Mundo Corporativo: só mandar não basta, tem de convencer, diz Eduardo Ferraz, consultor de gestão de pessoas

 

 

“Diariamente, a gente tem de convencer alguém sobre alguma coisa, seja da capacidade técnica que a gente tem na empresa, seja da necessidade ganhar um aumento de salário, por exemplo, ou de ser promovido; em casa a gente tem de convencer a esposa, o marido, o filho, os parentes sobre uma viagem ou onde vai almoçar no fim de semana; quando a gente vai lidar com o sócio, a gente está em uma pequena empresa, você tem o tempo inteiro de estar convencendo o sócio, e quem é chefe pode estar pensando: mas eu mando, eu sou chefe. Só mandar não funciona, muito melhor do que comandar ou exigir, você precisa convencer os seus subordinados a melhorar o desempenho. Então, na prática, a gente passa quase todos os dias tentando convencer ou precisando convencer alguém sobre algo”. Constatada essa realidade, o consultor Eduardo Ferraz tem se dedicado a ajudar pessoas a desenvolverem seu potencial de convencimento, tema sobre o qual foi entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

Ferraz diz que é preciso conhecer as características estruturais mais marcantes da nossa personalidade e usá-las ao máximo, assim como temos de ser capazes de ajustar o que está faltando por meio do acabamento para aumentar nosso poder de persuasão. Com base em ensinamentos de James Heckman, o consultor em gestão de pessoas calcula que de 70% a 80% da nossa personalidade é estrutural e o restante, acabamento: “o prédio não muda de lugar, mas você pode mudar o acabamento”. Ele é autor do livro “Gente que convence – como potencializar seus talentos, ideais, serviços e produtos” (Planeta Estratégia).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, no site e na página da CBN no Facebook, às quartas-feiras, 11 horas. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboraram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Luiza Silvestrini e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de SP: desde a chegada dos meus avós, a bordo do navio, em 1888

 

Claudemir Moscardi
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

No ano de 1888, no dia 31 de outubro, chegavam em Santos meus avós: Santi Moscardi e Patrina Moscardi. Casaram no navio de medo do que encontrariam no Brasil. Tiveram 14 filhos, todos na região de Jaguariúna, onde foram enviados para substituir a mão de obra escrava do café. Com a crise de 1929, o café já não valia mais nada.

 

E aí começa minha história

 

Meus avós vieram para o bairro do Ipiranga, na zona Oeste, trabalhar na tecelagem dos Jafet. Meu pai era o caçula, Honório Moscardi, com 21 anos. Casou com Maria Rosa Capone, que também trabalhou no café e nas tecelagens ,no Ipiranga. Tiveram três filhos: Vagner, eu e Antônio Carlos.

 

Vagner se formou engenheiro mecânico com 43 anos.
Antônio Carlos, engenheiro eletrotécnico.
Vagner teve dois filhos homens com Miriam.
Antonio Carlos teve dois filhos homens com Cristina.
Eu, também tive dois filhos: casal, com Regina.

 

Nós três trabalhamos na Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo. Estudamos à noite para mudar de vida. Com muita luta, nossos filhos foram estudar no Colégio Arquidiocesano, ali perto onde hoje tem a Estação Santa Cruz do Metrô.

 

Os filhos do Vagner são engenheiros formados pela Mauá, em São Caetano. Os do Antonio, um está na medicina da USP. Já é cirurgião urologista. Está nos Estados Unidos se aperfeiçoado em transplantes. O outro é designer. Estudou em Milão, na Italia.

 

Minha filha se formou na Escola de Comunicação da USP. É relações públicas. Meu filho, está no quinto ano da medicina também na USP

 

No relato desta família, que começa em meus avós, desembarcando em Santos, e segue no sacrifício de cada um de nós para que nossos filhos se formassem, agradeço a quem nos acolheu: São Paulo!

 

Claudemir Moscardi é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Conte você também outros capítulos da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br.

Rádio Sucupira: “eu sempre disse que Sucupira precisava de um juiz assim”

 

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O prefeito Odorico Paraguaçu se movimenta nos bastidores para soltar um de seus correligionários que está na cadeia, seu Dirceu – o Borboleta. Após pressionar a Justiça local consegue a liberdade do “menino”. Sucupira, esta criação de Dias Gomes, é a cara do Brasil e nos inspira, às sextas-feira, para levar ao ar no Jornal da CBN a crônica política mais bem humorada do rádio brasileiro.

 

Ouça a “Rádio Sucupira” que foi ao ar hoje, no Jornal da CBN: uma produção de Claudio Antonio e Fábio Portugal.

Noel Rosa sabia mesmo das coisas

 

 

Os 80 anos da morte de Noel Rosa, lembrados em reportagem especial no Jornal da CBN, produzida pelo colega Gabriel Sabóia, desta quinta-feira (4/5), trouxeram à memória algumas das mais belas músicas produzidas pelo ‘Poeta da Vila’, que fez muito e fez bem, apesar de ter vivido pouco. Foram mais de 200 letras compostas com tom de poesia, em um dos maiores legados do samba brasileiro. A boemia e seus excessos, porém, deixaram-lhe doente, e de tuberculose Noel morreu aos 27 anos, no auge da carreira.

 

Gosto de uma música em especial, talvez sem a mesma fama de “Conversa de Botequim”, “Fita Amarela” e “Com Que Roupa?”, que levaram o samba para o rádio e até hoje tocam nas emissoras que dão preferência à qualidade. Gosto de “Seja Breve”, que teria sido gravada em 1932 e me foi apresentada por um ouvinte da CBN há cerca de cinco ou seis anos.

 

O ouvinte acabara de acompanhar uma entrevista que tentei fazer com um médico. Era coisa importante. O doutor havia publicado pesquisa em revista científica no exterior. Mestre da ciência, porém, exagerou nas explicações e em seis minutos de entrevista foi incapaz de descrever para mim e para o público o significado de seu trabalho. Era craque na saúde. Não tinha o mesmo desempenho na oratória.

 

Perdemos a oportunidade de esclarecer o assunto, mas ganhei um ‘causo’ para minhas palestras. Pelo Twitter, o caro ouvinte – lamentavelmente não guardei o nome dele – me sugeriu Noel Rosa e a letra a seguir:

 

Seja breve, seja breve
Não percebi porque você se atreve
A prolongar sua conversa mole
(E não adianta)
Seja breve (conversa de teso)
Não amole
Senão acabo perdendo o controle
E vou cobrar o tempo que você me deve

 

A letra reforça a genialidade de Noel. Lá nos anos de 1930, ele já nos ensinava como nos comunicarmos de maneira eficiente nos tempos de agora em que o excesso de mensagem deixa tudo nebuloso e sem relevância.

Charge do @jornaldacbn: “a essência do debate político brasileiro”

 

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Deputados bateram boca e trocaram acusação; funcionários públicos invadiram sala, gritaram e ameaçaram. Essas foram algumas das cenas que marcaram a sessão da comissão especial que aprovou o texto principal da Reforma da Previdência, nessa quarta-feira. O que se assistiu (ou ouviu)  revelou a essência do debate político brasileiro na atualidade em que ninguém tenta entender o argumento contrário e, no grito, busca impor seu pensamento. Ao menos, serviu para inspirar a charge de encerramento do Jornal da CBN produzida pelo Luiz Nascimento, Paschoal Jr e Cláudio Antonio:

 

CBN Debate: sem a Reforma, vai faltar dinheiro para pagar os aposentados?

 

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A Reforma da Previdência tende a passar na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, mas ainda precisa de esforço redobrado do Governo Temer para alcançar os 308 votos necessários no plenário. É emenda à Constituição por isso são necessários três quintos do total de deputados.

 

Nesta altura da discussão ainda há muitos pontos divergentes, e alguns intransponíveis, pois há quem entenda que a reforma é desnecessária, que não há déficit na Previdência e, portanto, dá pra manter tudo como está. Além disso, questionam a legitimidade do atual Governo para promover esse debate.

 

Hoje, o Jornal da CBN, convidou dois dois deputados que fazem parte da comissão especial da reforma para entender seus pontos de vista. O CBN Debates, que teve as presenças de Ivan Valente PSOL-SP e Darcísio Perondi PMDB-RS, se iniciou com pergunta feita por um dos ouvintes: José Luiz, de São Paulo, disse que estava preocupado com a discussão sobre a Reforma e queria saber se havia algum risco de faltar dinheiro para os aposentados, caso não sejam aprovadas as mudanças propostas pelo Governo.

 

O debate completo você ouve aqui.

 

 

 

Conte Sua História de SP: desembarquei no Glicério, no 1º de maio

 

Por Paulo Afonso Pacheco
Ouvinte-internauta da rádio CBN

 

 

As afinidades com a cidade começam com o meu nome e aniversário: sou Paulo Afonso Pacheco, nascido aos 25 de janeiro de 1961, em Guidoval, Minas Gerais, no dia do aniversário de São Paulo.

 

Cheguei aqui em 1º de maio de 1979, um dia marcado por manifestações de trabalhadores metalúrgicos, desembarquei na extinta Rodoviária do Glicério, começando minha Via Crucis por esta metrópole.

 

Morei em Itaquera, Arthur Alvim, Cidade Patriarca, Vila Guilhermina, Penha, Tatuapé, Mooca e agora no Centro Velho descobri meu lugar definitivo.

 

A cidade sempre me fascinou muito, prova disso é que cheguei a morar nos Estados Unidos, mas o amor pela minha São Paulo já não permitia me separar dela.

 

À São Paulo, eu devo o que tenho e o que sou, diria que até muito mais do que sou.

 

São Paulo me deu família e me deu amores.
São Paulo me deu um casal de filhos. Filhos lindos!

 

A cidade que se tornou violenta pelo seu trânsito, ceifou a vida de minha filha Mariana aos 17 anos, em 2013, em um bárbaro acidente.

 

Já que viver é preciso, me coloquei de pé e continuo vivendo, lutando por uma cidade menos violenta, e me apaixonando cada dia mais por esta cidade a qual chamo de maravilhosa sem desmerecer àquela que é dona do título.

 

São Paulo dos meus encantos e dos meus amores, obrigado pela oportunidade que tenho de desfrutar cada dia mais um pouquinho de você!
Obrigado São Paulo porque você existe.

 

Paulo Afonso Pacheco é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Claudio Antonio. Conte outros capítulos da nossa cidade. Escreva para milton@cbn.com.br.

Mundo Corporativo – Nova Geração: “o jovem não quer ter, quer experimentar”, diz Otávio Juliato, do Omelete

 

 

“O jovem está mudando seu hábito de consumo, não quer mais ter coisas, quer experimentar coisas: ele prefere ir a um show ou visitar um amigo na Itália do que guardar dinheiro para ter a casa ou o automóvel; o conceito de propriedade vem mudando”. A constatação é de Otavio Juliato, diretor comercial do Omelete, maior empresa de entretenimento e cultura pop do Brasil, a partir de pesquisas realizadas com as novas gerações. Em entrevista a Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, Juliato falou de estratégias e cuidados que as empresas e marcas devem ter para se comunicar com esse público.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, ou domingo, 11 da noite, em horário alternativo. Colaboram com o programa Juliana Causin, Luiza Silvestrini e Débora Gonçalves.

Charge do @jornaldacbn: “vista a roupa meu bem”

 

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Em meio a tensão do debate da Reforma Trabalhista, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se envolveu em discussão com o deputado Assis Melo (PCdoB-RS) por causa da roupa vestida pelo parlamentar.

 

Melo entrou no plenário da Câmara como se fosse um metalúrgico, com uma roupa branca, avental, luvas e máscara de proteção. Teve o pedido da palavra negado por Maia sob a justificativa que no parlamento só se fala com terno e gravata.

 

O deputado trocou de roupa, falou, reclamou e a discussão dele com Mais inspirou a equipe do Jornal da CBN:

 

Entrevista: juiz do trabalho tira dúvidas sobre mudanças aprovadas na Reforma Trabalhista

 

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A Reforma Trabalhista foi aprovada pela Câmara dos Deputados e traz mudanças importantes na relação das empresas com os trabalhadores. Para tirar dúvidas dos ouvintes, o Jornal da CBN convidou o juiz do trabalho Marlos Augusto Melek, que participou da redação do texto que vai ser encaminhado agora para o Senado.

 

Melek defende a ideia que a reforma não retira direito dos trabalhadores. Independentemente do que você pense sobre o tema, é bom estar preparado e bem informado sobre as mudanças que vêm aí.

 

Ouça a entrevista completa com o juiz Melek: