Mundo Corporativo: Giovanni Cerri, do HC, fala de inteligência artificial e oportunidades para startups na saúde

 

“A saúde é o mercado que mais cresce e que a população mais necessita, então existem grandes oportunidades tanto na área de saúde pública como na área de saúde privada para desenvolver startups e desenvolver soluções; ‘w por isso que nós temos percebido grande interesse de investidores e grande interesse de empreendedores” — Giovanni Cerri 

Uma plataforma que reúne dados de pacientes com Covid-19 e será estendida para centralização das informações de pessoas em busca de atendimento hospitalar. O avanço sem volta do uso da telemedicina para consultas médicas. E a melhoria da gestão hospitalar com o uso da inteligência artificial. Essas são algumas das transformações digitais que o setor de saúde assistiu desde o início da pandemia, de acordo com o médico Giovanni Guido Cerri, entrevistado do programa Mundo Corporativo, da CBN.

Giovanni Cerri é presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia (InRad), de São Paulo, e presidente da Comissão de Inovação (InovaHC) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ele conta que ainda antes da crise sanitária que paralisou boa parte das atividades no mundo, já era possível identificar interesse das instituições de saúde em abrir as portas para startups e empreendedores que acreditam na inovação:

“O HC é muito complexo e por isso nós chamamos os empreendedores da área da saúde para traze soluções para esse problemas do dia a dia: comunicação do paciente, o monitoramento, o usoda a inteligência artificial — tudo isso ajuda a dar mais acesso ao cidadão, melhora a jornada do paciente, ajuda a indústria nacional e reduz o Custo Brasil na saúde”

O Distrito InovaHC, por exemplo, é um hub de inovação que reúne pessoas, empresas e ideias que levam ao desenvolvimento de produtos e serviços, baseados na tecnologia, para criar, testar e expor soluções de saúde. De acordo com Guilherme Cerri, em um ano cerca de 120 conexões foram realizadas entre empreendedores, aceleradores e organizações da área de saude:

“A introdução da tecnologia no sistema de saude é um grande desafio .. É muito importante criar a cultura do empreendedorismo”

Experiência desenvolvida a partir da pandemia foi a plataforma RadVid-19 de inteligência artificial para diagnóstico da Covid-19 que tem ajudado médios e instituições de saúde a otimizarem diagnóstico e tratamento contra a doença. A solução foi criada pelo Instituto de Radiologia da USP e pelo InovaHC que informam ter havido, desde sua criação, mais de 28 mil acessos e foram cadastrados mais de 14 mil exames de imagens enviados por radiologogistas de 12 estados, com média de 70% de resultados positivos para a Covid-19”

“Tecnologia da transformação digital democratiza e facilita muito o acesso à saúde e torna o custo muito menor”

As oportunidade para empreendedores e startups se expandem com a criação de centros de inovação anexados a instituições de saúde, que podem ser usados como laboratórios para se testar e ideias  e soluções. Além disso, esse trabalho compartilhado permite acesso a aceleradoras e investidores.

“Nós temos que estimular o desenvolvimento de soluções de tecnologia customizados ao mercado brasileiro, que vai permitir um acesso maior e um custo menor, eu acho que isso vai fazer a grande trabsformacao da saude no país”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e aos domingos, às dez da noite, em horário alternativo. O programa está disponível, também em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Izabela Ares, Guilherme Dogo, Rafael Furugen e da Débora Gonçalves.

Conte Sua História de São Paulo: a gargalhada da velha na porta do Parque Shangai

Por Ulysses Cruz

Ouvinte da CBN

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Ali nos baixios do Glicério, mais pro lado do complexo de viadutos que leva à Radial Leste e à Celso Garcia, onde hoje tem uma igreja evangélica, ficava o Parque Shangai. Era enorme. Eu o via sempre da janela da lotação na volta da loja de departamentos Clipper —- a preferida de minha mãe. Dela pelas roupas e minha também porque tinha a escada rolante.

A lotação fazia uma curva e meu coração saltava com aquela imagem vista rapidamente da janela do enorme carro. Eu enxergava um pedaço da Montanha Russa de madeira, altíssima;  quase toda a Roda Gigante — que era de verdade gigante. E ao torcer o pescoço para trás ainda conseguia olhas  o Trem Fantasma. E só.

Minha mãe era uma morena bonita, peitos fartos, que gostava de se vestir bem — na Clipper, claro. Só agora me dou conta que minha paixão pelo amarelo vem de um vestido dela, usado em ocasiões especiais, como ir à cidade fazer compras, ela adorava, sempre de lotação e comigo ao lado. Naquela época, mulher casada não andava sozinha na lotação.

Não lembro quem me levou ao Parque Shangai pela primeira vez. Papai era sério, policial, não era dado a essas coisas. Minha mãe, talvez. Meu tio Eloi? Era o boêmio da família. Pode bem ter sido ele. Não lembro. 

O que lembro, passados mais de 60 anos, é da risada da boneca gigante que nos recebia na entrada do parque. Era uma velha com uma bolsa na mão. Ela ria e chacoalhava o corpo para cima e para baixo, sacudindo a bolsa como se fosse uma arma. Tudo era movimento na boneca. Sua roupa, seus cabelos debaixo do chapéu … Ela ficava com em um relicário profano cheio de luzes e cores, lá no alto. Atração até mesmo para quem não tinha dinheiro para entrar no parque. Ela contagiava. Você poderia ficar meia hora ali em frente que não enjoava de rir. Se não ria dela, ria das pessoas que se dobravam de tanto gargalhar.

O curioso é que mesmo com todas as atrações que havia dentro do parque, em minha memória a imagem que ficou foi a da velha com a bolsa. A ponto de eu pensar hoje que minha cidade tem esse som: o da risada da velha da bolsa. Às vezes maligna, às vezes cruel. Na maioria das vezes, uma risada divertida, alta e barulhenta. 

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Ulysses Cruz é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade. Escreva para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outras histórias visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Sua Marca: classes C e D têm de ser tratadas com dignidade e respeito

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“Empresas e marcas que olham para as classes C e D com a dignidade e o respeito que merecem conseguem grandes resultados” — Jaime Troiano

As marcas têm o compromisso autêntico de inclusão social, e devem estar cientes desse papel, sob o risco de excluírem parcela da população agindo de forma inadequada na comunicação e no desenvolvimento de produtos. O alerta é de Jaime Troiano e Cecília Russo no quadro Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, no Jornal da CBN. Um dos erros mais comuns apontados pelos comentaristas é o empobrecimento da marca para torná-la viável:

“Imagine um gerente de marca que trabalha para as classes A e B, desenvolvendo uma forma de seus produtos chegarem às classes C e D: ele pega a planilha de custo e começa a cortar tudo que pode até encontrar uma formulação mais barata que vai levar a uma identidade visual mais simples a ponto de o consumidor se sentir mais pobre do que ele realmente é” — Jaime Troiano.

Cecília Russo chama atenção também de que ao se falar de classes C e D, estamos falando de um mercado consumidor enorme que não pode ser desdenhado pelas empresas:

“São pessoas, e pessoas que representam 2/3 da população, que têm preferências, têm gostos e são muitas e merecem ser tratadas com respeito —- elas são o Brasil de verdade” — Cecília Russo

Enquanto há marcas que apesar de enxergarem a capacidade de compra das classes C e D atuam com timidez e até expressam vergonha, outras se orgulham de serem acessíveis a essa população: dois exemplos positivos citados no programa são a Caedu, no setor de varejo de roupas, e a Kallan, no segmento de calçados:

“Eles sabem muito bem como receber e tratar seus clientes, independente mente da classe social a que pertencem. Mesmo porque alguns dos funcionários dessas empresas, que trabalham nas lojas, pertencem a essas classes. E sabem com o tratamento com dignidade é fundamental”— Cecília Russo

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O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar, aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN.

Conte Sua História de São Paulo: a tinturaria da minha avó na rua Augusta

Por Rosângelo Callejo

Ouvinte da CBN

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Nasci no bairro da Vila Maria onde moro até hoje. Da minha infância, recordo com alegria dos passeios de fim de semana onde saíamos eu, meus irmãos e meus pais para visitar a rua Augusta. Era onde minha avó paterna morava. Ela mantinha uma tinturaria, a Gato Branco, onde meu pai também trabalhava .

Nossa aventura começava logo cedo pois tínhamos um longo trajeto pela frente. Pegávamos ônibus na avenida Guilherme Cotching até o Vale do Anhangabaú, gostávamos de dar uma passada pela galeria Prestes Maia. Era fantástico. Depois seguíamos de ônibus elétrico até a Augusta.

Nossa chegada era uma festa. Ficávamos encantados com tudo na tinturaria: os enormes tanques de lavagem de roupas; as mesas de passar com aqueles ferros pesados; tudo era novidade para mim e meus irmãos. 

Na sala da casa da minha avó, havia um telefone e nós adorávamos mexer naquele aparelho. Na cozinha, tinha um rádio enorme no qual ela ouvia suas novelas preferidas…. 

Da sacada da casa, ficávamos assistindo ao movimento da rua, os ônibus elétricos, os carros passando e as pessoas caminhando pela calçada.

A tarde, saíamos nós para passear pelas galerias —- que eram os shoppings daquela época —- com suas lojas elegantes. Lembro que havia escada rolante: era o máximo; subíamos e descíamos correndo. Nosso passeio se encerrava nos divertindo no Parque Trianon. 

No fim do dia fazíamos o caminho de volta para a Vila Maria. Exaustos e felizes, já ansiosos no aguardo do próximo fim de semana.

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Mundo Corporativo: marketing de gentileza põe o ser humano no centro da relação, diz Laíze Dasmaceno

 

“Marketing não é sobre enganar as pessoas, ofender as pessoas, é simplesmente a gente criar estratégias para que a gente chegue ao objetivo” — Laize Damasceno, empreendedora

Levar a relação humana para o centro da discussão impulsiona empresas e pessoas a agirem com empatia e gentileza, e isso pode ser transformador nos negócios. Foi a partir dessa ideia, que a empreendedora Laíze Damasceno desenvolveu o conceito do que ela caracteriza como sendo o marketing humanizado, tema da entrevista que concedeu ao programa Mundo Corporativo da CBN:

“Ser gentil, ser bom e ser ético, vai me levar muito mais longe, vai me fazer muito mais sustentável do que eu ter picos de venda custe o que custar”.

Para Laíze, a pandemia fortaleceu ainda mais o conceito com o qual trabalha em cursos e consultorias, pois  demonstrou que empresas que tinham o respeito no relacionamento com o consumidor se saíram muito melhor diante da crise econômica. Ela destaca que marketing é entender a necessidade do público e atendê-lo com algo que seja útil, além de rentável a quem oferece.

“Em tempos de crise, aplicar a gentileza, a empatia e fazer o marketing genuíno e verdadeiro tem muito mais pontos positivos e isso não compete com a ideia de lucrar”.

A forma como a empresa se comunica ajuda na construção desse relacionamento, por isso a criadora da MDG Academy recomenda que se tenha atenção ao vocabulário usado nos diálogos com os diversos públicos:

“O vocabulário das marcas é um dos pontos que ensino no passo da humanização … por exemplo, como ter uma comunicação não-violenta; a gente pode falar a mesma coisa de diversas maneiras … podemos fazer críticas para construir, para somar, para chamar o outro para uma conversa”.

Um dos projetos lançados recentemente por Laíze Damasceno foi a comunidade digital Marketing de Gentileza, uma rede social colaborativa sobre marketing e negócios para conectar pessoas interessadas em troca de conhecimento, ideia e experiência.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo e em vídeo, às quartas-feiras, 11 horas, no canal da CBN no You Tube, no Facebook e site da rádio CBN. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN, e está disponível em podcast. Colaboram com o Mundo Corporativo: Izabela Ares, Guilherme Dogo, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscila Gubioti.

Conte Sua História de São Paulo: da locomotiva à Academia, minhas lembranças da cidade

Por José Antonio Braz Sola 

Ouvinte da CBN

 

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Caminho diariamente aqui no Parque do Ibirapuera desde que me aposentei. Estou agora tomando água de coco em frente ao Pavilhão da Bienal. Isso me faz lembrar  de que foi aqui que começou a minha relação com o parque-símbolo de São Paulo. Isso foi em outubro de 1961, quando eu tinha seis anos de idade e minha irmã Lu, três. Fomos conhecer a sensação da época, que causava ansiedade e frisson na criançada  paulistana:  o 1º Salão da Criança!

Tomado pela emoção e recuando no tempo, começo a recordar coisas que vivi na minha querida e amada São Paulo. Meus pais, embora fossem pessoas simples — papai era comerciário e a mamãe, dona de casa —- esforçavam-se para nos mostrar os pontos turísticos e históricos da  nossa cidade .

Foi assim que nos levaram à Estação da Luz, com sua linda arquitetura, onde ficamos extasiados com as  locomotivas, por suas dimensões enormes e ruídos ensurdecedores provocados pelas máquinas em funcionamento.

Também fomos apresentados, um pouco depois, à Catedral Metropolitana de São Paulo, na Praça da Sé; ao Mosteiro de São Bento; e à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, onde, nunca eu poderia imaginar, me formaria advogado anos depois.

Quando já era recém-alfabetizado, tinha sete anos, lembro-me com satisfação de conseguir ler, sem errar e em voz alta para meus pais, as últimas notícias que apareciam rapidamente  no letreiro luminoso instalado na fachada da  sede do jornal “O Estado de São Paulo”, ali na Rua Major Quedinho, no Centro.

Conheci o estádio  da cidade nos anos de 1960, o maravilhoso e ainda hoje charmoso  Pacaembu. De tanto pedir, papai me levou para assistir ao time que eu já amava e pelo qual chorava nas derrotas, o Palmeiras. Ganhamos de 3 a 0 do Noroeste e nos sagramos “Campeão Paulista de 1963”, com um time que tinha Ademir da Guia, Dudu, Djalma Santos, Djalma Dias, Julinho Botelho e Servílio,

Paulistano autêntico que era, tive que conhecer também a Rua Augusta, famosa pelos seus bares, lanchonetes e lojas da moda —- embora eu e a minha irmã Lu a tenhamos percorrido de ônibus elétrico e a pé, pelas mãos de nossos pais, e não a 120  Km por hora, como dizia a música de sucesso da época que tocava nas rádios sem parar.

Não dá para esquecer, claro, das férias de julho na casa de meus primos Tica, Tico e Danilo, no Jardim São Paulo, onde hoje funciona a Estação Ayrton Senna do Metrô. Naqueles tempos, havia muitos terrenos baldios e parecia que estávamos numa pacata cidade do interior, o que nos possibilitava brincar de tudo quanto era jeito e sem sermos importunados por carros e ônibus —- bem diferente do que eu estava acostumado no bairro de Pinheiros, onde morávamos.

De volta ao presente …. lá se foi a última gota da minha água de coco. Retomo a caminhada matinal interrompida por minhas memórias a tempo de lembrar do poema Tristura de Mário de Andrade que começa com um “São Paulo, minha noiva” …. e eu me atrevo a completar: “Minha noiva, minha vida”.

José Antonio Braz Sola é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é da Débora Gonçalves. Escreva também as suas lembranças e envie para contesuahistoria@cbn.com.br. Para ouvir outros capítulos da nossa cidade, visite o meu blog miltonjung.com.br ou o podcast do Conte Sua História de São Paulo

Mundo Corporativo: Fabiana Fragiácomo, do Instituto Ayrton Senna, fala de marketing relacionado à causa

 

“Esse momento que a gente está tendo é uma janela de oportunidade para um despertar das empresa e da sociedade” —- Fabiana Fragiácomo, Instituto Ayrton Senna

A chegada de uma nova geração nas empresas e no mercado consumidor, além da própria aceleração impulsionada pelos riscos que a pandemia gerou às pessoas e às empresas, fortaleceram a ideia de se trabalhar com marketing relacionado à causa. A opinião é de Fabiana Fragiácomo, head de comunicação e marketing do Instituto Ayrton Senna, entrevistada do programa Mundo Corporativo da CBN. 

“Houve um mudança geracional. Essa última geração que entra no mercado de trabalho, que entra no mercado consumidor é uma geração ligada no propósito, que também veio com uma escassez. Veio com uma abundância de tecnologia e escassez de recursos…”

A executiva entende que a pandemia sensibilizou empresas e empresários, e um dos dados que ilustram essa realidade foi o fato de que nunca antes houve tantas doações em dinheiro ou equipamentos feitas no país, como nesse período. O desafio para ele é fazer com que essa transformação seja perene:

“O que a gente está vendo é um gatilho de mudança. E eu acho que acabou com essa pandemia escancarando algo que já sabíamos que eram problemas. Então, o problema da educação não era um problema novo. O problema da fome não é um problema novo. O problema da crise climática muito menos”.

O marketing relacionado à causa pode ser um instrumento usado pelas mais diversas empresas, independentemente do tamanho e da área de atuação. O importante é que líderes e colaboradores estejam identificados às causas que falem com eles para que as ações sejam feitas de forma genuína e tenham o alcance desejado.

O Instituto Ayrton Senna é um centro de inovação que  desenvolve programas e pesquisas na área da educação e mapeia empresas que têm o foco no ativismo e estão em busca de um propósito para desenvolver projetos em parceria.

O conhecimento adquirido a partir de pesquisas realizadas com universidades internacionais é aproveitado na criação de programas que trabalham no desenvolvimento de alunos, com o treinamento de equipes técnicas da área de educação, em estados e municípios. O Instituto tem dado ênfase a formação de competências socioemocionais, criatividade e pensamento crítico: 

“Só o desenvolvimento dessas habilidades dará conta das incertezas que o mundo está apresentando, porque o conteúdo muda. O conteúdo está mudando o tempo todo. A tecnologia está mudando o tempo todo. O que não vai mudar é a sua capacidade; a sua estrutura psicológica e emocional de lidar com tantas mudança em um velocidade tão grande”.

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, às 8h10 da manhã, no Jornal da CBN. A gravação do programa pode ser assistida, ao vivo, no site da CBN, pelo canal da CBN no Youtube e no Facebook. Colaboram com o Mundo Corporativo: Juliana Prado, Guilherme Dogo, Débora Gonçalves, Rafael Furugen e Priscila Gubiotti.

Sua Marca: cuidado porque o consumidor não é Peteleco, é Emília

“Se você quer que a sua marca seja um sucesso não economize tempo, não economize dinheiro para saber o que é que estão falando de você, se é o que você de fato fala da sua marca” —- Jaime Troiano.

Os “reviews” ou as avaliações de consumidores são a principal fonte de promoção e divulgação de empresas, produtos e serviços. Mesmo que a comunicação oficial, a publicidade e seus influenciadores tenham importância na estratégia da marca, a opinião pública fala mais alto, especialmente com a força que sua expressão ganhou nas plataformas digitais. Em Sua Marca Vai Ser Um Sucesso, Jaime Troiano e Cecília Russo alertam gestores para a necessidade de estarem de ouvidos bem abertos para o que andam dizendo da sua marca.

“O consumidor não é um ventrículo como o Peteleco, que falava o que o humorista Oscarino Faria queria; é muito mais Emília, de Monteiro Lobato, que diz tudo que vem da sua cabeça” —- Jaime Troiano.

A força de um elogio ou uma indicação por um usuário independente vale muito mais do que comunicação oficial da marca. Da mesma forma, uma crítica pode ser destrutiva para a reputação do negócio. Cecília Russo diz que em uma das metodologias que usam para auditar a marca existem cinco estágios na relação do consumidor: idealização, preferência, familiaridade,  rejeição e desconhecimento.

“Quando a marca chega ao estágio da rejeição é terrível, porque é difícil de fazer a conversão para voltar aos patamais mais altos e se tornar uma marca preferida e idealizada”

\O Sua Marca Vai Ser Um Sucesso vai ao ar aos sábados, às 7h55 da manhã, no Jornal da CBN

Conte Sua História de São Paulo: pedalei meu kart no Largo do Arouche

Por Giuseppe Nardelli

Ouvinte da CBN

 

Nasci em São Paulo. Hoje, tenho 60 anos. Com oito meses mudei para a Itália e de lá retornei com a família após nove anos, quando meu pai foi convidado para trabalhar aqui no Brasil. Fomos morar em um pequeno apartamento no Largo do Arouche —- lugar bom naquela época. Sem saber falar o português, me virava do jeito que dava, não o suficiente para fazer amizades na escola

Meu pai me deu de presente um kart de pedalar. Eu descia o elevador e o zelador, Seu Frederico, me atravessava até a praça do Arouche, onde podia ficar brincando sozinho —- sem correr riscos. Minha mãe vigiava tudo  pela janela lá do alto do prédio

Houve um ano que a praça foi enfeitada para o Natal com bonecos gigantes de plástico e iluminados. Quando as festas passaram, vi os funcionários da prefeitura desmontando a decoração e fui até eles com meu pai para pedir um dos bonecos. O moço da prefeitura deixou que eu ficasse com um deles. Coloquei na cozinha do apartamento e dentro do boneco liguei um abajur para ficar iluminado como na praça. 

Do Arouche fomos para um apartamento maior na Henrique Schaumann. A rua ainda era estreita. O prédio tinha cinco andares e ficava bem na esquina. Quando decidiram tornar a Henrique Shaumann em uma avenida correu-se o risco dele ser destruído. Mas resistiu em pé. Durante as obras, eu andava de bicicleta na via que começava a ser aberta para a avenida passar.

Foi lá que completei meus 18 anos quando, então decidi sair de casa e morar sozinho. Apesar da Ditadura Militar, não encontrei problemas no meu caminho. Estudei e me diverti. Foram anos em que descobri as belezas da vida de um pós-adolescente, com seus prós e contras. Hoje, posso lhes dizer que tive uma juventude boa e cheia de alegrias, graças a Deus!

Giuseppe Nardelli é personagem do Conte Sua História de São Paulo. A sonorização é do Cláudio Antonio. Conte você também mais um capitulo da nossa cidade: escreva para contesuahistoria@cbn.com.br Para ouvir outras lembrança, visite o meu blog miltonjung.com.br e se inscreva no podcast do Conte Sua História de São Paulo.

Mundo Corporativo: sustentabilidade é estar conectado com as tendências do consumidor, diz Rafael Viñas, da Fundação Espaço ECO

“Investir em sustentabilidade é você garantir que os canais que você captura essas tendências estejam equilibrados, então que a forma com que você explora o capital natural, a sua matéria prima por exemplo, garanta esse atendimento de demanda de mercado” Rafael Viñas, Fundação Espaço ECO

O diálogo sobre sustentabilidade tem amadurecido ao longo das últimas duas décadas e se no início fazia parte apenas de acordos globais e debates internacionais hoje está bem mais próximo das empresas. A opinião é de Rafael Viñas, gerente da Fundação Espaço ECO, entrevistado pelo programa Mundo Corporativo, da CBN. Apesar de os riscos que a crise atual impõem, Viñas entende que os projetos empresarias com foco na sustentabilidade tendem a se fortalecer:

“…sem dúvida, é um risco. A gente traz muito a leitura da sustentabilidade como conexão de tendências. A gente hoje vive esse contexto econômico, social e de saúde; a gente tem de reconhecer que é uma tendência de consumo que vai mudar; a gente vai ter uma leitura nova como o consumidor e os negócios vão ter de se conectar nisso …  quais que são os temas mais relevantes? Se tem uma nova forma de consumo, como as empresas vão oferecer isso?”

A Fundação foi criada pela BASF e atua como uma consultoria para estratégias de sustentabilidade, com a intenção de traduzir a ciência para o contexto corporativo e desenvolvendo projetos para outras empresas e organizações. Um desses programas é o Mata Viva que se iniciou em área do Complexo Químico as margens do rio Paraíba do Sul, em Guaratinguetá, no interior de São Paulo:

“… é um programa de conservação que trabalha com biodiversidade, e o principal recurso financeiro para mantê-lo a tem a ver com a compensação financeira da pegada de carbono que as empresas têm …”

Viñas acrescenta que para as empresas se sustentarem também haverá a necessidade de entenderem que os produtos para os consumidores são cada vez mais diversos e será preciso respeitar essa diversidade e oferecer informações que sejam sólidas a este consumidor:

“Traduzir sustentabilidade é você identificar além dos termos, as práticas: como você faz a gestão da cadeia sustentável para, por exemplo, oferecer um cosmético vegano, sendo que a 10 anos atrás a gente mal falava sobre o contexto vegano e muito menos sobre cosmético vegano. Essa tendência de consumo é uma das práticas que a gente tem na fundação: metodologias para capturar isso e desenhar estratégia para os negócios”.

O Mundo Corporativo é apresentado por Mílton Jung às quartas-feiras, 11 horas, ao vivo, pela internet e pode ser assistido no canal da CBN no Youtube e no Facebook, e no site da CBN. O programa vai ao ar, aos sábados, no Jornal da CBN, e também está disponível em podcast. Colaboraram com este Mundo Corporativo: Juliana Prado, Érica Paixão, Rafael Furugen, Débora Gonçalves e Priscilia Gubiotti.