Foto-ouvinte: Ataque “antiaéreo”

 

Carro anti-helicoptero

“Um dia derrubo um”. O recado escrito em adesivo, acima da imagem de um helicóptero, chamou atenção do ouvinte-internauta Claudinei Martinez. Assim como eu, ele também não entende o motivo para tal ameaça. Talvez seja inveja dos felizardos que podem se deslocar com rapidez sobre a cidade congestionada; ou um morador muitas vezes incomodado com o barulho desta que é a segunda maior frota do mundo e a maior em número de viagens locais. Por um ou por outro, sugiro que os repórteres da CBN passem bem longe do cidadão do Gol amarelo.

Medos privados em lugares públicos

 


Por Carlos Magno Gibrail

Estradas e aeroportos poderiam despertar gostos e desgostos similares dos brasileiros. Poderiam, mas ao que se depreende das recentes reportagens na mídia não é o que vem acontecendo.

Embora carros e aviões tenham tido frotas cada vez maiores, as avaliações das normas, das condições e das fiscalizações de estradas e aeroportos tem sido mais favoráveis às rodovias do que aos aeroportos.

Não sabemos se devido ao velho medo de voar, ou a questão da capacidade de interpretação e entendimento dos fatos por uma parcela da população, ou ainda a preferência nacional pelo automóvel.

A revista VEJA SP publicou reportagem sobre fiscalização nas estradas paulistas, ressaltando o aplauso dos usuários à aplicação rigorosa da legislação sobre os cidadãos inadimplentes diante do fisco.

João Carlos Rodrigues ficou sem o seu carro por atraso no licenciamento e, segundo a matéria, ficou feliz: “Eu acho bom eles serem rígidos”.

Outro motorista estava com duas crianças e tentou sensibilizar os policiais, que irredutíveis disseram para ele procurar outro meio de ir para casa.

A professora Márcia Felix ia visitar o marido no hospital, mas teve seu veículo retido por atraso no licenciamento. Não há na VEJA nenhuma crítica dela nem de ninguém pelo fato de ficar sem o carro e sem nenhum meio de transporte convencional para sair do posto policial.

A leitora Jessica Costa, entusiasmada, teve sua mensagem publicada na edição desta semana: “É muito bacana ver as leis sendo cumpridas com seriedade”

Outro comentário publicado sobre a reportagem, também não ressaltou o fato de ficar sem o carro e sem opção formal de transporte. André Pedrosa diz: “Acho correta a atuação da Polícia Rodoviária que resulta em apreensões por falta de pagamento. Considero, porém, inadmissíveis a qualidade do serviço e o tratamento dado ao cidadão que após esse infortúnio busca regularizar a situação do veículo.”

Coincidentemente, na semana anterior da reportagem citada, o ouvinte-internauta Julio Tannus enviou e-mail relatando ter seu veículo rastreado e parado por falta de pagamento no valor de R$ 59,00. Às 21hs de sábado, a 400 km da capital, onde reside, foi informado pelos policiais rodoviários que deveria deixar seu carro e providenciar transporte. Precisaria também aguardar a segunda-feira e se dirigir a cidade próxima para efetivar o pagamento, pois este não pode ser feito no posto policial, somente em repartição autorizada para tal.

Passado o medo, mas não o inconformismo, Tannus pergunta: “Por que não posso pagar no ato e ter meu carro devolvido, ou ir até um caixa eletrônico pagar e ter a liberação, ou levar a multa devida e sair com o carro, ou ter sido avisado do valor não pago?”

Por quê?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e escreve às quartas-feira no Blog do Mílton Jung

De penso, logo sou

 

Por Maria Lucia Solla


Ouça “De penso, logo sou” na voz e sonorizado pela autora

Ah, estes tempos estranhos e confusos!

A situação do mundo está na corda bamba. Acontece uma desgraça atrás da outra e a gente lamenta, comenta como se não tivesse nada a ver com isso. Não estou supondo, não imagino; sei como me sentia quando lia uma notícia sobre uma criança ter sido assaltada na rua, até o dia em que meu filho, aos sete anos, foi covardemente assaltado e ameaçado de morte, na rua.

Nunca quis ter um peso ou uma medida para medir o que vivi e comparar com o que vivo. É sempre outro cenário; outros personagens, outra música, outro ritmo, mas não me lembro de ter me sentido tão insegura; tão aprisionada.

Há mais ou menos nove anos, sofri dois atentados com intervalo de quinze dias entre o primeiro e o segundo. Fui perseguida, na primeira vez, por um carro que levava quatro bandidos. Perseguição das boas, porque fui piloto de rally, no Rio Grande do Sul. Passei apuro, mas dei um trabalhão danado e, como demonstra este texto, continuo por aqui.

No segundo atentado eram dois carros coreografando uma armadilha bufa. O primeiro, depois de me perseguir, ultrapassou e freou tentando me encurralar. Eram quatro no carro também dessa vez. Freei a tempo. Tinha sentido tudo, uma fração de segundo antes. Em seguida, o outro carro bateu na traseira do meu e me encontrou mais atenta do que nunca. Não arredei pneu. Tinha percebido o movimento todo. Dois bandidos saíram do carro da frente, dois do carro de trás, e vieram na minha direção; e eu escapei, só Deus sabe como. Desloquei o espelho retrovisor batendo no braço de um deles e voltei para casa a cento e sessenta por hora, viva. Viva, mas destroçada, desrespeitada, aviltada, abusada, covardemente desafiada. Durante mais de um ano não saí de casa à noite. Nada impedia que eu fosse perseguida durante o dia, mas trauma é trauma e a gente não explica; se livra dele o mais depressa que pode.

Hoje, não penso em jantar fora porque não está no meu elenco de prioridades, ser vítima de arrastão e ter que entregar meu celular, documentos, e o anel que me sobrou quando meu apartamento, num décimo-terceiro andar da Alameda Jaú, foi invadido por oito homens armados que acabaram com a minha alegria, com a alegria dos meus filhos, do meu namorado, dos amigos que já estavam lá em casa para uma festa, dos amigos que chegavam e eram depenados – e trancafiados na casa do zelador-, do próprio zelador, dos porteiros, dos moradores que chegavam e saíam de suas casas.

É de parar e pensar, não é?

Não pensar atrelado a ideias petrificadas, não pensar o pensamento bolorento condicionado ao longo do tempo, por sucessos e reveses que se revezam nos nomes e erregês dos atores, seguindo o mesmo roteiro, com começo parecido e final já conhecido.

Há que pensar com o coração expandido, a mente domada, pensar por amor, por boa intenção, evitando a artimanha, a covardia, o medo, o Gersonismo, o fanatismo, o egoísmo destrutivo, o ódio, a mentira, o ciúme, a posse, a manipulação, o barbarismo, o fingimento, a dissimulação, a armadilha, a armadura, a arma, o mal-humor, o aidemim-mismo, a escravidão.

Maria Lucia Solla é terapeuta, professora de língua estrangeira e realiza curso de comunicação e expressão. Aos domingos, escreve no Blog do Mílton Jung.

Quanto choro, ai, quanta agonia

 

Por Airton Gontow

(Nesta marchinha verdadeira,  quem marcha durante o ano inteiro somos nós, o Bloco dos Otários, dos motoristas de São Paulo que passam horas e horas diárias no trânsito. Neste desfile de descaso, nossas autoridades atravessam no Samba e em Sampa, em um verdadeiro Carnaval de incompetência. Sorte que temos humor e, claro, a mídia para comandar nosso grito, não apenas da Avenida, mas também nas ruas e ruelas de São Paulo…)

Quanto choro, ai, quanta agonia.
Mais de 100 mil palhaços no piscinão;
Motorista está chorando pelo descaso das autoridades.
No meio da Marginal.

Foi ruim sofrer outra vez
Tá terminando o dia
E o trânsito ainda não melhorou.
E sou aquele cidadão
que paga impostos
como o IPVA, meu senhor!

Os mesmos caras de pau
Que escondem a verdade
Eu quero acabar com a impunidade!
Vou protestar agora, não me leve a mal, não é Carnaval…
Vou protestar agora, não me leve a mal, não é Carnaval…

Contra promessas, Mapa de Rotas é saída para bicicleta

 

Bicicleta na pista

Foi com satisfação que comecei a ler a entrevista do secretário municipal de Desenvolvimento Urbano Miguel Bucalem, na Época São Paulo, edição de março, que está nas bancas. A manchete era convidativa: “Os carros serão usados apenas como opção de lazer”. Era do tipo pingue-pongue, pergunta e resposta, e logo soube que estão nos planos da prefeitura a entrega de 100 quilômetros de ciclovias até 2012, melhoria da circulação dos pedestres e novos corredores de ônibus, além de um planejamento voltado para 2020.

Quatro páginas e 18 perguntas depois caí na real. Ao ser perguntado sobre o que realmente seria entregue até o fim deste ano, Bucalem tascou: “O Complexo Padre Adelino – três viadutos com intersecções que levarão os motoristas provenientes de ambos os sentidos da Radial Leste a acessar a Avenida Salim Farah Maluf”. Motoristas de carro, é lógico.

E as ciclovias? Nem alguns metros dos quilômetros sugeridos? Quem sabe uma faixa exclusiva para os ônibus? Ou ruas privilegiando o pedestre?

Nada disso será contemplado em 2011. Mas, calma, tudo faz parte dos planos para a cidade.

Foi aí que lembrei de um experiente e pragmático editor de política da TV Cultura, Rui Rebelo, cansado de ouvir políticos prometendo maravilhas para dali quatro, cinco, dez anos: “jogue para o futuro e você nunca vai errar”, dizia ele, apostando no esquecimento do cidadão e da mídia para as promessas de médio e longo prazos.

A cidade dos nossos sonhos com ambiente urbano organizado, mobilidade garantida e carros como opção de lazer – assim dito pelo secretário à Época SP – estão na promessa deste e dos governos anteriores. Enquanto isso, confinamos os ciclistas a uma faixa que grita em tinta vermelha no asfalto que só deve ser usada domingo das 7h às 14h.

Leia este post completo no Blog Adote São Paulo, na Época São Paulo

Carros levam a melhor, prefeitura faz muro em praça

 

Leio que na CET estudam a criação de pistas coloridas para chamar atenção do motorista de que naquele espaço a prioridade é do pedestre. Uma adaptação a sistema implantado há muitos anos em cidades européias e batizado “Traffic Calming”. O mais próximo que temos por aqui é na rua Avanhandava, onde elevações na pista servem como aviso de que na via a velocidade tem de ser baixa e a atenção redobrada.

Entre o que estudam e o que fazem a diferença é enorme.

Muro na Vinicius de Morais

Veja esta obra que se iniciou em janeiro: um muro de baixa estatura sobre a calçada da praça Vinícius de Morais, na avenida Giovanni Gronchi, vizinha do Palácio dos Bandeirantes – onde fica o Governo paulista. A justificativa da Subprefeitura do Butantã para a construção é o risco que os veículos acarretam às centenas de pessoas que passeiam naquela área de lazer.

Estão construindo um guardrail de concreto que em lugar de defender as pessoas sinalizará aos motoristas a liberdade para acelerar.

Em vez de impedir que os carros andem em velocidade imprópria, decidiram isolar os pedestres e criar uma excrescência do ponto de vista urbanístico. O muro, mesmo com a prometida cobertura vegetal, polui visualmente o local e estraga uma das mais belas praças que se tem na cidade que foi recuperada há cerca de oito anos graças a investimento da iniciativa privada.

Se a intenção é dar segurança às pessoas que reduzam a velocidade máxima e coloquem lombadas eletrônicas para os carros.

O autor da foto acima é o ouvinte-internauta José Rodolfo e em sua mensagem ao CBN SP usou expressões como “absurdo”, “insanidade” e “estupidez”. Sou obrigado a concordar com ele.

A defesa da construção do muro na praça é pautada pela mesma ideia que leva a criação de corredores de ônibus sem ponto de ultrapassagem para não atrapalhar os carros; a investimento de bilhões de reais em novas pistas para automóvel; e ao incentivo fiscal para a indústria automobilística sem nenhuma política para a retirada da frota antiga.

A reportagem sobre as pistas coloridas está no Estadão (leia aqui)

MP pede explicação à Subprefeitura
(publicado às 14:52)

O promotor de Justiça da área de habitação e urbanismo da Capital Maurício Antonio Ribeiro Lopes quer explicações da Subprefeitura do Butantã sobre a obra na praça Vinícius de Morais. Após ouvir a notícia no CBN SP intimou o subprefeito da região a comparecer na promotoria dia dois de março, às quatro da tarde.

O promotor Maurício Lopes está à frente de inquérito civil que trata da conservação das praças públicas na cidade e informa que recebe denúncias sobre a situação dessas áreas pelos e-mails marl@mp.sp.gov.br e pjhurb@mp.sp.gov.br ou pelo telefone 3119-9119.

Prefeitura não desiste e aposta em obras para carro

 

Ligação leste-oeste (Foto Pétria Chaves)

São Paulo parece não aprender a lição e insiste nas obras viárias como solução para a mobilidade urbana. A confirmação da prefeitura de que vai colocar dinheiro público para tornar mais atrativo os anéis viários provocou um congestionamento de críticas que partiram daqueles que consideram um absurdo o esforço do poder público em beneficiar o transporte individual.

Para amenizar o impacto do anúncio, a Secretaria Municipal de Transportes decidiu dourar a pílula, como se dizia antigamente. Explicou que a implantação do Plano de Anéis Viários tem a nobre tarefa de melhorar a qualidade do ar na capital. Esta lógica não leva em consideração o que ocorre historicamente nos grandes centros urbanos.

Mais obras viárias, mais carros; mais carros, mais poluição.

Para esta equação a prefeitura também tem resposta na ponta da língua. Toda obra viária que ajude a fluidez do tráfego beneficia o sistema de ônibus. Na entrevista do CBN SP com o diretor de planejamento da CET Irineu Gnecco Filho acrescentou que está em estudo a criação de faixa exclusiva na Radial Leste.

Este é um dos eixos que fazem parte do Plano de Metas da prefeitura de São Paulo que promete entregar ainda nesta gestão os corredores “Capão Redondo-Campo Limpo- Vila Sônia” e “Casa Verde-Inajar-Centro”. Quando em seis anos colocou apenas dois corredores exclusivos em funcionamento, difícil crer que estas obras serão prioridade na reta final de governo Kassab.

Ficamos, portanto, com as passagens subterrâneas e túneis planejados pela prefeitura, um deles que pretende dar uma saída para a avenida Roberto Marinho em direção ao ABCD paulista. Tem outro que estará na avenida Sena Madureira sob a rua Domingos de Moraes, ligando a Ricardo Jafet e a rodovia dos Imigrantes.

Gnecco Filho afirmou que o Plano de Anel Viário começou em 2005 e algumas medidas foram adotadas. Um exemplo, foi a retirada de fárois em trechos do eixo que começa na Praça Campo de Bagatelle, na zona norte, e segue até Interlagos, na zona sul. Neste corredor foi feito uma passagem subterrânea para eliminar um dos gargalos no trânsito que era o acesso ao aeroporto de Congonhas.

A CET defende que as medidas adotadas até agora, somando-se a restrição dos caminhões e ônibus fretados em algumas vias da capital, já surtiram efeito no tamanho dos congestionamentos da capital. Segundo Gnecco Fº, com um milhão de carros a mais nas ruas, São Paulo teria registrado em 2010 os mesmos índices de 2007.

O dirigente informou que a prefeitura ainda não sabe quanto vai gastar para realizar todo este plano de anel viário, o que causa estranheza para quem diz ser este um planejamento que se iniciou há seis anos.

Ouça a entrevista com o diretor de planejamento da CET Irineu Gnecco Fº, nno CBN São Paulo

Ouviu-se pouco apoio a proposta da prefeitura de São Paulo. No jornal Folha de São Paulo que publicou a informação nessa segunda-feira, Horácio Figueira não mediu palavras: “É uma ideia de jerico”. (leia mais aqui)

No Jornal da CBN, o urbanista e arquiteto José Fábio Calazãns disse que a proposta apenas vai gerar mais congestionamento na capital paulista. Na conversa com Heródoto Barbeiro ele propôs uma mudança de foco nos gestores públicos

Ouça a entrevista de José Fábio Calazãns, na CBN

O plano da prefeitura vai na contramão da ideia discutida com a Câmara de Vereadores no ano passado durante seminário que propôs estudo para a criação de um Plano Municipal de Mobilidade. A Rede Nossa São Paulo que esteve a frente do debate informa que como resultado do encontro foram destinados R$ 15 milhões no Orçamento da cidade para o desenvolvimento deste plano que pretende beneficiar o transporte público – jamais incentivar o uso do automóvel.

Nem mesmo vereadores da base do prefeito Gilberto Kassab aliviaram às críticas. Aurelio Nomura (PV) que assumirá o cargo nesta terça-feira, no lugar de Penna, eleito deputado federal, disse que esta não deve ser uma prioridade da atual administração que deveria se preocupar com medidas que não incentivassem ainda mais o transporte individual.

Ouça a entrevista do vereador Aurelio Nomura (PV)

Pelo visto, há quem tenha se apaixonado pela ideia da ampliação da Marginal Tietê e está disposto a partir para novas aventuras urbanas com alto custo para o bolso e para a qualidade de vida do cidadão.

Beijing restringe licença para novos carros

 

Beijing tem pouco mais de 17 milhões de moradores (penso que a expressão ‘pouco mais’ possa soar irônica) e frota que bate os 4,5 milhões de veículos. Este congestionamento de pessoas e carros não costuma dar muito certo – quem mora em São Paulo conhece bem a história. A capital chinesa tem o que especialistas consideram o pior trânsito do mundo. Por isso, o governo municipal está prestes a tomar medidas drásticas para conter a circulação na cidade.

Nos próximos meses, carro novo apenas se o motorista der sorte. Das cerca de 700 mil licenças concedidas por ano, serão sorteadas somente 240 mil, das quais 88% para carros particulares e o restante para veículos comerciais e instituições públicas. A frota oficial também ficará congelada nos próximos 5 anos.

Carros com placas de fora da cidade não poderão entrar em área central das 7h às 9h e das 17h às 20h, durante a semana.

Vai ficar 10 vezes mais caro estacionar na “zona azul” chinesa e o tempo de parada será reduzido pela metade, de acordo com as novas medidas. Em lugar de 2 yuan por meia hora, o estacionamento rotativo vai custar 10 yuan por apenas 15 minutos.

As mais duras medidas de restrição a circulação de carros na capital chinesa já causaram um primeiro efeito: a compra de “Zero Quilômetro” bateu recordes no mês de novembro, alcançando 95 mil unidades. São os chineses atualizando a frota antes que a lei entre em vigor.

Ao menos por lá, existem 300 quilômetros de trilhos disponível para quem prefere usar o metrô.

A titulo de comparação. A cidade de São Paulo tem em torno de 11 milhões de habitantes, frota que deve passar dos 6 milhões de carros e não mais do que 70 quilômetros de metrô. Na capital paulista, além de restringir caminhão e ônibus fretado, a medida mais drástica adotada pela prefeitura foi o rodízio municipal em vigor desde 1997. E a venda de carros continua um sucesso.

Foto-ouvinte: Quem é o dono ?

 

Carro oficial

É carro oficial, do Poder Executivo e tem placa 001. Mas o ouvinte-internauta Marco Antonio Pinto gostaria de saber de que lugar, pois não há nada que identifica o veículo estacionado próximo da Secretaria de Esporte e Turismo, na praça Antonio Prado. O que o incomoda é que assim não há como reclamar a ninguém quando o motorista resolve parar em local proibido, andar na faixa exclusiva de ônibus ou acima da velocidade permitida. Quem puder ajudar, deixe a informação aqui no Blog
 

Foto-ouvinte: Buraco da Geórgia “come” roda

 

Buraco da Geórgia

Este buraco na rua Geórgia engoliu a roda e levou junto o eixo dianteiro de um carro, informa a jornalista e ouvinte-internauta Paula Calloni. A motorista, amiga dela, bateu a cabeça e fez um corte nas costas. Paula foi até lá e conversou com moradores e funcionários de prédios vizinhos ao local e ouviu de um deles: “A prefeitura tá esperando o prédio cair dentro do buraco, pra resolver”. Ela saiu de lá questionando o que o cidadão pode fazer em um caso como este, pois algumas seguradoras se negam a ressarcir os prejuízos causados por “acidentes ambientais˜.

Minha sugestão: acione a prefeitura pelo Juizado Especial, antigo “Pequenas Causas”.

Ouça a sugestão de um especialista: Ciro Vidal, da Comissão de Assuntos e Estudos sobre Direito Viário da OAB-SP.