“O aniversário não é apenas uma sinalização do tempo já transcorrido. Mas é o momento em que a marca pode renovar seus compromissos”
Cecília Russo
Comemorar o aniversário de uma marca vai além de celebrar o tempo de existência. É uma oportunidade estratégica de renovação de compromissos e de reafirmar a conexão com clientes, colaboradores e parceiros. Jaime Troiano e Cecília Russo destacaram a importância de as empresas saberem aproveitar esses momentos, no “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, que vai ao ar no Jornal da CBN.
Jaime Troiano destacou a pertinência dessas celebrações, afirmando que “vale a pena porque nós todos respeitamos essas datas em nossas próprias vidas. E marca, muitas vezes, é quase uma pessoa com quem convivemos em nossas vidas”. Além disso, ele apontou que aniversários são momentos ideais para reafirmar o compromisso com clientes e colaboradores, renovando a confiança de que a marca seguirá firme no futuro.
Cecília Russo complementou, dizendo que os aniversários também são uma boa oportunidade para anunciar mudanças importantes na empresa: “Tanto mudanças internas que os colaboradores precisam conhecer, quanto mudanças para o mercado, como uma nova linha de produtos ou presença em outras regiões”. Segundo ela, esse é um momento em que as marcas têm a chance de mostrar que, mesmo com o passar do tempo, estão se renovando e recomeçando.
A marca do Sua Marca
A principal marca do comentário desta semana é o reforço da ideia de que comemorar aniversários é uma maneira de renovar, comunicar mudanças e reafirmar compromissos com o mercado e os colaboradores. Ignorar essa data pode gerar dúvidas sobre o futuro da empresa, enquanto celebrá-la fortalece laços e projeta confiança.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. E a sonorização é do Cláudio Antonio.
Sou a primeira criança brasileira em uma família de judeus fugidos da Polônia por causa do antissemitismo, nascida nesta Pauliceia, chamada “desvairada”. Minha mãe deixou uma pequena cidade, no norte do Paraná, especialmente para dar à luz na Avenida Paulista. Ali, na esquina com a Alameda Rocha Azevedo onde hoje está uma agência da Caixa Econômica e o restaurante Spot, que eu nasci. Um casarão no meio de um jardim, todo verde. Me levaram para o Paraná, porém, São Paulo era o meu lugar.
Viemos, meus pais e eu, para morar na rua Oriente, no Brás. Minha alegria de menina, quase sete anos, era quando chegava o fim de semana. Ai eu voltava para a Avenida Paulista. Para o Parque Trianon. Lugar todo verde, com as árvores muuuito altas, os bancos de madeira, onde sentávamos para respirar o ar puro do lugar. E tinha um prêmio: antes de ir embora, no portão do parque, lá estava o homem do realejo, girando a manivela sempre com a mesma música. Aquele pássaro que saia da gaiola, olhava pra mim e bicava uma folhinha de papel, escolhida entre tantas dentro da caixinha: umas amarelas, outras verdes, rosas e azuis, todas bem clarinhas. Cada vez ele me entregava uma frase mais linda que a anterior. Era tão bom que faz minha felicidade recordar até hoje, cada vez que vou ao Trianon (e vou bastante, pois moro perto).
Sou uma Paulistana (com P maiúsculo) da Avenida Paulista! Orgulhosa desse título, faço coro com o poeta Guilherme de Almeida, na frase escolhida para o brasão da cidade: ”non ducor, duco”! Não sou conduzido, conduzo!
Ouça o Conte Sua História de São Paulo
Tania Plapler Tarandach é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Envie agora o seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br e o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
Entrevista on-line com Antonella Satyro Foto: Priscila Gubiottiu/CBN
“Tudo começa no autoconhecimento. Eu só faço uma transformação na minha própria vida quando sei quem sou, o que trago à mesa e quais são meus talentos únicos.”
Antonella Satyro, consultora e escritora
O ambiente corporativo vive uma era em que o papel do líder vai além da gestão de tarefas. Antonella Satyro, CEO da Universidade Líderes que Curam e autora do livro que leva o mesmo nome, defende que a transformação dentro das empresas deve começar pela autoconsciência dos líderes. Em um cenário de alta pressão e produtividade, muitos líderes se esquecem de algo crucial: reservar tempo para o planejamento estratégico. “O líder está tão focado no operacional que, muitas vezes, esquece de se preparar com perguntas profundas antes de uma reunião. É esse planejamento que traz resultados exponenciais lá na frente”, afirma Antonella.
No programa Mundo Corporativo, Antonella discutiu como o autoconhecimento e a escuta ativa são pilares fundamentais para uma liderança eficaz e humanizada.
A cura do ambiente organizacional começa pelo líder
Antonella destaca que a liderança não é apenas sobre cargo ou título, mas sim uma habilidade que pode ser desenvolvida independentemente da posição ocupada. “Nós, como líderes, precisamos investir no autoconhecimento para nos autoliderarmos. A liderança não é título, não é crachá. É uma habilidade”, diz ela.
Na entrevista, a CEO também abordou o impacto que a saúde mental tem nos ambientes corporativos. Segundo Antonella, cerca de 30% da força de trabalho no Brasil apresentou sinais de burnout em 2022, o que torna o tema mais urgente do que nunca. Ela sugere que as empresas realizem um diagnóstico para entender a saúde mental dos colaboradores e líderes, destacando que “um líder consciente e saudável cria um ambiente de trabalho mais engajado e produtivo”.
Antonella reforçou que, ao transformar a si mesmo, o líder pode transformar o ambiente ao seu redor. “Eu curo meus liderados quando me curo primeiro. A clareza que ganho sobre mim mesmo reverbera na minha equipe.”
A importância da escuta ativa
Um dos pontos centrais discutidos por Antonella foi a escuta ativa, que ela considera essencial para uma liderança eficaz. “O líder deve ouvir mais do que falar”, afirma. Para ela, saber fazer boas perguntas é a chave para extrair respostas mais profundas e promover uma verdadeira conexão com a equipe. “Quando dedicamos tempo para ouvir genuinamente, empoderamos as pessoas ao nosso redor. Um líder que escuta, antes de tudo, cria um ambiente mais aberto e colaborativo”, completa. Antonella defende que a escuta ativa é uma das ferramentas mais poderosas para fortalecer os laços entre líder e equipe, ampliando o engajamento e a inovação no ambiente de trabalho.
O trabalho da Universidade Líderes que Curam
A Universidade Líderes que Curam, fundada por Antonella, é uma escola de educação corporativa focada no desenvolvimento de lideranças humanizadas. Oferecendo programas de treinamento, workshops e mentorias, a universidade capacita líderes de todos os níveis a promoverem ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos. “Nosso objetivo é ajudar líderes a se tornarem agentes de transformação, impactando não apenas suas equipes, mas também a cultura organizacional como um todo”, explica Antonella.
Ouça o Mundo Corporativo
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.
“Quando um commodity é vendido como uma marca, o cenário de negócios muda completamente. Os cuidados com o produto precisam ser ainda maiores”
Cecília Russo
No universo do branding, até mesmo produtos básicos como arroz ou grama podem deixar de ser commodities para se tornarem marcas reconhecidas. Este é o tema do comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo no”Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, da CBN. O debate traz à tona como itens, que à primeira vista parecem indiferenciados, ganham valor ao serem transformados em marcas.
Jaime Troiano explica: “Quando você compra carne com marca, como Friboi ou Frisa, paga um preço mais alto pela confiança na qualidade e no resultado que esse produto oferece”. Cecília Russo complementa: “Commodities, como arroz, deixam de ser apenas produtos comuns quando ganham um nome, como o Arroz Tio João. A partir desse ponto, entram em um novo patamar de diferenciação”.
O programa discute como a transformação de commodities em marcas requer um cuidado redobrado. Ao dar um nome a um produto que antes era vendido apenas por toneladas, empresas precisam investir em comunicação, design de embalagem e estratégias de marketing. A entrega de um valor percebido, que justifique um preço maior em relação à commodity, é essencial.
A marca do Sua Marca
O comentário destaca que “a confiança na qualidade” é o principal pilar quando uma commodity se transforma em marca. Esse certificado de origem, como mencionado por Jaime Troiano, é um dos pontos centrais que sustenta a diferenciação no mercado, e o consumidor passa a pagar não só pelo produto, mas pela marca que ele representa.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo.
O ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou o bloqueio de até 600 plataformas de apostas e jogos eletrônicos que funcionam no Brasil e não pediram a regulamentação ao Governo Federal. “Se você tem dinheiro em casa de aposta (ilegal), peça restituição já”, disse o ministro na entrevista que fizemos na edição desta segunda-feira, no Jornal da CBN.
Tirar do ar esses sites é apenas parte do problema. Os números divulgados pelo Banco Central na semana passada mostram o tamanho do desafio: entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões foram transferidos via Pix de pessoas físicas para a jogatina eletrônica, neste ano. O que mais causou espanto: em agosto, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família destinaram R$ 3 bilhões para esses jogos online.
Proibir aposta com uso do cartão dos programas sociais e com cartão de crédito, acompanhamento do CPF dos apostadores com alertas para gastos excessivos e limite no uso do Pix são algumas das medidas que o Governo vai anunciar nesta semana, segundo o ministro.
Ao mesmo tempo que tenta controlar os gastos abusivos de jogadores endividados e viciados, Haddad tem a tarefa de controlar as contas públicas do Governo. O ministro reforçou a necessidade de respeitar o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso para controlar os gastos públicos e, assim, criar condições para a redução das taxas de juros e incentivar o investimento. Ele alertou que o descontrole das despesas pode levar ao aumento da dívida pública, comprometendo o crescimento econômico sustentável do Brasil.
A entrevista completa você assiste no vídeo acima.
Ana Bavon no estúdio do Mundo Corporativo Foto: Priscila Gubiotti/CBN
“A sociedade mudou e a mentalidade das pessoas não pode ficar estagnada no modelo de negócios de 1990.”
Ana Bavon, B4People
Com a crescente pressão por transparência e responsabilidade social, as empresas enfrentam desafios novos e complexos. Ana Bavon, fundadora e CEO da B4People, acredita que os líderes empresariais precisam de uma transformação profunda, abandonando práticas antigas e adotando uma gestão baseada em valores éticos e novos critérios. “Não é mais sobre o CNPJ, estamos falando do CPF, das pessoas que estão por trás das empresas”, afirma Ana, defendendo que a liderança de hoje, se não estiver atenta a esses princípios, corre o risco de se tornar obsoleta.
Esses temas foram discutidos em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo, no qual Ana abordou como o futuro exige decisões pautadas por novos valores éticos e um compromisso sólido com os direitos humanos.
Liderança e direitos humanos
Durante a entrevista, Ana Bavon reforçou a importância de uma liderança que compreenda e incorpore os princípios de direitos humanos no ambiente corporativo. Segundo ela, “quanto mais transparente e detalhados forem os relatórios de informações das empresas, e quanto maior for a tranquilidade da liderança em falar sobre suas ações, maior será a sua reputação”. A líder da B4People explica que, sem esse compromisso com a transparência, a confiança do público e a credibilidade da empresa podem ser facilmente abaladas.
Ana destaca que a construção de um ambiente de trabalho que respeite os direitos humanos e a ética é fundamental para evitar o que ela chama de “lavagem social” — quando as empresas fingem ter políticas de responsabilidade social sem, de fato, implementá-las. “As empresas precisam projetar e executar metas claras, caso contrário, correm o risco de cair nessa armadilha de reputação”, adverte.
Pequenas empresas também podem atuar no ESG
Outro ponto levantado por Ana foi a percepção equivocada de que apenas grandes empresas podem implementar ações ligadas ao ESG (governança ambiental, social e corporativa). Ela enfatiza que pequenas empresas, ao olhar de forma estratégica para seus colaboradores e insumos, também podem contribuir para um impacto social positivo. “Muitas vezes, o empresário pequeno não sabe por onde começar. Mas isso não significa que ele não pode fazer escolhas voltadas para o bem-estar socioambiental”, afirmou.
Ana também ressalta que, no contexto global, as exigências de ESG estão cada vez mais rigorosas e, para os fornecedores de grandes empresas, o cumprimento dessas normas pode ser decisivo. “O critério de exclusão será cada vez mais comum para quem não atender a esses princípios”, alerta.
Os passivos trabalhistas que inspiraram a B4People
Ana Bavon criou a B4People em 2018 após anos atuando no cenário corporativo, onde percebeu a necessidade urgente de ajudar empresas a se alinharem com compromissos éticos e sociais. Sua experiência com gestão estratégica de passivo trabalhista, lidando com empresas que enfrentavam grandes problemas jurídicos e reputacionais, a levou a refletir sobre a importância de prevenir essas situações. Ana decidiu que, em vez de mitigar crises após elas ocorrerem, queria atuar na construção de ambientes corporativos que evitassem esses problemas, promovendo uma cultura empresarial voltada para os direitos humanos e o desenvolvimento social. Foi essa visão transformadora que a motivou a fundar a B4People, com o objetivo de unir propósito e lucro em estratégias que gerem impacto positivo na sociedade
Ouça o Mundo Corporativo
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.
Em oito de outubro de 1966 seria aberta a sexta edição do Salão da Criança, no Pavilhão Internacional do Parque do Ibirapuera. O evento, criado em 1961 por Caio de Alcântara Machado, mexia com a imaginação da criançada. Todos nós prometíamos ser os melhores filhos do mundo — quase anjos, de aureola e tudo — nos meses que antecediam a festa. Era essa condição de nossos pais para nos trazerem a São Paulo.
A TV, na época em preto e branco, dias antes da abertura, reproduzia anúncio e jingle do palhaço Carequinha convocando a molecada a ir ao Ibirapuera, onde haveria “competição, muita criançada e muita diversão”.
Uma semana depois da abertura oficial, no dia 16, um domingo saímos cedo de Araras, interior de São Paulo. Toda a família em um fusca, ainda de madrugada, seguindo pela Rodovia Anhanguera, que ainda era em pista única, ao menos até Campinas. Logo que chegamos ao Parque do Ibirapuera, na esquina da rua Abílio Soares com Pedro Alvares Cabral, ao lado da atual Assembleia Legislativa, meu pai estacionou o fusca. Minha mãe estendeu uma toalha xadrez, branca e vermelha, sobre o gramado. Eram umas nove horas da manhã quando fizemos um piquenique. Minha mãe havia preparado lanche de bife à milanesa, ovo cozido, Coca-Cola e café.
Depois de comermos à sombra do que me pareceu um espesso bosque — hoje percebo que não era tanto assim — fomos, eu, meus pais e irmãos, todos ao Salão da Criança para nos divertir.
Como a vida da gente é engraçada: visitei muitos lugares, fui a tantos eventos, mas aquela manhã de outubro de 1966 nunca se perdeu ma memória.
Talvez, seja a evidência de que um passeio em família, tão simples, temperado pela comida da mãe e pela presença das pessoas que amamos, escreva realmente a história dos momentos inesquecíveis de nossas vidas.
Luiz Eduardo Pesce de Arruda é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Seja você também personagem da nossa cidade. Envie seu texto para contesuahistoria@cbn.com.br Para ouvir outros capítulos, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.
“A força das marcas não se alimenta apenas do seu poder de mercado, de sua capacidade de ser conhecida por todos. Ela se alimenta também de ser conhecida por alguns, mas para esses alguns se dedica de forma muito pessoal”. Cecília Russo
Apesar da expansão dos grandes centros de compras e redes varejistas, o pequeno comércio de bairro continua a ter um papel significativo nas nossas vidas, especialmente em áreas distantes dos centros metropolitanos. Esse foi o tema do Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN, apresentado por Jaime Troiano e Cecília Russo.
Jaime destacou que, mesmo nas grandes cidades, o pequeno comércio ainda prospera, principalmente por dois motivos: economia de tempo e personalização. “Como o tempo é uma das moedas mais valiosas em nossa vida, não preciso dizer mais nada”, afirmou ele, ressaltando a conveniência de ter uma loja ou serviço próximo de casa. Além disso, o senso de personalização também é um diferencial importante. Ele ilustrou o ponto mencionando o Ezequiel, funcionário de um restaurante no bairro de Pinheiros, vizinho do escritório onde trabalha, que sabe exatamente como ele gosta do hambúrguer e da salada.
Cecília trouxe uma perspectiva humana e relacional, afirmando que, no mundo atual, onde as relações são cada vez mais fragmentadas e impessoais, esses pequenos estabelecimentos oferecem algo precioso: o acolhimento e o reconhecimento. “Parece que a gente precisa desses momentos de colo, sabe?”, refletiu Cecília, relacionando a proximidade com a sensação de ser valorizado como indivíduo e não apenas como consumidor.
A marca do Sua Marca
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso aponta que a verdadeira força das marcas de bairro não está apenas na conveniência, mas na conexão humana que elas criam. A capacidade de conhecer o cliente pelo nome e entender suas preferências transforma a relação comercial em algo mais pessoal e afetuoso. Como lembra Cecília, “as marcas se alimentam de relações pessoais de confiança e reciprocidade”.
Ouça o Sua Marca Vai Ser Um Sucesso
O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é de Paschoal Júnior.
Entrevista de Roberto Lee no estúdio do Mundo Corporativo. Foto: Priscila Gubiotti/CBN
“Confiança não é automatizada, pelo menos ainda não.”
Roberto Lee, Avenue
O mercado financeiro, frequentemente associado a números e algoritmos, está cada vez mais digital. Porém, a verdadeira base de uma relação de longo prazo com os clientes ainda reside no fator humano. Roberto Lee, fundador da Avenue, plataforma de investimentos que conecta brasileiros ao mercado internacional, trouxe uma reflexão provocadora em sua entrevista ao programa Mundo Corporativo: “Automação melhora nossos preços, dá escala, mas é na ponta final que ganhamos confiança”. Para ele, a chave para conquistar e manter clientes vai além da tecnologia e está no entendimento profundo de suas necessidades.
Automação versus relacionamento humano
A automação desempenha um papel central nas operações da Avenue, proporcionando eficiência e escala. No entanto, Lee destaca que, apesar de suas vantagens, “trust” — confiança — não pode ser obtida apenas por meio de máquinas e algoritmos. “A automação coloca o ‘price point’ do serviço no lugar correto, mas é o ser humano que faz a diferença”, afirmou ele. A Avenue, que já reduziu o tempo de abertura de contas para cinco minutos, notou que, em certos momentos, essa facilidade gerou desconfiança em alguns clientes, levando a empresa a rever suas estratégias de comunicação e transparência.
Segundo Lee, empresas que pretendem se destacar no mercado precisam entender que “o comportamento da marca é o que realmente cria relações duradouras”. Ele enfatiza que não se trata apenas de oferecer um serviço, mas de guiar o cliente em sua jornada, ajustando o atendimento às expectativas e medos que ele carrega.
Alianças estratégicas e o valor da colaboração
Outro ponto destacado por Roberto Lee foi a importância das alianças no mercado financeiro. Para ele, o cenário atual exige parcerias até mesmo entre concorrentes. “Aprendi muito a trabalhar em conjunto, inclusive com meus concorrentes”, disse ele. Lee acredita que os maiores problemas só são resolvidos quando diferentes visões se unem para enfrentá-los. Essa abordagem colaborativa é, segundo ele, uma das razões que fazem empresas crescerem e se fortalecerem ao longo do tempo.
Lee também ressaltou a necessidade de adaptação rápida às mudanças no comportamento dos clientes. “Nós precisamos entender não apenas o produto, mas o cliente, colocando-nos no lugar dele e entendendo suas angústias”, afirmou.
Assista ao Mundo Corporativo
O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, pelo canal da CBN no YouTube. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo. Você pode ouvir, também, em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Carlos Grecco, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Letícia Valente.
“Os anúncios de rádio, segundo a pesquisa, são capazes de capturar melhor as mensagens da marca e com isso alimentar conversão em vendas. Sorte dos anunciantes!”
Jaime Troiano
A força do rádio e do áudio na publicidade vai além da nostalgia. Este é o tema do comentário de Jaime Troiano e Cecília Russo no quadro “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso”, na CBN. A recente pesquisa conduzida pelo grupo de comunicação Dentsu revela que os anúncios em rádio e áudio são capazes de capturar melhor as mensagens da marca e estimular a conversão em vendas. “Trata-se acima de tudo de alguma coisa concreta”, afirma Jaime, ressaltando a eficácia do rádio como veículo publicitário.
Isso não se restringe apenas ao rádio tradicional. Cecília Russo aponta que “o estudo fala também de conteúdos de áudio de forma geral”, incluindo plataformas de streaming e podcasts, que têm se popularizado nos últimos anos. Ela enfatiza a evolução do rádio e dos streamings de áudio em conjunto com as tecnologias digitais, ampliando as possibilidades de alcance e engajamento.
No estudo“Attention Economy” – ou Economia da Atenção –, a Dentsu mostrou que os formatos em áudio conseguiram, em média, 56% mais efetividade na retenção da atenção dos ouvintes e das mensagens da marca do que a média dos outros meios. De acordo com informação de Andrea Ferraz, gerente de BI da Dentsu, “em média, os formatos de áudio geram 8% mais de lembrança de marca do que a média dos nossos estudos anteriores em outros meios”.
A marca do Sua Marca
A principal marca deste comentário está em destacar a importância de medir o impacto da publicidade nos diferentes meios de comunicação. Como diz Jaime Troiano: “Usar algum meio de comunicação, seja ele qual for, por uma determinada marca, é claro que a gente precisa medir resultado.” Cecília também destaca a complexidade da atenção do consumidor na era da “bagunça mental” causada pelo excesso de informações visuais, e como os meios de comunicação em áudio podem escapar desse efeito.
O “Sua Marca Vai Ser Um Sucesso” vai ao ar aos sábados, logo após às 7h50 da manhã, no Jornal da CBN. A apresentação é de Jaime Troiano e Cecília Russo. A sonorização é do Paschoal Júnior: