Tá fedendo: cocô de cachorro e saco plástico

 

Uma montoeira de sacos plásticos guardando cocô de cachorro para a eternidade. Escatológica e real esta cena, se levarmos em consideração hábito comum nas cidades. Os donos passeiam com seus cães, recolhem as fezes deles em saquinhos, destes que temos nos supermercados, fecham e jogam na lata do lixo. Eles vão se acumular nos aterros sanitários e levar uma centena de anos para se decompor.

Este foi um dos assuntos que levaram os ouvintes-internautas a enviarem mensagens para o CBN São Paulo, provocados pela reclamação de uma moradora do bairro do Morumbi, Soraya Lesjak, contra os donos de cães que usam a Praça Vinícius de Morais como banheiro público para seus bichinhos de estimação.

Claro que deixar o dejeto no meio do caminho é nojento e falta de respeito. Assim como recolher no saquinho plástico e jogá-lo embaixo da primeira árvore que aparecer, como foi descrito pela ouvinte-internauta, a Joana, que mora na Vila Mariana. Mas está na hora de darmos um passo a frente nesta história e abandonar o saco plástico.

Marcos Valenti, que por sinal frequenta a Vinicius de Morais e diz que a maioria das pessoas respeita o local, disse que ao sair para passear com seu cão leva sacos de papel, destes usados em padaria. Mesma tática da Tate Vieira.

Ricardo Ushida, dono do Tião, um dog alemão de 70 quilos, e do Elvis, um sheepdog de 36 quilos, depois de se dar conta que gastava três sacos plásticos por dia, mudou a estratégia: “Saio de casa com quatro folhas duplas de jornal, cada uma dobro no meio e depois dobro mais duas vezes, suficiente para ficar do tamanho do bolso. Quando os cães fazem suas necessidades, abro o jornal e recolho as fezes jogando na lixeira mais próxima.

A mudança de comportamento e o zelo pelo espaço público dependerão muito mais da consciência cidadã do que a força da lei. O Cláudio Vieira, do Adote um Vereador, alertou que a lei 13.131/2001, que disciplia a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos na cidade de São Paulo, determina, multa de apenas R$ 10 para quem desrespeitar o artigo 16: “O condutor de um animal fica obrigado a recolher os dejetos fecais eliminados pelo mesmo em vias e logradouros públicos”

A charge deste post é colaboração do cartunista Fausto Bergocce.

Estudantes adotaram dois vereadores de São Paulo

 

Os alunos da Escola Estadual Martim Francisco adotaram dois vereadores da capital paulista, dentro de projeto pedagógico que tem a intenção de incentivar a participação da sociedade no legislativo. O grupo de alunos, capitaneado pelo professor Eugênio Carvalho, esteve na Câmara, semana passada, e ouviu os vereadores Roberto Tripolli (PV) e Eliseu Gabriel (PSB), escolhidos para serem monitorados nesta etapa do trabalho.

Para chegar até aqui, eles pesquisaram os problemas que a cidade enfrenta em sete áreas: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Criança e Adolescente, Transporte, Habitação e Direitos Humanos. Divididos por temas, selecionaram asinformações mais relevantes e se prepararam para questionar os parlamentares. De acordo com o professor Eugênio, em breve outros vereadores serão incluídos na lista dos estudantes da rede pública e será divulgado um boletim informativo para que a população tenha acesso ao comportamento dos parlamentares.

A Martim Francisco é escola que teve sua sede na Vila Nova Conceição ameaçada de ser derrubada, em 1997, mas que se manteve em pé devido a mobilização da sociedade, em especial moradores da região e comunidade escolar. 

Leia mais sobre o projeto acessando aqui

Conheça e participe do Adote um vereador 

Sujismundo, atual como sempre

 

SUJISMUNDO DA PAULISTA - 18.08

 

Lançado no período do Regime Militar e com lema daqueles que agradam os milicos de plantão (Povo limpo é povo desenvolvido), o personagem Sujismundo ganhou a simpatia do cidadão e se transformou em sinônimo de pessoa sem asseio, desleixada, que desrespeita a cidadania. Carequinha e sempre rodeado por moscas, o desenho foi criado pelo animador e quadrinista Ruy Perotti Barbosa, em 1971. 

Sujismundo foi lembrado hoje durante o Jornal da CBN quando a repórter Mônica Poker registrou entulho abandonado na calçada da avenida Paulista em “ponto viciado” (veja as fotos clicando nas imagens acima). Ela própria já havia denunciado que o local, há algum tempo, vem sendo usado para descarte de material de escritório, geralmente carpete e lâmpadas fluorescentes.

E você relembra o personagem clicando aqui.

Agora o outro lado

Resposta da Subprefeitura da Sé (24.08, 17:19)

“Com relação à informação de lixo na Avenida Paulista, agradecemos e informamos que as equipes de limpeza foram acionadas para recolher o material despejado irregularmente. Reiteramos a importância da consciência e colaboração dos munícipes em procurarem os Ecopontos ou contratarem empresas cadastradas pela Prefeitura para fazer o descarte de entulho de forma adequada em aterros sanitários, evitando transtornos na cidade. Pedimos também a cooperação da população, denunciando e informando a Prefeitura para que possamos autuar os responsáveis pelo descarte irregular de entulho em vias públicas, através do telefone 156 ou pelo site da Prefeitura (www.prefeiturasp.sp.gov.br)

Cinco perguntas para o seu vereador, em São Paulo

 

O “padrinho” Cláudio Vieira que adotou o vereador Marco Aurélio Cunha, em primeiro mandato, esteve no gabinete do parlamentar e deixou cinco perguntas para serem respondidas por e-mail. Mesmo que você não participe diretamente da campanha Adote um Vereador, são boas sugestões para saber como seu representante (?) se comporta na Câmara Municipal de São Paulo.

Os temas propostos estão relacionados a capital paulista, lógico, mas se você mora em outra cidade inspira-se no trabalho de Vieira e cobre do seu parlamentar. Visitar o blog dele pode ser uma boa iniciativa, também.

As perguntas foram as seguintes:

1- O que o senhor pensa à respeito dos fretados?

2- O que o senhor pensa à respeito dos mototáxis?

3- O que o senhor tem a dizer sobre a Lei Antifumo no estado de São Paulo?

4- O senhor é contra ou à favor do recesso no meio do ano na Câmara Municipal?

5- O que o senhor acha desse acompanhamento que o Adote um Vereador faz do senhor na Câmara?

Subprefeitura responde Buracos da Cidade

 

Nota da Secretaria Municipal das Subprefeituras em resposta a divulgação de notícias sobre buracos na cidade publicadas no Blog do Mílton Jung e na rádio CBN, pela repórter Cátia Toffoletto:

Em relação a buracos no asfalto de São Paulo apontados na semana passada pela reportagem de Cátia Tofoletto e da Mônica Pocker, por ouvintes e postados no álbum “Caça-Buracos”, informamos que:

Na rua Canuto do Val, no Centro, trata-se de um problema em um serviço realizado pela Sabesp, que já foi acionada pela Subprefeitura da Sé e fará a manutenção da via. Os buracos na avenida Paulista e no Viaduto Diário Popular já foram tapados pelas equipes da Subprefeitura.

Os buracos da rua Conselheiro Belisário, esquina com a rua Miller e na rua Santa Rita, próximo à rua Joaquim Carlos, foram tapados por equipes da Subprefeitura Mooca. Já os buracos da rua da Juta, também na Mooca, são de responsabilidade da SABESP, que já foi notificada a realizar os reparos necessários o mais breve possível.

Na rua Santa Marcelina, região da Subprefeitura Itaquera, uma vistoria técnica constatou que o problema são ondulações no pavimento, que demandam nova capa de asfalto. Por isso, a via será priorizada na próxima etapa do programa de recapeamento. Enquanto isso não ocorre, o local será monitorado para receber sempre que necessário serviços de tapa-buraco.

Por fim, na rua Carlos Viccari, o buraco é de responsabilidade da Sabesp, que foi multada em 5 de agosto pela Subprefeitura da Lapa e já executou o conserto do local.

Agradecemos a CBN pelas informações e permanecemos atentos às novas denúncias de ouvintes e da reportagem.

Atenciosamente,

Secretaria das Subprefeituras

Mais de 3 mil já responderam o IRBEM

 

São mais de 3 mil as pessoas que aceitaram responder, até semana passada, o questionário do IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), na cidade de São Paulo. Esta é a primeira etapa da ação que vai identificar fatores importantes para definir o nível de qualidade de vida do paulistano. O cidadão indica em 24 temas o que é mais importante para o seu bem-estar.

Grandes empresas, instituições de ensino, sociais e religiosas aderiram ao trabalho organizado pelo Movimento Nossa São Paulo.

A Eletropaulo é uma das parceiras e publicou as informações do IRBEM na intranet para seus mais de 5,3 mil funcionários. Além de incentivá-los a preencherem o questionário on line, imprimiu o material para os que não tem acesso à internet.

O Greenpeace também decidiu mobilizar seus integrantes e colaboradores de São Paulo e região metropolitana a participarem da construção dos indicadores.

Esta primeira etapa, na qual as pessoas preenchem o questionário, se encerra em 30 de setembro. Para ter mais informações acesse a página do IRBEM no site do Nossa São Paulo.

Encontro do Adote um Vereador

Adote um Vereador

Sábado com sol, apropriado para um passeio na cidade, e um grupo de paulistanos decide se encontrar no Centro Cultural São Paulo, transformado em espécie de quartel general da campanha Adote um Vereador. É lá pelo menos que alguns dos participantes se reúnem uma vez por mês para trocar informação sobre o acompanhamento que fazem dos vereadores na Capital paulista. Boa parte da turma de padrinhos prefere conversar pelo no fórum digital ou toca seu trabalho em “voo solo”.

Aproveito o post do Mário CEZAR Nogales que adotou o vereador Aurélio Miguel (PR) para registrar o que foi discutido por lá. Assim que tiver outros comentários sobre o assunto, publicarei, também:

O Que Fizemos

Além do papo informal, é claro, afinal é um encontro para troca de ideias, estamos caminhando este grupo do adote para algo mais formal e com mais ênfase na melhoria da cidade e da cultura política, pois, afinal de contas, somos todos poliíicos de uma forma ou de outra.

Pontos Claros

Alguns tópicos nos chamaram a atenção e aqui os elencarei:

1 – Seriedade dos participantes do Adote Um Vereador
Como estamos querendo um grupo coeso, eficiente e eficaz, que não fique somente na janela observando como interlocutores, estamos na formação de um grupo sério, oficial e com regras para que mantenhamos a credibilidade do grupo, isto quer dizer que os participantes deverão ser ativos e estar engajados com a melhoria da cidade e dos politicos que à representam

2 – Uma visita formal à Camara.
Nesta visita, de surpresa, que faremos à câmara em conjunto, nos encontraremos lá e convidaremos nossos afilhados a participarem de um encontro deste grupo do Adote um Vereador para discutirmos com eles os rumos da cidade.

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Participe do Encontro do Adote um Vereador

 

Neste sábado, integrantes da campanha Adote um Vereador, em São Paulo, se encontrarão para discutir assuntos relacionados ao movimento que se iniciou neste ano e tem como objetivo fiscalizar e divulgar o trabalho dos parlamentares das câmaras municipais. É um bate-papo informal para que troquem experiência sobre as ações que realizam no controle do legislativo. Boa oportunidade para mobilizar aqueles que ainda tem dúvida sobre a importância da participação do cidadão na política.

A reunião será neste sábado, às duas da tarde, no Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1000 (fone: 3397-4002). Os participantes se encontram sempre ao lado da cantina, próximo das mesas de xadrez.

Calçadas são barreiras urbanas em São Paulo

Dr Zuquim Dez 16

Para proteger as árvores, o condomínio da avenida Diogenes Ribeiro de Lima, em Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, construiu canteiros que tiraram espaço da calçada. Os cadeirantes tem dificuldade para andar no local e deficientes visuais perdem referência ao encostar a bengala no pequeno muro próximo do meio fio. A história foi contatada por um ouvinte-internauta que pediu para não ter seu nome publicado, mas que ficou sensibilizado com a situação.

Provocado pela mensagem enviada ao Cidade Inclusiva, o comentarista Cid Torquato trouxe, nesta segunda,  a discussão sobre o calçamento na capital paulista, uma encrenca sem fim: “ Elas são esburacadas, estreitas, feitas de materiais inadequados, fora as árvores, postes, jardineiras, degraus, camelôs etc. Mesma coisa com prédios e locais públicos. É uma reclamação recorrente dos ouvintes”.

Para Cid, seria necessária intervenção mais efetiva da prefeitura nestes casos, semelhante ao que foi feito na avenida Paulista. Na ideia dele, o poder público reformaria a calçada e mandaria a conta para o proprietário dos bairros mais ricos que subsidiariam a conservação nos mais pobres.

Comentei com Cid  sobre a sequência de imagens feitas por ouvintes-internautas que fazem parte do nosso álbum no Flickr e mostram o desrespeito às calçadas e ao cidadão. Reproduzo neste post algumas destas fotos:

Foi o assunto entrar em pauta no Cidade Inclusiva e as mensagens começaram a chegar no CBN SP, assinadas por ouvintes-internautas indignados com as condições do calçamento na capital e cidades vizinhas. Jesulino Alves, por exemplo, fala de Guarulhos: “Não tem coisa que agride mais o direito de ir e vir do que uma calçada ocupada, mas ninguém consegue resolver isso, é incrível !”. Ele relata que pequenos supermercados costumam usar a calçada como extensão do seu negócio. E no centro, camelôs tomam o passeio. Nada que não tenhamos visto em São Paulo.

Sérgio Gigli fez fotos na Ataliba Leonel, na zona norte da capital, para mostrar como oficinas e borracharia exploram o espaço público. A imagem que você vê no alto deste post é no início da Dr. Zuquim. Basta passar por lá e todos conseguem enxergar a irrgularidade. Até os fiscais conseguiriam fazê-lo se interesse tivessem.

Francisco Piedrahita traz sua experiência de Montevideo, Uruguai:  “La há calçamento padrão nas ruas e o proprietário está obrigado a manter a calçada de sua propriedade em condições segundo as disposições legais”. Aqui também Francisco.

A diferença: “Se não o fizer (a conservação) a Prefeitura as repara e acrescenta a despesa ao valor do imposto equivalente ao IPTU. O preço do serviço feito pela Prefeitura é muito maior, porque o serviço é terceirizado”

E você, qual a sua experiência com calçadas ?