Sempre fiz questão de mostrar que usava o celular

 

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A convite da jornalista Rosana Hermann escrevi texto que foi publicado, com a devida edição, no livro “Celular, doce lar” (Editora Sextante). O livro está a seu alcance a alguns cliques no próprio celular. O meu texto, reproduzo a seguir:

 

Sempre fiz questão de mostrar que usava o celular. Jamais o contrário. Uma relação que começou com um Gradiente operado pela BCP, em 1998. Por curioso que seja, na época já antecipava o que viria ocorrer tantos anos depois: o celular era meu único telefone. Não havia linha fixa no apartamento que tomei emprestado por alguns meses até a casa nova ficar pronta.

 

A evolução dos celulares foi veloz e na velocidade com que se desenvolvia, eu tentava acompanhá-los. E se eu corria atrás deles já era um sinal de que minha estratégia de relacionamento era marcada por conflitos de interesse. Eu querendo usá-los e eles tentando provar o contrário.

 

Apesar disso, a coisa ainda ia bem enquanto sua única serventia era conversar com outras pessoas. O problema começou mesmo quando outras possibilidades surgiram, especialmente a de se divertir com jogos eletrônicos. O olhar para a tela foi se intensificando e meu propósito de convivência com os celulares foi ficando distante. Cada vez mais distante.

 

Olhava uma vez, olhava duas, três, quatro, dez … com o carro em movimento era uma tentação; no congestionamento, a salvação. Não saia de casa sem ele e dentro de casa o levava no bolso de uma sala para outra.

 

A perdição foi quando descobri o Candy Crush. Apaixonei-me pelos docinhos e brigadeiros que explodiam conforme a combinação de cores. E a cada etapa encerrada um nova tentação surgia. Gula!

 

O susto foi descobrir que seria possível passar as fases mais rapidamente, bastava comprar alguns ítens. Registre seu cartão de crédito e a próxima meta estará logo ali! Simples assim!

 

Foi quando, então, duas forças internas se encontraram: o desejo de jogar e vencer sempre e o terror de gastar dinheiro à toa. Aquele foi um momento decisivo. Um divisor de águas na minha relação com o celular. Ou eu ou ele? Quem manda em quem? Vai encarar!?

 

Não pense que meu desejo de jogar arrefeceu. Joguei Candy Crush em lugares e momentos inusitados. Durante palestra, a espera do sinal abrir, apresentando o programa de rádio, no banheiro – aí também é um clássico, né -, na academia, na sala de aula, na reunião de trabalho … incrível, até assistindo aos jogos do Grêmio me deparei dedilhando os doces e tentando superar as etapas mais difíceis.

 

Joguei e jogo muito Candy Crush até hoje – parei de fazê-lo em algumas situações de perigo, é verdade. Mas posso dizer orgulhosamente que jamais, em momento algum, gastei um só tostão neste joguinho e já passei da fase 1960.

 

Eu venci! Ou melhor quem venceu foi minha “pão-durice”. Insuperável! Se me nego a jogar moedinha na Fontana di Trevi, imagine despejar dinheiro em um joguinho eletrônico.

Cidades tentam reduzir acidentes com pedestres que usam celular

 

 

 

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Photo: Matthew Brown / Hearst Connecticut Media

 

 

Que celular ao volante não é legal, você já sabe! Não é legal, sai caro e pode causar graves acidentes. Ainda sem conseguir tirar o equipamento das mãos dos motoristas — apesar da fiscalização e das multas —, algumas cidades começam uma nova cruzada: impedir que os pedestres atravessem a rua de olho no aparelhinho.

 

 

Parece impossível, não é mesmo !?!

 

 

Hoje cedo, na CBN, o doutor Luis Fernando Correia nos contou que uma lei que proíbe o uso do celular quando a pessoa estiver cruzando a rua foi encaminhada ao parlamento do estado de Nova Iorque. Se ao atravessar, o pedestre for flagrado enviando mensagem, checando e-mail ou bisbilhotando a rede social dos amigos vai ter de pagar multa de até U$ 50 — mais ou menos R$ 200.

 

 

Mais do que faturar, o que a proposta pretende é alertar às pessoas para o grande risco que corremos no dia-a-dia das cidades. Ficar de olho grudado no celular quando estamos caminhando na calçada já é um problema porque pode nos levar a bater em outras pessoas ou tropeçar nos buracos que têm no caminho. Imagine, atravessar a rua.

 

 

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Photo: Matthew Brown / Hearst Connecticut Media

 

 

Estudo de 2015 diz que pedestres que caminham olhando para o celular perdem a noção de distância, identificam os sinais de alerta com atraso e agem como se estivessem bêbados na calçada. Um perigo!

 

 

Pesquisa feita pela Universidade de Ohio mostrou crescimento de mais de 300% no número de pedestres mortos, entre 2004 e 2010, enquanto andavam e usavam o celular.

 

 

A National Safety Council, dedicada a prevenção e atendimento de acidentes, diz que tivemos 11 mil pessoas que sofreram ao menos alguma lesão porque estavam distraídas enquanto caminhavam, entre os anos de 2000 e 2011. A organização também identificou mudança no perfil da maioria das vítimas de atropelamento: se antes eram crianças de até nove anos —- lembra da clássica imagem do menino correndo atrás da bola no meio da rua? —- agora são jovens de 15 a 19 anos, nos Estados Unidos.

 

 

Quando a cidade de Stamford, em Connecticut, fez essa mesma discussão em 2017, muitos defendiam a ideia de que seriam muito mais apropriadas campanhas educativas para evitar o uso do celular enquanto se caminha pela cidade. Foram voto vencido.

 

 

Honolulu, no Havaí, e Montclair, na Califórnia, também restringiram o uso do equipamento —- mas nenhuma das duas cidades ainda publicou algum estudo para se verificar a utilidade da medida.

 

 

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Cidade chinesa cria faixa exclusiva para “sem-celular”

 

 

Em Chongqing, na China, pintou-se no piso da calçada faixa exclusiva para quem caminha sem olhar para o celular, com a intenção de chamar atenção do público para a necessidade de se ter algum tipo de controle deste vício que está espalhado no planeta.

 

 

Aqui no Brasil, desconheço qualquer iniciativa neste sentido. Por enquanto, parece que a única coisa que impõe medo aos pedestres é que roubem o celular nas suas caminhadas. Sem contar que  nosso grande desafio ainda é tirar o celular das mãos dos motoristas, hábito muito mais mortal do que andar com o aparelho nas calçadas.

Mundo Corporativo: “melhor experiência, melhor venda”, diz Léo Xavier, da PontoMobi

 

 

 

 

 

“Investir em mobile é um bom negócio. Entregar experiência melhor para o consumidor é um bom negócio. Seja na sua loja física, seja no seu site de computador, seja na sua presença móvel. Pode ser um site ou pode ser um aplicativo, mas a relação é direta: melhor experiência, melhor venda”.

 
 

 

A conclusão é de Léo Xavier, CEO da PontoMobi, entrevistado pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN.

  

 

Xavier apresentou o resultado de pesquisa que identificou o grau de mobilidade das 235 marcas mais valiosas, no Brasil. Foram avaliadas as soluções usadas em aplicativos, sites móveis, mensageria e plataforma social.

  

 

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Deste total, apenas 10 (ou seja 4%) se encontram na categoria “Mobile Expert”, considerada a mais avançada segundo critérios aplicados no estudo. A maior parte das marcas, 112 (ou 48%), são identificadas como “Mobile Basic”, categoria que reúne aquelas que estão em estágio de experimentação.

 

 

Para ter acesso aos resultados completos da pesquisa, clique no link a seguir:

 

 

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O Mundo Corporativo é apresentado, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas da manhã, no site e na página da rádio CBN no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN, ou aos domingos, às 11 da noite, em horário alternativo.

Jornal diz que número de motoristas que usam o celular ao volante aumenta 20% no DF

 

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O número de autuações por uso de celular ao volante no Distrito Federal aumentou 20% no primeiro semestre de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran), cerca de 186 condutores são flagrados diariamente cometendo a infração.

 

Ao todo, neste ano, mais de 45 mil pessoas foram flagradas no celular enquanto dirigiam. No mesmo período de 2016, ocorreram cerca de 37 mil infrações desta natureza. Os dados foram contabilizados por conta das ações de fiscalização feitas pelo órgão.

 


Leia a reportagem completa no jornal Correio Brasiliense, edição dessa quinta-feira, dia 28 de setembro.

Celular ao volante não é legal: vídeo usa cenas de pedestres para alertar motoristas

 

 

Cenas de pedestres usando o celular enquanto caminham são usadas para alertar os motoristas sobre os riscos de usar o telefone ao volante. O vídeo, produzido pelo governo da África do Sul, termina com imagens fortes de acidente de carro provocado por uma motorista que acessava o celular.

 

Recebi este material de um ouvinte do Jornal da CBN, motivado pela campanha “Celular ao volante não é legal”, que lançamos na semana passada no programa, durante a Semana Nacional de Trânsito.

Celular ao volante não é legal: apoio do ministro e tecnologia que identifica motoristas com sono

 

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A campanha “Celular ao volante não é legal!” ganhou o apoio informal do ministro da Defesa Raul Jungmann. Ele foi entrevistado sobre o uso das Forças Armadas no combate à violência no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, no Jornal da CBN. Perguntei sobre o fato de um dos principais traficantes do país estar em prisão de segurança máxima mas, mesmo assim, ser capaz de comandar as ações de seu bando, na Rocinha. Jungmann defendeu medida que impeça o uso de celular dentro das prisões. Ao tratar do assunto, abriu um parênteses e comentou que apoiava a ideia que acabara de ouvir na CBN quando, em bate-papo com Cássia Godoy, eu chamava atenção para a necessidade de abandonarmos o celular enquanto estivermos dirigindo. Foi informal, foi voluntário, mas é sempre importante saber que o recado que transmitimos na rádio chega aos ouvidos de autoridades. Que alcance os motoristas, também.

 

Desde a semana passada temos recebido várias colaborações sobre medidas adotadas para mudar o hábito de motoristas e amenizar o impacto dessa distração. O Guilherme Muniz, da revista AutoEsporte, falou da função Driving Mode, que passa a fazer parte do iPhone com o novo sistema operacional iOs11. Quando a função está acionada, o celular não recebe notificações na tela, diminuindo os estímulos de distração do motorista. Têm ainda as tecnologias que clonam no painel digital do carro aplicativos dos celular, reduzindo a necessidade de o motorista tirar os olhos da pista.

 

 

Soube ainda que a Ford também tem apostado na tecnologia para manter os motoristas mais atentos, especialmente aqueles que dirigem com sono. O cansaço é causa de um em cada cinco acidentes de trânsito. Os modelos Fusion e Edge têm câmeras que avaliam o nível de atenção e fadiga do motorista. Se o carro começou a balançar de mais dentro da faixa de rolamento, sinal de alerta. Não por acaso, além de um alarme, aparece no painel o símbolo de uma xícara de café. Trocou de faixa com freqüência sem dar a seta, o volante treme e se não houver reação do motorista, o equipamento mesmo trata de corrigir a direção.

 

 

Mais uma colher de chá – ou de café – para os motoristas cansados. Nos modelos Fusion e Focus, pelo comando de voz do sistema de conectividade SYNC 3, basta o motorista pedir: “quero um café”. O carro automaticamente identifica cafeterias próximas e guia o motorista até o local. Se disser “quero parar”, também receberá o caminho mais curto onde possa descansar.

 

 

Caso você conheça outras experiências que ajudem os motoristas a reduzirem o nível de distração, conte para a gente. Vai ser bem legal!

Celular ao volante não é legal!

 

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Você e eu já participamos de inúmeras campanhas com pedidos de basta a questões que se tornam insuportáveis. Abaixo a Ditadura, Diretas Já, a campanha da fome, contra a corrupção ou pelo fim da impunidade: uma ou outra, certamente, mereceram um mínimo de atenção de nossa parte. No passado vestíamos a camisa, saíamos em passeata, erguíamos bandeiras e colávamos adesivo no vidro do carro. Hoje a tecnologia facilitou nosso engajamento: pode ser um post replicado na rede social preferida ou uma hashtag que nos acompanhe durante todo o dia no Twitter. Um simples “like” costuma já ser suficiente para apaziguar nosso ímpeto revolucionário. Clicou no botão, compartilhou, fez um selfie. Fiz minha parte. Alívio na consciência.

 

Desta vez, sou eu que quero convidá-lo a “levantar uma bandeira” ou, simplesmente, dar um “joinha”, já vai me deixar feliz. Caro e raro leitor deste blog, quero propor a você que abra mão de um vício que se espalhou pela sociedade moderna e tende a se agravar: o uso do telefone celular.

 

Calma lá. Não será preciso jogar o seu fora. Vai que nem tenha terminado de pagar as prestações! Nem seria louco de pedir que você desligasse o telefone durante um dia inteiro. Imagine o trauma? Por 24 horas, você não saber o que seus amigos estão fazendo nas redes sociais (sim, porque boa parte daquelas coisas legais que eles mostram, só fazem na rede) ? Ou, eliminar sua interação com aqueles grupinhos legais do WhatsApp? A humanidade se desintegraria. Nossas famílias, com certeza.

 

Meu pedido é apenas que você deixe de acessar o celular enquanto estiver dirigindo.

 

(Opa, você não tem carro e só anda de transporte público ou usa táxi e serviços de compartilhamento? Então, fique tranquilo. Você não precisa entrar nesta campanha, mas antes de desistir do texto “dá um joinha”, coloca entre seus favoritos e compartilha para os seus amigos nas redes sociais.)

 

A ideia surgiu há algum tempo após perceber que parte das mensagens que recebemos no WhatsApp da CBN é enviada por motoristas que se deslocam pela cidade e resolvem contar o que encontram no seu caminho. Um baita perigo!

 

Fácil de entender que se estão escrevendo enquanto conduzem um carro (ônibus, moto, bicicleta e caminhão, também), correm risco; sem contar que cometem irregularidade de trânsito: o código brasileiro impede que sua atenção, ao volante, seja desviada para outras atividades tais como assistir a vídeo, consultar informações na tela do celular, falar ao telefone ou fumar (sim porque o código exige que você use as duas mãos para dirigir e somente solte o volante para a troca de marcha).

 

Nos Estados Unidos, após décadas de recuo nos acidentes de trânsito, o aumento no número de casos tem chamado atenção de autoridades, nos últimos dois anos. Pesquisas não são suficientes ainda para identificar a verdadeira causa deste fenômeno, mas levando em consideração que a fiscalização é a mesma, o processo de educação dos motoristas, também, o sistema viário apenas avançou e a segurança dos carros aumentou, desconfia-se que a resposta esteja no uso do celular que mudou o comportamento dos motoristas ao volante. Foi o que me contou nesta segunda-feira, o secretário municipal de Transportes, em São Paulo, Sérgio Aveleda, bastante preocupado com este fenômeno na segurança de trânsito.

 

A solução para este drama, é bem provável, será encontrada na própria tecnologia que conectará o seu aparelho automaticamente ao sistema do carro, o impedirá de acessar o telefone, limitando-o ao comando de voz. Mais à frente, a interferência humana também será reduzida com a maior participação de carros “sem motorista” na frota urbana, carros que “não bebem”, “não falam ao celular”, “identificam pedestres com precisão”, “não trocam de faixa sem sinalizar” e “se distanciam de bicicletas” – estas coisas que a maioria de nós esquece de fazer quando está ao volante.

 

Como ainda dependemos do avanço da tecnologia, façamos o que está ao nosso alcance, reforçando a fiscalização e realizando campanhas permanentes de conscientização no trânsito.

 

No Jornal da CBN, nosso convite para que o ouvinte fale conosco pelo WhatsApp, Twitter ou e-mail virá sempre acompanhado do alerta para que não leiam nem postem mensagem enquanto estiverem dirigindo. Deixem para opinar, sugerir ou reclamar quando chegarem ao destino ou peçam para quem estiver ao lado que envie a mensagem.

 

Taí a nossa campanha: diga não ao celular, enquanto estiver dirigindo! Celular ao volante, não é legal!

São Silvestre venceu revoluções e guerras. Será forte para superar a má organização?

 

 

Por Carlos Magno Gibrail

  

 

  

 

Pessoas não inscritas podem entrar como penetra num evento gigantesco com 30 mil atletas regularmente credenciados, ocupando assim precioso espaço, usufruindo da estrutura do evento e servindo-se dos necessários líquidos e alimentos destinados ao grupo que pagou R$ 160 para ter esses direitos. E boa parte desse pessoal ficou sem água durante o percurso. Isso, quando não teve celular roubado por intrusos, que corriam mais.

  

 

Essas ocorrências geradas pela má organização da 92a. Corrida de São Silvestre redundaram em várias reclamações via internet e e-mails. Destaco aqui o que recebi do Dr. Marcelo Alves Moreira, médico ortopedista, experiente atleta amador, com participação em provas nas cidades de Buenos Aires, Berlim, Chicago e Nova York:

  

 

 
 

 

“O problema são as grandes falhas da organizadora (Yescon). Começamos com o grande número de pessoas não inscritas já se acotovelando na Paulista. Em seguida, o horário não é adequado para uma prova de 15 km num país tropical: às 8 da manhã já marcavam 28 graus Celsius nos termômetros.
 

 

 

Bem, mas A hidratação seguiu padrões mundiais das maratonas que nos seus 42 km, mantêm, a cada quase 4 km, um posto. É! mas essas corridas não chegam à temperatura de 31 graus às 10h, quando passei no primeiro posto de hidratação que já apresentava dificuldade para conseguir um copinho…

  

 

No segundo posto de hidratação, na Avenida Rio Branco, já não consegui pegar água. Atravessamos a rua e ficamos na fila por 15 minutos. Tivemos tempo até de presenciar o roubo de um celular de uma corredora por um trombadinha que corria mais que ela…

  

 

Convivas de outras cidades e até de outros países vizinhos, reclamavam muito de toda organização do festejo.

  

 

Bom, no final ganhamos um brinde, uma bela medalha – realmente – mas a falta de educação e a agressividade da “hostess” que me entregou quase fez perder a paciência e me irritar”.

 
 

 

O charme da corrida noturna na passagem de ano, que Casper Líbero, milionário paulista do setor de mídia conseguiu trazer, foi crescendo e desde seu início, em 1925, viu-se uma evolução constante. A Corrida de São Silvestre tornara-se um dos maiores momentos no calendário esportivo. A ponto de nunca ser interrompido. Passou incólume até pela Revolução Constitucionalista de 1932 e da Segunda Guerra Mundial.

  

 

A cidade de São Paulo incorporou de tal modo a São Silvestre que paulistanos postergavam as viagens de fim de ano para assistir aos ídolos da Corrida que eram atraídos pela festa de A GAZETA.

  

 

O declínio do jornal que a criou colocou a nova realidade e outros investidores vieram, com diferentes interesses.

  

 

Tiraram-na do horário noturno e a magia se desfez, restando à São Silvestre competir com outros embates do pedestrianismo.

  

 

Daí a importância suprema, hoje, do esmero organizacional. Perder charme e singularidade é palatável, mas perder a ordem é imperdoável.

  

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Mílton Jung, às quartas-feiras.
 

 

*As fotos que ilustram este post são do site oficial da Corrida de São Silvestre

Detox digital virou artigo de luxo em hotel

 

Por Ricardo Ojeda Marins

 

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Smartphone. WhatsApp. Facebook. Instagram. Twitter.

 

Estes são apenas alguns dos ícones do mundo digital que alcançam hoje pessoas de todas as idades ao redor do mundo. Algumas mais, outras menos digitais. Todas, porém, sofrendo forte pressão para se renderem às ferramentas online.

 

Pesquisa realizada pela ecomScore diz que o Brasil é líder no tempo gasto em redes sociais, em média 60% a mais do que o restante do mundo, tendo 45% de sua população online usando 650 horas em média por mês estas ferramentas, seja através de celulares ou computadores.

 

Seja por lazer, parcialmente por questões de trabalho ou negócios, a verdade é que não podemos negar que o uso de celulares e todos os aplicativos e facilidades que estes nos trazem se tornou um vício. Principalmente no Brasil, se nos atentarmos aos números da pesquisa acima. E apesar de usarmos muito e até sentirmos prazer com tanta tecnologia, se desconectar parece ser um sonho, um luxo muito longe de ser alcançado.

 

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Com o objetivo de incentivar os hóspedes a se desligarem do mundo virtual,a rede hoteleira Grand Velas Resorts lançou um programa de Digital Detox, onde os hóspedes podem optar por deixar seus aparelhos eletrônicos de lado para vivenciar melhor as experiências oferecidas pelo resort em suas unidades da Riviera Nayarit e Riviera Maya,ambas no México. Ao fazer o check in, o hóspede é informado sobre o programa especial e, caso realmente queira participar, será convidado a deixar todos seus equipamentos com a equipe do hotel. Além disso, a TV de tela plana da suíte escolhida será substituída por jogos de tabuleiro.

 

Férias sem celular. Sem iPad. Sem “selfie”. Sem WhatsApp. Sem Instagram.

 

Você toparia esse desafio de ficar alguns dias sem acesso ao seu celular e “desconectar-se” do mundo? Já pensou nisso?

 

Para o consumidor contemporâneo pode até parecer uma abstinência e, de fato, não deixará de sê-lo para os mais “plugados”, mas certamente possibilitará a eles o privilégio de refletir sobre sua própria vida, além, claro, de poder descansar, ler, e principalmente estar próximo (de verdade) das pessoas ao seu redor.

 

Ricardo Ojeda Marins é Professional & Self Coach, Administrador de Empresas pela FMU-SP e possui MBA em “arketing pela PUC-SP. Possui MBA em Gestão do Luxo na FAAP, é autor do Blog Infinite Luxury e escreve às sextas-feiras no Blog do Mílton Jung.