Conte Sua História de São Paulo: os passeios com meu avô na praça do Municipal

 

Por Raul Magliari

 

 

Tenho 65 anos e sou paulistano com muito orgulho. Nasci na Rua Tamandaré próximo a Rua do Glicérico, Rua da Glória e a Lava-Pés — local onde existia uma escola de samba que saía ali da rua Sinimbu. A sede da escola ficava do lado de uma carvoaria — sim, vendiam carvão de carroça, nunca vou esquecer! Tinham também os campos da várzea do Glicérico ao lado da Igreja da Paz, onde fiz a primeira comunhão.

 

Estudei “Bacurau” — o espirita — no Grupo Escolar Cruzeiro do Sul, que ainda funciona com as mesmas características, que ficava ao lado do Morro do Piolho onde eu empinava pipa e jogava bola após as aulas —- que saudades. Lembro ainda que no fim da rua espírita — era uma rua sem saída — tinha uma fábrica de chapéus que se não me falha a memória era chamada Ramenzoni.

 

Freqüentei muito, levado por meu avô, a praça em frente ao Teatro Municipal onde tem a fonte com cavalos — acho que é a praça Ramos de Azevedo — e lembro das palmeiras que eram imensas. Tinha o bonde que ia até a Praça Clóvis Bevilaqua — andei nos dois tipos: abertos e fechados. Era sensacional! Depois fui estudar no Colégio Paulistano que era o reduto da classe média da Aclimação — o colégio ficava na rua Taguá, depois virou FMU e hoje deve ser Unip.

 

Como disse, tenho orgulho de ser paulistano da gema, de um local que malhou muitos judas como era tradição até pouco tempo atrás. Hoje, infelizmente, temos que malhar outros judas que anda por ai, que não são bonecos — bem você sabe quem são.

 


Raul Magliari é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é de Cláudio Antonio. Conte você também mais um capítulo da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br

Mundo Corporativo: compliance vivo depende dos líderes, diz Paulo Suzart

 

 

“A ideia é ser um agente de transformação institucional em que todos estarão falando a mesma língua, e que cumprirão as leis dos órgãos reguladores e as leis do nosso país e, também, aquelas normas, os códigos políticos e processos internos da instituição” — Paulo Suzart, especialista em compliance

 

A sequência de casos de corrupção envolvendo empresas e gestores e a consequência desses atos no destino dessas empresas e gestores têm preocupado as organizações  no Brasil como nunca antes ocorreu. Apesar de o tema que é internacionalmente conhecido por compliance já fazer parte do cotidiano das maiores empresas do mundo, tendo se iniciado nos Estados Unidos ainda no século passado, parece que apenas agora o assunto tem sido tratado com maior profundidade pelas corporações aqui no país. Sem dúvida, o fenômeno vem na esteira das investigações da Lava Jato e nas perdas incalculáveis causadas a algumas das empresas que eram consideradas gigantes nacionais. 

 

Diante dessa realidade, o programa Mundo Corporativo entrevistou Paulo Suzart, do escritório Hage, Navarro, Fonseca, Suzart & Prudêncio Consultoria em Compliance, para entender quais as principais ferramentas que vem sendo usadas pelas empresas para impedir irregularidades de toda ordem. Suzart falou sobre a importância do compliance officer — um profissional com a missão de garantir que todos os procedimentos realizados pelos funcionários estejam de acordo com os regulamentos internos e com as leis externas à empresa.

 

O consultor também alertou para a necessidade de os líderes estarem engajados na ideia para que a cultura do compliance seja implantada:

 

“O mais importante é: boa vontade da alta administração. Sem isso não vai ter um compliance vivo”

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido no site e nas páginas do Facebook e do Instagram da CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Guilherme Dogo, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Sua Marca: tecnologia não pode desconectar a marca das pessoas

 

 

Ao mesmo tempo que as marcas ganham em produtividade e eficácia ao digitalizar seus serviços, devem estar atentas para o risco de se distanciar do seu consumidor. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo que, em conversa com Mílton Jung, no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, falam de algumas iniciativas que têm sido adotadas no sentido de as empresas não perderem esse contato que é importante para o negócio.

 

Um exemplo é a tentativa do Banco Bradesco em criar uma assistente digital batizada com nome feminino, BIA, que nada mais é do que a sigla de Bradesco Inteligência Artificial: “a BIA é um movimento nesta direção: criar proximidade para algo distante e frio; aquecer a relação”, diz Troiano. O próprio Waze, com a possibilidade de se escolher o tom, o sotaque e o sexo da voz automatizada, é uma tentativa de tornar essa relação mais humana.

 

O desafio dos profissionais de branding é entender que ainda somos pessoas que se relacionam com pessoas, mesmos que sejam pessoas-robôs.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar às 7h55 da manhã, todos os sábados, no Jornal da CBN

Conte Sua História de São Paulo: nosso quarto e cozinha na Vila Medeiros

 

Por Marcia Lourenço
Ouvinte da CBN

 

 

Minha história começa na chegada a São Paulo de duas famílias, uma portuguesa e outra italiana, meus avós paternos e maternos, respectivamente. Meus pais se conheceram no bairro da Moóca, onde moravam — e também trabalhavam como tecelões, em uma das inúmeras tecelagens do bairro, nos idos dos anos 1950.

 

Depois de casados, já com minha irmã Terezinha nascida, resolveram ter sua própria casa. Com pouco recurso, tiveram que procurar lugares mais distantes pra morar, literalmente, além-rio… Com muito esforço, compraram um terreno na Vila Medeiros, Zona Norte da Capital, em uma rua sem nome e sem saída, mas muito tranquila, familiar e acolhedora.Não havia transporte público, rede de água e esgoto, asfalto —- era um bairro em formação.

 

Foi nesse cenário que nasci, em outubro de 1959, já na casinha tão sonhada pelos meus pais, construída em mutirão familiar aos fins de semana, onde minha mãe, Dona Júlia ainda vive. O presidente era Juscelino Kubitschek. Por esse motivo ganhei o nome de uma de suas filhas — Márcia —, sugerido pela minha avó que ajudara no parto.

 

Nossa casa era apenas um quarto e cozinha; o banheiro ficava no fundo do grande quintal de terra, onde tínhamos bananeiras, sempre carregadas de banana ouro, que eu amava comer escondida dentro do guarda roupa, onde eram colocadas, envolvidas em jornais para amadurecer. Andávamos muito a pé, cortando caminho pelos vários campinhos que, aos domingos, eram muito usados em animadas partidas de futebol.

 

Meu saudoso pai, Sr. Olindo, por sua vez, jogava malha aos sábados, prática muito comum na época, assim como a bocha. Por vezes, eu o acompanhava ao Clube Thomas Mazzoni e a outros Clubes de malha, para assistir às suas partidas, que lhe renderam alguns troféus e medalhas.

 

Era motivo de alegria a chegada de circos, parquinhos que se instalavam em algum campinho perto de casa. Até os adultos vibravam com a chegada deles. O Parque Shangai era também um passeio que nos encantava. Fiquei muito decepcionada quando foi desativado, ainda na minha infância.

 

Mas quando se aproximava o Natal… a extinta Lojas Pirani, na Av. Celso Garcia, era passeio obrigatório. Ali, para nós era um sonho, luzes de Natal, brinquedos, Papai Noel, enfim… Ver tudo aquilo era o nosso maior presente.

 

E o que falar dos passeios de trem, saindo da Estacão da Luz ou Praça Roosevelt?

 

Paro aqui, no final dos anos 1960. Mas minha história segue, nesta Terra da Garoa, a bordo do Trem das Onze, nessa cidade onde fui e sou muito feliz.

 

Marcia Aparecida Lourenço da Silva é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio e a narração de Mílton Jung. Conte a sua história da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br.

Sua marca: use o branding para se livrar de erros que atrapalham seu negócio

 

 

O branding é importante para libertar os gestores de ao menos cinco erros comuns no desenvolvimento de uma marca:

 

  • a inconsistência
  • o achismo
  • a vala comum
  • o preço
  • a ingenuidade

 

A opinião é de Jaime Troiano e Cecília Russo que participam do quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, apresentado pelo jornalista Mílton Jung. Baseados na experiência de 25 anos nesse mercado, eles ensinam que um bom planejamento é aquele que analisa a concorrência, mapeia as diferenças de sua marca, as necessidades do consumidor e cria caminho único e diferenciado para o produto ou serviço.

 

O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de São Paulo: orgulho de ter nascido, crescido e envelhecido na cidade

 

Por Sérgio Paulo Böemer

 

 

Em junho de 1963, uma jovem parturiente, moradora do longínquo bairro de Arthur Alvim, dá à luz a um menino do hospital conveniado com o antigo IAPETC – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas, localizado no Ipiranga, hoje Hospital Leão XIII. Nascia um dos maiores amantes da cidade de São Paulo.

 

Posteriormente, a família se mudou para o bairro do Brás, quase divisa com o da Mooca —- era na Mooca que ficava a escola estadual – a E.E.P.S.G. “Antonio Firmino de Proença”, até hoje em atividade – a qual frequentou do jardim da infância a sua formatura no colegial — ou seja, por mais de 14 anos.

 

Um detalhe: ao adentrar na adolescência, por força de mudança do emprego de seu pai, a família mudou-se para o bairro da Casa Verde, na zona Norte, ele continuou a estudar no colégio na Mooca, tendo que se utilizar de duas conduções para ir e duas para voltar à casa, pois naquela época não havia metrô em atividade — estava em construção. Ele e seu irmão eram os únicos alunos a morarem tão longe do colégio. Com a separação de seus pais, o garoto, o irmão e a mãe, retornaram a viver no Brás, para sua alegria.

 

Mais tarde, esse amante da cidade, frequentou as faculdades da Mooca, do Ipiranga, da Liberdade, da avenida Brigadeiro Luis Antônio, na Bela Vista … Forçado mais uma vez a se mudar, seu destino foi Sorocaba, no interior, mas tendo uma namorada nesta cidade, semanalmente, se encontrava feliz em sua amada São Paulo. Na primeira oportunidade, retornou ao Brás.

 

Por amar o centro velho dessa capital, sempre andava pelas ruas Senador Feijó, Barão de Paranapiacaba, Direita, Boa Vista, Líbero Badaró, Xavier de Toledo. Tem orgulho ao falar do Teatro Municipal, dos antigos prédios do Mappin, Light e Votorantin. Se vangloria ao citar as arquiteturas do Palácio da Justiça, na Praça Clóvis Bevilácqua, do Viaduto do Chá, do Minhocão –- hoje elevado Presidente João Goulart, que já foi Presidente Costa e Silva — da Pinacoteca e do Museu de Arte Sacra, ambos na avenida Tiradentes.

 

Tal amante da cidade, sempre que pode, exalta os padres Manuel de Nóbrega e José de Anchieta, que, em 25 de janeiro de 1554, fundaram um colégio para ser o centro de educação e formação dos indígenas para se adequarem ao modo de vida dos jesuítas portugueses. Eles jamais imaginariam que estariam fundando uma das maiores megalópoles do mundo.

 

Bem, pode haver muitos amantes de São Paulo, mas esse menino que tem Paulo no nome, e orgulho de ter nascido, crescido e envelhecido nesta cidade maravilhosa, crê que o lema lançado no brasão do Estado de São Paulo “pro brasilia fiant eximia” (‘pelo Brasil, faça-se o melhor’), sempre será empunhado, por primeiro, por esta cidade.

 

Sérgio Paulo Böemer é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também outros capítulos da nossa cidade: escreva para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: ajude o cliente a tomar a melhor decisão para ele, sugere Guilherme Machado

 

 

“Hoje mais do que nunca o nosso foco é em pessoas, é entender quem é essa pessoa dentro da jornada de compra dela, suas necessidades, dores, para você se apresentar como um educador, não como um vendedor. Hoje, você é um educador onde você empodera o seu cliente para que ele decida o que é melhor para ele”

 

Guilherme Machado, consultor

Entender o cliente para atender melhor é um dos caminhos propostos pelo consultor e palestrante Guilherme Machado entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Autor do livro “Você não vai mais conseguir vender assim”(Editora Gente), Machado lembra que com as mudanças que o mercado, as pessoas e as relações têm sofrido mais importante do que o se vende e para quem se vende é “o problema que você vai ajudar a solucionar”.

 

O Mundo Corporativo é apresentado às quartas-feiras, 11 horas, e pode ser assistido ao vivo no site e nas contas da CBN no Facebook e no Instagram. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Gabriela Varella, Débora Gonçalves e Rafael Furugen.

Conte Sua História de São Paulo: a surpresa que tive em meu primeiro emprego

 

Por David Azevedo

 

 

Quando cheguei em São Paulo, trazia na bagagem poucas roupas, cansaço e um violão companheiro das viagens. Pensava em juntar um dinheiro e voltar para Salvador montar uma banda de rock, mas o destino preparou outra cosia muito boa!

 

Desci em Congonhas, atravessando a passarela, magro e cabisbaixo. Tinha apenas a esperança de mudar de vida. Peguei um ônibus, desci no terminal do Guarapiranga e outro para Piraporinha, em Santo Amaro. Fui para casa de uma amiga que me arrumou um quarto. Ela conhecia a dificuldade que tínhamos em Salvador e, por sua vez, conhecia quem, mesmo com as dificuldades, sempre trabalhou.

 

O primeiro teste foi uma entrevista agendada em uma fábrica de software. Estava muito frio — mas este era o menor dos problemas. Se tinha coisa que eu quase não tinha era experiência em desenvolvimento de software e em manutenção de sistemas e computadores. Claro, fui reprovado. Fiquei triste, decepcionado. E nessas condições, o frio aumenta. Para quem nunca havia enfrentado nada abaixo dos 21 graus, duas calças, três blusas e uma jaqueta eram pouco para suportar os 13 graus que apareciam no termômetro de rua.

 

Mesmo assim não desisti, afinal lembrava sempre que precisava ajudar a mãe , o pai e meus irmãos, lá em Salvador. Com apenas R$ 100, mais o dinheiro da passagem de volta, estava disposto a tentar novamente e novamente… até quando fosse preciso. Cheguei até pensar em ir para a construção civil, trabalhar de cobrador, qualquer coisa já seria melhor que a vida que tinha antes, pois, aqui tinha oportunidades.

 

Em uma segunda-feira, fui para o Google procurar vagas de emprego.

 

Na primeira página apareceu uma na CAST Informática. Mandei o currículo e em poucas horas uma moça do RH, Alessandra, conversou comigo e agendou uma entrevista. E não é que fui aprovado —- novamente no frio, mas com a felicidade que me aquecia. Para minha surpresa logo em seguida fiquei sabendo que a seleção não terminava ali. Havia outra etapa: fazer a entrevista no cliente. No caso um banco japonês.

 

Foi no dia três de outubro de 2008, duas e meia da tarde. A emoção de andar na paulista, entrar em um prédio de quase 100 andares — eu ficava contando as janelas – era sensacional.

 

Fui ao Banco Mitsui, minha prova de fogo, em São Paulo. Era um lugar onde as pessoas, em sua maioria, tinha os olhos puxados, coisa rara em Salvador. Mas me senti em casa. A entrevista foi com o senhor Vladimir, gerente da área, carioca, que gostava de conversar. Tivemos uma bom papo e ele ficou de retornar para a consultoria. Lembro que, no mesmo dia à tarde, tive retorno da consultoria e do cliente. Quanto me perguntaram a expectativa de salário, falei em R$ 1.600,00 — era mais do que o dobro do que já havia recebido em Salvador. Para minha surpresa, eles não só tinham aprovado minha contratação como o salário para a vaga era R$ 5.800,00 — inacreditável.

 

Agora, em uma nova etapa da vida, comecei a conhecer São Paulo e o que a cidade tem a oferecer. Completo dez anos na capital — com frio muita vezes, mas feliz pelo que encontrei aqui.

 


O Conte Sua História de São Paulo tem a sonorização do Cláudio Antonio e a interpretação de Mílton Jung. Envie o seu texto para milton@cbn.com.br.

Conte Sua História de São Paulo: ah, Cambuci, nunca me esquecerei

 

Por Eli Carmo

 

 

Ouço a chuva no fim de tarde — as pessoas reclamam da chuva, eu amo a chuva— lembra a minha infância. Nasci no século passado, início dos anos 1970, no Hospital Nove de Julho, mas vivo na zona Leste de São Paulo a vida inteira.

 

Quando criança, minha mãe sempre levava a gente para a casa dos parentes. Perdi minha mãe este ano, vítima de um AVC. Meu pai já não está conosco há 14 anos. Infarto. Os parentes moravam no bairro da Cambuci. Ah! Cambuci, nunca me esquecerei. Avenida Lins de Vasconcelos.

 

Lembro-me que pegávamos o ônibus, aquele antiguinho da CMTC, e íamos minha irmã do meio e eu — éramos três menininhas —  ajoelhadas no último banco, olhando a paisagem. Como eu gostava de passear na casa dos parentes.

 

Minha vovó, assim a chamávamos, também morava por ali e geralmente íamos em festinhas de aniversário ou para  passar o dia. Tio Toninho morava com ela — que saudades tio!

 

Minha mãe era muito nervosa, a gente não podia fazer nada de errado senão apanhava quando chegasse em casa. Mas minha mãe tinha também seus momentos de nostalgia, ela adorava levar a gente lá na praça da República para ver os patinhos nadando. Ah! Naquele tempo era tudo tão diferente, existia doçura nas coisas.

 

E quando inaugurou o metrô da Sé, em 1978? Eu tinha uns 12 anos e fomos todos, inclusive meu irmãozinho que na época já tinha quatro aninhos, e passeamos para lá e para cá gratuitamente. Nossa, que passeio maravilhoso!

 

Bom, jamais esquecerei também os passeios de escola Íamos no ônibus cantando aquele clássico “vejam essa maravilha de cenário”— Marinho da Vila — brincando com o motorista e com as pessoas na rua, é claro, mas não colocávamos a cabeça fora do ônibus não, a “fessora” chamava atenção.
Nesses passeios, conheci o Zoológico, o Museu do Ipiranga, o Playcenter e até a Teatro Municipal — fiquei encantada.

 

Onde pude levar meus filhos nesses passeios, eu levei. Hoje, já são adultos e trilham seus próprios caminhos.

 

Eli do Carmo é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie a sua história da cidade para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo: o líder ensina as pessoas a pensar, diz César Souza

 

 

 

 

 

“O papel do líder não é ficar ensinando como fazer; o papel do líder é ensinar as pessoas a pensar, ensinar as pessoas a descobrir o líder que têm dentro de si; é criar as condições para que a pessoa se desenvolva como líder e aprenda a ser líder” César Souza, consultor

 

 
O mercado de trabalho tem enfrentado uma escassez de líderes —- realidade que se identifica também no cenário político, na escola e na própria família. O consultor César Souza, fundador da Empreenda Consultoria, que tem se dedicado a analisar o que ele chama de apagão de líderes entende que este fenômeno se deve a falta de preparo das pessoas e dos profissionais para a mudança de época que se vive no momento. No livro “Seja o líder que o momento exige”, Souza diz que existem novas circunstâncias impactando as relações tais como a transição do mundo industrial para o do serviço; do foco no produto para o foco no cliente; da filosofia da propriedade para a economia do compartilhamento; entre outros aspectos.

 

 
Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, o consultor oferece algumas saídas para os profissionais e as empresas se adaptarem a esse novo momento:

 

 

“… esse líder tem de ser mais um líder inspirador do que um líder controlador; o que a gente precisa no futuro e daqui para a frente é um líder que inspire as pessoas não pela autoridade, inspire as pessoas pelos valores, pelo propósito, pelo rumo”

 

 
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo site, pelo Facebook e pelo Instagram da rádio CBN. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e fica disponível no canal da CBN do You Tube. Colaboram com o Mundo Corporativo: Gabriela Varella, Ricardo Gouveia e Débora Gonçalves.