Por Maria Lucia Solla
Olá,
Criamos cada dia maior barreira entre nós e a Natureza e, separados dela, nos perdemos.
De que Natureza é Vida, e de que somos Um com ela, disso nos esquecemos.
Temos alma, repetimos prepotentes; cheios de certeza,
e essa jóia ela não tem, a tão defendida Natureza.
“Bando de naturebas.
Esquecerem-se de que aprendemos a nos unir por Reinos, eu, você e eles
e a mantermos, bem separados, cada um e todos eles?”
“Olha só com que tipo de gente você está se misturando, meu filho!
Espera só que se não me obedecer, te faço ajoelhar no milho, até o
anoitecer.”
Mas o simples mortal nunca se considera tão simples assim e acha brega o papo de voltar à Natureza e à própria essência.
Estratificamos assim a nossa existência:
Lá em baixo o inferno
onde faz calor mesmo no inverno.
Depois vem nosso planeta, a Terra
onde há riqueza, e o alimento se encerra.
Logo depois, o que brota dela
milho, feijão, boi, vaca, cão e cadela.
Em seguida viemos nós
que separados disso tudo, com orgulho,
nos sentimos cada dia mais sós.
E finalmente vem o céu,
mas o que não percebemos, de tão sutil que tudo isso é,
é que logo depois dele, vem de novo o inferno.
É que, na verdade, é o céu que nos separa dele – do mundo cruel – com um simples e tênue véu.
Disso tudo, o que ainda mais não percebemos é que todas essas camadas nos permeiam e que nós as permeamos também.
Me perdoe, mas por hoje cansei.
Permite, Vida, que eu desligue só por hoje, mente e coração!
Não aguento mais, a cada segundo, ter de aprender uma nova lição.
E você se sente assim também?
Pense nisso, ou não, e até a semana que vem
PS 1: Quero agradecer a Mário Castello e a Stratos Giamoukoglou o enriquecimento do meu album de fotografia.
PS 2: Música: De e por Maxime Le Forestier, “Comme un arbre” do cd Essentielles
Maria Lucia Solla é terapeuta e professora de língua estrangeira. Aos domingos, escreve e desvenda o véu da vida no Blog do Mílton Jung