Adote um Vereador recebe adesões de todo o país

 

As primeiras adesões e sugestões em torno da nova etapa da Rede Adote um Vereador começaram a chegar nessa segunda-feira. A primeira delas foi apresentada pelo ouvinte-internauta Henrique Bourquim que se comprometeu a acompanhar a candidatura de Ari Friedenbach (PPS) que conseguiu mais de 22 mil votos e se elegeu pela primeira à Câmara Municipal de São Paulo. Henrique não perdeu tempo e o blog “Adotei Ari” já está no ar a espera da colaboração de outros paulistanos.

 

Do Espírito Santo, recebi a mensagem a seguir de Tatiana da Costa Corrêa Leite:

 

Sou advogada em SP e acompanho um grupo de cidadania de um pequeno município do Espírito Santo no Facebook (Piúma laboratório de cidadania) e venho fomentando a criação do Adote um Vereador naquela cidade por meio de diversas postagens. Pois bem, eles acreditaram na ideia e estão se estruturando para colocar este projeto em prática na próxima legislatura. Assim, gostaria que vocês soubessem que este projeto encontrou cidadãos comprometidos com a cidade em que vivem e em breve sairá “do papel”. Sucesso para todos nós!

 

De Pernambuco, a iniciativa é do professor Carlos Eduardo de Oliveira com o #Adote-Um-Vereador-GUS:

 

Conheci este projeto em 2010, quando fiquei muito empolgado para fazer adoção de um dos políticos de disputavam o pleito para os cargos de deputado estadual e federal. Ainda fiz alguns acompanhamentos mas sem divulgação. Desta vez, quero encarar o projeto com seriedade, encabeçando uma proposta em nível municipal para adoção dos vereadores eleitos na câmara municipal de Garanhuns (PE), para o período de 2013 à 2016. Como sou professor pretendo começar com a divulgação da proposta entre meus alunos, tanto do Ens. Médio, quanto do Ens. Superior que leciono. Pretendo criar uma página guarda-chuva para que outras páginas possam ser vinculadas a ela. Pretendo criar links para vários documentos que vcs já produziram e publicaram. Posso fazer isso? Tens alguma sugestão para começar?

 

O Carlos Araújo não disse de onde escreve mas deixou claro seu entusiasmo em interesse em levar a frente o Adote um Vereado:

 

Quero fazer em minha cidade um site sobre o Adote um Vereador. Pelo que pude ler em seu site, cada um tem autonomia para fazer como puder, criando um site ou um blog, e buscando informações e cobrando do seu candidato. É isso? E você mantém alguma rede nacional para divulgar ou mostrar s várias redes pelo país sobre o Adote um Vereador?

 

Como o Adote um Vereador surgiu em São Paulo é por aqui que se concentra parte do trabalho de divulgação. O ideal é que cada cidade tenha uma página própria como acontece com o site Adote um Vereador SP, mas os dados também podem ser publicados no wikisite do movimento que foi o primeiro espaço público aberto para compartilhamento de informações sobre a rede que se dedica a acompanhar, monitorar, fiscalizar e espalhar o trabalho dos vereadores.

“Eu sou um cidadão …” estimula morador a cuidar da cidade

 

Oded Grajew é um provocador. Nunca está contente com as conquistas alcançadas. Quer ir além, provocar novos movimentos. Fez isto quando era empresário e percebeu que as empresas tinham responsabilidades com a sociedade. Daí surgiu o Instituto Ethos. Fez, também, quando entendeu que as pessoas teriam mais força se estivessem organizadas em instituições. E depois reuniu estas instituições em uma grande rede, a Nossa São Paulo. Conseguiu mobilizar diferentes grupos e políticos para a implantação do Plano de Metas na capital paulista. Assim que foi aprovado, levou a ideia para o Brasil. Agora, recebeu o título de Cidadão Paulistano, concedido pela Câmara Municipal, e quer que todos os moradores desta cidade também tenham este direito. Na terça-feira à noite, durante cerimônia no legislativo municipal, lançou a campanha “Eu sou um cidadão paulistano” para estimular os moradores a participarem do desenvolvimento da cidade.

 

Evidentemente que Oded não fez tudo isso sozinho, pois ele sempre confiou no poder do coletivo. É com esta força que ele acredita que poderá convencer os cidadãos, não apenas de São Paulo, mas de todas as cidades brasileiras a se credenciarem ao título. Para isto, cabe a cada um de nós respeitar o vizinho, dar preferência ao pedestre, cuidar do seu quarteirão, não desperdiçar água, reciclar os resíduos sólidos, preservar sua calçada e o meio ambiente, entre tantas ações que estão ao nosso alcance.

 

Ouça a entrevisa que fiz no Jornal da CBN com Oded Grajew sobre a campanha “Eu sou um cidadão …”

 

A seguir, reproduzo alguns dos banners e adesivos que serão sugeridos aos cidadãos:

 

A Gazeta: destaque para a rede Adote um Vereador

 

A rede Adote um Vereador foi destaque na edição dominical do jornal A Gazeta, do Espírito Santo, em reportagem de duas páginas produzida pela repórter Cláudia Feliz, a partir de conversa por telefone que tivemos nesta semana. Excelente oportunidade para que as ideias que há quatro anos são defendidas pelo grupo que está à frente do Adote cheguem a um número ainda maior de cidadãos. Às vésperas da eleição municipal fazemos, também, um alerta para a importância deste momento e a necessidade de fazermos uma escolha coerente e consciente.

 

Valor e preço da democracia

 

Nei Alberto Pies
Professor e ativista de direitos humanos

 

“Meu ideal político é a democracia, para que todo homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado.” (Albert Einstein)

 

Se o bem maior da nossa sociedade é a democracia porque pagamos tão caro por ela? Se a liberdade de expressão e comunicação é de tão significativo valor, porque se impõem tantas dificuldades para a gente se comunicar? Por que custam tanto as campanhas políticas se as mesmas visam subsidiar nossas escolhas, tendo em vista diferentes projetos em disputa na sociedade? Por que a democracia cobra seu preço? Quando chegaremos a concluir que, para que a democracia aconteça, todos tem de pagar um preço?

 

É importante recordar que democracia, como outros tantos valores da sociedade, nasceu do grego demo=povo e cracia=governo, ou seja, governo do povo. Democracia é um sistema em que as pessoas de um país podem participar da vida política. Esta participação pode ocorrer através de eleições, plebiscitos e referendos. Numa democracia, as pessoas possuem liberdade de expressão e podem manifestar suas opiniões. Por isso mesmo, embora com sentidos distintos, política e democracia se complementam.

 

A democracia é a melhor forma de governo e de poder, mas poucas pessoas fazem da política um instrumento de cidadania. Muitos preferem, ou assim lhes foi ensinado, que política e democracia são um mero ritual de escolha, através das eleições. Neste sentido, a política distanciou-se da vida cotidiana e real; parece mais um espetáculo midiático a que nos submetemos a cada dois anos em nosso país.

 

Ouso afirmar que nossa apatia política colabora muito para elevar os custos e determinar a qualidade de nossa democracia. Como abrimos mão de participar ativa e cotidianamente das decisões tomadas pelos políticos envolvendo os destinos de nossas cidades – o que nos garantiria estar por dentro dos processos -, acabamos submetidos aos espetáculos de marketing midiático. Dá para imaginar como seria uma campanha sem o largo uso da mídia (rádios, televisão, impressos,…)? Como conheceríamos as propostas e os candidatos que se dispõem a nos representar?

 

A consequência direta da participação efetiva e permanente das pessoas nas questões que envolvem a política e a sociedade será a relativização dos espetáculos midiáticos que envolvem as campanhas políticas, uma vez que não precisaremos mais tanto deles para subsidiar nossas escolhas. A política e a democracia, com participação, serão mais autênticas e mais fidedignas com a realidade. O preço pela democracia é a nossa participação, não a nossa apatia!

 

Cidadãos querem Ficha Limpa em Bertioga

Ficha Limpa em Bertioga

 

Moradores e eleitores de Bertioga, no litoral paulista, aproveitaram o dia de aniversário da cidade, 18 de maio, para iniciarem coleta de assinatura em documento que pede para que a Câmara Municipal aprove a lei do Ficha Limpa para contratação e indicação de pessoal no serviço público. A intenção é levar para a cidade o mesmo mecanismo que afastou parcela dos políticos brasileiros das eleições e já está implantado em alguns Estados e municípios. Com esta regra, pessoas condenadas em primeira instância por irregularidades administrativas, por exemplo, não poderiam ser convidadas para ocupar uma secretaria municipal. Para apoiar esta iniciativa entre em contato com o Movimento Voto Consciente de Bertioga. Se na sua cidade esta iniciativa ainda não foi tomada, o que você está esperando. Organize-se, apoie as organizações sociais do município e mobilize sua comunidade.

Mundo Corporativo: Cidadania corporativa constrói marcas

 

Cidadania corporativa é a forma como as empresas se relacionam com a sociedade, consumidores, parceiros, colaboradores e governos. O conceito tenta ampliar a visão de sustentabilidade – por muito tempo confundida apenas com causas ambientais – e de responsabilidade social que as empresas desenvolvem. A opinião é da diretora de estratégia da Interbrand Brasil, Daniela Bianchi, entrevistada do programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Pesquisa da Interbrand identificou que de 2 a 3% dos consumidores são levados a comprar um produto devido as ações de cidadania corporativa da empresa. Apesar do percentual ainda ser muito pequeno, Daniela se diz convencida de que a construção de uma marca, atualmente, tem ser pautada por estas ações.

 

 

O Mundo Corporativo vai ao ar às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN, com participação dos ouvintes-internautas pelo e-mail mundocorporativo@cbn.com.br e pelo Twitter @jornaldacbn. O programa é reproduzido aos sábados, no Jornal da CBN.

O cidadão fez política em um dia especial na Câmara

 

Câmara Corrupção

 

Acostumado às galerias vazias, comissões esvaziadas e audiências públicas sem muito “Ibope” (desculpa, aí, não é provocação), a Câmara Municipal de São Paulo viveu um sábado especial com dois eventos populares em suas dependências. A Consocial Livre, que colheu propostas para o evento nacional de onde se pretende ter um país mais transparente e com atuação mais firme da sociedade, e o II Congresso de Combate a Corrupção, organizado pelo #NasRuas, o mesmo grupo de cidadãos que mobilizou, pelas redes sociais, manifestações pelo Brasil inteiro. Neste último, para o qual fui convidado e participei, o encontro foi no mesmo plenário em que vereadores se reúnem todas as semanas para discutir e votar projetos de lei. Em lugar de parlamentares, cidadãos estavam sentados nas confortáveis poltronas que não foram suficientes para receber todos os participantes do evento – muitos se ajeitaram em cadeiras que estavam mais ao fundo. E, lógico, por lá estiveram, também, os fieis voluntários da rede Adote um Vereador, Alecir Macedo e Cláudio Vieira. Na mesa onde os trabalhos são coordenados, estiveram juristas, advogados, cientistas políticos, procuradores, jornalistas, entre outros tantos convidados que debateram ações para tornar a política mais próxima dos anseios da sociedade. Ali se falou em impunidade, imunidade, foro privilegiado, cidadania, ética, educação política e da necessidade de se criar uma Lei Nacional de Corrupção.

 

Fiquei bastante impressionado com a organização e mobilização do grupo que está a frente do #NasRuas. Levar aquela quantidade de pessoas para dentro do plenário demonstra que é possível fazermos uma discussão séria sobre o que se pretende do País. Algumas ideias surgiram e outras foram deixadas de lado com base nos argumentos apresentados pelo elenco de especialistas. É muito cedo para sabermos quanto se avançará ainda neste processo, porém a população dentro do plenário foi de um significado e tanto para mim que – e você, meu caro e raro leitor, é testemunha disso – sempre defendeu a ideia de que cabe a nós, cidadãos, fiscalizar, monitorar e acompanhar cada passo dos políticos que elegemos para construir a política que queremos.