Conte Sua História de SP: moça, me dá seis médias!

 

Por Rita Sita
Ouvinte da Rádio CBN

 

 

No Conte Sua História de São Paulo, a ouvinte-internauta Rita Sita, natural de Santos, no litoral, compartilha uma das muitas passagens curiosas que enfrentou ao chegar na Capital:

 

Vim trabalhar em São Paulo, em 1992, na avenida Paulista, que era muito chique para uma santista.

 

Já estava por aqui há pelo menos um mês quando fui a uma padaria comprar pão para comermos no lanche da tarde com os colegas, na empresa em que trabalhava.

 

Assim que cheguei pedi seis médias:

 

  • Para viagem ?!?! perguntou a moça do balcão.
  • Sim, vou levar!
  • Vai levar como?
  • Ué, respondi sem entender a pergunta, no saco, é lógico.
  • Moça, no saco não dá não, respondeu em tom de graça.

 

Foi quando lembrei que estava em São Paulo onde média é xícara grande de café com leite; enquanto em Santos, é pão francês.

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, após às 10h30, no CBN SP

Mundo Corporativo: João Cordeiro ensina a eliminar de vez as desculpas e melhorar a perfomance

 

 

A habilidade de colocar a responsabilidade dos problemas nas outras pessoas ou acontecimentos é muito mais comum do que você imagina. Aliás, pesquisas mostram que o nosso cérebro é mais conectado para culpar do que para dar crédito ou perdoar os outros. Portanto, podemos até dizer que essa é uma habilidade natural. Apesar disso, precisa ser combatida, alerta o coach João Cordeiro, entrevistado do jornalista Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, da Rádio CBN. Autor do livro “Desculpability – elimine de vez as desculpas e entregue resultados excepcionais”(Editora Évora), Cordeiro mostra quais são os passos necessários para mudar esse comportamento que contamina as relações e o ambiente organizacional.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site cbn.com.br e você pode participar com perguntas para mundocorporativo@cbn.com.br. O quadro tem as colaborações de Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Conte Sua História de SP: navegava curioso pela Paulista

 

Por Fábio Henrique de Carvalho

 

 

Falar de São Paulo talvez seja mais fácil do que se apaixonar definitivamente pela cidade. Nos meus 40 anos, nasci distante da metrópole, mas desde pequeno tive a oportunidade do convívio com esse lugarzinho cheio de tudo.

 

Na infância, com os tios morando em um prédio na rua Cubatão, em visitas frequentes aos queridos parentes, foi que comecei a me deparar com a grandiosidade do lugar.

 

Navegava curioso pela Paulista, tendo no curso da nau cinemas com filmes que jamais veria em outros cantos. O Vão do MASP era indecifrável naquela infância. Como se sustentava? Livrarias enormes. Gente de outro mundo com a face fechada cruzava meu caminho. Os olhares nunca se cruzavam (até hoje é assim!).

 

E garoava! E mesmo assim ninguém se intimidava. A avenida permanecia movimentada. Capuzes e blusas de cores sortidas decoravam as faixas de pedestres. Os passos não mudavam pela garoa. Eram apressados em qualquer dia e estação do ano. Menos os meus. Os meus eram passos curtos de uma criança. Escutava no caminho sotaques diferentes. Muitos deles eram engraçados. Eu imitava baixinho aqueles tons. Queria guardar só para mim cada detalhe daquele mundo novo.

 

Do chão das calçadas saia vento através de grades que cobriam fossas profundas. Que seria aquilo? Me assustava… E no segundo seguinte já estava me divertindo com a descoberta.

 

Hoje, continuo navegando por São Paulo. Os passos já não são tão lentos quanto os de um menino. Mas ainda busco pelos olhares que tocam o chão e o infinito.

Conte Sua História de SP: os parques que me levaram ao escotismo

 

Por Emerson Beraldo

 

 

Minha mãe tinha casa no Butantã, no Jardim João XXIII, onde crescemos e descobrimos a vida. Meu pai trabalhava no comércio e não tinha muito tempo para dar atenção aos filhos, mas nos domingos de folga sempre nos levava para passear nos parques da cidade que só víamos no horizonte.

 

Zoológico, nossa! Como era longe! Eram duas horas de ônibus até lá. Hoje não gasto mais de 30 minutos.

 

No Parque do Ibirapuera tinham o lago, a Bienal, a Prefeitura (sim ela ficava no parque, onde hoje é o prédio da PRODAN), lá podia subir nas árvores, no monumento às Bandeiras, onde tinha uma placa com os nomes dos Bandeirantes que desbravaram nosso Estado, e ficávamos fascinados com o tamanho do Obelisco.

 

Para pegar o ônibus de volta, passava por uma praça, ao lado do Obelisco, chamada “Escoteiro Aldo Chioratto”, naquela época eu só conhecia escoteiros pela TV e pensava: “um dia vou ser escoteiro”.

 

Já no Parque da Previdência tinha um bosque que em nossa imaginação de criança, se transformava em uma floresta assustadora como nos filmes de terror.

 

Adorávamos subir na antiga caixa d’água em forma de Cúpula, de onde avistávamos a cidade. Sentados nos bancos ao lado da administração víamos o Estádio do Morumbi. Dava até para ouvir o barulho das torcidas em dias de jogos.

 

Em 1986, durante um destes passeios pelo Parque da Previdência, logo ao chegar cruzei com um garoto muito bem uniformizado. Foi a hora, eu e meus irmãos corremos para perto de minha mão e dissemos:

 

– Aqui têm escoteiros! Queremos participar!

 

Foram meses de espera pelo chamado que enfim veio, e no sábado, 28 de março de 1987, estávamos lá, prontos para começar, não tinha ideia que aquilo mudaria para sempre nossas vidas.

 

Mundo Corporativo: Joni Galvão ensina a contar super-histórias

 

 

A história deve destacar valores universais, que possam ser compartilhadas com todas as pessoas, e explorar situações reais, que têm poder de engajar a audiência ao gerar identificação. Essas são algumas das dicas do empresário Joni Galvão especializado em storytelling ou a arte de contar histórias. Em entrevista a Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, Galvão fala da estratégia de comunicação corporativa que tem permitido com que pessoas e empresas fiquem mais próximas de seus clientes e objetivos. Ele é o criador da The Plot Company e autor do livro “Super-histórias no universo corporativo”, publicado pela Panda Books.

 

O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br, com participação dos ouvintes pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

Mundo Corporativo: Artur Bezerra, do Berlitz, ensina que para aprender línguas é preciso entender o contexto

 

 

“( …) antigamente o conteúdo era rei. Hoje, se diz que se o conteúdo é rei, o contexto é Deus. Você tem de entender o contexto onde o aluno está inserido, a corporação está inserida. Então, ele precisa do inglês porque é um executivo? Qual a área funcional dele – a área comercial? Como é que ele vai executar as funções do dia a dia? Negociar com quais culturas?”

 

A afirmação é de Artur Bezerra, presidente do Berlitz Brasil, ao defender a ideia de que para falar outras línguas, não basta conhecer o idioma. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Bezerra tratou das estratégias na preparação de executivos e lideranças, além de apontar as principais barreiras para o aprendizado de línguas estrangeiras.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. Os ouvintes-internautas participam com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Colaboraram com este quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de SP: no tempo em que eu vestia minissaia

 

Por Martha Catalunha

 

 

Estávamos desfrutando de merecidas férias de trabalho e faculdade, eu e minha melhor amiga, quando resolvemos ir ao maior refúgio em área verde paulistano, resultado de um dos primeiros grandes projetos do paisagista Burle Marx e do arquiteto Oscar Niemeyer: o Parque do Ibirapuera, cujo significado em tupi-guarani, curiosamente, é madeira podre. Só o conhecíamos no calor do alvoroço de sábados e domingos festivos.

 

Pensando na tranquilidade idílica que certamente o parque nos ofereceria, após o almoço rumamos para lá. Por sugestão minha, fomos de short medianamente curto, pois naqueles tempos, de saudade indizível, em que eu usava e abusava da minissaia, tínhamos as pernas perfeitamente apropriadas para deixá-las desnudas.

 

Lá chegando, começamos a caminhar tranquilamente em meio à garbosa natureza e seus ritmos buliçosos entre jardins, lagos, as 120 espécies de pássaros lá abrigadas ou migratórias, patos, gansos e marrecos, quando bruscamente, aproximou-se um rapaz de mais ou menos 30 anos que, forçosamente puxou assunto e nos passou a sensação desagradável de uma mente tosca e leviana.\

 

Tentamos deixá-lo de lado, contudo, ele não se fez de rogado e, imediatamente nos convidou a passear em seu carro. Agradecemos, dizendo que queríamos passear a pé pelo parque. Ele se afastou, e, após poucos minutos, passou por nós em seu carro, e nos fez uma abrupta saudação gritando alto e em bom som: – Suas putas!

 

Após nos refazer do susto, olhamos uma para a outra e combinamos nunca mais colocar short, a menos que estivéssemos em uma bela cidade à beira-mar com o imponente sol nos fazendo companhia.

 

Hoje, à luz do presente, em meio a tantas jovens com minissaias, shorts, calças rasgadas com barrigas de fora, grávidas ou não, em todos e quaisquer lugares, embalada em minha total visão libertária, questiono, porque o uso da minissaia estava de acordo com as convenções sociais vigentes, enquanto o short enquadrava mocinhas trabalhadoras e estudantes determinadas, em mulheres que desenvolviam suas atividades remuneradas através da volúpia de seus próprios corpos???

 

Mistérios de uma São Paulo do passado.

 

O Conte Sua História de São Paulo vai ao ar, aos sábados, no CBN SP, logo após às 10h30. Conte você também mais um capítulo da cidade. Envie seu texto para milton@cbn.com.br

 

Mundo Corporativo: Artur Bezerra, do Berlitz Brasil, fale de cultura e aprendizado de línguas estrangeiras

“( ….) antigamente o conteúdo era rei. Hoje, se diz que se o conteúdo é rei, o contexto é Deus. Você tem de entender o contexto onde o aluno está inserido, a corporação está inserida. Então, ele precisa do inglês porque é um executivo? Qual a área funcional dele – a área comercial? Como é que ele vai executar as funções do dia a dia? Negociar com quais culturas?”. A afirmação é de Artur Bezerra, presidente do Berlitz Brasil, ao defender a ideia de que para falar outras línguas, não basta conhecer o idioma. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da rádio CBN, Bezerra tratou das estratégias na preparação de executivos e lideranças, atém de apontar as principais barreiras para o aprendizado de línguas estrangeiras.

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, quartas-feiras, 11 horas, no site cbn.com.br. Os ouvintes-internautas participam com perguntas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br. Colaboraram com este quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Marcel Sacco, da Hershey, fala do mercado de chocolates no Brasil

 

 

“O consumo de chocolate está migrando cada vez mais para o que a gente chama de consumo instantâneo, é um consumo mais individual, onde o consumidor compra para ele, on the go, quer dizer, quando ele está se locomovendo, se deslocando e para ocasiões de consumo que já não são mais de consumo dentro de casa”. A constatação é de Marcel Sacco, diretor geral da Hershey no Brasil, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, da rádio CBN.

 

O Brasil tem o quarto maior mercado de chocolates do mundo e, apesar de estar há 17 anos por aqui, só recentemente a Hershey passou a atuar por conta própria. A mudança de estratégia e as oportunidades de negócios e carreira que existem neste setor foram temas abordados pelo executivo.

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br e a entrevista é reproduzida aos sábados, no Jornal da CBN. Participam do quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Debora Gonçalves.

Mundo Corporativo: Paulo Mól, do IEL, diz que inovação surge do trabalho de equipe

 

 

No passado, imaginava-se que a inovação era resultado do trabalho de um profissional geralmente sentado em sua mesa, isolado e introspectivo, de quem surgiam as ideias geniais. Hoje, se sabe que a inovação surge no trabalho de equipe, portanto, é preciso saber se relacionar com outras pessoas. Para Paulo Mól, superintendente do IEL – Instituto Euvaldo Lodi, ligado a Confederação Nacional da Indústria, trabalhar de maneira cooperativa é fundamental. Na entrevista ao jornalista Mílton Jung, no quadro Mundo Corporativo, da rádio CBN, Mól também fala dos cursos e treinamentos para qualificação profissional desenvolvidos pelo IEL.

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site http://www.cbn.com.br. O quadro é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN. Colaboraram com esse quadro Paulo Rodolfo, Douglas Matos e Débora Gonçalves.