#EuVotoPiracicaba permite que cidadão conheça e vote em projetos de lei

 

Voto

 

 
O Observatório Cidadão de Piracicaba e a Rede Engajados lançaram canal de participação e aproximação do cidadão com o poder público: é a plataforma #EuVotoPiracicaba (www.euvotopiracicaba.org.br), que publica projetos de lei em discussão na Câmara de Vereadores e permite ao eleitor registrar se é contra, a favor ou se abstém em relação a proposta.O resultado será encaminhado aos vereadores com o objetivo de contribuir para o debate dos projetos e para as decisões da Câmara.

 

Para Tiago Lazier, da Rede Engajados, que trabalha com ferramentas colaborativas que estimulam o engajamento do cidadão, a plataforma vai permitir que os moradores de Piracicaba se conectem melhor com a cidade, informando-se e opinando sobre os rumos da política local.
 

 

A iniciativa é inspirada em experiência desenvolvida na Argentina, que já se repete nos Estados Unidos, Espanha, México, Ucrânia, Finlândia e foi lançada na cidade de São Paulo, esse ano.

 

A escolha dos projetos que constarão da plataforma será realizada pelo Observatório Cidadão de Piracicaba, que  está aberto a sugestões dos moradores e vereadores  da cidade, a partir de critérios  que levam em conta o  potencial de impacto:
 

 

Na qualidade da vida da população.
Na sustentabilidade e conservação ambiental.
Nos direitos humanos e na justiça social.
No desenvolvimento econômico do município.
Na transparência e na participação social nas decisões públicas.

 

Cada projeto ficará disponível na plataforma por tempo determinado, especificado no site.

 

Renato Morgado, coordenador de políticas públicas do IMAFLORA, conta que nas cidades onde a plataforma já existe cresceu a participação das pessoas nos debates das casas legislativas. Para ele, ”o #EuVotoPiracicaba contribuirá para o aprofundamento da democracia no município”.

Adote um Vereador estará na Virada Política; venha você, também!

 

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A experiência do Adote Um Vereador será apresentada na Virada Política, que se realizará nesse sábado, dia 7 de novembro, em São Paulo. Rafael Carvalho, que teve atuação importante no controle do trabalho dos vereadores e tem desenvolvido uma série de ações no campo da cidadania política, estará no encontro para descrever vitórias, frustrações e desafios que ideias como a do Adote enfrentam no cotidiano.

 

A Virada reunirá em um mesmo espaço pensadores, ativistas, artistas e simpatizantes com o objetivo de aprofundar projetos, conectar ações e inspirar pessoas. O evento está sendo organizado por um coletivo de cidadãos e de maneira colaborativa, sem nenhuma ligação partidária. Conforme os participantes da Virada, “estamos fazendo tudo na base da colaboração e da empolgação e isso a gente tem de sobra”.

 

A intenção é reunir projetos, movimentos e organizações que acreditam no potencial das pessoas em influenciar o destino da política na sua cidade, no seu Estado e no País. O encontro será na rua Simão Álvares, 788, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

 

Rafael Carvalho apresentará suas impressões sobre o Adote um Vereador, a partir das 16 horas, ao lado do pessoal do Eu Voto Distrital e do Ocupe os Conselhos Municipais.

 

Todos os integrantes do Adote um Vereador, assim como você que lê este texto, são convidados a estarem por lá e colaborarem com sua experiência, opinião e provocação.

 

Inscreva-se, conheça e compartilhe outras informações sobre a Virada Política.

 

Participe! Seja cidadão!

“Nosso poder não é de fiscalizar”, diz parlamentar. Como não, vereador?

 

 

Os vereadores têm duas funções importantes de acordo com a Constituição: fazer leis e fiscalizar o Executivo. É para isso que são eleitos. Parece, porém, que nem todos os vereadores sabem disso.

 

Sempre atento ao que dizem e fazem na Câmara Municipal de São Paulo, Alecir Macedo, que participa do Adote um Vereador, ficou intrigado com o discurso do vereador Salomão Pereira, do PSDB, no plenário da casa, em uma sessão realizada em setembro deste ano, que você confere no vídeo acima.

 

Durante o Grande Expediente, o parlamentar comentava situação que vivenciou durante o programa Câmara no Seu Bairro, realizado na Casa Verde, na zona norte da capital paulista. Uma senhora havia pedido que os vereadores encontrassem uma solução para a quantidade de ossadas, restos mortais e peças de roupas espalhadas nos arredores de um cemitério da região.

 

Na justificativa para a falta de ação, Salomão Pereira se saiu com essa: “o nosso poder não é de fiscalizar, o nosso poder é de criar leis pra que essa lei seja cumprida pra (sic) todos por aí”.

 

Opa! Salvo engano, o vereador esqueceu que além de criar leis, os legisladores devem, sim, fiscalizar e cobrar do poder executivo que tome as devidas providências. Pois havendo ou não lei que autorize a incineração de restos mortais – e ele disse que não existe -, me parece óbvio que a prefeitura obrigatoriamente tem de manter o local limpo. E se não o faz, cabe ao vereador cobrar do prefeito, do subprefeito, das secretarias responsáveis e da própria administração do cemitério. É trabalho dele, também!

 

E pelo que disse na tribuna, tempo é que não falta para que a fiscalização seja exercida. Ao reclamar da paralisia na apreciação de projetos de lei na Câmara paulistana, Salomão Pereira diagnosticou: “… precisa mudar o conceito aqui, porque fica a semana toda aqui enrolando mais do que trabalhando”.

 

Então, para de enrolar, vereador, e vai fiscalizar!

Controle do cidadão pode fazer das parcerias público-privadas solução para mobilidade

 

 

Mediar o debate no Connected Smart Cities – Cidades do Futuro no Brasil foi um enorme desafio pois a parte que me coube foi tornar claro ao público de que maneira poderíamos encontrar investimentos para as obras de mobilidade necessárias nas cidades brasileiras. Menos mal que na mesa de discussão havia gente gabaritada, daqui e do exterior. No foco da nossa conversa, estavam as parcerias públicos-privadas, sistema que tem permitido a ampliação e modernização dos sistemas de transportes, mas que, para alcançar o resultado pretendido, depende de regras muito bem definidas e controle da sociedade. No vídeo, gravado logo após o debate, ocorrido no último dia do seminário, em São Paulo, apresento de forma resumida o que penso sobre o tema.

Adote um Vereador: de cara nova e a espera da sua cara

 

Adote Um Vereador

 

Havia uma cara nova na camisa de cada um, apesar de não haver caras novas vestindo a camisa. No primeiro encontro do Adote um Vereador, em São Paulo, neste segundo semestre, fomos apresentados ao novo visual do grupo, criado pelo Christian e Fernando, dois artistas da serigrafia que se dispuseram a nos ajudar. O que antes era uma foto transformou-se em caricatura, como são alguns de nossos vereadores (não todos, é lógico). O jovem com lupa, cabelo bem aparado e cara de sério, ganhou ares de irreverência, como se fosse um convite para que assim sejamos no controle do trabalho desenvolvido pelos parlamentares.

 

Christian e Fernando doaram seu tempo para fazer as novas camisas

Christian e Fernando doaram seu tempo para fazer as novas camisas

 

Em 2008, quando iniciamos, éramos apenas uma ideia. Ganhamos adeptos e perdemos muitos. A nos consolar, o fato de que a semente se espalhou por outras cidades e ganhou forma própria. Alguns fiscalizam e analisam seus vereadores com critérios bem estabelecidos, outros apenas com o sentimento de um cidadão disposto a fazer mais pela sua cidade (e, convenhamos, isso não é pouca coisa). De vez em quando avançamos, outras, recuamos. Mas não desistimos. Insistimos.

 

Os que estavam na mesa do café do Pateo do Collegio, sábado passado, eram alguns dos insistentes. Alecir Macedo, que mantém o site e o blog do grupo, talvez seja o maior deles, pois está desde os primeiros momentos e aparece na Câmara, bate na porta do gabinete, ouve muito e fala mais ainda. Provoca reações nos vereadores e reclama de tudo e de todos. Inclusive dele próprio. Se não vai ate lá, senta-se diante do computador, se informa e dispara seus comentários. Provavelmente, se você sentar ao lado dele e ouvi-lo falando vai imaginar que é um descrente na mudança das coisas. Já não caio mais nessa. Pois quem não tem fé, não luta tanto quanto ele.

 

Adote um Vereador se encontrou no Pateo do Collegio, em São Paulo

Adote um Vereador se encontrou no Pateo do Collegio, em São Paulo

 

Ao nosso lado, também havia Sonia e Danilo, conhecidos de longa data de todos aqueles que se esforçam por uma cidade melhor. Eles sempre nos inspiraram, apesar de hoje darem a entender que cansaram de tanta luta. Eu sei que é só da boca para fora. O Danilo vai na Câmara, assiste à reunião dos líderes, participa das audiências públicas e protesta com seu olhar crítico e palavras certeiras. A Sonia integra, agora, o conselho de um dos parque da cidade e, também, nos ajuda a entender melhor o que acontece no legislativo municipal graças a sua experiência.

 

Os demais e todos os que se ausentaram, alguns, inclusive, que decidiram se calar, lamento, já foram contaminados pela ideia de que o cidadão tem de ser o protagonista de sua cidade. Por mais que pareçam desestimulados, precisam de muito pouco para voltar. E, tenho a esperança, de que uma nova imagem chame atenção deles e os faça renovar suas boas intenções e suas excelentes ações em defesa do nosso ambiente urbano.

 

Tenha certeza, o Adote um Vereador estará sempre disposto a recebê-lo de volta, de braços abertos e, agora, de camisa e cara novas. Se quiser vesti-la, é só nos encontrar no segundo sábado de todos os meses, lá no Pateo do Collegio, centro de São Paulo. Eu espero você. Até lá!

De partidos partidos 2015

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Olá, “caro e raro leitor”,

 

este texto foi escrito e publicado aqui no blog do Mílton Jung, em novembro de 2007. Foi publicado novamente aqui em abril de 2014, e eis que insiste em voltar, e volta lindo, leve e jovem como se tivesse sido escrito ontem.

 

Triste, né?

 

Tem-se discutido muito, e acaloradamente, sobre partidos e parlamentares e o fato de esses trafegarem por aqueles, ao aceno da mínima vantagem. Ser de direita, ou de esquerda, não é mais uma questão de sentar-se à esquerda ou à direita do plenário, como em idos tempos. Os partidos por sua vez querem que o mandato e o parlamentar lhes pertençam para terem munição(estamos em guerra e não percebi). De todo modo, fica claro que se foi o tempo de convicções e de construção da democracia. Romântica e femininamente, imagino um tempo em que alguns governavam (trabalhavam) enquanto outros fiscalizavam. De olho, implacáveis. Ao menor deslize, a turma no comando pulava miúdo. Mas se houve esse tempo, durou até que alguém percebesse que, do outro lado ca cerca era possível dar menos duro e ganhar mais mole.

 

E foi como água mole em pedra dura que a idéia fixa dessa meta se infiltrou e se alastrou feito praga, por todos os lados. A gente, então, começou a vender os próprios pensamentos, a entregar as paixões, crenças e a própria identidade, em troca de não viver, já que isso dá um trabalho danado. Ficou anestesiada de tanto fingir que estava tudo bem, para não sair do conforto da poltrona. E a coisa foi crescendo tanto, e tão velozmente, que se romperam os diques, e a lama transbordou, nos cobriu e sufocou. E a gente? Acostumou.

 

Nosso país é de terceiro mundo, somos pobres, não temos água, luz, estradas, transporte, saúde pública, educação e comida para todos. E o que fazemos? Mantemos aparências esfarrapadas com uma criadagem (políticos) despreparada, sem experiência, sem cultura nem educação, que oferece, em bandejas de plástico, migalhas aos seus patrões (nós, e mais modernamente: nós e eles), e nós os tratamos a pão-de-ló, com água mineral e bebida importada, servidas por copeiros em bandeja de prata, mesa farta, carro de luxo, um batalhão cada vez maior de subalternos, e avião importado.

 

Minha sogra abominava o tipo de gente que comia mortadela e arrotava peru, como ela dizia. Pois é, dona Ruth, parece que nossa nação não anda bem de digestão.

 

Enquanto isso, países de primeiro mundo, com população mais rica, com pleno acesso a educação e saúde, e onde nem se imagina o que seja a dor de passar fome, têm muito menos empregados (políticos, employees) do que nós.

 

Mas voltando aos partidos, eles também geram aberração e mensalão. É o tal do cada um por si, do salve-se quem puder, coisa de republiqueta de quinta.

 

Portanto, enquanto nós, viventes do mesmo chão, continuarmos a contratar a corja (maus políticos), ela continuará oferecendo privilégios e benesses aos que estão abaixo, acima, à direita e à esquerda, para eternizarem a farsa e o assalto miúdo às nossas carteiras e à nossa dignidade, as quais temos entregado de bandeja, como se nada valessem. Não é para isso que supostamente evoluímos como seres humanos, e que somos considerados cidadãos.

 

Pensa nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

Adote um Vereador: cidadão atento reduz espaço para corrupção

 

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A agenda cidadã no fim de semana foi agitada, especialmente no domingo quando milhões de brasileiros deixaram suas casas para protestar contra o Governo de Dilma Roussef. Cada um apresentando a sua causa e todos indignados com a corrupção. Viúvas do Governo Militar estiveram nas ruas, também, mas foram minoria. Ainda bem! Em São Paulo, foi onde houve a maior concentração como era de se esperar. Coincidentemente, na mesma data em que completávamos 30 anos da posse do primeiro presidente civil eleito no Brasil, após 21 anos sob a ditadura militar. Dois dias antes, grupos menores e barulhentos atenderam ao chamado de centrais sindicais e outros movimentos sociais que apóiam o Governo Federal, apesar de serem contrários ao ajuste fiscal proposto pela presidente. Ou seja, o fim de semana começou e terminou com gente gritando, direito que aliás só temos em democracias.

 

Em meio as duas atividade de expressão, e sem nenhuma comparação, é lógico, tivemos no sábado o encontro do Adote um Vereador, em São Paulo. Para nós poucos que insistimos em acompanhar o trabalho do legislativo municipal já faz parte da nossa agenda cidadã o bate-papo em torno da mesa do café do Pateo do Collegio, todo segundo sábado do mês. Reservamos de duas a três horas para falarmos de nossas atividades, angústias e decepções. O legal é que a conversa sempre renova minha animação, principalmente quando aparece gente nova no pedaço. Desta vez foram dois novos adeptos: o Artur Monteiro, do centro, que defende a bandeira pelo desmonte do Minhocão, e o Rogério dos Santos Raimundo, da zona leste, que tentava entender como poderia fazer parte do Adote. Além disso, havia velhos combatentes de guerra como Alecir, Cláudio, Rafael, Vitor, Lucia, Chico, Silma, entre outros.

 

A Câmara de São Paulo também tem gente nova. A começar pelo presidente que mudou: em lugar de José Américo, do PT, assumiu Antonio Donato, também do PT. Novo no cargo apenas. Afinal, Donato já está na política há muito tempo, foi até secretário do prefeito Fernando Haddad, a quem, por constituição, terá de fiscalizar. Sim, essa é uma das funções dos vereadores, aliás bem pouco exercida. A maior parte dos governistas faz vistas grossas para o que ocorre na prefeitura e a maior parte dos adesista aceita qualquer coisa, venha de onde vier, desde que em troca da aprovação de um projeto de lei, da liberação de verba para o reduto eleitor, indicação para cargos ou sei lá mais o que costumam negociar. Na oposição mesmo, são poucos. Nem eles, porém, são muito adeptos à fiscalização. Saiba, porém, que, se tem uma coisa que você pode cobrar do seu vereador, é o que ele está fazendo para fiscalizar à prefeitura e empresas municipais.

 

Vereadores têm outra função importante, também: apresentação, discussão e aprovação de projetos de lei. Sabe aquela lei que permitiu, sob algumas restrições, que cachorro também ande de ônibus em São Paulo? Foi proposta por vereadores, discutida e aprovada. Depois de aprovada é que vai à sanção do prefeito que pode aceitá-la, e daí vira lei, ou vetá-la, e daí volta para o parlamento analisar o veto. Acompanhar os projetos de lei propostos pelo seu vereador é uma boa forma de ver se ele está conectado com os problemas da cidade. A lista dos projetos você encontra no próprio site da Câmara ou se preferir pode pedir para o vereador lhe enviar por e-mail. Eles tem funcionários nos gabinetes, pagos com nosso dinheiro, para fazer este trabalho: atender o cidadão. Pede, olha, analisa e depois dá um “feedback” para o vereador. Feedback – gostou da palavra? – é o que os gestores costumam fazer quando chamam os empregados e dizem o que pensam e esperam sobre o trabalho deles. Além do feedback você também pode compartilhar sua opinião com outras pessoas, provocando-as a falar sobre o tema nas redes sociais, por exemplo.

 

Quanto a avaliação de projeto, na conversa deste sábado, o Rafael trouxe um ótima sugestão. Muitas vezes a gente fica na dúvida sobre o que devemos avaliar para saber se o projeto é bom ou ruim para cidade. A análise é sempre muito subjetiva. Após discussão com a turma do EuVoto.Org, sobre quem já falamos aqui no Blog, eles chegaram a cinco critérios, com notas que variam de 1 a 5:

 

  1.  Importância para a cidade
  2.  Impacto no dia-a-dia do cidadão
  3. Importância pedagógica
  4. Impacto para a resolução do problema
  5. Viabilidade de aplicação

 

Gostei da ideia. E você? Teria outros itens que considera importantes e podem fazer parte desta avaliação? Então, faça a sua própria lista de critérios, escolha um vereador e passe a olhar com mais atenção para o trabalho que ele realiza. Talvez com o legislativo sob o olhar do cidadão, falcatruas como as que nos incomodam nesse momento no País não se repitam com tanta frequência. Está evidente que quanto mais distantes nós estivermos do parlamento, mais distantes dos nossos interesses serão as decisões tomadas por eles.

Adote um Vereador: plataforma permitirá que cidadão vote projetos que estão na Câmara de São Paulo

 

EUVOTO

 

O cidadão paulistano poderá, a partir de agora, registrar sua opinião sobre os projetos de lei em discussão na Câmara Municipal graças a plataforma virtual #EuVoto. Será uma grande oportunidade para você influenciar nas decisões dos vereadores da capital paulista. No site estarão algumas das principais propostas que tramitam no legislativo e o internauta terá a oportunidade de dizer se é a favor, contra ou se prefere se abster. A ideia é que a participação popular na plataforma coloque os projetos de lei votados pelos cidadãos na pauta da opinião pública para dar visibilidade às questões que têm impacto no cotidiano da população. Eu Voto é uma iniciativa da Open Knowledge Brasil com apoio da Fundação Avina. Na Câmara Municipal de São Paulo, o projeto já conta com a parceria do gabinete do vereador Ricardo Young e está em busca de outros apoios no legislativo municipal.

 

O Software usado pela plataforma é o DemocraciaOS, um programa livre criado na Argentina, e já presente em cidades da Argentina, do México, da Ucrânia, da Finlândia, da Espanha e dos Estados Unidos. Uma das idealizadoras, Pia Mancini justificou a necessidade atual de uma ferramenta como essa no último TED Global, em outubro de 2014, realizado no Rio de Janeiro. Sem conseguir emplacar a ideia no legislativo argentino, decidiu lançar candidatura própria com a proposta de ser pautada pela decisão dos eleitores que opinassem na plataforma. Conheça mais sobre a ideia dela, no vídeo a seguir:

 

 

Agora, cabe a você cobrar do seu vereador a presença firme, forte e democrática nesta plataforma

Conheça o Smaps: aplicativo do bem contra o mal

 

Por Carlos Magno Gibrail

 

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Os moradores de grandes cidades acostumados ao benefício dos aplicativos, que os tem levado de forma mais rápida aos seus destinos, terão um adicional providencial e essencial: que tal além de poder se deslocar pela rota mais rápida, saber a mais rápida e mais segura?

 

Essa é a ideia do Adm. Douglas Roque, criador do aplicativo SMAPS-Segurança Colaborativa Mundial. Na verdade, o aplicativo, que roda no Iphone, no Androide e em desktops, fornece também outras indicações, tais como:

 

– Locais mais seguros para se locomover, morar, trabalhar, passear e investir.
– Alertas de perigo sobre regiões como moradia, trabalho, escola, clube, casa de praia e de campo.
– Imagens de câmeras instaladas nas ruas e zonas de interesse dos usuários.
– Registro ordenado de todos os tipos de crimes e abusos contra a pessoa ou o patrimônio. Dos mais hediondos aos mais comuns como as ofensas sexuais ou raciais. Até mesmo o insolúvel problema do barulho de festas, clubes noturnos, etc.

 

Tudo isso, além de contribuir com os especialistas e as autoridades envolvidas na segurança.

 

O SMAPS já conta com 2.500 colaboradores e visitação diária de 400 internautas. Tem o apoio de vários CONSEGs e de algumas ONGs, como os PAULISTANOS PELA PAZ. Já tem audiência marcada com a Prefeitura de São Paulo e várias entidades sociais.

 

Se no âmbito do Marketing, Philip Kotler, um dos seus ícones, afirmou que o Marketing era muito importante para ficar restrito aos especialistas, o que dizer então da Segurança?

 

É realmente momento oportuno para as redes sociais entrarem em campo com tudo, como colaboradores e usuários, nesta área tão séria quanto carente que é a da Segurança. É função de vital importância que não deve se restringir à Polícia. O SMAPS é um dos caminhos. É só acessar: http://www.smaps.com.br

 

Carlos Magno Gibrail é mestre em Administração, Organização e Recursos Humanos. Escreve no Blog do Milton Jung, às quartas-feiras.

Pia Mancini: como trazer o cidadão para a política na era da internet

 

 

Foi Bel Pesce, do Caderninho, quem provocou o tema ao lembrar o trabalho da argentina Pia Mancini, ativista política que lançou aplicativo que permite o acesso direto do cidadão com seu representante no parlamento. Com dificuldade para propor aos políticos de sua terra, ela própria mobilizou-se para fundar um partido e se lançou candidata com a proposta de apresentar e votar projetos conforme decisão direta de seus eleitores, que seria apresentada através do aplicativo. Através de sua plataforma móvel, Mancini quer trazer os cidadãos para o processo legislativo. Ela não se elegeu, mas seu aplicativo está no ar a espera de políticos dispostos a ouvir a opinião do cidadão.