moreau aconselha: “resistência num momento de perder é muito importante”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN e, em horário alternativo, aos domingos, às 11 da noite. Colaboraram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Debora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Murilo Gun sugere mudanças que podem deixar sua empresa e funcionários mais criativos

 

 

“Esse modelo escolar de prova, de gabarito, fez a gente acreditar nunca coisa horrível que é se contentar com a primeira resposta certa das coisas. Todo problema tem mais de uma resposta”. A lição é de Murilo Gun, humorista e professor de criatividade, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Gun é formado em administração, mas sua especialidade é provocar gestores e executivos a desenvolverem ambientes propícios à criação, pois entende que o sistema que funciona dentro das empresas restringe a forma de pensar dos funcionários.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Debora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Rodrigo Rocha fala de como tornar as empresas mais simples e eficientes

 

 

“A gente esta vivendo no caos, e esse caos é exatamente essa enxurrada de produtos, essa enxurrada de informação que a gente está vivendo. Então, empresas que estão criando filtros pra você são as que estão realmente tendo sucesso”. Assim, o diretor de marketing Rodrigo Rocha defende a ideia de as empresas investirem em um sistema de estratégia minimalista para serem mais produtivas e eficientes. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, do programa Mundo Corporativo, da CBN, Rocha descreve os quatro Es que podem tornar as coisas mais simples: elegância, eloqüência, eficiência e êxito.

 

Rocha está à frente da área de marketing do Grupo Amil e a partir da sua experiência no setor corporativo escreveu o livro “Sistema de estratégia minimalista – como quatros Es podem tornar sua vida mais leve e levar a sua empresa ao sucesso” (HSM).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugem e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Jean Soldatelli mostra que o engajamento é uma via de mão dupla

 

 

 

 

O engajamento é um conjunto de conexões racionais e emocionais que gera resultado positivo para o funcionário e para a empresa, em uma relação de mão dupla: “isso é sempre bom de salientar, o profissional tem de ser engajado com a empresa e a empresa tem de ser engajada com o profissional”. O alerta é de Jean Soldatelli, sócio da consultoria Santo Caos, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

 

O consultor explica que, conforme estudo desenvolvido pela Santo Caos, foram identificado cinco pilares que fundamentam o nível de engajamento nas empresas:

 

 

conscientização – o funcionário tem de conhecer a empresa e a empresa tem de conhecer os funcionários que tem.
Compromisso – relacionado ao compromisso e dedicação que o funcionário tem com o trabalho que realiza e a empresa tem com ele.
Pertencimento – o funcionário tem de estar identificado com a empresa e ele não pode ser visto apenas com mais um no grupo ou simplesmente um número na equipe de trabalho.
Orgulho – o funcionário e a empresa tem de estar conectados pelas mesmas causas e valores.
Compartilhamento – o funcionário exerce função que vai além do seu trabalho, tem de ser um recrutador de talentos ou ser um consumidor do produto ou serviço que a empresa desenvolve, por exemplo.

 

 

De acordo com Soldatelli, as empresas costumam trabalhar de maneira pontual com o tema do engajamento e analisam sua performance apenas com um ou dois desses pilares. Porém, para que os resultados sejam efetivos, o nível de satisfação se eleve e a produtividade seja alcança de forma eficiente, é necessário olhar para os cinco pilares.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10, no programa Jornal da CBN, da rádio CBN. Tem a colaboração de Juliana Causin, Carlos Mesquita e Débora Gonçalves

Fator clima é o novo aliado para produção e venda de produtos

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Howard Schultz fundador da Starbucks conta que em junho de 1994 havia começado as férias mais desejadas da sua vida quando foi alertado por Orin um de seus executivos:

 

– “Houve uma séria geada no Brasil. O preço do café enlouqueceu”.
–  “No Brasil? a Starbucks nem compra café do Brasil”.

 

Schultz teve que interromper as férias para enfrentar uma das maiores crises da empresa, diante da subida dos preços ocasionada pela intempérie climática do maior produtor de café do mundo. Mesmo não sendo seu fornecedor.

 

“Não era nada que pudéssemos evitar nada que sabíamos como lidar”.

 

Se em 1994 a justificativa de Howard poderia ser aceita, os fatos recentes da seca na região de São Paulo, ou o rigoroso inverno que ocorreu no sul e sudeste brasileiro, poderiam muito bem ser previstos e considerados. Evitando perdas no caso da seca e obtendo ganhos no caso do frio.

 

É nesta linha que a 11ª edição do The Global Risks, fruto da reunião de Davos deste ano, apontou pela primeira vez as mudanças climáticas como o maior risco global, na frente das armas de destruição em massa e da crise hídrica.

 

Por isso, dia 6 uma equipe do FSB* do G20* se reuniu em São Paulo, com a CVM*, BM&FBOVESPA*, IBGC* e Ambima*, de acordo com nota do Estadão, para ouvir sugestão de empresários quanto a formação de indicadores financeiros relacionados com o clima. O objetivo é que os agentes econômicos gerenciem melhor os riscos climáticos de cada atividade.

 

A boa notícia é que empresas brasileiras já estão engajadas neste processo.

 

A Natura ganhadora em 2009 do Prêmio ECO* de Modelo de Negócio é a primeira do mundo no setor de cosméticos a fazer uma análise ambiental de ponta a ponta em sua cadeia, inclusive de uso do produto.

 

A Duratex, empresa premiada em 2013 com o Prêmio ECO, por Práticas de Sustentabilidade, substituindo a água dos sanitários, previu a crise de água ocorrida em 2014 e adotou o seu reuso.

 

A Fibria venceu um Prêmio ECO com o projeto de Engajamento com seu público de interesse.

 

O desafio é alastrar essas práticas para empresas de outros setores e de todos os portes.

 

Se, por exemplo, no sul e no sudeste as empresas de moda adotassem o clima como parceiro poderiam ter vendido na crise mantôs, sobretudos, botas, etc. como nunca.

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.

 

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“Dedique-se de coração”, Schutz, Howard, São Paulo, Negócio Editora, 1999.
*FSB – financial stability board
*G20 – grupo dos vinte
*CVM – comissão de valores mobiliários
*BM&FBOVESPA – bolsa de mercadorias e futuro da bolsa de valores de São Paulo
*IBGC – instituto brasileiro de governança corporativa
*Anbima – associação brasileira de entidades do mercado financeiro e de capitais
*Prêmio ECO – patrocinado pela AMCHAM e Valor Econômico
AMCHAM – american chamber of commerce for Brazil